MARANHÃO: AME-O OU DEIXE-O

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Nada mais irritante do que ouvir de gente, supostamente culta, manifestações de hostilidade ou de desprezo ao Maranhão, como se fosse a terra mais desagradável do mundo e onde só acontecem coisas lamentáveis e incompatíveis com os tempos em que vivemos.

São manifestações absurdamente abomináveis, que chocam e devem ser repelidas pela falta de sustentação com a verdade e de sintonia com a realidade. A despeito de ser uma terra abençoada por Deus e bonita por natureza, carrega problemas econômicos e sociais crônicos, mas superados pela disponibilidade de recursos naturais, que, se bem aproveitados,  contribuirão para melhorar as condições de vida do nosso povo.

Quando ouço considerações desairosas sobre o Maranhão, como se aqui fosse o fim do mundo e o destino lhe reservasse apenas coisas desagradáveis e indesejáveis, reajo e não silencio diante de gritantes despautérios.

Para quem acha o Maranhão o pior Estado da Federação brasileira, nada melhor do que o conselho musical da dupla de compositores cearenses: ame-o ou deixe-o.

Apregoar patranhas de que o Maranhão não vai prá frente, é a terra do já teve, possui caveira de burro enterrada em seu solo, é fazer o jogo de quem tem interesse em macular a história do Maranhão, cuja trajetória, ao longo do tempo, alterna-se em ciclos de boa ou de má-fase, ditados, quase sempre, por circunstâncias independentes do povo maranhense.

Da fundação do Maranhão aos dias correntes, fácil constatar como os períodos de avançada prosperidade e os de abjeta pobreza se revezavam. O século XIX, por exemplo, apontado como esplendoroso, pela sua pujança econômica, monopolizada pelos produtores rurais, deixava muito a desejar.

Jornais que circulavam naquele tempo, como O Observador, edição de 7 de dezembro de 1849, em editorial, com  o título “Decadência e Desmoralização do Maranhão”, enfatizava: “Ninguém acreditará que o Maranhão, outrora, das mais importantes províncias do Império, esteja reduzido a esse tão deplorável estado de miséria e de desmoralização em que hoje o temos.

“Seus habitantes viviam congraçados como membros de uma só família, e tinham grande fama de hospitaleiros, generosos, justiceiros, moralizados, religiosos e obedientes às leis e às autoridades constituídas. Preferiam o trabalho à carreira dos empregos públicos; desconheciam as intrigas políticas, a intolerância, as cabalas eleitorais, as atas falsas, o patronato e a prostituição do poder.

“Os nossos juízes e tribunais eram apontados como símbolo da justiça e da retidão.

“Tínhamos um comércio, quer de importação, quer de exportação, bastante considerável; muitas embarcações de cabotagem e de longo curso, nacionais e estrangeiras.

“A moeda girava em nossa praça em profusão. A lavoura prosperava cada vez mais. Não lhe pesavam tantos impostos. Muita boa fé reinava nas transações mercantis.

E conclui: “O Maranhão era em suma uma terra em que se podia habitar, onde se ganhava facilmente a vida, onde se punia o crime, onde se guardava todo o respeito para com as leis, e as autoridades, para com a liberdade, a honra, a propriedade e seguranças individuais, e para com o exercício dos direitos políticos.

No mesmo editorial, o jornal ainda pedia explicações sobre a situação pela qual o Maranhão atravessava: “O que é feito desse estado de civilização, desse estado florescente e feliz em que vivíamos? Converteu-se em um estado de barbaridade, de desmoralização e de miséria.

“Com efeito, o povo maranhense vive hoje dividido em diversos grupos, que se hostilizam reciprocamente, e de uma maneira pouco conforme o espírito de civilização.

“Não se indaga se um candidato a um emprego tem ou não habilitações para ocupá-lo. O quer se quer dele é saber se pertence ao lado do Governo, se lhe pode servir de instrumento, se é protegido por um parente, amigo íntimo ou pessoa de influência local e eleitoral.

“A liberdade do voto consiste na completa exclusão dos contrários por meio de coações, medidas de terror ou por meio de cacetadas, pedradas, facadas, tiros, empregos de força pública, ameaças, prisões e processos por crimes imaginários.

“A administração da Justiça está em miserável estado. Um indivíduo comete um crime qualquer, introduz moeda falsa, reduz à escravidão pessoa livre, ataca a honra de alguém, fica impune ou é absolvido, desde que tenha fortuna, representação social, ou membro deste ou daquele partido, instrumento do Governo.

“A imprensa acha-se no maior desregramento possível. Prega-se abertamente a revolta, a carnificina e o saque, sem que a autoridade incompetente com isso se importe; os fatos da vida privada são trazidos à luz da publicidade e nem se respeita a moral pública, as convicções e o crédito alheio.

