O INCANSÁVEL HAICKEL

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O ex-deputado e acadêmico Joaquim Haickel, conquanto esteja sem mandato, desfruta de grandes amizades no meio parlamentar estadual e federal, por isso consegue apoio para importantes projetos de interesse público.
Senadores como Epitácio Cafeteira e Edison Lobão, deputados como Lourival Mendes, Sarney Filho, Cleber Verde, Domingos Dutra, Pedro Novaes e Chiquinho Escórcio, têm atendido as reivindicações de Joaquim em defesa da cultura e do esporte maranhense.
Pedro Novaes e Chiquinho Escórcio, por exemplo, acabam de destinar emendas para aquisição de equipamentos destinados ao Teatro Artur Azevedo e à Escola de Música do Estado, graças aos apelos desse incansável amigo e devoto das artes, das letras e das atividades esportivas do Maranhão.
Em tempo: é da autoria de Joaquim Haickel, quando deputado estadual, as Leis de Incentivo à Cultura e o Esporte, que possibilitam aos setores culturais e esportivos recursos substanciais da SECMA através de captação de tributos da iniciativa privada.
MEDALHA CONSTITUINTE
O ex-deputado Eliézer Moreira recebeu importante convite do presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Alves.
Pede para que esteja dia 27 deste mês, às 10 horas, no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília, para receber a Medalha Nacional Constituinte, pela sua destacada atuação na promoção da cidadania e do fortalecimento das instituições democráticas.
Assim como Eliézer, supõe-se que os demais constituintes federais, à exceção dos deputados Cid Carvalho, Vieira da Silva e Davi Alves Silva, já falecidos, deverão também receber a significativa outorga.
HOMENAGEM AO DENTISTA
Por iniciativa do empresário Mauro Fecury, o Curso de Odontologia da Universidade Ceuma, homenageou o saudoso e conceituado dentista Vancrílio da Costa Gonçalves.
Foi dado o nome do homenageado ao Centro de Procedimentos Odontológicos, espaço ocupado por uma sala de cirurgia em forma de arena, onde tudo que é feito em termos de procedimentos odontológicos, é veiculado por aparelhos de televisão por alunos e professores.
O homenageado, no passado, era o dentista que cuidava profissionalmente da família Fecury.
UM SÉCULO
Os filhos de Orlando da Silveira Leite, ex-professor da Faculdade de Direito, jornalista e ex-procurador geral do Estado, promoveram na noite de quarta-feira uma programação em sua homenagem.
Às 19:30 horas, missa em homenagem ao seu centenário de nascimento, na Igreja de Santo Antônio. Em seguida, no Excellence Buffet, no Araçagy, um jantar aos convidados, que tiveram a oportunidade de ver um documentário sobre a vida e a história do saudoso mestre.
Dois oradores usaram a palavra: o filho José Márcio Soares Leite e o ex-aluno, Edomir Martins de Oliveira. Do Rio de Janeiro, veio o Dr. Paulo da Silveira Leite, irmão do ilustre falecido.
HOMENAGEM A MARILDES
A cidade de Viana viveu ontem um dia incomum por conta da homenagem à secretária adjunta da Cultura, Marlilde Mendonça de Abreu.
A homenagem teve o patrocínio da Academia Vianense de Letras, que entregou a Marlildes a placa “Honra ao Mérito Vianense”, em reconhecimento ao seu importante trabalho de apoio e incentivo à cultura maranhense e em especial à vianense.
A secretária da Cultura, Olga Simões, fez questão de comparecer ao evento.
LIVRO DE LAURA
O mês de dezembro começa trepidante em matéria de lançamento de livros.
No dia 3, terça-feira, às 19 horas, no Centro de Criatividade Odilo Costa, filho, a acadêmica Laura Amélia Damous lança sua poesia reunida, com o título de Inventário dos sentidos.
ARLETE E NAURO
NA última terça-feira, o poeta Nauro Machado e a cronista Arlete Nogueira da Cruz Machado estiveram em Itapecuru, em companhia do acadêmico Benedito Buzar.
O poeta e a cronista, em comemoração à Semana da Cultura, falaram sobre as suas obras literárias e assinaram autógrafos.
O prefeito de Itapecuru, Magno Amorim, fez questão de marcara presença na solenidade e ainda adquiriu 50 exemplares do O Rio, da autoria de Arlete.
ELEIÇÃO NA ACADEMIA
Nesta quinta-feira, os membros da Academia Maranhense de Letras vão se reunir para cumprir o que manda o Estatuto da instituição.
Eleger a nova diretoria da Casa de Antônio Lobo, para o biênio 2014-2015.
Apenas uma chapa concorre ao pleito acadêmico: a encabeçada por Benedito Buzar, que atendendo aos apelos dos confrades, decidiu aceitar a tarefa de mais uma vez dirigi-la.
DESEMBARGADOR SERESTEIRO
Provavelmente os desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão ainda não sabem que um de seus membros toca violão e canta.
Mas os acadêmicos da Academia Maranhense de Letras já sabem que o confrade Lourival Serejo não é um exímio violonista, mas dá conta do recado.
Na arte do canto, sua especialidade é música brega. Na mocotozada na casa de Waldemiro Viana ele foi atração.
SETENTA ANOS
O ex-deputado federal, Jayme Santana, reuniu os amigos de geração, na semana passada, em sua residência no Olho D’Água, para comemorar uma data especial.
Os seus bem vividos setenta anos. Os três filhos dele com Alberlila, que moram em Brasília, Isabela, Gabriela e Pedro, e também a mãe, Dona Eney, marcaram presenças.
De sua geração, participaram Aziz Tajra, Claúdio Alemão, José Reinaldo Tavares, Márcio Viana Pereira, Benedito Buzar, Cléon Furtado, Alexandre Jorge, Mário Lameiras Filho, Faustinho, Mauro e Miguel Fecury.
JAIR RODRIGUES E AMIGOS
Para que nenhuma falha ocorra, Mauro Fecury já providenciou tudo para que a Festa dos Amigos seja como sempre agradável, fraterna, alegre e contente a todos os convidados.
Este ano, o evento, organizado na área de lazer do Ceuma, contará com a presença do cantor e sambista Jair Rodrigues.
Mauro reserva uma surpresa aos convidados, a ser conhecida em meio à festa.
SÔNIA E PRÓ-REITORIA
A escritora Sônia Almeida faz parte do Conselho Estadual de Educação e da Academia Maranhense de Letras.
Na semana passada, ela, na reunião das duas instituições, comunicou aos confrades que deixou o cargo de pró-reitora de Ensino da Universidade Federal do Maranhão.
O reitor Natalino Salgado ainda não nomeou substituto para o cargo vago.

