O LAMENTO DE ANNA

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A exoneração da Kátia Bogéa, da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão, deixou a ex-ministra da Cultura, Anna de Holanda, revoltada.

Ao saber do fato, manifestou repulsa ao injusto ato e exaltou as qualidades morais e profissionais da exonerada, que conheceu no tempo em que exerceu o cargo de ministra da Cultura.

Assim se expressou a irmã de Chico Buarque: “Recebi e não posso deixar de repassar a péssima notícia pouca divulgada e no mínimo alarmante em relação ao patrimônio histórico e artístico brasileiro, que se encontra no estado do Maranhão, onde tive a oportunidade de conhecer Kátia Bogéa e testemunhei sua dedicação absoluta na defesa do patrimônio material e imaterial”.

IVAN  NO PTB

O escritor Ivan Sarney, depois de desligar-se do PMDB, pelo qual disputou duas eleições de vereador à Câmara Municipal de São Luis, recebeu convite de três agremiações partidárias.

Optou pelo Partido Trabalhista Brasileiro, no Maranhão comandado pelo deputado Pedro Fernandes.

Pelo PTB, Ivan Sarney quer voltar à Câmara Municipal  de São Luis, nas eleições de 2016.

IMPEACHEMENT DE COLOR

A  bancada maranhense na Câmara Federal, que participou da votação do impeachement do presidente Fernando Collor, era formada de 18 parlamentares.

Desse total, 15 deputados votaram a favor do afastamento de Collor do governo: César Bandeira, Cid Carvalho, Costa Ferreira, Eduardo Matias, Chico Coelho, Haroldo Saboya, Jayme Santana, José Carlos Sabóia, José Reinaldo Tavares, Nan Sousa, Paulo Marinho, Pedro Novaes, Ricardo Murad, Roseana e Sarney Filho.

Votaram contra o impeachement, João Rodolfo e José Burnett. O deputado Daniel Silva não votou nem contra e nem favor. Simplesmente não compareceu à sessão.

BASE DO RABELO

Um dos mais antigos e tradicionais restaurantes de São Luis fechou as portas.

O não menos conhecido Base do Rabelo, que teve seus momentos de glória de 1960 a 1990, quando funcionou no bairro da Belira, sob o comando do simpático Rabelo.

Com a morte do seu criador, os herdeiros trouxeram o restaurante para o Calhau, onde não conseguiu impor-se e perdeu o charme e a fama, conquistados na Belira, onde tinha uma clientela selecionada e cativa.

PRODUTOS MARANHENSES

O superintendente do Sebrae-MA, João Martins, está empenhadíssimo no projeto para projetar os produtos genuinamente maranhenses no mercado nacional.

Tiquira, rede, renda, juçara, doces de frutas regionais, farinha d’água e outros produtos de consumo e de boa qualidade, mas desconhecidos em grande parte do país, vão receber tratamento de marketing e expostos em feiras e eventos de repercussão social.

A tiquira, produzida no município de Santo Amaro, foi o primeiro produto a ganhar tratamento especializado e já ganhou notoriedade no mercado de bebidas pelo fato da matéria prima ser a mandioca e não a cana de açúcar.

MANUTENÇÃO DO SISTEMA S

Os presidentes da Federação das Indústrias e do Comércio do Estado do Maranhão, Edilson Baldez e José Arteiro, estão mais aliviados.

Eles abraçaram a luta que as Confederações da Indústria e do Comércio realizaram para o Sistema S não sofrer corte orçamentário ou ter atuação reduzida, face à crise que ora o país vive.

Com a manutenção e preservação do Sistema S, Senai, Sesi, Senac e Sesc, continuarão prestando serviços indispensáveis aos trabalhadores da indústria e do comércio.

RECUPERAÇÃO DE PRAÇAS

Está a olhos vistos um bom serviço a Prefeitura de São Luis realiza na capital maranhense.

A recuperação de antigas e a instalação de novas praças no centro urbano e na periferia.

Há muito tempo não se via as praças de São Luis olhadas com tamanha atenção pela prefeitura como agora, fato que modificará o cenário paisagístico de nossa urbe.

JERÔNIMO VIVEIROS

O notável historiador maranhense, Jerônimo Viveiros, completa 50 anos de falecimento no dia 29 de novembro vindouro.

Pela obra histórica que deixou, merecia receber dos órgãos públicos e das entidades culturais, mais atenção e homenagens.

A Academia Maranhense de Letras, da qual era membro, pedirá ao prefeito que o nome de Jerônimo Viveiros seja colocado numa praça em construção na cidade.

BELO EXEMPLO

Meses atrás, o servidor público federal, Felinto Ribeiro, faleceu em São Luis.

Ele gostava de pesquisar sobre fatos e episódios da História do Brasil e particularmente do Maranhão.

Frequentador habitual da Biblioteca Pública Benedito Leite, ali pesquisava e recolhia subsídios para escrever seus trabalhos.

As filhas de Felinto, em homenagem à memória do pai, querem preservar o material pesquisado e dando-lhe um lugar destacado na casa em que morou, para ser manuseado pelos estudiosos.

SOLIDARIEDADE A CUNHA

Na homenagem ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, patrocinada pela bancada do PMDB, a presença apenas de dois parlamentares do Maranhão.

Hildo Rocha e João Marcelo.

Não é a primeira vez que os dois mostram publicamente que fazem parte do grupo parlamentar que prestigia o atual presidente da Câmara Federal e luta para que permaneça no cargo para o qual foi eleito.

HOMENAGEM A ZÉ CARLOS

No dia 9 de novembro, às 17 horas, o advogado José Carlos Souza Silva estará em Brasília para receber importante homenagem.

Em comemoração aos 85 anos da Ordem dos Advogados do Brasil, será agraciado, em reconhecimento aos relevantes serviços desenvolvidos ao longo da primeira gestão do Conselho Federal da OAB.

A solenidade se realizará na sede da entidade e contará com a presença de autoridades e grandes figuras da advocacia brasileira.

RECREIO NA ILHA

Nesta sexta-feira, 30 de outubro, às 19 horas, um evento literário acontecerá na Academia Maranhense de Letras.

