A NACIONALIZAÇÃO DA SUCESSÃO ESTADUAL

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Na semana passada, o encontro dos pré-candidatos ao governo do Maranhão, Lobão Filho com o ex-presidente Lula, e Flávio Dino com o senador Aécio Neves, em Brasília, deu ensejo à eclosão de especulações sobre a campanha presidencial e a sucessão estadual.

Pelo que noticiaram os jornais, a sucessão da governadora Roseana Sarney, em outubro vindouro, poderá ser nacionalizada, ou seja, se dará em função dos candidatos a presidente da República.

Balela pura. Isso nunca aconteceu e se ocorrer, este ano, será um fato inédito no Maranhão. Respaldado nas eleições disputadas entre 1947 e 2010, não há registro de que algum candidato a presidente da República tenha atraído ou puxado votos para os postulantes aos cargos de governadores. Ao contrário, foram os candidatos à sucessão de governador que conduziram a campanha eleitoral e canalizaram apoios e votos aos candidatos presidenciais.

Tomando como ponto de partida a era vitorinista, comprovar-se-á que no Maranhão não foram os candidatos mais votados à presidência da República – Eurico Dutra (1946), Cristiano Machado (1950), Juscelino Kubitscheck (1955) e Henrique Teixeira Lott(1960) – que carrearam votos para os eleitos ao governo do estado – Sebastião Archer da Silva Eugênio Barros, Matos Carvalho e Newton Bello -, todos do PSD. Estes, sim, é que arrebanharam votos aos que disputaram o cargo mais importante da República brasileira.

Nem a popularidade de Getúlio Vargas e de Jânio Quadros, candidatos às eleições presidenciais de 1950 e de 1960, que galvanizaram as atenções do eleitorado do país, conseguiram, no Maranhão, suplantar os candidatos derrotados Cristiano Machado e Henrique Teixeira Lott, apoiados pelos candidatos vitoriosos á sucessão estadual, Eugênio Barros e Newton Bello.

É de bom alvitre esclarecer que, em 1950, Cristiano Machado, do PSD, à exceção do Maranhão, foi derrotado em todos os estados. E que Getúlio ganhou em quase em todo o País, mas aqui perdeu. Em 1960, o candidato da UDN, Jânio Quadros, obteve menos voto do que o general Henrique Lott e ficou em terceiro lugar na corrida sucessória, pois o candidato do PSP, Ademar de Barros, pela sua presença mítica em São Luis, conseguiu votação consagradora, que o levou ao segundo lugar.

Merece também explicação o pleito de 1965, no qual o candidato das oposições, José Sarney, foi o vitorioso. Nessa pugna eleitoral, não houve disputa para o cargo de presidente da República, apenas para os governos estaduais.

Em fevereiro de 1966, o governo militar, através do Ato Institucional nº 3, decretava a suspensão das eleições diretas ao Executivo estadual, que passaram a ser indiretas. Assim, a Assembleia Legislativa elegeu os candidatos da Arena, Pedro Neiva de Santana (1971-1974), Nunes Freire (1975-1979) e João Castelo (1979-1982).

Só em 1982, o regime militar, sob o signo da liberação política, lenta e gradual, restabeleceu as eleições diretas aos governos estaduais. Sem candidatos à presidência da República, nos pleitos de 1982 e 1986, o eleitorado maranhense, agora sob a égide do sarneísmo, elegeu dois governadores: Luiz Rocha (1982-1986) e Epitácio Cafeteira (1986-1990). O primeiro pelo PDS; o segundo pelo PMDB, partidos governistas que substituíram a Arena e o MDB.

Com a última eleição indireta para presidente da República, em 1985, que elegeu os candidatos oposicionistas Tancredo Neves e José Sarney, pela Frente Liberal, o regime militar exauriu-se e cedeu lugar à Nova República, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte e marcou para outubro de 1989 as eleições diretas para o presidente e vice da República. No Maranhão, o candidato do PRN, Fernando Collor de Melo foi o mais votados nos dois turnos. Para o governo estadual, João Castelo vence o primeiro turno, mas o candidato Edison Lobão o suplanta no segundo turno.

Excetuando-se o pleito de 2006, cujo vencedor foi Jackson Lago ao governo do Maranhão, os outros foram vencidos pelos candidatos Roseana Sarney (1994, 1998 e 2010) e José Reinaldo Tavares (2002), que obedeciam à liderança do senador José Sarney, e ajudaram a eleger a presidente da República, Fernando Henrique (eleito e reeleito), Lula (eleito e reeleito) e Dilma Roussef.

Em reforço à tese de que as eleições majoritárias no Maranhão não dependem dos candidatos à presidência da República, dois fatos mais recentes comprovam-no. Em 2002, Jackson Lago disputou o cargo de governador com José Reinaldo Tavares. Leonel Brizola, então candidato do PDT à sucessão presidencial, esteve duas vezes em São Luis, para ajudar o ex-prefeito de São Luis a vencer o opositor. De nada adiantou. A derrota para o candidato sarneísta, Zé Reinaldo foi impiedosa.  Em 2010, para evitar a derrota de Roseana para Jackson Lago, Lula veio a Timon, onde fez um comício e pediu votos para a candidata da coligação PMDB-PT, mas as suas palavras não ecoaram e foram levadas pelo vento.

