A INFELIZ DECISÃO DO TSE

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De uns tempos para cá, a Justiça brasileira vivia de bem com a sociedade, pela maneira como julgava e condenava os agentes públicos que aplicavam indevidamente as verbas federais.

Com essa postura diferenciada, o Judiciário mostrava-se atento e sintonizado com os novos tempos vividos pelo país, que exigia penalidades aos que, no exercício do cargo, esmeravam-se em malversar os recursos públicos.

Quando se imaginava que a Justiça assumira um novo papel, deixando de ser complacente com os corruptos, eis que o Supremo Tribunal Federal surpreende com uma decisão esdrúxula e na contra mão do que a sociedade anseia, retirando do Tribunal de Contas a competência de aprovar ou não as contas públicas e as transfere para as Casas Legislativas, fazendo voltar os tempos em que as barbaridades administrativas e financeiras praticadas pelos chefes dos Executivos ultrapassavam o limite da decência e ficavam por isso mesmo.

O STF, além de restabelecer a maligna simbiose de prefeitos com vereadores, que se pensava descartada da cena política brasileira, ainda joga a Lei da Ficha Limpa no limbo da História, ela, o instrumento mais eficaz no combate a bandidagem reinante no municipalismo brasileiro.

No interior do Maranhão, o foguetório correu solto quando chegou de Brasília a triste notícia de que a Suprema Corte havia decretado a sentença da Lei da Ficha Limpa.

CADÊ A FAIXA?

Dias antes da posse do governador Epitácio Cafeteira (março de 1987), um assunto chega às manchetes dos jornais e serve para engrossar o sussurro político maranhense: o desaparecimento do Palácio dos Leões da faixa governamental.

O caso volta à tona por conta da revista Veja ao abordar o sumiço em Brasília da faixa presidencial do Palácio do Planalto, que teria sido surrupiado ou extraviado.

Para descobrir o paradeiro da faixa presidencial, que tem um simbolismo especial, o gabinete do palácio entra em ação e uma sindicância é aberta para saber o destino dado àquele pedaço de pano e se aconteceu no governo de Lula ou de Dilma.

A faixa presidencial de Brasília nos leva à faixa governamental do Maranhão, sem a qual a solenidade de posse de Cafeteira ficaria capenga.  Por isso, o governador eleito apressa-se em mandar fazer outra.

Ao saber que o assunto se torna público por causa de Cafeteira, Luiz Rocha informa mediante nota oficial que a faixa não estava perdida, mas pronta para uso na transmissão do cargo.

A informação, em vez de encerrar o assunto, ao contrário, gera um caso político, porque Cafeteira, em carta dirigida a Luiz Rocha, comunica-lhe que não deseja receber o governo de suas mãos e muito menos a faixa.

Em revide, Luiz Rocha realiza uma pomposa solenidade no Palácio dos Leões e entrega pessoalmente a faixa a um oficial da guarda palaciana.

HISTÓRIA DO COMÉRCIO

Nesta quarta-feira, 31 de agosto, a Associação Comercial do Maranhão completa mais um aniversário de fundação.

Em comemoração à efeméride, serão relançados os quatro volumes da História do Comércio do Maranhão, úteis ao estudo da vida pública e privada do estado.

Os três primeiros volumes foram escritos pelo emérito professor Jerônimo de Viveiros, e o quarto pelo não menos ilustre mestre, Mário Meireles.

O primeiro e o segundo volume foram publicados em 1954, compreendendo o período de 1612 a 1895. O terceiro e último volume, veio a lume em 1964 e corresponde ao período de 1896 a 1934.

O quarto volume aparece trinta anos depois, na segunda gestão do empresário Carlos Gaspar, que convence o professor Mário Meireles a assumir a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho do professor Jerônimo de Viveiros, publicando-o em 1994, compreendendo o período de 1935 a 1964, quando a Associação Comercial do Maranhão completava 140 anos de fundação. Gaspar consegue da Prefeitura de São Luis, sob a gestão do médico Jackson Lago, a publicação dos quatro volumes, que estavam esgotados.