ADESÃO Á INDEPENDÊNCIA

Até pouco tempo, 28 de julho, dia da Adesão do Maranhão à Independência, era celebrado com um singelo ponto facultativo.

Veio o Governador Flávio Dino, num gesto louvável e de profundo arrebatamento patriótico, transforma o ponto facultativo em feriado estadual.

Resultado: a efeméride maranhense passa a ser comemorada em dose dupla. Na quinta-feira foi comemorado pela iniciativa privada; na sexta-feira, pelo poder público.

PREFEITO DO RIO E DE SÃO LUIS

Foi preciso que as Olimpíadas chegassem ao Brasil, para se saber que há uma gritante diferença entre os prefeitos do Rio de Janeiro e de São Luis.

O carioca, Eduardo Paes, peca por falar em demasia e desnecessariamente.

O ludovicense, Edivaldo Holanda Junior, peca por falar pouco e raramente.

JÚLIO NORONHA

O empresário e boa gente, Júlio Noronha, há mais de três estava ausente  de São Luis.

Como bom filho, retorna à casa paterna e disposto a retomar a atividade produtiva, mas longe da compra e venda de carros.

Por hora, estuda o mercado e ver onde poderá pisar e com os dois pés.

COMUNAS EM PROFUSÃO

Li num jornal que o PC do B, partido do governador Flávio Dino, disputará as eleições em todos os municípios.

Nunca em tempo algum se viu tanto comunista no Maranhão como agora.

Até pouco tempo, aqui, só duas figuras humanas eram reconhecidamente comunistas: Maria Aragão e William Moreira Lima.

Como os comunas maranhenses eram poucos, o regime militar, em 1964,  achou que eu e Sálvio Dino representávamos o credo vermelho no Maranhão e cassou os nossos mandatos de deputados estaduais..

TORÇO POR BIRA

Torço com todas as minhas forças para o deputado Bira do Pindaré ser candidato a prefeito de São Luis.

A minha torcida não é para vê-lo eleito, mas convencê-lo de que, jamais, em qualquer outra eleição, conseguirá a extraordinária votação obtida para senador, em 2006.

O eleitorado por não quere votar em Castelo e Cafeteira, em protesto e falta de opção, descarregou a votação em Bira.

A partir de então, meteu na cabeça que é líder político em São Luis.

FESTA DE ALCIONE

A cantora Alcione ao saber que um sobrinho, maranhense de São Luis, como ela, estava no Rio de Janeiro, resolveu homenageá-lo.

Trata-se de Wilson Nazareth, sargento da Força Nacional de Segurança, ora prestando serviços no Parque Olímpico.

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ELEIÇÕES NO MARANHÃO A CACETE

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Novamente lanço mão do livro do professor Jerônimo de Viveiros – Dois Estudos Históricos, que comenta as eleições realizadas no Maranhão, no período imperial, sob os eflúvios da violência, fraude, corrupção e desmandos.

As ações políticas nada democráticas, praticadas, naquela época, pelos partidos que se alternavam no poder, Moderados ou Cabanos e Exaltados ou Bem-te-vis, não cessaram com o fim da Monarquia. Invadiram os novos tempos da República e se impuseram através das atas falsas, gastanças dos recursos públicos, perseguições, prisões e afrontas à legislação.

Pela leitura do trabalho de Viveiros, conclui-se que tamanhas irregularidades, usadas abusivamente no curso do processo eleitoral, chegaram até os dias recentes, com os mesmos requintes e objetivos, porque facilitavam a tomada do poder e a manutenção do mandonismo e do clientelismo.

No Maranhão, por exemplo, proclamada a República, com relação aos partidos, pouco mudaram, apenas trocaram de nome. Quanto às chefias políticas, migraram das mãos de Gomes de Castro e de Silva Maia para as de Benedito Leite e Urbano Santos, substituídos depois por Magalhães de Almeida e Marcelino Machado, os quais, mutatis mutandis, mantiveram o figurino das eleições do regime monárquico.

Vitorino Freire, que sucedeu àquele elenco de atores políticos, pouco fez para modificar esse quadro. No seu reinando maranhense, continuou aplicando a fórmula dos Moderados e Exaltados, segundo a qual em eleição o feio é perder. Em nome disso, haja fraude, violência e corrupção.

Essa situação só veio a assumir novos contornos, ainda que timidamente, na segunda metade da década de 1960, quando a Justiça Eleitoral realizou uma revisão nos municípios, com vistas a expurgar das folhas de votação os milhares de eleitores fantasmas e ilegais.

Incorre, porém, em clamoroso equívoco quem pensa que depois dessa assepsia eleitoral, as irregularidades embutidas no processo eleitoral, sumiram do nosso cenário político. Continuaram e só diminuíram de intensidade e abrangência com os avanços tecnológicos, que possibilitaram a introdução no país da urna eletrônica, cuja contribuição à pureza do voto, tem sido inegável e impedido que métodos e práticas de um passado histórico, cujas eleições se faziam sob o ritmo dos cacetes.