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A NACIONALIZAÇÃO DA SUCESSÃO ESTADUALNa semana passada, o encontro dos pré-candidatos ao governo do Maranhão, Lobão Filho com o ex-presidente Lula, e Flávio Dino com o senador Aécio Neves, em Brasília, deu ensejo à eclosão de especulações sobre a campanha presidencial e a sucessão estadual. Pelo que noticiaram os jornais, a sucessão da governadora Roseana Sarney, em outubro vindouro, poderá ser nacionalizada, ou seja, se dará em função dos candidatos a presidente da República. Balela pura. Isso nunca aconteceu e se ocorrer, este ano, será um fato inédito no Maranhão. Respaldado nas eleições disputadas entre 1947 e 2010, não há registro de que algum candidato a presidente da República tenha atraído ou puxado votos para os postulantes aos cargos de governadores. Ao contrário, foram os candidatos à sucessão de governador que conduziram a campanha eleitoral e canalizaram apoios e votos aos candidatos presidenciais. Tomando como ponto de partida a era vitorinista, comprovar-se-á que no Maranhão não foram os candidatos mais votados à presidência da República – Eurico Dutra (1946), Cristiano Machado (1950), Juscelino Kubitscheck (1955) e Henrique Teixeira Lott(1960) – que carrearam votos para os eleitos ao governo do estado – Sebastião Archer da Silva Eugênio Barros, Matos Carvalho e Newton Bello -, todos do PSD. Estes, sim, é que arrebanharam votos aos que disputaram o cargo mais importante da República brasileira. Nem a popularidade de Getúlio Vargas e de Jânio Quadros, candidatos às eleições presidenciais de 1950 e de 1960, que galvanizaram as atenções do eleitorado do país, conseguiram, no Maranhão, suplantar os candidatos derrotados Cristiano Machado e Henrique Teixeira Lott, apoiados pelos candidatos vitoriosos á sucessão estadual, Eugênio Barros e Newton Bello. É de bom alvitre esclarecer que, em 1950, Cristiano Machado, do PSD, à exceção do Maranhão, foi derrotado em todos os estados. E que Getúlio ganhou em quase em todo o País, mas aqui perdeu. Em 1960, o candidato da UDN, Jânio Quadros, obteve menos voto do que o general Henrique Lott e ficou em terceiro lugar na corrida sucessória, pois o candidato do PSP, Ademar de Barros, pela sua presença mítica em São Luis, conseguiu votação consagradora, que o levou ao segundo lugar. Merece também explicação o pleito de 1965, no qual o candidato das oposições, José Sarney, foi o vitorioso. Nessa pugna eleitoral, não houve disputa para o cargo de presidente da República, apenas para os governos estaduais. Em fevereiro de 1966, o governo militar, através do Ato Institucional nº 3, decretava a suspensão das eleições diretas ao Executivo estadual, que passaram a ser indiretas. Assim, a Assembleia Legislativa elegeu os candidatos da Arena, Pedro Neiva de Santana (1971-1974), Nunes Freire (1975-1979) e João Castelo (1979-1982). Só em 1982, o regime militar, sob o signo da liberação política, lenta e gradual, restabeleceu as eleições diretas aos governos estaduais. Sem candidatos à presidência da República, nos pleitos de 1982 e 1986, o eleitorado maranhense, agora sob a égide do sarneísmo, elegeu dois governadores: Luiz Rocha (1982-1986) e Epitácio Cafeteira (1986-1990). O primeiro pelo PDS; o segundo pelo PMDB, partidos governistas que substituíram a Arena e o MDB. Com a última eleição indireta para presidente da República, em 1985, que elegeu os candidatos oposicionistas Tancredo Neves e José Sarney, pela Frente Liberal, o regime militar exauriu-se e cedeu lugar à Nova República, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte e marcou para outubro de 1989 as eleições diretas para o presidente e vice da República. No Maranhão, o candidato do PRN, Fernando Collor de Melo foi o mais votados nos dois turnos. Para o governo estadual, João Castelo vence o primeiro turno, mas o candidato Edison Lobão o suplanta no segundo turno. Excetuando-se o pleito de 2006, cujo vencedor foi Jackson Lago ao governo do Maranhão, os outros foram vencidos pelos candidatos Roseana Sarney (1994, 1998 e 2010) e José Reinaldo Tavares (2002), que obedeciam à liderança do senador José Sarney, e ajudaram a eleger a presidente da República, Fernando Henrique (eleito e reeleito), Lula (eleito e reeleito) e Dilma Roussef. Em reforço à tese de que as eleições majoritárias no Maranhão não dependem dos candidatos à presidência da República, dois fatos mais recentes comprovam-no. Em 2002, Jackson Lago disputou o cargo de governador com José Reinaldo Tavares. Leonel Brizola, então candidato do PDT à sucessão presidencial, esteve duas vezes em São Luis, para ajudar o ex-prefeito de São Luis a vencer o opositor. De nada adiantou. A derrota para o candidato sarneísta, Zé Reinaldo foi impiedosa. Em 2010, para evitar a derrota de Roseana para Jackson Lago, Lula veio a Timon, onde fez um comício e pediu votos para a candidata da coligação PMDB-PT, mas as suas palavras não ecoaram e foram levadas pelo vento. ——————————————————————————-

