AS BENDITAS FICHAS

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A publicação da lista com figuras humanas do Maranhão – em torno de 600 -, que ocuparam cargos e não prestaram contas, com a regularidade e a probidade exigidas pelos órgãos de controle do governo federal, repercutiu intensamente no meio político.

Da lista fazem parte pessoas que num passado recente, por não cumprirem o que mandava a lei e a ética, estão impedidas de se candidatar a postos eletivos nas próximas eleições.

Não deixou de causar espanto ver nomes que ainda se encontram em plena atividade burocrática, bem como de outras que já partiram para a eternidade, mas arroladas pelos deslizes praticados ou cometidos no exercício da vida pública.

De qualquer modo, a divulgação da lista serve para mostrar como existe gente no Maranhão sem condições morais e políticas de exercer atividades políticas.

SEM CONVITE

Gastão Vieira e Flávio Dino, que vão disputar os cargos de senador e de governador, nas eleições deste ano, tiveram destacada atuação nos preparativos da Copa do Mundo no Brasil.

Gastão, como ministro do Turismo, e Flávio, presidente da Embratur, foram incansáveis e fizeram de tudo para o evento da Fifa alcançar o êxito ora visto, reconhecido e proclamado no mundo inteiro.

Inobstante o trabalho e o esforço de ambos, nenhum foi convidado pela Fifa ou pela CBF para assistir ao menos um jogo do Brasil na Copa do Mundo.

TELEFONEMA DE AÉCIO

O senador José Sarney ao desembarcar de um avião que o trouxe de Brasília a São Luis, na manhã de quarta-feira, recebeu um telefonema do amigo e também senador Aécio Neves.

O político mineiro, que dedica enorme admiração ao senador maranhense, desde a época da eleição de Tancredo Neves a presidente da República, fez questão de lamentar a sua decisão de não mais concorrer a cargo eletivo.

Aécio sabe que Sarney não vota nele a presidente da República, pois está comprometido com a candidatura de Dilma, mas como amigo e admirador, acha que o país sentirá bastante a ausência dele da política nacional.

ANO DE GASTÃO

Esse ano, tudo leva a crer, será o de Gastão Vieira.

Depois de deixar o ministério do Turismo sob os aplausos do país, foi indicado para concorrer ao cargo de senador.

Como se não bastasse, ganhou dois netos: Pedro e Mateus, produtos da parceria da filha Fernanda com André Rosas, nascidos em Brasília, na semana passada.

O ano será ainda mais completo para Gastão quando as urnas revelarem ser ele o novo senador do Maranhão.

GAROTAS DE PROGRAMA

Um grupo de mulheres maranhenses, ainda cheirando a leite, encontra-se em Fortaleza desde o começo da Copa do Mundo.

As jovens só voltarão a São Luis após o encerramento dos jogos e o retorno dos turistas aos lugares de origem.

Notícias que chegam de Fortaleza dizem que elas estão super felizes com os dólares e euros amealhados em função da Copa.

VOTO DO IRMÃO

O médico José Luiz Lago, candidato ao governo do Maranhão, sabe que as condições de se eleger ao cargo são mínimas, para não dizer impossíveis.

Mas se dará por satisfeito se, ao final da apuração o partido que preside no Maranhão – da Pátria Livre, apresentar um razoável desempenho no pleito.

Outra façanha que ele também deseja: receber o voto do irmão Wagner, da cunhada Clay e do sobrinho Igor Lago.

SUSTO NO VOO

Na semana passada, no regresso da Europa, pelo avião da TAP, um grupo maranhense, do qual faziam parte Ceres Costa Fernandes, Antônio Carlos, Nazaré, Jurandy Leite, Zequinha e Marisa Marão, viveu momentos de pânico.

Em pleno Oceano Atlântico, após quatro horas de voo, uma das turbinas do avião deixou de funcionar, mas a aeronave, bem capitaneada pelo comandante, obrigou-se a retornar a Lisboa, felizmente com êxito.

Como bons e virtuosos católicos, os maranhenses rezaram um terço em plena viagem, sendo acompanhados por passageiros e tripulantes.

ACADEMIA E CULTURA

Nos dias 25 e 26 de julho, a cidade de São Bento viverá intensa agitação cultural.

Por iniciativa da Academia Sambentuense, se realizará um simpósio cujo tema central é “Academia e a Cultura”.

Vários intelectuais foram convidados a participar do evento, que será um marco na cidade.

NETO DE UBIRATAN

Um dos netos de Ubiratan Teixeira, este, recentemente falecido, quer ser o seu herdeiro intelectual.

Trata-se de Felipe, um jovem poeta, que desde criança vem produzindo poemas e sonetos da melhor qualidade literária.

Felipe está com um livro pronto e à espera de recursos para publicá-lo.

Por falar em Ubiratan, o presidente da AML, Benedito Buzar, abriu as inscrições para a vaga deixada pelo saudoso cronista.  O prazo é de 60 dias.

PERNA DE PAU

O poeta Ferreira Gullar, em crônica publicada na Folha de São Paulo, aproveitou os jogos da Copa do Mundo para fazer uma revelação que deixou o mundo intelectual surpreso.

Disse que, por trazer o futebol na veia, dom herdado pelo pai, Newton Ferreira, que, em São Luis foi centroavante da seleção maranhense, chegou a pensar em ser jogador de bola.

Com esse objetivo, em São Luis, formou um time de futebol, que tinha como craques, Canhoteiro, Esmagado e Carroca.

Mas o projeto não foi pra frente, porque sua vocação era trabalhar com as mãos e não com os pés.

PREPARATIVOS DE CASAMENTO

O jovem Marco Antônio Fecury, filho de Ana Lúcia e Mauro Fecury, que se encontra em São Paulo, deu os primeiros passos para a materialização de seu casamento.

O evento nupcial ocorrerá em novembro vindouro, mas Marco Antônio submeteu-se a uma cirurgia bariátrica, para diminuir o excesso de peso que carrega no corpo.

A noiva é a bonita gaúcha, Daniela.

PIPOCA OU PICOPA?

A moda fútil de comer pipoca assistindo em cinema foi adotada nesta Copa do Mundo como meio para descarregar as emoções das partidas de futebol.

A pipoca ou o neologismo dela decorrente – picopa, comestível produzido pela queimação do caroço de milho, passou também a ser consumido nos dias de jogo do time brasileiro.

Quem adotou essa prática, recomenda-a como alternativa saudável para desanuviar as emoções causadas pelas jogadas de Neymar.

Se o time do Brasil continuar ganhando, os que gostam de assistir aos jogos com a pipoca na boca, que comprem e estoquem milho, pois o produto já não é encontrado com tanta facilidade no mercado.

CONVITE AO CASAL

Terça-feira, à noite, um grupo da Academia Maranhense de Letras, esteve no apartamento de Arlete e Nauro Machado para o cumprimento de uma missão especial.

Convidar o casal para fazer parte da Casa de Antônio Lobo e ocupar as vagas de José Chagas e Ubiratan Teixeira.

Arlete e Nauro ficaram satisfeitos e emocionados com o convite, mas esquivaram-se, de maneira nobre, a participar de uma eleição praticamente unânime.

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O MONSENHOR E A CORJA DO VATICANO

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Nos dias correntes, dois assuntos dominam a vida dos brasileiros: o futebol e a política.

O primeiro, por conta dos jogos da Copa do Mundo. O segundo, face à realização das convenções partidárias, definidoras dos candidatos aos cargos majoritários e proporcionais às eleições de outubro vindouro.

