PARA-CHOQUE DE CAMINHÃO

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Foi-se o tempo em que os caminhões que cortavam as estradas do Maranhão em todos os sentidos, colocavam em para-choques frases do imaginário popular.

Ainda retenho na memória algumas daquelas frases que faziam sucesso quando os caminhões chegavam às cidades do interior maranhense, transportando gente e gêneros alimentícios, estes, de primeira necessidade para a subsistência da população.

Não há como esquecer algumas frases que até os dias de hoje permanecem vivas na minha cabeça e servem para eu viajar a um passado inesquecível.

Vejamos: Deus fez a mãe, o diabo fez a sogra; devagar se vai ao longe, mas leva muito tempo; em terra de sapo, mosquito não dá rasante; se me virem abraçado com mulher feia, podem apartar que é briga.

CIRURGIA ROBÓTICA

Em São Luis, os urologistas maranhenses ainda não começaram a fazer a cirurgia de próstata pelo sistema robótico, que, em São Paulo e no Rio de Janeiro, já é freqüente e bem sucedida.

Pelo método da robótica, a cura da próstata é segura e não deixa seqüelas.

Algumas figuras do nosso meio social, dentre os quais Regis Fialho, Rômulo Barbosa, Kilmer Costa e outros menos votados, se submeteram a esse tipo de cirurgia e voltaram plenamente curados.

Em São Paulo, a cirurgia robótica é feita pelo médico especialista Rafael Coelho.

MÉDICO EM CUBA

O médico maranhense Marcos Pacheco, que ocupa o cargo de secretário de Saúde do Estado do Maranhão, encontra-se em Cuba.

Foi indicado pelo Ministério da Saúde para integrar a comitiva governamental que no país de Fídel Castro verá os avanços que a medicina ali tem alcançado para debelar as chamadas doenças de massa.

Marcos Pacheco, com bom profissional que o é, vem dedicando o tempo disponível na secretaria de Saúde não para fazer política, mas encontrar meios materiais e humanos para melhorar a qualidade de vida dos maranhenses.

PREFEITURA DE BACABAL

Vários nomes já circulam nos meios políticos como prováveis candidatos às eleições para a prefeitura de Bacabal.

Há poucos dias, em discurso pronunciado no Senado da República, o senador João Alberto não fez segredo que deseja disputar o cargo de prefeito do município bacabalense.

Para ele o cargo de prefeito de Bacabal tem um significado sentimental e relevante: foi ali que começou a sua vida política e lá deseja terminá-la gloriosamente.

DE SARNEY A DINO

Está em fase de arremate o livro que o ex-deputado Eliezer Moreira escreve sobre a política maranhense.

A obra trata e analisa o que, na sua visão, ocorreu na política e na administração do Maranhão de 1966 aos dias atuais.

Os atos e as ações executadas no período de Sarney a Flávio Dino são marcantes no trabalho de Eliezer Moreira, que, para isso, teve a preocupação de guardá-los na memória e armazená-los em seus arquivos pessoais.

FALTA MÚSICA

Para que a opinião pública identifique os atos e as ações do governo Flávio Dino, os seus marqueteiros já fizeram o slogan e a logomarca.

Embora tenham sido levados ao conhecimento da população, ainda não conseguiram se transformar em elos de comunicação do governo com a sociedade.

Quem entende do assunto diz que falta ao governo de Flávio Dino uma peça importante para se tornar mais conhecido e identificado pelo povo: um hino musical.

ELEIÇÕES NA UFMA

Pega fogo a sucessão do reitor da Universidade Federal do Maranhão, Natalino Salgado.

Nada menos do que quatro candidatos disputam o cargo: a professora Nair Portela Coutinho, apoiada pelo reitor, e os professores Antônio Gonçalves, Antônio Oliveira e Sofiane Labidi.

A eleição foi marcada para 27 de maio vindouro, mas até lá quem puder que se salve.

ASSESSOR DE DESEMBARGADOR

José Alberto Moraes Rego, mais conhecido nas rodas esportivas por Geografia, em sua vida profissional, ocupou vários cargos.

Agora, contudo, exerce uma função que se diferencia de todas quantas já trabalhou.

Convidado pelo desembargador Antônio Guerreiro, José Alberto o assessora na presidência do Tribunal Regional Eleitoral.

PONTO DE ENCONTRO

Um novo ponto de encontro surge em São Luis e que está a reunir amigos em finais de semana.

Trata-se do Empório Santa Cruz, na Avenida dos Holandeses.

Aos sábados ali se encontram figuras humanas do porte de Kleber Moreira, Gastão Vieira, Eliezer Moreira, Benedito Buzar, José Jorge, Danilo Furtado, Celso Veras, Nelson Almada Lima, Ricardo Perez e Antônio Nelson Faria.