Com o relançamento da História do Comércio do Maranhão, a presidente da Associação Comercial, Luiza Resende, marca a operosidade de sua gestão.

MARIA DA TEMPESTADE

Um dos melhores romances publicados no Brasil na década de 1950,  Maria da Tempestade, da autoria e João Mohana, está de volta.

O sucesso do livro, de venda e de crítica, foi tanto que veio a ser editado dez vezes, sempre pela AGIR,  que primava pela publicação de livros de qualidade.

Segundo Tristão de Ataíde, Maria da Tempestade é um romance fora do comum e, por isso impossível de excluí-lo das grandes criações da ficção brasileira.

João Mohana escreveu apenas dois romances: Maria da Tempestade e O outro caminho, que figuram na relação dos mais aplaudidos e procurados.

A última edição de Maria da Tempestade data de 1987. A partir daí, o sacerdote maranhense passou a priorizar só trabalhos com respeito à espiritualidade e orientação existencial.

Para que as novas gerações o leiam e as mais antigas o releiam, a Academia Maranhense de Letras resolveu editar Maria da Tempestade, a ser lançado em setembro, em comemoração ao aniversário de São Luis.

FEIRA DO LIVRO

A X Feira do Livro, promovida pela Prefeitura de São Luis, não será mais  em setembro, como anunciada.

Por determinação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior o evento foi transferido para novembro.

Comenta-se que três motivos teriam levado o prefeito a esse procedimento: a pouca disponibilidade de recursos municipais; o receio de a Feira, como no ano passado, ser um fracasso e produzir reflexos negativos na sua reeleição; os recursos prometidos pelo Governo do Estado não chegaram aos cofres da municipalidade.

Em tempo: de uns anos para cá, a Feira do Livro de São Luis tem deixado a desejar. A de 2015 deu o que falar em matéria de desorganização e pelo que se dizia a de 2016 não seria diferente.

FANTASMAS DA FRAUDE

A fraude eleitoral, que grassou no Maranhão, na fase vitorinista, tinha como ponto alto o excesso de eleitores em cidades de pouca população.

Para acabar com essa e outras ilicitudes, que campeavam em diversas Zonas Eleitorais do Maranhão, nas décadas de 1950 e 1960, o Tribunal Superior Eleitoral realizou rigorosa revisão no eleitorado do interior do Estado.

Quando se julgava que essa aberração eleitoral não mais existisse no Maranhão, o TSE informa que nos municípios de Brejo de Areia, Junco do Maranhão e Porto do Rico do Maranhão, o número de eleitores é maior do que a dos que nelas habitam.

Que o Tribunal Regional Eleitoral explique isso.

RUA GRANDE ESVAZIADA

Na semana passada, fiquei estarrecido com uma cena que os meus olhos jamais viram em São Luis.

Eu, que conheço a Rua Oswaldo Cruz de ponta a ponta, desde os meus de jovem, pude ali observar algo inédito, deixando-me bastante preocupado.

Por volta das onze horas da manhã, considerado o pico do movimento comercial, o que vi na Rua Grande: a perda de sua identidade como a mais importante e concorrida da cidade.

Pouquíssimas pessoas nela andavam e sem gente virou um deserto não de areia, mas de asfalto. Diante daquele triste quadro, não há como não concluir: a crise chegou pra valer em São Luis e está fazendo muita gente sofrer.

VISITA DE SENADOR

Sábado passado, o senador Roberto Rocha visitou o empreendedor Mauro Fecury.

Estava acompanhado do filho e vereador, Roberto Rocha Junior, candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Wellington do Curso.

Não demorou, chegou o ex-deputado Gastão Vieira, com o qual, na última eleição de senador, Roberto Rocha trocou muita farpa.

Na saída, Roberto deu a mão a Gastão, demonstrando que em vez de guerra, quer agora  paz.

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A ELEIÇÃO DE JOMAR Á AML E OUTRAS HISTÓRIAS

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Não sei precisar o dia e nem o mês, mas estou absolutamente certo de que conheci Jomar Moraes em 1968 e partir daí construímos uma sólida amizade que, em tempos diferenciados, nos levou à Academia Maranhense de Letras. Se contabilizada, essa convivência chega a meio século.