Ainda que o futebol e a política sejam assuntos atuais e do cotidiano, vou esquecê-los momentaneamente para comentar um tema instigante, delicado, controvertido e polêmico: religião.

Antes, porém, preciso dizer, em alto e bom som, que não sou teólogo, nem especialista em temas místicos e sobrenaturais, muito menos iconoclasta.

No que tange à vida espiritual, considero-me simplesmente um católico apostólico romano não praticante, mas que, de uns tempos para cá, freqüenta os templos religiosos somente por obrigação social, assistindo ou participando de atos litúrgicos, como casamentos, batizados e missas gratulatórias.

O meu afastamento físico da igreja não significa descrença em Deus, pois a Ele devo a vida e tudo que sou.  Ausentei-me – e acredito que grande parte do povo brasileiro – pelos exemplos nada edificantes dos representantes de Cristo na terra, e dadas às omissões da Santa Madre Igreja, com relação aos problemas sociais, fato gerador das numerosas seitas de origem duvidosa e que se prestam à prática da mistificação e da extorsão.

A minha formação cristã adveio de meus antepassados e dos educadores que passaram pela minha vida. Foram eles que me transmitiram os ensinamentos e as crenças embutidas nos manuais católicos. Em Itapecuru, cidade em que vim ao mundo e onde vivi boa parte de minha vida, todos os caminhos só levavam a lugar: a igreja-matriz de Nossa Senhora das Dores. Foi nela que recebi, pelo catecismo e pelos atos litúrgicos, celebrados por sacerdotes inesquecíveis, preciosas lições de amar, temer a Deus e buscar a salvação eterna.  Criei-me vendo a figura do meu pai, como verdadeiro apóstolo de Cristo, ajudar e colaborar com a igreja, de modo que o catolicismo se impusesse de forma absoluta e impedisse outras seitas de ali se estabelecerem e prosperarem.

Ao vir para São Luis, para dar continuidade aos estudos, não por acaso fui internado no Colégio dos Irmãos Maristas, estabelecimento que primava pelo ensino de qualidade, arrimado no cristianismo e tendo o livro “História Sagrada’’ como indispensável à formação espiritual do alunado.

Todo esse intróito serve para registrar a educação religiosa que recebi desde criança, mas hoje fora de moda, deformada e desvirtuada, muitas vezes, pelos próprios membros da Santa Madre Igreja, que receberam a missão de propagar o evangelho e levar a palavra de Cristo aos fiéis.

A comprovação disso deu-se no sábado passado, quando eu e dezenas de pessoas ouvimos espantadas e perplexas, manifestações e opiniões saídas da boca do monsenhor Hélio Maranhão, consideradas chocantes e distantes das crenças e dos ofícios católicos, transmitidas ao longo do tempo às gerações que adotaram o cristianismo como fonte inspiradora e alimento da fé.

Não é de agora que a cidade comenta a irreverência do sacerdote sobre questões, algumas até dogmáticas, que deixam os católicos, sobretudo os mais devotados e crédulos, assustados e impactados.

Imagino o que não se passa na cabeça de um cristão, mormente o que acredita piamente na Bíblia e na verdade dos evangelhos, vendo e ouvindo um representante de Deus dizer coisas que contrariam os ofícios litúrgicos.

Foi na celebração da missa de sétimo dia da morte do saudoso intelectual, Ubiratan Teixeira, na igreja da Glória, no bairro Alemanha, que monsenhor Hélio, do alto de sua pregação, vociferou para uma assistência atônita e perplexa mais ou menos isso: “Vocês não devem pedir nada a Nossa Senhora, pois Ela e nenhum santo não resolvem nada, não salvam ninguém e nem melhoram a vida de qualquer pessoa”.

Se aquilo fosse dito por mim ou outra pessoa desprovida de autoridade sacerdotal, tolerava-se. Afinal de contas, somos suscetíveis às mudanças e às transformações causadas pela ciência, que vem se encarregando de derrubar ou questionar as coisas que as religiões perpetuaram ao longo de séculos de domínio espiritual e temporal.

Mas ao serem extravasadas por figuras clericais, preparadas para dizerem as verdades bíblicas e interpretarem os atos evangélicos, dogmáticos ou não, aí a coisa muda de figura e provoca calafrios nos que rezam e acreditam na cartilha legada por São Pedro.

Como se não bastasse, ao término de seu estupefato sermão, fez ele uma acusação altamente comprometedora à Santa Sé: “No Vaticano, há uma corja que manda e desmanda e precisa ser desbaratada”, como se isso não fosse o objetivo do papa Francisco.

As idiossincrasias do sacerdote tornam-se mais pavorosas por serem vocalizadas em pleno templo católico e sem o temor de infringir a estrutura hierárquica e a rigorosa disciplina de uma instituição secular, como a Igreja Católica, que prima, por tradição, no cumprimento rigoroso de seus códigos e ensinamentos.

Luiz Rocha, no exercício do cargo de governador, por menos disso foi proibido pelos bispos do Maranhão de usar os sacramentos eucarísticos, ao se posicionar contra os trabalhadores rurais e a favor dos latifundiários, numa questão em que estava em jogo a propriedade da terra.

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PISOU NA BOLA

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Politicamente, quem deu a maior pisada de bola este ano foi o ex-prefeito João Castelo.

Pelo temor de enfrentar Roseana Sarney, que considerava imbatível no pleito senatorial, Castelo preferiu ser candidato a deputado federal, cargo que conquistaria sem maiores problemas por conta de sua forte penetração popular no interior e na capital.

Mas Roseana desistiu de concorrer ao Senado e o campo ficou aberto para Castelo, fato atestado pelas pesquisas.

Por conta disso, tentou reverter a situação por ele próprio criada e consolidar sua candidatura a senador. Mas já era tarde.

Resultado: terá de concorrer à Câmara de Deputados para não ficar sem mandato.

PROMESSA DE EDINHO

Um acordo foi firmado entre o pré-candidato Edinho Lobão e o deputado estadual, Arnaldo Melo.

Mas só valerá se Edinho se eleger governador e Arnaldo reeleito à Assembleia Legislativa.

Pelo firmado, Edinho assumiu compromisso de não medir forças para Arnaldo ser o presidente do Poder Legislativo na próxima legislatura.

SE DEPENDER DE…

Uma conversa com José Reinaldo Tavares dá para perceber a aversão que dedica a Roberto Rocha.

Se depender do voto do ex-governador o filho de Luiz Rocha não chegará ao Senado da República.

Zé Reinaldo afirma ainda que por onde anda só vê rejeição ao candidato Roberto Rocha.

CABELO DE FLÁVIO

Está a olhos vistos o novo formato da cabeleira do candidato oposicionista, Flávio Dino.

Quem o vê na televisão, nas inserções dos programas eleitorais, observa que o seu cabelo não foi cortado por cabeleireiro, mas por um barbeiro da pior categoria.

É mais quem quer saber o nome e onde o barbeiro de Flávio trabalha, para não passar perto.

VICE DE CASTELO

Na reunião da Executiva do PSDB, para saber se o partido acolheria ou não a pretensão de João Castelo ser candidato a senador, um voto causou surpresa.

O do deputado Evangelista Neto, que votou contra.

Na última campanha às eleições municipais, em que Castelo disputou a reeleição à prefeitura de São Luis, seu companheiro de chapa foi Evangelista Neto.