Na pauta, assuntos variados daqui e alhures

VATICÍNIO DE REMI

Um dos mais argutos políticos do Maranhão é o ex-deputado e ex-senador suplente, Remi Ribeiro.

Tornou-se conhecido nos meios políticos com profeta e suas profecias quase sempre acontecem.

Remi acompanha com o mais desusado interesse tudo que vem à tona no governo de Flávio Dino, por isso, não esconde que algo pode comprometer o prestígio pessoal e político do governador.

O atraso no pagamento do funcionalismo estadual antes do final deste ano.

ENCONTRO DE CULTURA – I

No final da tarde de quinta-feira, os funcionários que trabalham no Palácio dos Leões assistiram a uma cena inusitada.

Pela primeira vez, após a posse de Flávio Dino, em vez de políticos e auxiliares do governo, a presença ali de um grupo de intelectuais.

Como membros da Academia Maranhense de Letras foram recebidos pelo governador Flávio Dino. Por quase duas horas, conversou com os acadêmicos sobre assuntos mais palpitantes da cultura maranhense.

ENCONTRO DE CULTURA – II

O governador revelou aos intelectuais o que pretende fazer pela cultura maranhense, destacando-se o programa “Cultura Itinerante”, a ser executada a partir do mês de julho vindouro.

Para o programa obter o pleno sucesso, espera contar com a participação da Academia Maranhense de Letras.

Vinte municípios foram escolhidos para a realização do programa, que acontecerá nos finais de semana e dedicados especialmente à juventude, que receberá informações dos mais diversos segmentos da cultura maranhense.

 

 

 

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HORAS DE DESESPERO, CHANTAGEM E PRESSÃO

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Deixei propositadamente os dias correrem para que o impacto, a comoção e o pânico se pulverizassem e eu me sentisse liberto dos momentos aflitivos que passei dias atrás, para levar ao conhecimento dos leitores, das quase três horas de sofrimento, que redundaram num terrível processo de desespero, pressão e chantagem, a que fui submetido por uma organização criminosa.

O fato agora narrado, todo ele veraz, ocorreu no final da tarde de sexta-feira, 10 de abril deste ano. Estava em casa, sem a presença de Solange e da secretária que nos serve, cuidando, como sempre faço diariamente, da preparação de textos para os meus próximos livros, eis que o meu celular toca. Atendo-o e para meu desespero ouço nitidamente a voz de meu filho, Rodrigo, a implorar que vá ao seu encontro e livrá-lo das mãos de assaltantes, que o aprisionavam e ameaçavam matá-lo.

Sem pensar duas vezes fiz, sem querer, o que os bandidos desejavam: em completo estado de descontrole, citei o nome de Rodrigo e perguntei onde ele estava, visando ir ao seu encontro e tomar as providências, se fossem possíveis, para salvá-lo a qualquer preço da garra dos facínoras.

Ao pronunciar o nome de Rodrigo, involuntariamente, dei aos bandidos a senha que eles precisavam para deflagrar a metodologia da intimidação, da tortura e da extorsão de dinheiro.

As primeiras palavras de ordem dos bandidos foram para não me comunicar com ninguém por telefone ou qualquer outro meio, pois àquela altura eu estava sob o total poder deles e Rodrigo levado para a região de Imperatriz, onde, primeiramente, ficaria sob confinamento e posteriormente poderia ser morto, caso eu não obedecesse rigorosamente às ordens por eles emanadas.

A aflição se apoderou mais de mim ao receber o ultimato de rumar para o Tropical Shopping Tropical e ali estacionar com o dinheiro arrecadado em casa e munido de caneta e papel.

Com o carro estacionado, obrigaram-me a dizer a marca e a placa do veículo, bem como as minhas vestes. Depois disso, mandaram que procurasse a agência bancária mais perto do shopping e sacasse da minha conta dois mil reais, importância essa que chegaria à casa de quarenta mil reais, mas sabe Deus como, negociei para o valor do resgate baixar e ficar em torno de dez mil reais.

A ordem agora era depositar, na casa lotérica do Tropical, quatro mil reais, dois mil em contas separadas em nome de duas mulheres, contas essas que diziam ser clonadas e portadoras dos códigos 021, localizadas no Rio de Janeiro.

Após a comprovação de que o dinheiro estava devidamente creditado, ordenaram que os papéis relativos aos depósitos fossem rasgados e colocados num bueiro. Acabada essa operação, manifestei o desejo de falar com Rodrigo, no que foi negado pelo fato de que ele voltava do cativeiro e atravessava o campo de Perizes.