Em 1968, iniciei a minha militância no jornalismo maranhense, no antigo Jornal do Dia, a convite do poeta, Bandeira Tribuzi. Escrevia com o pseudônimo de J. Amparo, a coluna Roda Viva, com  notícias variadas sobre São Luis, tendo a política e a cultura como enfoques.

Da política, porque eu vinha do exercício de mandato eletivo, bruscamente interrompido pelo movimento militar, que mandou cassar o meu mandato de deputado estadual; da cultura, por acompanhar, com desusado interesse, a vida de intelectuais, daqui e de fora, e pontuando suas produções literárias.

Por conta principalmente da cultura, que eu divulgava religiosamente, veio a minha aproximação com Jomar Moraes, àquela altura dos acontecimentos, começando a ser conhecido nos meios intelectuais, pela sua participação em concursos literários, patrocinados por entidades culturais, dentre as quais Academia Maranhense de Letras, em que ele abiscoitava, quase sempre, o primeiro lugar.

Com base nessa sadia convivência, Jomar convida-me para com ele assumir a responsabilidade de publicar aos domingos uma página literária no Jornal do Dia. Topei na hora, mas condicionei à aprovação de Bandeira Tribuzi, que logo a autorizou.

Foi assim e por bom tempo, que o leitor do JD teve o privilégio de ser informado a respeito da cena cultural maranhense. A página foi um sucesso, até porque, à época, só o jornal de Alberto Aboud preocupava-se  com os homens da prosa e da poesia.

NASCE A CANDIDATURA DE JOMAR À AML

Com a amizade incrementada, a cultura continua sendo o prato preferido de nossas conversas e consumidas rotineiramente nos almoços em minha casa, na Rua Godofredo Viana, onde fui morar ao casar com Solange.

Foi, portanto, no meu ambiente familiar que vieram a lume as primeiras manifestações com vistas ao ingresso de Jomar na Academia Maranhense de Letras. Tudo começa quando morre o acadêmico Luiz Viana, vaga essa que poderia ser dele, conforme anunciava a coluna Roda Viva, a 13 de agosto de 1968.

Mas um fato inesperado levou Jomar a não concorrer à Cadeira nº 37: a presença do veterano e respeitado jornalista Amaral Raposo no processo sucessório da Casa de Antônio Lobo. Em homenagem a Amaral, decide retirar-se da contenda, gesto nobre e aplaudido pela sociedade.

Mas não leva tempo para outra vaga se abrir na Casa de Antônio Lobo, desta feita, a do escritor Henrique Costa Fernandes, falecido em janeiro de 1969, fato que leva Roda Viva a divulgar em primeira mão a candidatura de Jomar à Cadeira nº 10, a ser disputada com o jovem poeta,  Fernando Braga.

Lançados os dois candidatos, não tive dúvidas, atirei-me de corpo e alma no apoio a Jomar, sobre o qual, diariamente, noticiava a receptividade de sua postulação junto aos acadêmicos.

Essa solidariedade fez recair sobre mim a ira sagrada do jornalista Erasmo Dias, que abraçara a candidatura de Fernando Braga, a quem dedicava artigos de louvor ao valor do jovem poeta e invectivava os que, como eu, defendia ardorosamente o candidato oposto ao seu.

ELEIÇÃO E POSSE

Depois de intensa campanha, com a eleição marcada para 10 de maio de 1969, vaticinei, através de Roda Viva, o resultado da disputa, que, pelas minhas consultas de pé de ouvido, Jomar ganharia no primeiro escrutínio, com 21 ou 22 votos.

Abertas as urnas, elas confirmaram a vitória de Jomar, que conquistou 22 votos dos 33 acadêmicos votantes. Votaram nele: Alfredo de Assis, Manuel Caetano Bandeira de Melo, Felix Aires, Antônio Oliveira, Conceição Aboud, Lago Burnett, Josué Montello, Assis Garrido, Fernando Carvalho, Ribamar Carvalho, Joaquim Luz, Vera Cruz Santana, Antenor Bogeá, José Maria dos Reis Perdigão, Fernando Perdigão, Virgílio Domingues, Salomão Fiquene, João Medeiros, Luiz Rego, Mário Meireles, Clodoaldo Cardoso e Antônio Carvalho Guimarães

Em Fernando Braga, votaram: Laura Rosa, Bernardo Almeida, Astolfo Serra, Magson Silva, Bacelar Portela, Joaquim Dourado, Domingos Vieira Filho, Odilo Costa, filho, Fernando Viana e Carlos Cunha.

