SÃO LUIS 31 DE JANEIRO DE 1965

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SÃO LUIS – SEGUNDA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 1966.

BENEDITO BUZAR

Permita-me o leitor fazer de conta que hoje não é domingo, mas segunda-feira, 31 de janeiro de 1966.  Feito isto, imagino que estou em São Luis e assistindo um dia memorável. Pela minha memória, desfilam atos, fatos e acontecimentos ocorridos há 50 anos e que não consigo esquecê-los porque foram marcantes e radiosos em relação ao futuro.

Foi um dia diferente, que o povo esperava ver e dele participar, tal como na campanha eleitoral, quando abraçou de modo empolgante a candidatura de um jovem político, que prometeu nas praças públicas, fazer mudanças, trazer o progresso e ser o representante de uma coletividade ansiosa por tempos melhores e de novas oportunidades de  vida.

Para 31 de janeiro de 1966 não ser esquecido e ficar marcado na História do Maranhão, uma vasta programação foi caprichosamente organizada para que todos compartilhassem de uma festa que não pertencia a um partido ou uma facção política, mas foi o resultado de uma mobilização popular que levou José Sarney ao poder.

Dias antes daquela memorável data, os jornais da cidade conclamavam o povo maranhense para não deixar de participar da posse de Sarney e de Dino, os quais proclamaram em toda a campanha que a vitória deles levaria o povo ao governo.

Para que a participação da população fosse irrestrita, as classes produtoras emitiram nota pública em que assumiram o compromisso de não funcionar nesse dia tão auspicioso.

De acordo com a programação, as festividades começaram rigorosamente no primeiro minuto do dia 31 de janeiro, com a cidade acordada por intensas salvas de foguetes. Após essa alvorada pirotécnica, às 9 horas, na Igreja da Sé, veio a missa campal, celebrada com toda a pompa, pelo Arcebispo Metropolitano, Dom João José Mota e Albuquerque, com a participação do Coral do Maranhão.  Por causa da chuva que desabou sobre a cidade, a missa não foi campal, mas celebrada dentro da igreja.

Às 11 horas, dois eventos se realizaram simultaneamente: nos cinemas, exibições de filmes de longa metragem; no estádio Santa Isabel, torneio futebolístico entre os principais times da cidade. Enquanto esperavam o momento mais importante do dia, ou seja, a posse na Assembleia Legisllativa, e a transmissão do cargo, a céu aberto, um lauto banquete foi oferecido às autoridades e convidados, às 13 horas, no Clube Jaguarema.

Depois desse rega-bofe, iniciava-se a programação mais importante do evento político. O relógio do Largo do Carmo marcava 16 horas quando José Sarney e Antônio Dino chegaram à Biblioteca Pública (o prédio da Assembleia Legislativa, na Rua do Egito, estava em obras) e ingressaram no improvisado plenário da Casa do Povo, depois de passarem em revista as tropas militares ali posicionadas e comandadas pelo coronel Riod Ayoub Jorge.

A sessão, muito concorrida, presidida pelo deputado caxiense, Aldenir Silva, não foi longa e sem a ocorrência de imprevistos. Dentro do tempo programado, os eleitos prestaram o juramento oficial e prometeram seguir os ditames das leis e das Constituições. Além de José Sarney, discursaram os líderes do novo Governo e da velha Oposição. Foram orações breves e protocolares.

Encerrada a solenidade e já investidos nos cargos de governador e de  vice, com os familiares, convidados, políticos e o povo, seguiram a pé da Praça do Panteon à Avenida Pedro II, palco devidamente preparado para a transmissão do cargo. Ali, estava o vice-governador Alfredo Duailibe, com aquela serenidade que lhe é peculiar, para cumprir a tarefa a ele outorgada pelo governador Newton Bello, que, para não passar o cargo a Sarney, que o maltratara severamente na campanha eleitoral, renunciou ao governo três dias antes do mandato acabar.

Se o palanque foi pequeno para abrigar autoridades e convidados, o que dizer do local escolhido para um simbólico ato da mais alta significação política, onde uma compacta multidão se instalaria para aplaudir os novos detentores do poder? Todas as dependências da avenida estavam tomadas por gente vinda dos bairros e do interior do Estado, com a única finalidade: ver Sarney e Dino receber a faixa governamental e ouvir  o discurso do novo governador.

Sarney, como prometera, proferiu um discurso compatível com o seu talento intelectual, ao longo do qual fez questão de pontuar a herança recebida e ressaltar o que pretendia fazer para corresponder às expectativas da coletividade, que nas urnas destronou do poder uma estrutura política carcomida e responsável pelo atraso social e econômico do Maranhão.

Como em São Luis, naqueles idos, o carnaval começava no réveillon, realizaram-se eventos compatíveis com o momento em que a cidade vivia: os bailes carnavalescos. Para os convidados e autoridades, nos salões do Grêmio Lítero Português, cuja sede funcionava na Praça João Lisboa. Para o povo, os clubes populares abriram as portas para todos comemorarem data tão memorável e esperançosa. Sarney e Dino fizeram questão de marcar presença nos bailes, nos quais foram recebidos com alegria e emoção.