SARNEY GOSTOU

No velório de Ubiratan Teixeira, na Academia Maranhense de Letras, o senador José Sarney compareceu e recebeu uma notícia alvissareira.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, professor Chico Oliveira, disse a ele que a Feira do Livro, evento promovido pela Prefeitura, este ano, será realizada no Convento das Mercês.

Para o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, o presidente da Func anunciou nome o patrono da Feira do Livro: Ubiratan Teixeira, escolhido antes mesmo de falecer.

DOCUMENTÁRIO SOBRE UBIRATAN

O intelectual Joaquim Haickel retornou na madrugada de segunda-feira de São Paulo. Do aeroporto, rumou direto para a Academia Maranhense de Letras, onde estava o corpo de Ubiratan Teixeira. Dali só saiu quando o féretro tomou o destino do cemitério.

Graças a Joaquim Haicjkel, a Academia prestou significativa homenagem ao saudoso escritor: exibiu um documentário sobre a sua vida e obra.

O vídeo, quase todo narrado por Ubiratan, recebeu os maiores elogios dos familiares, acadêmicos e amigos que estavam no velório.

PARABÉNS A GASTÃO

No domingo passado, o deputado Gastão Vieira mudou de idade, mas resolveu comemorar a data só entre os familiares.

Por volta das dez horas da noite, toca um telefonema do Palácio da Alvorada.

Era a presidente Dilma Roussefi que parabenizava o seu ex-ministro do Turismo, desejando-lhe felicidades e sucesso na campanha ao Senado da República.

Dilma não se esqueceu de avisar que vem ao Maranhão para ajudá-lo a se eleger senador.

PELÉ E GASTÃO

Ainda que não seja jogador de futebol, o deputado Gastão Vieira está com a bola cheia.

Na inauguração do Museu Pelé, na cidade de Santos, para a qual Gastão foi convidado, mas não pode comparecer, o seu nome foi decantando em verso e prosa.

Sabem por quem? O próprio Pelé, que disse em alto e bom som que muito devia a Gastão, pela ajuda recebida do ministério do Turismo.

ATÉ O SAMPAIO CORRÊA

Se há uma pessoa que em época de Copa do Mundo não gosta de ser incomodada é o intelectual Waldemiro Viana.

Não perde nenhuma partida de futebol, transmitida pela televisão.

Além de assistir a todos os jogos faz questão de comentá-los com os amigos a respeito dos lances que aconteceram nas partidas.

Sobre o time de Honduras, Waldemiro sentenciou: – É tão fraco que perderia até para o Sampaio Correa.

PADRE NA COPA

Encontrar padre em São Luis é tarefa complicada. Em época de Copa do Mundo, a coisa fica mais complicada.

Os familiares de Ubiratan Teixeira tiveram de suar camisas para encontrar um sacerdote para celebrar a missa de sétimo dia em sufrágio da alma do saudoso cronista.

Quem resolveu a situação foi o jornalista Benedito Buzar, que acionado pela família de Bira, lembrou-se do monsenhor Hélio Maranhão, por sinal, membro da Academia Maranhense de Letras.

O sacerdote topou na hora e celebrou, no seu conhecido estilo, a missa ontem na igreja da Glória, no bairro Alemanha.

FERREIRA NOMEADO

O economista Antônio José Duarte Ferreira, depois de prestar relevantes serviços à administração do estado, teve o seu nome lembrado pelo senador João Alberto para voltar à atividade pública.

O senador o indicou e a governador Roseana Sarney imediatamente o nomeou para o cargo de subsecretário de Administração.

O competente e honesto economista deixou a aposentadoria de lado e aceitou o espinhoso cargo.

CONVENÇÃO NO CAMPUS

Pela primeira vez, uma convenção política se realizará em São Luis em ambiente estranho às lides partidárias.

A coordenação de Edinho Lobão sugeriu e ele topou fazer a convenção dos partidos que apóiam a sua candidatura a governador, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Maranhão.

O ineditismo do local marcará o evento e certamente atrairá grande público à convenção do PMDB.

CONSULADO MEXICANO

No dia do jogo do Brasil contra o México, o prédio onde funciona o consulado mexicano em São Luis, na Rua dos Afogados, ficou aberto o dia inteiro.

A medida foi tomada pelo cônsul do México, advogado Adalberto Gonçalves, na suposição de algum mexicano, perdido em São Luis, precisasse de orientação ou ajuda diplomática.

Acabado o jogo, o consulado foi fechado sem o registro de nenhuma ocorrência.

 

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BIRA SEMPRE BIRA

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A Academia Maranhense de Letras ainda não havia se recuperado da perda do poeta José Chagas, que nos deixou em maio passado, eis que outro membro da Casa de Antônio parte para a eternidade, ficando o Maranhão mais pobre culturalmente.

Agora quem se ausenta, e para sempre, é o jornalista, contista, cronista e teatrólogo Ubiratan Teixeira, admirado e querido pelos colegas de profissão do jornal Estado do Maranhão, chamado carinhosamente de Bira.

Ubiratan partiu após um longo e penoso sofrimento, provocado por um câncer que o levou a submeter-se a uma delicada cirurgia em outubro do ano passado. Depois da cirurgia fui visitá-lo no Hospital São Domingos, onde se convalescia. Encontrei-o – e não era pra menos, triste e abatido, mas disposto a continuar na militância jornalística, não pelo prazer de escrever, mas, pelos numerosos leitores de suas crônicas, publicadas às sextas-feiras, na coluna “Hoje é dia de”, algumas debochadas, irreverentes ou satíricas, outras leves, ternas e afetuosas, nas quais mostrava o seu talento de escritor polivalente e o dom de produzir textos primorosos.

Após a terrível cirurgia, voltou novamente a ser internado no Centro Médico e no Hospital Geral. Mais uma vez estive com ele, na condição de amigo e confrade da Academia Maranhense de Letras. No Hospital Geral, de onde não sairia mais com vida, o revi em situação grave e dramática. Desenganado pelos médicos, que tudo faziam para amenizar o seu sofrimento, não mais falava. Com muito sacrifício, abriu os olhos quando ouviu a minha voz.

Foi o meu derradeiro encontro com Ubiratan, já em plena fase terminal da vida. Passei a ter notícias dele através da sua nora, Andréa. Foi ela que, no último domingo, antes do meio-dia, por telefone, deu-me a notícia do doloroso desfecho reservado pelo destino ao Bira.

A partir daquele momento, como presidente da AML, passei a desenvolver ações para a Casa de Antônio Lobo, da qual há 36 anos fazia parte, como membro efetivo, para receber o corpo de Ubiratan, que ali entrara a 4 de outubro de 1978, para ocupar a cadeira de número 36, patroneada por Tasso Fragoso, e fundada por João Bacelar Portela. Não foi um acadêmico assíduo ou um ativo participante, mas comparecia sempre às solenidades importantes e às sessões especiais de posse de confrades.

Conheci Ubiratan nos meados da década de 1950, eu, estudante do Liceu Maranhense. À época, do padre João Mohana, seu grande amigo e orientador artístico, recebeu a incumbência de montar a peça Via Sacra, de Henri Ghéon. Na condição de produtor e diretor do espetáculo, escolheu um colega da minha turma, chamado Wanderley Carvalho, para ator principal.

Após as aulas do Liceu, eu costumava ir ao Teatro Artur Azevedo para ver os ensaios da peça. Ubiratan, ainda no limiar de sua vida teatral, já revelava conhecer a arte de representar e de como dirigir um espetáculo nada convencional, com a participação apenas de atores jovens e amadores. A peça alcançou enorme sucesso em São Luis.