Interessante observar que, dos acadêmicos votantes, à exceção de Magson Silva, todos já partiram para a eternidade.

O novo acadêmico, empossado a 6 de agosto de 1969, foi saudado pelo escritor Antônio Oliveira. Pelos serviços prestado  à Polícia Militar do Estado, a Banda de Música da corporação, homenageou-o antes da solenidade, na porta da AML, com um repertório especialmente preparado.

Em tempo: no seu livro, “Cinzas das quartas-feiras”, editado em 1990, Jomar Moraes, na crônica intitulada “Vinte anos depois”, revela o quanto foi valiosa a minha contribuição à sua eleição à Academia Maranhense de Letras. Eis um trecho: “Roda Viva a prestigiosa coluna que Benedito Buzar publicava no Jornal do Dia, com a assinatura de J. Amparo, mantinha a disputa na ordem do dia de palpites e comentários apaixonados da Cidade, motivando parcialidades e definindo preferências.”  Mais ainda:  “Buzar torcia abertamente por mim e por minha eleição. Isso provocou ciumeiras e estimulou confrontos naquele e em outros jornais. Sem falar no jornal falado, ou melhor, bebido diariamente, em edições extras e notícias de última hora, na alegre redação do Bar Atenas, em que Erasmo Dias pontificava afirmando que jamais o mulato-jenipapo venceria Nandinho, o filho de sua alma.”

JOMAR ME LANÇA CANDIDATO

Vinte e um anos depois da posse de Jomar, na Casa de Antônio Lobo, ou seja, a 15 de abril de 1990, falece no Rio de Janeiro, o professor, advogado e jornalista Fernando Eugênio dos Reis Perdigão, que ocupava a Cadeira de nº 13, do sodalício da Rua da Paz.

Dias depois da infausta notícia, para minha surpresa, quem aparece na Secretaria da Cultura, onde eu exercia o cargo de secretário, no governo João Alberto?: Jomar Moraes, então presidente da AML. Sem delongas, entra direto no assunto: – Estou aqui para te convidar a ser candidato à Academia Maranhense de Letras e preencher a vaga de teu ex-professor e amigo, Fernando Perdigão.

Na verdade, mantinha com o ilustre mestre excelente relacionamento pessoal, mas tomei um bruto susto com o convite, até porque, juro por tudo quanto é santo, nunca pensara ou cogitara integrar tão nobre Instituição. Disse-lhe que ia pensar no assunto, pois julgava ser ainda pequeno intelectualmente para ocupar cargo tão importante. Retruca o meu argumento e dá como irreversível minha candidatura, alertando, ademais,  que me ajudaria na conquista de votos.

Assim, meio encabulado, inscrevi-me à vaga de Fernando Perdigão, com a sorte de não ter concorrente. Cumpridos os prazos regimentais, marcou-se a eleição 2 de agosto de 1990. Dos 39 acadêmicos votantes, recebi 31 votos, sendo que 2 votaram em branco e 6  deixaram de encaminhar os votos.

DISCURSO EM PARCERIA

Determinado como o era em relação às coisas da Academia,  não satisfeito em surpreender-me com o convite para dela fazer parte, prega-me outra surpresa, tão impactante quanto à primeira: teria de tomar posse na Cadeira nº 13, dia 10 de agosto, por ocasião das festividades de fundação da Instituição, ou seja, oito dias após a eleição.

Pela exigüidade do tempo, disse-lhe ser isso impossível, pois os encargos à frente da Secretaria da Cultura me impediam de organizar os preparativos de uma solenidade, que exigiam vários requisitos, tendo como prevalência a elaboração do discurso de investidura.