O lançamento do livro do poeta José Maria Nascimento, intitulado “Recreio na Ilha”.

O livro faz parte das comemorações dos 75 anos do poeta.

 

 

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KÁTIA BOGÉA E IPHAN

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Minha atividade na imprensa remonta ao ano de 1967, no então Jornal do Dia. Essa longa trajetória jornalística pautou-se numa linha de prudência e de respeito às pessoas e aos fatos.

Mas como ser humano, há momentos e ocasiões que me vi ameaçado por impulsos mais arrebatados, que só não me dominam por completo devido ao equilíbrio emocional e à sensatez que me acompanham.

Nos últimos dias, contudo, nem a prudência e tão pouco o equilíbrio emocional mostraram-se suficientemente fortes para segurar a ira, a revolta e a indignação que se apoderaram de mim.

Culpo isso ao ataque insidioso e inominável perpetrado contra São Luis, o IPHAN- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a  Kátia Bogéa, esta, usada como moeda de troca para saciar mesquinhos interesses políticos de um deputado federal.

É contra a atitude desse parlamentar ou pra lamentar, que me insurjo pela pratica de um ato danoso à cidade, da qual ele, nas eleições de 2008, candidatou-se a prefeito, mas, para a sorte dela não se elegeu.

Para prejudicar São Luis, no que tem de mais precioso – o rico e invejável acervo artístico e cultural – o indesejável político armou-se de duvidoso prestígio para exigir a cabeça da competente e incansável profissional, ela, que, no exercício do cargo de superintendente do IPHAN no Maranhão, luta bravamente pela preservação e recuperação do seu patrimônio histórico e impedir que vândalos e insensatos a destruam e a vilipendiam.

Só quem acompanha a batalha insana que Kátia trava contra esses malfeitores, que, ao arrepio da lei, anseiam transformar São Luis numa urbe sem alma e vida, é que pode avaliar a lacuna que deixará e a falta que fará ao IPHAN, como superintendente e comandante.

Quantas vezes eu e tantos maranhenses não a vimos colocar a fragilidade feminina de lado para enfrentar com coragem e altivez os valentões, os falsos empreendedores e os especuladores imobiliários, os quais, em pleno uso da ignorância, da arrogância e da má-fé, fazem de tudo para São Luis perder as características que a diferenciam de qualquer outra cidade brasileira.

Como não conseguem afastá-la dos princípios que defende, tentam macular a sua imagem e acusá-la de radical e intransigente. Para esse tipo de gente, só existe uma fórmula: jogar duro, mas sem perder a ternura. Que ela faz com toda dignidade.

Kátia deixa o cargo, depois de 12 anos de embate pela causa de ver São Luis com a imponência de cidade bem cuidada e com o seu patrimônio colonial preservado. Conseguiu isso? Totalmente, não. Impossível ganhar uma batalha tão adversa, contra tantos dragões da maldade, de uma só tacada e em pouco tempo.

Para se ter idéia de seu proveitoso trabalho, basta olhar os vários casarões abandonados e os prédios em ruínas, recuperados e aproveitados para uso de repartições públicas e entidades privadas no Centro Histórico.

Não fosse a sua incontida determinação de fazer São Luis se reencontrar com o seu passado, mas pensando no presente e no futuro, estaríamos hoje a vê-la sob escombros, arrasada do ponto de vista urbanístico ou transformada em cidade fantasma.

Dito isto, não quero deixar no ar três perguntas que me parecem importantes quando se aventa a exoneração de Kátia da superintendência do IPHAN. Primeira, quem trabalhou para tirá-la do cargo que requer conhecimento, competência e idoneidade? Resposta: o autor dessa operação é um cara que conheço de meus tempos de professor da UEMA e contra ele disputei a eleição de reitor da instituição, onde praticou atos nada corretos e legais. Seu nome: Waldir Maranhão, hoje, envolvido até o pescoço na Operação Lava-Jato e na prestação de contas de sua eleição ao Tribunal Regional Eleitoral, ainda não aprovada pelo montante de recursos usados e não explicados.  Segunda: Qual a motivação? Resposta: Nada contra a idoneidade moral e profissional de Kátia. Só a ganância de Waldir por um cargo público federal, cujas verbas do PAC das Cidades Históricas ele imagina manipular. Terceira: 3) Quem a substituirá nesta empreitada árdua e difícil? Resposta: Pelo que se ouve falar o novo ocupante do cargo será o desconhecido secretário-adjunto da Secretaria das Cidades, Alfredo Costa Neto, que não se sabe se tem biografia para exercer tão importante tarefa.

A respeito do indicado, apenas esta informação do conceituado jornalista Jersan Araújo, na sua coluna de domingo passado, no Jornal Pequeno: “Como secretário-adjunto da Secretaria das Cidades, Alfredinho como é chamado, esteve na cidade de Carolina em algumas oportunidades, em carros oficiais, sempre acompanhado de amigos e assessores”. O que não deixa de ser uma boa referência.

 

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ÀS AUTORIDADES E AO POVO

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ÀS AUTORIDADES E AO POVO

 

A ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS surpreende-se agredida pela absurda e injustificável exoneração da Historiadora KÁTIA DOS SANTOS BOGEA do cargo de Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, no Estado do Maranhão, por ato determinado pela Presidência da República, no âmbito do escandaloso e deprimente espetáculo de negociações com mandatários políticos maranhenses no Congresso Nacional.

O injustificável ato violenta e macula a consciência de quantos se dedicam à produção e preservação dos altos valores culturais do Maranhão. Constitui, ademais, lastimável e flagrante estímulo a práticas administrativas distanciadas do legítimo interesse público, contrariando, assim, reiteradas afirmações de efetivas mudanças políticas em nosso Estado.

Cidadã de conduta exemplar, profissional de reconhecidos méritos, administradora de alto descortino, a professora Kátia Santos Bogéa deixa o cargo que honrou e dignificou credora do irrestrito respeito e dos mais justos aplausos da Academia Maranhense de Letras e dos que lutam pelo engrandecimento das tradições de cultura do Maranhão.

