VIEIRA, POMBAL, MELO E PÓVOAS

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Agora é lei e com direito à comemoração no Maranhão do “Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas”.

Todos os anos, a 10 de junho, os maranhenses deverão organizar celebrações em reconhecimento à influência da cultura portuguesa em nosso Estado.

Já que o Governo do Estado tomou essa iniciativa histórica, é de bom alvitre pinçar e reconhecer as figuras humanas de Portugal que, na fase colonial, tiveram papel saliente em ações e eventos destinados à melhoria do Estado do Grão-Pará e Maranhão.

Refiro-me ao padre Antônio Vieira, a Sebastião José de Carvalho e Melo, o  Marquês de Pombal, e a Joaquim de Melo e Póvoas, que, no meu modo de ver, são merecedoras do reconhecimento público dos maranhenses, em favor do progresso de nossa terra e de nossa gente.

Do padre Antônio Vieira, deve-se sempre enaltecê-lo e venerá-lo. Contraímos com ele uma imensa dívida e até hoje não saldamos, pela renhida luta travada contra a escravidão indígena, por meio da sua extraordinária retórica de missionário, que o tornou alvo da perseguição dos senhores locais e da Inquisição.

Extremamente culto e combativo, Vieira, um esgrimista da palavra, fez dela, no Maranhão, um instrumento poderoso na defesa de suas convicções e princípios, consubstanciados na causa da liberdade dos índios.

Quanto a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, idolatrado em Portugal, projetou-se como principal ministro do reinado de D. José I, tomando medidas que possibilitaram ampla reorganização de Portugal e seu império. No Brasil, elas repercutiram e resultaram na transferência do governo geral de Salvador para o Rio de Janeiro.

Através das ações pombalinas, deflagradas a partir de julho de 1971, com  a nomeação do sobrinho e engenheiro, Joaquim de Melo e Póvoas  a governador, o Estado do Grão-Pará e Maranhão  livrou-se de grave crise econômica e melhorou sua situação social.

Segundo o professor Mário Meireles, foi na gestão desse novo e operoso  governador que a Capitania do Maranhão viu a sua agricultura e o seu comércio crescerem, com iniciativas que estimularam os  colonos a produzir mais e com melhor qualidade, haja vista à introdução de implementos e insumos agrícolas e abertura de crédito aos produtores.

Paralelamente, construiu fortalezas para a defesa da Companhia, lutou contra os padres, que teimavam em subjugar os nativos e procurou levar a assistência social a todos os seus jurisdicionados.

Bandeira Tribuzi, no livro “Formação Econômica do Maranhão”, afirma que “na verdade, o Maranhão só passa constituir-se realidade econômica ponderável, no contexto colonial português, quando o Marquês de Pombal decide criar condições objetivas de expansão, através da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.

Por falar no Marquês de Pombal, transcrevo o trecho da carta de instruções que dirigiu ao sobrinho, quando este veio para o Maranhão: “O p ovo que V.Excia. vai governar é obediente, fiel a el-rei, aos seus generais e ministros. Com esta circunstâncias, é certo que há de amar a um general prudente, afável, modesto e civil. A justiça e a paz com que V.Excia. o governar o farão igualmente benquisto, porque, com uma e outra coisa, se sustenta a saúde pública. Engana-se quem entende que o temor com que se faz  obedecer é mais conveniente do que a benignidade com que se faz amar; pois a razão natural ensina que a obediência forçada é violenta, e a voluntária, segura.”

Em tempo: ao contrário de Maquiavel, que recomendava aos governantes o uso do temor como arma, o Marquês de Pombal defendia ponto de vista contrário. Para ele, a bondade, a justiça e a paz sustentavam o exercício do poder.

OS CAMINHOS DA JUDICIALIZAÇÃO

No Brasil de nossos dias, os caminhos da controvérsia conduzem à judicialização.  Por exemplo: a definição do Campeonato Brasileiro de Futebol só valeu depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que indicou o Esporte Clube Recife e não o Flamengo, como o campeão de 1987.

No Maranhão algumas questões históricas, procedentes de séculos passados, ainda suscitam dúvidas e geram polêmicas. Seria prudente que fossem encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal para julgamento.

Exemplos: 1) Quem fundou São Luis: os franceses ou os portugueses? 2) A  adesão do Maranhão à Independência deu-se a 21 ou a 28 de julho de 1823? 3)  São Luis, capital do Estado do Maranhão, deve ser grafada com s ou z? 4) Os bustos dos escritores maranhenses devem ficar nos jardins do Museu Histórico ou voltar para a Praça do Panteon?  5)  Mantenha-se parado ou funciona, como nos bons tempos, o relógio da Praça João Lisboa?