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IMPLOSÃO, NÃO.REFORMA,SIM.

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Seja quem for o candidato eleito em outubro vindouro ao governo do Maranhão, a prioridade não deve ser a implosão da Penitenciária de Pedrinhas, mas uma ampla e profunda reforma na estrutura administrativa estadual.

Se essa providência for postergada ou deixar de ser executada em caráter emergencial, o governo continuará travado e sem prestar atendimento às prementes necessidades da população.

Quando me refiro à execução inadiável de uma reforma administrativa, quero dizer que a máquina do estado maranhense precisa o quanto antes ser enxugada, diminuída e ajustada à realidade, de modo a que os bens e serviços públicos cheguem o mais rapidamente possível aos que se encontram no fim da linha de uma sociedade carente e desassistida.

Há anos o Maranhão padece desse terrível mal de sustentar uma pesada estrutura administrativa, extremamente excessiva, ineficiente e onerosa ao cofre público. Chegou o momento de romper essa intolerável situação, que vem causando, ao longo do tempo, transtornos absurdos ao funcionamento do aparelho estatal, privando-o de resolver os problemas do povo.

Fazer uma reforma administrativa implica mexer em gargalos e remover entulhos. Sem isso, o Maranhão não se moderniza e nem se dinamiza.

Esta rançosa, poderosa e inútil estrutura, hoje composta de mais de 30 secretarias e de outras tantas subsecretarias, secretarias adjuntas, autarquias, gerências, institutos, fundações, departamentos, empresas de economia mista e empresas públicas, forma um gigantesco conglomerado burocrático, que atrapalha mais do que ajuda o governo a cumprir a sua função social. Por isso, urge ser implodida para em seu lugar surgir um aparato mais ágil, maleável, menos assistencialista, nada nepotista e que não favoreça a corrupção.

Quem conhece a evolução do sistema administrativo brasileiro, sabe que a sua expansão deu-se a partir do momento em que o Estado, depois da II Guerra Mundial, assumiu o papel de agente e fomentador do projeto de desenvolvimento econômico e social do País.

Com base nessa premissa, pode-se afirmar que o governo Sebastião Archer da Silva, após o advento da redemocratização, foi o marco temporal do crescimento do aparato administrativo no Maranhão. Antes dele, na época do Estado Novo, o interventor Paulo Ramos governou com uma equipe administrativa restrita e formada apenas por um diretor da Fazenda, um diretor geral do Estado, um diretor da Saúde e Assistência, um diretor do Departamento Municipal e um diretor da Instrução Pública. Com essa organização, realizou grandes obras e modernizou São Luis.

No governo Archer da Silva, o avanço da estrutura administrativa, quando comparada à do interventor Paulo Ramos, foi bem acentuado. Enquanto este se serviu de uma equipe resumida para governar, o seu sucessor, por força das novas atribuições dadas ao estado, criou novas e abrangentes secretarias, como as de Negócios do Interior, Justiça e Segurança, Negócios da Fazenda e Produção e Negócios da Educação e Saúde, além de vários órgãos destinados à promoção de serviços exigidos pela sociedade, a exemplo da previdência, força policial, indústria e comércio, água, luz, transporte de São Luis, imprensa e obras gráficas, rádio-difusão, estatística e outros.

Após o governo Archer da Silva, os governantes que o sucederam – Eugênio Barros, Eurico Ribeiro, Matos Carvalho, Newton Bello, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, João Castelo, Ivar Saldanha, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira e Edson Lobão, uns mais, outros menos, criaram, implantaram e introduziram no aparelho burocrático uma miríade de órgãos na administração direta e indireta, alguns necessários, outros não, em áreas ou setores desprovidos de serviços públicos, a maioria dos quais não funcionou e só contribuiu para onerar as folhas de pessoal e de custeio do estado.

Para combater o incremento da despesa e a ineficiência da máquina pública, somente dois governadores enfrentaram essa situação: José Sarney (1966 a 1970) e Roseana Sarney, no seu segundo mandato (1999 a 2002).  No governo Sarney, com a criação da Secretaria Sem Pasta para Assuntos da Reforma Administrativa, sob o comando do técnico Eliézer Moreira, foi contratado, para dar assistência técnica à reforma, o Instituto de Serviço Público da Universidade Federal da Bahia. Assim nasceram os sistemas organizacionais comuns para atividades-meios e atividades-fins do Estado. Graças a essa reforma, o governador teve folga orçamentária para efetivar investimentos e propiciar melhor desempenho da organização pública.