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DECLARAÇÃO PÚBLICA DE FELICIDADE

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Como me considero um homem muito feliz na união matrimonial, afirmo publicamente em alto e bom som que o dia 18 de novembro de 1967 é o marco temporal mais importante da minha vida.
Foi nessa data que eu, de livre e espontânea vontade, compareci à Igreja de São João, na Rua da Paz, para, em cerimônia ministrada por monsenhor Ladislau Papp, juntar-me definitivamente a uma jovem de 20 anos, batizada com o nome de Solange Nascimento Silva, que estudava para ser professora na antiga Escola Normal.
Conheci Solange, então menina moça e mais menina que mulher, acidentalmente, em 1963. Eu dirigia um jipe, o meu primeiro carro e comprado com os subsídios parlamentares, provenientes do exercício do mandato de deputado à Assembleia Lesgilativa. Trafegava pela Rua de Santana num final de tarde, devidamente vestido como mandava o ritual parlamentar, ou seja, de paletó e gravata, quando vi pela primeira vez aquela que seria anos depois a minha companheira inseparável e leal. Não estava de uniforme escolar, mas conversava com uma colega que morava, como ela, na Rua de Santana.
Sua beleza, meiguice e morenice logo chamaram a minha atenção. Sem pestanejar, em vez de seguir para a Rua da Misericórdia, onde eu morava, retornei à Rua de Santana várias vezes na tentativa de fazer com que ela me visse. Sempre que chegava perto de onde se encontrava, reduzia a marcha do jipe, buzinava e ainda colocava a cabeça fora do veículo para perceber que estava a mirá-la.
Depois de muito trafegar pela Rua de Santana, tive a sensação de que a estratégia, afinal, dera certo. Do resultado dessas numerosas investidas, notei que ela, ao avistar o meu carro, projetou o corpo na ânsia de saber ou identificar o insistente cara que consumia tanto pneu e gasolina para olhá-la. Ao ver-me não se conteve, esboçou um encantador sorriso e ainda deixou no ar um sinal alentador de uma aproximação ou de uma conversa.
Passei a noite pensando nela e como fazer para abordá-la. Descobri então que estudava à tarde na Escola Normal. Passei a segui-la diariamente. Até que um belo dia a convidei para entrar no jipe e levá-la até a porta do colégio. Nesses curtos, mas benditos encontros, passamos a nos conhecer melhor e a namorar.
Estabelecido o namoro, que rapidamente transformou-se num intenso e febril amor, restava ultrapassar um terrível obstáculo. De como vê-la às noites, cumprindo o ritual dos anos 60 de namorar na porta da casa da namorada. Logo soube que o pai, o então vereador Mário Silva, rigoroso ao extremo, não daria permissão à filha, sobretudo porque era eu deputado estadual, portanto, homem já feito e mais idoso do que a filha.
Como não desejava namorar Solange às escondidas ou em fugazes encontros antes das aulas vespertinas, resolvi procurar Mário Silva. Numa reunião política no Cassino Maranhense o encontrei e disse-lhe que namorava a filha e que passaria a freqüentar a porta da sua casa. Ele pediu tempo, pois queria conversar sobre o assunto com a esposa, Ruth, no suposto de Solange ser ainda adolescente.
Não tomei conhecimento nem do tempo nem da conversa com a esposa. Nessa mesma noite, lá estava eu na porta de sua casa em pleno namoro, que depois virou noivado, com duração de cinco anos, período em que conquistei o coração de Solange e a estima de toda a sua família, pela maneira como me relacionava com ela.
Já nos conhecendo bem e sabendo que seríamos mais felizes se nos uníssemos pelo sacramento do casamento, começamos as tratativas para materializá-lo. O grande problema era a minha situação profissional, pois o meu mandato de deputado havia sido cassado e estava desempregado. Foi aí que surge a possibilidade de participar de um curso na Cepal, em Fortaleza, que Joaquim Itapary indicou-me para fazer, após o que fui contratado pela Sudema – a Superintendência de Desenvolvimento Estadual do Maranhão, criada pelo governador José Sarney.
Com esses recursos e ajudado pelo meu pai, consegui montar casa e finalmente casar com a mulher dos meus sonhos, ela que me fez acreditar em mim, ajudou-me a superar alguns problemas pessoais, deu-me alegria, amor, felicidade e força quando esta queria faltar.
Para completar a nossa felicidade, só faltava um componente: um filho. E este chegou a dezembro de 1975 – Rodrigo, após Solange passar por complicadas cirurgias, todas feitas com o objetivo de tê-lo ao nosso lado.
Ao completar 45 anos de completa harmonia e felicidade conjugal com Solange, só desejo uma coisa: na outra encarnação nascer casado com ela.