Quando imaginava que o meu sofrimento estava perto do fim, um comparsa do bandido apodera-se do telefone e, em tom de violência, faz novas ameaças à sobrevivência de Rodrigo, caso eu não cumprisse o trato de pagar os dez mil reais prometidos. Já que depositara quatro mil na casa lotérica, esperavam ainda a liberação de seis mil reais.

Como não podia sacar mais dinheiro do Banco do Brasil, acharam que eu tinha conta no Bradesco e deveria procurar uma agência e sacar a importância que faltava. Neguei-me a assim proceder, sob a justificativa de que estava sem cartão de crédito e cheque.

Por muito custo aceitaram as ponderações, mas continuaram a ameaçar Rodrigo com maldades de toda sorte. Nesse instante, mais uma jogada criminosa foi perpetrada. Obrigaram-me a sair do shopping, sempre monitorado por eles, e ir para a Avenida Castelo Branco, no São Francisco, e entrar na primeira farmácia. Assim o fiz e logo recebi instruções para anotar cinco nomes de mulheres e residentes no Rio de Janeiro e carregar os celulares delas com a importância de 200 reais. O caixa da farmácia avisou-me que o carregamento só poderia ser de 100 reais. Imediatamente pensei no pior, mas o safado espertamente mandou fazer a operação de 100 reais duas vezes.

Resolvido o problema, ordenou-me voltar para o carro, a fim de receber novas orientações, com vistas ao pagamento para completar os dez mil reais. Nesse instante, ainda sob intenso fogo da pressão e da chantagem, tive o primeiro lampejo de que tudo aquilo poderia ser uma farsa.

Tomei, então, uma atitude firme e corajosa e até agora não sei de onde tirei forças para agir e dizer em alto e bom que a partir daquele momento não mais os obedeceria. Lembrei-me de minha mulher, Solange, avoquei para mim as suas doenças coronárias e soltei a voz: – Estou indo agora e direto para o hospital, pois sou cardíaco, tenho quatro pontes de safena, um marcapasso, sinto a  pressão arterial elevar-se, o que poderá me levar à morte súbita.

O bandido deve ter ficado apavorado com o diagnóstico que lhe dei e, por conta disso, deixou-me de mão, sem antes perguntar se eu tinha o telefone de Rodrigo. Respondi afirmativamente. Ele, então, fria e cinicamente, disse-me: – Telefone agora para ele, pois já está em casa.

Só assim, depois de quase três horas de sofrimento, desespero e aflição, retornei à minha casa, onde encontrei Solange impaciente e com o coração na boca, querendo saber o que acontecera comigo. Ela imaginou tudo, menos o tremendo golpe que acabara de ser vítima.

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GRUPO CEUMA

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A partir de março, a Universidade Ceuma passou a contar com nova estrutura organizacional.

Preparando-se para um mundo mais competitivo, a instituição dos Fecury transformou-se em Grupo Educacional Ceuma.

De acordo com a nova estrutura, o Grupo Ceuma adiantou-se na implantação de um novo modelo de gestão.

A instituição agora tem à frente um presidente e vice, cargos ocupados por Clóvis Fecury e José de Jesus Azozoline, e mais alguns diretores, assessores e gerentes.

PALESTRA DE MÉDICO

O cirurgião maranhense, José de Ribamar Azevedo, um dos mais conceituados e respeitados do Rio de Janeiro, tem encontro marcado em São Luis com seus colegas de profissão.

O encontro será dia 24, às 18 horas, na Associação Maranhense de Medicina, onde o famoso médico falará sobre “O Estado e Arte da Cirurgia”.

O Dr. Ribamar Azevedo, nos tempos de infância era conhecido em São Luis por Zequinha, filho de Dona Adelinha e do saudoso oftalmologista, Crisanto Azevedo.

ANIVERSÁRIO DE SARNEY

Nesta sexta-feira, 24 de março, o ex-presidente José Sarney muda de idade.

Um grupo de amigos do aniversariante pretende viajar de São Luis para Brasília, a fim de comemorar os 85 anos de uma vida dedicada à família e ao povo, que, ao longo do tempo, o elegeu para os mais altos cargos da República.

Sarney desde o final do ano passado está fora de São Luis e chegou a pensar em vir passar o aniversário aqui, mas diante da crise do país, decidiu ficar em Brasília, onde sua presença é sempre solicitada.

ANIVERSÁRIO DO GOVERNADOR

No dia 30 deste mês, quem muda de idade é o governador Flávio Dino.

Há grande a curiosidade no que diz respeito à comemoração da data.

Como o governador não gosta e nem tem o costume de festejar o seu aniversário, resta saber o que pensam os amigos e auxiliares de governo, que não querem deixar a data passar em brancas nuvens.