 

 

São Luís, 19 de outubro de 2015

 

Benedito Buzar

Presidente

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AGRADOU EM CHEIO

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Em curto espaço de tempo, o jovem Felipe Camarão fez esquecer a ex- ocupante do cargo de secretária de Cultura.

Educado, atencioso e diligente, o novo titular da Cultura vem agradando a gregos e a troianos.

Recebe a todos que o procuram  e tenta encaminhar e resolver os problemas afetos ao órgão que comanda.

Felipe não está arrependido de trocar a secretaria de Gestão e Previdência pela Cultura, um mundo novo que passou a conhecer e pelo qual se esforça para realizar um trabalho proveitoso.

ROBERTO E RENAN

O senador Roberto Rocha depois de sua chegada no Senado da República mudou de visual. A sua aparência física passou por visível alteração.

O modo de falar, que lembrava as suas origens sertanejas, foi colocado à margem. Agora discursa no tom do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Com óculo novo e moderno, estilo Renan, nem de longe lembra o Roberto Rocha, vice-prefeito de São Luis.

LIDIANE GOSTOU

A ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, pode voltar à prisão, como quer o Procurador da República.

Se isto acontecer, ela não criará nenhum embaraço ou tomará qualquer medida judicial para sustar a ordem de prisão.

A ex-prefeita não se cansa de elogiar o tratamento recebido no quartel do Corpo de Bombeiros, onde ganhou alguns quilos pela saborosa comida a ela servida.

HABIBES E HAICKEL

Quem conhece o mercado de São Luis, do ramo de alimentação, não estranhou o fechamento do Habibes.

Trata-se de um empreendimento de alto custo e que exige do franqueado dedicação exclusiva.

Não foi à toa que Joaquim Haickel  abriu mão do negócio e deu  espaço para outros interessados entrarem na jogada da franqueadora.

Como bom comerciante, dom que herdou do pai, Nagib Haickel, não quis correr riscos e apostar num negócio incompatível com o mercado maranhense.

MATRACAS EM BRASÍLIA

O deputado Hildo Rocha era até semana passada um parlamentar do baixo clero.

Agora está com um pé no alto clero, pela boa atuação na Câmara Federal e da excelente idéia de levar o Bumba Boi para se apresentar nas dependências do Congresso Nacional.

Recebeu numerosos cumprimentos, elogios e mensagens dos congressistas, pela realização de um evento que faz parte da cultura do Maranhão.

ATITUDE REPROVADA

A XIX Feira do Livro encerrou, mas um lamentável episódio que nela aconteceu, mereceu a reprovação dos que o assistiram e a condenação dos que souberam depois.

Tudo aconteceu na palestra de um professor da Universidade Federal do Maranhão, que, de maneira deselegante e imprópria, referiu-se à pessoa e à obra do saudoso professor Mário Meireles de modo depreciativo.

O episódio até hoje repercute e de modo negativo para quem o fez. Além  de indelicado e grosseiro, tratou um cidadão respeitado e que em vida trabalhou incessante para deixar um legado moral e de grande valia para a História do Maranhão.

RESIDÊNCIA PALACIANA

O governador Flávio Dino fez de tudo para não ter o Palácio dos Leões como morada oficial.

Passou dez meses fora do teto palaciano, mas acabou curvando-se à realidade e aos ditames do cargo que ocupa.

Nesse tempo de espera, chegou à conclusão de que residir no Palácio dos Leões não significa usufruir de mordomia, mas é parte de um protocolo inerente a quem tem a incumbência de governar, ato que requer segurança e privacidade.

CANDIDATO A VEREADOR

O acadêmico Ivan Sarney decidiu repensar sua vida política e partidária.

No tocante à política, resolveu entregar-se novamente a ela e  reconquistar o mandato de vereador, que o povo de São Luis em duas eleições lhe deu.

Quanto à situação partidária, fez o que mandava a sua consciência: se desligou do PMDB, pelo qual concorreu à Câmara Municipal de São Luis.

Ivan estuda algumas propostas de filiação partidárias, mas uma lhe agrada bastante, a do PC do B.

CONTRATO DE PATROCÍNIO

Na semana passada, o superintendente do Sebrae/Ma, João Batista Martins,  e o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, bateram o martelo com respeito à assinatura do contrato de patrocínio.

De acordo com o documento, o Sebrae/Ma se compromete a repassar à AML recursos para  a produção de quatro edições de uma revista com matérias literárias, científicas e relativas ao empreendedorismo no Maranhão.

Pela primeira vez, o Sebrae realiza um projeto desse porte. Por ser  inédito, é visto com expectativa.

CANDIDATO DO GOVERNADOR

Se a Justiça Eleitoral anular a eleição de Roberto Rocha ao Senado, pelo acúmulo de irregularidades praticadas no processo de votação, e  determinar a realização de outro pleito, o governador Flávio Dino terá um comportamento político diferente.

Para substituir Roberto Rocha, o candidato de sua preferência é o  deputado Humberto Coutinho.

O atual presidente da Assembleia Legislativa é o político mais ligado ao governador e com o qual conversa assuntos que só ele é tem liberdade de aventar.

O ABSURDO DOS ABSURDOS

Por essa indignidade ninguém esperava: a demissão da superintendente do IPHAN do Maranhão, Kátia Bogéa.

Ela serviu de moeda de troca para satisfazer a voracidade do deputado Waldir Maranhão, na sua ambição de se apoderar dos cargos federais.

Não dá para entender como um governo se sujeita a atender um político que não pensa no melhor para o seu estado, mas apenas nos seus interesses mesquinhos.

Tirar Kátia do IPHAN é prejudicar São Luis no que a cidade tem de mais rico e precioso que é o seu patrimônio histórico, artístico e cultural.

PROTESTO DA ACADEMIA

A Academia Maranhense de Letras tomará posição e pretende estimular outras instituições culturais a fazerem o mesmo com relação à demissão de Kátia Bogéa do IPHAN.

Um documento de protesto será encaminhado às autoridades da República e às bancadas do Maranhão na Câmara de Deputados e no Senado Federal.

No documento, a revolta contra a exoneração de Kátia e a denúncia de que o cargo será usado para manipular os recursos do PAC das Cidades Históricas, que ela aplicava honestamente em prol da recuperação do nosso patrimônio cultural.

