PETISTAS MARANHENSES

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A família do ex-deputado José Genoino, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento no crime do mensalão, graças a uma orquestrada campanha realizada a nível nacional, conseguiu recursos suficientes para pagar a multa determinada pelo STF, em torno de R$ 667.513, 92.
Na maior surdina, os filiados do PT maranhense, mesmo divididos, conseguiram se juntar em torno da campanha de Genoino.
Não se sabe a quantia que os petistas daqui remeteram para Brasília, mas foi uma boa contribuição ao ex-deputado.
CAMINHADA DOS BISPOS
Está marcada para o dia 2 de fevereiro a realização em São Luis de uma Caminhada pela Paz, sob os auspícios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, recentemente nomeado cardeal, pelo Papa Francisco, poderá comparecer ao evento da CNBB.
Dom José Belisário, arcebispo de São Luis, está se mobilizando, como anfitrião, para recepcionar os prelados que participarem da Caminhada da Paz.
ESTIMATIVA LOJISTA
Os lojistas de São Luis não estão otimistas com relação ao faturamento deste ano.
Motivo: o excesso de feriados, os dias dos jogos do Brasil na Copa do Mundo e o processo eleitoral.
Acham os comerciantes que em 2014, por causa dos feriados, o movimento de vendas não será igual aos anos passados.
PRESENTE AOS FUNCIONÁRIOS
O governo da China acaba de tomar uma decisão que deixou os funcionários públicos tristes: estão proibidos de receber presentes.
No Maranhão, essa medida, ainda que não tenha sido tomada por governo, foi, contudo, assumida isoladamente por um ex-secretário da Fazenda do Estado.
Antônio José Brito, no governo de João Castelo, punia o funcionário que recebesse presente que se destinasse a ele, secretário.
MARANHENSES NO RIO
Tudo indica que os maranhenses voltaram, nestas férias, a bater pernas no Rio de Janeiro.
De uns tempos para cá, a Cidade Maravilhosa havia perdido essa posição privilegiada em função das facilidades de viajar ao exterior, especialmente, a Nova York, Miami e Buenos Ayres.
Clóvis Viana e esposa voltaram do Rio de Janeiro impressionados com a quantidade de maranhenses vista em Copacabana, Ipanema e Leblon.
COLÓQUIO INTERNACIONAL
Historiadores de várias universidades brasileiras estão se mobilizando para participar do II Colóquio Internacional de História, a ser realizado em abril em São Luis.
O evento será promovido pela Universidade Federal do Maranhão e terá como tema “O colapso das ditaduras”.
Em maio, a UFMA patrocinará outro evento de História, esse destinado aos professores do Nordeste.
MOTEIS EM CRISE
Até pouco tempo, o setor de motéis em São Luis era um dos mais dinâmicos e de maior lucratividade.
Algo está acontecendo no mercado do sexo, que vem deixando os empresários do setor pessimistas.
Nos últimos meses, as receitas dos motéis caíram acentuadamente, razão pelas quais alguns moteleiros estão querendo mudar de ramo ou passá-los adiante.
LIVREIROS PREJUDICADOS
Na feira do Livro do ano passado, a Secretaria de Educação da Prefeitura de São Luis teve uma idéia excelente, colocou em prática e redundou em extraordinário sucesso.
A criação de um vale-livro, através do qual os alunos da rede pública municipal poderiam comprar livros na Feira.
As crianças gostaram e os livreiros mais ainda, porque contaram com uma clientela numerosa, que comprou livros à vontade.
O evento acabou em setembro e até hoje a Prefeitura de São Luis não cumpriu o compromisso de pagar os livreiros, que estão com a corda no pescoço de tanto esperar.
Será que o prefeito Edivaldo Junior sabe disso?
DEPUTADO SABIDÃO
O Brasil inteiro, por obra dos meios de comunicação, tomou conhecimento de um deputado do Maranhão preso por participar de escandalosa fraude na Caixa Econômica Federal, na cidade de Tocantinópolis.
Trata-se do esperto ou espertalhão goiano, Ernesto Vieira de Carvalho Neto, domiciliado na cidade de Estreito, que se candidatou a deputado federal nas eleições de 2010, com o objetivo de praticar falcatruas.
Por ser um ilustre desconhecido, a não ser no sul do Maranhão, só conseguiu 9 mil votos. Se todos os deputados do PMDB maranhense renunciarem aos mandatos, ele não terá a menor condição de assumir o cargo eletivo.
SALGADO MARANHÃO
O poeta Salgado Maranhão não pode mais se queixar de sua terra natal.
Durante anos ficou esquecido e desconhecido no Maranhão. Mas desde a Feira do Livro passada, começou a ser venerado, respeitado e valorizado entre nós.
Na última semana, Salgado Maranhão participou do Café Literário, no Centro Odilo Costa filho, e ali recebeu a consagração de uma numerosa platéia, que só lhe rendeu aplausos pela obra poética construída fora do Maranhão.
CECÍLIA NO TOM
A talentosa Cecília Leite saiu de São Luis no maior silêncio e sem anunciar o que faria no Rio de Janeiro, onde se encontra.
Mas os jornais cariocas se encarregaram de divulgar que ontem ela, a pedido de seus admiradores, deu uma canja no Tom do Leblon, onde soltou a bela voz e encantou os que foram ouvi-la.
CEUMA FAZ A DIFERENÇA
Não é a toa que a Universidade Ceuma é diferente de suas congêneres privadas e públicas.
Desconheço algum estabelecimento de nível superior de São Luis que faz o visto, na semana passada, por ocasião da abertura do ano letivo.
