UM VETO INCOMPREENSÍVEL

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Eu e Luiz Rocha viemos de uma mesma geração política e começamos a trilhar na vida partidária como candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro de 1962.

Eu postulava uma vaga de deputado à Assembleia Legislativa, pelo PSP. Ele disputava um lugar de vereador à Câmara Municipal de São Luis, pela UDN.

Tivemos a alegria de ser bem sucedidos naquelas eleições e assumimos os mandatos em 1963. A nossa luta era combater o sistema político que dominava o Maranhão e fazer com que um candidato oposicionista chegasse ao Palácio dos Leões. Nesse particular, divergimos, pois o meu candidato a governador era o deputado Neiva Moreira. O dele, o também  deputado federal, José Sarney.

Com o advento do golpe militar de 1964, os nossos projetos foram por águas abaixo. Eu e Sálvio Dino tivemos os mandatos cassados pela Assembleia Legislativa, e Neiva Moreira, além de cassado, sofreu perseguição, prisão e exilou-se.

Luiz Rocha, por pouco não teve o mandato cassado. Salvou-se por obra das amizades de José Sarney, o que lhe valeu continuar na atividade parlamentar, elegendo-se deputado estadual às legislaturas de 1967-1971 e 1971-1975, como líder do Governo Pedro Neiva.

Pela atuante participação na Assembleia Legislativa, concorreu ás eleições à Câmara Federal e elege-se para os mandatos de 1975-1979 e de 1979-1983. Neste último, trabalha e realiza um audacioso projeto pessoal e político: candidato do Grupo Sarney a governador do Estado, nas eleições de 1982, que voltavam a ser diretas depois de três pleitos indiretos, que conduziram ao governo do Maranhão, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo.

Não foi fácil para Luiz Rocha viabilizar o seu projeto, pois teve de enfrentar o veto do governador João Castelo, que lutou com todas as armas para implodir a sua candidatura, que só ganhou corpo pela habilidade e capacidade do parlamentar e da vontade do senador José Sarney, que, por apoiá-la e defendê-la, pagou um preço altíssimo.

Naquelas eleições, Luiz Rocha teve como opositor o deputado Renato Archer, político de projeção nacional e prestigiado no Maranhão, mas por conta da fragilidade das oposições foi inapelavelmente derrotado nas urnas pelo sarneísmo.

Luiz Rocha assumiu o governo em 15 de março de 1983, mas chegou ao final do mandato desacreditado e sem corresponder ao que dele se esperava. Se na condução de sua candidatura foi esperto, sagaz e hábil, decepcionou no comando da máquina administrativa. Terminou a gestão de maneira melancólica, com a popularidade abalada e poucas obras realizadas. Em São Luis, notabilizou-se pela construção de um Terminal Rodoviário, que até hoje presta bons serviços aos que chegam e saem desta Cidade.

Em homenagem ao governador que fez aquela obra, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto conferindo-lhe o nome de Luiz Rocha. Para surpresa de todo o Maranhão, o projeto recebeu o veto do governador Flávio Dino, um homem público jovem e culto, que não tem o direito de manchar a sua biografia com a prática de ato tão mesquinho.

O instituto do veto não foi colocado na Carta Magna para ser instrumento de represália política, mas para o Executivo defender o interesse público.

DÓRIA E EDIVALDO

Em apenas três meses à frente da prefeitura de São Paulo, o prefeito João Dória já fez tanta coisa que o seu nome é cogitado à  Presidência da República, nas eleições de 2018.

O prefeito Edivaldo Holanda, no exercício do segundo mandato na prefeitura de São Luis, realiza uma administração tão insípida, inodora e incolor, que o seu futuro político continua incógnito.

PEZÃO DE LÁ E DE CÁ

A população do Rio de Janeiro lamenta a triste realidade pela qual vem atravessando, que credita ao atual governador Luis Fernando Pezão, que, na gestão passada, exerceu o cargo de prefeito da Cidade Maravilhosa.

Pezão, contudo, não é exclusividade do Rio de Janeiro. Nos anos 1960, tivemos no Maranhão um político chamado Manoel Pezão, que atuava politicamente na cidade de Pindaré-Mirim.

Pela sua folclórica participação na vida da cidade, se elegeu prefeito municipal, mas sua gestão foi tão medíocre quanto à do atual governador do Rio de Janeiro.

EUROPA JUNINA

A música junina está invadindo o mercado europeu.

Não à toa os cantores brasileiros, com o forró no repertório musical, estão com shows marcados em numerosas cidades do Velho Mundo, nos meses de junho e julho.

Convém lembrar que os brincantes do Boi Barrica tiveram participação direta na adesão européia à música junina. Anos atrás, levaram de São Luis para os países do outro lado do Planeta as danças e as músicas das festas de São João e São Pedro.

PAI E FILHO

Numa solenidade realizada no Tribunal Regional Eleitoral, em que Eduardo Moreira era a figura principal do evento, o pai, Kleber Moreira, roubou a cena.

Eduardo recebeu as palmas da platéia pela sua meritória recondução ao TRE e por ser um dos mais brilhantes advogados da nova geração.

Kleber foi duplamente aplaudido: pelo filho que gerou e por continuar, como octogenário, na labuta advocatícia, como um profissional correto e competente.

POSSE DE FELIPE

No dia 28 de abril vindouro, a Academia Ludovicense de Letras realizará majestosa solenidade, para receber o seu mais novo membro.

Trata-se de Felipe Camarão, atual secretário de Educação, brilhante advogado, e apaixonado amante das letras.

Por falar em Felipe Camarão, um fato interessante, na Assembleia Legislativa, por ocasião da votação da lei que alterava os salários dos professores da rede estadual de Educação.

Enquanto o governador Flávio Dino e os deputados que o apoiavam foram repudiados pelas lideranças da categoria, o secretário de Educação saiu ileso do episódio. Contra Felipe nem a mais leve crítica.

NÃO ABRE MÃO

Jamais, em tempo algum, se viu tanta gente querendo ser candidato ao Senado da República.

Até agora temos: José Reinaldo, Sarney Filho, Clóvis Fecury, Lobão Filho, Weverton Rocha, Waldir Maranhão e Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita.

O mais decidido a não abrir mão da candidatura a senador é o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ele diz que perdeu duas oportunidades de se candidatar ao Senado, nas eleições de 2006 e 20014, mais cedeu para não criar problemas políticos ao grupo a que pertencia.

Mas em 2018, não há força que o demova desse objetivo.

RECONHECIMENTO DO EMPRESARIADO

Numa eloqüente prova de maturidade e de consciência política, a Federação das Indústrias do Maranhão divulgou pela imprensa Nota de Agradecimento a nove deputados federais.

Os empresários fizeram questão de publicamente citar os nomes dos deputados Aluísio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, José Reinaldo, Junior Marreca, Juscelino Resende, Pedro Fernandes e Victor Mendes, que votaram pela aprovação do projeto que regulamenta a terceirização e moderniza as relações trabalhistas no país.

Se os parlamentares maranhenses merecem louvores pela maneira como votaram, os industriais devem, também, ser aplaudidos pelo entendimento de que o Brasil só mudará as suas estruturas econômicas e sociais com leis avançadas.

DECISÃO DO STF

Todo mundo é inocente até prova em contrário. Mas quem acompanha a vida política do Maranhão não se surpreendeu com a decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar réu o deputado Weverton Rocha,  por violação das leis de licitação e peculato.

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