ANIVERSÁRIO DE ITAPARY

O intelectual Joaquim Itapary, que aniversaria nesta quinta-feira, resolveu comemorá-la antecipadamente e de maneira diferente.

Em vez de festejar a data como manda o calendário ( 23 de abril), convidou alguns amigos para uma roda de conversa  na tarde-noite da última quarta-feira.

Aos que compareceram à sua residência – membros da Academia Maranhense de Letras – ofereceu um saboroso latecafé.

AMIGOS DE ZÉ REINALDO

Não apenas o deputado José Reinaldo Tavares deixou o cargo que lhe foi oferecido pelo governador Flávio Dino.

Ao trocar a secretaria de Minas e Energia pelo mandato de deputado federal, tirou dela três amigos do peito.

O secretário-adjunto, Aziz Tajra, e os assessores João Braga e Geraldo Burger.

ASSESSOR DO SEBRAE

Quem tem competência logo se estabelece.

Foi o que aconteceu com o técnico Danilo Furtado, que exerceu o cargo de secretário de Educação no governo de Roseana Sarney.

Ao saber que Danilo estava desempregado, o presidente do Conselho do Sebrae, Edilson Baldez logo o convidou para assessorá-lo.

CORONEL GUEDES

O coronel Henrique Guedes, figura militar muito estimada em São Luis, após deixar o comando do 24º Batalhão de Caçadores, foi servir em Brasília, no gabinete do ministro do Exército.

Pelos inestimáveis serviços prestados ao país e pela sua competência, passou dois anos em Washington, cumprindo missão de relevância na área militar.

Terminada a missão, o coronel Henrique Guedes retornou a Brasília, em companhia da esposa Edna e das filhas, uma das quais, a maranhense Júlia.

Na capital do país, o brioso militar voltou a ocupar um cargo importante na estrutura das Forças Armadas.

CAFÉ LITERÁRIO

Os membros da Academia Maranhense de Letras estão convencendo a intelectual Ceres Costa Fernandes à reedição este ano do Café Literário.

O evento, que fez enorme sucesso de público nos anos em que ela esteve à frente da Casa de Cultura Odilo Costa, filho, se for por ela retomado, o será na Casa de Antônio Lobo.

As tratativas para o Café Literário acontecer estão em ritmo avançado e só dependem da concordância de Ceres e de recursos que o presidente da AML, Benedito Buzar, espera conseguir.

PAULO BROSSARD

Anos atrás, o jornalista Benedito Buzar pilotou um programa jornalístico e de entrevista na antiga TV Ribamar, chamado Maré Alta, com grande audiência na cidade.

Um dos momentos mais gloriosos e gratificantes para  Buzar deu-se com a entrevista do então ministro da Justiça, Paulo Brossard, que veio a São Luis para um compromisso oficial.

Brossard, no programa Maré Alta, além do show sobre conhecimentos jurídicos e políticos, mostrou ser um cidadão cordial, educado e simples.

AMIGO DO MINISTRO

Em São Luis, Luiz Edson Fackin, indicado pela presidente Dilma Roussef, para compor o quadro de ministros do Supremo Tribunal Federal, tem um amigo dileto.

O desembargador Lourival Serejo firmou com ele um relacionamento bem próximo nos encontros acadêmicos realizados anos atrás no sudeste do país.

Serejo, além de torcer pelo amigo, ainda pôs-se em campo e a pedir para que amigos influentes em Brasília fizessem de Fackin o futuro ministro do STF.

LIVRO DE LURDINHA

EM 2004, quando São Luis festejou seus 400 anos de fundação, vários livros foram lançados em comemoração à gloriosa efeméride.

Dos lançados, o que mais sucesso fez, em venda e leitura, foi da autoria da professora Lurdinha Lauande, intitulado “São Luis do Maranhão. Corpo e Alma”, em edição de luxo e paga pela Alumar.

Já está pronto e no ponto de ser lançado, ainda este ano,  o mais novo livro de Lurdinha: “ Os médicos e a medicina no Maranhão”.

Quem já leu o livro, afirma que, como o anterior, fará um enorme sucesso. Quem venha, logo.

 

 

 

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CEM DIAS SEM MÍDIA

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Quem compulsar os jornais de São Luis, a partir do advento da República, tomará ciência do interesse dos governadores maranhenses pela mídia e de seu uso para informar à opinião pública sobre as ações realizadas em favor da sociedade.

Não é de hoje, portanto, que a mídia impressa tem sido objeto da atenção de nossos governantes, que dela se servem para levar ao conhecimento da sociedade, especialmente a de São Luis, onde se concentra a maior parte da população esclarecida, das atividades do Poder Executivo na prestação de bens e serviços à coletividade.