Como me considero um homem muito feliz na união matrimonial, afirmo publicamente em alto e bom som que o dia 18 de novembro de 1967 é o marco temporal mais importante da minha vida.
Foi nessa data que eu, de livre e espontânea vontade, compareci à Igreja de São João, na Rua da Paz, para, em cerimônia ministrada por monsenhor Ladislau Papp, juntar-me definitivamente a uma jovem de 20 anos, batizada com o nome de Solange Nascimento Silva, que estudava para ser professora na antiga Escola Normal.
Conheci Solange, então menina moça e mais menina que mulher, acidentalmente, em 1963. Eu dirigia um jipe, o meu primeiro carro e comprado com os subsídios parlamentares, provenientes do exercício do mandato de deputado à Assembleia Lesgilativa. Trafegava pela Rua de Santana num final de tarde, devidamente vestido como mandava o ritual parlamentar, ou seja, de paletó e gravata, quando vi pela primeira vez aquela que seria anos depois a minha companheira inseparável e leal. Não estava de uniforme escolar, mas conversava com uma colega que morava, como ela, na Rua de Santana.
Sua beleza, meiguice e morenice logo chamaram a minha atenção. Sem pestanejar, em vez de seguir para a Rua da Misericórdia, onde eu morava, retornei à Rua de Santana várias vezes na tentativa de fazer com que ela me visse. Sempre que chegava perto de onde se encontrava, reduzia a marcha do jipe, buzinava e ainda colocava a cabeça fora do veículo para perceber que estava a mirá-la.
Depois de muito trafegar pela Rua de Santana, tive a sensação de que a estratégia, afinal, dera certo. Do resultado dessas numerosas investidas, notei que ela, ao avistar o meu carro, projetou o corpo na ânsia de saber ou identificar o insistente cara que consumia tanto pneu e gasolina para olhá-la. Ao ver-me não se conteve, esboçou um encantador sorriso e ainda deixou no ar um sinal alentador de uma aproximação ou de uma conversa.
Passei a noite pensando nela e como fazer para abordá-la. Descobri então que estudava à tarde na Escola Normal. Passei a segui-la diariamente. Até que um belo dia a convidei para entrar no jipe e levá-la até a porta do colégio. Nesses curtos, mas benditos encontros, passamos a nos conhecer melhor e a namorar.
Estabelecido o namoro, que rapidamente transformou-se num intenso e febril amor, restava ultrapassar um terrível obstáculo. De como vê-la às noites, cumprindo o ritual dos anos 60 de namorar na porta da casa da namorada. Logo soube que o pai, o então vereador Mário Silva, rigoroso ao extremo, não daria permissão à filha, sobretudo porque era eu deputado estadual, portanto, homem já feito e mais idoso do que a filha.
Como não desejava namorar Solange às escondidas ou em fugazes encontros antes das aulas vespertinas, resolvi procurar Mário Silva. Numa reunião política no Cassino Maranhense o encontrei e disse-lhe que namorava a filha e que passaria a freqüentar a porta da sua casa. Ele pediu tempo, pois queria conversar sobre o assunto com a esposa, Ruth, no suposto de Solange ser ainda adolescente.
Não tomei conhecimento nem do tempo nem da conversa com a esposa. Nessa mesma noite, lá estava eu na porta de sua casa em pleno namoro, que depois virou noivado, com duração de cinco anos, período em que conquistei o coração de Solange e a estima de toda a sua família, pela maneira como me relacionava com ela.
Já nos conhecendo bem e sabendo que seríamos mais felizes se nos uníssemos pelo sacramento do casamento, começamos as tratativas para materializá-lo. O grande problema era a minha situação profissional, pois o meu mandato de deputado havia sido cassado e estava desempregado. Foi aí que surge a possibilidade de participar de um curso na Cepal, em Fortaleza, que Joaquim Itapary indicou-me para fazer, após o que fui contratado pela Sudema – a Superintendência de Desenvolvimento Estadual do Maranhão, criada pelo governador José Sarney.
Com esses recursos e ajudado pelo meu pai, consegui montar casa e finalmente casar com a mulher dos meus sonhos, ela que me fez acreditar em mim, ajudou-me a superar alguns problemas pessoais, deu-me alegria, amor, felicidade e força quando esta queria faltar.
Para completar a nossa felicidade, só faltava um componente: um filho. E este chegou a dezembro de 1975 – Rodrigo, após Solange passar por complicadas cirurgias, todas feitas com o objetivo de tê-lo ao nosso lado.
Ao completar 45 anos de completa harmonia e felicidade conjugal com Solange, só desejo uma coisa: na outra encarnação nascer casado com ela.

