DE GETÚLIO A TEMER: AS CRISES POLÍTICAS NO BRASIL

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Na minha vida de septuagenário, tive a ventura de ver o Brasil, ao longo de sua trajetória histórica, avançar econômica e socialmente, ou seja, desenvolver-se e modernizar-se, mas, tive, também, a desventura de vê-lo desviar-se de sua gloriosa caminhada para o futuro, dando passos para trás no rumo do obscurantismo e do autoritarismo.

Como pode um país fabuloso e fantástico do porte do nosso, que o mundo admira pelo povo que tem, pelas riquezas naturais que possui, pela invejável dimensão continental e marcante identidade cultural, viver quase sempre sobressaltado por crises de governabilidade e/ou instabilidade política, que o impedem figurar no ranking das nações civilizadas e democráticas?

Essa gritante dicotomia, que conduz o país ora para avanços, ora para recuos, deve-se, segundo estudiosos e cabeças pensantes, à ausência absoluta de quadros políticos verdadeiramente responsáveis, preparados e qualificados para cuidar das tarefas de gestão pública.

Eu, nessas sete décadas de existência, presenciei nada menos do que oito crises políticas no Brasil, que o deixaram em situação desconfortável perante o mundo e em posição nada compatível com os anseios do povo.

A primeira foi em 1954, com o presidente Getúlio Vargas envolvido num “mar de lama”, fato que a UDN denunciou através do deputado Carlos Lacerda, que, por isso, sofreu um atentado, executado pelos correligionários do chefe da Nação. Compelido pelas Forças Armadas a renunciar ao mandato, Getúlio recorre ao suicídio e deixa uma carta-testamento, acusando o imperialismo e suas alianças como responsáveis pelo golpe de Estado.

A segunda veio com o Brasil governado por Jânio Quadros, que, intempestivamente, em agosto de 1961, renuncia ao cargo de presidente da República. O vice, João Goulart, ausente do país, é impedido pelos ministros militares de assumir o poder, gerando um impasse institucional, que resulta na mudança da forma de governo: de presidencialista, o Brasil vira parlamentarista.

A terceira surge em abril de 1964, com as Forças Armadas insurgindo-se contra o presidente João Goulart, deposto por querer introduzir no país as reformas de base e de se atrelar ao comunismo internacional.  O general Humberto Castelo Branco assume o governo e, por meio de atos institucionais, implanta um regime ditatorial, que vigora por vinte anos. Em dezembro de 1968, sob a presidência do general Costa e Silva, o regime militar decreta o Ato Institucional 5, obrigando o Congresso a entrar em recesso. O presidente Ernesto Geisel, nove anos depois, em abril de 1977, fecha novamente o Congresso Nacional e elabora o chamado Pacote de Abril.

A quarta veio à tona em abril de 1985, na véspera da instalação da Nova República, o presidente eleito, Tancredo Neves é hospitalizado em Brasília e submete-se a uma operação abdominal. Esboça-se um movimento com relação à posse do vice-presidente José Sarney, que mesmo contestado pelos militares, assume interinamente o cargo, do qual se torna o titular com a morte do político mineiro.

A quinta aflora em dezembro de 1992, com a decisão histórica do Senado de condenar o presidente Fernando Collor de Melo inabilitando-o ao exercício de funções públicas. A queda de Collor foi lenta e dolorosa. Começa com a denúncia do irmão Pedro, que gera o processo de impeachement contra o chefe da Nação. Quem o substituiu no poder é o vice, Itamar Franco.

A sexta vem à tona em 2005 e alcança 2006, com o escândalo do Mensalão, patrocinado pelo PT, que, através da corrupção política, pratica a compra de voto dos parlamentares no Congresso Nacional. O caso teve com protagonistas, além dos agentes do PT, os integrantes do governo do presidente Lula da Silva, o grande beneficiado daquela sinistra operação. O desfecho do Mensalão ocorre no Supremo Tribunal Federal, que julga e condena 40 políticos, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

A sétima crise decorre do desgoverno da presidente Dilma Roussef, que leva o país ao retrocesso econômico, ao retorno da inflação e do desemprego. Paralelamente, emerge o escândalo do Petrolão, do qual nasce a operação Lava-Jato e impede a presidente da República de continuar no exercício do cargo, para o qual se reelegera.