 

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MÉDICOS QUE MARCARAM A MINHA VIDA

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Tenho dívidas de gratidão com os médicos que ao longo da vida cuidaram de mim e possibilitaram ter com ela um bom e saudável convívio. Até hoje, por mérito desses profissionais, não passei por sobressaltos que me levassem a correr risco de vida.

Se uns me acompanharam na infância, outros me assistiram na juventude e na maturidade. A todos, portanto, só tenho palavras de agradecimento pelo modo e pelo tratamento que me dispensaram quando deles precisei para livrar-me ou curar-me de doenças eventuais ou episódicas, as quais, para minha felicidade, não me deixaram seqüelas nem ameaças de morte.

Desfruto de boa saúde e adoeço raramente, fato que atribuo aos médicos que me atenderam e fizeram de mim um ser humano sem motivo para se queixar da vida. Vanglorio-me de, como setentão, de estar em plena forma física e técnica, o que me permite praticar uma modalidade de esporte adequada à minha idade: o voleibol, ao lado de amigos de geração, como Mauro e Miguel Fecury, Zé Reinaldo Tavares, Cláudio Alemão, AzizTajra, Jaime Santana, Fabiano Vieira da Silva e outros menos votados.

Não à toa guardo o nome dos discípulos de Licurgo na memória e não olvido os cuidados e as atenções a mim dispensadas quando precisei de seus serviços. Mas, antes de citá-los nominalmente, neste Dia dos Médicos, que hoje se comemora, por dever de justiça, faço questão de homenagear os farmacêuticos que, no interior do estado, estribados na experiência e na devoção, substituem os médicos.

Não posso esquecer os farmacêuticos da minha cidade- Itapecuru, Orlando Mota, Dona Dedé e Ozanam Coelho, que quantas vidas prolongaram ou salvaram, sempre prestativos e prontos a atender aos mais necessitados.

No momento em que estas lembranças povoam a minha alma, vejo o meu  pai, Abdala, preocupado com a saúde do povo itapecuruense. Numa época em que a cidade ainda não contava com hospital ou centro médico,  contratou um profissional de Medicina para minimizar o sofrimento da população. Cláudio Moraes Rego (falecido na semana passada), contratado pela prefeitura, consultava os numerosos os doentes ali residentes, nos finais de semana.

Dizem que o primeiro médico a gente não esquece. Por isso, reporto-me com respeito, gratidão e veneração, ao saudoso e dedicado pediatra Odorico Amaral de Matos, o primeiro profissional a me consultar e nos primeiros meses de vida. Nascido em Itapecuru, no final da década de 1930, vim ao mundo por parto normal e assistido não por médico, mas pela conceituada parteira da cidade: Dona Agostinha, mulher que esbanjava habilidade e segurança na arte de receber as crianças ali geradas.

Ainda não havia completado um ano, quando fui atacado por uma brutal pneumonia. Esgotados os recursos locais, restava vir para São Luis e chegar a tempo de receber algum socorro médico. À época, transporte de Itapecuru para a capital só por via fluvial ou férrea. Nos braços de minha mãe, fiz a minha primeira viagem de trem. Após cinco horas de viagem noturna e sujeito às fagulhas do “Maria Fumaça”, chegamos a São Luis e ao amanhecer o dia já estava eu no consultório do Dr. Amaral de Matos.

Com os procedimentos médicos por ele tomados, a pneumonia em adiantada fase, logo cedeu e permitiu, gradativamente, que recuperasse os sinais considerados vitais à minha sobrevivência.

Anos depois, reencontro o Dr. Amaral de Matos em plena velhice, mas lúcido e ativo. Candidato à Academia Maranhense de Letras, dei o meu voto ao intelectual e poeta de valor, qualidades que tinha de sobra, mas desconhecidas pela projeção profissional que alcançou na pediatria brasileira.

Depois do Dr. Amaral de Matos, a vida, em sua permanente continuidade, proporcionou-me conhecer e a relacionar-me com outros médicos. Alguns já partiram para a eternidade, mas continuam no meu pensamento como figuras humanas e profissionais inesquecíveis, a exemplo dos clínicos generalistas Alfredo Duailibe e Paulo Pinheiro Bogéa, do cardiologista José Murad, do clínico especialista Antônio José Jorge Martins, do oftalmologista William Moreira Lima, do gastro João Maranhão Aires, do pneumologista José Quadros, do urologista Guilherme Macieira, e do radiologista Lourival Bogéa.

Desta safra, um se tornou meu médico sem eu ser portador de doença de origem coronariana: José Murad. Estudava no Colégio dos Maristas, eis que, numa bela manhã recreativa, de repente, desmaiei. Ao recobrar o sentido, estava do meu lado o cardiologista e amigo do meu pai, José Murad, auscultando-me e receitando-me.

Merece, também, registro especial a presença na lista do Dr.Guilherme Macieira, o único urologista da cidade e que atendia a rapaziada da minha geração e que, por mais cuidado que tivesse, não escapava de ser contaminada por doença venérea. Ele e o seu fiel escudeiro, um negro alto e forte, chamado Julião.

Quando esta geração de médicos saiu de cena, encontrei outro elenco de profissionais de tão boa qualidade quanto à anterior. Figuram nessa relação os seguintes profissionais: na cardiologia, Marcos Túlio Juliano e José Xavier Filho; na ortopedia, Luis Fernando Figueiredo e Sebastião Vieira, na neurologia, Osmir Sampaio; na urologia, Cálide Gomes; na oftalmologia, Afonso e Roberta Farias; na gastroentorologia, Luiz César Costa e Arnaldo Dominice; na otorrino, Eliane Buzar; na endocrinologia, Manuel dos Santos Faria.

Com este time enfrento e venço de goleada as adversidades no campo da saúde e a vida ser infinita enquanto durar.

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REFORMA DO SECRETARIADO

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O secretariado do governador Flávio Dino, em termos numéricos, iguala-se ao ministério da Presidente Dilma Roussef.

Se o primeiro escalão do Governo federal vem de passar por uma reforma, por analogia, o do Governo estadual provavelmente reduzirá de tamanho.