Não à toa, figuras excelsas da intelectualidade maranhense, como João Lisboa, Sotero dos Reis e Cândido Mendes, através dos jornais do século XIX, mostraram e condenaram as ações dos políticos e dos partidos, que, na ânsia de conquistarem e se manterem no poder, esmeravam-se na arte de adulterar o processo eleitoral.

Vejamos o que escreveu João Lisboa, sobre a compra de voto: “Quanto aos fundos públicos, eram sacrificados, em vésperas de eleições, em compra de casas, em contratos lesivos de todo o gênero, para se acarear o voto deste ou daquele influente no interior, e, não só isso, que no negócio também lucrava certa conhecida influência na Capital, que mediante tais contratos, habilitava os seus devedores para lhes fazerem pagamentos.”  Sotero dos Reis, por sua vez, revelou: “As eleições, eterno pomo de discórdia, já não é possível fazê-las entre nós, de modo que exprimam verdade de qualidade alguma (tanta a corrupção e a imoralidade!), e, portanto, não vale a pena ter combate a todo o transe de uma guerra sem quartel. Aí está esta última miséria, que nos deixa ficar em falta. Quem quiser saber o que é traição, falsidade, má-fé, trapaça, torpezas, asquerosidade, infâmia, mire-se neste espelho e terá o desengano. Em vista desta Babilônia de corrupção e prostituição, onde tudo se acha falseado, mentido, profanado, conspurcado, qual será o homem honesto e cordato, que se exponha a ficar a fogo e sangue com outro por via da eleição?”

Ontem, como hoje, pelos jornais, os partidos lançavam manifestos e proclamações nada construtivos, como este: “De um lado (Moderados) acha-se o nosso grande Partido, rico de ilustrações e possuído de um desejo ardente de promover o bem-estar material e moral desta brilhante estrela da União Brasileira; do outro lado (Exaltados), apenas se distingue, por seus frenéticos excessos, um punhado de homens sedentos de mandos e totalmente privados de fé no presente e de esperanças no futuro”.

De tudo que acontecia naquelas eleições, nada mais repulsivo do que a violência. Nesse particular, afirma Viveiros: “Agremiação partidária que fazia a Mesa Eleitoral e perdia o pleito, apelava para a ata falsa. Para evitar esta espécie de fraude, o adversário só tinha um recurso: o cacete, com o qual obrigava uma apuração verdadeira. Criou-se assim a necessidade de ter cada partido o seu Corpo de Cacetistas, escolhidos cuidadosamente no eleitorado entre os mais musculosos e decididos. O cacetista armava-se na casa do chefe. Era lá que recebia no dia a eleição o seu porrete, que exigia ser grosso e de tatajuba. E porque o corpo de cacetistas representava um elemento de força, ele formava nas reuniões políticas e nas passeatas cívicas, em lugar de destaque, como propaganda do partido a que pertencia”.

DISCURSO DE DESPEDIDA

Na época em que Waldir Maranhão foi reitor da Universidade Estadual do Maranhão, quem fazia os seus discursos era um renomado professor, que sabe escrever como poucos.

Depois que virou político, Waldir desprezou o seu escriba. Só veio a lembrar-se dele às vésperas de deixar a presidência da Câmara Federal.

Tarde da noite, o professor é acordado pelo deputado que suplica para preparar o seu discurso de despedida. Tentou resistir ao patético apelo do ex-chefe, mas acabou elaborando a peça oratória, que lhe custou uma noite em claro e marcou o triste fim de um presidente que exerceu interinamente um dos cargos mais importantes da República, sem que tenha grandeza moral e mérito político.

AMIGO DE RODRIGO

O novo presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, tem um grande amigo em São Luis.

Trata-se do ex-deputado Clóvis Fecury. Eles construíram uma sólida amizade quando ambos faziam parte do DEM.

Como Clóvis está sem partido, Rodrigo manifestou a vontade de levá-lo para a agremiação política da qual faz parte.

VOLTA ÁS ORIGENS

O engenheiro maranhense Pedro Caldeira anos atrás trocou São Luis por São Paulo.

Na capital paulista, por conta de sua competência técnica, trabalhou incessantemente na iniciativa privada e professor de faculdades privadas.

Depois de longa temporada fora do Maranhão e de Pedreiras, sua terra natal, Pedro Caldeira está de volta e pronto mostrar para os seus conterrâneos o seu valor e seu conhecimento técnico.

TESTE NAS URNAS

O brilhante advogado Mário Macieira, em matéria de eleições, só as disputou para a Ordem dos Advogados do Brasil, da qual se elegeu presidente no Maranhão.