Como tinha argumento para tudo e era craque na arte do convencimento, logo se oferece para fazermos o discurso em parceria comigo. Ou seja, ele daria as linhas mestras do pronunciamento, e eu o complementaria com os necessários alinhaves e apontamentos.

Após muita conversa, pactuamos o que se deveria fazer. Assim, em tempo recorde, o discurso ficou pronto e quedei-me diante de tão impositivo argumento.

O confrade Milson Coutinho, que iria recepcionar-me na solenidade, teve de suspender todos os compromissos assumidos na área advocatícia, para poder, também, estar com o seu discurso em ponto de bala, conforme a vontade indômita do presidente da AML.

A solenidade de posse foi bastante concorrida e os convidados tiveram direito a jantar, no Palácio dos Leões e oferecido pelo governador João Alberto.

 

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ESTOU COM MIGUEL E NÃO ABRO

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Na semana passada, estive em Itapecuru-Mirim para cumpri uma tarefa que há anos faço e espero continuar a fazê-lo até o fim da minha vida, como cidadão, eleitor e itapecuruense: participar da convenção partidária, que homologou a candidatura de Miguel Lauande e o habilitou a concorrer às eleições de outubro vindouro.

Pela primeira vez, a minha terra apresenta um quadro político inusitado às eleições que se aproximam: nada menos do que sete candidatos concorrem à sucessão de prefeito, em 2016.  Surpreendo-me com tamanha quantidade de postulantes, a maioria despreparada e desqualificada para ocupar um cargo político de imensa responsabilidade, que exige do eleito esforços ingentes para resolver problemas que se arrastam ao longo do tempo e complicados de solução, sobretudo porque país enfrenta dificuldades de toda natureza.

Ainda bem que contamos hoje com o Ministério Público, os Tribunais de Contas da União e dos Estados, a Polícia Federal, os meios de comunicação, a internet e a própria sociedade, que, de olhos bem abertos, exercem severa vigilância no controle dos gastos públicos, para evitar que sejam desviados por gestores irresponsáveis.

Diante daquele quadro político tão atípico e pouco confiável, cerquei-me de algumas precauções para não pisar em falso no tocante àquelas  candidaturas: analisei uma por uma, investiguei a vida privada e pública dos postulantes, avaliei a experiência profissional, o nível intelectual, o comportamento social dos mesmos, a fim de não correr riscos passados, quando fui terrivelmente ludibriado pela má-fé de candidatos inescrupulosos, que ao sentarem na cadeira de prefeito, fazem  tudo ao contrário do anunciado e prometido nos palanques.

Tomadas essas providências saneadoras, concluí que, em meio a tanta mediocridade, a melhor opção para gerir os negócios da prefeitura de Itapecuru é o médico Miguel Lauande, que já ocupou o cargo e no exercício dos qual teve bom desempenho, não se apropriou indevidamente dos recursos públicos e os aplicou em obras e serviços necessários à comunidade.

A experiência de gestões passadas, o conhecimento com as ferramentas do poder, a capacidade de buscar recursos e de saber onde e como aplicá-los, fazem de Miguel Lauande  o meu candidato e certo estou de  que não me decepcionará por ser um cidadão correto.

Ao expressar publicamente o meu voto em Miguel Lauande, o faço na certeza de que vou ajudá-lo a ganhar as eleições, para que, como prefeito eleito, eu possa, na condição de itapecuruense profissional, empenhar-me para que a sua administração seja exemplar, sadia, profícua e em benefício da população.

DIAS DE CADEIA

A Academia Maranhense de Letras lançou um livro imperdível para quem gosta de saber de atos e fatos históricos passados no Maranhão.

O livro, da autoria do intelectual e professor Adelman Correa, que se tornou conhecido pelo valor musical e projeção alcançada nacionalmente como maestro.

Eu, por exemplo, desconhecia o lado jornalístico e político de Adelman Correa, que em artigos no jornal Folha do Povo, de Tarquínio Lopes Filho, combatia visceralmente o governador  Godofredo Viana, não o poupando pelo modo como administrava o Maranhão (1922 a 1926)  e do tratamento extremamente truculento dispensado aos adversários políticos.