No segundo governo de Roseana, uma nova proposta veio à tona com o objetivo de fazer ampla e profunda reforma do estado, para maximizar o desempenho administrativo, descentralizar e regionalizar as ações de governo.

De acordo com a reforma, o modelo que operava no Maranhão desde 1947, foi substituído por gerências executivas, para cuidarem do planejamento e do apoio às políticas públicas. E, para execução e fiscalização das ações do governo nas diversas regiões, criaram-se as gerências regionais.

O modelo roseanista resultou num substancial corte de despesas e as atividades de governo se tornaram mais rápidas e positivas, mas, lamentavelmente, teve pouca duração, pois se manteve apenas no mandato dela e no de José Reinaldo.

Ao assumir a chefia do Poder Executivo, em janeiro de 2007, o eleito governador Jackson Lago, sem realizar qualquer avaliação sobre o modelo implantado, dizimou inapelavelmente aquela boa experiência administrativa. Como se não bastasse, fez retornar o sistema organizacional antigo e extinto, que reina até hoje e só favorece a quem deseja cultivar o empreguismo e a política de clientela.

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DESPESAS IRREGULARES

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Esta semana, o Conselho Nacional de Justiça poderá submeter à apreciação do plenário um volumoso processo que tem tudo a ver com o Tribunal de Justiça do Maranhão.

Trata-se de denúncia segunda a qual o TJ teria praticado despesas irregulares com passagens aéreas e diárias para 31 juízes, 2 desembargadores e 3 servidores.

Essas despesas seriam destinadas à participação de magistrados e serventuários da Justiça em cursos de segurança pessoal realizados na Flórida, nos Estados Unidos.

SECRETÁRIOS DESCONHECIDOS

Nessa frota de nomeados para os cargos do primeiro escalão do governo, independentemente dos méritos pessoais de cada um, há uma unanimidade em torno deles: são todos desconhecidos nos meios técnicos e políticos.

Parece que a governadora Roseana Sarney os nomeou de cabeça pensada, ou seja, convocou figuras pouco conhecidas na cidade, mas que poderão se revelar bons agentes administrativos.

O que o Maranhão espera de gente como Antônio Manuel Silvano Neto, Cidades e Desenvolvimento Urbano, Marcos Fernando Jacinto, Gestão e Previdência, Akio Valente, Fazenda, Fernando Lima, Ciência e Tecnologia, Pamela Batista, Articulação Institucional, José Raimundo Frazão, Infraestrutura, recentemente nomeados, que saiam do anonimato, mas sem se comprometerem com deslizes e maracutaias.

DESEJO DE RICARDO

O secretário de Saúde, Ricardo Murad, conta os dias para que as unidades avançadas do Hospital Geral, em construção na Vila Luizão, Vila Palmeira e Maiobão, fiquem prontas o mais breve possível.

Logo que essas unidades estejam instaladas, com equipamentos modernos e eficientes e com pessoal treinado e habilitado para a prestação de bons serviços médicos, Ricardo Murad fará um convite audacioso e desafiador à comunidade: esqueçam os Socorrões da Prefeitura e procurem as unidades avançadas do Hospital Geral.

CARTA ELEGANTE

O pré-candidato ao governo Luis Fernando Silva, ao desistir de concorrer às eleições para a sucessão de Roseana Sarney, mostrou o quanto é um cidadão correto e educado.

Na carta enviada à governadora, além de não revelar mágoa ou ressentimento, resolveu não participar de uma eleição que, se não fosse vitoriosa, seria acusado e responsabilizado pelo insucesso do grupo político que o lançara candidato.

O modo elegante e civilizado de Luis Fernando, demonstrado publicamente, sinaliza que ainda há homens de bem e que tratam a vida política com espírito elevado.

CASTELO REAPARECE

Depois de algum tempo afastado dos eventos sociais e culturais da cidade, o ex-prefeito João Castelo volta a circular.

Na última terça-feira, compareceu acompanhado da inseparável e simpática esposa Gardênia, ao lançamento do mais novo livro da escritora Arlete Nogueira da Cruz.

Afável e descontraído, Castelo não parecia mais o homem carrancudo da época em que deixou o cargo de prefeito.

A quem lhe perguntasse se disputaria nas eleições deste ano, respondia metaforicamente.

II MOSTRA DE LITERATURA

A bem-sucedida Mostra de Literatura, que a escritora Ceres Costa Fernandes encarregou-se de realizar no ano passado, no Centro de Criatividade Odilo Costa, filho, terá repeteco este ano.

Para que a II Mostra de Literatura, em julho deste ano, seja mais auspiciosa e participativa, Ceres já trata dos procedimentos preliminares.