Na verdade, nos primeiros tempos do regime republicano, em que só os jornais tinham vez, as noticias e as informações chegadas ao domínio da elite letrada se manifestavam através de anúncios, editais, avisos, editoriais e artigos da lavra dos que tinham o dom de escrever e faziam parte da facção ou do partido ora no poder.

A partir dos anos 1930, com o progresso gráfico, os jornais de São Luis passaram a sofrer alterações e os governantes começaram a melhor usá-los para informar a população, que aumentara quantitativamente e qualitativamente, sobre as obras construídas na cidade, que sofria um processo de modernização, com a inauguração de bondes elétricos, iluminação elétrica, telefones e água encanada.

Também deve ser lembrado que os jornais nessa época tornaram-se mais atraentes e procurados por conta dos embates políticos travados entre os partidos que lutavam para abocanhar o poder estadual.

Mas foi na década de 1940, quando o país vivia sob o tacão da ditadura do Estado Novo e o Maranhão governado pelo interventor Paulo Ramos, que a opinião pública obteve mais informações com respeito ao aparelho estatal. Com a maioria dos jornais fechados, Paulo Ramos passou a fazer do Diário Oficial o órgão veiculador de suas ações pessoais e administrativas.

Contava para isso com a intelectualidade maranhense, cooptada por ele para, nas páginas do DO, enaltecer a sua figura de governante e elogiar as obras construídas em São Luis e no interior do Estado.

Como se não bastasse ter ao seu lado a mídia impressa, Paulo Ramos foi mais longe. Por sua iniciativa, inaugurou a primeira estação radiofônica e oficial em São Luis: a Rádio Difusora do Maranhão, mais tarde transformada em Rádio Timbira. Através dela, o interventor divulgava a sua imagem de bom administrador – que na verdade o era -, mas escondia as atrocidades cometidas contra os que não rezavam na sua cartilha.

Com a derrubada do Estado Novo, a volta do país à democracia, a abolição da censura, a restauração as liberdades e as eleições dos representantes do povo, estes, ao chegarem ao poder priorizavam a comunicação na construção de suas imagens pessoais e políticas.

Foi assim no período vitorinista. Enquanto os situacionistas se sustentavam na Rádio Timbira e nos jornais Diário de São Luis, Diário Popular e A Tarde para divulgar seus objetivos políticos e esmagar nas urnas os oposicionistas, estes, controlavam a Rádio Ribamar, o Jornal do Povo, O Combate e o Jornal Pequeno, os quais tratavam de estigmatizar os governistas, acusando-os de fraudadores de eleições e benfeitores do mal.

A fase que sucedeu ao vitorinismo, conhecida por sarneísmo, levou ao poder o jovem governador José Sarney, que soube usar como ninguém os meios de comunicação. Ele aproveitou de maneira competente as emissoras de rádio, os jornais e a televisão, inaugurada recentemente em São Luis, para propagar a renovação e as mudanças, voltadas para o desenvolvimento e o progresso do Estado.

Ainda que na fase do regime militar, os meios de comunicação estivessem sob censura, Sarney e os que o sucederam, uns mais, outros menos, souberam se valer da mídia impressa e eletrônica para dar conhecimento das promessas feitas ao longo da campanha eleitoral.

Com o fim do sarneísmo e a vitória do candidato Flávio Dino, o Maranhão passa a ver algo diferente na área da comunicação social. Os jornais, o rádio e a televisão, sempre importantes na divulgação das ações de governo, foram relegados a plano secundário.

Pela primeira vez, desde a instalação do regime republicano, um governante maranhense chega ao comando do Poder Executivo e prefere ficar na contra mão dos ex-ocupantes do Palácio dos Leões, no que se refere ao uso da mídia impressa e eletrônica.

Pelo que se tem visto e ouvido, desde que Flávio Dino assumiu a direção do Estado, o governo deu pouca atenção aos jornais e às emissoras de rádio e televisão, por entender que os mesmos, nos dias de hoje, como meios de comunicação, não são mais capazes de influenciar e de convencer à população como outrora.

Para o governador, a humanidade vive agora um momento diferenciado e marcado fortemente pela presença da internet, que estar a bombar e a fazer o mundo estremecer diante de seu fantástico poderio de convencimento social.

A propósito: dias antes de Flávio Dino assumir o governo, lembro de uma conversa que tive com o empresário e amigo, Roberto Albuquerque.  Disse-me sem rodeios que o atual governador, como bom tuiteiro, acredita mais no poder das redes sociais do que na força da mídia impressa e eletrônica.