As secretarias da Mulher, da Igualdade Racial, da Juventude, e da Administração Penitenciária, de pouca expressão na estrutura administrativa estadual, poderão ser implodidas ou absorvidas por outras de maior porte.

DIA DO PRESIDIÁRIO

São as entidades produtivas que criam as datas comemorativas, para através delas o faturamento se impor em períodos de entre safra.

As datas em homenagem à mulher, pai, mãe, avó, a criança e estudante, pela tamanha divulgação nos meios de comunicação, viram produtos de consumo.

Quem lucra, também, com essas datas são os presidiários, que liberados para as comemorações em família, avocam o direito de não retornar ao lugar de origem.

MINISTRO E ALCÂNTARA

Se já era complicada a situação da Base de Alcântara, imaginar agora com a nomeação do novo ministro da Ciência e Tecnologia.

O deputado Celso Pansera, recém-nomeado para o cargo, provocado por um jornalista sobre o projeto de Alcântara, revelou a mais absoluta ignorância a respeito do assunto.

Acuado com a pergunta, disse apenas isto: “Acho necessário o domínio dessa tecnologia com países que complementem com aquilo que já temos de conhecimento”.

MARANHENSES NO MEDITERRÂNEO

Mais de 50 maranhenses se reúnem hoje em Barcelona.

A reunião não tem nenhum caráter político ou esportivo.

A cidade espanhola é o ponto de partida de uma viagem de navio pelas águas do Mediterrâneo.

Durante dez dias os maranhenses se desligarão da crise brasileira para pensar só em diversão em alto mar.

Lino Moreira e Fortunato Bandeira, com as respectivas esposas, participam dessa fantástica excursão marítima, que, em São Luis, foi organizada pela Agência Baluz.

VOLTA DE MARIA TERESA

Quando Maria Teresa Neves viajou para São Paulo, os familiares e amigos só pensavam vê-la de volta e feliz.

Com esse sentimento, numerosas preces e promessas foram feitas e com um só objetivo: o restabelecimento da saúde dela.

Após quarenta dias de tratamento em São Paulo, Maria Teresa retorna às origens, alegre, satisfeita e em plena recuperação.

Na semana passada, em sua residência, celebrou-se concorrida missa em ação de graças  pela nova vida que ganhou.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Um grupo jovem, todas as noites, percorre os espaços da Feira do Livro.

Com cartazes e panfletos, vocalizam mensagens em favor da recuperação e preservação do Centro Histórico.

Como na Praia Grande, não existem espaços reservados às necessidades fisiológicas, levantaram a bandeira de que “O Patrimônio Histórico não é penico”.

FEIRA DO LIVRO

Acaba hoje a XIX Feira do Livro, sob os auspícios da prefeitura de São Luis.

A cada ano, a Feira passa por um processo de esvaziamento e longe de repetir o sucesso dos primeiros anos.

O esvaziamento pode ser atribuído à crise na qual estamos atravessando. Mas não se deve descartar o fato de que grande parte da população de São Luis não dispõe de poder aquisitivo suficiente para alimentar um evento realizado anualmente.

A Fundação Municipal de Cultura, quem sabe, poderia transformar a Feira do Livro num evento bienal, como fazem São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

MARIA FIRMINA

Sempre que vem a São Luis – e como gosta desta cidade, a escritora e professora, Luíza Lobo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, palestra sobre a multifacetada obra do genial Sousândrade.

Desta vez, ela participa da Feira do Livro, mas focada na escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, sobre a qual profere conferência, hoje, às 15 horas, no Centro de Criatividade Odilo Costa, filho.

Como sempre faz quando vem ao Maranhão, Luiza Lobo visitou Guimarães, onde nasceram Sousândrade e Maria Firmina.

PECADO CAPITAL

Muitos cochichos na solenidade de inauguração da recuperação da antiga Fábrica Santa Amélia, por conta da ausência do prefeito Edivaldo Holanda.

Ninguém entende ou compreende a falta do prefeito num ato de extrema importância cultural, educacional e turística, que carrega consigo a marca da revitalização.

Prestigiar a restauração de um imóvel que, no passado, contribuiu para o progresso econômico e social de São Luis era o mínimo que o prefeito podia fazer por ela.

SEM CORRENTES

Quando começaram as obras de recuperação da antiga Fábrica Santa Amélia, o reitor da Universidade do Maranhão, Natalino Salgado, pediu às autoridades competentes que, por medida de segurança, o tráfego de veículos na Rua Cândido Ribeiro fosse proibido.

Agora, com o prédio recuperado e as obras cessadas, os moradores daquele espaço urbano querem que a circulação de veículos seja liberada o quanto antes.

Se depender do reitor Natalino Salgado essa liberação não acontecerá. Motivo: o trânsito de veículos afetará sobremodo a estrutura física em que se assenta o prédio recuperado.

VALOROSO MÉDICO

São Luis vai sentir saudades do médico Claudio Moraes Rego, que faleceu na semana passada.

Ele não era apenas um profissional devotado, mas um exemplo de cidadão honesto, íntegro e correto. Marcou presença em vários cargos públicos, nos quais deixou a marca de uma das famílias mais importantes do Maranhão: Moraes Rego.

Filho de grande médico e homem público exemplar, Dr. Genésio Rego, Cláudio seguiu os passos do pai.

CAMPELO NA FOLHA

Na condição de presidente do Conselho das Edições do Senado Federal, o maranhense Joaquim Campelo Marques, esteve em São Luis.

Participou da Feira do Livro e, como membro da Academia Maranhense de Letras, marcou presença na reunião daquele sodalício.

Campelo, na semana passada, mereceu página inteira da Folha de São Paulo ao relatar a luta que trava na Justiça contra a editora e os herdeiros do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.

BEM OU MALTIVI

O médico João Bemtivi é muito conhecido e bem quisto na cidade, especialmente no meio universitário, por ser bom professor e se entrosar harmoniosamente com a juventude.

Pelo que é, devia ter pensado duas vezes antes do cometimento do gesto que não combina com a sua personalidade.

A cidade inteira está a repudiar a impensada agressão verbal a um farmacêutico, que praticava um ato simples e que a profissão exige.