Com o cacife de vencedor, o PT quer fazer dele o companheiro de chapa do prefeito Edvaldo Holanda Junior, no entendimento de que as eleições deste ano serão disputadas a ferro e fogo, portanto, o vice precisa ser combativo e corajoso, como Mário Macieira.

Egresso de lutas duras e complicadas, como as travadas à frente da OAB, o candidato do PT prestará grande ajuda a Edvaldo Holanda, que se ressente de certa impetuosidade para revidar a pesada artilharia adversária.

RETORNO DA TURQUIA

Na sua primeira viagem internacional, como dirigente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a professora Kátia Bogéa não se deu bem.

Viajou para a Turquia, para representar o Brasil num conclave mundial, quando estoura um movimento golpista para derrubar o governo turco.

Ao desembarcar em Ancara, Kátia recebeu ordem do Ministério das Relações Exteriores para imediatamente retornar ao Brasil.

HOMENAGEM A NAURO

Arlete Nogueira Machado, no dia 2 de agosto, nascimento do saudoso marido e poeta Nauro Machado, pretende relembrá-lo com um evento literário.

À noite, na Academia Maranhense de Letras, será lançado um livro de poesia e inédito do vate que recentemente nos deixou.

Associando-se ao evento, a Academia Maranhense de Letras também homenageará Nauro com o lançamento da reedição do livro “Erasmo Dias e Noite”, por ele organizado e publicado em 1984, pela Secretaria da Cultura.

 

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O ESPÍRITO BRIGUENTO DOS MARANHENSES

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Hoje, divido este espaço jornalístico com o saudoso professor Jerônimo de Viveiros, um dos maiores historiadores do Maranhão, pelo acervo de obras que nos legou sobre atos, episódios e acontecimentos ocorridos no passado.

No recente livro organizado pelo pesquisador Luiz de Mello, intitulado Dois Estudos Históricos, da autoria de Jerônimo de Viveiros, encontram-se dois extraordinários trabalhos da rica historiografia maranhense: “Esforço da história do açúcar no Maranhão” e “No tempo das eleições a cacete”.

Neste último, o assunto abordado refere-se ao espírito briguento dos maranhenses, a respeito do qual questiona a origem, chegando a desafiar os sociólogos à sua elucidação.

Para esclarecer a tão instigante situação, Viveiros oferece exemplos históricos, ocorridos nas fases colonial e imperial, que comprovam a belicosidade maranhense. No período colonial, com o predomínio das lutas entre “colonos e jesuítas na solução do problema da mão de obra, e entre capitães-generais, governadores e camaristas no exercício da administração da cidade”.

Na fase da independência, o enfrentamento com os portugueses, que nos queriam subjugar à metrópole. Brigamos muito, mas, ao final, aderimos ao Grito do Ipiranga.

Acabada a Independência, nos insurgimos destemidamente contra a Junta Governativa dos três Bês – Belfort, Burgos e Bruce, este, o executor das Brucinadas, que primava pelo regime da extorsão e da violência.

Com a abdicação de Dom Pedro, no interior do Maranhão, o estouro das revoltas populares contra os fazendeiros e os governantes, que custaram milhares de vidas. Conhecidas como Guerra da Balaiada, teve no Negro Cosme a figura de maior realce, o qual, na condição de Tutor e Imperador das Liberdades Bem-te-vis, fez o Governo Imperial mandar para o Maranhão o coronel Luiz Alves e Silva, o Duque de Caxias, que comandou as tropas oficiais e sufocou os balaios.

Após a Balaiada, cresceram as lutas partidárias. De um lado, o Partido Liberal ou Exaltado, Bem-te-vis e Luzias; de outro, o Partido Conservador ou Moderador, conhecido por Cabano e Saquarema, que se alternavam no poder e conduziram a província à intranqüilidade social e à ingovernabilidade. Não por acaso, nessa época, foram proclamadas no Maranhão as Repúblicas de Pastos Bons, de São Bento e a Revolta dos Frades.

No estudo que fez sobre o “espírito briguento dos maranhenses”, Viveiros aborda apenas os entreveros das fases colonial e imperial, deixando em aberto as lutas do período republicano, algumas das quais ora registro. Proclamada a República, um ato intempestivo do governador provisório, Pedro Augusto Tavares Junior, leva o governo do marechal Deodoro à polvorosa, por assinar um decreto estabelecendo a liberdade de cultos e suspende os pagamentos à Igreja Católica. Resultado: o Maranhão cria o primeiro conflito no regime republicano e logo com a clerocracia, que vivia à custa de recursos públicos.

No segundo quadriênio republicano (1898-1902), no governo de João Gualberto Torreão da Costa, vieram à tona duas ocorrências graves: a luta aberta entre os líderes Jeferson Nunes (governista) e Leão Leda (oposicionista), conhecida como Conflito de Grajaú ou Guerra dos Ledas, e  o “Morticínio de Alto Alegre”, em que índios assassinaram dezenas de capuchinhos italianos, estes, em missão de catequese.