O reitor e os pró-reitores à entrada do Ceuma recebiam efusivamente os calouros e veteranos, dando-lhes as boas vindas no primeiro dia de aula.
DOAÇÃO DA VALE
A cidade de Santa Inês assiste nesta terça-feira um ato da maior importância para o ensino superior do Maranhão.
A solenidade em que a Vale doará o prédio onde funciona o Centro de Estudos Superiores da Universidade Estadual do Maranhão.
O diretor de Logística Norte da Vale, Carlos Mello Júnior, e o reitor da Uema, José Augusto Oliveira, marcarão presença no evento.

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O IMPEACHEMENT NO MARANHÃO

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Foi com a chegada do regime republicano no país, que o impeachement, como dispositivo de lei, passou a ser introduzido nas Constituições federal e estaduais do Brasil.
No Maranhão, em três momentos de nossa vida democrática, o impeachement ou impedimento, foi tentado, como arma política, para catapultar do Poder Executivo três governadores.
Das três tentativas, apenas uma chegou a ser materializada: a que levou Getúlio Vargas a decretar a intervenção federal no Maranhão, em julho de 1936. As outras, contra o governador Newton Bello, em maio de 1964, e a governadora Roseana Sarney, em janeiro de 2014, foram malogradas.
A primeira vez ocorreu em 1935, quando governava o Estado o cientista maranhense, de Cururupu, Aquiles Lisboa, eleito por via indireta pela Assembleia Legislativa. Tudo começou por inabilidade política do próprio chefe do Executivo, que deixou a Assembleia Legislativa, em fase de elaboração da nova Carta Magna do Maranhão, dividir-se por não cumprir um acordo acertado com um dos partidos que o apoiavam – a União Republicana Maranhense, de Genésio Rego e Clodomir Cardoso.
O acordo rezava que o nome indicado para o cargo de prefeito de São Luis seria o genesista Francisco Costa Fernandes. Contrariando o acertado, o governador nomeou o marcelinista, Manoel Azevedo, pessoa de sua integral confiança. Com isto, a URM abandonou a base governista e aliou-se aos partidos de oposição a Aquiles: PSD, LEC e PSB, que passaram a mover contra ele uma agressiva campanha, com vistas a afastá-lo do poder.
Com a Assembleia Legislativa em crise, dois deputados a presidiram simultaneamente: Salvador de Castro Barbosa e Antônio Pires da Fonseca. O grupo de deputados, que constituía a minoria, alegando falta de condições de trabalho, homizia-se no 24º Batalhão de Caçadores, de onde impetra à Corte de Apelação um habeas corpus para lhe garantir o livre exercício do mandato, não sem antes aprovar uma emenda estabelecendo que, promulgada a nova Constituição, considerava-se desde logo terminado o mandato do governador.
A despeito de toda essa confusão, a 16 de outubro de 1934, a nova Constituição foi votada e aprovada, mas Aquiles Lisboa, além de não reconhecê-la, requer mandado de segurança para continuar à frente do Governo.
A crise, que até então envolvia os Poderes Executivo e Legislativo, invade a seara do Judiciário, também dividido entre governistas e oposicionistas, que começa a receber recursos dos grupos políticos em choque e a julgar conforme as conveniências de cada desembargador.
As decisões judiciais, em vez de arrefecerem o tumulto, complicam mais ainda a harmonia entre os poderes, fato que veio perturbar a vida institucional, econômica e social do Maranhão, há mais de um ano esperando uma solução para pacificá-lo e desarmar os espíritos dos políticos.
Em março de 1936, um deputado oposicionista denuncia o governador pelo cometimento de crime de responsabilidade e pede o seu impeachement. Cria-se então uma Comissão Especial que considera Aquiles Lisboa incurso na penalidade, mas o governador consegue no Tribunal de Apelação, por mandado de segurança, garantir o seu mandato.
Se a situação já era confusa, mas caótica fica. No afã de acabar com o emaranhado político e jurídico reinante, a Associação Comercial solicita ao Presidente Getúlio Vargas a sua interferência no caso através do remédio da intervenção federal. Como não havia outro caminho para contornar a crise, o Presidente da República a 5 de julho de 1936 nomeia o major Roberto Carneiro de Mendonça interventor federal no Estado do Maranhão.
A segunda vez que o impecheament tentou obter êxito no Maranhão, como remédio para satisfazer interesses políticos, deu-se em maio de 1964, logo depois da eclosão do movimento militar que derrubou o presidente João Goulart do Governo.
O fato gerador do impeachement foi uma carta do general Anacleto Tavares da Silva endereçado ao general Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército, que veio a São Luis receber o título de Cidadão Maranhense, a ele conferido pela Assembleia Legislativa.
Na carta, divulgado na imprensa, o general Anacleto alertava o seu companheiro de farda, que a Revolução cassara mandatos de alguns políticos maranhenses, por motivos ideológicos, mas “deixara livre os administradores públicos implicados com a corrupção, negociatas, contrabandos, fraudadores e responsáveis pela desastrosa situação em vivia o Maranhão”.
Essa carta assumiu imediatamente conotação política e os oposicionistas a aproveitaram para culpar e incriminar os aliados do governador Newton Bello. Os deputados que apoiavam o governador sentiram-se de tal modo ofendidos, que através de nota pública, rebateram as acusações a eles imputadas.