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ASSALTO A IGREJA

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Dezenas de igrejas em São Luis, de uns tempos para cá, passaram a ser invadidas por assaltantes para roubarem sacerdotes e fieis.
Por medida de precaução as paróquias resolveram fechar as portas e reduzir os ofícios religiosos.
Mas os que pensam que assalto a igreja é coisa de agora estão redondamente equivocados.
Reza a história que na noite de 11 para 12 de novembro de 1832, portanto há 132 anos, a matriz de Nossa Senhora da Conceição, em São Luis, foi assaltada e roubada.
Os ladrões chegaram a violar o sacrário do tempo, de onde levaram até hóstias consagradas.
LOJAS NOVAS
Nos finais de anos o cenário comercial de São Luis apresenta-se cheio de novidades com lojas para todos os gostos e bolsos.
Raro é o dia que não se inaugura um estabelecimento comercial na cidade para atender clientes de todos os calibres sociais.
Abertas no período das festas natalinas e de ano novo, o faturamento é certo, mas ilusório, em decorrência principalmente do décimo terceiro salário.
Passadas as festas de Natal e de Reveillon, o faturamento desce em queda livre e o sonhador comerciante, que imaginava ficar rico, acaba endividado, sem dinheiro, sem crédito e com o nome no SPC e no Serasa.
Isso quando não comete um ato de desespero.
RESTAURANTE ITAPARY
Edna e Joaquim Itapary voltaram de longa temporada no Rio de Janeiro, onde cuidaram da saúde e participarem de eventos artísticos e culturais.
Ao chegar a São Luis, Joaquim recebeu elogios pela instalação de restaurante nas proximidades da Praia de Panaquatira, com vista para o mar e boa comida.
Além de surpreso com a notícia, sem qualquer fundamento, ficou também espantado com o nome dado ao estabelecimento gastronômico: Restaurante Itapary, com y no final, como manda a tradição familiar.
PLENA RECUPERAÇÃO
Quem também retornou a São Luis, depois de submeter-se a uma delicada cirurgia na capital paulista, foi o ex-desembargador Milson Coutinho, acompanhado de sua inseparável Graça.
Em pleno processo de recuperação e convicto de que a doença que o atormentava não o atacará mais. Sobre a cirurgia, o historiador responde com verve e alegria:- Foi tão boa que passei raspando o muro do cemitério.
Depois da recuperação, Milson cuidará de deixar para a posteridade as suas memórias.
ARLETE EM ITAPECURU
A escritora Arlete Nogueira Machado nasceu em Cantanhede, mas passou parte de sua infância e adolescência em Itapecuru, onde nasceu o seu querido pai, Raimundo Nogueira, honrado funcionário da Estrada de Ferro São Luis-Teresina.
Nesta terça-feira, 19 de novembro, Arlete vai reencontrar-se com as suas raízes. Convidada pela Academia de Ciências, Letras e Artes de Itapecuru, profere palestra e lança o livro de sua autoria O Rio, do qual recebeu inspiração para escrevê-lo.
Após o evento literário, acontece um show com o cantor Mano Borges, em tributo a João do Vale.
A VEZ DE ZÉ CARLOS
Se o vice-governador Washington Oliveira aceitar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas, em substituição a Yedo Lobão, o PT já pensa no candidato que fará dobradinha com Luis Fernando Silva.
Trata-se do deputado estadual, José Carlos, eleito pelo PT nas últimas eleições à Assembleia Legislativa e onde desempenha o mandato com firmeza e acerto.
MADE IN MARANHÃO
A Secretaria de Indústria e Comércio anuncia boa medida promocional para fazer com que os produtos regionais feitos no Maranhão tenham maior visibilidade no mercado.
Trata-se do projeto “Made in Maranhão”, com o objetivo de valorizar e incentivar a produção de artesanato e artigos industriais.
Até agora, um único produto essencialmente maranhense desfruta de projeção e faz jus ao rótulo de “Made in Maranhão”: o tradicional cuscus Ideal, fabricado no bairro do João Paulo.
PROJETOS DA UFMA
O deputado Carlos Brandão explica as razões que levam o reitor da Universidade Federal do Maranhão, Natalino Salgado, a conquistar com facilidade recursos federais em Brasília.
Diz ele que enquanto os prefeitos municipais e as autoridades estaduais buscam em primeiro lugar os recursos e depois os projetos, o reitor da UFMA faz o contrário.
Natalino chega a Brasilia com projetos prontos e no ponto de receberem recursos disponíveis nos ministérios.
SETENTA ANOS
Na semana passada, o violonista maranhense, Turíbio Santos, recebeu merecida homenagem no Festival Villa-Lobos, realizado no Rio de Janeiro.
A homenagem no Espaço Tom Jobim, onde Turíbio apresentou-se com a Orquestra Sinfônica Brasileira num concerto comemorativo de seus 70 anos.
Ainda no assunto: o extraordinário músico está preparando uma autobiografia a ser lançado em 2014.
LIVRO DE NAURO
O mais recente livro de poesia da autoria do poeta Nauro Machado vem sendo elogiado pela crítica especializada.
No caderno Prosa e Verso, do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, um registro elogioso ao Percurso na Sombra, obra em que Nauro mostra a necessidade de dar forma à sua vocação de poeta.
MILAGRE SAMPAÍNO
O bom desempenho do Sampaio Correa na série C do Campeonato Brasileiro repercute de forma sensacional em dois setores importantes de São Luís.
Em primeiro lugar, no meio esportivo, pois o feito da “Bolívia Querida” pode ressuscitar o futebol maranhense, que andava por baixo, mas tem tudo para voltar aos idos do passado, em que o Moto Clube era imbatível e considerado “Papão do Norte”.
Em segundo lugar, nos meios de comunicação social, haja vista a audiência fantástica da TV Brasil (antiga Educativa) aos sábados, no horário em que o Sampaio Correa.
MOCOMIRO
Os membros da Academia Maranhense de Letras descobriram que o melhor mocotó de São Luis é preparado por Yara, esposa do intelectual Waldemiro Viana.
Sempre que surge um feriado, Waldemiro convida os confrades para, em sua residência, degustarem o saboroso prato, que a esposa faz com capricho e prazer.
Um neologismo já foi criado para rotular o encontro gastronômico e acadêmico: mocomiro.

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A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO MARANHÃO

