VIAGEM DE DESCANSO

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O governador Arnaldo Melo nunca imaginou que fosse receber de Roseana uma herança tão pesada de trabalho.

Desde que ele assumiu o cargo só inaugura obras em São Luís e no interior do estado.

São obras que Roseana não teve tempo de concluir e que Arnaldo, como seu sucessor, está entregando ao povo maranhense.

O governador já está contando os dias para passar o poder a Flávio Dino, após o que fará uma viagem para fora do Maranhão, com a finalidade exclusiva de descansar.

DIPLOMADOS E CONHECIDOS

Na solenidade de diplomação dos eleitos no pleito de outubro passado, uma enorme curiosidade em torno de dois novos deputados estaduais.

Josimar do Maranhãozinho e Ana do Gás.

No momento deles receberam os diplomas, a numerosa assistência se levantou.

Todos queriam conhecê-los, não pelo aspecto físico, mas pela soma astronômica de recursos que gastaram e que lhes valeram votações extraordinárias.

Quem conhece Josimar e Ana do Gás diz que o desempenho de ambos na Assembleia Legislativa será bisonha e inversamente proporcional às suas votações.

PROFECIA DE ULISSES

O saudoso Ulisses Guimarães deixou uma frase lapidar sobre os parlamentares que nos últimos anos estão se elegendo para as casas legislativas brasileiras.

“Aprendi que o Parlamento de hoje é pior do que o de ontem, embora melhor do que o de amanhã.”

A frase se encaixa como uma luva na representação política do Maranhão que cada legislatura se elege: piora sensivelmente.

LEITURA DE FLÁVIO

Nesses dias que antecedem à sua posse no governo do Maranhão, Flávio Dino não tem deixado os livros de lado.

Um dos quais tem dedicado preciosas horas é “O Vitorinismo”, da autoria do jornalista Benedito Buzar.

Flávio fez questão de adquirir o livro para conhecer melhor a política maranhense, sobretudo uma de suas fases mais importantes, a que veio com a redemocratização do país, em 1946, em que o senador Vitorino Freire foi figura exponencial.

EM COPACABANA

Quem vai assistir de camarote a passagem do ano no Rio de Janeiro é a família Fecury.

E num lugar super privilegiado: no Copacabana Pálace.

Mauro só retornará a São Luis após o seu aniversário, que ocorrerá no dia 13 de janeiro.

A festiva data será comemorada em seu apartamento em Ipanema e vários amigos de São Luis vão marcar presença.

ALCIONE NAS ALTURAS

A cantora maranhense Alcione terminou 1914 de bem com a vida e vai começar 2015 da mesma forma.

Antes do Natal, ao apresentar-se no Especial de Roberto Carlos, com quem cantou em dueto, dele recebeu o reconhecimento como a maior cantora do Brasil.

No dia 1º de janeiro, ela comandará o show em comemoração à posse da presidente Dilma Roussef, em Brasília.

O PT bancará a apresentação da cantora.

PROVIDÊNCIAS PÚBLICAS

Elogiadas atitudes liberais foram tomadas pelo governador Arnaldo Melo e pelo secretário de Infraestrutura, Aparício Bandeira, após serem empossados nos cargos.

O primeiro mandou retirar imediatamente da Avenida Pedro II as grades de segurança, que protegiam o Palácio dos Leões e a Prefeitura de São Luis.

O segundo ordenou a abertura das portas de seu gabinete de trabalho, para permitir o acesso direto das pessoas a ele.

PROGRAMA CQC

NO último programa CQC, veiculado pela Band , dois políticos do Maranhão foram entrevistados pelos irreverentes repórteres da televisão.

José Sarney e Gastão Vieira.

Sarney, que sempre se negava a dar entrevista ao CQC, falou sobre a sua saída da vida pública, mas sem receber as costumeiras gozações do repórter.

Gastão, que nunca negou fogo ao programa da Band, tranquilamente explicou que não voltará à Câmara dos Deputados pelo fato de perder a eleição de senador.

NATAL EM VIANA

Um bom exemplo de gestão deu o prefeito de Viana, Chico Gomes, neste Natal.

As principais praças e ruas e os prédios mais representativos da cidade foram ornamentadas com os produtos derivados do lixo.

Para isso contou com a colaboração da população, que contribuiu para evitar os gastos da prefeitura e embelezar a paisagem urbana de Viana.

DISCURSO DE SARNEY

O presidente em exercício do PMDB, Remy Ribeiro, achou o discurso de despedida do senador José Sarney importante, bem feito e inesquecível.

Segundo Remy, a população maranhense não pode desconhecer o teor daquela peça oratória, na qual estão sintetizados os fatos e os atos históricos acontecidos no Brasil nos últimos 50 anos.

Nesse sentido, o PMDB tomou para si o encargo de publicá-lo e de distribuí-lo ao povo.

PREOCUPAÇÃO COM 2015

O consumidor maranhense preocupado com 2015, que se auspicia repleto de aumentos no custo de vida, não meteu a mão no bolso nas compras natalinas.

Estão previstos para o começo do ano entrante, aumentos na energia elétrica, no salário mínimo, IPVA, IPTU e outros itens.

Os comerciantes de São Luis acham que o natal deste ano, em matéria de vendas, foi o pior dos últimos tempos.

FATO PESAROSO

No período natalino deste ano, o fato mais pesaroso foi o falecimento de uma figura muito conhecida e que procedia de uma família renomada em São Luis.

O advogado José Maria Romão dos Santos, que prestou relevantes serviços como assessor jurídico da Associação Comercial do Maranhão.

O falecido era filho do conceituado empresário de origem portuguesa, Romão dos Santos, com loja estabelecida nos bons tempos da Praia Grande.

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DISCURSO HISTÓRICO

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A partir da década de 1960, quando conheci mais de perto o político e o intelectual José Sarney, perdi a conta dos discursos que dele ouvi e proferidos em diversas tribunas, diferentes ocasiões e por numerosos motivos.

Ao longo de sua trajetória de homem público ou dedicado às letras, seus pronunciamentos, de improviso ou escritos, sempre tiveram a marca do talento nato e da privilegiada inteligência e cultura.

As peças oratórias por ele produzidas em praças públicas, tribunas legislativas e executivas, simpósios, seminários, convenções, dentro e fora do país, pela forma e conteúdo, jamais deixaram de ser ouvidas atentamente e aplaudidas pelo mais exigente auditório.

Desde que assumiu o seu primeiro mandato de deputado federal, passando depois pelo governo do Maranhão, Senado Federal e Presidência da República, totalizando quase 60 anos de vida pública, acompanho, com desusada admiração, a maneira elegante de Sarney falar e de se comunicar.