CONDENAÇÕES DE ARAQUE

A mídia eletrônica e impressa noticia com freqüência condenações de ex-prefeitos, pela prática de atos lesivos ao patrimônio público.

Os juízes têm sido implacáveis com aqueles que, no exercício do mandato, cometeram graves irregularidades e ilicitudes.

Eu não conheço um ex-gestor municipal, condenado pela Justiça, que esteja preso, usando tornozeleira ou prestando qualquer serviço comunitário.

Que o diga Lidiane Leite, conhecida nacionalmente como “Prefeita Ostentação de Bom Jardim”, que continua livre como um passarinho.

FUTURA BANCADA

O governador Flávio Dino tem em mãos o resultado de uma pesquisa que indica os ocupantes de cargos do primeiro escalão mais destacados e  conhecidos  no Maranhão.

De acordo com a pesquisa, quatro gestores disputam a preferência da população pelo desempenho no governo: o secretário de Segurança, Jeferson Portela, o gestor do Procon e do Viva Cidadão, Duarte Júnior, o secretário de Saúde, Carlos Lula, e o secretário de Educação, Felipe Camarão.

Se até as eleições de 2018, continuarem bem cotados junto à população, certamente serão  convocados pelo governador a concorrer a cargos eletivos à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal.

A REPÚBLICA NA CASA DE SARNEY

Como faço sempre, estive em Brasília para abraçar o meu amigo José Sarney, no seu aniversário, quando completou 78 anos, de bem com a vida, lúcido, lépido e fagueiro.

Este ano, a mudança de idade de Sarney teve um marco diferencial. Nem quando estava com o prestígio em alta, sua casa ficou tão cheia de amigos e repleta de autoridades como agora. E note-se: sem a expedição de convites.

Desde as primeiras horas da noite de 24 de abril, a residência de Sarney, na Península dos Ministros, foi invadida por deputados, senadores de todos os partidos, ministros das Cortes de Justiça e do Governo, presidentes da Câmara e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e o próprio chefe da Nação, Michel Temer.

Com tanta gente importante, em volta do aniversariante, a conversa só poderia girar em torno da política, mas os circunstantes não conseguiram  captar nada, porque a mão na boca funcionou  o tempo todo.

Maranhenses, da geração de ontem e hoje, também compareceram para homenageá-lo e vê-lo como continua um cidadão respeitado e reconhecido pelos serviços prestados ao país.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Para saber o que é Audiência de Custódia tive de perguntar ao professor Google, que disse ser “um instrumento processual que determina que todo preso em flagrante seja levado à presença de uma autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para esta avaliar da legalidade de manutenção da prisão”.

Foi sustentado nesta tal Audiência de Custódia que um juiz mandou soltar dois assaltantes, que invadiram uma churrascaria no Calhau e dela levaram dinheiro e submeteram os que ali trabalham a vexames.

Dois dias depois de soltos, policiais os prenderam novamente, pois se preparavam para praticar assaltos em plena luz do dia.

Que seja infinita enquanto dure a Audiência de Custódia.

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O MARANHÃO NOVO SEGUNDO ELIÉZER

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Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 18 horas, na Biblioteca do Ceuma, o lançamento do livro “Maranhão Novo – A saga de uma geração”, do intelectual Eliézer Moreira Filho.

Obra pioneira, em que o autor, com riqueza de informações, aborda e comenta a trajetória do jovem governador- José Sarney, que mediante eleição vibrante e sem fraude, galgou o poder e realizou no Maranhão obra gigantesca, progressista e transformadora.

Ninguém mais do que Eliézer Moreira para discorrer sobre um governo do qual participou, ativa e com denodo, do primeiro ao último momento, que tratou de recuperar o tempo perdido e de mudar as práticas políticas que nele vicejavam e responsáveis pelo marasmo social e pela pobreza econômica.

O autor deste livro residia no Rio de Janeiro, mas retornou às origens familiares, para atender ao apelo do governador eleito, José Sarney, que precisava de mão de obra especializada para ajudá-lo a desenvolver o Maranhão.

Em São Luis, incorporou-se ao Grupo de Trabalho que assessorava tecnicamente o governador. Pela dedicação ao trabalho e maneira de agir como profissional e figura humana, foi confiada a ele a direção do órgão mais importante do governo:  Sudema- Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão, autarquia com a competência de planejar, liberar e controlar os recursos às obras necessárias ao progresso do Estado.