PRESENÇA DE GLAUBER

Quem veio a São Luis assistir e filmar a solenidade de posse de Sarney foi o jovem cineasta Glauber Rocha, que já se notabilizava no cenário cinematográfico brasileiro pelo seu trabalho inovador.

Glauber chegou até Sarney pelas mãos do produtor de cinema, Luis Carlos Barreto, que indicou o cineasta para fazer um documentário político sobre o Maranhão que o novo governador iria administrar e recuperá-lo.

Por conta disso, o cineasta filmou cenas incríveis no que tange à miséria e à pobreza reinante no estado e que serviram posteriormente para incluir no seu famoso longa metragem, “Terra em transe”.

GERAÇÃO DOS POETAS

A tônica dos discursos de José Sarney, na Assembleia Legislativa e na Avenida Pedro II era um só. A sua eleição representava a vitória política da geração dos poetas, que chegava ao poder com a garra da juventude e sem compromisso com o passado.

Aquela geração, também chamada de “Geração de 1945”, produziu uma safra de intelectuais do porte de Ferreira Gullar, Lago Burnett, Bandeira Tribuzi, Reginaldo Teles, José Bento Neves, Bello Parga, Carlos Madeira e tantos outros, que tiveram de migrar para outras plagas por lhes faltar oportunidade na terra natal.

MARQUÊS DE SAPUCAÍ

 

Os desfiles das escolas de samba, que se realizam no Rio de Janeiro, acontecem na Marquês de Sapucaí.

Essa figura humana, que deu o nome ao sambódromo, pouca gente sabe, teve participação importante em fatos ocorridos no Maranhão após as lutas pela independência do Brasil.

Com o nome de Cândido José de Araújo Viana, foi o quarto presidente do Maranhão, no primeiro reinado, e governou de janeiro de 1829 a outubro de 1931.

Em São Luis, o Marquês de Sapucaí mandou libertar o jornalista José Cândido de Moraes e Silva, pela sua participação nos embates travados entre nativos e portugueses, fato que o levou a ser bem visto pela população.

LOBÃO E FLÁVIO

Há quem ache o estilo de trabalho do governador Flávio Dino semelhante ao do ex-governador Edison Lobão.

Os dois têm em comum uma característica que salta aos olhos: chegam cedo ao trabalho e são os últimos a deixar o Palácio dos Leões.

Descobri mais fato que pode também aproximá-los: o slogan. Enquanto Lobão usava “O governador de todos”, Flávio optou pelo “Governo de todos”.

SARNEY E DINO

Para as solenidades de posse e transmissão de cargo dos eleitos, um tópico interessante se presta a ilações políticas, em termos de passado e presente.

Reporta-se ao convite, divulgado pelos jornais, para o povo maranhense  comparecer, no dia 31 de janeiro de 1966, na Avenida Pedro II, “ à posse de Sarney e Dino”.

Aquele Dino não era o governador Flávio, mas o vice de Sarney, o médico Antônio Dino.

SALVOU MARCELO

Era tida como certa a demissão do ex-deputado Marcelo Tavares da Casa Civil  após o regresso do governador Dino.

Mas o que aconteceu para a situação se reverter e Marcelo continuar no cargo que ocupa?

Resposta: a publicação do artigo do deputado José Reinaldo, tio de Marcelo, no qual fez considerações sobre o governo de Flávio, elogiado do ponto de vista operacional, mas criticado severamente na parte política.

Pela repercussão da matéria de Zé Reinaldo na opinião pública, o governador pensou duas vezes: manteve Marcelo no cargo, mas com outras atribuições.

FOGUETES NO AR

No governo Flávio Dino, está voltando o antigo costume de estourar  foguetes em regozijo à derrota ou revés imposto ao adversário político.

Recentemente, em dois momentos, foguetes foram para o ar e estouraram a valer por conta da demissão de ocupantes de cargos de primeiro escalão.

A primeira vez nas proximidades do Quartel da Polícia Militar, quando o comandante-geral da corporação foi exonerado do cargo.  A segunda, com a demissão da secretária do Turismo, Delma Andrade.

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SÓ QUANDO AS FLORES MURCHAREM

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O governador Flávio Dino tirou alguns dias para descansar, afinal, como qualquer ser humano, não é de ferro para enfrentar o rojão de uma tarefa árdua, pesada e que ao longo do dia não tem hora para acabar.

Como o seu relacionamento pessoal e institucional, até agora, é fraterno, cordial e respeitoso com o vice, transferiu o governo a Carlos Brandão, no exercício do qual, durante o período de ausência do titular, comportou-se à altura do cargo, sem querer brilhar ou passar por cima das atribuições que lhe competiam.

Com as energias recuperadas, o governador já retornou à labuta e investiu-se no cargo que comanda por expressa vontade do povo maranhense.

Numa viagem ao passado, será possível encontrar na vida política do Maranhão cena semelhante à protagonizada pelo governador Dino e pelo vice Brandão? Respondo: Sim, até porque desentendimentos entre o titular e o substituto só costumam acontecer após o cumprimento da primeira metade do mandato, ou seja, quando é dada a partida para o processo da sucessão ao governo estadual. Até antes desse marco temporal, tudo são flores, com os governantes voando em céu de brigadeiro e sem turbulência.