É o tipo do orador que dá prazer ouvir. Sabe dosar as palavras e ser entendido pelo intelectualizado e pelo homem simples do meio rural ou urbano. Os que lhe fazem oposição, podem não gostar de sua atuação ou de seu desempenho político, mas não economizam elogios quanto à qualidade de tribuno.

Nos áureos tempos da militância política no Maranhão, quando os comícios ainda eram permitidos pela lei eleitoral, sua fala garantia a presença da multidão em praça pública.

Depois de ouvir tantos discursos de Sarney, se me perguntarem qual o melhor que ouvi, respondo sem hesitação: foram tantos e tão extraordinários que tenho dificuldade de apontar o mais brilhante de sua lavra.

Isso, contudo, não me impede dizer que um de seus mais importantes e oportunos pronunciamentos foi o da semana passada, no Senado da República, ao se despedir da tribuna, que por muitos anos usou para defender os princípios, idéias e propostas que abraçara.

Com o brilhantismo que lhe é peculiar, abstraindo a parte improvisada, que algumas vezes o levou a perder-se, Sarney fez um discurso escrito primoroso, bom do começo ao fim, e à altura dos grandes oradores que o Congresso Nacional se ressente e do nível intelectual de Adauto Lúcio Cardoso, Bilac Pinto, Sérgio Magalhães, Afonso Arinos, Carlos Lacerda, Pedro Aleixo, Vieira de Melo, Rui Ramos, Paulo Brossard e tantos outros.

Ao longo da oração, não omitiu ou deixou de falar das questões relevantes que marcaram a sua atuação na vida pública, começada no Maranhão e acabada, por força de circunstâncias políticas, no Amapá, tempo em que exerceu os mais elevados cargos legislativos e executivos.

O discurso, pela dimensão intelectual e pelo enfoque político, serviu para se tomar conhecimento ou relembrar dos numerosos projetos e propostas por ele apresentadas no Congresso Nacional, alguns transformados em lei, beneficiando milhares de pessoas, outros não, mas que ainda poderão ser aproveitados, aprovados e úteis ao país.

Um dos pontos mais altos do pronunciamento foi o da confissão pública do erro e do arrependimento de continuar na vida pública após o exercício do cargo de presidente da República.

Pela primeira vez, Sarney revelou ao país um sentimento que há anos guardava no recôndito da alma. Por muito tempo conservou esse segredo dentro de si e à espera de uma oportunidade para dizer em alto e bom som o deslize praticado de concorrer a um posto político, que pouca coisa acrescentou à sua biografia e lhe custou um preço altíssimo.

Por conta do impensado gesto, tornou-se alvo de uma miríade de injúrias, difamações e calúnias perpetradas por invejosos e com o pretexto de atirá-lo do limbo da história.

Mas não poderia encerrar essas mal traçadas linhas sem ressaltar o antológico final da sua oração, em que, com o Maranhão no pensamento e a alma de poeta, inspirou-se no principal folguedo popular, o bumba-meu boi, para fazer de sua despedida um hino de louvor à sua terra e à sua gente:

“O céu é o reinado das estrelas,

onde a lua faz sua morada,

e o orvalho é a lágrima da noite,

que chora pela madrugada.

Adeus, eu já vou-me embora.

É chegada a hora de me despedir.

Assim como o dia se despede da noite,

eu me despeço de ti”.

 

 

 

 

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ARQUIVO E BIBLIOTECA

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Nestes dias que antecedem a posse de Flávio Dino no governo do Maranhão, os meios culturais vivem expectativa e perplexidade.

Primeiro, por conta de um movimento desencadeado pela curriola que o cerca contra a presença de Ester Marques no cargo de secretaria da Cultura.

Segundo, pelo desconhecimento de quem vai ocupar os cargos de diretor do Arquivo Público e da Biblioteca Benedito Leite.

Se Flávio cometer a insensatez de nomear gente  despreparada e não técnicos ou especialistas das respectivas áreas, o Arquivo e a Biblioteca correm o sério risco de sofrer um retrocesso terrível.

NOMEAÇÃO DE DANIEL

Uma grande surpresa tomou conta dos meios jurídicos e políticos com a nomeação do advogado Daniel Leite para compor o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Uma pergunta está no ar: quem levou a presidente da República, Dilma Roussef, a nomeá-lo como representante titular da OAB do Maranhão a membro do TRE?

Se não sabem, anotem o nome do político maranhense que indicou Daniel para tão importante cargo, como prêmio à sua capacidade profissional: o deputado Gastão Vieira.

APARÍCIO NA INFRA

O governador Arnaldo Melo surpreendeu o mundo político maranhense com a nomeação do engenheiro Aparício Bandeira a secretário de Infra- estrutura.

Além da amizade que há anos mantém com o engenheiro, considera-o um técnico competente e preparado para o exercício do cargo.

Não à toa, por diversas vezes, Arnaldo tentou fazer de Aparício secretário de Infra- estrutura, mas os pedidos não foram levados em conta.

Ao assumir o governo, não pensou duas vezes: nomeou Aparício para um cargo que vai coroar a sua longa e retilínea vida pública.

BEIJA-MÃO

De uns tempos para cá, uma tradição no campo da política, deixou de ser cumprida no Brasil.

O famoso Beija-Mão, costume da época imperial, em que o rei e os presidentes das províncias, antes do findar do ano, recebiam as autoridades e a sociedade para os cumprimentos natalinos.

Até bem pouco tempo, no Maranhão, o Beija-Mão era um ritual praticados pelos governadores que abriam o Palácio dos Leões, para receber os representantes do setor público e privado.

PAI DO GOVERNADOR

Na manhã de quarta-feira passada, o acadêmico Sálvio Dino, pai do futuro governador, foi visto tranqüilamente caminhando pela Rua Oswaldo Cruz.

Os que o conheciam se aproximavam  para cumprimentá-lo e desejar que o filho fizesse um bom governo.

Com a calma e a modéstia que lhe são peculiares, Sálvio não se prevalecia do fato de ser pai do governador eleito, mas respondia que o filho fará tudo para não decepcionar o povo maranhense.

CENTRO HISTÓRICO

Afinal, a Câmara Municipal de São Luis aprovou um projeto de suma importância para a sobrevivência do Centro Histórico.

Por meio de um projeto da autoria do vereador Chico Carvalho, que merece aplausos pela iniciativa, foi criado um fundo para a conservação e recuperação do acervo arquitetônico do Centro Histórico de São Luis, para o qual será destinado 1% da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Espera-se que o prefeito Edivaldo Júnior mande regulamentar urgentemente a lei para vigorar em 2015 e a prefeitura contar com os recursos para tal cometimento.