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Na última sexta-feira, 15 de novembro, foi o marco da queda da Monarquia e do advento da República no Brasil. Em São Luis ou em qualquer lugar do território nacional, como sempre, não houve nenhuma solenidade em homenagem ao evento cívico ou a alguém que tenha participado de ato tão importante.
A propósito: na introdução do livro de sua autoria, 1889, recentemente lançado, o renomado historiador Laurentino Gomes afirma que “O quinze de novembro é uma data sem prestígio no calendário cívico brasileiro. Ao contrário do Sete de Setembro, Dia da Independência, comemorado em todo o país com desfiles escolares e militares, o feriado da Proclamação da República é uma festa tímida, geralmente ignorada pela maioria das pessoas”.
Em outro trecho, revela o escritor: “Personagens republicanos como Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto são nomes onipresentes em praças e ruas das cidades brasileiras, mas pergunte a qualquer estudante do ensino médio quem foram esses homens e a resposta certamente demorará a vir”. Em conclusão, diz categoricamente: “A julgar pela maneira cívica nacional, o Brasil tem uma República mal-amada”.
Sobre tão importante assunto, nada mais instigante do que perguntar: o que aconteceu no Maranhão e como a elite e os políticos se comportaram com relação ao movimento republicano que teve o Rio de Janeiro por palco, levando de roldão a Monarquia que dominava o Brasil há 67 anos?
Pelo que narram os historiadores, no Maranhão, as ações voltadas para a instalação do novo regime foram inexpressivas e desarticuladas. Das cidades maranhenses identificadas com a mudança da forma de governo, apenas Barra do Corda se empolgou e fundou um Clube Republicano, em 1888, tendo como figuras destacadas o juiz municipal, Isaac Martins, o promotor público João Dunshee de Abranches, Frederico Figueira e Antônio Rocha Lima, este, dono do jornal O Norte, que fazia propaganda republicana.
Em São Luis, os ideais republicanos custaram a encontrar adeptos que se preocupassem com a veiculação por meio dos jornais das ações ocorridas na capital do país, com vistas à mudança de regime.
Só nas proximidades do fim do reinado de Pedro II é que apareceram alguns poucos e apáticos republicanos, que se juntaram para fundar um clube, de cuja organização faziam parte o jornalista Paula Duarte e Casemiro Dias Vieira Júnior, este, dono do jornal O Globo, que se tornou o porta-voz do movimento para instalação da República no país.
O jornalista Paula Duarte, o principal agitador da causa republicana em São Luis, quando a Republica foi proclamada no Rio de Janeiro, estava em Recife e foi para ele que chegou a primeira notícia, a 16 de novembro, dando conta de que o marechal Deodoro da Fonseca, no dia anterior, havia decretado o fim da Monarquia no Brasil.
A notícia não era oficial, por isso, não foi levada a sério pela opinião pública, que começou a ser abastecida de informações falsas e contraditórias. Os boatos eram tantos que os escravos libertos logo imaginaram que a República fora proclamada para tornar sem efeito a Lei Áurea, razão pela qual ganharam as ruas da cidade na tentativa de invadir o jornal O Globo e depredá-lo. Não fora a intervenção policial, os escravos teriam concretizado o seu intento.
Só três dias após o ato do marechal Deodoro, o comandante do Exército em São Luis, o coronel João Luis Tavares, resolveu agir, já que o presidente do Maranhão, Tito Augusto Pereira de Matos, por acomodação ou medo, não sabia o que fazer. O militar, no dia 18 de novembro, para manter a tranqüilidade social e restabelecer a governabilidade, reuniu a tropa, nas primeiras horas da manhã, declarando a Adesão do Maranhão à República. Em seguida, em cumprimento às ordens recebidas do Rio de Janeiro, nomeou a Junta Provisória Governativa para responder não mais pelos destinos da Província, mas de um dos vinte Estados Unidos da República do Brasil.
Mais tarde, às 11 horas, em solenidade simples, rápida e sem a presença do povo, que assistia passivamente e sem entender o que acontecia no palácio, onde a Junta Governativa, presidida pelo coronel João Luis Tavares, tomava posse.
Como tudo aqui continuava a ocorrer com atraso, só a 22 de novembro uma passeata de estudantes desfilou pela cidade em regozijo ao novo regime. Posteriormente, no dia 30, as ruas de São Luis também assistiram manifestações populares, organizadas pelo poeta Joaquim Sousândrade, que endereçou uma mensagem de saudação ao marechal Deodoro com estas singelas palavras: “Paus d’arco em flor. Viva a República”.
Como todo governo que toma conta do poder, os republicanos que assumiram o comando do Maranhão deflagraram diversas medidas de caráter vingativo, ressaltando-se a destruição de materiais e símbolos do antigo regime – bandeiras, insígnias, brasões e retratos do ex-imperador -, demissões de funcionários públicos, extinção de instituições, como a Escola de Aprendizes Artífices, prisões dos considerados inimigos ou adversários do regime implantado, e castigos aos negros que idolatravam a Princesa Isabel, que lhes outorgara o direito à liberdade.
Esse legado de represálias que a República trouxe no seu bojo, perdura até hoje no Maranhão, a despeito dos avanços democráticos conquistados pelo povo brasileiro. Se há algo que os detentores do poder aprenderam com o regime instalado em 1889, são as práticas consubstanciadas nas perseguições e nos revanchismos contra os eventuais opositores e adversários.