Ela já encaminhou aos presidentes de Academias de Letras do interior do Estado mensagem em que revela a decisão da secretaria da Cultura de patrocinar o evento e de contar com a presença das entidades acadêmicas.

SAMPAIOMANIA

O presidente do Sampaio Correa, Sérgio Frota, que fazer do clube que dirige uma força futebolística respeitada e conceituada no plano nacional.

Ele já mostrou e provou que o seu clube – o mais querido e de maior torcida no Maranhão – graças às condições dadas no Campeonato Brasileiro, no ano passado, apresentou-se, aqui e alhures, com uma boa equipe e honrou as tradições do futebol maranhense.

Para que o Sampaio tenha uma estrutura semelhante aos  melhores clubes do País, Sérgio Frota inaugurou uma loja na Avenida Castelo Branco, onde o torcedor poderá ajudar financeiramente a “Bolívia Querida”, adquirindo lembranças e objetos que são parte da vida do clube.

RECEBIDO COM VIBRAÇÃO

Na sexta-feira passada, o reitor da Universidade Federal do Maranhão, Natalino Salgado, teve recepção estrondosa em Pinheiro.

Desde que botou os pés na Princesa da Baixada, o reitor foi alvo das mais vibrantes manifestações de carinho da sociedade local.

O motivo de toda aquela ruidosa recepção foi aula inaugural da primeira turma do curso de medicina, implantado pela UFMA em Pinheiro, para  atender a um grande número de municípios que integra uma das regiões mais carentes do Maranhão em matéria de saúde.

DOM XAVIER

O Bispo de Viana, Dom Xavier Gilles, participou do II Colóquio Internacional de História Contemporânea, realizado na semana passada, sob os auspícios do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão, cuja temática girou em torno do Colapso das Ditaduras.

O prelado falou sobre a situação vivida no Maranhão em 1964, quando realizava sua missão pastoral nos municípios de São Benedito do Rio Preto e Urbano Santos, sendo preso e acusado de promover agitação política na meio rural.

Dom Xavier ficou emocionado ao receber cópia de sua ficha no antigo Dops, órgão vinculado à secretaria de Segurança do Maranhão, ficha que desconhecia, mas que a incluirá no seu currículo.

EPISÓDIOS DE 64

Nesta terça-feira, a TV Guará leva ao ar, no programa Avesso, uma entrevista gravada com o jornalista Benedito Buzar.

Entrevistado pelo seu confrade e poeta Américo Azevedo Neto, Buzar discorrerá sobre alguns acontecimentos vistos em São Luis na época em que o movimento militar derrubou o presidente João Goulart do poder.

CLONAGEM DE CARTÃO

Os maranhenses devem tomar cuidados quando viajarem para o Rio de Janeiro e desembarcarem nos aeroportos do Galeão ou Santos Dumont.

Há uma perigosa quadrilha clonando cartões de crédito dos incautos, através de equipamentos chamados de “chupa-cabra” .

Há poucos dias, o economista Jorge Castro, que mora em São Luis, teve o seu cartão de crédito clonado no Rio de Janeiro. Mas o Banco reconheceu a fraude e vai ressarci-lo do prejuízo.

GRATA SURPRESA

Às vezes a gente imagina que uma pessoa só é competente na profissão que escolheu para se impor na vida.

Por exemplo, quem conhece Eduardo Moreira acha que por ser um estudioso do Direito, só sabe advogar.

Na tarde de quinta-feira, no seminário promovido pelo Centro de Estudos Constitucionais e de Gestão Pública, sobre “A operação civil-militar de l964, no contexto maranhense”, Eduardo Moreira, mostrou que não conhece apenas a Ciência do Direito. É também um profundo estudioso da História do Brasil.

Após a palestra dos conferencistas Regina Faria, João Batista Ericeira, Benedito Buzar e Pedro Leonel, Eduardo pediu a palavra, fez uma intervenção a respeito do tema discutido e deu um show de conhecimento.

 

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O DIA DO FICO, NÃO FICO, FICO

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A 29 de setembro de 1821, as Cortes portuguesas tentaram recolonizar o Brasil, através de decretos que exigiam a volta de D. Pedro a Lisboa, a extinção da regência e que as províncias, como unidades administrativas, voltassem à subordinação de Portugal.

Quando a população do Rio de Janeiro tomou conhecimento desses decretos, ganhou corpo o movimento para evitar que D. Pedro retornasse a Lisboa e impedir que a tão sonhada emancipação do Brasil de Portugal, em plena gestação, fosse interrompida.

A 9 de janeiro de 1822,  após receber vários manifestos e gritantes apelos, o príncipe-regente decidiu dar um basta naquela aflitiva situação, fazendo uma  declaração que marcaria definitivamente sua adesão à causa brasileira: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digo ao povo que fico”.

Este ato, pela sua relevância histórica, tornou-se conhecido por Dia do Fico, sendo considerado o ponto de partida do movimento que fez o Brasil se tornar independente de Portugal.