SECRETÁRIO HIGIÊNICO

José Henrique Rodrigues, que ocupava o cargo de secretário de Administração de Itapecuru-Mirim, pediu demissão ao prefeito Magno Amorim.

Em carta ao prefeito, o demissionário anunciou os motivos que o levaram a pedir a exoneração, dentre os quais um ganhou repercussão.

Disse o ex-secretário que deixava o cargo “porque faltava tudo na secretaria, inclusive, papel para limpar o C”.

TRAJE DO DESEMBARGADOR

O afastamento do juiz Marcelo Baldochi das funções judicantes, deve-se em grande parte à atuação do desembargador Bayma Junior, que, em Imperatriz, comandou as investigações sobre a conduta irresponsável do magistrado paulista.

O desembargador analisou as várias reclamações e representações contra o juiz e apurou que todas procediam, por isso, ele precisava ser rigorosamente punido pelo Tribunal de Justiça.

Um fato também muito comentado em Imperatriz: a elegância do desembargador Bayma Junior, que, sem se importar com o calor reinante na cidade, presidiu as investigações de paletó, camisa e gravata nas tonalidades preta e branca.

PRESENTE DE SARNEY

No jantar de confraternização dos imortais da Academia Maranhense de Letras, realizado ontem, no restaurante Quinta do Calhau, o presidente Benedito Buzar fez questão de anunciar aos confrades duas excelentes notícias.

Primeira: a lavratura da escritura do imóvel, localizado na Rua da Palma, doado pelo senador José Sarney à Academia Maranhense de Letras.

Segunda: o certificado da secretaria da Cultura de aprovação do projeto, por meio do qual a AML pode captar recursos da iniciativa privada para a manutenção e aquisição de equipamentos.

CAFETEIRA INTERNADO

O senador Epitácio Cafeteira terminará o seu mandato sem se despedir dos colegas do Senado

Suas condições físicas não permitiram que saísse do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, antes do recesso parlamentar.

O tratamento a que está submetido não tem prazo marcado para acabar, por isso só deixará o hospital quando recuperar totalmente a saúde.

DIA DO PEIXE

Há poucos dias, para espanto da nação brasileira, a presidente Dilma Roussef, sancionou um projeto inusitado.

Aprovado pelo Congresso Nacional, após dez anos de tramitação, a lei estabelece para 26 de outubro a celebração do Dia do Macarrão.

Nessa mesma direção, o deputado federal, Kleber Verde, da bancada maranhense, pretende apresentar um projeto determinando que 28 de fevereiro seja o Dia do Peixe.

O projeto é uma homenagem aos pescadores do Maranhão que lhe deram uma votação espetacular nas eleições de outubro passado.

UMA SIGNIFICATIVA HOMENAGEM

Na noite da última segunda-feira, a Academia Maranhense de Letras organizou uma solene em homenagem ao saudoso escritor Odylo Costa, filho, pelo seu centenário de nascimento, ocorrido em São Luis, em 14 de dezembro de 2012.

Depois da abertura da exposição sobre a vida e a obra de Odylo Costa, filho, na Casa da Cultura que tem o nome do notável intelectual, os membros da Casa de Antônio Lobo, sob a presidência do jornalista Benedito Buzar, se reuniram para a celebração do nascimento de um dos maiores jornalistas de seu tempo, e que, pelo seu brilho como romancista, cronista, novelista e poeta, integrou as Academia Brasileira e Maranhense de Letras.

A solenidade foi marcada por quatro pontos altos. Primeiro, a exibição de um documentário sobre a vida e a obra de Odylo, realizado sob os auspícios da Fundação Nagib Haickel. Segundo, a conferência do escritor José Sarney, que fez um estudo rico e detalhado a respeito da personalidade do saudoso jornalista, com o qual mantinha uma amizade fraternal. Terceiro, a presença de um dos filhos de Odylo, Pedro Costa, que, em nome da família, doou à Academia o fardão, o chapéu, o colar e a espada que são parte da indumentária com a qual ele tomou posse na Casa de Machado de Assis. Quarto, o lançamento da seleta poética de Odylo, organizada pelo intelectual Jomar Moraes.

Há que se registrar também a presença na solenidade do governador Arnaldo Melo.

 

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OS MEUS ÍCONES

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Quando a gente ingressa na vida adulta, sabe que deixou para trás um repertório de atos que marcaram a infância e adolescência e de um elenco de pessoas que tiveram acentuada influência nesse período da existência.

Daqueles atos e daquelas pessoas, que ficaram indelevelmente gravados na memória, dificilmente a gente esquece. No que se refere às pessoas, tornam-se merecedoras das atenções e das admirações dos contemporâneos, que os elevam à categoria de ídolos ou ícones.

Eu, por exemplo, desde a mocidade, fase em que se vive de sonhos e fantasias, mas também se pensa no que nos espera, em matéria de sobrevivência pessoal e profissional, selecionei criteriosamente três figuras humanas da minha geração e transformei-as em ícones: José Mário Santos, Ricardo Bogéa e Joaquim Itapary.

Deles, até hoje, guardo boas e inolvidáveis lembranças, não apenas pelos atributos pessoais, intelectuais e morais, mas, também, pelo que representaram como exemplos e referências.

Sobre José Mário Santos, devo dizer que o conheci quando estudávamos no Liceu Maranhense, na década de 1950. Ele, mais adiantado, no curso clássico, eu, no ginasial. A partir daquela época, passei a nutrir por ele uma inexcedível admiração pelo brilho da inteligência e do indiscutível talento de líder.

Mas as nossas relações de amizade só fluíram e se estreitaram no Rio de Janeiro, em 1961, quando ele ganhou uma bolsa de estudo para fazer um curso no ISEB- Instituto Superior de Estudos Brasileiros.

Eu era, naquele tempo, um tremendo alienado político e um lacerdista de carteirinha. Graças às conversas com José Mário e as palestras assistidas no ISEB, proferidas pelos maiores pensadores e intelectuais progressistas do país, ressaltando-se Álvaro Vieira Pinto, Roland Corbisier, Guerreiro Ramos, Inácio Rangel, Celso Furtado, Hélio Jaguaribe e outros do mesmo quilate, comecei a mudar de pensamento político e aderir às novas idéias que levariam o Brasil ao caminho do progresso e do desenvolvimento.