Ao retornar do Rio de Janeiro, onde estudava, ainda reencontrei Ubiratan na redação do Jornal do Povo, dirigido por Neiva Moreira, que fazia oposição franca e aberta ao vitorinismo. Naquela redação, além de Bira, a presença de intelectuais do porte de Bandeira Tribuzi, Reginaldo Teles, José Chagas, Lago Burnett, Clóvis Sena e Joaquim Itapary.

Pela sua atuação vigorosa, como repórter e militante político, Ubiratan participou de um episódio marcante na época em que o senador Vitorino Freire mandou no Maranhão, que o credenciou a patrocinar uma vexatória barganha política: a compra do mandato do senador Antônio Bayma, para permitir a eleição do poderoso Assis Chateaubriand ao Senado.

Antes da eleição, os oposicionistas maranhenses souberam que chegaria a São Luis a edição especial da revista O Cruzeiro, trazendo uma reportagem, assinada pelo famoso jornalista David Nasser, sobre a vida de seu patrão, Chateaubriand, para ser distribuída gratuitamente ao eleitorado.

Os oposicionistas armaram para o dia 16 de março de 1955 uma operação para impedir a revista de circular em São Luis. Para executá-la, convocaram o então membro do Partido Comunista, Luís Teles, que se passaria por fotógrafo, e o jornalista Ubiratan Teixeira, do Jornal do Povo. Aos dois foi dada a missão de receber as revistas no aeroporto do Tirirical e de desviá-las e conduzi-las para longe da cidade, para a devida incineração.

Só a primeira parte da operação deu certo. A segunda, a da queima das revistas, não foi concluída, porque os vitorinistas descobriram o plano e prenderam os executores.

Anos depois, em abril de 1990, quando eu ocupava o cargo de secretário da Cultura, nomeado pelo governador João Alberto, abriu-se uma vaga no Conselho de Cultura. Para representar o segmento teatral no colegiado, convidei Ubiratan Teixeira. Ele ficou emocionado com o convite, pois jamais imaginara participar de um órgão que cuidava das ações culturais do Maranhão. Enquanto ali esteve sua colaboração foi inestimável.

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PLANO DE GOVERNO

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À medida que as eleições se aproximam, a curiosidade do eleitor se aguça em torno dos planos de governo que os candidatos vão apresentar na campanha eleitoral.

O assunto, por ser relevante, transporta para as eleições ao governo do estado, em 1986, vencidas pelo candidato Epitácio Cafeteira.

O dia do pleito estava para acontecer e nada de Cafeteira, que recebera o apoio do grupo Sarney, apresentar o seu plano de governo.

Um repórter começou a questionar Cafeteira sobre o seu plano de governo. Para livrar-se da insistente pergunta, o candidato do PMDB assim respondeu: – O meu plano de governo está na minha cabeça e jamais divulgarei para que os concorrentes não o copiem.

TRABALHO DE MARQUETEIRO

O pré-candidato Edinho Lobão já está sendo influenciado pelos marqueteiros que cuidam de sua imagem pessoal e política.

Basta observar a sua presença na televisão, em que vem se apresentando de outra maneira.

Para não ser olhado como um candidato que ostenta riqueza, por recomendação dos marqueteiros, deixou de usar o cordão e o relógio de ouro.

Nas suas visitas ao interior do estado, passou também vestir-se com roupas mais modestas e de grifes menos famosas.

OS FECURY DE FORA

Nas eleições deste ano, nem o pai, Mauro Fecury, nem o filho, Clóvis Fecury, vão concorrer a qualquer cargo eletivo.

Espontaneamente vão ficar de fora do processo eleitoral, mas não deixarão de apoiar candidatos aos postos majoritários e proporcionais.

Para a Câmara de Deputados, quem receberá o apoio dos Fecury é Lourival Mendes, que disputa a reeleição. Para a Assembleia Legislativa, o genro de Mauro e cunhado de Clóvis, Fábio Braga, foi o indicado para representá-los.

OS EX-SECRETÁRIOS

Três ex-secretários da governadora Roseana Sarney deixaram os cargos, em função da Lei de Desincompatibilização, para se candidatarem a cargos eletivos.

Aluísio Mendes saiu da secretaria de Segurança, Claudio Trinchão,da Fazenda, e Fábio Gondim, da Administração.

Os três são neófitos na política e não nasceram no Maranhão. Mas querem se eleger deputados federais, mesmo sabendo que a luta é difícil e onerosa. Política e financeiramente.

DANILO EM AÇÃO

Os servidores da secretaria de Educação tomaram um susto quando na segunda-feira passada chegaram à repartição e viram em plena ação o novo gestor do órgão.

Danilo Furtado, que já ocupou o cargo de secretário em passado não remoto, só esperava o ato de nomeação para assumir o posto e recomeçar a luta pela educação no Maranhão.

A primeira providência de Danilo ao sentar na cadeira de secretário de Educação foi telefonar para o Dr. Bernardo Bringel, que respondia pelo cargo, e avisá-lo que já se encontrava trabalhando.

BRIGA PELA SUPLÊNCIA

Este ano, o alvo principal dos políticos não é o cargo de vice-governador.

Todos os que apóiam a candidatura de Edinho Lobão só miram a suplência de senador.

O PT parece que desistiu de lançar candidato à vice-governança, trocando-a pela suplência de Gastão Vieira.

O PV também deseja o cargo, tanto que convence o deputado estadual Vitor Mendes a abandonar a candidatura de deputado federal.

Agora é o PSD que quer emplacar o ex-secretário de Fazenda, Cláudio Trinchão, na chapa que vai concorrer ao Senado.

RACHA NO PMDB

O PMDB do Maranhão não participou do racha na convenção nacional do partido, realizada em Brasília, na semana passada.

Não fora a ausência dos deputados Max Barros e Afonso Manoel Ferreira ao evento político, que marcou a adesão do partido à reeleição da presidente Dilma Roussef, o comparecimento do PMDB maranhense teria sido cem por cento.

A presidente da República ficou tão satisfeita com a presença dos peemedebistas maranhenses, que enviou ao senador João Alberto, presidente regional do partido, e à governadora Roseana Sarney, mensagens de agradecimento.

GASTÂO DESTACADO

Ao avistar-se com a bancada do PMDB do Maranhão, que marcou presença, em Brasília, na convenção do partido, a presidente Dilma Roussef fez questão de mostrar o apreço e a estima que tem pelo deputado Gastão Vieira.

Ao vê-lo, como sempre, afagou-lhe afetuosamente e, se não bastasse, disse em alto e bom som disse: – Como vai o meu senador.

A amizade que dedica ao seu ex-ministro é tão especial que ela prometeu, na campanha eleitoral, vir mais de uma vez ao Maranhão.

PRESENTE DA COPA

Eis um maranhense a quem a Copa do Mundo só trouxe alegria e felicidade: o engenheiro Aparício Bandeira.

Ele a esposa planejaram passar a Copa do Mundo no Rio de Janeiro, onde assistiriam os jogos da Fifa.

Quando se preparava para viajar, recebeu uma proposta irrecusável: alugar o seu apartamento, localizado em Copacabana, para um gringo, durante um mês a um preço irrecusável.

Aparício não pensou duas vezes. Desarrumou as malas e com a grana do aluguel programou uma viagem ao exterior, em companhia da esposa.

EMOÇÃO DE MAURO

Precisava ver a emoção de Mauro Fecury na inauguração do novo campus da Universidade Ceuma no centro de São Luis.

