A JUÍZA E O REITOR

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Na semana passada, a opinião pública foi surpreendida com a decisão da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luzia Medeiro Nepunucena, que solicitara a prisão do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, professor Gustavo Pereira da Costa, por desacato à ordem judicial.

Eu não conheço pessoalmente e nem profissionalmente a juíza Luzia Medeiro de Neponucena. Por isso, eximo-me de fazer maiores considerações ou juízo de valor sobre a sua atuação no exercício da judicatura, embora ache que cometeu uma injustiça contra uma pessoa íntegra e do bem.

Antes, porém, de deter-me sobre a figura humana do exemplar aluno, do notável professor e do competente reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, do qual posso falar de cátedra, devo dizer algo a respeito da instituição onde o conheci: a Federação das Escolas Superiores do Maranhão, criada pelo governador Pedro Neiva de Santana, que juntou as faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia, Veterinária, fundadas pelo ex-governador José Sarney.

A transformação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão, ato realizado pelo governador João Castelo, alterou a minha situação no corpo docente da nova instituição. De professor contratado, galguei à titularidade da disciplina Ciência Política, no curso de Administração.

Depois desse preâmbulo, reporto-me a Gustavo, o qual, em sala de aula, impressionou-me pela grandeza de caráter, pelo bom comportamento e interesse pela Ciência Política, disciplina que eu ministrava no segundo período do curso de Administração.

Ele se diferenciava do resto da turma por não se comprazer apenas com o discurso do professor. Cultivava a arte de questionar, sempre querendo avançar e saber mais. Gostava tanto de política que imaginei vê-lo às voltas com a militância partidária após a conclusão do curso, o que não aconteceu.

Todos os professores o admiravam e não economizam elogios à sua maneira de ser dentro e fora da sala de aula. Não à toa, ao ser diplomado foi apontado como o melhor aluno da turma.

Para a minha alegria, concluído o curso, Gustavo não deixou a Uema. Sem perda de tempo partiu para o mestrado e o doutorado, após o que, mediante concurso, ingressou no quadro de docente da instituição, destacando-se pela competência, seriedade e compromisso profissional, que o fizeram ocupar os mais altos cargos da Universidade Estadual do Maranhão até chegar a reitor, posto que eu, sem ser profeta, anunciei publicamente que um dia ele chegaria a exercê-lo, com honra e dignidade.

Quem o conhece, sabe que ele cumpre rigorosamente os deveres de cidadão, de professor e de gestor de uma instituição universitária, onde começou como aluno e ao longo do curso aprendeu a respeitar as leis, principalmente as emanadas das autoridades judiciais.

ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

No Brasil, uma nova organização religiosa surge por hora.

Para esse tipo de atividade, não há praticamente dificuldade burocrática. De fevereiro de 2010 a fevereiro de 2017, 951 entidades religiosas foram criadas no Brasil.

O processo é simples: registro em cartório, ata de fundação, estatuto social e composição da diretoria.

Diante de tanta facilidade, tenho um amigo que resolveu criar uma organização religiosa, em São Luís. É questão de dízimos.

LANÇAMENTOS NO CEUMA

Dois importantes livros serão lançados no Ceuma: “Maranhão Novo”, de Eliézer Moreira, e A Balaiada, de Bento Moreira Lima.

O de Eliézer já tem data marcada: 18 de abril, às 18 horas.

“Maranhão Novo” é o mais completo livro sobre um dos períodos mais ricos da política maranhense, em que pontificou a figura do governador José Sarney.

A Balaiada trata de forma romanceada a trajetória do Negro Cosme na sua luta contra os desmandos administrativos dos que exerciam o poder no Maranhão nos meados do século XIX. Este livro ainda não tem data de  lançamento.

NAVIO FANTASMA

No Maranhão, voltamos aos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando  navios alemães costumavam singrar as águas que banhavam as cidades do Litoral Ocidental.

Naquela época, Guimarães era a cidade que os nazistas escolhiam para espionar a movimentação das forças Aliadas, em operação no Nordeste brasileiro.

Agora, descobriu-se na praia de Cedral a presença de um navio à deriva e sem tripulantes.

Joaquim Itapary escreveu um excelente livro “Hitler no Maranhão’, que pode ajudar a desvendar o mistério de Cedral.

JOVENS EMPRESÁRIOS

Há uma nova geração de empresários no comando das entidades produtivas do Maranhão.

Ao contrário das lideranças passadas, que não costumavam bater de frente com as autoridades governamentais, por receio de retaliações, as de agora se mostram corajosas e desinibidas na defesa de seus interesses e pontos de vistas.

As destemidas ações, empreendidas pelas novas lideranças do empresariado, ficaram mais visíveis na gestão do governador Flávio Dino, que vem sendo invariavelmente questionada e contestada quando toma decisões consideradas lesivas ou prejudiciais ao patronato nativo.

BOLSONARO SEM APOIO

Um dos mais radicais políticos de direita do País, o deputado Jair Bolsonaro, está firme e decididamente disposto a disputar as eleições presidenciais de 2018.

No Maranhão, ainda não se conhece um militante político que tenha se apresentado como adepto da candidatura de Bolsonaro à sucessão do presidente Michel Temer.

Até mesmo o ex-deputado Costa Ferreira, que comanda o Partido Social Cristão, do qual Bolsonaro é filiado, ainda se mantém silencioso.

ZÉ  REINALDO E EMPRESARIADO

Se depender do empresariado maranhense, José Reinaldo Tavares será um dos candidatos ao Senado da República, em 2019.

Na semana passada, a convite da Federação das Indústrias do Maranhão, fez conferência sobre projetos que deverão ser implantados no Estado nos próximos anos para alavancar a nossa economia.

Após a palestra, realizou-se um produtivo debate em que Zé Reinaldo saiu-se muito bem e garantiu praticamente o apoio do empresariado à sua candidatura.

FIM DOS VICES

Na proposta do relator da Comissão Especial para a Reforma Política, uma novidade: a extinção dos cargos de vices para presidente, governador e prefeito.

Se eu tivesse no Congresso Nacional, votaria contra essa proposta e apresentava uma que vigorou no Brasil durante bons anos: os vices eram votados separadamente dos presidentes, governadores e prefeitos.

Essa proposta ensejaria a participação de vários candidatos aos cargos de vice, como aconteceu nas eleições municipais de Pinheiro, em 1950: só havia um candidato a prefeito, o saudoso Elizabetho Carvalho, mas, para vice, uma fila de postulantes.

LAVAGEM DE DINHEIRO

Apenas em 27 estados, o Ministério Público Federal tem condições de apreciar os casos com indícios de suspeitas de desvios de recursos da União.

Desses, apenas sete são dotadas de varas especializadas em lavagem de dinheiro, mas não dispõem de um juiz para julgar esse tipo de crime.

O Maranhão é um deles e por onde transitam quase mil e quinhentos processos.

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