Cento e noventa e dois anos depois do famoso gesto de D. Pedro, o Maranhão foi palco, na semana passada, de um momento cênico, realizado em circunstâncias políticas nada semelhantes ao do período regencial, mas que tende a passar para a posteridade como um ato representativo de um novo Dia do Fico, pronunciado em alto e bom som pela governadora Roseana Sarney e num instante delicado de sua trajetória pública: “Hoje, estou aqui para dizer a todos que eu vou ficar no governo”.

Desde o final de 2013, as negociações políticas, em torno da posição de Roseana Sarney quanto ao processo de sua sucessão, vinham sendo realizadas no Poder Executivo e Legislativo. O assunto dominou a capital e o interior do Estado com desusado interesse, por conta de notícias desencontradas e de boatos extravagantes. Houve ocasião em que se dava por certa a renúncia da governadora do cargo para se candidatar ao Senado da República. Mas logo vinha o desmentido e o assunto voltava ao ponto morto, mormente porque a sua renúncia implicava na assunção do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo ao governo, ato não visto com bons olhos, na suposição de que ele poderia melar o processo sucessório.

O fato, transformado em mistério shakespeareano, só ganhou visibilidade ao se avizinhar o prazo de desincompatibilização, quando de própria voz e sem maiores delongas, Roseana anunciou ficar no cargo até o final do mandato.

Com o “fico” da governadora, gesto que provocou inesperada reviravolta no cenário político estadual, uma inapelável pergunta vem a lume: será que em outra fase da história do Maranhão, algum governante não teria também deixado a população na expectativa diante do dilema de cumprir o mandato ou renunciá-lo?

Se alguém imagina que o “fico não fico” de Roseana foi um ato isolado e inédito no Maranhão, não se espante com o que vou narrar. Em época não tão longínqua, o povo maranhense também ficou à espera do ato gestual de um chefe do Poder Executivo quanto à sua eleição ao Senado.  Esse governador tem tudo a ver com Roseana, tanto do ponto de vista biológico como político. Trata-se do próprio pai, José Sarney, quando exercia o cargo de governador do Maranhão.

Graças à minha privilegiada memória, lembro que em 1970, portanto, há 44 anos, o governador Sarney também tomou uma atitude parecida com o da filha. Que se traga à baila o episódio, para conhecimento das novas gerações e recordação dos mais idosos.

Sarney, empossado governador em janeiro de 1966, teria o seu mandato findo em janeiro de 1971.  Mas em outubro de 1970 seriam realizadas as eleições para o Senado e o Maranhão teria direito a eleger dois representantes. Logicamente, uma das vagas seria para ele, pelo seu extraordinário governo e pela estupenda liderança popular conquistada.

A partir do momento em que os partidos começaram a se movimentar com vistas àquelas eleições, Sarney, tal como Roseana, mostrava-se indeciso quanto à sua candidatura, por entender que precisava concluir as obras planejadas e ainda em execução.

O fica não fica de Sarney só chegou ao fim com a aproximação do encerramento do prazo de desincompatibilização. Ao voltar de uma viagem a Brasília, no dia 10 de maio, anunciou, finalmente, a sua decisão.

Ao contrário de Roseana, que ficou no governo, Sarney acabou com as especulações geradas nos meios políticos, renunciando ao cargo para  candidatar-se a uma das vagas de senador, já que a outra estava reservada para Alexandre Costa.

No dia 15 de maio, como estava escrito nas estrelas, Sarney, em solenidade pública e realizada na Avenida Perdo II, com a participação de numerosa multidão, transmitiu o cargo ao vice, Antônio Jorge Dino, em clima de paz e amor.

Esse clima, contudo, à medida que a campanha eleitoral avançava, pulverizou-se até chegar ao rompimento pessoal e político entre Sarney e Dino, amigos fraternais, mas que se desentenderam por motivos nada relevantes, como, por exemplo, a presença de Cafeteira no pleito senatorial, concorrendo ao cargo pelo MDB.

 

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A ASSEMBLEIA EM SILÊNCIO

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Quase todas as Assembleias Legislativas estaduais realizaram solenidades especiais no dia 1º de abril.

A do Maranhão silenciou-se, ainda que, em 1964, tivessem sido cassados mandatos de deputados que dela faziam parte.

A Mesa Diretora que atualmente dirige os trabalhos parlamentares tem realizado eventos importantes em comemoração a episódios históricos que lhe dizem respeito, mas não tomou conhecimento de um marco ocorrido há 50 anos e que causou dissabores ao Poder Legislativo do Maranhão.

Há quem diga que a omissão correu por conta do envolvimento do presidente da Assembleia Legislativa no processo da sucessão da governadora Roseana Sarney, em que o deputado Arnaldo Melo era figura de realce.

AINDA HÁ TEMPO

Mas se o Poder Legislativo quiser se redimir dessa falha inominável, basta tomar esta providência.