Atuando com desenvoltura e eficiência no comando da Sudema, tornou-se um permanente aliado de Sarney nas ações e iniciativas que redundaram no surgimento  do Maranhão Novo, no bojo do qual vieram a lume Escolas João de Barro, Ginásios Bandeirantes, Centro Maranhense de TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia e Veterinária; dezenas de hospitais e postos médicos; grandes eixos rodoviários de integração; pavimentação das estradas São Luis-Teresina, Santa Luzia-Açailândia e Miranda-Arari; hidrelétrica de Boa Esperança,  Barragem do Bacanga, pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua, e São Francisco, ligando o Centro Histórico às praias, porto e terminal ferroviário do Itaqui, do Distrito Industrial, pavimentação de ruas e avenidas de São Luis; bairro Anjo da Guarda, Companhia Progresso do Maranhão, Banco de Desenvolvimento do Maranhão, Fundação do Bem Estar Social, Companhia de Habitação Popular, Telecomunicações do Maranhão, Companhia de Águas e Esgotos,  Centrais Elétricas e  Reforma Administrativa.

Testado e aprovado é convocado por Sarney a cumprir outras tarefas governamentais, dentre as quais a de secretário de Administração Pública, Gestor de Assuntos do Gabinete do Governador e Chefe da Casa Civil, de onde saiu para concorrer a uma cadeira de deputado à Assembleia Legislativa do Estado, eleito para o mandato de 1971 -1975.

A onipresença na máquina administrativa estadual, de janeiro de 1966 a junho de 1970, em que o Maranhão experimenta um fecundo processo de modernização e desenvolvimento, deu a Eliézer a privilegiada posição de agente e testemunha das movimentações políticas, nas quais o talento de Sarney aflorava interna e externamente.

Internamente, face à brilhante atuação no poder, que lhe conferiu autoridade, competência e respeito, o governador tornou-se o grande líder político estadual. Externamente, pela obra realizada no Maranhão, acumulava aplausos e elogios das autoridades federais e da imprensa nacional, que o apontavam como exemplo para o Brasil.

Daqueles tempos de euforia e de entusiasmo popular, em que o Estado passou por transformações econômicas, sociais e políticas, que levaram a opinião pública à mobilização em torno da construção do Maranhão Novo e da mudança da mentalidade, Eliézer guardou preciosos documentos, oficiais e oficiosos, armazenou relevantes informações jornalísticas, selecionou dados estatísticos e conservou imagens, com o objetivo de, anos depois, juntar tudo isso num livro, para registrar com fidelidade, imparcialidade e sem paixão, os atos, fatos, episódios e acontecimentos de um significativo momento histórico, que as novas gerações desconhecem pela má-fé ou sordidez de invejosos e frustrados, que tentam distorcer uma realidade que permanece até hoje guardada na memória dos maranhenses, que tiveram a ventura de viver um tempo em que éramos felizes e não se sabíamos.

MENTIRAS E MENTIROSOS

Os políticos que receberem propinas da Odebrecht são atualmente os maiores mentirosos do Brasil. Useiros e vezeiros em falsear a verdade, cinicamente a alardeiam e com a maior cara de pau. Dentre as mentiras políticas mais cabeludas dessa triste fase, vejamos as triviais.

  • Estou surpreso com a inclusão do meu nome.
  • As doações usadas na minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Só me manifestarei sobre as delações quando tiver acesso ao processo.
  • Sou o maior interessado no esclarecimento da situação.
  • Sou um político do bem e não minto.
  • A Justiça não falha e confio nela.

 

REFORMA IMPRESCINDÍVEL

Eu acato e respeito o direito de concordar ou discordar da Reforma da Previdência.

De minha parte, acho que o país precisa fazê-la o quanto antes, para acabar com fatos como esse: a população rural do Brasil, acima de 55 anos, gira em torno de seis milhões de pessoas. Já a quantidade de benefícios rurais pagos pelo governo é da ordem de nove milhões.

ARTIGO DE BENTEVI

Quem conhece João Bentevi sabe que é bom médico, exemplar  professor universitário, ótimo saxofonista e dono de um texto brilhante, pois escreve com espantosa facilidade sobre assuntos diversos.

Por isso, não foi surpresa, repito, para quem acompanha a sua vida profissional, ver o artigo por ele produzido e veiculado pelas redes sociais, a respeito da presença do governador Flávio Dino na Lista do ministro Fachin.

Se por um lado, registra a decepção de vê-lo metido nesse mar de lama que inunda o Brasil, por outro, fez questão de ressaltar e louvar o político José Sarney que, com mais de 80 anos de idade e mais de 60 de vida pública, passou praticamente incólume nesse tsunami que agita o país.

OPINIÕES DE TAXISTAS

Na semana passada, estive em São Paulo e a bordo de um taxi perguntei ao taxista o que ele achava a administração do prefeito João Doria.

O motorista não titubeou. A resposta veio carregada de elogios ao jovem prefeito paulista.

Qualquer dia vou fazer em São Luis o que fiz em São Paulo: entrar num taxi e perguntar ao motorista sobre o desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

BENEFÍCIO DA PRESCRIÇÃO

De acordo com o Código Penal, quem responde a inquérito por caixa dois, cuja pena é de até cinco anos de prisão, pode ser beneficiado pela prescrição 12 anos depois do fato.