No oitavo quadriênio governamental (1922-1926), grupos da Polícia Militar, depuseram o vice-presidente, Raul Machado e empossaram uma Junta Governativa, que, com menos de 24 horas, o tenente-coronel Cunha Leal, comandante do 24º Batalhão de Caçadores, domina o movimento e restabelece o governo constitucional.

No Governo Pires Sexto, irrompe em outubro de 1930, a chamada Revolução de Trinta, liderada pelo jornalista José Maria dos Reis Perdigão, que consegue sublevar o 24º BC. O governador é deposto e foge para Belém. Uma Junta Governativa, formada pelos tenentes do Exército, do qual fazia parte Reis Perdigão, assume o Governo do Estado. Nesse período revolucionário, as disputas se dão entre os próprios interventores e entre estes e as lideranças empresariais.

Com a derrubada do Estado Novo, que vigorou de 1937-1945, sob o tacão do interventor Paulo Ramos, o Maranhão reencontra-se com a democracia, agora sob o reinado do senador Vitorino Freire, que trava duros combates com os adversários. De 1946 a 1965, vitorinistas e oposicionistas esgrimem as armas nas urnas e nas ruas, no interior e na capital do Estado. Não foram poucas as vezes que São Luis paralisou as suas atividades públicas e privadas, por conta das turbulências políticas. Em 1951, a posse do governador Eugênio Barros foi turbada porque o povo, em praça publica questiona a sua eleição, segundo as Oposições, feita sob o império da fraude eleitoral.

Nem mesmo no regime da ditadura militar (1964- 1985), cessaram as disputas políticas no Maranhão.  As eleições indiretas, que na maioria dos Estados, ocorriam sem sobressaltos ou tumultos, entre nós, realizavam-se sob o império das intimidações, das ameaças e das retaliações. Esse clima de discórdia não se dava apenas entre as agremiações governistas e oposicionistas. A guerra era dentro do próprio partido do governo – a Arena, de onde emanava o ungido pelo Palácio do Planalto.

SARENEY NAS OLÍMPIADAS

Em São Luis, o ex-presidente José Sarney recebeu um convite especial.

Do Comitê dos Jogos Olímpicos para marcar presença na abertura do maior certame esportivo mundial.

Sarney, por motivos particulares, não deve comparecer ao evento.

JANTAR COM LULA

O senador Roberto Rocha foi o único representante do Maranhão a comparecer ao jantar que o senador Roberto Requião ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente Lula.

Roberto foi convidado por um motivo muito simples: ainda não definiu o seu voto na segunda etapa do impeachement.

Na votação pela admissibilidade do impeachement da presidente Dilma Roussef, votou a favor.

AMOR E ÓDIO

Fácil entender o tipo de relação entre os deputados Eduardo Cunha e Waldir Maranhão.

Não há vaga para outro sentimento que não seja amor e ódio.

No começo, o amor aflorou. Ao final, o ódio vicejou em toda plenitude.

CANDIDATO A VICE

O deputado João Marcelo, do mesmo partido do vereador Fábio Câmara, defende uma solução para resolver o problema do PMDB nestas eleições ao cargo de prefeito de São Luis.

O vereador Fábio Câmara retira a candidatura a prefeito e o PMDB, faz uma aliança com o Partido Progressista, e vira o vice na chapa encabeçada pelo deputado Wellington do Curso.

Consolidada essa chapa, não há como perder a corrida sucessória para a prefeitura de São Luis, afirma João Marcelo.

BATIZADO NA FRANÇA

Valéria e Nelson Almada Lima acabam de regressar de Paris, onde assistiram ao batizado da neta dele e filha de Camila.

Voltaram impressionados como o sacramento do batismo é praticado na capital da França, que foge literalmente ao ritual católico brasileiro.

Estavam em Paris no domingo em que a seleção da França perdeu o título de campeão da Eurocopa para Portugal e viram de perto a tristeza do povo gaulês.

PV NO CASAMENTO

Poucos políticos no casamento de Ana Theresa e Felipe Carvalho. Destaque para o ex-deputado federal Eduardo Jorge, do PV de São Paulo.

Circulou na recepção sempre ao lado do ministro Sarney Filho, seu companheiro de partido.

 

 

 

 

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A MORTE ANUNCIADA

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Em junho de 2008, o poeta José Chagas, com aquela propriedade de produzir crônicas maravilhosas, legou aos seus numerosos leitores um trabalho jornalístico intitulado “Da velhice e da morte”. Pela verdade nela contida, guardei-a e, de vez em quando, valho-me dela para pensar nessa questão dicotômica que todo ser humano, por mais que não queira, obriga-se a enfrentá-la, pois faz parte do ciclo da vida.