A última diz respeito à oitava crise e que se encontra em andamento, pelo envolvimento de Dilma, Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras agremiações partidárias no escândalo de propinas e de outras vantagens ilícitas, patrocinadas pelas grandes empreiteiras nacionais. Essa crise alcança inclusive o atual presidente Michel Temer, ameaçado de ter o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral ou de sofrer um impeachement pelo cometimento, também, de práticas ilícitas.

SARNEY E CEUMA

O engenheiro Mauro Feecury recebeu do ex-presidente José Sarney, um documento valioso e histórico.

Nele, Sarney emite um juízo de valor sobre o excelente resultado obtido pelo Grupo Educacional Ceuma, na rigorosa aferição feita recentemente pelo Ministério da Educação.

O ex-presidente da República elogia a avaliação do MEC e exalta a educação superior que o Ceuma pratica no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí, mediante cursos do mais alto nível.

FIEMA ASSINA MANIFESTO

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez, fez questão de ser o primeiro a assinar o documento da Confederação Nacional da Indústria sobre o momento político do País.

O presidente da Fiema assim procedeu por estar sumamente preocupado com a situação institucional do Brasil, que se não houver bom senso e união, para desarmar os mais exaltados, poderemos cair na vala comum do atraso e da desesperança.

Ao ser o primeiro signatário do “Comunicado à Nação”, Baldez expressa não apenas o seu, mas o sentimento de todo o segmento empresarial maranhense.

TEMA E TEMER

Na recente “Marcha dos Prefeitos” em Brasília, o presidente da Federação dos Prefeitos do Maranhão, Cleomar Tema, passou como parente do presidente da República, Michel Temer.

A confusão não se deu pela semelhança física entre o presidente da Famem  e o chefe da Nação, mas simplesmente por ostentarem sobrenomes parecidos: Tema e Temer.

CADÊ RICARDO MURAD?

Ricardo Murad é um político que atua na vida pública em tempo integral e dedicação exclusiva. Por isso, quando ele submerge ou inexplicavelmente sai de cena, dá margem a que hipóteses ou conjecturas  venham à tona.

O sumiço de Ricardo, que se espera não ser por motivo de saúde, enseja pelo menos três perguntas: 1) abandono definitivo da política partidária ou apenas um recuo estratégico? 2) esquivou-se da política para deixar que os holofotes da mídia e da opinião pública sejam totalmente  canalizados para a filha, deputada Andréa Murad, cuja atuação na Assembleia Legislativa só merece aplausos?) finge-se de morto ou aguarda a poeira assentar para dar a volta por cima no momento certo da sucessão ao governo estadual?

A FAVOR DO UBER

Quando o saudoso jornalista Benito Neiva reinava de modo absoluto no colunismo social de São Luis, costumava encerrar suas crônicas com este apelo: “Sempre a favor de telefone no aeroporto do Tirirical e contra a permanência de menores em lugares proibidos.”

Parafraseando Benito, gostaria de proclamar em alto e bom som que sou a favor, sempre a favor, da presença do Uber em São Luis e contra, sempre contra, a perseguição aos profissionais que optaram por esse meio de vida.

 

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A OCUPAÇÃO DO LARGO DO CARMO

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O Largo do Carmo, secularmente, pela sua posição estratégica, tornou-se o principal ponto de convergência social de São Luis.

A vida da cidade gravitava nele e no seu entorno, onde tudo acontecia e a população tomava conhecimento de fatos e atos do cotidiano, que repercutiam pela presença de igrejas, cinemas, bares, restaurantes, lojas, redações dos jornais, emissoras de rádio, consultórios médicos, escritórios de profissionais liberais e dos transportes coletivos (bondes e ônibus).

Nas campanhas eleitorais, o Largo do Carmo funcionava como a caixa de ressonância política, tendo o frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo e a sacada da casa de dona Maria Machado por moldura ou palco de comícios e concentrações populares, especialmente de conteúdo oposicionista, que fizeram São Luis ser conhecida por Ilha Rebelde.

Não havia outro local na cidade que atraísse e mobilizasse mais a população da cidade do que o Largo do Carmo, pois lá ocorriam os mais candentes episódios da vida privada e pública maranhense.  Naquele pedaço de chão, emanavam e fervilhavam as notícias mais fresquinhas, as informações mais quentes e os boatos mais desencontrados.