Na cena política maranhense, apenas uma vez o governador e o vice propiciaram cenas deselegantes e nada construtivas: nas eleições de outubro de 1955, em que os candidatos vitorinistas ao governo estadual, José de Mattos Carvalho e Alexandre Costa, enfrentaram e venceram os oposicionistas Hugo da Cunha Machado e Alexandre Collares Moreira, mas não assumiram os cargos que disputaram, na data estabelecida pela Constituição, devido às impugnações e contestações dos partidos adversários contra a fraude eleitoral, que campeou sem restrições nos municípios que faziam parte da famosa 41ª Zona Eleitoral.

Por decisão da Justiça Eleitoral, realizaram-se eleições suplementares e complementares naqueles municípios.  Por isso e pelo julgamento dos processos impetrados pelas Oposições Coligadas, os candidatos do PSD só foram empossados no governo em julho de 1957. Quando isso acontece, o quadro político maranhense era outro, uma vez que o vice, Alexandre Costa, rompera com o vitorinismo e se passara de aramas e bagagens para o lado oposicionista.

Distanciados e em rota de colisão, Mattos Carvalho e Alexandre Costa chegam ao poder, mas nos primeiros dias de trabalho, o governador, atendendo chamado de Vitorino Freire, viaja ao Rio de Janeiro, para tratar de assuntos administrativos.

Subestimando o poder de fogo do vice, Mattos Carvalho não transfere o cargo para Alexandre, no entendimento de que sua ausência de São Luis seria de poucos dias, portanto, não se obrigaria a tal cometimento, pois assim expressava a Constituição do Estado.

Sem perda de tempo, o vice surpreende o mundo político com a comunicação à Assembleia da acefalia do governo, que o leva a investir-se no cargo de governador e ocupar o Palácio dos Leões, no que é impedido por forças policiais, convocadas pelos governistas, sob o comando do secretário de Interior, Justiça e Segurança, Newton Bello.

Em revide, Alexandre, valendo-se das prerrogativas do cargo que supunha ter, monta o seu gabinete de trabalho na Assembleia Legislativa, de onde dispara vários decretos, dentre os quais o que demite Newton Bello do cargo que ocupa, mas este não toma conhecimento da demissão, publicada nos jornais da cidade, já que a Imprensa Oficial não cumpre a ordem do vice.

Para que aquela situação voltasse à normalidade, pois se demorasse poderia gerar uma intempestiva crise política, os vitorinistas mandam Mattos Carvalho tomar uma providência simples e urgente: cancelar os compromissos assumidos no Rio de Janeiro e embarcar no primeiro avião com destino a São Luis.

Foi o que fez com a mais precisa obediência. Bastou o governador botar os pés na cidade para o vice, Alexandre, recuar e reconhecer que, de fato e de direito, o poder não estava mais em suas mãos, mas sob o comando de Mattos Carvalho.

Excetuando-se este caso, não há registro no Maranhão de nenhum outro incidente entre governador e vice, ocorrido no limiar do mandato governamental.  Reza a nossa tradição política, que litígio entre o titular e o reserva só desabrocha quando as flores começam a murchar.

SE VIRA NOS QUINTOS

Uma nova forma de policiamento de rua está sendo vista em São Luis.

Grupos de policiais espalham-se estrategicamente na cidade e em locais mais sensíveis ao cometimento de crimes.

Antigamente, a população conheceu as famosas duplas, Cosme e Damião, que prestaram relevantes serviços à comunidade.

Os grupos de hoje, integrados por cinco policiais, já receberam nomes: Turma do Quinto ou Se vira nos Quintos.

POSSE DE ERICEIRA

Perdi a conta de solenidades de posse que assisti de diretores de órgãos e instituições públicas e privadas.

Mas nenhuma chegou perto da investidura da nova diretoria da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, presidida pelo advogado João Batista Ericeira.

Foi a mais descontraída e repleta de lances jocosos e imprevisíveis. O novo presidente da instituição, do começo ao fim, usou a verve e a criatividade para fugir da rotina protocolar e transformar a solenidade  numa reunião agradável e diferente, com a distribuição de tarefas à diretoria e prazos determinados para serem cumpridas à risca.

TURISMO E CULTURA

A atividade turística conquistou relevo na estrutura administrativa do Maranhão a partir do governo João Castelo (1979-1982), com a criação da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo.

No governo Luiz Rocha (1983-1987), o Turismo passa da administração direta para a indireta e surge a Maratur- Empresa Maranhense de Turismo.

No governo Edson Lobão, o Turismo vira secretaria de estado, por meio da qual o setor é priorizado como atividade econômica e fonte de renda para alavancar o processo de desenvolvimento estadual.

No governo Flávio Dino, o Turismo funde-se com a Cultura, fazendo com que a chamada “indústria sem chaminé” perca a sua característica econômica.

NAMORO ASSUMIDO

Foi no Rio de Janeiro e não em São Luis que o deputado José Reinaldo Tavares assumiu oficialmente o namoro com a engenheira Crisálida Rodrigues.