O prédio, onde se instalou a mais nova unidade de seu vitorioso empreendimento universitário, é o antigo Colégio Ateneu Teixeira Mendes, totalmente recuperado e climatizado, fundado pelo saudoso professor Solano Rodrigues.

No novo campus do Ceuma serão oferecidos cursos de graduação e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A emoção de Mauro correu por conta de dois fatos: naquela área da cidade (atrás do Liceu), nasceu o Ceuma, em 1990, e por ver concretizado o sonho de instalar na Praça Deodoro, onde estudou, de uma unidade de ensino superior.

GULLAR e NAURO NA ACADEMIA

Com a morte de José Chagas é mais quem pergunta ao presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, porque Ferreira Gullar não é convidado para ocupar o lugar do saudoso poeta.

A pergunta é pertinente em se tratando da substituição de um grande poeta por outro de igual dimensão intelectual.

Buzar explica: Ferreira Gullar já foi convidado várias vezes para ser membro das Academias Brasileira e Maranhense de Letras, mas recusa-se a fazer parte de instituições acadêmicas.

Outro poeta maranhense, também do porte de Chagas, segundo o presidente da AML, é Nauro Machado, já convidado, nesta e em outras ocasiões, para ingressar na Casa de Antônio Lobo, mas não se mostra interessado em dela ser membro. O que é lamentável, diz Buzar.

PESQUISA DA GAURÁ

Uma das melhores e mais corretas sondagens de opinião pública realizadas no Maranhão, foi patrocinada pela TV Guará.

Roberto Albuquerque , além de contratar uma empresa idônea e isenta, fez questão de a pesquisa chegar a quase todas as cidades do interior, para apontar um resultado imparcial, realista e responsável.

O dono da TV Guará pretende fazer, até chegar o dia da eleição, outras pesquisas. A próxima será após a realização das convenções partidárias.

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ROSEANA REENCONTRA ROSEANA

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Durante o período republicano, que vai de 1889 aos dias correntes, nenhum governador do Maranhão exerceu mais o poder do que Roseana Sarney.

Foram 14 anos de mandato, três de quatro anos – 1994 a 1998; 1998 a 2002; 2011 a 2015- e um de dois anos – 2009 a 2011, este, substituindo Jackson Lago, que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

Nesses 14 anos de exercício do poder, pelo menos oito deles foram cumpridos sem sobressaltos e corresponderam às expectativas dos que a elegeram. Os dois primeiros, então, foram exemplares e ficaram na história. Além da boa administração, ela mostrou que ingressara na política para renovar o sarneísmo e levar o estado a novamente trilhar o caminho do progresso e do desenvolvimento, como fizera o seu pai, José Sarney, no mandato de 1966 a 1970.

No primeiro mandato, considerado o de seu melhor desempenho, possibilitou a sua reeleição em 1998 sem praticamente fazer campanha política. Nem as delicadas cirurgias a que se submeteu em São Paulo, obrigando-a a hospitalizar-se por meses, impediram-na de impor ao adversário uma acachapante derrota nas urnas.

Eleita e reeleita governadora, conquistou uma liderança política e popular fantástica no Maranhão, a ponto de extrapolar para o resto do país, o que lhe valeu ser cogitada a candidata à presidência da República às eleições de 2001. Seus índices de aprovação nas pesquisas de opinião pública alcançaram níveis tão altos, que ensejaram a execução de uma sinistra operação em São Luis, com o objetivo de queimar a sua imagem e fritar a sua candidatura à sucessão de Fernando Henrique Cardoso.

Esse prestígio político e essa elevada popularidade, Roseana conquistou porque governava com prazer e denodo, comparecia e prestigiava as festas populares, participava de eventos de diversas origens, aqui e alhures, cuidava de sua imagem física e política, recebia deputados, prefeitos, vereadores, lideranças empresariais, sindicais e populares, e cercava-se de um grupo jovem e preparado, chamado de “Sorboninha”. Não à toa foi conduzida ao santuário da política nacional, sem ajuda de nenhum marqueteiro ou pai-de-santo.

Mas depois dessa bem-sucedida fase política e administrativa, Roseana retorna ao Palácio dos Leões e comete uma imprudência, por conta de uma frase de efeito proferida na sua posse para cumprir o mandato de 2011 a 2015. Disse ela em alto e bom som: – Prometo que vou fazer nesse mandato o melhor governo do Maranhão.

A frase, ao que parece, funcionou às avessas e levou-a de encontro à sua maneira de governar e de atuar na vida pública. Ao contrário do que prometera não conseguiu reeditar as ações e as atividades construídas nos mandatos anteriores, que fizeram dela uma gestora de reconhecido talento e competência. Em vez de uma Roseana ativa, destemida, onipresente, atuante, participativa, vibrante, entusiasmada e sensível, mostrou ser a antítese daquela que o povo conhecera e se acostumara a vê-la.

Esse comportamento inusitado da governadora, marcado pela apatia e inapetência com relação aos assuntos administrativos, deixou a opinião pública perplexa e com a impressão de que a política não mais a empolgava, o governo não mais o fascinava e o exercício do poder ficara na saudade.

Mas esse quadro de perplexidade, formado em torno dela, veio a diluir-se recentemente e num momento politicamente importante da sua vida: o da definição de seu futuro político, ansiosamente especulado pela população, pela mídia e pelos setores partidários.

Esse momento ocorreu no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, para os candidatos optarem pelos cargos que ocupavam ou renunciarem para disputar as eleições deste ano. Naquele dia, em entrevista à imprensa, Roseana anunciou, convicta e solenemente, que continuaria à frente do governo e assim renunciava ao direito de se candidatar ao Senado da República, uma eleição que se a disputasse não haveria qualquer sombra de dúvida quanto à sua vitória.

Ao se definir pelo exercício do cargo que o povo lhe conferiu, preferiu ficar para concluir e entregar as obras em execução no seu governo e, salvo melhor juízo, permanecer um tempo distante das atividades políticas, para dedicar-se com mais empenho e intensidade aos seus familiares e cuidar melhor de sua saúde, já fragilizada pelas várias cirurgias a que se submeteu.

Mas não foi somente isso que Roseana revelou ao deixar a cena política e partidária (momentânea ou definitivamente, só ela e Deus sabem), e que agora veio à tona e com absoluta visibilidade. Basta olhá-la para ver que é outra pessoa. Seus olhos voltaram a brilhar; recuperou a alegria de viver; está mais solta, fagueira e feliz; reencontrou o seu bom humor; passou a participar de tudo que é evento, seja público ou privado, profano ou religioso; está sempre disposta a conversar e a bater papo com amigos e políticos; ficou mais atenta às coisas do governo e da sua sucessão; e a cobrar mais empenho e eficiência dos auxiliares, pois deseja terminar o mandato de bem com o povo e sem deixar ao sucessor nenhuma herança maldita.

Enfim, Roseana reencontrou-se com a Roseana que o povo gosta e admira.

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PROGRESSO RETARDADO

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Mesmo com as transformações econômicas e sociais, ocorridas no mundo atual, alguns municípios do Maranhão ainda não chegaram ao século XXI.

Atesta-se isso pelo desempenho da educação, saúde, emprego e renda que formam os Índices de Desenvolvimento Municipal.

Com base nessas informações, são aterradoras as conclusões sobre a situação em que se encontram numerosas cidades maranhenses, as quais, pela carência ou má aplicação de recursos, não vêm acompanhando os avanços científicos e tecnológicos colocados pela globalização à disposição da humanidade.