Nesses cem primeiros dias da gestão de Flávio Dino, comprova-se claramente que as redes sociais (tuiteres, blogs, watzaps, face books e instagrams), foram mais usadas do que os tradicionais veículos de comunicação social. Com isso, vale dizer, a maioria da opinião pública deixou de ficar do seu lado, ela que, no Maranhão, dá mais credibilidade e deposita mais confiabilidade na mídia impressa e eletrônica do que nos veículos que as redes sociais projetam pela internet.

Como o governador não dá aos tradicionais veículos de comunicação o tratamento que merecem, como formadores de opinião, ainda permite que seus auxiliares, a exemplo dos secretários de Indústria, e Comércio e de Segurança, adotem comportamentos grosseiros e de baixo nível aos jornais da cidade, que criticam o governo atual com as armas adequadas e civilizadas.

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VISITAÇÃO AO CONVENTO

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Sabe-se que o Convento das Mercês, sede da Fundação da Memória Republicana Brasileira, no governo atual, não está funcionando a pleno vapor.

Sabe-se também que a instituição ainda está sob o regime de intervenção branca e no aguardo de uma nova diretoria.

Inobstante as razões acima apontadas e pela pouca movimentação turística em São Luis, decorrente da crise em que vive o país, o Convento das Mercês ainda é o local mais procurado pelos que nos visitam.

Prova disso: de 22 de janeiro a 12 de março de 2015, quase 400 turistas visitaram o Convento das Mercês, onde se encontra o acervo do ex-presidente da República, José Sarney, por ele doado ao Estado do Maranhão.

Do estrangeiro, 51 turistas com a predominância de franceses, alemães e portugueses. Do Brasil, 336 visitantes, sendo a maioria de paulistas, cariocas e brasilienses.

INSTITUIÇÕES PAULISTAS

O jornalista Benedito Buzar e a esposa Solange passaram duas semanas em São Paulo, prestando assistência ao irmão e cunhado Raimundo, operado de coluna no Hospital Oswaldo Cruz, pelo competente cirurgião maranhense, Franklin Roosevelt Coelho.

Na capital paulista, Buzar, que preside a Academia Maranhense de Letras e o Conselho Curador da Fundação da Memória Republicana, matou um antigo desejo.

Visitou a Academia Paulista de Letras e a Fundação Fernando Henrique Cardoso.

SAÚDE DOS FECURY

Família que cuida da saúde unida permanece unida.

Com base nisso, membros da família Fecury, na semana passada, estavam em São Paulo, não para fazer turismo, mas cuidar da saúde em primeiro lugar.

Com esse sentimento e objetivo, os Fecury, capitaneados por Mauro, foram vistos no Hospital Sírio Libanês em consultas médicas e exames laboratoriais.

O retorno a São Luis só se deu após a comprovação de que nada comprometia a saúde da família.

PARTICIPAÇÃO NA FLIP

Este ano, o Festival de Literatura Internacional de Parati poderá contar com a presença de uma boa representação da Academia Maranhense de Letras.

Além dos acadêmicos Lourival Serejo e Ceres Costa Fernandes, que costumam participar anualmente da FLIP, os intelectuais Joaquim Itapary, Waldemiro Viana, Natalino Salgado e Luis Phelipe Andrés estão se movimentando no sentido de em julho visitar Parati, sede do evento.

O maior problema que o grupo acadêmico encontra diz respeito à hospedagem. Os hotéis de Parati já estão quase todos comprometidos.

CÃES A BORDO

Para quem não sabe, é bom não se surpreender com um fato inusitado.

A ANAC autorizou a presença a bordo das aeronaves comerciais de cães e felinos.

Na volta de São Paulo para São Luis, num vôo da Gol, no trecho entre o Rio de Janeiro e Brasília, um cachorro deitou e rolou com a paciência dos viajantes.

De nada adiantou a reclamação dos passageiros, pois, agora, cães e gatos podem viajar tranqüila e confortavelmente como qualquer ser humano.

ZÉ REINALDO EMPOLGADO

O engenheiro José Tavares, que já exerceu o mandato de deputado federal e este ano retornou ao plenário da Câmara de Deputados, está vendo cenas inéditas.

Ao contrário do passado, vê agora uma Câmara mais operativa, eficiente, vibrante e independente.

Para ele, esta nova e alvissareira situação deve-se ao deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, que vem atuando de modo brilhante e corajoso e dando aos parlamentares condições de, no exercício dos mandatos, serem mais altivos e com autonomia em relação ao Poder Executivo.

SARNEY DÁ AS CARTAS

Indiscutivelmente, repercute no Maranhão a indicação do vice-presidente Michel Tamer para articulador político do governo.