O ato de apresentação pública da namorada ocorreu no apartamento de Mauro Fecury, no evento comemorativo do aniversário do anfitrião, presenciado por numerosos convidados, maranhenses, na sua grande maioria.

A namorada de José Reinaldo é a atual secretaria de Minas e Energia do governo Flávio Dino, reconhecida como técnica competente, mulher elegante, de esmerada educação e de fino trato.

CAPITÃO DOS PORTOS

Vai deixar saudades o Capitão dos Portos, Marcos Tadashi Hamaoka, que passou boa temporada prestando relevantes serviços à Marinha do Brasil em São Luis.

Cidadão tratável e educado, facilmente entrosou-se com a sociedade maranhense, que viu nele um militar correto e cumpridor de seus deveres profissionais.

Conquistou a amizade de autoridades, empresários, intelectuais por marcar presença em eventos, nos quais fazia questão de se apresentar com o bonito uniforme branco da Armada brasileira.

A UNANIMIDADE DE FELIPE

Ao contrário de sua antecessora, Ester Marques, o substituto, Felipe Camarão, passou pouco tempo na secretaria da Cultura, mas o suficiente para construir amizades e se impor como articulado e capacitado homem público.

Arrumou a repartição, que estava à deriva, botou-a para funcionar e a fez merecedora de credibilidade e do respeito dos artistas e dos intelectuais da terra.

Há um lamento coletivo pela saída do jovem Felipe Camarão da secretaria da Cultura, onde deixou o nome marcado pelas inerentes qualidades morais e profissionais.

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O RANKING DOS ESTADOS

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A revista Veja, da semana passada, publicou matéria interessante, mostrando o novo ranking dos estados mais competitivos do Brasil, que permite avaliar o potencial de crescimento das unidades federativas e o desempenho dos gestores públicos.

O trabalho, elaborado por técnicos competentes, sustenta-se em indicadores das áreas de Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação e Solidez Fiscal, por meio dos quais foram apontados os estados brasileiros que oferecem melhores condições para fazer negócios e gestores públicos confiáveis e capazes.

Na avaliação dos 27 estados, o Maranhão não está no topo e nem na rabada do ranking. Ao lado do Ceará, ocupa o 18º lugar. Para quem sempre esteve atrás do Ceará, o fato de o Maranhão igualar-se em pontuação ao estado alencarino, induz que avançamos em áreas que até pouco tempo o desempenho maranhense era bem acanhado.

Nas áreas de Infraestrutura (energia, rodovias e telecomunicações), Segurança Pública (homicídios, roubos e mortes no trânsito) e Solidez Fiscal (endividamento público e investimento), o Maranhão não está entre os cinco estados melhores e nem entre os cinco piores.

O que nos faz corar de vergonha é a avaliação das áreas de Sustentabilidade Social (saúde, desigualdade e saneamento) e Educação (desempenho e taxa de abandono). Pasmem, ocupamos o quinto pior lugar na área de Sustentabilidade Social e o primeiro lugar na área de Educação.

Pelos resultados apontados, a competitividade ainda se concentra nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas agradáveis surpresas foram detectadas nas regiões Norte e Nordeste.

Por exemplo, na área de Infraestrutura, a Paraíba, o Ceará e o Maranhão, apresentaram bom desempenho quanto à cobertura da rede elétrica e a qualidade do serviço, a ponto de suplantarem os estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

No estudo comparativo dos estados brasileiros mais competitivos,  verificaram-se notáveis performances dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraíba e Maranhão.

Os três estados, nos últimos anos, foram os que mais cresceram do ponto de vista econômico no país, fato que não pode ser ignorado pelos que vivem a divulgar notícias infundadas sobre a situação do Maranhão, apontado como terra arrasada, dentre os quais o governador Flávio Dino que terá de mudar o seu pessimista discurso.

CIDADES DAQUI E DE LÁ

A minha recente viagem ao Rio Grande do Sul, especialmente à Serra Gaúcha, onde ficam as cidades de Gramado, Canela, Caxias, Bento Gonçalves, Garibaldi, Nova Petrópolis e Igrejinha, deixou-me estupefato diante do progresso daquelas urbes e do tratamento que recebem dos gestores municipais, empenhados em transformá-las em atrações turísticas.

Ao vê-las, todas vistosas, floridas, limpas, organizadas e ornamentadas, pensei imediatamente nas cidades maranhenses e fazer um cotejo entre estas e aquelas.

Se nas cidades gaúchas, é ostensivo o cuidado com o ordenamento urbanístico, a limpeza e a ornamentação, à base de plantas silvestres, nas maranhenses, o desprezo é visível às ruas e praças, sempre sujas, sem arborização e com buracos em profusão.

Se andar e passear naquelas urbes dá prazer e satisfação, o mesmo não se pode dizer de nossas cidades, literalmente inviáveis para o passeio público, pois são menosprezadas pelos administradores, que, insensíveis e despreparados, as tratam como se fossem cloacas.