A importância do Largo da Carmo na vida pública maranhense salientou-se na famosa “Greve de 1951”, ocupada literalmente pelos “soldados da liberdade”, que lutavam para impedir o governador Eugênio Barros de ser empossado, sob a justificativa de sua eleição ser produto de fraude eleitoral.

Por mais de 60 dias, o povo de São Luis não arredou os pés dali, para ouvir  discursos, protestar e exigir do Presidente da República, Getúlio Vargas a decretação da intervenção federal no Maranhão, o que não aconteceu, deixando o eleitorado oposicionista frustrado.

Mas a partir de 1964, com o movimento militar que derrubou o presidente João Goulart do poder, que levou o país à ditadura, o Largo do Carmo deixou de ser o palco dos grandes acontecimentos políticos de São Luis.

Por motivo de segurança, as forças militares proibiram que, naquele espaço, se realizassem atos e manifestações políticas, para o povo não protestar ou se insurgir contra as autoridades.

Nas eleições de outubro de 1965, em que José Sarney conquistou o governo do Estado, nada aconteceu no Largo do Carmo, pois a Secretaria de Interior, Justiça e Segurança, com base no dispositivo federal, reprimiu todos os atos de natureza político.

Esse recuo histórico serve para mostrar o que o Largo do Carmo representou no passado e a situação em que se encontra atualmente: esvaziado, abandonado e ponto de encontro de viciados e marginais.

Mas esse quadro pode ser revertido desde que o prefeito Edivaldo Holanda Junior acorde e ponha em prática um projeto para reativá-lo e torná-lo cenário de atos memoráveis, que mereçam ser vistos ou comemorados pela população.

Para a materialização desse projeto, à prefeitura bastaria assumir a responsabilidade de dotar o Largo do Carmo de condições físicas para suportar a promoção de shows musicais, atos evangélicos, apresentações folclóricas, eventos populares, feiras de livros, encenações teatrais e até mesmo comícios políticos.

Em assim procedendo, a prefeitura daria à cidade uma opção a mais para a prática de atos públicos e privados e ainda desafogaria a Praça Maria Aragão de certas manifestações, algumas irrelevantes ou desnecessárias.

A COTAÇÃO DE NICOLAU

Nicolau Dino, irmão do governador Flávio Dino, é um dos subprocuradores que manifestaram interesse em se candidatar ao cargo de procurador-geral da República.

O atual procurador Rodrigo Janot apóia Nicolau Dino, antigo colega de Associação Nacional dos Procuradores da República, com quem mantém estreitos vínculos de amizade.

Nicolau é considerado um homem preparado, com experiência e estatura para manter a máquina da Lava-Jato nos trilhos, embora tenha perfil tímido.

Também é respeitado pela base do Ministério Público, mas o seu nome parece não ter a simpatia do Palácio do Planalto.

RESTAURANTE E DIA DAS MÃES

Os filhos que pensaram homenagear as mães, no domingo passado, levando-as aos melhores restaurantes da cidade, passaram por maus bocados e frustraram-se.

Em vez de alegria e prazer, as mães sofreram dentro e fora dos restaurantes, que, além de insuficientes, não se preparam para atender à demanda.

Elas, não mereciam ter visto cenas tão grotescas e passado por momentos nada agradáveis.

ARLETE E JOSUÉ

Há anos, a escritora Arlete Nogueira Machado guarda consigo uma raridade.

Um ensaio maravilhoso e inédito, com mais de cem páginas, da autoria do intelectual maranhense Franklin de Oliveira sobre a vida e a obra do saudoso escritor Josué Montello.

Ela sabia que um dia usaria aquela peça literária para homenagear os dois ilustres e renomados maranhenses. Por isso, proporá à Academia Brasileira de Letras a publicação do primoroso ensaio, no centenário de nascimento de Josué Montello, em agosto vindouro.

SEBASTIANISMO NO MARANHÃO

Em cumprimento à lei que determina que Portugal seja homenageado no Maranhão, no dia 10 de junho, a Academia Maranhense de Letras, a Sociedade Humanitária, a Comunidade Luso-Brasileira e o Grêmio Lítero Português, vão realizar um evento comemorativo.