A insana atitude de Bemtivi pode lhe causar estrago na vida profissional, universitária e política.

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OUTUBRO DE 1965 E 2014: AS ELEIÇÕES DE SARNEY E FLÁVIO

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Outubro é um mês emblemático para os maranhenses. Nele, o registro de duas eleições importantes ao governo do Maranhão: do jovem, de 35 anos, José Sarney, e do advogado, de 46 anos, Flávio Dino. A de Sarney ocorreu a 3 de outubro de 1965, há 50 anos; a de Flávio, a 5 de outubro de 2014,  há um ano.

Não há registro na História do Maranhão de eleições tão auspiciosas e esperançosas como aquelas. A separá-las, além do tempo, alguns pontos que, sob os olhares de hoje, divergem ou convergem quando se levam em conta a legislação eleitoral, as organizações partidárias, os direitos à liberdade e à democracia e outros.

Com respeito à liberdade e à democracia, nas eleições de Sarney, em outubro de 1965, o país vivia sob os ditames do regime militar, que golpeara do poder o presidente João Goulart e instalara a ditadura do Executivo em detrimento do Legislativo e do Judiciário. Já, nas eleições de Flávio Dino, em outubro de 2014, o Brasil era outro e a nação desfrutava do direito de ir e vir e do pleno exercício da democracia.

No concernente à legislação eleitoral e os partidos políticos, tanto José Sarney como Flávio Dino, disputaram os cargos sob a égide do multipartidarismo. Enquanto Sarney concorre por um partido de índole conservadora, a UDN – União Democrática Nacional, Flávio vestia a camisa do Partido Comunista do Brasil, de formação socialista.

Mas existem outros pontos que merecem destaque no confronto Sarney x Dino: a estratégia de chegada ao poder, campanha eleitoral e discurso.

No tocante à ascensão ao poder, a estratégia foi idêntica: um e outro se lançaram candidatos ao governo do Estado com certa antecedência.  Em 1963, pensando na disputa à sucessão do governador Newton Bello, Sarney, em hábil e astuciosa manobra, convence o Partido Republicano e o Partido Trabalhista Nacional a pedirem ao Tribunal Regional Eleitoral o registro de sua candidatura a governador.

Em 2010, Flávio se lança candidato a governador, mas com o pensamento nas eleições de 2014. Enfrenta Roseana Sarney, sabendo que as chances de ganhá-la eram remotíssimas, mas concorre para adquirir experiência e se tornar conhecido em todo território estadual.

Quanto à campanha eleitoral, nada diferente. O alvo escolhido pelos dois candidatos foi o mesmo: a carcomida estrutura política vigente no Maranhão, atacada e responsabilizada pelos baixos índices econômicos e sociais aqui enraizados.

Com relação ao discurso, estavam em completa sintonia, pois vocalizaram e prometeram mudanças nos processos administrativos, nos costumes políticos e nas práticas e ações voltadas para o incremento do desenvolvimento econômico e do progresso social.  Sarney cumpriu rigorosamente essa tarefa. Até agora, nesse quesito, as ações tomadas por Flávio são tímidas e nada convincentes.

Se nos pontos acima, Sarney e Flávio ora divergem, ora convergem, no que se refere ao processo eleitoral e modo de votar, uma aguda discrepância marcou os pleitos de 1965 e de 2014. No de Sarney, o eleitorado compareceu às urnas com representação reduzida. Dos mais de 400 mil eleitores com presença no pleito de 1962, apenas 291.230 eleitores se habilitaram a votar em 1965.

Por que isso? Pela decisão do presidente da República, Castelo Branco, de realizar no Maranhão, a pedido das lideranças oposicionistas, o saneamento do eleitorado, sem o que as Oposições não poderiam pensar em derrotar o PSD. Para isso, a Justiça Eleitoral foi mobilizada para extirpar das folhas de votação os títulos eleitorais contaminados e causadores da desenfreada fraude que campeava no Estado inteiro, sob o beneplácito do Tribunal Regional Eleitoral.

Depois de quatro meses de intenso trabalho da Justiça Eleitoral, as Zonas Eleitorais foram saneadas e um novo processo de alistamento, votação e apuração veio à tona, que propiciou o direito de participar das eleições de outubro de 1965 sem risco ou ameaça de o voto ser desvirtuado.

Importa, também, dizer que em 1965 o eleitor votou sob o império da cédula eleitoral, aquela que trazia impressa os nomes dos candidatos registrados na Justiça Eleitoral. Nela, portanto, figuravam José Sarney, Antônio Costa Rodrigues e Renato Archer, lançados, respectivamente, pelas Oposições Coligadas (PSP, UDN, PR e PTN), Partido Democrata Cristão e Partido Trabalhista Brasileiro. Nas urnas, Sarney consegue o sufrágio de 112.062 eleitores, Costa Rodrigues, 68.560, e Renato, 36.103, resultado que deu a Sarney o direito de assumir o governo do Estado a 31 de janeiro de 1966.

Na época de Sarney, convém assinalar, as eleições majoritárias ainda não se processavam em dois turnos, e a contagem de votos fazia-se manualmente e pelos escrutinadores, requisitados pela Justiça Eleitoral, razão pela qual o resultado da sua eleição só foi divulgado vários dias depois.

A tecnologia e a internet – dos tempos de Flávio Dino, impulsionam a Justiça Eleitoral a criar a urna eletrônica para substituir a cédula eleitoral, que vigorava desde a década de 1950. Com este novo e revolucionário processo de votação, o resultado das eleições é imediato. Em questão de horas, o eleitorado toma conhecimento do que aconteceu no dia da votação e do desempenho de seu candidato.

Através, portanto, dessa avançada ferramenta tecnológica, o Maranhão todo, três horas após a realização do pleito de 5 de outubro de 2014, passou a  saber que dos seis candidatos ao Governo do Estado,  Flávio Dino, o vencedor, conquistou 1.876.705 votos, Lobão Filho, 995.168, Pedrosa, 33.749, Saulo Arcangeli, 27.304, Zé Luis Lago, 17.650, Professor Josivaldo, 3.574.