Convidar e convencer o deputado Tatá Milhomem a fazer uma palestra sobre sua atuação e participação em eventos ocorridos em Brasília, em 1964, quando estudante universitário.

Naqueles idos, Tatá teve um desempenho notável na fuga de um jornalista mineiro e perseguido pelos militares.

Essa fuga virou livro em que o perseguido conta a estratégia arquitetada por Tatá de trazê-lo de Brasília para Barra do Corda. A missão, com riscos, foi bem-sucedida.

TESE DE SÁLVIO

Há anos o acadêmico Sálvio Dino empenha-se a provar que o jornalista João Francisco Lisboa era Doutor em Direito.

Apesar do esforço, poucos acreditavam que ele poderia mostrar a autenticidade do ato.

O desembargador Lourival Serejo, aliado de Sálvio, vem de receber da Universidade de Rostock a confirmação oficial de que João Francisco Lisboa era Doutor em Direito por aquela instituição, pela qual foi laureado em 21 de outubro de 1865.

MARANHENSE SUMIDO

Na relação dos desaparecidos ou mortos pelo golpe de 1964 o maranhense, Rui Frazão Soares, membro de importante família de São Luis, é um deles.

Até hoje os familiares lutam para saber onde estão os seus restos mortais, mas em vão.

Rui, desde os tempos de estudante, entregou-se à luta para derrubar a ditadura, inclusive, optando pela clandestinidade. Mas ninguém sabe e nem informa sobre o seu paradeiro.

SER OU NÃO SER

Há 50 anos, quando alguém era chamado de comunista, era o mesmo que condená-lo a uma vida de sobressaltos e infortúnios.

Ser comunista naquela época significava ter pacto com o diabo ou ser comedor de criancinhas.

Hoje, comunista virou moda. Quem faz parte de partido que defende essa ideologia política, merece ser glorificado e pode chegar ao céu com passaporte visado por São Pedro.

Comunista é coisa tão corriqueira que até um ex-secretário de Segurança e delegado de carreira da Polícia Federal, foi recebido com honras e festas ao se filiar ao PC do B.

GONDIM E FUNCIONALISMO

Quem apostava que o secretário de Administração, Fábio Gondim, na hora do pega pra capar, permanecesse no cargo que ocupava, perdeu a parada.

O cara mostrou-se firme, decidido e pronto a enfrentar as urnas nas eleições de outubro vindouro e conquistar uma cadeira de deputado federal.

Gondim acha que pode se eleger só com os votos do funcionalismo público estadual, que passou a conhecê-lo melhor com o processo de recadastramento, realizado no ano passado.

Mas quem conhece a política maranhense já o avisou prudentemente para não confiar em voto de servidor público. Este, na hora de votar, só pensa em candidato oposicionista.

GARDENINHA DE VOLTA

A deputada Gardeninha Castelo, que passou mais de dois meses em São Paulo, já está de volta.

A parlamentar encontrava-se em tratamento médico em decorrência de uma doença silenciosa e delicada, mas que enfrentou com garra e teve um final feliz.

Gardênia e João Castelo, que acompanharam o tratamento da filha, participaram com ela, na semana passada, de uma missa em ação de graça, mandada celebrar pelos amigos da família, pela sua recuperação plena.

ELEPHANT NA PRAIA

Depois de um mês no eixo Rio-Brasília, Ana Lúcia e Mauro Fecury retornaram a São Luis.

Na chegada, uma notícia nada agradável.

A inauguração de uma casa de eventos vizinha a deles, na Praia da Ponta D’Areia, com o extravagante nome de Pink Elephant.

FOGARÉU EM CAXIAS

Os caxienses Nelson Almada Lima e Evandro Carvalho querem levar alguns amigos à Caxias na Semana Santa.

Não para comerem bacalhau, mas assistirem a um espetáculo religioso, que vem despertando as atenções de maranhenses e de pessoas de outros estados.

Trata-se da Procissão do Fogaréu, realizada na sexta-feira da Paixão, em  que uma multidão percorre as ruas da cidade, vestida de roupa branca e longa e carregando tochas de fogo.

As luzes das ruas da cidade são desligadas, ato que faz da procissão um espetáculo de rara beleza

ESCOLA DE LEOMAR

O saudoso magistrado Leomar Amorim está fazendo escola.

Pelo seu gesto de grandeza e de resistência ao câncer que o atacou por quase oito anos, outros maranhenses estão seguindo seu exemplo.

O ex-prefeito de Caxias, Humberto Coutinho, também sofrendo um problema cancerígeno, não se entrega à doença e já anunciou que pretende concorrer às eleições deste ano e reconquistar o lugar que já ocupou na Assembleia Legislativa.

45 ANOS

Quem passou ontem pela Rua São Geraldo, no Olho D’Água, espantou-se com a quantidade de gente na casa de eventos, Oficina dos Sonhos.

A romaria era a comemoração do aniversário do desembargador federal Ney Bello Filho, que completou 45 anos no dia 23 de março, mas deixou para festejá-lo ontem.