EQUIPES E CAMPANHA

A campanha eleitoral só começa oficialmente em julho, mas só agora os candidatos, especialmente aos cargos majoritários, começam a escolher os nomes que vão compor as equipes de trabalho.

Em campanhas políticas passadas, a esta altura do campeonato, as equipes já estavam em plena mobilização, com vistas aos preparativos para a realização das convenções partidárias, que deverão, pelo calendário da Justiça Eleitoral, ocorrer até o final deste mês.

Com relação aos marqueteiros, sabe-se que o candidato Edinho Lobão já contratou o profissional que vai atuar na sua campanha eleitoral.

Será o marqueteiro, Celsinho Mouco, aquele que o ex-governador José Reinaldo Tavares contratou para coordenar a campanha política que levou Jackson Lago a ganhar as eleições de 2010.

MAIS VOTADO

Se Gastão Vieira não concorresse ao cargo de senador e disputasse a reeleição para deputado federal, seria certamente o mais votado do Maranhão.

Pela maneira como trata os prefeitos e vereadores e pelo trabalho que faz em Brasília, mobilizando recursos e emendas parlamentares para os gestores municipais, teria, como nos pleitos passados, uma votação espetacular.

Como será candidato ao Senado, os analistas políticos passaram a apontar o deputado Kleber Verde como o provável campeão de votos em 2014.

VOTOS DE GASTÃO

O fato de o deputado Gastão Vieira não disputar as eleições proporcionais enseja aos candidatos de sua coligação à Câmara Federal a ficarem de olhos abertos nos seus votos.

Os prefeitos e vereadores fiéis a Gastão passaram a ser assediados e cortejados como nunca.

Mas prometeram não assumir compromissos com outros candidatos sem antes ouvi-lo e receber o sinal verde.

ESSE É O CARA

Até onde a vista alcança já se pode vislumbrar o cara que será forte se Edinho Lobão se eleger governador do Maranhão.

Se alguém pensou em Joaquim Haickel, acertou em cheio.

Amigo de longas datas de Edinho, Quincas sempre foi um conselheiro político leal do pré-candidato do PMDB à sucessão de Roseana Sarney.

MUDANÇA DE ENDEREÇO

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior ficou preocupado e constrangido com a manifestação dos poucos e imprudentes professores da rede municipal de ensino, que, na manhã, de quarta-feira, amanheceram em frente ao prédio em que mora, na Avenida dos Holandeses.

A preocupação e o constrangimento do gestor não foram pela repercussão do movimento, mas pelo vexame que os grevistas causaram aos moradores do Edifício Córdoba, sendo perturbados no seu sossego por um fato que não tinha nada a ver com eles.

Edivaldo Junior, além das desculpas que pedirá aos moradores do prédio, começa a pensar na alternativa de mudar-se do Córdoba para outro local e de difícil acesso a grevistas.

HOMENAGEM AO MINISTRO

A Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Maranhão, está empenhada em trazer o ministro Joaquim Barbosa a São Luis antes de sua aposentadoria.

Deseja prestar-lhe, ainda como presidente do Supremo Tribunal Federal, significativa e retumbante homenagem.

Para o evento acontecer, como a pompa que o homenageado merece, os próceres da OAB contam com a colaboração dos magistrados federais do Maranhão que atuam em Brasília.

PATRONO DA SLIMP

A Academia Imperatrizense de Letras, que promove, anualmente, o Salão do Livro em Imperatriz, comunicou à Academia Maranhense de Letras, quem será o grande homenageado do evento, este ano.

O poeta José Chagas, recentemente falecido em São Luis.

O evento acontece no mês de outubro, mas já mobiliza a inteligência da região tocantina e promete ser um dos maiores, por conta da presença de intelectuais que vão proferir palestras sobre o grande poeta.

JOGOS DA COPA

O advogado Duarte Júnior e a médica Giulliana, que casaram recentemente, devem marcar presença em vários jogos do Brasil, na Copa do Mundo.

Além de assistirem as primeiras partidas do time brasileiro contra a Croácia, em São Paulo, o México, em Fortaleza, e Camarões, em Brasília, conseguiram ingresso para o jogo final da Copa, a se realizar no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Certamente acreditam que o Brasil será um dos finalistas.

LIVRO DE ROBERTO

No domingo passado, no restaurante Manu, a presença bissexta do candidato a senador Roberto Rocha e família.

Ele aproveitou aquela ímpar oportunidade para presentear os que ali se encontravam com o livro de sua autoria – “Olhar pra frente”, lançado recentemente.

O jornalista Benedito Buzar, que lá estava em companhia da esposa Solange, do filho Rodrigo e da nora Melissas, foi agraciado com o livro.

NEM A PAU, NICOLAU

No sábado passado, o senador José Sarney estava em São Luis e telefonou para o colega de Senado, João Alberto.

Sarney queria marcar uma reunião à tarde daquele dia e precisava contar com a participação de João Alberto.

O senador de Bacabal não deixou a conversa acabar: – Sarney, hoje, à tarde, o Sampaio joga contra o Ceará e não vou perder essa partida nem a pau, Nicolau.

Sarney, depois do telefonema, queria saber quem era o Nicolau.

CERES NA CROÁCIA

Os jogadores da Croácia estão hospedados num hotel da Bahia, onde se preparam para o jogo inaugural da Copa do Mundo.

Enquanto os croatas se preocupam com a disputa contra a seleção brasileira, em São Paulo, nesta quinta-feira, um casal maranhense faz turismo tranquilamente na Croácia: Antônio Carlos e Ceres Costa Fernandes.

Assistirão ao jogo entre o Brasil e a Croácia, pela televisão, na capital do país: Zagreb.

DANILO LIBERADO

Liberado pelo Banco do Brasil, do qual é funcionário, o economista Danilo Furtado prepara-se para assumir o cargo de secretário de Educação.

A governadora Roseana Sarney só esperava o sinal verde do BB para nomeá-lo e marcar a posse, que deverá ocorrer nesta semana.

Danilo retorna à Secretaria de Educação, anos depois de por ali ter passado, substituindo o tio, Gastão Vieira, que se desincompatibilizara do cargo para concorrer à reeleição de deputado federal.

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AS COPAS QUE EU NÃO ESQUEÇO

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Nesta quinta-feira, as atenções de milhões de seres humanos estarão voltadas para São Paulo, onde se travará a partida inaugural da vigésima Copa do Mundo, entre as seleções do Brasil e da Croácia.

Para este escriba, a Copa do Mundo é muito importante e emblemática. Explico: tive a ventura de nascer em 1938, ano em que, na França, a equipe da Itália sagrou-se campeã do terceiro campeonato mundial de futebol.

Por isso, bato no peito e digo que das 19 Copas do Mundo já organizadas e disputadas, apenas 3 não tive a oportunidade de acompanhá-las intensamente: a de 1930, no Uruguai; a de  1934, na Itália; e a de 1938, na França. As duas primeiras porque ainda não era gente. A de 1938, porque acabara de nascer.

Só a partir de 1950, quando contava com 12 anos – com o sangue do futebol a correr nas veias , passei a viver as emoções proporcionadas pelos jogos da Copa do Mundo, transmitidos através das emissoras de rádio e posteriormente mostrados pela televisão.

Das 19 Copas, realizadas no período de 1950 a 2010, três delas merecem destaque especial e jamais vou esquecê-las. A primeira, tendo o Rio de Janeiro por palco, tudo levava a crer que o Brasil seria indiscutivelmente o grande campeão, mas perdeu a última e decisiva partida para o Uruguai.