Esse prazo é ainda reduzido à metade se o investigado tem mais de setenta anos.

O deputado José Reinaldo, pelo que expressa o Código Penal, pode ser beneficiado pela prescrição.

RAIMUNDINHO SANTOS

A mídia quando se refere ao autor da denúncia contra o advogado maranhense Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador geral do Estado, trata-o por Raimundo Santos Filho, ex-diretor da Odebrecht.

Assim identificado, pouca gente em São Luis sabe quem o é.

Mas se tratado por Raimundinho Santos fica mais fácil identificá-lo. É engenheiro civil, nascido em São Luis, filho do saudoso empresário Raimundo Santos, que por muitos anos atuou no comércio da cidade, dono de conceituada loja de móveis, localizada na Rua Godofredo Viana.

Raimundinho vem sempre a São Luis, principalmente no carnaval e é dos fundadores do Bloco do Agenor. Mais ainda: é gente boa e bom caráter.

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EU E O TEATRO ARTUR AZEVEDO

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O Teatro Artur Azevedo foi inaugurado em São Luis no dia 1º de junho de 1817, com o nome de Teatro União, construído por iniciativa de Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevam Gonçalves Braga.

Com a morte de seus construtores, o Teatro União entrou em crise. O presidente da província, Eduardo Olimpio Guimarães, incorporou-o ao patrimônio do Governo, que o reformou e o reinaugurou com o nome de Teatro São Luis, na década de 1850.

Anos depois, já no regime republicano, no governo Urbano Santos, veio nova reforma. Na abertura de suas portas, em 1921, em homenagem ao grande dramaturgo maranhense, ganhou o nome de Teatro Artur Azevedo.

Ao longo de dois séculos de vida, o nosso teatro sofreu várias reformas e esteve sob o domínio ora do governo do Estado, ora da prefeitura de São Luis, que chegou inclusive a arrendá-lo à iniciativa privada. Em todas essas fases, no seu palco aconteceram cenas pitorescas e curiosas, histórias, algumas verdadeiras, outras criadas pelo imaginário popular, em torno de pessoas que o dirigiram, de atores e cantores que ali se exibiram, de peças e shows apresentados, sem esquecer as manifestações da platéia maranhense.

Dentre os numerosos casos, que merecem registros, porque fazem parte da história daquela casa de espetáculos, participei de três.

O primeiro deu-se no governo José Sarney. O teatro vinha de passar por mais uma reforma e o governador desejava reinaugurá-lo com um bombástico espetáculo cênico: a peça bíblica “Abraão e Sara”, da autoria do padre João Mohana, com elenco à base de artistas locais e dirigida por Andros Chediak, contratado no Rio de Janeiro, com essa finalidade.

Antes da reabertura do Artur Azevedo travou-se renhida luta entre o intelectual Domingos Vieira Filho, diretor do Departamento de Cultura, e o padre João Mohana, com vistas à indicação do novo diretor do teatro. O candidato de Vieira Filho era Gerd Phuegler; o de João Mohana, este escriba. O governador ficou entre a cruz e a espada, mas optou por mim, o candidato do sacerdote.

Tão logo a minha nomeação saiu no Diário Oficial, a 7 de fevereiro de 1969, Domingos Vieira Filho, sentindo-se desprestigiado, ameaçou deixar o cargo de diretor do Departamento de Cultura e ainda ameaçou romper a antiga amizade com Sarney. Quando percebi que isso poderia acontecer, não pensei duas vezes: fui ao governador, entreguei o cargo e a paz voltou a reinar no governo.

Resumo da ópera: fui diretor do Teatro Artur Azevedo e o que menos tempo ficou no cargo.

O segundo episódio veio a lume no governo João Alberto, que me nomeou para o cargo de secretário da Cultura do Estado do Maranhão.

Ao assumir o posto, em abril de 1990, encontrei os artistas revoltados com a situação do Teatro, fechado há dois anos. A imprensa, também, cobrava a reabertura do Artur Azevedo, necessitado de reformas e que se encontrava quase todo demolido por uma empresa do Piauí, à qual obra foi entregue, sem licitação, pelo ex-governador Epitácio Cafeteira.

Diante daquele quadro de revolta, decidi fazer uma Exposição de Motivos ao governador João Alberto, solicitando autorização para a Secretaria de Transportes e Obras preparar estudos para salvar o Teatro daquela constrangedora situação.

O chefe do Executivo, sem titubear, aprovou a EM e a encaminhou ao órgão competente e ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura, para que juntos elaborassem o projeto e providenciassem a imediata abertura da concorrência pública, vencida pela Construtora Planex.