Magistrados, professores e intelectuais formavam o seleto grupo de amigos que o aniversariante convidou para celebrar em grande estilo seus 45 anos.

POEMA DE ARLETE

As atenções culturais da semana estão focadas para esta terça-feira, com o lançamento de uma nova produção intelectual da escritora Arlete Nogueira da Cruz.

Ela lança no Centro de Criatividade Odilo Costa, filho o poema O Quintal.

O evento será às 19 horas.

VAGA DO SENADO

Os últimos acontecimentos, na cena política maranhenses, mudaram o quadro em relação à eleição de senador.

O deputado Gastão Vieira, que estava determinado a disputar na convenção do PMDB o direito de concorrer ao Senado, mudou de posição.

Desistiu do projeto e abriu o caminho para os defensores do lançamento da candidatura de Edinho Lobão à vaga do senador Epitácio Cafeteira.

As atenções de Gastão voltam-se agora única e exclusivamente para a sua reeleição a deputado federal.

 

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O JOGO DA MEMÓRIA DE 64

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Há um tipo de exercício que serve para avaliar se nossos neurônios são capazes de responder o que fazíamos em certos momentos ou ocasiões que marcaram as nossas vidas.

Esse exercício é chamado de jogo da memória, através do qual fazemos um esforço para nos lembrar de nomes, datas, lugares, circunstâncias e passagens que vimos ou presenciamos, mas que o tempo se encarregou de levá-los para bem longe.

Nesses dias em que o País está discutindo e debatendo o movimento militar, deflagrado em 31 de março/1º de abril de 1964, que destronou João Goulart, da Presidência da República, recorro ao jogo da memória, para saber dos que vivenciaram , assistiram ou participaram daquele momento ímpar da história do Brasil, se os seus neurônios ainda lhes dão condições de recordar de atos e fatos que aconteceram no Maranhão há 50 anos.

Se as perguntas abaixo formuladas sobre aquela tumultuada fase da política brasileira, forem respondidas na sua quase totalidade, estes, podem orgulhar-se de possuir uma memória privilegiada e não correm o risco de constrangimento quando a ela recorrerem. Em caso contrário, ou seja, se não souberem respondê-las, pelo menos a metade, procurem o quanto antes um tratamento médico para a memória funcionar e não passarem decepções ou vexames.

Primeira pergunta: o que fazia ou onde estava no dia em que os militares desencadearam o movimento para derrubar João Goulart?

Segunda: lembra-se dos nomes do governador e do vice do Maranhão, em 1964?  Em caso positivo, quais os apelidos deles.

Terceira: e dos presidentes da Assembleia Legislativa e do Poder Judiciário do Maranhão? Quantos e quais os desembargadores do TJ que foram obrigados a se aposentar por pressão militar?

Quarta: o prefeito de São Luis era nomeado ou eleito e o nome dele.

Quinta: quantos deputados formavam o plenário da Assembleia Legislativa e quantos apoiavam o governo?

Sexta: será capaz de citar três deputados federais, três deputados estaduais e os senadores que representavam o povo maranhense naquela época?

Sétima: lembra-se a quem deu o seu voto para deputado federal e deputado estadual nas eleições proporcionais de 1962?

Oitava: citar os deputados estaduais e federais cassados pelo regime militar.

Nona: diga os nomes dos coronéis-comandantes da Guarnição federal e do 24º Batalhão de Caçadores. Eram maranhenses ou de outros estados?

Décima: quantos jornais circulavam em São Luis e qual deles encerrou as suas atividades por causa do golpe militar?

Décima primeira: citar o principal partido político que dava sustentação ao governo do Estado e às Oposições Coligadas?

Décima segunda: quem era o arcebispo do Maranhão e qual a principal ação praticada no seu arcebispado?

Décima terceira: dizer o nome do senador do Maranhão que votou no general Eurico Dutra nas eleições indiretas que elegeu o general Castelo Branco presidente da República?

Décima quarta: quais as primeiras pessoas presas em São Luis pelos militares e conduzidas ao 24º Batalhão de Caçadores?

Décima quinta: como era chamado o prédio, localizado na Praça João Lisboa, onde funcionava a pequena e inexpressiva célula do Partido Comunista do Maranhão, invadido pelos militares? Se lembrar, diga quem o ocupa nos dias atuais.

Décima sexta: quem era o deputado federal, do PSD, pré-candidato a governador do Maranhão, vetado pelos militares?

Décima sétima: diga o nome dos líderes da bancada do governo e das oposições na Assembleia Legislativa, na época do movimento de 64?

Décima oitava: em 1964, já existia a Universidade Federal do Maranhão?

Em caso positivo: quem era o reitor?

Décima nona: citar o nome do político e do poeta maranhense que foram exilados?

Vigésima: qual a entidade empresarial do Maranhão que sofreu intervenção federal e teve cassada a sua Carta Sindical pelo governo militar?

Respostas: no próximo domingo.

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