Mas não foi por causa da derrota para os uruguaios, a 16 de julho de 1950, em pleno estádio do Maracanã, que aquela Copa do Mundo ficou retida na minha memória.  O motivo foi este: em Itapecuru acabara de ser inaugurado um serviço de alto falante, que, à época, exercia uma poderosa influência junto às comunidades do interior do estado.

Dado o grande interesse da população itapecuruense de ouvir os jogos do Brasil, transmitidos pela Rádio Nacional, cuja potência permitia chegar aos mais longínquos rincões do país, o prefeito do município, Miguel Fiquene, coincidentemente, o proprietário do serviço de alto falante – “Voz Marília”, deu um jeito de levar para o ar, ainda que o som não fosse de boa qualidade, os lances narrados pelos os locutores e comentaristas esportivos da mais importante emissora do Brasil, que pertencia ao governo federal.

Assim é que, nos jogos do Brasil, eu, a população de Itapecuru e de cidades vizinhas nos postávamos na frente da casa onde a “Voz Marília” estava instalada e ali permanecíamos atentos para ouvir as transmissões da Radio Nacional.

A segunda Copa do Mundo a ficar eternizada dentro de mim foi a de 1958, quando o Brasil conquistou, na Suécia, a sua primeira taça de ouro. Naquele ano, estava no Rio de Janeiro, preparando-me para o vestibular. Morava com quatro maranhenses num apartamento alugado no Largo do Machado. Como não dispúnhamos de aparelho de televisão, produto ainda não acessível ao consumo popular, contentávamos em torcer pelo rádio, então, o grande e fantástico meio de comunicação social do país.

Daquela Copa do Mundo, guardei, também, a magnífica recepção do povo carioca aos jogadores brasileiros ao regressarem vitoriosos da Suécia, com destaque para Pelé e Garrincha. O ápice das homenagens ocorreu no Palácio do Catete, ainda sede do Poder Executivo, chefiado pelo presidente Juscelino Kubitscheck.

Sendo eu vizinho do Palácio do Catete, assisti de perto a toda aquela manifestação de vibração, carinho e júbilo, que até hoje permanece viva no meu pensamento.

A terceira Copa do Mundo que continua intocável no meu consciente foi a do México, em 1970, quando a equipe brasileira, pela terceira vez, arrebatou de maneira indiscutível a ambicionada Taça Jules Rimet. Nessa época, morava definitivamente em São Luis, casado com Solange e prestando serviços profissionais ao governo do estado.

Os jogos daquela Copa, pela primeira vez foram transmitidos direta e ao vivo do país mexicano pela televisão, via satélite. Mas nem todos os estados brasileiros receberiam o sinal do satélite. O Maranhão era um desses. Quem quisesse ver os jogos ao vivo teria de viajar a Teresina, pois ali o sinal do satélite chegaria sem problemas. Por conta disso, a capital do Piauí, nos dias de jogos do Brasil, ficava repleta de gente daqui. Na partida final, quando o Brasil ganhou da Itália e sagrou-se campeão, lá fui eu com milhares de conterrâneos para Teresina, onde éramos recebidos afetuosamente, mas com pitadas de gozação.

Lembro ainda que na entrada da cidade, após a “Ponte da Amizade”, que liga o Maranhão ao Piauí, várias faixas nos saudavam, porém, de maneira irônica. Uma delas dizia: – Maranhenses, sejam bem-vindos à capital do México.

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ACABOU A FARSA

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O procurador-geral da Justiça, Rodrigo Janot, colocou uma pá de cal na pretensão dos que imaginavam levar o senador José Sarney a um julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Em parecer incontestável, o procurador recomendou o arquivamento do processo que denunciava o político maranhense de resgatar dois milhões do Banco Santos um dia antes da intervenção do Banco Central.

O arquivamento do processo foi baseado na prescrição e em razão da conduta de Sarney não se enquadrar no crime tipificado na denúncia.

BANCADA MARANHENSE

Em decisão unânime, o Tribunal Superior Eleitoral alterou a composição das bancadas federais de treze estados.

Nas eleições deste ano, o Pará, Ceará, Minas Gerais, Amazonas e Santa Catarina, ganharam mais um deputado.

Na contramão disso, os estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Piauí, Paraná, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul perderam um representante.

O Maranhão não perdeu nem ganhou. Resta saber se foi bom ou não para o povo.

PREFERIDOS DO PDT

É o próprio pré-candidato a governador, Edinho Lobão, que vem cuidando das tratativas para o PDT participar da coligação que o apoiará nas eleições deste ano.

Se as articulações, nesse sentido, chegarem a bom termo, ao PDT será oferecida a vaga de vice-governador.

Três pedetistas fazem parte da preferência de Edinho: Rosângela Corudo, líder política em Imperatriz, Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, Deoclides Macedo, prefeito de Porto Franco.

CASA EM MIAMI

Até remotamente, comprar casa residencial na Flórida, mais precisamente em Miami, era considerado um escândalo.

Nos dias correntes, contudo, uma operação desse tipo naquela bela e aprazível cidade americana, é coisa natural e não assusta mais ninguém.

Mas de uns tempos para cá, mormente com a situação imobiliária nos Estados Unidos, que o levaram a uma crise recessiva, alguns maranhenses investiram na aquisição de imóveis na Flórida, uma região que se assemelha ao Brasil, quanto ao clima e ao modus vivendi.

O SHOW DE FILUCA-I

O deputado Gastão Vieira, na semana passada, promoveu num hotel da cidade uma reunião política muito proveitosa, com a presença de prefeitos, vereadores, lideranças do interior e do candidato a governador Edinho Lobão.

Na reunião, quem deu o show foi o prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes. Em nome dos gestores municipais e usando uma linguagem fácil e fluente, mostrou a realidade das prefeituras do Maranhão, as quais, diante da política econômica e financeira do governo federal, estão comendo o pão que o diabo e amassou e ainda são responsabilizados pela situação de pobreza e de miséria do povo.

O SHOW DE FILUCA-II

O prefeito de Pinheiro, além de alertar Edinho Lobão para essa situação, revelou o tratamento dado aos prefeitos pelas autoridades estaduais, que não os consideram e nem lhes dão ouvidos às suas reivindicações.

Filuca também protestou contra o fato de somente os deputados serem chamados a opinar sobre a sucessão ao governo, pois são os prefeitos e não parlamentares, que têm votos para eleger ou derrotar qualquer candidato a cargo majoritário.

Ao final de sua fala, soltou uma frase que calou fundo e recebeu aplausos gerais ao dizer o seguinte para Edinho: – Os prefeitos não desejam apenas vê-lo eleito; querem também atuar decisivamente na sua eleição.

SLOGAN DE EDINHO

Logos após ser indicado pré-candidato ao governo estadual, Edinho Lobão deu a entender que o slogan de sua campanha eleitoral seria a usada pelo pai nas eleições de 1990: “O Maranhão é o vencedor.”

Mais recentemente, parece que, acatando sugestão de marqueteiros, abandonou o slogan do genitor e adotou outro.

Em reuniões que participa ultimamente, Edinho levanta as mãos para cima e vocifera em alto e bom som: “Prá frente Maranhão!”

PIOCERÃO E MATOPIBA

Tempos atrás, quando o Piauí, o Ceará e o Maranhão apresentavam o mesmo quadro econômico e social, a junção dos três estados numa mesma região era jocosamente chamada de “PIOCERÃO”.