Ao lado de José Mário, conheci e consumi o que o Rio de Janeiro tinha de bom, quando era a capital da República e o maior pólo cultural e político do país. De alienado, virei um ávido freqüentador de livrarias, bibliotecas, teatros, cinemas, sem perder, também, lançamentos de livros, consertos musicais, conferências e palestras de renomados escritores nacionais e internacionais. Assisti até conferência do escritor francês Jean Paul Sartre, sem saber uma palavra do idioma de sua pátria.

Pelo fato de José Mário me ensinar a ver o mundo diferente e de introduzir-me na área da cultura e das letras, o escolhi para um dos meus ícones. Estou feliz por vê-lo, em companhia da inseparável esposa, Cleide, a morar novamente nesta cidade, que ele adora e onde ainda tem um bom número de amigos e admiradores, que faço questão de ser o primeiro da fila.

Outro ícone da minha geração, Ricardo Bogéa. Vim a conhecê-lo em 1962, quando fomos candidatos à Assembleia Legislativa. Eu, pelo PSP, ele e Sálvio Dino, pelo PDT. Formamos um trio jovem, de vanguarda e em defesa das reformas de base que o país reclamava naqueles idos. Por isso, pagamos um preço alto. Eu e Sálvio tivemos os mandatos cassados e ele escapou da guilhotina por pouco.

De Ricardo, conservo as melhores recordações de amigo e parente. Um jovem inteligente, probo, correto e competente como político, professor universitário e advogado, seguindo os passos de seu ínclito genitor, o mestre Antenor Bogéa.

Pela integridade, coerência e simplicidade, jamais se afastou da sua maneira de viver e de participar dos acontecimentos de sua época. Amargurado com os tempos que o Maranhão atravessava nos idos da ditadura militar, mudou-se para Brasília, onde também brilhou como profissional.

Mas, na capital da República, sua vida foi curta. Desapareceu precocemente para tristeza dos familiares e dos amigos, dentre os quais este escriba que a ele devotava grande veneração e respeito.

O terceiro ícone da minha geração é Joaquim Itapary, com quem passei a ter maiores aproximações e contatos na segunda metade da década de 1960. Antes disso, só cumprimento e de longe.

Após a posse de José Sarney no governo do Maranhão, em 1966, eu e Itapary nos conhecemos mais de perto. Ele trabalhava na assessoria do governo, como técnico egresso da Sudene, e eu vivia à toa na vida, por ser expurgado da vida pública. Num belo ou feio dia, não sei rigorosamente o lugar, num encontro casual, Joaquim tomou a iniciativa de saber o que eu estava a fazer. Diante de minha triste resposta, ofereceu-me a oportunidade de fazer um curso em Fortaleza, após o qual fui contratado para trabalhar na Sudema, que reunia a fina flor da tecnocracia maranhense.

Na Sudema, a admiração por Joaquim Itapary tomou vulto, não apenas por ter me ajudado a sair da ociosidade, mas pela sua qualidade de técnico polivalente. Dava gosto vê-lo trabalhar simultaneamente como advogado, economista, arquiteto, redator e outras “cositas mas”, ações que executava com maestria e competência.

Depois da Sudema, Itapary, pelas virtudes a ele inerentes, ocupou cargos e postos importantes nas administrações diretas e indiretas dos governos estadual e federal, em que sempre mostrou o seu valor e sua capacidade técnica.

Nesses cargos, pela amizade construída entre nós, sempre se lembrava de mim para trabalhar ao seu lado. Algumas vezes fui. Por exemplo, quando esteve à frente da Secretaria da Cultura. Os anos se passaram e voltamos a nos encontrar na Academia Maranhense de Letras, em que conheci a outra marcante vertente de Itapary , a de romancista, cronista e poeta, que produziu, com o brilho da criatividade, talento ímpar e invejável inteligência, livros em prosa e poesia da melhor qualidade literária, que fizeram com que eu me orgulhasse de ser seu amigo e de não me arrepender de tê-lo como ícone.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DISCURSO DE DESPEDIDA

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DISCURSO DE DESPEDIDA

Na semana passada, eu disse que um dos assuntos mais falados no momento em Brasília era o discurso de despedida do senador José Sarney no Congresso Nacional.

Em São Luis, onde esteve recentemente, ele revelou que nem antes e nem depois de cumprir o seu mandato, fará qualquer pronunciamento sobre a sua vida parlamentar.

Sarney, ao contrário do senador Pedro Simon, que fez um discurso de despedida no Senado, não subirá à tribuna do Congresso para receber apartes laudatórios de seus pares.

Prefere sair de cena humildemente e dando por encerrada uma trajetória política de mais de cinqüenta anos, em que viveu momentos ora dramáticos, ora de alegria e satisfação.

DAY AFTER

Um dia após deixar o governo do Maranhão, Roseana Sarney amanheceu como gosta, ou seja, dona de casa.

Após o café da manhã, rumou para o jardim de sua residência, no Calhau, onde começou fazer um trabalho que lhe dá prazer: regar plantas.

Após essa atividade de cunho puramente doméstico, iniciou a leitura do livro “Getúlio”, do jornalista Lira Neto.

NA CASA DE REMI

No almoço, de quinta-feira, em que Remi Ribeiro recebe em sua residência, os amigos Benedito Buzar, Aparício Bandeira, José Jorge, Eliezer Moreira, Joaquim Haickel, Francisco Leda, Fabiano Vieira da Silva e o coronel Vieira, uma surpresa agradável.

A presença do governador Arnaldo Melo, que ali chegou inesperadamente, para alegria do anfitrião e para uma boa prosa.

Sem aparato ostensivo de segurança, o novo governador se fez acompanhar do senador João Alberto e dos deputados Ricardo Murad e Robert Costa.

MAURÍCIO NO CEUMA

O secretário de Indústria e Comércio, Maurício Macedo, só espera o atual governo chegar ao fim para iniciar uma nova atividade de trabalho.

Recebeu convite de Mauro Fecury para prestar serviços profissionais na Universidade Ceuma.

As negociações para assinatura do contrato de Maurício com o estabelecimento universitário estão bem adiantadas e deverão ser formalizadas em janeiro de 2015.

MUNICÍPIO SEM SORTE

Presidente Vargas é um dos municípios mais atrasados do Maranhão e também dos mais azarados.

Entra e sai prefeito e a cidade continua vivendo uma triste infelicidade.

Os gestores, sem exceção, que já ocuparam a prefeitura do município só cuidam de uma coisa: meter o dinheiro no bolso.

Até a mais nova prefeita de Presidente Vargas, Ana Lúcia Cruz, eleita no último pleito, o Ministério Público já pediu o seu afastamento do cargo pela prática de improbidade administrativa.

PALESTRA DE SARNEY

Amanhã, a Casa de Cultura Odilo Costa, filho e a Academia Maranhense de Letras vão celebrar o centenário de nascimento desse notável escritor de nossa terra.