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GRÁFICA E EDITORA

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Os convidados à inauguração dos novos prédios da Gráfica e da Editora da Universidade Federal do Maranhão ficaram espantados com o dia e hora da solenidade, marcada para terça-feira passada, às 8:30 horas da manhã.
Rigorosamente, como rezava o convite, o evento foi iniciado com as presenças dos deputados Carlos Brandão e Pinto Itamaraty, pois o reitor Natalino Salgado desejava homenageá-los antes de embarcar para Brasília.
Os parlamentares do PSDB eram autores das emendas que destinaram à Universidade Federal do Maranhão os recursos para a construção das obras inauguradas.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
O reitor Natalino Salgado realizou, na semana passada, um ato que o diferencia dos gestores maranhenses.
A seu convite, deputados e senadores da bancada federal do Maranhão compareceram a um almoço num restaurante em Brasília.
No rega-bofe, o reitor mostrou o que vem executando na Universidade Federal do Maranhão e, com transparência, prestou conta dos recursos recebidos por meio de emendas parlamentares e como estão sendo aplicados.
No final, a garantia dos deputados de que a Ufma continuará prestigiada por emendas de bancadas e individuais.
NOGUEIRA NEVES
Os membros da família Nogueira Neves, que se acham espalhados pelo Brasil afora, vão se encontrar em São Luis, este mês.
Quase todos oriundos de Itapecuru aproveitarão o encontro para reverem-se fraternalmente e trocarem informações sobre o que fazem nas cidades onde moram.
A nova geração Nogueira Neves também marcará presença na confraternização familiar.
OS IRMÃOS AZEVEDO
Os irmãos Maria Thereza e Américo Azevedo vão lançar livros numa mesma noite. O evento ocorrerá a 14 de novembro, na Galeteria Pingão, na Avenida dos Holandeses, às 19 horas.
Maria Thereza deixará de lado a timidez para lançar o seu romance Café ou Chocolate. Américo, que se acha envolvido com as atividades do Cazumbá, grupo artístico por ele criado para divulgar a cultura popular do Maranhão, reaparecerá publicamente para mostrar a sua mais nova obra em prosa: História realmente geral.
HUMBERTO DE CAMPOS
Não é comum no Maranhão a gente ver prefeito fazer obra em homenagem aos que se dedicaram à cultura ou deixaram seus nomes marcados na vida pública e privada e, portanto, merecem ser lembrados eternamente.
Quando isso acontece, há que se louvar o gesto do prefeito do município de Humberto de Campos, que prepara um memorial em homenagem ao filho mais ilustre da cidade.
O memorial deve ficar pronto em janeiro do ano próximo. Para inaugurá-lo os membros da Academia Brasileira e Maranhense de Letras serão convidados.
AUSÊNCIA DE MILSON
Na solenidade de outorga de medalhas comemorativas dos 200 anos do Tribunal de Justiça do Maranhão, uma ausência bastante lamentada.
A de Milson Coutinho. Na condição de escritor e ex-desembargador dedicou-se a um trabalho gigantesco de pesquisa e de levantamento da história do Poder Judiciário do Maranhão, dos tempos coloniais aos de agora.
Não compareceu ao festivo evento por encontrar-se em São Paulo, onde se recupera plenamente de uma delicada cirurgia.
AML HOMENAGEADA
Quatro membros da Academia Maranhense de Letras foram homenageados pelo Tribunal de Justiça, com medalhas comemorativas aos 200 anos de sua criação.
Os acadêmicos Benedito Buzar, Jomar Moraes, Carlos Gaspar e Sálvio Dino.
Os três primeiros indicados pelo desembargador Lourival Serejo; o último pelo desembargador Kleber Carvalho.
TERÇO MASCULINO
Várias igrejas estão praticando um evento religioso pouco comum em São Luis.
A reza do terço só com figuras do sexo masculino. As igrejas que adotaram esse tipo de liturgia passaram a contar com numerosos fiéis acostumados a comparecer aos templos católicos apenas aos domingos.
Além de participarem religiosamente da liturgia, os homens mostram-se mais contritos e concentrados do que as mulheres.
TENOR ITAPECURUENSE
Na quinta-feira passada, a Academia Maranhense de Letras promoveu um significativo evento cultural.
Um concerto musical executado pela orquestra de câmara, sob a regência do professor Joaquim Santos, da Escola de Música do Estado do Maranhão.
O concerto, em homenagem ao poeta e compositor Catulo da Paixão Cearense, pelos 150 anos de seu nascimento, em São Luis.
Depois da apresentação da orquestra de câmara, uma agradável surpresa proporcionada pelo presidente da AML, Benedito Buzar. Trouxe de Itapecuru o jovem tenor- Silas Gomes, que, com a sua maravilhosa voz, encantou a platéia e dela recebeu calorosos aplausos.
MULHER DO PREFEITO
A TV Globo vem exibindo às sextas-feiras o seriado “A mulher do prefeito”, baseado nas artimanhas de um casal à frente de uma prefeitura no interior do país.
Quem assiste ao seriado não hesita dizer que a ficção da TV Globo, transmitida pela TV Mirante, parece inspirada num casal que, no exercício passado, administrou uma prefeitura no interior do Maranhão.
A trama do seriado, salvo pequenos detalhes, tem tudo a ver com o marido e a esposa que se revezavam no comando da gestão municipal e praticavam as mais absurdas maquinações, algumas hilárias, outras lesivas aos cofres públicos.
QUADROS DO POETA
O poeta José Maria Nascimento, que nas horas vagas pratica a arte fotográfica, está rindo com as paredes.
Motivo: o empresário Mauro Fecury comprou dez quadros da exposição recentemente lançada em São Luis pelo poeta-fotógrafo.
Os quadros da coleção “Equilíbrio Marinho” vão ornamentar as salas de aula do Ceuma.
PRESIDENTE DA AML
NA última reunião da Academia Maranhense de Letras um assunto ganhou prioridade: a apresentação de chapa, como reza o estatuto, para dirigir a instituição a partir de fevereiro de 2014.
O atual presidente da AML, Benedito Buzar, havia anunciado não disputar mais o cargo, a fim de que uma nova diretoria pudesse dirigi-la.
Mas os acadêmicos insistentemente quebraram a resistência de Buzar, convencendo-o a ficar mais um biênio à frente da Casa de Antônio Lobo.