Em seguida, os deputados federais Ivar Saldanha, Alexandre Costa e La Rocque Almeida leram a carta no plenário da Câmara Federal, e os deputados estaduais Manoel Gomes, Francisco Figueiredo, Antenor Abreu e José Mário de Araújo Carvalho apresentaram denúncia contra o governador Newton Bello pela prática de crime de responsabilidade, tais como: “desrespeito às decisões judiciais, falta de pagamento de dívidas do Estado e retardamento na publicação de leis e resoluções do Poder Legislativo”.
A Assembleia cria Comissão Especial para emitir parecer à denúncia contra o governador. Em duas sessões extraordinárias, a primeira em 24 de maio, a maioria governista aprova parecer da Comissão Especial “pelo arquivamento da denúncia por considerá-la frívola e improcedente”; a segunda, em 27 do mesmo mês, por 29 contra 7 votos, rejeita a denúncia apresentada pela bancada oposicionista, que pretendia enquadrar o governador em crime de responsabilidade.
A terceira tentativa veio à tona recentemente, quando um Coletivo de Advogados em Direitos Humanos, inspirado em objetivos essencialmente eleitoreiros, ingressa com um pedido de impeachement na Assembleia Legislativa, com o fito de detonar a governadora Roseana Sarney, sob a justificativa de praticar crimes contra os direitos humanos, tomando por base fatos acontecidos na Penitenciária de Pedrinhas.
Sustentado em parecer da Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, segundo a qual o pedido era destituído de “pressuposto válido para o prosseguimento do procedimento parlamentar”, além da “ausência de justa causa para início da persecução por crime de responsabilidade” o presidente Arnaldo Melo (16-01-14) fulminou aquela ação sem propósito com um despacho simples, mas altivo: o arquivamento.

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DEUSES E DIABOS NA TERRA DE SARNEY

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As mortes de presos na Penitenciária de Pedrinhas não são novidades no Brasil e as barbaridades delas decorrentes também não são exclusividades do Maranhão. Tão lamentáveis fatos fazem parte de uma indiscutível e triste realidade vigente em todo o país, resultado da superlotação das penitenciárias e da inércia dos governantes.
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Porto Alegre serviram, servem e continuarão a servir de palco para ocorrências iguais ou mais violentas das aqui registradas e nada diferem quanto à natureza e objetivos. Só quanto à repercussão apresentam diferenças. Todas foram pautadas nos noticiários da grande mídia impressa e eletrônica do país. Contudo, as ocorridas em São Luis ganharam mais repercussão e foram mais escandalizadas do que as acontecidas em outros lugares.
Qual o motivo disso? Fácil e simples de explicar: por que foram praticadas na terra onde nasceu um homem chamado de José Sarney. Outra pergunta se impõe: desde quando começou esta campanha difamatória contra o Maranhão, apontado como o mais atrasado e a vergonha do Brasil? Resposta: desde quando Sarney chegou, por mérito pessoal e bafejo dos deuses, ao posto mais alto desta República.
Foi a partir desse marco temporal que ele passou a ser satanizado e acusado de responsável direto por tudo de ruim que acontece no Estado. Ao longo desse tempo, os poderosos meios de comunicação – que nunca imaginaram ver o país governado por um nordestino, com agravante de ser do Maranhão, começaram a desencadear contra o político maranhense as mais torpes campanhas.
Não sabem que ao assumir o governo do Maranhão, em 1966, Sarney encontrou o Estado atravessando um dos piores momentos de sua história. O quadro político, econômico e social era tão desolador que deixava o maranhense triste, constrangido e pessimista. Basta dizer que no interior do Estado só havia 27 médicos para atender uma população que crescia celeremente e atacada por doenças endêmicas e epidêmicas; a maioria esmagadora dos habitantes vivia no campo e cultivando uma agricultura de subsistência; as pequenas indústrias funcionavam com capacidade ociosa; o abastecimento de água e rede de esgoto só atendia a área urbana de São Luis; na área educacional, apenas duas escolas superiores e um ginásio oficial; nenhuma estrada asfaltada; a energia elétrica era racionada e deficiente; infra- estrutura, nem pensar; nas comunicações, só os Correios e Telégrafos prestavam serviços à população. Enfim, essas e outras mazelas dominavam o Estado de ponta e ponta.
Mas com a força de sua inteligência e de sua juventude, Sarney conseguiu reunir uma equipe de auxiliares competentes e fez o Maranhão mudar e trilhar por uma nova trajetória de desenvolvimento. As gerações de hoje, que de uns tempos para cá, influenciadas pelos meios de comunicação e pelas redes sociais passaram a vê-lo como malfeitor e causador dos males que nos afligem, deveriam, antes de demonizá-lo, ouvir os antepassados ou fazer pesquisas, para saber, na verdade, o realizado e construído no Maranhão, no período de 1966 a 1970.
Se assim o fizessem, certamente seriam informados de que Sarney, ao concluir a sua administração, legou ao povo maranhense um Estado em pleno processo de mudança, transformação e modernização, mercê das obras e serviços na capital e no interior, dentre as quais selecionamos as mais importantes: montagem da infra-estrutura com novas linhas de transmissão de energia elétrica da Usina de Boa Esperança para todos os municípios; construção de novos eixos rodoviários para integrar o Estado; asfaltamento da estrada São Luis-Teresina; implantação de ginásios Bandeirantes, escolas João de Barros, de combate ao analfabetismo, fundação das faculdades de Engenharia, Administração, Comunicação e Educação, em Caxias, núcleo que deu origem à Universidade Estadual do Maranhão; criação da Televisão Educativa; construção da Barragem do Bacanga, que permitiu a criação do bairro Anjo da Guarda; implementação da Ponte do São Francisco, que possibilitou o nascimento de uma cidade nova e a preservação da cidade velha e histórica; construção em parceria com o Governo Federal do Porto do Itaqui; fundação da Companhia de Telecomunicações do Maranhão, introdução de sistema de computador para modernizar a administração; asfaltamento da cidade de São Luis e abertura da Avenida Kennedy; ampliação da rede de distribuição de água de São Luis e cidades do interior.