Essa renhida e tenaz campanha contra o chefe do Executivo estadual, fez  o jornalista passar boa temporada no presídio de São Luis, instalado nas proximidades da Praça Gonçalves Dias.

Como se fosse Graciliano Ramos ou Lima Barreto, que deixaram em “Memórias do Cárcere” e “Cemitério dos Vivos”, depoimentos memoráveis a respeito de seus confinamentos, Adelman Correia em “Os meus dias de cadeia” conta não apenas o sofrimento e o abatimento que viveu no cárcere, mas, também, denuncia os supostos motivos que levaram o governador Godofredo Viana a prendê-lo injustamente.

VITORINISMO ÀS AVESSAS

Vou dar de presente ao deputado Hildo Rocha o livro de minha autoria O Vitorinismo, para ele não repetir o que disse, recentemente, no plenário da Câmara Federal, sobre “os métodos políticos praticados por Vitorino Freire no Maranhão, empregados contra os que não rezavam na sua cartilha, os quais eram perseguidos, presos, massacrados e humilhados.”

Tenho absoluta certeza de que o meu amigo Hildo, depois de ler “O Vitorinismo”, como estudioso da vida política do Maranhão, compreenderá melhor o que aconteceu naquela época.

A presença de Vitorino na vida política e administrativa do Maranhão foi marcada por momentos distintos. No primeiro momento, como auxiliar do interventor Antônio Martins de Almeida ( 1933 a 1935 ), conhecido por Bala na Agulha, que governou com mão de ferroe e na base das arbitrariedades físicas e institucionais, que comprometeram a imagem de Vitorino.

No segundo momento, na redemocratização do país, quando aqui chegou como amigo incondicional do presidente da República,Eurico Dutra, que lhe propiciou condições para montar um aparato político, sustentado na máquina do Partido Social Democrático, por meio do qual o seu mandonismo se corporificou, não pelo domínio físico ou pela violência, mas pelas ferramentas que desvirtuavam a vontade eleitoral, que o mantiveram no comando do aparelho estatal de 1946 a 1965.

OS LEÕES PALACIANOS

Em artigo publicado na imprensa, o governador Flávio Dino, do alto de suas tamancas, disse que nas eleições municipais, deste ano, “Aqui no Maranhão, a novidade será os Leões que guardam o Palácio e não mais rugirão em favor da campanha deste ou daquele candidato.” Prossegue o governador: “Eles não mais perseguirão os que se colocam contra este ou aquele grupo político.”

Ao pregar a não participação dos Leões palacianos nos pleitos eleitorais, o Governador ajuda a lembrar do intelectual, Sálvio Dino, que escreveu um livro primoroso, sobre o Palácio do Governo.

Sobre os dois leões que se encontram à frente daquele imponente prédio, diz Sálvio Dino que são duas esculturas heráldicas, em bronze, instaladas pelo Governador Magalhães de Almeida (1926-1930) e representativas da força que emana do Poder Executivo. E completa: “O jornal oposicionista O Combate, dos irmãos Marcelino e Lino Machado, afirmava que aquelas estátuas leoninas simbolizavam a voracidade do Governo na arrecadação de impostos. Essa invectiva bastou para o prédio ingressar no mundo anedótico. Com o passar do tempo, o anedótico caiu no esquecimento e o Palácio dos Leões ganhou status institucional.

A propósito: o ex-prefeito Epitácio Cafeteira dizia que os dois leões palacianos representam 35 por cento da votação global do Estado, cifra que dá ao governante de plantão  um valioso poder político.

PREFEITOS NA ACADEMIA

A Academia Maranhense de Letras vai promover reunião com os candidatos a prefeitos de São Luis, não para ouvir deles propostas políticas e administrativas.

Serão convidados para verem o documentário produzido e dirigido pelo cineasta Joaquim Haickel,  sobre a vida e a  obra de Haroldo Tavares, que no exercício do cargo de prefeito de São Luis, realizou uma gestão altamente qualificada e marcada por compromisso com o futuro.