Como a produção agrícola, em larga escala, de soja no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a região que congrega estes estados passou a ser conhecida por “MATOPIBA”.

Segundo os economistas, esta região é a que mais cresce em área plantada no país e boa parte de sua produção é destinada à exportação.

COLA JESUS

Elir Gomes e a esposa Zezé viveram, na semana passada, momentos de grande emoção.

Tudo por conta da exibição de um documentário veiculado pela Globo News, que conta a história do guaraná Jesus, produto que dominou o mercado de refrigerantes no Nordeste por um largo período do século passado.

No documentário, produzido pela Coca-Cola, que hoje detém a marca da Cola Jesus, a criatividade do saudoso industrial maranhense, Jesus Norberto Gomes, foi sobremodo realçada e decantada.

VAGA DE CHAGAS

Como reza o seu estatuto, a Academia Maranhense de Letras, na sua primeira reunião após a morte do poeta José Chagas, declarou vaga a cadeira de número 28.

Além disso, abriu o prazo de 60 dias para a inscrição dos candidatos que desejarem concorrer à vaga do saudoso intelectual.

Diante da extraordinária envergadura moral e cultural de Chagas, os acadêmicos prometem ser bastante rigorosos na escolha do futuro ocupante da cadeira 28.

Querem que o substituto do poeta seja um maranhense de repercussão nacional.

PROTESTOS E APLAUSOS

Não foram poucos os protestos dos membros da Academia Maranhense de Letras contra a atual gestão de São Luis, que não teve a menor consideração em decretar ponto facultativo ou se fazer presente no velório ou no sepultamento do poeta José Chagas.

Afinal de contas, nenhum poeta maranhense conseguiu, em prosa ou poesia, cantar e decantar mais São Luis do que Chagas.

Mas se a prefeitura da cidade foi criticada, não sobraram louvores e elogios à governadora Roseana Sarney, que compareceu ao velório do poeta, decretou luto oficial e assumiu as despesas do sepultamento do poeta de Os Telhados e Canhões do Silêncio.

PRESENÇA DE UBIRAJARA

Na sexta-feira última, a Universidade Ceuma inaugurou um espaço novo na área em que funciona o curso de Medicina.

Trata-se de um local destinado à socialização dos futuros médicos, sendo-lhe dado o nome de “Sala Dr. João Bacelar Portela”, um dos grandes nomes da medicina maranhense, no século passado.

Convidado pelo engenheiro Mauro Fecury, veio especialmente do Rio de Janeiro, para falar sobre o médico-homenageado, o ortopedista maranhense, Ubirajara Figueiredo.

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A HORA E VEZ DE GASTÃO VIEIRA

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Peço vênia aos leitores para interromper hoje a série sobre as eleições no Maranhão, em que estaria em pauta o sucessor do governador Eugênio Barros, o médico José de Matos Carvalho.

Motivo: preciso comentar um assunto antes que o mesmo se torne extemporâneo ou caia no esquecimento. Trata-se da escolha do candidato a senador da República, para ocupar a vaga de Epitácio Cafeteira, cuja vida política, felizmente, chega ao fim.

A questão avulta pela demora da indicação do candidato, que deveria ter sido feita imediatamente após o lançamento da candidatura de Edinho Lobão ao governo do Estado, causado pela saída de cena do ex-secretário Luis Fernando Silva.

Se essa operação política fez-se de maneira rápida e firme, para evitar fatos inesperados e problemáticos, o mesmo não se deu com relação à postulação senatorial, que sofreu um processo de banho-maria e resultou numa acirrada disputa entre dois deputados do mesmo partido, que mantinham um bom relacionamento pessoal e político, mas se afastaram um do outro por conta de uma refrega desnecessária e mal conduzida.

Viajei para fora do país no dia 13 de maio e retornei a São Luis a 25 do mesmo mês, crente que a situação senatorial estaria solucionada. Ledo engano.

Ao chegar, quanta decepção ao tomar conhecimento de que pouco ou quase nada acontecera, nesse sentido. A pendenga ainda se arrastava de modo lento e confuso, deixando o eleitorado em estado de perplexidade, e os postulantes ao cargo sob tensão e com os nervos a flor da pele, não apenas pela indefinição do problema, mas, também, pelas futricas, tergiversações, dubiedades, intrigas e dissabores gerados por conta de uma decisão retardada.

Não sei onde Gastão Vieira e Arnaldo Melo, os principais protagonistas desta pantomima política, conseguiram encontrar força física e psicológica para suportar as incompreensões, procrastinações e chantagens vindas à tona ao longo de um penoso e desgastante processo.

A princípio, dizia-se que a escolha seria por meio de pesquisa, cuja metodologia se desconhecia e nem a que público seria ela dirigida. Depois, soube-se que a pesquisa fora substituída por uma sondagem junto aos convencionais e se esses seriam do PMDB ou dos partidos da coligação governista. Em seguida, a sondagem foi esquecida, para que uma suposta cúpula partidária tivesse a responsabilidade de indicar o candidato.

Tudo embromação e mistificação. Nada do alardeado aconteceu e só serviu para enervar os postulantes ao cargo e deixar o eleitor confuso e irritado. Após essa lengalenga toda, o desfecho do caso emergiu, mas sem a participação das lideranças locais: veio de Brasília e da direção nacional do PMDB, portanto, de cima para baixo. Foi uma decisão que agradou em cheio os correligionários de Gastão de Vieira, mas deixou insatisfeitos os torcedores de Arnaldo Melo.

Sem nenhum demérito ao deputado Arnaldo Melo, um cidadão do bem, honrado e competente politicamente, a indicação recaiu sobre a figura humana e política de Gastão Vieira, que representará o seu grupo político nas eleições que apontará o novo senador do Maranhão.

Gastão, pelo qual torço e vou lutar para ser eleito, dispõe de todas as condições políticas e qualidades morais e intelectuais para desempenhar o mandato de senador. Na minha modesta opinião, é o melhor quadro que o Maranhão conta atualmente para nos representar e bem na chamada Câmara Alta do País.

O povo maranhense, nestas eleições, terá a oportunidade de ouro de votar, sem receio de ser feliz, num candidato que indiscutivelmente não se omitirá de discutir os assuntos mais relevantes do País e se destacará num plenário onde pontificam as melhores cabeças políticas do Brasil.

Já disse e vou repetir: Gastão, pela sua competência técnica e política, pelos cargos que ocupou, nos quais não deixou o seu nome ser enxovalhado ou jogado no limbo da corrupção e da desonestidade, já poderia ter sido alçado ao exercício de postos mais elevados. Por onde tem passado, seja em cargos executivos e legislativos, no Maranhão ou em Brasília, sua marca de homem ilibado, capaz e probo ficou registrada e perenizada.

Tenho certeza que depois do Senado, sua próxima escalada será a conquista do governo do Estado, e, aí, sim, quero ainda estar vivo para vê-lo mudar, de verdade e sem demagogia, o Maranhão, como o fez José Sarney, na década de 1960, quando transformou o cenário sócio-econômico de nosso Estado.

A minha única preocupação com a eleição de Gastão é a de que seja atirado numa ferrenha luta política e sofrer um processo de “fritura”, igual ao ocorrido em 2008, quando concorreu ao cargo de prefeito de São Luis e ficou perdido no meio do caminho sem lenço e sem documento, como diria o cantor baiano, Caetano Veloso, por conta de uma ação sórdida e praticada pelos que o lançaram como candidato.

Mas isso não vai a acontecer porque sua neta, Sofia, reza e fez promessa a São José de Ribamar.

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