Temer, além de amigo do peito de José Sarney, tem por ele admiração e não deixa de ouvi-lo sobre os problemas nacionais.

Por tudo isso, admite-se que, em relação aos assuntos políticos do Maranhão, Sarney será o homem que dará as cartas e a ter voz e vez.

NOVO IMPOSTO

O Imposto de sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação de Quaisquer Bens e Direitos não foi inventado pelo governador Flávio Dino, mas, pela primeira vez, no Maranhão, será cobrado pelo governo estadual.

A população maranhense tomou conhecimento desse imposto a partir da semana passada, quando começou a receber notificações da Secretaria da Fazenda.

De acordo com a notificação, o contribuinte deverá comparecer à SEFAZ para receber o Dare de recolhimento do ITCD.

Em tempo: o empresariado maranhense reunido com o governador Flávio Dino, antes de sua posse, recebeu a informação de que nenhum imposto seria cobrado sem que o segmento produtivo fosse antes cientificado.

E agora, José?

REVELAÇÃO DE GULLAR

No seu último artigo dominical, na Folha de São Paulo, o poeta maranhense Ferreira Gullar, fez uma revelação surpreendente.

Disse que “se não tivesse conhecido Mário Pedrosa quando cheguei ao Rio, com 21 anos, que rumo teria tomado minha vida?

Os sobreviventes da geração de Gullar estranharam o desabafo do poeta que nunca se referiu à saudosa escritora Lucy Teixeira, que protegeu e o introduziu no meio intelectual do Rio de Janeiro.

NOVO POETA

Quem leu os originais do livro do jovem Gabriel Andrade, não duvida de que surgiu um novo e bom poeta no Maranhão.

Com o título de “O contrário é sempre o mesmo”, o livro será lançado brevemente e contará com poemas de conteúdo simbolista.

Gabriel até pouco tempo era um jovem que se dedicava inteiramente à prática do tênis, mas agora só quer saber de literatura e fazer poemas.

AUDIÊNCIA COM FLÁVIO

O governador Flávio Dino pediu que o pai, Sálvio Dino, como membro da Academia Maranhense de Letras, pedisse desculpas aos confrades, por não recebê-los em audiência, marcada para quinta-feira passada.

Mas se comprometeu a recepcioná-los no dia 23 deste mês, no Palácio dos Leões.

Nesse encontro, os acadêmicos vão conversar com o governador sobre os problemas que a Casa de Antônio Lobo vem atravessando nos últimos tempos.

VISITA A CABRAL

O professor José Maria Cabral Marques recebeu, dias atrás, a visita de Ana Lúcia e Mauro Fecury.

O casal foi visitá-lo por dois motivos: pelo restabelecimento da saúde do ex-reitor e agradecer o presente oferecido à UniCeuma: a sua biblioteca particular.

São mais de seis mil títulos e de todos os conteúdos.

ESTILO CID GOMES

Nas redes sociais, o que mais se vê nos dias correntes é o pronunciamento corajoso da deputada Andréa Murad, na Assembleia Legislativa.

No estilo do ex-ministro Cid Gomes, que de modo direto e pessoal acusou e chamou de achacadista o presidente na Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, Andréa Murad fez quase o mesmo em relação ao presidente do Poder Legislativo do Maranhão.

A parlamentar, sem nenhum constrangimento, disse em alto e bom, que o deputado Humberto Coutinho deveria ser investigado pela secretaria de Transparência que o governador Flávio Dino criou recentemente.

 

 

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VISITAS CULTURAIS EM SÃO PAULO

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Faço parte de duas importantes instituições culturais do Maranhão: a Academia Maranhense de Letras e a Fundação da Memória Republicana do Brasil. Da primeira, sou membro efetivo e atual presidente; da segunda, estou na presidência de seu Conselho Curador.

Por conta disso e por interesse pessoal e cultural, guardava comigo uma vontade de indômita de visitar e conhecer a Academia Paulista de Letras e a Fundação Fernando Henrique Cardoso, instituições respeitadas e instaladas na cidade de São Paulo.

Recentemente, eu e Solange passamos duas semanas na capital de São Paulo, onde prestamos assistência moral, psicológica e física ao meu irmão Raimundo, um solteirão assumido, que se submeteu a uma delicada cirurgia de coluna, que o atormentava há anos.

Depois do ato cirúrgico, realizado com sucesso pelo ortopedista maranhense, Franklin Roosevelt Coelho, enquanto Raimundo se recuperava no Hospital Oswaldo Cruz, eu, sem perda de tempo, visitei a Academia Paulista de Letras e a Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Por causa da minha identificação, fui recebido por abnegadas funcionárias da APL e da FFHC, que se mostraram generosas na dissertação dos espaços ocupados pelas entidades, dos equipamentos e acervos, bem como do funcionamento e dos objetivos para as quais foram criadas.