Ao longo do documentário, os candidatos a prefeito perceberão a preocupação de um gestor nomeado (1970 a 1974), mas com a cabeça totalmente voltada para os problemas da cidade, vistos na perspectiva de um estadista.

 

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PREFEITOS NOMEADOS E ELEITOS

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Eram as Câmaras Municipais, na fase imperial, que administravam as cidades brasileiras.

Proclamada a República, com a Constituição de 1891, as Câmaras Municipais foram extintas e os municípios ganharam autonomia e dirigidos por intendentes eleitos e com mandato de três anos.

Em fevereiro de 1919, os deputados estaduais do Maranhão reformam a Constituição do Estado e acabam com a autonomia apenas da capital, São Luis, cujo intendente ganha o nome de prefeito, o qual, em vez de eleito, é nomeado pelos governadores.

Não por acaso, São Luis, de 1919 a 1965, esteve sob a gestão de prefeitos da confiança do chefe do Poder Executivo do Maranhão, que nomeava e  demitia, em função de interesses políticos. Nesse período, 35 prefeitos  (alguns mais de uma vez), ocuparam o cargo:  Jayme Tavares, Antônio Alexandre Bayma, José Otacilio Saboya Ribeiro, Pedro Neiva de Santana, Antônio Costa Rodrigues, Wilson Rabelo, Otávio Passos, Ivar Saldanha, Emiliano Macieira, Ruy Mesquita, Vicente Fialho, Haroldo Tavares, Antônio Bayma Junior, Mauro Fecury e Roberto Macieira.

De 1966 a 1969, houve uma interrupção nesse processo. Em vez de nomeação, procede-se uma eleição, resultado de Emenda à Constituição, que fez de Epitácio Cafeteira o novo prefeito. Mas o Ato Institucional nº-3, decretado pelo regime militar, muda novamente a regra do jogo e o prefeito da capital do Maranhão volta a ser nomeado.  De 1969, quando acaba o mandato de Cafeteira, a 1985, São Luis fica sob o comando de oito gestores nomeados.

A partir de 1986, com a Nova República, os prefeitos das capitais dos Estados, sem exceção, passam a ser eleitos diretamente pelo povo. Essa nova fase é inaugurada por Gardênia Gonçalves, sucedida por Jackson Lago, Conceição Andrade, Jackson Lago, Tadeu Palácio, João Castelo e Edivaldo Holanda.

Pela retrospectiva encimada, vê-se que, da Proclamação da República aos dias correntes, se alternaram no comando da prefeitura de São Luis, dezenas de gestores, fato que suscita a seguinte pergunta: São Luis teve mais sorte, no tocante à administração, com prefeitos nomeados ou eleitos?

Sem maiores delongas e com base em estudos e pesquisas, pode-se dizer que os nomeados marcaram presença com mais eficiência e melhor desempenho do que os eleitos. Significa dizer que as obras executadas na cidade e os serviços prestados à comunidade pelos nomeados, além de melhor qualidade, chegavam com mais presteza e melhor resultado à população.

Trocando em miúdos: os eleitos trabalhavam em função de eleições e de votos. Usavam a máquina administrativa municipal, para agradar ao eleitorado com a política assistencialista ou de clientela. Já, os nomeados, tinham a preocupação de levar o benefício diretamente ao povo sem contar com retorno político, o que implicava num serviço mais apurado tecnicamente.

Mas os eleitos, em contrapartida, sobrepujavam os nomeados quanto à independência em relação aos governadores.  Nesse quesito, os nomeados perdem feio para os eleitos. Se estes não se obrigavam a dar satisfações políticas ou administrativas aos chefes de Governo, pois não dependiam deles, mas do voto, aqueles tinham de se curvar às ordens e orientações de quem os nomeava. Se assim não procedessem, corriam o risco de entrar em conflito com os governadores, especialmente se conquistassem visibilidade e popularidade.

Alguns gestores pagaram um preço alto por isso. Otávio Passos, Carlos Vasconcelos, Ivar Saldanha, Emiliano Macieira e Ruy Mesquita, por exemplo, viveram momentos conturbados com os governadores, porque procuraram administrar São Luis, cidade intransigentemente oposicionista, ao seu modo e sob inteira responsabilidade pessoal e política.