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A TELEVISÃO CHEGA A SÃO LUIS

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Eu tive o privilégio de ver a chegada da televisão em São Luis em duas oportunidades. A primeira, em maio de 1955, quando se instalou transitoriamente e para cumprir uma finalidade eleitoral; a segunda, em novembro de 1963, quando veio para ficar e para atender a uma sociedade em processo de transformação, que exigia a presença de inovações tecnológicas na área da comunicação de massa.
No primeiro momento, era eu um estudante ginasiano do Liceu Maranhense e vivia a plena adolescência; no segundo momento, cursava a Faculdade de Direito, visando o diploma de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e deputado eleito à Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.
A primeira emissora de televisão inaugurada no Brasil, em setembro de 1950, foi na capital de São Paulo; a segunda, na Cidade Maravilhosa, em janeiro de 1951. Ambas ganharam o nome de TV Tupi. A iniciativa da empreitada coube ao jornalista Assis Chateaubriand, à época, dono da maior cadeia de rádio e jornal instalada no país.
A população de São Luis, ao longo da década de 1950, no que tange aos meios de comunicação, contava com cinco jornais, três emissoras de rádio e dezenas de serviços de alto falantes nos bairros. De repente, a cidade maranhense torna-se a terceira a conhecer a televisão e antes de capitais importantes e de maior potencial financeiro e político.
Quem empreendeu essa arrojada ação que apenas São Paulo e Rio de Janeiro tinham a glória de possuí-la? Respondo: o jornalista Assis Chateaubriand, proprietário da Cadeia Associada, que instalou um arremedo de televisão não porque São Luís contasse com um mercado empresarial forte ou uma população numerosa e dotada de bom poder aquisitivo, condições que poderiam possibilitar à sua emissora um vantajoso faturamento publicitário.
O motivo era outro e tinha conotação puramente política, haja vista que Chatô perdera a eleição de senador, em 1954, em sua terra natal, a Paraíba, e que, pela força e presença de seus jornais e rádios, precisava manter-se no Senado e apoiar o candidato do PSD, Juscelino Kubitscheck, às eleições de presidente da República, em 1955.
Sabendo que a sua candidatura estava sendo bombardeada pelas oposições maranhenses, que a denunciavam como inominável produto de barganha política, Chateaubriand, astuciosamente, mandou para São Luis uma equipe técnica e equipamentos da TV Tupi para funcionarem como veiculo de sua propaganda política e destinada ao aliciamento do eleitorado mais resistente à sua candidatura.
Com tal fim, precária e provisoriamente, em março de 1955, montou-se um estúdio de televisão no auditório da Rádio Timbira, que funcionava nos altos da Casa dos Tecidos, no começo da Rua Grande, onde eram geradas imagens e transmitidas aos aparelhos de TV espalhados na Praça João Lisboa. À noite, os maranhenses, daqui e do interior do Estado, se locomoviam para o Largo do Carmo para assistirem os shows de artistas do sul do país e do nosso meio artístico, animados pelo famoso locutor Carlos Frias, uma das vozes mais bonitas do Brasil.
Com o encerramento das eleições, que levaram Chateaubriand a ser o novo representante do Maranhão no Senado da República, o estúdio da televisão foi desmontado e a Praça João Lisboa voltava a ser o tradicional local onde as notícias ganhavam ressonância através do boca a boca.
Depois disso, a televisão só reapareceu em São Luis na década de 1960. Desta feita, por iniciativa de políticos e empresários maranhenses, que a fundaram não com objetivos estritamente eleitoreiros. A causa era outra e motivos mais nobres. Afinal, o Maranhão começava a modificara sua estrutura econômica e social e precisava de um veículo de comunicação para acompanhar e divulgar os novos tempos que chegavam.
A responsabilidade pelo funcionamento definitivo da primeira emissora de televisão genuinamente maranhense pertenceu ao grupo empresarial, sob o comando dos irmãos Raimundo e Magno Bacelar, donos em São Luis de uma estação de rádio (Difusora) e um jornal (Jornal do Dia).
Com a aquisição de equipamentos importados dos Estados Unidos, a TV Difusora foi inaugurada em 9 de novembro de 1962, com as presenças do governador Newton Bello e do ministro da Justiça, Abelardo Jurema. Os estúdios da emissora foram instalados no 10º andar do Edifício João Goulart, na Avenida Pedro II.
Na noite da inauguração, a cidade parou e viveu momentos de emoção e expectativa. Se as ruas estavam vazias, as poucas residências que tinham o aparelho televisivo, em torno de 300, estavam lotadas e um silêncio de ansiedade contaminava as pessoas que tinham os olhos e ouvidos voltados para um aparelho receptor de imagem.
Quando apareceu no vídeo a imagem das autoridades presentes à inauguração, gritos ressoaram e foguetes pipocaram saudando a mais nova forma de entretenimento, diversão e comunicação social.
A TV-Difusora, que hoje completa 50 anos de vida, ao longo desse período, passou por várias fases e teve a sua programação modificada em função do progresso tecnológico. Na primeira fase, a programação pautava-se na produção local (até novelas) e exibição de filmes de curta metragem; na segunda, a predominância dos chamados “enlatados”, filmes americanos, de longa metragem e dublados para o português; na terceira, a introdução do vídeotape, com programas gerados no Rio de Janeiro e em São Paulo, para todos os gostos e idades; a quarta, com a inauguração das transmissões por satélite e de imagem em HD.

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A TELEVISÃO CHEGA A SÃO LUIS

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A TELEVISÃO CHEGA A SÃO LUÍS