TRATAMENTO PESSOAL

Fiz um grande esforço para encontrar um ponto referencial para ligar o Maranhão ao Rio Grande do Sul. Depois de muita procura, afinal, surgiu uma luz no fundo do túnel.

Diz respeito à maneira como tratamos as pessoas que nos cercam. Tanto aqui como lá, o cerimonioso você é abandonado e substituído pelo coloquial pronome tu.

Num país da dimensão continental do Brasil, só o Maranhão e o Rio Grande do Sul, localizados em longitudinais extremos, colonizados por povos diferentes, eles, por alemães e italianos, nós, por portugueses, se dão ao luxo de usar um tratamento diferenciado, em que o tu destruiu gramaticalmente o você.

EMPREENDEDOR E PREDADOR

Como sempre faz, o Sebrae  premiará os prefeitos do Maranhão que com projetos contribuíram para o desenvolvimento sócio-econômico do municipalismo.

Os selecionados receberão o Prêmio Empreendedor.

Como no Maranhão, os prefeitos são mais destruidores do que empreendedores, seria melhor que recebessem o Prêmio Predador, pelo modo como sabem destruir o patrimônio público.

LIVRO DE CAUSOS

Nos dias passados em São Luis, o ex-presidente José Sarney deu uma boa avançada no livro que prepara para lançar este ano.

São casos e causos vividos ou presenciados ao longo de sua trajetória política, ocorridos no Maranhão, Rio de Janeiro e Brasília.

O livro deverá contar com mais de 800 páginas, nas quais vão desfilar figuras públicas dos mais diferentes calibres e protagonistas de episódios jocosos.

ARTE E VIDA

Quem diz que a arte não imita a vida ou vice-versa, não sabe o que diz.

A novela “A regra do jogo”, produzida e veiculada pela TV Globo, tem algo a ver com a denúncia do ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Luis Antônio Pedrosa.

Na novela e na denúncia do advogado, tudo gira em função de ações realizadas em proveito de facções criminosas reais e fictícias.

SUPERINTENDENTE DO DENIT

Com a posse de Maurício Itapary na superintendência regional do DNIT, virou cinzas a celeuma em torno da sua indicação para o cargo que já assumiu.

A celeuma gerou-se sob o falso argumento de que cargo daquele porte só poderia ser exercido por pessoa identificada com a engenharia rodoviária. Pura balela.

Todo cargo público é considerado de confiança e cabe à autoridade competente nomear quem apresenta credenciais para dirigi-lo, como o jovem Maurício, dotado de suficiente capacidade para ocupá-lo.

Não é a primeira vez que tal fato ocorre no Maranhão. Quando o engenheiro Leônidas Caldas foi nomeado para comandar a Fundação SESP, celeuma idêntica foi levantada pelos servidores do órgão, mas morreu no nascedouro por falta de sustentação legal e política.

 

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CENTENÁRIOS ACADÊMICOS

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Este ano de 2016 é rico em matéria de efemérides acadêmicas. A Academia Maranhense de Letras, sempre atenta a eventos que lhe dizem respeito, organizará uma programação especial, para a comemoração de cinco centenários de intelectuais que dela fizeram parte e deixaram seus nomes perenizados.

São três centenários de nascimento e dois de falecimento. Na relação dos nascidos em 1016, Franklin de Oliveira, Pires de Saboya e Erasmo Dias. Dos falecidos há cem anos, Antônio Lobo e Vespasiano Ramos.

A primeira solenidade que a Academia Maranhense de Letras realizará para comemorar os que completariam em 2016 cem anos será a 12 de março. O homenageado é o poeta, crítico, ensaísta, jornalista e cronista José Ribamar de Oliveira Franklin de Oliveira, nascido em São Luís, mas cedo se mudou para o Rio de Janeiro, em cuja imprensa militou com brilho, nas revistas “O Cruzeiro”, “Cigarra”, “Letras e Artes” nas quais manteve seções que marcaram época, a exemplo de “Sete Dias”.

Em São Luis, teve, também, atuação na vida intelectual como integrante do Cenáculo Graça Aranha e da Academia Maranhense de Letras, nesta, ocupando a Cadeira nº 38, de Adelino Fontoura.

A política maranhense não deixou de seduzir Franklin de Oliveira. Em dois momentos,  deixou os afazeres profissionais no Rio de Janeiro, para tentar a sorte na vida pública. O primeiro, em 1950, quando aceitou o convite do senador Vitorino Freire para ser candidato a deputado federal pelo Partido Social Trabalhista. Entrou com toda a força na campanha eleitoral, mas as urnas não corresponderam à inovadora propaganda política, tentando convencer o eleitorado de ser o candidato mais preparado para representar o povo maranhense no Congresso Nacional. Além de derrotado, ainda ganhou o apelido de “Nome Nacional”, slogan musical que introduziu na campanha eleitoral para massificá-la e conquistar votos, mas em vão.

O segundo, em 1955, para participar de outra aventura política: impedir a eleição de seu patrão, Assis Chateaubriand, que derrotado na sua terra, Paraíba, negociou a compra do mandato de senador no Maranhão, provocando um pleito intempestivo em março de 1955.