Este elenco numeroso de obras públicas, todas imprescindíveis ao progresso do Estado, realizadas por Sarney, o levaram a conquistar forte popularidade e inconteste liderança política, a ponto de ser considerado o melhor e mais operoso governador que já tivemos. O Brasil todo, à época, se curvava ao Maranhão pelo fato de ter um homem público de sua envergadura e tenacidade, mas cuja imagem foi sendo deteriorada pela grande imprensa nacional e por alguns governadores que passaram pelo Palácio dos Leões, os quais, em vez de darem continuidade ao trabalho realizado, fizeram retroagir o Estado.
Dito isto, que seja esclarecido algo que virou samba de uma nota só: a de que Sarney, de 1965 aos dias correntes, domina o Maranhão face à montagem de uma oligarquia. Se os arautos desse ridículo discurso tivessem conhecimento de nossa história, se certificariam de que o Maranhão, do período Imperial aos dias atuais, sempre teve sob seu comando políticos com capacidade de chefiá-lo por longo tempo. Vejamos. Bem antes da Proclamação da República, o Partido Liberal e Conservador monopolizaram a cena política através de Gomes de Castro e José da Silva Maia, que se alternavam no poder conforme os interesses do regime monárquico. Com a implantação do regime republicano, ascende à chefia política do Estado, Benedito Leite, que só não permanece mais tempo no governo por causa de uma enfermidade que o levou a morte em 1908, em Paris. O sucessor de Benedito Leite – Urbano Santos, outro político brilhante, dominou a política estadual de 1909 à sua morte, em 1921, quando viajava num navio para o Rio de Janeiro, onde assumiria o cargo de vice-presidente da República. O desaparecimento de Benedito Leite e de Urbano Santos fez o poder político do Maranhão se transferir para as mãos de Marcelino Machado e Magalhães de Almeida, genros dos falecidos governantes. Nenhum deles deu continuidade às lutas dos sogros, pois a Revolução de 30 se encarregou de expurgá-los da vida pública. O retorno do país ao regime democrático, em 1945, trouxe novamente ao Maranhão, o pernambucano Vitorino Freire, que aqui chegara em 1932, pelas mãos do interventor Martins de Almeida. A partir, portanto, das eleições de 1946, destinada à elaboração da nova Constituição brasileira, Vitorino impôs-se como novo comandante da política maranhense, comando esse só findo com a Revolução de 1964, que, usando poderes extraordinários, fez através da Justiça Eleitoral, a revisão do eleitorado do Maranhão, que sustentava a fraude eleitoral e manteve o vitorinismo no poder por vinte anos. Esse reinado foi literalmente dizimado nas eleições de 1965, que conduziu José Sarney ao governo do Estado.

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O LICEU DO MEU TEMPO

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No final do ano passado, o Liceu Maranhense completou 175 anos de fundação. A instituição criada em 24 de julho de 1838, só iniciou as suas atividades em 1839, sob a direção do professor Sotero dos Reis, um dos luminares da literatura no Maranhão.
Dos 175 anos de vida do Liceu, eu, como estudante, participei pessoalmente de quatro temporadas escolares: de 1953 a 1956.
Naquele estabelecimento educacional cheguei depois de fazer um extraordinário primário, em Itapecuru-Mirim, no Grupo Escolar Gomes de Sousa, concluído em 1949. Como na cidade em que nasci não havia ainda curso ginasial, meus pais trouxeram-me para São Luis, onde fui submetido, em 1950, ao exame de admissão no Colégio dos Irmãos Maristas, que começava a funcionar em sede nova, na Rua Grande, numa área conhecida como Quinta do Barão.
O primário, em Itapecuru, era tão bem ministrado que passei direto no exame de admissão, proeza que logrei graças às competentes professoras Santinha Fonseca, Celestina Nogueira da Cruz, Sinhá Rodrigues e Tusa Ewerton. Nos Maristas, pontificavam apenas professores que pertenciam à congregação criada pelo padre Marcelino Champanhat, dentre os quais os Irmãos (assim chamados), Mário, Máximo, Acácio, Nelson, Ábdon, Luis, Ilídio, Xavier, Miguel e Hermano.
Ali, estudei de 1950 a 1952. À falta de parentes em São Luis, cursei a primeira série do ginásio, em regime de internato. Como foi difícil, aos 12 anos de idade, separar-me da minha querida terra e da família. Chorava como um bezerro desmamado e levei tempo para acostumar-me com a vida de interno, regime em que a gente não é dono de si e vive-se sob o controle direto e rígido dos superiores.
Dos Maristas, fui transferido, em 1953, para o Liceu Maranhense, por interferência do renomado professor Newton Neves, amigo e compadre do meu pai, e lá cursei o quarto ano ginasial e os três do Científico. Os meus primeiros dias no novo colégio foram inesquecíveis, pois vinha de um estabelecimento de ensino de bom nível, mas que impunha aos alunos uma disciplina draconiana, em que os castigos imperavam de modo acentuado e constrangedor e os ofícios religiosos predominavam além do necessário.