Às 18:30 horas, será aberta na Casa de Cultura uma exposição sobre a vida e a obra de Odilo.

Às 19:30 horas, na Academia Maranhense de Letras, o intelectual José Sarney fará uma conferência em que a vida e a obra de Odilo serão também lembradas.

Após a conferência, será lançado o livro “Seleta Poética de Odilo Costa, filho” e a doação pelos filhos do escritor do fardão com que ele tomou posse na Academia Brasileira de Letras.

APELO AOS CÃES

Um inusitado aviso pode ser visto na calçada do Edifício Punta del Leste, no bairro do Calhau.

Em letras bem visíveis, um apelo não aos moradores do prédio, mas aos pequenos cachorros que ali passeiam: – Senhor cão, ajude o seu dono a não sujar esta calçada.

MONUMENTO AO ÍNDIO

O antropólogo Luis Mott, fundador do grupo gay da Bahia, começou uma campanha cujo alvo principal é o Maranhão.

Ele quer que seja construído em São Luis um monumento em homenagem ao índio Tibira.

Motivo: foi um tupinambá executado há 400 anos no Maranhão por ser homossexual.

IGREJA REFRIGERADA

Depois que o padre Heitor Costa passou a ser o vigário da igreja de São João Batista, aquele templo católico voltou a ter boa freqüência.

Até mesmo que mora fora do centro da cidade, está a participar dos atos litúrgicos ali celebrados.

Para minimizar o calor reinante na igreja de São João, o padre Heitor prepara uma campanha para angariar recursos com a finalidade de refrigerá-la literalmente e para os fiéis assistirem as celebrações com mais conforto.

JUIZ PAULISTA

O Maranhão voltou a ser assunto na mídia nacional.

Agora, não por conta dos presidiários de Pedrinhas ou de seus políticos.

Quem levou o nosso estado ao pelourinho da imprensa brasileira não foi nenhum maranhense, mas um juiz paulista.

Desde que esse magistrado aqui chegou, pelo seu comportamento desastrado e irresponsável, só tem manchado o nome do Maranhão.

Está na hora de mandá-lo cantar em outra freguesia.

ALCIONE E O REI

NO programa especial do cantor Roberto Carlos, levado ao ar pela TV Globo e suas afiliadas, no final do ano, uma atração maranhense.

A cantora Alcione, que desfruta da amizade e do carinho do “Rei”.

No programa deste ano, ela fará um dueto com Roberto Carlos, e interpretará uma de suas canções preferidas.

FRAZÃO NO SEM VERGONHA

O maranhense Carlos Alberto Frazão, que reside no Rio de Janeiro, há muitos anos, participou da Festa dos Amigos, realizada ontem, no Ceuma.

Em São Luis, Frazão recebeu um convite especial de Mônica Moreira Lima.

Ser entrevistado no programa “Sem Vergonha”, que ela comanda na TV Guará, sobre a antiga Zona do Meretrício, onde ele, na juventude, era assíduo freqüentador e conhecia todos os cabarés e as principais meretrizes.

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NOVO GOVERNO,NOVA EQUIPE, MESMAS DÚVIDAS

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Salvo modificações de última hora, como dizem os locutores esportivos, já está praticamente montada a equipe de governo que ajudará Flávio Dino a administrar o Maranhão, a partir do dia 1º de janeiro de 2015.

Ao contrário de todos os antecessores que passaram pelo Palácio dos Leões, os auxiliares do governador eleito não foram escolhidos de uma só tacada e nem divulgados as vésperas da posse. O que não deixa de ser uma agradável inovação.

Em vez de fazer suspense ou brincar de esconde-esconde, como nos governos anteriores, ele tratou de apontá-los em doses homeopáticas para os lugares mais importantes da máquina administrativa.

Nesse particular, Flávio Dino inovou e de modo categórico. Nem bem o resultado das urnas foi proclamado e ele já começava a anunciar os integrantes de sua equipe, dando tempo aos ocupantes dos cargos a se prepararem para o exercício das funções a desempenhar.

Um empresário que participou da recente reunião de Flávio Dino com a diretoria da Federação das Indústrias do Maranhão, disse-me que a estratégia da indicação da equipe de governo antecipadamente produziu bom resultado, pois as perguntas dirigidas ao governador eleito nem sempre foram respondidas por ele, mas, por sua determinação, pelos futuros detentores dos cargos.

Com respeito aos nomes selecionados, ver-se-á nitidamente que a grande maioria não veio do segmento político, mas da área técnica. São profissionais jovens e formados nas escolas de nível superior do Maranhão. Uns convocados por méritos profissionais; outros, em atendimento a compromissos com os partidos que o apoiaram na recente eleição, não obstante o poder de veto haja prevalecido; e alguns por conta do fator amizade, arrolados, portanto, numa cota estritamente pessoal.

Um fato que chama a atenção de quem ao longo dos anos acompanha o funcionamento dos governos do Maranhão é que, pela primeira vez, vieram a público simultaneamente os indicados para o primeiro e segundo escalões. Sem mistérios ou subterfúgios, os que vão dirigir as secretarias, as autarquias e os órgãos da administração indireta já estão na mira e na boca do povo.

Se por um lado, Flávio recebeu elogios pelo fato da grande maioria da sua equipe ser constituída de profissionais jovens, por outro, foi criticado pela pouca experiência dos mesmos no trato com a máquina administrativa estadual, que precisa de nomes com certa dose de maturidade e de conhecimento técnico para reorganizá-la, ajustá-la e tocá-la pra frente, pois, de uns tempos para cá, face aos baixos salários do governo, os melhores quadros do setor público drenaram para a atividade privada.

A rigor, na equipe do novo governo, apenas três figuras são reconhecidamente dotadas de experiência e egressas do segmento político: o ex-governador José Reinaldo Tavares, que pilotará a secretaria de Minas e Energia, um órgão até agora sem expressão, o ex-deputado estadual Marcelo Tavares, chefe da Casa Civil, e o ex-deputado federal Julião Amin, no comando da secretaria de Trabalho.

Estes secretários, além das competências específicas inerentes aos cargos, terão ainda as atribuições de orientar os mais jovens e inexperientes e assessorarem o próprio governador nas suas decisões, dando-lhe informações precisas sobre assuntos que nem sempre ele tem conhecimento com vistas à tomada de posição.

Há um ponto que merece também ser observado e não pode passar em branco: o enxugamento da máquina pública, questão que Flávio alardeou ao longo de sua campanha política e parece não haver dado a ela, até agora, a devida prioridade.