Pela adoção dessa prática administrativa ousada, se de um lado, viraram figuras populares e prestigiadas pela população de São Luis, de outro, incomodaram os ocupantes do Palácio dos Leões, que passaram a vê-los como eventuais candidatos a cargos públicos de realce, fato que acabava na decapitação deles dos cargos.

Para fechar o assunto, digo sem medo de errar ou cometer injustiça: São Luis, ao longo de sua vida administrativa, deu-se melhor com prefeitos nomeados do que com eleitos. Comprovação disso: até hoje a maioria dos nomeados continua lembrada e reverenciada. Já, os eleitos, bem poucos, ficaram na memória do povo.

MERECE PRÊMIO

O vereador José Joaquim Ramos indicado pelo PSDB para companheiro de chapa de Elisiane Gama, merece ser premiado e glorificado.

Dessa inoperante Câmara Municipal, bem como das antecessoras, ele é um dos poucos que se salvam.

Marca presença e atua no plenário, apresenta propostas em benefício da cidade, enfim, representa bem o povo de São Luis. Sem esquecer a sua fidelidade ao deputado João Castelo, que chova ou faça sol, sempre está ao seu lado.

DUDA MENDONÇA

Informa-se que o publicitário Duda Mendonça vem trabalhar nesta campanha eleitoral para o candidato do PMDB, Fábio Câmara.

Nem Duda Mendonça ou outro marqueteiro de seu nível, fará Fábio Câmara, este ano, sentar na cadeira de prefeito de São Luis.

Pode até melhorá-lo na corrida eleitoral, mas não fugirá do papel que João Alberto e a Gastão Vieira realizaram anos atrás.

ANDREA: A BOLA DA VEZ

O PMDB perdeu grande oportunidade de disputar as eleições deste ano em São Luis com uma candidatura competitiva.

A bola da vez era a deputada Andrea Murad, bem melhor do que essa mediocridade imposta ao eleitorado de São Luis.

Por ser mulher, jovem, simpática, impetuosa e dona de forte discurso, seria uma atração numa eleição em que os candidatos carecem de brilho e luminosidade.

OS VETERANOS NO PÁREO

Políticos da velha-guarda, que se julgavam aposentados, estão de volta nas eleições deste ano.

Sem medo ou receio de enfrentar candidatos jovens, os veteranos encontraram forças inimagináveis para correr atrás de votos.

Zé Vieira, em Bacabal, Biné Figueiredo, em Codó, Dr. Julinho, em Ribamar, Miguel Lauande, em Itapecuru, Chico Coelho, em Balsas, Ildo Marques, em Imperatriz, mostram que ainda têm garra para disputar eleições em igualdade de condições com uma nova geração política que não tem nada na cabeça.

DISPUTA DE PRESTÍGIO

Apenas três representantes do Maranhão no Congresso Nacional,  demonstram prestígio junto aos altos escalões da República, em Brasília.

No Senado, João Alberto. Na Câmara dos Deputados, Hildo Rocha e Aluísio Mendes.

O prestígio que tiveram no Governo Dilma Roussef, continua no atual, com o presidente Michel Temer.

Recentemente, numa cana de braço entre os deputados Hildo Rocha e Aluísio Mendes, este, líder de uma bancada de 17 partidos nanicos, foi derrotado pelo parlamentar de Cantanhede, que conseguiu a nomeação de Jonhys Braga para um cargo de direção da Codevasf, então ocupado por um indicado de Aluísio.

JACKSON MASSACRADO

Os atuais donos do PDT do Maranhão estão passando por cima do cadáver do saudoso Jackson Lago sem dó e piedade.

Na semana passada, esses arrivistas pedetistas, violentaram o direito líquido e legítimo do prefeito de Barreirinhas, Léo Costa, de concorrer à reeleição ao cargo que ocupa.

Sem que tenham realizado o mínimo esforço ou desenvolvido qualquer ação para a fundação do PDT no Maranhão, agora, se arvoram em soberanos do partido para massacrar a imagem de um cidadão e de um político que soube se impor no país pela seriedade e honestidade.

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