A questão abordada por Chagas, em torno da qual fez considerações sensatas, ganha relevância pelos avanços da ciência, que a despeito de seu progresso contínuo, ainda não indicou caminhos e nem descobriu fórmulas capazes de a gente não envelhecer ou livrar-se da inexorabilidade da morte.

Extraio do fantástico texto do cronista e poeta, este lúcido trecho: “Morrer ou envelhecer, eis o que para alguns é hoje uma das mais graves questões. E o diabo é que não se quer morrer, nem ficar velho. De modo que esse negócio de continuar vivendo, leva, assim, o indivíduo a ter de enfrentar uma sinuca de bico…de que a velhice é mais temível de que a morte.”

Enquanto o leitor faz reflexões sobre o que é pior ou mais cruel – a velhice ou a morte -, louvo-me em dois ilustres maranhenses, ambos com formação socialista, para mostrar como viam a morte e as sugestões para quando a vida desse sinal de definhamento.

Os maranhenses acima aludidos são o conhecido industrial, Jesus Norberto Gomes, que, com a sua competência profissional e técnica, inventou um refrigerante que até hoje deita e rola no mercado nordestino, o famoso Guaraná Jesus, conhecido como o “sonho cor de rosa das crianças”, e o intelectual Oswaldino Ribeiro Marques, crítico literário e poeta dos melhores, que viveu muitos anos em Brasília.

Antes, porém, lembro o famoso Millor Fernandes, que, no auge de sua criatividade intelectual, lapidou uma frase que espelha fielmente o sentimento do brasileiro com relação ao fim da vida. Disse ele: Se a morte é fatal por que será que todo mundo deixa o enterro para última hora?

Feito essa pequena digressão, paço a palavra àqueles saudosos conterrâneos, que deixaram para os familiares, até com alguma antecedência, recomendações para serem cumpridas à risca depois de seus derradeiros suspiros de vida. O empresário Jesus Gomes, por exemplo, falecido a 28 de abril de 1964, em São Luis, teve o cuidado de, em junho de 1958, registrar do próprio punho as seguintes instruções sobre o seu falecimento: “Não havendo inconveniente quero ficar com a roupa do momento da morte. Braços estendidos ou com as mãos abertas, uma por cima da outra sobre o peito. Envolto num lençol, com a fisionomia de fora. Caixão de valor médio, sem enfeite ou cruz. Não quero tocha, santo ou missa, luto de roupa ou outras exterioridades. Sepultura de barro e cimento, com número indicado pelo cemitério e do falecimento sem estrela ou cruz. Não comprem sepultura, aluguem por um período e abandonem. Os ossos, quando abrirem para enterrar outro, os coveiros levarão para o ossuário comum. Não havendo forno crematório não vacilem em preferir e jogar as cinzas onde parecer melhor. Não fui e não sou socialista, infelizmente, porque seria um idealista, pois como pequeno burguês, tenho defeitos, mas sou admirador sincero desse regime verdadeiramente humano,onde pode ser obtida a verdadeira democracia. Se quiserem gastar mais do que o necessário para esse funeral entreguem a quem representar o Partido Comunista,para ajudar a politização esclarecida desse regime que exterminará a miséria física e moral.”

Por sua vez, o escritor Oswaldino Marques, materialista como Jesus Gomes, procurou um cartório, em Brasília, a 31 de agosto de 1984, no qual assentou esta Declaração: “Eu, abaixo assinado, em pleno gozo de minhas faculdades mentais e como expressão de minha vontade livre e amadurecida, venho, por este documento, lavrado por próprio punho, dispor as condições que desejo serem estritamente observadas quanto aos meus últimos momentos de vida e ao subseqüente funeral.”

“Dado que não professo modalidade alguma de credo religioso, sendo, como sou materialista provado, por estar persuadido da preexistência da matéria ao espírito, bem como da ausência na ordem natural de qualquer energia ou poder transcendente – ficará interdito, por ocasião de minha morte, todo tipo de ritual religioso, incluídas preces, confissão e extrema-unção.”

“O esquife que conterá os meus restos mortais deverá primar pela simplicidade, desprovido, não só de atavios, como de signos ou símbolos de intenção piedosa ou salvadora. A cova que abrigará os meus despojos,  quero-a rasa e exibirá apenas um letreiro com o meu nome completo e as datas extremas da minha existência, sem a mínima alusão a atividades que eu tenha exercido, criadoras ou não, ou a função de qualquer sorte. A interdição alcança também ofício fúnebre de sétimo dia.”

 

LEITURA DE SARNEY

Nestes dias de descanso em São Luis, o ex-presidente José Sarney limitou-se a duas coisas.

  • Conversa com os amigos que o visitam, evitando sempre abordar assuntos políticos.
  • Ler livros editados em São Luis. Ficou encantado com “Dois Estudos Históricos”, do professor Jerônimo de Viveiros, que trata da História do Açúcar no Maranhão e de No tempo das eleições a cacete.