 

 

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MÉRITO ODONTOLÓGICO

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O professor doutor Antônio José Ferreira Filho foi homenageado em São Paulo com a honraria Cruz do Mérito Odontológico, que lhe foi conferida pelo Conselho de Ciência Brasileira aos especialistas da odontologia brasileira.

Identificado e reconhecido como competente e responsável cirurgião buco-maxila-facial, com atuação profissional em São Luis, Dr. Antônio José recebeu a honraria dia 25 de setembro, em solenidade realizada no Circolo Italiano, assistida pela esposa Sheila, o pai Antônio José Ferreira e Carmem Lúcia Ferreira.

FAMOSO CABELEIREIRO

Passou o último final de semana no Maranhão, o famoso cabeleireiro paulista, Wanderley Nunes.

No voo São Paulo-São Luis, Solange e Benedito Buzar tiveram o prazer de revê-lo e saber o motivo de sua rápida visita: fazer um ensaio fotográfico nos Lençóis Maranhenses para uma revista de grife.

Solange é cliente de Wanderley em São Paulo.

UNIVERSIDADE DE COLUMBIA

Um das mais importantes universidades dos Estados Unidos recebeu, na semana passada, a visita de dois maranhenses.

Mauro e Fecury e Benedito Buzar estavam em Nova York e fizeram questão de conhecer a Universidade de Columbia, onde estudam jovens do mundo inteiro.

Para Mauro, a visita àquela instituição universitária, foi extremamente positiva, pois trouxe de lá experiências que pretende introduzir nos estabelecimentos que mantém em São Luis, Brasília, Belém, Imperatriz e Teresina.

ASSESSORA DE ELISANE

A deputada Elisiane Gama está arrumando uma categorizada assessoria, para ajudá-la a conquistar o cargo de prefeita de São Luis, nas eleições de 2016.

Um assessor de reconhecida competência política, jurídica e administrativa integra o grupo que vai organizar a sua campanha e, se eleita, participar da gestão municipal.

O procurador Waldene Caminha, que respondia pela direção da Fundação da Memória Republicana, pediu o boné para engajar-se exclusivamente ao projeto de Elisiane.

DEM DE FIALHO

De fato quem vai comandar o DEM no Maranhão é o engenheiro Fernando Fialho.

Com o projeto para nas próximas eleições ser candidato a deputado federal, Fernando já se escora no partido que esteve sob a direção de Clóvis Fecury, pelo qual disputou várias eleições.

Por falar em Clóvis, ele e a esposa, Karla, passam temporada de três meses na Flórida, para aperfeiçoar a língua inglesa.

MAIS HOMENAGEM

De homenagem, o poeta maranhense, Ferreira Gullar não pode se queixar.

Em 2015, completou  85 anos de vida, por isso, tem sido, no Rio de Janeiro, alvo de muitas homenagens.

O Sesc, da Cidade Mravilhosa, associou-se às festividades pela nova idade do poeta, com o projeto “Ferreira Gullar, porque a vida não basta”, preparado e recheado de manifestações de música, teatro e literatura.

CASA CULTURAL

A escritora Arlete Machado realizou um evento especial para comemorar os 80 anos do marido e poeta Nauro Machado.

Na noite de sexta-feira passada, convidou amigos e admiradores de Nauro para o lançamento de seu mais recente livro: O baldio som de Deus.

O evento ocorreu na bela e antiga residência da família Nogueira da Cruz, na Rua dos Prazeres, literalmente recuperada para guardar, conservar e expor toda a produção intelectual do marido, do filho e dela.

Como grande incentivadora da cultura maranhense quer, também, que no imóvel se realizem atividades artísticas e literárias.

FEIRA DO LIVRO

Pelo quarto ano, a Academia Maranhense de Letras participa da Feira do Livro de São Luis.

O stand da AML, referência bibliográfica de autores maranhenses, preparou-se para apresentar ao leitor um catálogo de primeira linha.

Novamente o Instituto GEIA escolheu o stand da Academia Maranhense de Letras para apresentar os seus renomados títulos.

HOLANDESES NO MARANHÃO

A exposição sobre a vida e a obra do professor Mário Meireles, apresentada na Universidade Federal do Maranhão, por ocasião do evento comemorativo de 100 anos de seu nascimento, será vista na Feira do Livro.

Também, em homenagem ao ilustre historiador, o livro de sua autoria, Holandeses no Maranhão, editado pelo GEIA será relançado.

A primeira edição da obra data de 1991 e publicada pela Universidade Federal do Maranhão.

PROPOSTAS DE AÇÃO

Pela primeira vez, um secretário da Cultura solicita à Academia Maranhense de Letras um Plano de Ação.

Desafiada, a Casa de Antônio Lobo se articulou, preparou e esta semana entrega o documento ao Dr. Filipe Camarão.

O documento contém 25 propostas de alto nível.

LIVRO DE GABRIEL

Na semana passada, o jovem Gabriel Andrade fez a sua estréia no mundo literário.

A Livraria Leitura foi o palco do lançamento do livro “O contrário é sempre o mesmo”, que contou com grande número de admiradores do autor e de apreciadores da poesia de boa qualidade.

Gabriel, que desde cedo se dedicou à prática do tênis de quadra, revela-se agora não um poeta precoce, mas um talentoso intelectual e em plena ascendência.

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DO DOUGLAS DC-3 AOS BOEINGS 777-300

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Eu e Solange acabamos de regressar de uma viagem a São Paulo, de onde partimos para Nova York num Boeing 777-300, da American Air Line. Por vivermos tempos de avanços científicos e tecnológicos, viajamos em sofisticadas aeronaves, dessas que nos levam em curto período aos mais distantes lugares do universo.

Nessa longa trajetória aérea, realizada em duas etapas, uma nacional e outra internacional, tive tempo de sobra para fazer um exercício comparativo de minhas primeiras viagens, realizadas nos anos 1950 e 1960, com as da década de 1970 em diante, que marcaram uma nova e auspiciosa fase no setor do transporte aéreo.

Como viajei em aeronaves bi motores, turbo hélices e movidas a jato, que correspondem a momentos marcantes da história da aviação comercial, posso dizer, sem medo de incorrer em erros, que a olho nu são evidentes e gritantes as diferenças entre os equipamentos que operaram no passado e os que hoje cruzam os céus mundiais.