Não foram poucas às vezes em que ele, do “alto de suas tamancas, em alto e bom som e de vero sentir”, criticou e vociferou contra a atual estrutura de governo, que, além de pesada e onerosa aos cofres públicos, precisaria ser minimizada por não se mostrar representativa das necessidades e da realidade que ora o estado atravessa.

Com uma estrutura ostentando tal magnitude, uma imperiosa e urgente reforma administrativa faz-se necessária, pois em torno dela gravitam mais de trinta secretarias ordinárias e extraordinárias, numerosos subsecretários, secretários adjuntos e cargos comissionados, sem esquecer os órgãos da administração indireta, como as sociedades de economia mista, as fundações e as autarquias.

Para um governo que se propõe a fazer mudanças, esquecer ou postergar uma alteração na estrutura administrativa, a fim de diminuir as despesas de pessoal e de custeio, é o mesmo que sacrificar um programa de investimentos e com isso estancar um processo de desenvolvimento econômico e social.

Criar mais órgãos, a exemplo das secretarias de Agricultura Familiar, Transparência, Transportes Urbanos, Assessoria de Imprensa e outros penduricalhos, significa conflitá-los com os já existentes e tornar ainda mais inchada e adiposa a estrutura vigente.

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POSSE DE FLÁVIO

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Até agora ainda não se sabe como será a posse do governador eleito, Flávio Dino.

Há quem diga que ele gostaria fazer uma grande festa popular, tal como José Sarney fez no dia 31 de janeiro de 1966, quando recebeu o governo das mãos do Dr. Alfredo Duailibe, que assumiu o poder face à renúncia do governador Newton Bello.

Mas essa hipótese afigura-se complicada em decorrência do dia marcado, pela Constituição, para a posse do governador eleito: 1º de janeiro de 2015.

Fazer um evento pomposo nessa data é quase impossível diante das festas de réveillon que rolaram pela cidade.

CENTENÁRIO DE ODILO

Na próxima segunda-feira, dia 15 de dezembro, às 19:00 horas, a Academia Maranhense de Letras realiza uma solenidade marcante.

Homenagem ao saudoso poeta e jornalista maranhense Odilo Costa, filho, pelo seu centenário de nascimento.

Para falar sobre um homem que foi membro das Academias Brasileira e Maranhense de Letras e com atuação indelével na imprensa brasileira, ninguém melhor do que o seu amigo e confrade, José Sarney.

Por ocasião da solenidade, os filhos de Odilo vão doar à Casa de Antônio Lobo as peças que fazem parte da indumentária com a qual tomou posse na Casa de Machado de Assis.

AMIGOS FRATERNOS

Não será surpresa se o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava-Jato, comparecer à posse do governador Flávio Dino.

Eles se conheceram em Brasília e fizeram uma amizade que continua sólida até hoje, ainda que resida em lugares diferentes: São Luis e Curitiba.

Por telefone, Flávio manifestou ao colega paranaense a vontade de vê-lo em São Luis no evento de sua posse no governo do Maranhão.

DISCURSO DE DESPEDIDA

Em Brasília o assunto é um só: o discurso de despedida do senador José Sarney.

Não se sabe se ele irá à tribuna do Senado antes ou depois do recesso do fim de ano.

Qualquer que seja a data, o certo é que o pronunciamento de Sarney está sendo aguardado com muita expectativa, pois  nenhum parlamentar brasileiro teve uma vida mais longa do que ele no Congresso Nacional, ao longo da qual assistiu e/ou participou de eventos que marcaram a animada história do Brasil.

Em tempo: nesta quarta-feira, na Biblioteca do Senado Federal, será aberta a exposição “José Sarney, o Homem, o Político, o Escritor”.

EDÍFICIO JOÃO GOULART

Mais uma vez o leilão para a venda do Edifício João Goulart, localizado na Avenida Pedro II, não se realizou.

Segundo se ouve falar, foi o Tribunal de Justiça do Maranhão que impediu a realização do leilão.

Motivo: prometeu apresentar uma proposta para comprar o imóvel, o qual, pela sua vizinhança e condições físicas, se prestará a abrigar as atividades, cada vez mais crescentes, da judicatura maranhense.

HOMEM NU

Em Porto Alegre, as mulheres encontraram um meio de chamar mais ainda as atenções da opinião pública.

Desinibidas, lépidas e fagueiras inventaram a moda de sair às ruas completamente peladas.

Em São Luis, contudo, são os homens que resolveram imitar as mulheres gaúchas.

Em pleno sol do meio-dia, segunda-feira passada, atravessava a Ponte do Caratatiua, um rapaz literalmente sem roupa e apenas com os “documentos” que Deus lhe deu.

PÂNICO E CQC

A revista Veja deu o passaporte que a jornalista Mônica Moreira Lima precisava para se projetar nacionalmente.

Pela maneira de apresentar o programa “Sem Vergonha”, veiculado pela TV Guará, ela passou a ser alvo de comentário nos programas Pânico e CQC, ambos da TV Bandeirantes.

Mônica poderá receber proposta tentadora para trabalhar no programa CQC.

FESTA DOS AMIGOS

No próximo sábado, dia 13 de dezembro, Mauro Fecury recebe os convidados para a Festa dos Amigos, que realiza anualmente nas dependências do Ceuma.

Ao longo do dia, os convidados, depois de assistirem eventos esportivos, serão brindados com almoço e shows de artistas maranhenses e de outros estados.

Este ano, além do conjunto de carimbó, de Belém do Pará, uma surpresa especial se apresentará na festa.

LOUVAÇÃO A CERES

No último Café Literário, promovido terça-feira passada, no Centro de Criatividade Odilo Costa, filho, a escritora Ceres Costa Fernandes recebeu o reconhecimento público.

Ao final do evento ganhou aplausos pela iniciativa de criar o Café Literário, um sucesso que marcou sua passagem pela Secretaria da Cultura.

Além dos louvores merecidos, o nome de Ceres foi lembrado para continuar à frente do órgão que dirige.

HONORIS CAUSA

NA última reunião do Conselho Universitário da Universidade Federal do Maranhão, o reitor Natalino Salgado apresentou uma proposta e aprovada por unanimidade.

A concessão do título de Doutor Honoris Causa a seis personalidades: cinco vivos e dois in memorian.

Os vivos: José Maria Ramos Martins, Jomar Moraes, Ferreira Gullar, Maria Ozanira Silva e Emídio Cantídio. In memorian: Domingos Vieira Filho e Mário Martins Meireles.

POSSE DE GULLAR

O poeta maranhense, Ferreira Gullar, que tomou posse sexta-feira na Academia Brasileira de Letras, mostrou prestígio e que é querido no Rio de Janeiro.