APOSTAS ELEITORAIS

Começou a temporada de apostas com relação às eleições de prefeito de São Luis.

O deputado Wellington do Curso, que pinta ser o fenômeno eleitoral desta eleição, está em todas as apostas.

Anotem, para conferir depois: se esse cara for bom de televisão e apresentar um discurso diferente nos programas da Justiça Eleitoral, pode surpreender e deixar Elisiane Gama e Edvaldo Holanda de pires na mão.

FENÔMENO FEMININO

Por falar em fenômeno político, anotem, também, este nome: Maura Jorge.

Depois que bateu boca com o governador Flávio Dino num palanque, na cidade de Lago da Pedra, onde é prefeita, passou a ser estrela política.

Em qualquer cidade, Maura é recebida e aplaudida como heroína, pela coragem de enfrentar o chefe do Executivo.

Há quem diga que ela pode ser candidata às eleições de 1918 ao governo do Estado.

SETENTA ANOS

O acadêmico Waldomiro Viana prepara-se para comemorar em grande estilo os seus setenta anos, que ocorrerá a 24 deste mês.

Constam da programação do aniversariante a sua posse na Academia Sambentuense de Letras e o lançamento de mais um romance de sua autoria: Maria Celeste da terra e do mar, editado pela Academia Maranhense de Letras, sob os auspícios da Lei de Incentivo Fiscal, da Secretaria da Cultura.

ACADEMIA EM ITAPECURU

Em homenagem aos 146 anos da fundação da cidade de Itapecuru-Mirirm, a Academia Maranhense de Letras se reunirá ali no dia 20 deste mês.

A Casa de Antônio Lobo, além de cumprir uma programação de visitas às entidades culturais da terra de Gomes de Sousa, será recepcionada com um almoço pela Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes.

Representações das Academias de São Bento, Arari, Brejo e Anajatuba marcarão presença no evento.

CANDIDATURA DE JOÃO PAULO

Amigos de João Paulo Maluf estão tentando convencê-lo a se candidatar à Câmara Municipal de São Luis, nas eleições deste ano.

Se ele topar a parada, uma campanha junto à juventude está sendo preparada para ser um dos vereadores eleitos e representar a mocidade na edilidade de São Luis.

Se os pais do jovem candidato, Amélia e Alim Maluf, derem sinal verde à  candidatura de João Paulo, provavelmente teremos cara nova na próxima legislatura da municipalidade.

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CHEGADA E PARTIDA DE VITORINO DO MARANHÃO

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Há um assunto da política maranhense bastante questionado por quem pesquisa a figura do senador Vitorino Freire: a chegada e  a partida de São Luis.

Nesse particular, sou constantemente interpelado – pessoalmente, por telefone ou pela internet – acerca do motivo que levou o político pernambucano a trocar o Rio de Janeiro, onde morava, por São Luis, para atender ao convite do capitão Antônio Martins de Almeida, na tarefa de administrar o Estado do Maranhão.

Essa história começa com a Revolução de 1930, que, no Maranhão, destronou do poder os representantes das oligarquias políticas – magalhãesistas, marcelinistas e tarquinistas – que se alternavam no Palácio dos Leões.

Após a vitória do movimento tenentista, Getúlio Vargas nomeou interventores maranhenses para governar o Estado: José Luso Torres, José Maria dos Reis Perdigão e Astolfo Serra, mas nenhum se desempenhou a contento. Diante disso, Vargas mudou a estratégia, nomeando interventores não nascidos no Maranhão. O primeiro foi o Capitão Lourival Seroa da Mota, mas não demorou no governo, por se indispor com o empresariado. Para substituí-lo, Getúlio nomeou outro militar não maranhense, o capitão Antônio Martins de Almeida, com a missão de comandar as eleições às Constituinte Federal (1933) e Estadual (1934), e colocar as coisas em ordem no Maranhão.

Determinado a cumprir rigorosamente as ordens do Chefe do Governo, Martins de Almeida trouxe em sua companhia o jovem pernambucano Vitorino de Brito Freire, para ocupar a Secretaria da Interventoria, nomeado em 18 de junho de 1934.

O interventor e Vitorino se conheceram e se tornaram amigos, em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, em que ambos lutaram ao lado das forças legalistas contra São Paulo. Antes de vir para o Maranhão, Vitorino prestou serviços no gabinete do Ministro da Viação e Obras Públicas, José Américo de Almeida, quando se aproximou e fez amizades com militares.

A gestão de Martins de Almeida – aqui ganhou o apelido de “Bala na Agulha – foi truculenta e respingou em Vitorino, que dividiu com o interventor o repúdio e o ódio da sociedade, que os responsabilizava pelos “Bandos de Papai Noel”, grupos policiais que prendiam e surravam os adversários do governo, nas caladas da noite.