A sensação que tive ao chegar ao Liceu era de que eu trocara um regime prisional por um aberto e livre. Ali, tudo era diferente dos Maristas: a metodologia do ensino, a disciplina, o uniforme, o relacionamento com os diretores, o contato com os mestres, estes, profissionais liberais, as ligações com os colegas, mais fraternos e egressos de segmentos sociais menos afortunados. Enfim, nada lembrava ou assemelhava-se aos três anos vividos na Quinta do Barão.
O que mais chamava a minha atenção, todavia, era o clima de liberdade com responsabilidade reinante no Liceu. Se nos Maristas eu contava as horas e os dias para chegar ao fim de semana, no Liceu, era o contrário. Ficava triste e mal humorado quando o final de semana se aproximava. Rezava para a segunda-feira chegar e poder juntar-me aos colegas de turma e assistir as aulas sem temer os nefandos castigos a que nós, alunos, éramos submetidos (ficar de pé e olhando para a parede, decorar nas sei quantas páginas, fazer cópias de longos textos, não praticar esportes e outros que a memória já apagou).
Ao deixar os Maristas, não pude esquecer os colegas que lá deixei: Newton Belo Filho, Cláudio Macieira, Railton Santos, já falecidos, Antônio Augusto Nogueira Santos (Manga Rosa), Bento Moreira Lima, Otávio Augusto Fernandes, João Castelo, José Quarto de Oliveira Borges, Gerson Marques, entre outros.
Mas ao chegar ao Liceu, novos colegas surgiram e deles só recebi demonstrações de amizade e de companheirismo e com os quais participei de momentos agradáveis, partilhados em salas de aula, no recreio e nas atividades esportivas. Com saudades, relembro dos que já partiram para a eternidade, tais como, Ernani Coutinho Nunes, Antônio José Lobato, Henrique Silva (dentista), Wanderley Carvalho, Sinésio Gonçalves, José Ribamar Ferreira Filho, Alexandre Viveiros, Pedro Rodrigues, José Trajano Nogueira Neves, bem como os que ainda estão em plena forma física e técnica, a exemplo de João Alberto de Sousa, Henrique Silva (advogado), Ezíodo Araújo, Alcemir Belém, residente em São Paulo, e Oldeir Silva Ramos, em Itajubá.
Impossível também não falar do elenco admirável de professores que o Liceu mantinha no seu corpo docente. Além de habilitados, eram figuras conceituadas e respeitadas na sociedade maranhense pela cultura e pelas atividades profissionais que exerciam. Até hoje permanecem na minha memória e jamais os esquecerei pelos exemplos e dedicação aos discípulos: Rubem Almeida, Mata Roma e Maria Helena Rocha (Português), Maria de Jesus Carvalho e Maria Freitas (Geografia e História), José Lopes e Balduíno (Matemática), Maria José Serrão (Química), Pedro Santos (Física), José Silva e Ribeirinho (Biologia e Ciências Naturais), Vicente Maia (Inglês), Braga, (Francês), Lilah Lisboa de Araújo (Música), Concita Quadros (Espanhol), Cádmo e Agesislau (Desenho).
Devido a esse primoroso e ilustrado naipe de mestres, os alunos do Liceu, daquela época, ocuparam cargos elevados, exerceram funções nobres e cumpriram atividades relevantes na área pública e privada de maneira altiva e sem comprometer aos que lhes legaram sabedoria e boas lições de vida.

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ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL

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O Governo Federal, através dos Ministérios do Turismo e da Cultura, vem incentivando os Governos estaduais à adoção de uma vertente de turismo que tem sido bem explorada na Europa.
Trata-se da chamada “arqueologia industrial”. São prédios que abrigaram fábricas importantes e hoje estão em ruínas ou abandonadas.
A recuperação desses imóveis pode fazê-los ressurgir como pólos turísticos ou de cenários para eventos artísticos e culturais.
No Maranhão, a política da “arqueologia industrial”, já vem sendo aplicada, ainda que vagarosamente, por entidades públicas e privadas.
Do extraordinário acervo que existia em São Luís em torno de 13 fábricas, algumas foram transformadas pela iniciativa privada em projetos comerciais ou residenciais, outras foram restauradas pelo setor público, a exemplo, das fábricas Anil e Cânhamo.
Um terceiro imóvel está sendo recuperado com recursos do Ministério do Turismo: a fábrica Santa Amélia, onde a Universidade Federal do Maranhão instalará os cursos de Hotelaria e Turismo.
MENOS BARRIGA
Na próxima semana, quando chegar ao Tribunal de Justiça, do qual foi presidente até recentemente, o desembargador Antônio Guerreiro poderá não ser reconhecido pelos funcionários e colegas.
Motivo: ele vem de submeter-se a uma cirurgia bariátrica, para livrar-se do excesso de peso que carregava no corpo e que já prejudicava até sua mobilidade.
A intervenção cirúrgica, aliás, bem-sucedida, feita no Hospital São Domingos, foi realizada pela equipe do competente médico José Valadão.
MEIO SÉCULO DE GUEDES
Na última quarta-feira, o ex-comandante do 24º Batalhão de Caçadores, coronel Carlos Henrique Guedes, completou 50 anos.
Ele, atualmente, presta serviços profissionais em Washington, onde como militar competente e probo, realiza atividades atinentes ao Exército brasileiro.
Em São Luis, onde comandou o 24º BC com eficiência e seriedade, conquistou numerosos amigos e admiradores, continua sendo lembrado e reverenciado.
De três fraternos amigos de São Luís – Alberto Tavares, Benedito Buzar e Zildene Falcão, ele ouviu, por telefone, mensagens de congratulações pela auspiciosa e marcante data.
BICICLETAS E MOTOS
Segundo levantamento dos órgãos de Segurança do Estado, em São Luis, os veículos mais usados pelos bandidos em crimes de assaltos não são os automóveis.