Mais de mil pessoas pediram convites para assistir a sua investidura na Casa de Machado, mas não puderam ser atendidos.

Motivo: o auditório da ABL só possui 150 lugares. Para contentá-los, foram armados telões no ambiente externo.

LIVROS DE SÁLVIO

A presença do pai de Sálvio Dino, o governador eleito Flávio Dino, na solenidade de sua posse na Academia Maranhense de Letras Jurídicas, na noite de sexta-feira, acabou superlotando a Academia Maranhense de Letras.

O espaço acadêmico foi pequeno para abrigar os convidados de Sálvio Dino e dos que desejavam ser vistos pelo futuro governador, na  esperança de um cargo no governo. Além do bom discurso, Sálvio ainda lançou dois livros naquela noite: A Faculdade de Direito do Maranhão e Do Grajaú ao cume da intelectualidade, este, sobre a vida do professor Antenor Bogéa.

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MARANHENSES NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

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O ingresso do poeta Ferreira Gullar na Academia Brasileira de Letras, na última sexta-feira (5 de dezembro), nos move à abordagem sobre a participação de maranhenses na Academia Brasileira de Letras.

A presença de escritores do Maranhão na Casa de Machado de Assis avulta não apenas pela expressiva quantidade, mas, sobretudo, pela qualidade fulgurante dos nomes que dela passaram a fazer parte desde a sua fundação, em 20 de julho de 1897.

À época da inauguração da Academia Brasileira de Letras, o Maranhão ainda carregava a fama de Atenas Brasileira e desfrutava do prestígio de ter um elenco de escritores famosos, que brilhava no Rio de Janeiro, então, o maior e o mais importante centro de cultura do país.

Não à toa, contribuiu com nada menos do que cinco valorosos intelectuais, que emprestaram à ABL uma projeção cultural que até hoje repercute dentro e fora do país: Artur Azevedo, dramaturgo, contista, poeta, jornalista e crítico teatral, fundador da Cadeira 29; Aluísio de Azevedo, jornalista, desenhista, romancista, criador do naturalismo na literatura nacional e autor dos chamados romances de costume, dentre os quais O Mulato, Casa de Pensão, O Cortiço e Filomena Borges. Fundou a Cadeira 4; Henrique Coelho Neto, jornalista, professor, romancista, poeta, e orador. Conhecido como “príncipe dos prosadores” foi o fundador da Cadeira 2. Deixou uma vasta e rica bibliografia; Graça Aranha, romancista de primeira linha, com destaque para os livros Canaã, Malazarte e O meu próprio romance. Fundou a Cadeira 38 e um dos articuladores do Movimento Modernista; Raimundo Correia, diplomata, jornalista e poeta. Livros principais: Primeiros sonhos, Sinfonias, Versos e Versões e Aleluia. Fundou a Cadeira 5.

Além dos cinco fundadores, o Maranhão ainda forneceu à Academia Brasileira de Letras cinco expressivos homens de letras para patronos das Cadeiras 1, 15, 18, 21 e 36, respectivamente, os poetas Adelino Fontoura, Gonçalves Dias e Teófilo Dias, e os jornalistas João Francisco Lisboa e Joaquim Serra.

Como se não bastasse, dois maranhenses e brilhantes luminares da literatura brasileira são também sócios correspondentes da Casa de Machado de Assis: o poeta e publicista Odorico Mendes e o filólogo, poeta e professor Sotero dos Reis.

Mas não são apenas os membros fundadores, os patronos e os sócios correspondentes, acima citados, que figuram na notável galeria da Academia Brasileira de Letras. Ao longo dos anos, continuamos a produzir homens de cultura e de projeção nacional, que integraram aquela reluzente instituição.

Em 3 de outubro de 1919,um maranhense de reconhecido mérito cultural foi eleito para os quadros da ABL: o jornalista, cronista, poeta e crítico literário, Humberto de Campos, para ocupar a Cadeira 20, na sucessão de Emílio de Menezes. Nascido na cidade de Miritiba deixou obras que o tornaram famoso, ressaltando-se As Memórias e o Diário Secreto.

Dezenove anos depois, ou seja, a 14 de julho de 1938, outro maranhense, nascido em Pirapemas, elege-se para aquele sodalício: Viriato Correia, para ocupar a Cadeira 32, sucedendo a Ramiz Galvão. Jornalista, contista, teatrólogo e autor de crônicas históricas e livros infantis, Viriato escreveu Minaretes, Contos do Sertão, Histórias de nossa história, Brasil dos meus avós, e Cazuza.

A 4 de novembro de 1954, mais um conterrâneo ingressa na Academia Brasileira de Letras: Josué Montello, nascido em São Luis, eleito para a Cadeira 29, para substituir o escritor Claudio de Sousa, sendo recebido pelo conterrâneo, Viriato Correia. Membro da Academia Maranhense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia de Ciências de Lisboa, Josué notabilizou-se no cenário literário como romancista, jornalista, novelista, cronista, memoralista e teatrólogo. Também ocupou cargos públicos importantes e legou uma obra romanesca invejável, que lhe valeu prêmios valiosos no Brasil e no exterior, dentre os quais Luz da Estrela Morta, Cais da Sagração, Largo do Desterro, Noite sobre Alcântara, Os degraus do paraíso e Os tambores de São Luis.

Na década seguinte, o jornalista, poeta, cronista e ficcionista Odilo Costa, filho, nascido em São Luis, bateu às portas da Casa de Machado de Assis. Eleito em1969 ocupou a Cadeira 15, sucedendo a Guilherme de Almeida. Era membro das Academias Maranhense e Piauiense de Letras. Bibliografia: Livro de poemas, A faca e o rio, Tempo de Lisboa e outros poemas, Os bichos no céu, A vida de Nossa Senhora.

Depois de Odilo, passamos quase duas décadas sem marcar presença na Academia Brasileira de Letras. Esse vazio foi quebrado pelo escritor José Sarney, que se elege a 17 de julho de 1980, para a Cadeira 38, cujo último ocupante foi o paraibano José Américo de Almeida. Josué Montello é quem recepciona Sarney, membro também das Academias Maranhense e Brasiliense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e da Academia de Ciências de Lisboa. Jornalista, cronista, poeta, contista e romancista é dono de relevante bibliografia, em que pontificam os livros Saraminda, O dono do mar, A duquesa vale uma missa, Brejal dos Guajas, Norte das Águas, e A canção inicial.