No dia 6 de junho, às 19 horas, no auditório da AML, o escritor português, Antônio Freire, profere palestra sobre o tema “O Sebastianismo no Maranhão”.

O intelectual lusitano é hoje o maior conhecedor da vida e da obra do padre Antônio Vieira, a respeito do qual já escreveu vários livros.

DUTRA ARREPENDIDO

Encontrei o ex-deputado e agora prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, ao lado da esposa, Núbia, minha conterrânea de Itapecuru.

Ao vê-lo um tanto quanto sorumbático, não deixei esta pergunta escapulir: – O que é melhor ser estilingue ou vidraça?

Respondeu o óbvio.

NOME DE PARTIDO

A moda agora é a mudança de nome dos partidos brasileiros.

Começou com Rede de Sustentabilidade. Depois veio Solidariedade. Agora foi a vez do Partido Trabalhista Nacional que virou Poderoso.  O PTB pretende ser conhecido como Avante.

Nome mais adequado ao PT: Trapalhões ou Trapaceiros.

SEM CENSORES

Tenho a impressão de que o trânsito melhorou bastante depois da retirada dos censores das vias públicas de São Luis.

O tráfego ficou mais livre e fluindo com mais desenvoltura.

Errou feio quem achava que o trânsito, sem os censores, transformaria a cidade num caos.

Ponto para o prefeito Edivaldo Holanda que, sem querer, livrou a Cidade daquelas engenhocas.

COMPARECIMENTO DE FELIPE

Por não comparecer à abertura do programa Roda de Debates, promovido pela Academia Maranhense de Letras com estudantes do ensino médio, o secretario de Educação, Felipe Camarão, marcou presença no encerramento do evento.

Como se não bastasse, discutiu, opinou e acatou sugestões e propostas de professores e alunos.

A presença de Felipe Camarão em eventos e atos que possam melhorar a educação no Maranhão, faz com que seja considerado um dos gestores mais eficientes e competentes do atual governo.

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CEM ANOS DA COVA DA IRIA

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Neste sábado, há 100 anos, um ato de origem sobrenatural, teve lugar em terras portuguesas, num lugarejo chamado Cova da Iria, que abalou religiosos, místicos e agnósticos, e tornou-se alvo de especulações e questionamentos, inclusive de setores da própria Igreja Católica, que levantaram dúvidas quanto à sua autenticidade.

Segundo relatos da época, o episódio ocorreu no dia 13 de maio de 1917, envolvendo as meninas – Lúcia de Jesus e Jacinta, de 10 e 7 anos, e o menino Francisco Marto,  de 9 anos, que pastoreavam  ovelhas e foram  surpreendidas por um clarão luminoso, do qual surge a Virgem Maria, vestida de branco, trazendo profecias, recomendações e mensagens.

Reza a lenda ou a crença, de que Nossa Senhora teria aparecido outras vezes para aquelas crianças, entre maio e outubro de 1917, sempre lhes entregando profecias, que se tornaram conhecidas por “Segredos de Fátima”, mas só reveladas anos depois por ordem dos Papas.

Os dois primeiros segredos chegaram ao conhecimento público em 1942, com autorização do Papa Pio XII, e diziam respeito à deflagração de catástrofes, que causariam flagelos à humanidade.

O terceiro segredo, revelado em 1944, mas divulgado em 1960, reportava-se a um possível atentado ao Papa, aquele sofrido por João Paulo II, na Praça do Vaticano, em 1981.

Em Portugal e nos países em que se fala o idioma português, o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima será festivamente comemorado no curso deste mês.

Em São Luis, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira organizou um programa, cujo ponto alto é a celebração, hoje, às 8h30, de missa na Igreja de São João Batista, no mesmo horário em que o Papa Francisco, no Santuário de Fátima, preside um ofício religioso alusivo ao evento.

O assunto da aparição de Nossa Senhora, na Cova da Iria, faz com que transponha o meu pensamento para a década de 1950, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima saiu de Lisboa em direção ao Brasil, onde fez uma peregrinação por todos os estados.