São bicicletas e motos. Através desses meios de transportes, mais fáceis de serem conduzidos e manipulados, os assaltantes invadem as ruas e os bairros da cidade em busca de suas vítimas.
Geralmente esses veículos chegam ao domínio dos bandidos por ações criminosas. São produtos de roubos efetuados em pessoas não dotadas de boas condições financeiras, que as usam como meio de transporte para o trabalho ou atividades domésticas.
PREPARAR OS BOLSOS
Depois da gastança do final de ano, não é nada agradável o ano que se inicia, com respeito aos compromissos anuais obrigatórios.
O único mês que deixa o bolso da gente aliviado é janeiro.
A partir de fevereiro, as nossas casas são invadidas por carnês relativos ao IPTU e IPVA.
Em abril, o ônus é maior face à prestação de contas à Receita Federal e do pagamento, parcelado ou integral, do Imposto de Renda.
CACHÊ DE ROBERTO CARLOS
O cantor brasileiro de cachê mais alto no Brasil é Roberto Carlos, que, apesar dos anos, continua sendo o preferido por todas as classes sociais.
O cachê atualmente cobrado pelo “Rei” gira em torno de 3 a 5 milhões de reais.
A primeira vez que Roberto Carlos apresentou-se em São Luis, nos meados de 1970, foi trazido por Cláudio Alemão e o show realizou-se no antigo campo do Moto Clube.
À época, o empresário do “Rei” não cobrou cachê, mas exigiu toda a renda de sua apresentação.
YOGGI NO CEUMA
As aulas da Universidade Ceuma recomeçam amanhã. Quando os alunos ingressarem na instituição vão se deparar com uma novidade.
A presença de uma praça de alimentação em processo de construção, mas já com alguns atrativos em funcionamento.
Dentre os quais a presença dos produtos Yoggi, sob o comando de Rodrigo Buzar.
MARANHENSES NO CHILE
Até pouco tempo, Buenos Ayres era a cidade da América do Sul que detinha a preferência dos turistas maranhenses.
De uns anos para cá, Santiago do Chile passou a fazer parte do roteiro de viagem de nossos conterrâneos, que passaram a subtrair da capital da Argentina boa parte da grana que ali gastavam.
Neste último final de ano, foi de tal modo marcante a presença de maranhenses na capital chilena, que chegou a chamar a atenção das turistas Eliza Nascimento Silva e Ana Maria Aboud, que lá passaram o réveillon.
TABLETS COMO PRESENTES
Este ano não foi igual aos passados para as lojistas que vendem brinquedos para crianças.
O número de bonecas, para meninas, e de carrinhos, para meninos, diminuiu consideravelmente.
Os lojistas acreditam que a queda nas vendas desses brinquedos deveu-se à internet, que estimularam as crianças a pedir tablets de presentes de Natal.
FERIADOS DE 2014
Para quem gosta de aproveitar os feriados nacionais e municipais para esticar um bom fim de semana, 2014 até que é um ano favorável a essas vilegiaturas.
Sem falar em 1º de janeiro e 25 de dezembro, datas mundialmente festejadas, teremos no Brasil os seguintes feriados: 4 de março, terça-feira de carnaval; 18 e 21 de abril, respectivamente, sexta-feira da Paixão, e Tiradentes, segunda-feira; 1º de maio, Dia do Trabalho, quinta-feira; 19 de junho, Corpus Christi, quinta-feira.
Não se pode contar com 7 de setembro( Independência), 12 de outubro (Ação de Graças) e 15 de novembro (Proclamação da República) pois todos serão domingos.
Em compensação, os três feriados municipais se prestarão às esticadas: 28 de junho (São Pedro), será sábado, 8 de setembro (Fundação de São Luis) e 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição) cairão na segunda-feira.
DOUTOR MARIDO
Chama a atenção de quem transita pela Avenida Castelo Branco uma placa colocada no andar superior de uma loja.
Nela, um anúncio nada comum e instigante: “Doutor Marido”.
Abaixo, um letreiro explica: “Se precisar de uma pessoa que faça qualquer tipo de conserto doméstico, telefone para……”

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AS EFEMÉRIDES MARANHENSES DE 2014

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Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra efeméride tem os seguintes significados: fato importante ou grato ocorrido em determinada data; comemoração importante de uma data; livro ou agenda em que se relacionam os acontecimentos de cada dia; obra que registra fatos ocorridos no mesmo dia do ano em diferentes anos; obra em que se narra o dia a dia de certa personagem.
Qualquer uma dessas definições serve para o que me proponho realizar neste espaço que ocupo aos domingos no Alternativo do EMA, onde emito opinião ou faço considerações a respeito de algum fato ou episódio que tenha chamado a minha atenção e seja do interesse da sociedade.
O intróito acima serve para dizer que a cada ano novo costumo fazer um exercício prazeroso: pesquisar e inventariar as efemérides mais importantes e relevantes que aconteceram no Mundo, no Brasil e no Maranhão.
Este ano, deixo o egoísmo de lado para dividir e levar ao conhecimento dos que me lêem o resultado de um levantamento sobre as efemérides transcorridas há vinte, cinqüenta, cem e cento e cinqüenta anos, que merecem, algumas mais, outras menos, ser reverenciadas, lembradas, evocadas e comemoradas.