Franklin de Oliveira e outros maranhenses, radicados no Rio de Janeiro, juntaram-se aos oposicionistas de São Luis para protestar contra uma barganha política, que resultou na renúncia do senador Antônio Bayma e do suplente Newton Bello. O escritor, que trabalhava nos Diários Associados, aceita concorrer ao cargo de suplente de senador, na chapa oposicionista, contra o patrão. Resultado: perdeu a eleição e o emprego na revista “ O Cruzeiro”.

A segunda solenidade será a 16 de abril, desta feita, para reverenciar e homenagear José Pires de Saboya Filho, nascido na cidade de Independência, Ceará. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Ceará, ingressou no jornalismo no “Unitário”, órgão dos Diários Associados. Em 1944, veio para São Luis, designado para dirigir os jornais O Imparcial e O Pacotilha. Professor da Faculdade de Direito, advogado do Banco do Brasil, exerceu em duas legislaturas o mandato de deputado federal. No governo Nunes Freire, ocupou o cargo de secretário de Interior e Justiça. Pelos seus trabalhos jornalísticos e literários, ingressou na Academia Maranhense de Letras, ocupando a Cadeira 39, que tem como patrono Augusto Olímpio Gomes de Castro.

O terceiro intelectual a merecer solenidade especial pelo centenário de nascimento é José Erasmo Dias, nascido em São Luis a 2 de junho de 2016. Com militância em vários jornais do Maranhão, brilhou em O Combate, na década de 1950, consagrando-se como extraordinário editorialista.  Ficou também famoso pelos discursos proferidos na Assembleia Legislativa, como suplente e integrante da bancada oposicionista. Chefe de gabinete do prefeito de São Luís, respondeu interinamente pelo cargo.

Com 16 anos começou a escrever seus primeiros versos. Como novelista, deixou uma obra prima: Maria Arcângela. A Academia Maranhense de Letras o recebeu de braços abertos em noite de gala.

Para reverenciar a memória dos que faleceram a cem anos, a AML realizará duas solenidades. Uma, em homenagem a Antônio Francisco Leal Lobo, nascido em São Luis a 4 de julho de 1870 e falecido na mesma cidade em 24 de junho de 1016.

Professor da Escola Normal e do Seminário das Mercês, diretor do Liceu Maranhense, da Instrução Pública e da Biblioteca Pública. Escritor, jornalista, com militância nos jornais O Pacotilha, A Tarde, Diário do Maranhão, Federalista, Revista Elegante e Revista do Norte, da qual foi fundador. Teve papel destacado na vida cultural de São Luis, como fundador da várias instituições, ressaltando-se a Academia Maranhense de Letras, da qual é patrono e ocupou a Cadeira nº 14. Deixou uma bibliografia vasta e de qualidade, pontificando “Da carteira de um neurastênico” e “Os novos atenienses”.

Na biografia de Antônio Lobo, o registro de sua morte por enforcamento na corrente de sua própria rede de dormir, em sua residência. As razões desse extremado gesto deram-se pela oposição que fazia ao governador Herculano Parga. Este, em revide, o perseguiu e restringiu suas atividades profissionais, demitindo-o da direção do Liceu Maranhense.

O segundo membro da Academia Maranhense de Letras a ser lembrado pelo seu falecimento, ocorrido em 26 de dezembro de 1916, o poeta de Caxias, Vespasiano Ramos. Deixou livro de poesia intitulado “Coisa Alguma”. O seu nome foi escolhido para patrono da Cadeira 32, fundada pela poetisa Mariana Luz.

 

O CRIME COMPENSA?

 

A revista Veja, todo final de ano, produz uma edição especial, intitulada Retrospectiva, na qual são pontuados pessoas, fatos, atos e acontecimentos que foram destaque no Brasil e no Mundo.

Na Retrospectiva de 2015, a surpreendente inclusão da ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, afastada do cargo por desviar recursos federais da área educacional, mas empregados criminosamente em proveito pessoal e superfluamente.

Essa conduta ilegal praticada por Lidiane mostra as duas faces de uma mesma moeda. Numa, o registro de sua prisão pela Polícia Federal e do mandato cassado pela Câmara Municipal de Bom Jardim. Noutra, a projeção de seu nome dentro e fora do Brasil e o destaque dado a ela pela revista de maior circulação no país.

 

GRAMADO: ONTEM E HOJE

 

Em 1985,  eu e Solange fizemos uma viagem turística ao Rio Grande do Sul, para conhecer a Serra Gaúcha e as cidades que dela fazem parte: Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Garibaldi e Nova Petrópolis.

Naquela época, Gramado começava a despontar e chamar a atenção do país pelo seu forte potencial turístico, assentado em dois pilares: o artesanato e a produção de chocolates. A cidade era ainda acanhada e com pouca movimentação para o turismo.

Trinta anos depois, retorno a Gramado para vê-la completamente alterada e modificada. Deixou de ser uma esperança e virou uma realidade no turismo nacional. Com um comércio forte e sofisticado, a cidade fez do Natal um grande produto turístico, que atrai gente de todas as partes do país e do estrangeiro. O evento, celebrado de novembro a meados de janeiro, é visto pelo viés cristão, mas impregnado do aspecto épico, mágico, artístico, enfim, festivo.