Naquela época, São Luis contava com expressiva colônia lusitana, em qualidade e quantidade, que por pontificar na vida social e comercial da cidade, preparou vasta programação para receber a santa peregrina, com visitas a igrejas, associações religiosas e hospitais, nestes, Nossa Senhora teria operado milagres e recuperado enfermos.

No dia da chegada da santa, nada funcionou na cidade e a população, mobilizada para recepcioná-la, marcou presença no aeroporto e nas ruas com fé e devoção. Eu, com 14 anos, em dois momentos, emocionei-me com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Primeiro, por vê-la de perto e de tocá-la, na visita ao Colégio dos Irmãos Maristas, onde estudava. Segundo, no estádio Santa Isabel, na celebração de uma missa campal, ministrada pelo arcebispo dom José Delgado, onde o povo contrito chorava, rezava e pedia suas bênçãos para minorar seus sofrimentos em angústias.

Segundo a imprensa, muitos doentes, após o ato religioso, foram curados das moléstias que portavam.

De tudo que vi e ouvi por ocasião da imagem peregrina a São Luis, ficou algo que aprendi e até hoje não esqueci: um cântico a ela dedicado com este estribilho:

A treze de maio na Cova da Iria

No céu aparece a Virgem Maria

Ave, ave, Maria

Ave, ave, Maria

Os três pastorinhos cercados de luz

Visitam Maria

A mãe de Jesus

Ave, ave Maria

Ave, ave, Maria.

DE VICE A PRESIDENTE

As duas figuras políticas do Maranhão, eleitas à vice-presidência da República, que exerceram  o cargo de presidente do Brasil foram Urbano Santos e José Sarney.

Sarney assumiu o comando do Poder Executivo face ao falecimento de Tancredo Neves, em abril de 1985.

Urbano Santos, companheiro de chapa de Venceslau Braz, no quadriênio 1914-1918, assumiu a presidência da República, em 1917, quando o estadista mineiro, licenciado, viajou para o seu Estado, Minas Gerais.

A diferença entre Sarney e Urbano Santos é que o primeiro assumiu e  ficou cinco anos no poder; já o segundo, permaneceu no cargo só trinta dias, fato ocorrido há cem anos.

CANDIDATA A GOVERNADORA

Além de Roseana Sarney, Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra, também quer ser candidata ao Governo do Maranhão.

Maura Jorge lançou-se candidata depois de forte desentendimento com o governador Flávio Dino, numa solenidade pública, na cidade onde é gestora.

O modo altivo com reagiu à indelicadeza do chefe de governo,  repercutiu politicamente a seu favor, mormente na sua região, mas só isso não basta para cacifá-la a disputar o cargo de governador do Maranhão.

Há que mostrar outras virtudes, por exemplo, como se conduz à frente da prefeitura e se a administração que realiza é bem avaliada pela população.

TERRA EM TRANSE

Há cinqüenta anos, o filme Terra em Transe, do cineasta baiano Glauber Rocha era lançado no Brasil.

Importante e polêmico, o filme, um dos ícones do Cinema Novo, foi lançado em plena ditadura, que a censurou, mesmo escudado em metáforas.

Com um elenco de primeira linha, do nível de  Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha, Paulo Gracindo, Danuza Leão , o filme produzido em 1967, teve cenas filmadas em São Luis, por ocasião da posse do governador José Sarney.

MORADORES DE RUA

O prefeito de São Paulo, João Doria, vai distribuir para os moradores de rua, 65 mil escovas de dente, 96 mil desodorantes, 160 mil pastas de dentes, 660 mil sabonetes e 80 mil xampus.

O prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Junior, em compensação, está distribuindo aos moradores da cidade, milhares de buracos.

CONHECER, PRENDER E SOLTAR

Como ouvinte da Rádio Mirante, ouvi uma entrevista do delegado Walter Wanderley, em que se ufanava de conhecer todos os ladrões que agem em São Luis.

Delegado, com todo o respeito, o problema não é conhecer os ladrões, mas o de prendê-los e depois serem soltos, pela Justiça, para praticarem os mesmos delitos.

DIA DAS MÃES

Amanhã, Dia das Mães, será um grande teste para o Governo e para o Presidente Michel Temer.

Se o comércio vender mais do que nos anos anteriores, pode-se dizer que a política econômica do ministro Henrique Meireles está no caminho certo.