Basta citarmos quesitos tipo velocidade, eficiência, conforto, segurança e espaço, para se dimensionar como a tecnologia se encarregou de separar, de modo visível e forte, três gerações de aviões, em que cada uma prestou serviços compatíveis com os métodos de trabalho da época e balizou comportamento próprio nas relações entre passageiros, tripulantes e comandantes de vôos.

Com base na máxima de que a primeira vez a gente não esquece, afirmo que no começo de 1959 tive o prazer de viajar de avião, num modelo Douglas DC-3, que prestava serviços às empresas Condor, Real-Aerovias, NAB- Navegação Aérea Brasileira e Loid Aéreo. Neles, os passageiros de São Luis viajavam para outras cidades brasileiras, com predominância para o Rio de Janeiro, então capital da República.

Viajei para a Cidade Maravilhosa, a fim de preparar-me a ingressar no curso superior, nas asas da Real- Aerovias, com passagem comprada com 50 % de abatimento e utilizando a carteira do deputado federal, Líster Caldas, no qual o meu pai, Abdala Buzar, carregava de votos. Naquela época, cometia-se esse tipo de abuso, que o regime militar acabou.

O Douglas DC-3 tinha a capacidade de transportar não mais do que 30 passageiros. O avião decolava de um simulacro de aeroporto e deixava São Luis nas primeiras horas da manhã, operava em dias alternados, e pousava no Galeão, Rio de Janeiro, ao final da tarde. Vôo direto, nem pensar, pois as aeronaves não tinham autonomia para isso. Até chegar ao destino final, o avião escalava em cinco ou seis aeroportos, por exemplo, Carolina, Parnaíba, Fortaleza, Ilhéus, Bom Jesus da Lapa e Salvador. Neles, se abasteciam de combustível e os passageiros obrigavam-se a descer para almoçar ou lanchar, por conta das companhias. A tripulação era a mínima possível e formada de mulheres, chamadas aero moças, que nem sempre apresentavam essa aparência.

Nenhum passageiro, fosse homem ou mulher, viajava de maneira inadequada como nos dias de hoje. Voar de avião era tão importante que os homens não relaxavam o terno completo e as mulheres apresentavam-se vestidas com roupas da moda e bem embelezadas. Ninguém viajava de chinelo, sandália, camiseta, bermuda e coisas que tais, como nos dias correntes. Fumar, contudo, paradoxalmente, permitia-se.

A partir dos anos 1970, o transporte aéreo ingressa em tempos de significativa transformação tecnológica. Os Douglas DC-3, com apenas dois motores, cedem lugar a aeronaves mais possantes, rápidas, seguras e espaçosas, movidas a quatro motores ou a turbo hélices, que invadiram o mercado aeronáutico com os nomes de Constellation, Caravelle, Viscount, Hirondelle, que prestavam serviços a novas companhias aéreas: Panair do Brasil, Cruzeiro do Sul, Varig, Vasp,Paraense, Sadia, depois Transbrasil, todas com presença em São Luis.

Nesses aviões também viajei com freqüência e o tempo de voo até o Rio de Janeiro já não se fazia tão longo como nos Douglas DC-3, graças à supressão das escalas no interior, substituídas pelas capitais dos estados. A Cruzeiro do Sul, por exemplo, antes de pousar no Rio de Janeiro, parava em Fortaleza, Recife e Salvador. A Panair do Brasil, na qual o deputado Renato Archer gozava de muito prestígio, era a única companhia que fazia voo direto São Luis-Rio de Janeiro e vice-versa. Decolava da Cidade Maravilhosa à meia-noite e amanhecia aqui às 6:00 horas.  A Vasp tinha como final de linha São Paulo, pois era empresa majoritariamente formada com recursos do governo paulista. A Transbrasil e a Varig também operavam em nossa capital, conduzindo passageiros para Brasília, a nova capital e ao sudeste do país. Os Hirondeles pertenciam a um grupo paraense, mas teve pouco tempo de vida, pois não conseguiu recuperar-se de um desastre, que ceifou muitas vidas.

Com vôos mais curtos, os almoços e jantares passaram a ser servidos a bordo, com cardápios caprichados e servidos em pratos de louças, guardanapos finos, talheres de metal, copos de vidros e adequados ao gosto do consumidor, com direito a beber refrigerantes, sucos, cervejas, uísque, gim, conhaque e similares, a custo zero para os passageiros, que bebiam à vontade e muitas vezes causavam cenas constrangedoras. Por isso, foram eliminadas e substituídas por bebidas leves e com dinheiro na frente. Isto, um absurdo.

A partir do acidente com o Caravelle, da Cruzeiro do Sul, em 1973, ocorrido durante o pouso, no aeroporto do Tirirical, em São Luis, quando passageiros, tripulantes e comandantes perderam as vidas,  salvo melhor juízo, as companhias aéreas, por medida de segurança, proibiram o consumo de cigarro a bordo. A tragédia não teve nada a ver com o fumo.

Não demorou muito para uma nova revolução se instalar no setor do transporte aéreo mundial. Surgiram os jatos – Boeings, Airbus, Douglas DC-10, MD-11, Ilyshin, Lockheeed e outros, que deixaram para trás os turbo hélices e os quadrimotores. Mais confortáveis, ligeiros, amplos e seguros se impuseram no mercado aéreo. Viagens de longas horas encurtaram-se para felicidade do passageiro. Para o Rio de Janeiro ou São Paulo, em voo direto, três horas de duração. Em cinco horas, com escalas, através da TAM, Gol e Azul.

Mas se é verdade que os aviões a jato criaram condições excepcionais para a gente conhecer novas cidades, chegar a países distantes e atravessar continentes, não é falso dizer que a empresas aéreas (nacionais) desprezaram coisas que as antecessoras praticavam de bom grado e que ficaram na memória de quem viveu aqueles tempos e usufruiu daquelas viagens, nas quais sanduíches frios e de péssima qualidade não tinham vez e gente com roupa suja, de calção, despenteada e portadora de mau cheiro, viajasse a bordo e ao lado de pessoas que procuram se cuidar e estar de bem com a vida.

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