A empresa correu contra o tempo e antes do governador João Alberto transferir o poder ao governador eleito, Edison Lobão (14 de março de 1991), o Teatro foi entregue ao público, não plenamente acabado, mas  em condições de funcionamento, sob os aplausos da comunidade artística.

O terceiro caso gerou-se em torno de uma polêmica levantada pelo então diretor do Teatro Artur Azevedo, Fernando Bicudo, que o governador Edison Lobão importou do Rio de Janeiro, para acompanhar os trabalhos de mais uma reforma imposta àquele monumento artístico.

Nas proximidades da reabertura do Teatro, Fernando Bicudo apresenta ao governador Lobão uma proposta absurdamente mirabolante. Que se voltasse aos anos de 1850, quando o nome do Teatro era São Luis. Essa mudança, se efetivada, destronaria Artur Azevedo do frontispício da nossa vetusta casa de espetáculos, que todo o país conhece e venera.

A proposta de Bicudo foi uma bomba na cidade. Todos os segmentos artísticos e intelectuais se mobilizaram para torpedeá-la, pois não viam nela sustentação histórica ou de qualquer outra natureza, que merecesse ser objeto de cogitação e levada a sério.

No momento em que a discussão ganhava corpo e ressonância, pois os meios de comunicação ajudavam a combater tão sinistra proposta, eu decidi dela participar e pra valer. Publiquei um artigo-reportagem, da minha autoria, no jornal O Estado do Maranhão, em 6 de dezembro de 1992, com este título: “Ideia Bicuda”, que o editor do Caderno Alternativo inseriu na primeira página.

Eis um dos trechos mais ácidos do artigo: “Ele (Fernando Bicudo) desejava que o governo estadual fizesse um retrocesso no tempo para devolver ao Teatro a denominação anterior, como se os maranhenses não tivessem a honra e a glória de ter Artur Azevedo como patrono. Ao contrário do que pensa Bicudo não temos qualquer interesse em exorcizar o grande dramaturgo, cuja obra tem o reconhecimento de todo o país.”

A matéria jornalística obteve repercussão tão extraordinária, que exigiu do autor da proposta imediata explicação. Mais bicudo do que nunca, além de manifestar o desejo de encerrar o assunto, pediu desculpas ao povo maranhense pela defesa de uma causa tão inoportuna, que não pensava chegar ao ponto de levá-lo à execração da pública.

REVOLUÇÃO RUSSA

EM novembro vindouro será comemorado em todo o Planeta o primeiro centenário da Revolução Russa, deflagrada pelos bolchevistas em Moscou com a finalidade de implantar o regime comunista.

Em São Luis, a efeméride não deverá passar em branco, pois o PC do B, pelo que se comenta, se mobilizará para organizar um evento de monta e para obter repercussão internacional.

Afinal de contas, o Maranhão é o único estado da Federação brasileira, governado por um comunista católico. Graças a Deus.

DOM DELGADO E DOM BELIZÁRIO

Há quem veja semelhanças entre Dom José Belizário e o saudoso Dom José Delgado, que pontificou no Maranhão, nos idos de 1950 e 1960, como a grande figura da igreja católica. Não são semelhanças físicas, mas que se manifestam em atitudes e  ações.

Os dois prelados, embora de gerações diferentes e de épocas nada convergentes em termos espirituais e temporais, parece que rezam o mesmo catecismo, no tocante ao empreendedorismo.

São homens inteligentes, líderes e audaciosos nas iniciativas que empreendem em favor do rebanho católico.

PRIMEIRO PLANO DE GOVERNO

O governador Newton Bello foi o primeiro, no Maranhão, a contar com um Plano de Governo.

O autor dessa peça, que traçava normas e diretrizes de planejamento econômico para o nosso Estado, foi o engenheiro e economista Antônio Dias Leite, que o preparou a pedido de seu dileto amigo, Renato Archer.

Intitulado “Plano e Reivindicações do Estado do Maranhão” foi  apresentado ao Presidente da República, Jânio Quadros, na visita de trabalho a São Luis, em julho de 1961.

O autor do Plano, Antônio Dias Leite, faleceu na semana passada, no Rio de Janeiro, aos 94 anos.

Em tempo: com a minha prazerosa mania de guardar documentos do passado, tenho a impressão que só eu tenho, ainda no original, um exemplar desse Plano de Governo.

PREFEITO NA PRAÇA

O dia oito de abril de 2017 vai ficar na história de São Luis. Pela primeira vez o prefeito Edivaldo Holanda Junior pisou na Praça Benedito Leite, que só conhecia de passagem, para anunciar a revitalização dos jardins daquele logradouro.

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A JUÍZA E O REITOR

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Na semana passada, a opinião pública foi surpreendida com a decisão da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luzia Medeiro Nepunucena, que solicitara a prisão do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, professor Gustavo Pereira da Costa, por desacato à ordem judicial.