O mais recente maranhense a ingressar na ABL foi o poeta Ferreira Gullar. Com ele, são onze os membros efetivos aqui nascidos que dela fazem parte. Não fora a sua injustificada resistência, já poderia estar a mais tempo no cenáculo dos “imortais”. Nasceu em São Luis, mas projetou-se nacionalmente no Rio de Janeiro, onde praticamente produziu toda a sua obra poética, com destaque para os livros Um pouco acima do chão, A luta corporal, Poema Sujo, Por você, por mim, Antologia Poética, Cultura posta em questão e Vanguarda e subdesenvolvimento. Gullar elegeu-se a 9 de outubro de 2014, para ocupar a Cadeira 37, na sucessão do poeta Ivan Junqueira.

Em tempo: Coelho Neto e Josué Montello ainda tiveram a honra de presidir a Academia Brasileira de Letras.

 

 

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CENTRO CULTURAL

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No começo de 2015, São Luis vai ganhar um novo Centro Cultural.

Será localizado no coração da cidade, em plena Praça João Lisboa.

Quem dará este presente a São Luis é a Caixa Econômica Federal, que deixará o prédio onde funciona atualmente para se instalar no Calhau, atrás do Tropical Shopping.

No novo imóvel, a Caixa Econômica concentrará todas as atividades administrativas que desenvolve em São Luis. O antigo será restaurado e adaptado aos objetivos colimados.

AMÉRICO MO TEATRO

O governador Flávio Dino começa a anunciar os nomes que vão ocupar os cargos dos órgãos que compõem a estrutura da secretaria da Cultura.

O primeiro nome divulgado será do escritor Américo Azevedo Neto para a direção do Teatro Artur Azevedo.

Américo, além do ser do ramo, ainda carrega o signo genético dos Azevedo, que fizeram os irmãos Aluísio e Artur Azevedo ser nacionalmente conhecidos como extraordinários intelectuais e teatrólogos.

DEU ZÉ REINALDO

Alguns políticos ligados ao governador Flávio Dino chegaram a brincar que a futura deputada Ana do Gás seria convidada para a secretaria de Minas e Energia.

O futuro governador jamais pensou nessa aberração.

Ele quer transformar a secretaria de Minas e Energia seja num órgão de peso e catalisador de recursos para o Maranhão explorar as riquezas naturais disponíveis e abundantes em seu território.

Não à toa, convidou o ex-governador José Reinaldo para essa missão de caráter técnica e política.

POSSE DE GULLAR

Nesta sexta-feira, o poeta maranhense Ferreira Gullar, no Rio de Janeiro,  será empossado membro da Academia Brasileira de Letras.

O acadêmico José Sarney e a governadora Roseana Sarney devem marcar presenças na solenidade.

O fardão de Gullar foi custeado pelo governo do Estado e o alfaiate oficial da Academia Brasileira de Letras já recebeu a grana da confecção.

Arlete e Nauro Machado também foram convidados para o evento, mas não irão.

ESTUDAR INGLÊS

A governadora Roseana Sarney após renunciar ao cargo, o que se dará até o dia 10 de dezembro, viajará com a família para os Estados Unidos.

A cidade aonde vai se instalar será Miami e ali deve ficar por três meses.

Esse tempo será dedicado não ao lazer, mas ao estudo da língua inglesa.

Quando voltar da Flórida, espera dominar fluentemente o idioma.

REITOR DA UEMA

Um dia após a posse do governador Flávio Dino, em 1º de janeiro de 2015, São Luis assistirá outra solenidade de pompa.

A investidura dos novos dirigentes da Universidade Estadual do Maranhão, para o quadriênio 2015 a 2019.

Quem substituirá o reitor José Augusto Oliveira é o professor Gustavo Costa, que recebeu votação consagradora na recente eleição da Uema e deverá continuar o bom trabalho realizado pelo antecessor.

AMIGOS DE SEMPRE

Fábio Braga recentemente eleito deputado estadual é amigo de Flávio Dino desde os bancos escolares.

Os dois se conhecem há tempos e sempre trocaram figurinhas sobre fatos e atos da política maranhense.

Ao se eleger deputado, Fábio, pela amizade que a une a Flávio Dino, foi um dos primeiros a hipotecar apoio e solidariedade política ao governador eleito.

ENCONTRO EM BRASÍLIA

O deputado Gastão Vieira e o governador eleito Flávio Dino se encontraram acidentalmente em Brasília, na semana passada.

Adversários políticos, mas amigos cordiais travaram uma longa e amistosa conversa sobre as eleições passadas e o futuro governo.

Flávio não deixou de perguntar a Gastão a respeito do seu secretariado. O parlamentar aplaudiu alguns nomes e não gostou de outros.

Ao final da conversa, Flávio lavrou a sentença: – Quem não fizer o trabalho de casa direito ou trair a minha confiança, dança cedo.

POSSE DE SÁLVIO DINO

A Academia Maranhense de Letras Jurídicas vai receber o seu mais novo membro, o escritor Sálvio Dino, com as honras e os méritos que merece.

Nesta sexta-feira, em solenidade que acontecerá às 19 horas, na Academia Maranhense de Letras, Flávio Dino ingressará na Casa em que o filho Flávio, já faz parte, e, portanto, estará presente.

Após a solenidade, Sálvio lança o livro sobre a vida do saudoso professor Antenor Bogéa.

ALEGRIA DE RICARDO

Ricardo Guterres não ficou triste por não ser reconduzido ao comando da secretaria de Minas e Energia.

Ao saber que Zé Reinaldo Tavares será o seu substituto no cargo, deu pulos de alegria.

Motivo: a secretaria de Minas e Energia, no próximo governo, ganhará o status de extrema importância, por isso será dirigido por um ex-governador e ex-ministro.

CAFÉ DE HOMENAGENS

Para fechar o ano, Ceres Costa Fernandes homenageará quatro renomados maranhenses no Café Literário.

Os acadêmicos Joaquim Itapary, Ceres Costa Fernandes, Lourival Serejo e José Neres vão falar sobre Ignácio Rangel, Odilo Costa, filho, Coelho Neto e Gonçalves Dias. Os três primeiros pelo centenário de nascimento. O último, pelo sesquicentenário de morte.

O evento ocorrerá às 18:30 horas do dia 2 de dezembro.

CIRURGIA BEM-SUCEDIDA

Acabaram os dias de angústia que Aldenir e Jomar Moraes estavam vivendo, com as notícias chegadas de São Paulo da bem-sucedida cirurgia a que se submeteu o filho, Jomarzinho.

A delicada operação, realizada por um dos cirurgiões mais competentes de São Paulo, além do alívio causado à família, deixará Jomarzinho  livre de um sofrimento que há tempos o vinha atormentando.

 

 

 

 

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