Ao contrário disso, só Deus sabe.

ANIVERSÁRIO SILENCIOSO

Não é comum aniversário de governador passar em brancas nuvens.

Ao longo de minha vida de jornalista, sempre soube que governador não muda de idade sem comemoração, até porque os puxa saco não deixam isso acontecer, pois, nesse dia, eles gostam de mostrar serviços e sabem fazer isso com muita propriedade.

No dia 30 de abril,  Flávio Dino, pela segunda vez na sua gestão, muda de idade, mas se não fosse o batizado do mais novo filho do governador, nada teria acontecido no  Palácio dos Leões.

PREFEITO SONHADOR

Surgiu um prefeito no Maranhão para arrebatar do ex-prefeito de São Luis, Haroldo Tavares, o titulo de “sonhador.”

Trata-se do gestor do município de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Numa mensagem, publicada na imprensa, ele anuncia, como um de suas metas administrativas, a implantação do VLT para ligar São Luis a Itapecuru, como medida para desafogar o trânsito na BR-135.

 

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DO PAI(ORLEANS) PARA O FILHO(CARLOS)

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Não é preciso ser analista político para imaginar que é questão de tempo a deflagração nas hostes do PSDB do Maranhão de uma luta de foice entre o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, pelo domínio estadual do PSDB.

Essa luta, não se desenvolve apenas pelo domínio do partido. Vai mais longe e tem outras conotações, como, por exemplo, o atual alinhamento do tucanato maranhense ao esquema político do governador Flávio Dino, que, nas eleições de 2014, teve Carlos Brandão como companheiro de chapa e se elegeu vice-governador do Estado.

Naquele pleito, a aliança entre o PSDB e o PC do B foi possível e ganhou corpo porque teve o aval da cúpula nacional do partido. Nos tempos que correm, contudo, a situação difere literalmente de 2014, pois o PSDB  participa do governo Michel Temer e se compôs com o PMDB, para dar sustentação ao presidente da República, que trava uma batalha gigantesca para se manter no poder e aprovar no Congresso Nacional as Reformas Trabalhista e da Previdência Social, tão necessárias ao país.

No plano nacional como no regional, por conseguinte, a postura adotada pelos tucanos é de não aliar-se a agremiações partidárias contrárias ou em rota de colisão com o presidente Michel Temer.

Repetir no Maranhão a fórmula de 2014, em que o PSDB aliou-se ao PC do B, nem pensar. O vice-governador Carlos Brandão, sabe dessa orientação, tanto que vem sendo questionado pelo emplumado tucano, o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, afinado da cabeça aos pés à cúpula do PSDB.

Como em política tudo acontece e às vezes até se repete,  Carlos Brandão, como bom filho, poderá espelhar-se no exemplo de seu querido pai, o saudoso deputado Orleans Brandão, que, em 1963, tomou a iniciativa de liderar um movimento de apoio político ao governador Newton Bello, alvejado pela ação de sete deputados federais do extinto Partido Social Democrático, que contestavam uma decisão do chefe do Poder Executivo.

Liderados pelo deputado federal Cid Carvalho, os parlamentares Ivar Saldanha, Eurico Ribeiro, Líster Caldas, Matos Carvalho, Luis Coelho e Alberto Aboud, bateram de frente contra a indicação de José Burnett a líder da bancada do Maranhão na Câmara Federal. Para substituí-lo, o escolhido foi Ivar Saldanha, fato que gerou uma crise e levou os rebelados, assim chamados, a se desligarem do PSD e se filiarem ao PTB, com aval do presidente João Goulart e da liberação das benesses do governo federal.

Para hipotecar solidariedade ao governador, Orleans Brandão promoveu um jantar no Cassino Maranhense, oportunidade em que chamou os rebelados de “Frutos Podres” e ainda lançou as bases de uma nova agremiação política no Maranhão, com o nome de PNB ou Partido Newton Bello.

Mas um acontecimento de grande relevância nacional veio à tona e implodiu a criação do PNB e o projeto dos rebelados, de fazer o deputado Cid Carvalho candidato do PTB a governador nas eleições de 1965.

Esse acontecimento foi a eclosão do movimento militar de abril de 1964, que fez as águas de março  levarem de roldão rebelados e não rebelados.