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FRANCESES EM SÃO LUÍS

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FRANCESES EM SÃO LUIS
Na semana passada, uma equipe de documentaristas franceses esteve em São Luis captando imagens e entrevistas para a realização de um documentário sobre a cultura maranhense.
Trata-se de uma co-produção franco-brasileira, organizada pela Gullane Filmes, conhecida por produções de sucesso internacional como “Carandiru” e o “Ano em que meu pai saiu de férias”.
O documentário será veiculado na televisão francesa, pelo Canal Arte, para toda a Europa. No Brasil, pelo Canal Brasil.
No Maranhão, a produção do documentário registrou a força telúrica da cultura popular expressa nos festejos do Bumba meu Boi, gravado na Praia Grande, das Quebradeiras de Coco de Itapecuru, e da região dos Lencóis e do Delta do Parnaíba
CIRURGIA FILMADA
O historiador Milson Coutinho voltou a São Paulo para submeter-se a nova cirurgia, por sinal, delicadíssima.
Internado no Hospital São Luis foi operado por uma equipe de cirurgiões altamente qualificada, sob o comando do competente médico Armando Lobato.
Depois de cinco horas de operação bem-sucedida – Reparadora da prótese abdominal, Milson, para alegria de seus familiares e amigos, está em plena recuperação.
A cirurgia, considerada de risco, teve autorização do paciente para ser filmada e assistida por dezenas de cirurgiões de vários países, que participavam em São Paulo de um simpósio internacional.
VÂNDALO MARANHENSE
Levantamento feito pela Polícia Militar do Rio de Janeiro mostrou que a maioria de manifestantes mascarados é do sexo masculino, jovem e mora na Zona Norte.
Entre os presos, também havia gente de outros estados brasileiros. Um dos quais do Maranhão.
O levantamento não informa se o vândalo maranhense mora no Rio de Janeiro ou se participa dos protestos para ganhar experiência e aplicar posteriormente em São Luis.
GASTÃO E ALCÂNTARA
O ministro Gastão Vieira desde que ingressou na militância política foi bem votado na cidade de Alcântara.
Daquela população, como candidato a deputado estadual ou federal, recebeu votações consagradoras, que as retribui sob forma de recursos que consegue junto aos Governos federal e estadual.
À frente do ministério do Turismo, Gastão negocia com a Agência Espacial em Alcântara uma área para a construção de três projetos fundamentais para a cidade cumprir o seu destino de pólo turístico nacional.
Um hotel de boa qualidade; a recuperação do porto, para facilitar o acesso aos visitantes; e a disponibilização de um horário da lancha da Aeronáutica para o transporte de passageiros, pelo menos uma vez ao dia.
FEIRA DO LIVRO
Para que a Feira do Livro de 2014 obtenha mais sucesso do que a deste ano, a Fundação Municipal de Cultura e os organizadores do evento já fizeram a primeira avaliação.
Outras ainda acontecerão, com o objetivo de recolher informações, críticas, sugestões e subsídios para corrigir lacunas e proporcionar melhor organização ao próximo evento.
Um dos pontos já definidos para a Feira do ano vindouro: transformá-la num projeto internacional, trazendo para São Luis escritores dos países de língua portuguesa.
PALESTRA DE HAICKEL
N a última segunda-feira, o acadêmico Joaquim Haickel esteve na cidade de Imperatriz, para atender ao convite da coordenação do curso de Direito da Universidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão.
Na condição de ex-constituinte, proferiu palestra sobre a elaboração e promulgação da Constituição Federal do Brasil de 1988. Também não deixou de falar sobre um assunto que gosta: reforma política.
Também participaram do evento o deputado Aldo Arantes e o juiz de Direito Marlon Reis.
HÓSPEDE DO SOBRINHO
Ausente bom tempo de São Luis, veio do Rio de Janeiro onde mora, o engenheiro maranhense Luiz Duailibe.
Hóspede do sobrinho, o também engenheiro Aloísio Duailibe, deve ficar entre nós até o final de novembro.
Um dos motivos que trouxe Luiz Duailibe a São Luís: assistir ao casamento do sobrinho, Lucas, filho de Aloísio e Eliane, que se unirá dia 16 deste mês a Bruna Melo, na igreja da Sé, às 19:30 horas.
BIOGRAFIA DE LA ROCQUE
Por solicitação do senador José Sarney, a Gráfica do Senado acaba de lançar um livro sobre a vida política do saudoso Henrique de La Rocque Almeida.
O livro, além de ressaltar os traços biográficos do saudoso político, destaca também os seus principais pronunciamentos no Senado, bem como discursos e artigos de jornalistas do país inteiro em homenagem a um dos mais brilhantes políticos que o Maranhão deu ao Brasil.
Na recente Feira do Livro, a Editora do Senado trouxe o livro, mas esqueceu da publicidade.
POLÍTICA DO SERTÃO
As animosidades entre os Teixeira e os Neiva pelo domínio político do sertão maranhense começaram no final do século XIX e atravessaram de maneira impetuosa todo o século XX.
Só com as novíssimas gerações, que se cristalizaram no século XXI, é que as rugas e as rivalidades entre as duas tradicionais famílias ficaram para trás e perderam força.
Por conta da paz que passou a reinar entre os Teixeira e os Neiva, um membro da nova geração dos Teixeira, o jovem juiz de Direito Marco Antônio, filho do ex-deputado Temístocles, chamou a si a responsabilidade de escrever um livro, no qual pretende narrar, baseado em pesquisas e depoimentos de descendentes das duas famílias, a saga histórica de uma gente que fez da política o instrumento para dominar uma importante região do Maranhão.
LIVROS DE CASSAS
O poeta Luis Augusto Cassas está empenhado numa ação altamente cultural e que só merece aplausos.
Os livros da sua autoria, todos da melhor qualidade poética, que estavam guardados no seu apartamento quer doar às bibliotecas municipais e colegiais.
Com esse objetivo, a primeira remessa dos livros foi entregue ao jornalista Benedito Buzar, que o levará para Itapecuru, onde estão as raízes de Luis Augusto.
CHAGAS EM FORMA
A grandiosidade humana e intelectual do poeta José Chagas é de tal forma excepcional que o seu aniversário foi comemorado em dois dias.
Os amigos que foram à sua residência para comemorar seus 89 anos, ficaram impressionados com a sua saúde, que embora fragilizada, não arrebatou dele a vitalidade intelectual nem a lucidez.
Este ano, o aniversário do poeta teve uma singularidade especial e que ele não esperava: a reedição do livro Colégio de Vento, promovida por Jomar Moraes, do qual recebeu tratamento novo e moderno, e de Marlene Barros, que ilustrou maravilhosamente a obra.

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FRANCESES EM SÃO LUÍS

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