Dentre as várias manifestações dadas ao Natal, pelo povo gramadense, duas sobrelevam: o espetáculo “Eu sou Maria” e o Desfile de Natal. A primeira, o grande musical épico, com um elenco de mais de 200 artistas, entre atores e atrizes, cantores, sopranos, tenores, orquestra e bailarinos, ao vivo. A história vai do compromisso de Maria ao Anjo Gabriel, aceitando a missão de dar ao mundo a uma criança que mudou a vida da humanidade. A segunda, o Desfile de Natal,  um show que traduz o sentido mágico e alegre, com carros alegóricos, que contam musicalmente a trajetória da maior festa da cristandade.

 

HERÓI DA PÁTRIA

 

A presidente Dilma Roussef alterou uma lei e incluiu o nome de Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria.

Como Herói da Pátria, Brizola passa a figurar ao lado de duas dezenas de personalidades históricas, que prestaram relevantes serviços ao Brasil nos mais diferentes setores, dentre as quais Tiradentes, Zunbi dos Palmares, Santos Dumont, Dom Pedro, Anita Garibaldi, Heitor Villa Lobos, Getúlio Vargas.

O motivo que levou a presidente da República a fazer de Brizola Herói da Pátria, a sua atuação no episódio histórico que garantiu a posse do ex-presidente João Goulart, em 1961, no cargo de presidente da República, que os ministros militares tentaram impedir, mas recuaram diante do movimento de resistência, começado no Rio Grande do Sul, encabeçado pelo seu governador.

Brizola, na minha modesta opinião, não tinha essa bola toda para ser incluído nessa galeria de tão ilustres figuras. Basta ver o seu comportamento, no exercício do cargo de governador do Rio de Janeiro, quando foi o único a hipotecar solidariedade ao então presidente da República, Fernando Collor, que sofria um processo de impeachement, pelas ilegalidades praticadas em Brasília.

 

2015: MARCADO PELA SAUDADE

 

O ano de 2015 não foi nada bom quando a gente lembra que não conta mais com pessoas tão caras e que deixaram imensas saudades.

Eu, por exemplo, lamento a ausência de figuras amigas e fraternas, que marcaram a minha vida, a cidade onde viveram e o que construíram e fizeram em suas atividades profissionais.

Não posso esquecer José Mário Santos, Fernando Ferreira, Nivaldo Macieira, José Chagas, Ubiratan Teixeira, Nauro Machado, Hélio Maranhão, Paula Gaspar, Maria do Socorro Moura Silva, Teresa Murad, Helena Duailibe e minha irmã, Lisiane, que partiram do nosso convívio e deixaram um imenso vazio em nossa vida.

 

NEW YORK E NOVA IORQUE

 

O jornal Folha de São Paulo, da semana passada, informa que o governador paulista Geraldo Alckmin, compareceu a um almoço de confraternização de final de ano, quando foi abordado por um idoso, que, insistentemente, o convidava a viajar em sua companhia para Nova Iorque, onde ele é muito popular.

Intrigado com aquele inusitado convite, o governador pede a sua assessoria informações sobre o idoso e a cidade que deveria visitar.

Depois de algum tempo, a informação: o convite do idoso era para visitar não New York, mas a cidade maranhense de Nova Iorque, na fronteira com o Piauí.

Geraldo Alckmin prometeu ao idoso conhecer a cidade maranhense, onde desfruta de imensa popularidade.

 

FÓRMULA DO GOVERNADOR

 

Em artigo de sua lavra – “Só o diálogo salvará o Brasil”, publicado no jornal Folha de S.Paulo, o governador Flávio Dino afirma que a solução dos problemas brasileiros passa pela participação no processo político do PT e do PSDB, os dois maiores partidos do Brasil, fórmula que usou para ganhar as eleições de 2014 no Maranhão.

O poder parece não fazer bem ao governador Flávio Dino. Como pode defender uma tese de envergadura nacional, descartando a participação do PMDB, este, sim, bem ou mal, o maior partido do Brasil?

Quem deveria ser excluído desse pacto é o PT, agremiação partidária que conduziu o Brasil a um beco sem saída, com  a adoção de uma desenfreada política onde a corrupção foi imposta de cabo a rabo.

 

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AS PREVISÕES ALEATÓRIAS DE 2016

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No primeiro domingo de janeiro do ano passado, como mero divertimento jornalístico, ousei fazer algumas previsões aleatórias para 2015.

Jamais imaginei que um despretensioso exercício intelectual e sem maiores objetivos, a não ser distrair o leitor e de levá-lo a pensar em atos e fatos aleatórios, repercutissem com tamanha intensidade, até porque não saíram da sacola de nenhum mágico, não foram reveladas por figuras mediúnicas ou ditadas por qualquer bruxo ou feiticeiro.

Ainda que feitas sem o propósito do sensacionalismo, as previsões de 2015 foram vistas, comentadas e analisadas por numerosas pessoas. Algumas, as interpretaram tendenciosamente e as levaram para o deboche; outras, contudo, e felizmente, as acharam interessantes e cuidaram de reproduzi-las jocosamente.