Na Academia Paulista de Letras, foram tantas e preciosas as informações, especialmente com relação ao seu rico patrimônio físico, de onde provém a sustentação financeira da instituição, que quase choro ao pensar na situação em que vive a Academia Maranhense de Letras e do que dispõe como meio de sobrevivência.

A instituição paulista funciona num edifício de 13 andares de sua propriedade, no Largo do Arouche, centro da cidade, mas apenas três pavimentos são por ela ocupados. Os dez restantes são alugados para a Secretaria de Educação e com essa renda – em torno de R$ 80.000,00 mensais, pagos religiosamente pelo governo de São Paulo, a APL se mantém e realiza variadas atividades acadêmicas, literárias e editoriais. Parte desse dinheiro se destina, também, ao pagamento de um representativo, jeton aos “imortais”.

A Academia Paulista de Letras foi fundada em novembro de 1909, portanto, um ano antes da AML. Hoje, tem a presidi-la o escritor Gabriel Chalita, secretário de Educação do Município de São Paulo. Como a nossa, ela reúne-se ordinariamente às quintas-feiras, mas as sessões não podem ser assistidas pelo público. São internas e fechadas. O seu quadro de funcionários é formado por quase vinte servidores.

Assim como nós, da AML, os paulistas também não bebem chá em suas reuniões e nem usam fardões, como os membros da Academia Brasileira de Letras. O terno e a gravata são as indumentárias acadêmicas.

Dois ambientes amplos e confortáveis fazem parte do imóvel: um, para as reuniões triviais, que me fez lembrar o antigo plenário da Assembleia Legislativa, na Rua do Egito; o outro, suntuoso e nobre, destinado às sessões extraordinárias e de posse dos novos membros. Neste auditório, podem sentar-se quase 500 convidados. A biblioteca ocupa um lugar de destaque e recebe assistência especial e técnica permanente. O seu acervo estima-se em torno de 100 mil volumes, dos quais boa parte constitui-se de obras raras.

Pelo expressivo número de nomes prestigiados e conceituados na vida literária brasileira que a integram, a Academia Paulista de Letras não fica nada a dever à Academia Brasileira de Letras. Vejamos alguns: Ruth Rocha, Jorge Caldeira, Walcyr Carrasco, Inácio de Loyola Brandão, Celso Láfer, Maurício de Sousa, Ives Gandra, Fábio Lucas, Inesita Barroso, recentemente falecida, Juca de Oliveira, Bolivar Lamounier, Júlio Medalha e tantos outros.

Um único maranhense faz parte da galeria de vultos da Academia Paulista de Letras: o caxiense Teófilo Dias, patrono da cadeira de número 33.

Depois da visita à APL, no mesmo dia e em outro horário, fui recebido na Fundação Fernando Henrique Cardoso, onde um técnico, devidamente autorizado pela instituição, esperava-me para servir de guia.

A FFHC também está instalada no centro da cidade paulista, na Rua Formosa, 367, em pleno Anhangabaú, onde ocupa três pavimentos de um prédio antigo, mas recuperado e adaptado às condições funcionais e técnicas exigidas pela instituição, que o adquiriu para abrigar toda a documentação e acervos políticos e acadêmicos do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e da esposa, Ruth Cardoso, intelectual como ele e figura bem representativa no mundo cultural paulista.

Assim como a Fundação da Memória Republicana Brasileira, cujo acervo José Sarney doou ao Estado do Maranhão e que, até agora, não se sabe ainda o destino que o novo governo lhe dará, a Fundação Fernando Henrique Cardoso não guarda apenas a documentação institucional da época em o que o seu fundador exerceu a presidência da República. Ali, também estão armazenados textos, cartas, livros, anotações, fotos, objetos por ele acumulados ao longo da vida, como intelectual, professor, acadêmico, bem como senador e ministro.

No tocante ao acervo museológico, o da Fundação da Memória Republicana é mais rico e dispõe de mais peças valiosas do que o da Fundação Fernando Henrique Cardoso, em compensação, esta, encontra-se mais avançada em termos tecnológicos e virtuais do que a nossa.

Pelo que vi, a equipe técnica da FFHC é bem mais expressiva, em qualidade e quantidade, do que a da FMRB. Enquanto a da paulista é multidisciplinar, a maranhense ainda carece de valores específicos e treinados para a tarefa de preservar e recuperar um precioso acervo, que, pelo que representa para a memória do país, precisa ser virtualmente conhecido e projetado mundo afora.

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