Eu não conheço pessoalmente e nem profissionalmente a juíza Luzia Medeiro de Neponucena. Por isso, eximo-me de fazer maiores considerações ou juízo de valor sobre a sua atuação no exercício da judicatura, embora ache que cometeu uma injustiça contra uma pessoa íntegra e do bem.

Antes, porém, de deter-me sobre a figura humana do exemplar aluno, do notável professor e do competente reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, do qual posso falar de cátedra, devo dizer algo a respeito da instituição onde o conheci: a Federação das Escolas Superiores do Maranhão, criada pelo governador Pedro Neiva de Santana, que juntou as faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia, Veterinária, fundadas pelo ex-governador José Sarney.

A transformação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão, ato realizado pelo governador João Castelo, alterou a minha situação no corpo docente da nova instituição. De professor contratado, galguei à titularidade da disciplina Ciência Política, no curso de Administração.

Depois desse preâmbulo, reporto-me a Gustavo, o qual, em sala de aula, impressionou-me pela grandeza de caráter, pelo bom comportamento e interesse pela Ciência Política, disciplina que eu ministrava no segundo período do curso de Administração.

Ele se diferenciava do resto da turma por não se comprazer apenas com o discurso do professor. Cultivava a arte de questionar, sempre querendo avançar e saber mais. Gostava tanto de política que imaginei vê-lo às voltas com a militância partidária após a conclusão do curso, o que não aconteceu.

Todos os professores o admiravam e não economizam elogios à sua maneira de ser dentro e fora da sala de aula. Não à toa, ao ser diplomado foi apontado como o melhor aluno da turma.

Para a minha alegria, concluído o curso, Gustavo não deixou a Uema. Sem perda de tempo partiu para o mestrado e o doutorado, após o que, mediante concurso, ingressou no quadro de docente da instituição, destacando-se pela competência, seriedade e compromisso profissional, que o fizeram ocupar os mais altos cargos da Universidade Estadual do Maranhão até chegar a reitor, posto que eu, sem ser profeta, anunciei publicamente que um dia ele chegaria a exercê-lo, com honra e dignidade.

Quem o conhece, sabe que ele cumpre rigorosamente os deveres de cidadão, de professor e de gestor de uma instituição universitária, onde começou como aluno e ao longo do curso aprendeu a respeitar as leis, principalmente as emanadas das autoridades judiciais.

ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

No Brasil, uma nova organização religiosa surge por hora.

Para esse tipo de atividade, não há praticamente dificuldade burocrática. De fevereiro de 2010 a fevereiro de 2017, 951 entidades religiosas foram criadas no Brasil.

O processo é simples: registro em cartório, ata de fundação, estatuto social e composição da diretoria.

Diante de tanta facilidade, tenho um amigo que resolveu criar uma organização religiosa, em São Luís. É questão de dízimos.

LANÇAMENTOS NO CEUMA

Dois importantes livros serão lançados no Ceuma: “Maranhão Novo”, de Eliézer Moreira, e A Balaiada, de Bento Moreira Lima.

O de Eliézer já tem data marcada: 18 de abril, às 18 horas.

“Maranhão Novo” é o mais completo livro sobre um dos períodos mais ricos da política maranhense, em que pontificou a figura do governador José Sarney.

A Balaiada trata de forma romanceada a trajetória do Negro Cosme na sua luta contra os desmandos administrativos dos que exerciam o poder no Maranhão nos meados do século XIX. Este livro ainda não tem data de  lançamento.

NAVIO FANTASMA

No Maranhão, voltamos aos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando  navios alemães costumavam singrar as águas que banhavam as cidades do Litoral Ocidental.

Naquela época, Guimarães era a cidade que os nazistas escolhiam para espionar a movimentação das forças Aliadas, em operação no Nordeste brasileiro.

Agora, descobriu-se na praia de Cedral a presença de um navio à deriva e sem tripulantes.

Joaquim Itapary escreveu um excelente livro “Hitler no Maranhão’, que pode ajudar a desvendar o mistério de Cedral.

JOVENS EMPRESÁRIOS

Há uma nova geração de empresários no comando das entidades produtivas do Maranhão.

Ao contrário das lideranças passadas, que não costumavam bater de frente com as autoridades governamentais, por receio de retaliações, as de agora se mostram corajosas e desinibidas na defesa de seus interesses e pontos de vistas.

As destemidas ações, empreendidas pelas novas lideranças do empresariado, ficaram mais visíveis na gestão do governador Flávio Dino, que vem sendo invariavelmente questionada e contestada quando toma decisões consideradas lesivas ou prejudiciais ao patronato nativo.