Para atender aos que gostaram daquela inócua brincadeira, neste primeiro domingo de 2016, atrevo-me novamente a fazer incursões no campo do imaginário, não para depreciar ou ofender qualquer pessoa, mas simplesmente produzir algo inovador na imprensa de nossa terra, tão acanhada e sem inspiração para ousar.

Antes, porém, de enumerar as de 2016, faço um balanço bem sumário das que acertei e errei em 2015. Para minha satisfação,confesso, acertei bem mais do que errei. Eis os acertos: a ocorrência de mudança precoce na equipe do governador Flávio Dino, com a saída de José Reinaldo Tavares e Ester Marques, das secretarias de Minas e Energia e da Cultura; a não demolição da Casa de Veraneio de São Marcos e a duplicação do contingente da Polícia Militar; a devassa em órgãos da administração passada, priorizando a secretaria de Saúde; a recuperação administrativa e midiática do prefeito Edivaldo Holanda Junior; a continuidade do prestígio de José Sarney, mesmo sem mandato; a não participação da cantora Alcione, do Boi Barrica e do Bicho Terra nos eventos palacianos; a continuidade das ações perniciosas dos prefeitos municipais no desvio dos recursos públicos; a ausência de Flávio Dino das festas de PH; o desprezo pela recuperação do Centro Histórico; o sono interminável do relógio do Largo do Carmo; a permanência do Sampaio Correia na Série B do Campeonato Brasileiro; a desativação do setor da construção civil em São Luis; a precariedade de hospitais no atendimento à população. O que errei: a convocação de técnicos de administrações passadas para trabalhar no governo Flávio Dino; a demissão da secretária de Educação, Áurea Prazeres; e a nomeação de Gastão Vieira para um cargo importante do governo Dilma.

Dito isto, que venham as previsões aleatórias de 2016.

  • A Presidente Dilma Roussef só perderá o mandato, por meio de impeachement, se houver movimento popular das ruas.
  • O deputado Eduardo Cunha não vai se segurar na presidência da Câmara Federal. A sua saída do cargo, não implicará na automática assunção do 1º vice-presidente, o deputado maranhense Waldir Maranhão, portador de uma das fichas sujas mais polpudas do Congresso Nacional.
  • Haverá mudanças no secretariado do governador Flávio Dino, em função de desincompatibilização de cargos às eleições municipais.
  • O deputado Bira do Pindaré deixará a secretaria de Ciência Tecnologia, não para ser candidato a prefeito de São Luis, mas para liderar a bancada do Governo na Assembleia Legislativa.
  • O prefeito Edivaldo Holanda Júnior será reeleito prefeito de São Luis. Ninguém vai segurá-lo nas eleições deste ano.
  • O deputado Roberto Costa ainda não passou para o grupo do governador Flávio Dino porque o senador João Alberto acha que ele será eleito prefeito de Bacabal.
  • A deputada Eliziane Gama mais uma vez fica fora do processo das eleições majoritárias de São Luis. Motivo: é dispersiva, fala muito e age pouco.
  • O governador Flávio Dino aposta todas as fichas no futuro político de três auxiliares de primeiro escalão: Felipe Costa Camarão, secretário da Cultura, Duarte Junior, diretor do Procon, e Marcellus Ribeiro Alves, secretário de Fazenda.
  • Roseana Sarney perturbará este ano a vida de Flávio Dino. Será presença marcante no interior do Maranhão, ajudando e apoiando candidatos do PMDB às prefeituras municipais.
  • O que o secretariado do governador Flávio Dino mais aspira: seja menos centralizador.
  • Amigos de José Sarney e de José Reinaldo trabalharão bastante para a reconciliação de ambos, mas não será este ano que irão vê-los unidos.
  • O Conselho Nacional de Justiça vai agir com toda firmeza para apurar e punir os participantes de um grave caso que emergirá no Tribunal de Justiça.
  • Em duas cidades importantes do Maranhão, os atuais prefeitos não farão seus sucessores nas eleições deste ano. Serão derrotados impiedosamente.
  • A crise da economia brasileira, este ano mais agressiva, levará as empresas de construção civil do Maranhão, que atuam no projeto Minha Casa Minha Vida, a uma avassaladora quebradeira.
  • O número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo aumentará assustadoramente. Até um padre, sem deixar o ofício religioso, se unirá publicamente ao seu parceiro de anos de convívio.
  • Incrível, porém verdadeiro: quase todos os prefeitos, inobstante as péssimas gestões realizadas em suas comunas, serão reconduzidos aos cargos. O poder da corrupção falará mais alto nas eleições.
  • No campo da agiotagem, destaque para Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por Pacovan. Será mais uma vez preso, mas logo ganhará a liberdade.
  • O Sampaio Correia não deverá subir no ranking do futebol brasileiro. Continua disputando a série B.
  • No mercado de veículos motorizados, a fusão de empresas será inevitável. As que não se fundirem, não resistirão ao infortúnio.
  • O trecho da BR-135, entre São Luis e Bacabeira, não será concluída, apesar dos esforços dos políticos.

 

 

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