Essa política de brutalidade imposta por Martins de Almeida, fez bater de frente com a diretoria da Associação Comercial do Maranhão, a ponto de mandar prendê-la, levando a entidade à greve e exigindo a demissão do interventor.

Para restaurar a tranqüilidade em São Luis, Getúlio demitiu Martins de Almeida e para o seu lugar, de comum acordo com as forças políticas estaduais, foi eleito, por via indireta, o cientista maranhense Aquiles Lisboa, que, por inabilidade e inexperiência, não se conduziu satisfatoriamente à frente do Governo, fazendo irromper uma crise institucional, que acabou em intervenção federal no Maranhão.

Nomeado interventor, o major Carneiro de Mendonça, após desarmar os ânimos, passou o bastão a Paulo Martins de Sousa Ramos, funcionário categorizado do Ministério da Fazenda, eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa, que se manteve no cargo de julho de 1936 a abril de 1945, quando renunciou o governo.

A ascensão de Paulo Ramos ao Governo fechou os espaços de Vitorino Freire no Maranhão, obrigando-o a sair de São Luis, não sem antes ser agredido em plena Praça João Lisboa, por um grupo de insatisfeitos com a sua atuação política.  Mesmo se quisesse continuar em São Luis, Vitorino não poderia, pois Paulo Ramos, ao ser convidado para dirigir a máquina administrativa do Estado, pediu que o presidente da República levasse o pernambucano para o Rio de Janeiro, pois com ele ao seu lado, seria impossível governar.

Vitorino deixou São Luis em junho de 1935. O jornal O Imparcial dedicou-lhe um artigo de despedida com este título: “Que os ventos o conduzam para além das águas maranhenses”.

Como havia prometido, Getúlio convocou Vitorino para prestar serviços ao Governo Federal, nomeando-o para um cargo no Ministério da Educação e Cultura, de onde saltou para o gabinete do presidente da Câmara Federal, deputado Antônio Carlos de Andrade, transferindo-se em seguida para o Ministério da Viação e Obras Públicas, sob o comando do general João Mendonça Lima, do qual se tornou amigo do peito.

Para se vingar de Paulo Ramos, Vitorino, astuciosamente, conseguiu que o ministro João Mendonça o indicasse para representá-lo numa solenidade de inauguração, em São Luis, onde o interventor obrigou-se a prestar ao  visitante as devidas homenagens e considerá-lo hóspede oficial do Governo do Estado.

PERDÃO DO PAPA

No Vaticano, um assunto está em pauta: a possível vinda do Papa Francisco ao Maranhão.

A viagem ainda sem prazo marcado, mas pode ser no final deste ano.

O Pontífice quer pedir perdão ao povo maranhense pela eleição de Waldir Maranhão a deputado federal.

RESSURREIÇÃO DO LÍTERO

O advogado Carlos Nina é o novo presidente do Grêmio Lítero Recreativo Português.

Mesmo sabendo que pegou um rabo de foguete, faz de tudo para ressurgi-lo das cinzas.

O novo presidente quer recuperar os sócios inadimplentes e dar vida à sede localizada na Praça João Lisboa.

ROSEANA NO INTERIOR

Após as férias de julho, Roseana Sarney iniciará a temporada de viagens ao interior do Estado.

Marcará presença em todas as sedes dos municípios, nos quais visitará, indistintamente de cor partidária, prefeitos e vereadores.

Nas visitas, a conversa é uma só: as eleições deste ano e compromissos políticos.

A VOLTA DE REMI

O veterano Remi Ribeiro, que já participou de tantas lutas políticas no Maranhão, pretende disputar um cargo eletivo nas próximas eleições proporcionais.

Filiado ao PMDB, quer ser eleito deputado à Assembleia Legislativa, que conhece bem e onde já atuou denodadamente em prol da democracia.

Pelo conhecimento da vida partidária estadual e por contar com centenas de amigos no interior, Remi espera se eleger e continuar o trabalho político que desenvolve na direção do PMDB.

CONHECER O PREFEITO

Muita gente compareceu à inauguração da praça, localizada na Lagoa da Jansen, só para conhecer o prefeito de São Luis.

Como está em fim de mandato e não costuma andar nesta parte da cidade, virou a atração do evento.

A praça foi inaugurada sem nome, embora a Academia Maranhense de Letras, por ofício, haja sugerido ao prefeito que o logradouro homenageasse o emérito professor Jerônimo de Viveiros.

SUMIU DO PALÁCIO

Desde que a Câmara Federal votou favoravelmente ao impeachement da presidente Dilma Roussef, o deputado José Reinaldo Tavares sumiu do Palácio dos Leões.

O sumiço marcou o corte no diálogo, fraterno e político, do governador com o parlamentar.

Ainda que amigos de ambos tentem reaproximá-los, até agora, nem Flávio, tão pouco Zé Reinaldo, mostram-se interessados em reatar o diálogo.

 

 

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