Como o espaço destinado à “Roda Viva” é de pequena dimensão, reservo-me ao direito de não registrar as efemérides ocorridas no Mundo e no Brasil. Limitar-me-ei apenas a pontuar as acontecidas no Maranhão, nos anos de 1994, 1964, 1914 e 1864, correspondentes às datas redondas e em que se deram as efemérides vintenárias ou de 20 anos, cinqüentenárias ou de 50 anos, centenárias ou de 100 anos e sesquicentenárias ou de 150 anos.
EFEMÉRIDE VINTENÁRIA – Apenas uma merece registro especial: a que diz respeito à eleição da primeira mulher no Brasil a assumir um governo estadual: Roseana Sarney, empossada no cargo de governadora do Maranhão, nas primeiras horas do dia 1º de janeiro de 1995. Eleita em novembro de 1994, pela coligação Frente Popular, derrotou o mais antigo adversário do grupo Sarney: Epitácio Cafeteira. Por não conseguir votação suficiente para ganhar no primeiro turno, Roseana disputou o segundo turno e suplantou o seu opositor por uma diferença em torno de 18 mil votos.
EFEMÉRIDES CINQUENTENÁRIAS – São aquelas que marcaram o ano de 1964, em se deflagrou o movimento militar que depôs o presidente da República João Goulart e levou o país à instalação de uma draconiana ditadura. O movimento insurrecional repercutiu no Maranhão, onde alguns eventos políticos ganharam destaque, como estes: na Câmara Federal, com base no Ato Institucional nº 1, o comando revolucionário em 9 de abril de 1964, cassou o mandato do deputado Neiva Moreira, suspendeu os seus direitos políticos por dez anos e ainda foi preso e exilado; em São Luis, no dia 25 de abril de 1964, deu-se a cassação do mandato dos deputados estaduais Benedito Buzar e Sálvio Dino, pela Assembleia Legislativa, utilizando um projeto de resolução esdrúxulo, ilegal e arbitrário, feito sob pressão dos militares; o empresário maranhense, Haroldo Cavalcanti, que se achava na presidência da Confederação Nacional da Indústria e apoiava o presidente João Goulart, e por ser também presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, foi sumariamente afastado da direção da CNI e da Fiema, entidade que teve a sua Carta Sindical cassada e deixou de funcionar durante dois anos.
EFEMÉRIDES CENTENÁRIAS – Ante a renúncia do governador eleito Urbano Santos, e no que foi acompanhado pelos três vice-governadores, procedeu-se nova eleição para suceder a Luis Domingues. Com a realização de novo pleito, elegeu-se o intelectual Herculano Parga, que assumiu o governo do Maranhão a 26 de abril de 1914. A renúncia de Urbano Santos permitiu a ele, em 1º de março de 1914, tomar posse como Vice-Presidente da República, eleito na chapa do presidente Venceslau Brás. No contexto das efemérides centenárias, convém ainda ressaltar o nascimento de quatro ilustres maranhenses: dois intelectuais e dois políticos. Entre os intelectuais, Ignácio Rangel, economista, jornalista e membro da Academia Maranhense de Letras, nascido em São Luis a 20 de fevereiro, e Odilo Costa, filho, poeta, jornalista e membro das Academias Brasileira e Maranhense de Letras, nascido em São Luis em 14 de dezembro; entre os políticos, Remy Archer da Silva, engenheiro, nascido em São Luis a 5 de julho, e Alfredo Salim Duailibe, médico e professor universitário, nascido em São Luís a 19 de outubro. Outro evento auspicioso neste ano foi a fundação em 16 de abril, em São Luis, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Maranhão, de cuja diretoria faziam parte os médicos Oscar Galvão, Amaral de Matos, Aníbal de Pádua, Luis Neto Guterres, Tarquínio Lopes Filho, José Murta.
EFEMÉRIDES SESQUICENTENÁRIAS – Cinco figuras estelares da cultura maranhense estão entre as que marcaram o ano de 1864. A 21 de fevereiro nasceu em Caxias, Henrique Maximiliano Coelho Neto romancista, poeta, jornalista, patrono da Academia Maranhense de Letras e membro e presidente da Academia Brasileira de Letras; Justo Jansen Ferreira, nascido em Caxias, a 16 de março. Médico, professor, publicista e membro da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; a 14 de julho, falece em São Luis, Trajano Galvão de Carvalho, nascido em Vitória do Mearim. Poeta satírico, tradutor e filólogo; falecimento de Odorico Mendes, a 17 de agosto, em Londres. Nasceu em São Luis. Filósofo, orador, poeta, jornalista, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Real Academia das Ciências de Lisboa e patrono das Academias Brasileira e Maranhense de Letras; Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias e faleceu a 3 de novembro, em naufrágio, na costa maranhense. Poeta, poliglota, historiador, etnólogo, teatrólogo.

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MIGRAÇÃO DE HOMICÍDIOS

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Nos últimos anos, houve significativa migração de homicídios no país.
O sudeste, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo, encabeçavam a lista dos estados onde mais se praticavam crime de mortes no Brasil.
De uns anos para cá, contudo, essa estatística vem passando por sensível alteração. Enquanto o Rio de Janeiro e São Paulo desencadearam agressivas políticas contra os homicídios, Pará, Maranhão, Pernambuco e Bahia assumiram o ranking de ocorrências de crimes contra a vida.
Nesses estados do Norte e Nordeste do país, a violência cresce em proporção geométrica e o combate sistemático ao crime cresce em proporção aritmética. Se não houver uma política eficaz e forte para punir o crime e os criminosos, essa proporção tende a aumentar e deixar a sociedade insegura e em pânico.
NA POLE POSITION
Os órgãos de trânsito do país asseguram que grande parte dos acidentes, fatais ou não, resulta das imperícias, imprudências ou negligências dos motoqueiros.