TRATAMENTO DE EXCELÊNCIA

O prefeito de São Paulo, João Doria, a cada dia surpreende o país com novos atos e fatos.

A última do gestor paulista: extinguiu o tratamento de Vossa Excelência e de Vossa Senhoria na prefeitura paulista, no pressuposto de que todas as pessoas devem ser tratadas igualmente perante a lei.

Por falar em tratamento, lembro o saudoso deputado Nagib Haickel quando se elegeu deputado federal.

Ao chegar de Brasília, um jornalista perguntou o que mais o impressionou no Congresso Nacional. Sem titubear, respondeu: Ser tratado por Vossa Excelência por todos que ali trabalham.

MARGINAL DAS LETRAS

Na semana passada, um jornal da cidade publicou um artigo singularmente tolo de um marginal das letras contra a Academia Maranhense de Letras e os acadêmicos.

Mal sabe ele que, com as suas tolices impressas, está a fortalecer a AML. Sim, isso mesmo: fortalecer.

Enquanto houver idiotas aqui fora, haverá espaço, lá dentro, para os homens de espírito, e são estes que asseguram a continuidade da Instituição.

QUEM TEM MEDO DO UBER?

O presidente da Câmara Municipal de São Luis, Astro de Ogum, pisou na bola ao promulgar a lei que proíbe o uso do Uber na capital maranhense.

A promulgação dessa lei mostra duas coisas. Primeiro, a ilegalidade do ato, pois de acordo com a Constituição Federal que tem competência para legislar sobre trânsito e diretrizes de política nacional de transporte, é a União.

Segundo, a prova cabal e insofismável de que os vereadores da capital maranhense não estão sintonizados com o progresso e mudanças que se operam em todos os setores da sociedade, especialmente com respeito à mobilidade urbana.

Mas não foi apenas a Câmara Municipal que pecou. O prefeito Edivaldo Holanda, também, deixou de cumprir o seu dever, omitindo-se de sancionar uma lei, que poderia deixar São Luis de bem com a modernidade e o bolso popular.

DISCURSO DE INTELECTUAL

Quem compareceu à solenidade de posse do jovem advogado Felipe Camarão, na Academia Ludovicense de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sabia que ouviria um bom discurso do atual secretário de Educação do Estado.

Mas Felipe extrapolou e surpreendeu.  Na sua oração de posse, mostrou o seu lado de bom intelectual, que cultiva as letras e domina a difícil arte da oratória.

Os membros da Academia Maranhense de Letras, que marcaram presença na solenidade, saíram do Convento das Mercês empolgados com que ouviram e convencidos de ser mais valor intelectual, que, naquela noite, surgia.

EUTANÁSIA ELEITORAL

Lenta e gradativamente o processo eleitoral brasileiro vem sofrendo alterações, com vistas à diminuição de custos na campanha política.

O começo dessa operação deu-se com a proibição dos tradicionais comícios.

Pretende-se agora extinguir o horário eleitoral gratuito e a propaganda partidária no rádio e na televisão a que cada legenda tem direito.

No rumo que a coisa vai, o próximo passo será a inexorável decretação da extinção do voto universal, secreta e direta.

CAIXA DOIS

Nas agências Estilos, do Banco do Brasil, dois caixas estão sempre a postos para atender os clientes.

De uns tempos para cá, na hora em que a atendente chama o correntista para comparecer ao caixa dois, uma surpresa: ninguém se apresenta.

Tudo por conta do efeito das propinas e dos políticos.

CELEBRAÇÃO DA VIDA

Em abril passado, uma grandiosa festa foi realizada numa das casas de eventos mais requintadas de São Luis.

Quem a promoveu: professora Socorro Neiva. Não com o objetivo de comemorar seu aniversário ou qualquer efeméride familiar, mas para algo que ela considera sublime e maravilhoso: a vida

A anfitriã convidou 300 pessoas que fazem parte de sua selecionada relação de amizade e as recebeu numa noite festiva e de celebração à vida, que ela, como mulher bem realizada profissionalmente, curte ininterruptamente e sem medo de ser feliz.

Naquele evento, onde a alegria, a descontração e a felicidade marcaram presença, Socorro Neiva, em companhia de amigos e convidados, celebrou a vida como imaginou e quis.

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