BOLSONARO SEM APOIO

Um dos mais radicais políticos de direita do País, o deputado Jair Bolsonaro, está firme e decididamente disposto a disputar as eleições presidenciais de 2018.

No Maranhão, ainda não se conhece um militante político que tenha se apresentado como adepto da candidatura de Bolsonaro à sucessão do presidente Michel Temer.

Até mesmo o ex-deputado Costa Ferreira, que comanda o Partido Social Cristão, do qual Bolsonaro é filiado, ainda se mantém silencioso.

ZÉ  REINALDO E EMPRESARIADO

Se depender do empresariado maranhense, José Reinaldo Tavares será um dos candidatos ao Senado da República, em 2019.

Na semana passada, a convite da Federação das Indústrias do Maranhão, fez conferência sobre projetos que deverão ser implantados no Estado nos próximos anos para alavancar a nossa economia.

Após a palestra, realizou-se um produtivo debate em que Zé Reinaldo saiu-se muito bem e garantiu praticamente o apoio do empresariado à sua candidatura.

FIM DOS VICES

Na proposta do relator da Comissão Especial para a Reforma Política, uma novidade: a extinção dos cargos de vices para presidente, governador e prefeito.

Se eu tivesse no Congresso Nacional, votaria contra essa proposta e apresentava uma que vigorou no Brasil durante bons anos: os vices eram votados separadamente dos presidentes, governadores e prefeitos.

Essa proposta ensejaria a participação de vários candidatos aos cargos de vice, como aconteceu nas eleições municipais de Pinheiro, em 1950: só havia um candidato a prefeito, o saudoso Elizabetho Carvalho, mas, para vice, uma fila de postulantes.

LAVAGEM DE DINHEIRO

Apenas em 27 estados, o Ministério Público Federal tem condições de apreciar os casos com indícios de suspeitas de desvios de recursos da União.

Desses, apenas sete são dotadas de varas especializadas em lavagem de dinheiro, mas não dispõem de um juiz para julgar esse tipo de crime.

O Maranhão é um deles e por onde transitam quase mil e quinhentos processos.

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UM VETO INCOMPREENSÍVEL

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Eu e Luiz Rocha viemos de uma mesma geração política e começamos a trilhar na vida partidária como candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro de 1962.

Eu postulava uma vaga de deputado à Assembleia Legislativa, pelo PSP. Ele disputava um lugar de vereador à Câmara Municipal de São Luis, pela UDN.

Tivemos a alegria de ser bem sucedidos naquelas eleições e assumimos os mandatos em 1963. A nossa luta era combater o sistema político que dominava o Maranhão e fazer com que um candidato oposicionista chegasse ao Palácio dos Leões. Nesse particular, divergimos, pois o meu candidato a governador era o deputado Neiva Moreira. O dele, o também  deputado federal, José Sarney.

Com o advento do golpe militar de 1964, os nossos projetos foram por águas abaixo. Eu e Sálvio Dino tivemos os mandatos cassados pela Assembleia Legislativa, e Neiva Moreira, além de cassado, sofreu perseguição, prisão e exilou-se.

Luiz Rocha, por pouco não teve o mandato cassado. Salvou-se por obra das amizades de José Sarney, o que lhe valeu continuar na atividade parlamentar, elegendo-se deputado estadual às legislaturas de 1967-1971 e 1971-1975, como líder do Governo Pedro Neiva.

Pela atuante participação na Assembleia Legislativa, concorreu ás eleições à Câmara Federal e elege-se para os mandatos de 1975-1979 e de 1979-1983. Neste último, trabalha e realiza um audacioso projeto pessoal e político: candidato do Grupo Sarney a governador do Estado, nas eleições de 1982, que voltavam a ser diretas depois de três pleitos indiretos, que conduziram ao governo do Maranhão, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo.

Não foi fácil para Luiz Rocha viabilizar o seu projeto, pois teve de enfrentar o veto do governador João Castelo, que lutou com todas as armas para implodir a sua candidatura, que só ganhou corpo pela habilidade e capacidade do parlamentar e da vontade do senador José Sarney, que, por apoiá-la e defendê-la, pagou um preço altíssimo.

Naquelas eleições, Luiz Rocha teve como opositor o deputado Renato Archer, político de projeção nacional e prestigiado no Maranhão, mas por conta da fragilidade das oposições foi inapelavelmente derrotado nas urnas pelo sarneísmo.

Luiz Rocha assumiu o governo em 15 de março de 1983, mas chegou ao final do mandato desacreditado e sem corresponder ao que dele se esperava. Se na condução de sua candidatura foi esperto, sagaz e hábil, decepcionou no comando da máquina administrativa. Terminou a gestão de maneira melancólica, com a popularidade abalada e poucas obras realizadas. Em São Luis, notabilizou-se pela construção de um Terminal Rodoviário, que até hoje presta bons serviços aos que chegam e saem desta Cidade.