De acordo com os registros dos Detrans, em dez estados já existem mais motocicletas do que carros em circulação.
O Maranhão, por exemplo, é o campeão nacional de motocicletas e ultrapassaram o dobro do número de carros.
Na capital e no interior, as motos são os maiores meios de transporte de locomoção, mas também são acusadas pelo maior aumento de óbitos.
CONSUMO DE PERU
O Natal deste ano foi o que apresentou o maior consumo de peru em São Luís.
Dias antes da noite natalina, já não se encontrava mais peru em qualquer supermercado da cidade.
A falta da ave não foi por causa da pouca disponibilidade nos supermercados, que estavam todos preparados para atender a demanda, só que voracidade dos consumidores foi maior.
Este ano, não foi apenas a classe privilegiada que consumiu o peru. Os setores médios e menos dotados da sociedade mostraram-se dispostos a devorar a saborosa carne da ave a qualquer preço.
DESEMPENHO DO JUDICIÁRIO
O desembargado Antônio Guerreiro prometeu que este ano o Tribunal de Justiça do Maranhão realizaria um esforço para cumprir a meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça no que se refere ao julgamento de ações de anos passados.
O Judiciário maranhense pode não ter cumprido totalmente a meta do CNJ, mas teve um desempenho altamente satisfatório, pois julgou quase 60 por cento da meta.
A previsão era de que este ano os Tribunais estaduais julgassem 114.308 ações, mas só 61.308 processos de improbidade administrativa, entre os quais está o de corrupção, foram analisados.
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
Há quem pense que em final de ano apenas as lojas que vendem artigos para presentes faturam bem.
Os que assim pensam, não sabem que as lojas de material da construção civil faturam tanto ou mais que as especializadas em presentes.
Motivo: comprovadamente dezembro é o mês de maior procura de material da área de construção civil, porque ricos, remediados e pobres gostam de festejar o Natal e o Ano Novo com as casas ou apartamentos bem arrumados e limpos e preparados para receberem a ornamentação natalina e Papai Noel.
RESSURREIÇÃO DE ALEMÃO
Cláudio Vaz dos Santos, mais conhecido por Alemão, apelido que carrega desde seus primeiros anos de vida, não foi bem contemplado em 2013 no que diz respeito à saúde.
Passou por maus bocados e por pouco não viajou para o andar de cima. Mas com é forte, saudável e teve uma boa assistência médica, deu a volta por cima e ressurgiu das cinzas.
Os filhos e netos, no dia 24, organizaram um lauto café da manhã, na residência da filha Cláudia, no Olho D’água, chamaram os amigos mais íntimos de Alemão para comemorarem em grande estilo seu aniversário e sua bendita ressurreição.
ESCAPOU FEDENDO
O deputado federal Domingos Dutra por muito pouco ficaria sem mandato no ano que se aproxima.
Na tentativa de oxigenar o PT, a direção do partido limitou o número de mandatos de seus parlamentares.
Pela regra, os senadores petistas não poderão ter mais de dois mandatos e os deputados federais mais de três.
Como Dutra já se elegeu três vezes deputado federal pela legenda do PT, se não tivesse se transferido para outro partido, como o fez, estaria de fora das eleições de 2014.
CANDIDATURA DE MARRECA
Quando terminou sua gestão à frente da prefeitura de Itapecuru-Mirim, Júnior Marreca projetava ser candidato às eleições de 2014.
O seu propósito era candidatar-se a deputado estadual. Depois de profunda meditação e de pesar os prós e os contras, mudou de ideia e decidiu dar um pulo mais alto.
Em vez da Assembleia Legislativa, quer ir para Brasília e representar o Maranhão na Câmara de Deputados.
Em última instância, quem vai dizer se ele está certo ou não é o eleitorado.
CABRAS E BODES
Antes de o ano acabar, o secretário de Indústria e Comércio, Maurício Macedo, começou a executar o projeto que é o maior sonho de sua vida: criar bodes e cabras.
Para isso, comprou uma fazendola em Vargem Grande e para lá já transferiu quase todos os caprinos que criava em sua própria residência, em São Luis.
A partir deste ano, Maurício quer dividir o seu tempo entre a secretaria que comanda e sua propriedade em Vargem Grande, município que dispõe das melhores condições ambientais para a criação desses animais, cuja carne ele pretende comercializar no mercado maranhense.
MÉDICOS CUBANOS
As populações dos povoados maranhenses beneficiadas com a presença de médicos cubanos estão mais do que satisfeitas.
Os profissionais da terra de Fidel Castro são atenciosos e atendem bem os moradores, muitos dos quais só sabiam o que era médico quando precisavam ser consultados nas sedes municipais.
Preparados para o atendimento de doenças que atacam as populações mais carentes, os cubanos, por meio da medicina preventiva, estão prestando relevantes serviços no interior do Estado, especialmente em regiões nunca assistidas por médicos.
FUNDAÇÃO DA CODOMAR
A 28 de dezembro de 1973, há 40 anos, era constituída a Companhia de Docas do Maranhão, para exploração do Porto do Itaqui.
A Codomar ficou sob o controle da Empresa de Portos do Brasil, a Portobrás.
Sua primeira diretoria ficou assim constituída: Capitão de Fragata e engenheiro civil, Washington Viégas, presidente; engenheiro civil, Bento Moreira Lima, diretor-técnico; Benedito Salim Duailibe, diretor-administrativo.
A Companhia de Docas do Maranhão, sob o comando dessa competente diretoria, prestou inestimáveis serviços ao nosso Estado.

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