Em homenagem ao governador que fez aquela obra, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto conferindo-lhe o nome de Luiz Rocha. Para surpresa de todo o Maranhão, o projeto recebeu o veto do governador Flávio Dino, um homem público jovem e culto, que não tem o direito de manchar a sua biografia com a prática de ato tão mesquinho.

O instituto do veto não foi colocado na Carta Magna para ser instrumento de represália política, mas para o Executivo defender o interesse público.

DÓRIA E EDIVALDO

Em apenas três meses à frente da prefeitura de São Paulo, o prefeito João Dória já fez tanta coisa que o seu nome é cogitado à  Presidência da República, nas eleições de 2018.

O prefeito Edivaldo Holanda, no exercício do segundo mandato na prefeitura de São Luis, realiza uma administração tão insípida, inodora e incolor, que o seu futuro político continua incógnito.

PEZÃO DE LÁ E DE CÁ

A população do Rio de Janeiro lamenta a triste realidade pela qual vem atravessando, que credita ao atual governador Luis Fernando Pezão, que, na gestão passada, exerceu o cargo de prefeito da Cidade Maravilhosa.

Pezão, contudo, não é exclusividade do Rio de Janeiro. Nos anos 1960, tivemos no Maranhão um político chamado Manoel Pezão, que atuava politicamente na cidade de Pindaré-Mirim.

Pela sua folclórica participação na vida da cidade, se elegeu prefeito municipal, mas sua gestão foi tão medíocre quanto à do atual governador do Rio de Janeiro.

EUROPA JUNINA

A música junina está invadindo o mercado europeu.

Não à toa os cantores brasileiros, com o forró no repertório musical, estão com shows marcados em numerosas cidades do Velho Mundo, nos meses de junho e julho.

Convém lembrar que os brincantes do Boi Barrica tiveram participação direta na adesão européia à música junina. Anos atrás, levaram de São Luis para os países do outro lado do Planeta as danças e as músicas das festas de São João e São Pedro.

PAI E FILHO

Numa solenidade realizada no Tribunal Regional Eleitoral, em que Eduardo Moreira era a figura principal do evento, o pai, Kleber Moreira, roubou a cena.

Eduardo recebeu as palmas da platéia pela sua meritória recondução ao TRE e por ser um dos mais brilhantes advogados da nova geração.

Kleber foi duplamente aplaudido: pelo filho que gerou e por continuar, como octogenário, na labuta advocatícia, como um profissional correto e competente.

POSSE DE FELIPE

No dia 28 de abril vindouro, a Academia Ludovicense de Letras realizará majestosa solenidade, para receber o seu mais novo membro.

Trata-se de Felipe Camarão, atual secretário de Educação, brilhante advogado, e apaixonado amante das letras.

Por falar em Felipe Camarão, um fato interessante, na Assembleia Legislativa, por ocasião da votação da lei que alterava os salários dos professores da rede estadual de Educação.

Enquanto o governador Flávio Dino e os deputados que o apoiavam foram repudiados pelas lideranças da categoria, o secretário de Educação saiu ileso do episódio. Contra Felipe nem a mais leve crítica.

NÃO ABRE MÃO

Jamais, em tempo algum, se viu tanta gente querendo ser candidato ao Senado da República.

Até agora temos: José Reinaldo, Sarney Filho, Clóvis Fecury, Lobão Filho, Weverton Rocha, Waldir Maranhão e Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita.

O mais decidido a não abrir mão da candidatura a senador é o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ele diz que perdeu duas oportunidades de se candidatar ao Senado, nas eleições de 2006 e 20014, mais cedeu para não criar problemas políticos ao grupo a que pertencia.

Mas em 2018, não há força que o demova desse objetivo.

RECONHECIMENTO DO EMPRESARIADO

Numa eloqüente prova de maturidade e de consciência política, a Federação das Indústrias do Maranhão divulgou pela imprensa Nota de Agradecimento a nove deputados federais.

Os empresários fizeram questão de publicamente citar os nomes dos deputados Aluísio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, José Reinaldo, Junior Marreca, Juscelino Resende, Pedro Fernandes e Victor Mendes, que votaram pela aprovação do projeto que regulamenta a terceirização e moderniza as relações trabalhistas no país.

Se os parlamentares maranhenses merecem louvores pela maneira como votaram, os industriais devem, também, ser aplaudidos pelo entendimento de que o Brasil só mudará as suas estruturas econômicas e sociais com leis avançadas.

DECISÃO DO STF

Todo mundo é inocente até prova em contrário. Mas quem acompanha a vida política do Maranhão não se surpreendeu com a decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar réu o deputado Weverton Rocha,  por violação das leis de licitação e peculato.

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