AGRESSÕES VERBAIS E FÍSICAS NOS PARLAMENTOS

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Dias atrás, um violento bate boca entre dois vereadores, representantes do povo de São Luís na Câmara Municipal, por pouco não extrapola para o campo da agressão física.

Protagonistas daquela deplorável cena, os vereadores Beto Castro e Honorato Fernandes, depois de trocarem acusações sobre  problemas nada éticos, só não se atracaram pessoalmente porque a turma do deixa disso entrou em ação.

Se alguém imagina que fatos como o aludido acima só ocorrem nas Câmaras  Municipais  é porque desconhece a história do parlamento brasileiro, cuja trajetória é permeada de cenas em que agressões verbais, pela sua trivialidade,  derivam em lutas corporais.

Nos plenários do Senado da República, da Câmara de Deputados e das Assembleias Legislativas de nosso país, não são apenas discutidas e votadas questões ditadas pelas Cartas Magnas. Servem, também, de palco para senadores, deputados federais e deputados estaduais insultarem-se, trocarem as farpas e engalfinharem-se. Isso, quando não apelam para as armas de fogo.

No Maranhão, ao longo do tempo, são numerosos e vexatórios os episódios de parlamentares envolvidos em cenas de violência oral e corporal. Alguns, pela gravidade do ato e pela repercussão, ultrapassaram os limites legislativos e se transformaram em casos policiais.

Na Câmara Municipal de São Luís, por exemplo, quantos embates entre vereadores não vieram a lume e chegaram a paralisar os trabalhos legislativos? Lembro-me de 1967, na gestão de Epitácio Cafeteira, quando um grupo de vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as grosseiras irregularidades praticadas pelo prefeito da cidade, fato que resultou no pedido de intervenção do Estado na prefeitura.

O clima na Câmara Municipal, que funcionava no mesmo prédio da prefeitura, na Avenida Pedro II, chegou a uma temperatura tão elevada que brigas diárias viraram rotina entre vereadores pró e contra Cafeteira. O plenário transformou-se em  praça de guerra quando a maioria  pediu a intervenção do Governo do Estado na prefeitura, que o governador José Sarney, por prudência e para evitar uma tragédia, postergou a medida intervencionista até o encontro de uma solução conciliatória.

Se direcionarmos  o foco para a Assembleia Legislativa, veremos que o clima belicoso reinava  nas sessões do corpo parlamentar estadual, especialmente  na fase do vitorinismo, quando uma aguerrida bancada oposicionista, embora minoritária, não se intimidava com as arrogâncias e as prepotências dos detentores do Poder.

Não foram poucos os entreveros verbais e físicos pipocados no plenário do Legislativo maranhense, em que alguns, pela gravidade política, chegaram a estarrecer a Nação e a exigir pedidos de intervenção federal, como nas eleições dos candidatos do PSD ao Governo do Estado, Eugênio Barros e Matos Carvalho, que custaram a ser empossados em decorrência dos processos em tramitação na Justiça Eleitoral e impetrados pelas Oposições Coligadas, que tentavam anular as eleições de 1950 e de 1954, sob o argumento de realizadas sob o manto da fraude.

Um  dos episódios mais emblemáticos dessa fase histórica deu-se com a divisão da bancada do PSD, em 1954, quando vários deputados governistas, por não concordarem com a eleição do jornalista Assis Chateaubriand a senador pelo Maranhão, debandaram para o lado oposicionista. O deputado Raimundo Bogéa, um dos líderes do movimento, virou alvo de ataques dos vitorinistas até o dia em que resolveu recebe-los à bala no plenário.

Outra ocorrência, também, rumorosa no âmbito do Poder Legislativo veio à tona em 1935, com os deputados divididos na preparação da nova Carta Magna do Maranhão. Dessa divisão, surgiram dois presidentes. Foi o suficiente para que intermináveis brigas dominassem o recinto parlamentar, obrigando o 24º Batalhão de Caçadores a ceder uma parte de suas instalações, à época, na Avenida Silva Maia, para que um dos grupos reunisse e não sofresse ameaças de morte.

Não se deve olvidar o quanto de confusão e de briga o vice-governador Alexandre Costa, rompido com o vitorinismo, no exercício da presidência da Assembleia (a Constituição assim o permitia), travou contra os deputados governistas, que tentavam implodir a pauta os trabalhos legislativos, visando engessar a tramitação das matérias e dos projetos de interesse do Governo. Insultos, agressões e tiros foram coisas que não faltaram na Assembleia Legislativa nos anos de 1956 e 1957.

MANDATO DE JACKSON

Anos depois do falecimento do médico e político Jackson Lago, o deputado José Reinaldo Tavares, em artigo publicado em jornal local, proclama as causas que levaram  o ex-governador à perda do mandato em 2009.

A primeira aponta na direção da inexperiência política de Jackson, por não ter exercido um mandato no Congresso Nacional, lugar onde o político amadurece, enriquece o conhecimento e ganha tarimba pelo convívio com os homens públicos  de todas as partes do Brasil.

A segunda diz respeito ao desprezo do líder do PDT aos conselhos dos que lhes cercavam, especialmente  em ocasiões complicadas, nas quais precisava de opiniões sensatas e equilibradas. Para Zé Reinaldo, Jackson agia assim por ser um homem solitário.

HOMEM FORTE

Além de José Sarney, há outro político maranhense com chances de ser bastante prestigiado pelo presidente Michel Temer, no caso de ele não ser apeado do poder.

Trata-se de Hildo Rocha, pelo discurso pronunciado recentemente na Câmara dos Deputados, ao acusar sem dó e piedade o deputado Sérgio Zveiter, pelo relatório apresentado à Comissão de Constituição e Justiça, pela admissibilidade do Presidente Temer ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

O parlamentar maranhense, não só defendeu o Chefe da Nação, como, em alto e bom som, disse que o parecer do relator foi produto de uma operação política da Rede Globo de Televisão, da qual a família Zveiter depende financeiramente.

35 ANOS DA UEMA

No dia 2 de agosto vindouro, uma solenidade de pompa se realizará em São Luís, em comemoração a um feito que mudou a vida do ensino universitário no Maranhão.

Trata-se da celebração dos 35 anos da Universidade Estadual do Maranhão, que, ao longo desse tempo, tem dado contribuição fantástica ao nosso Estado pelo progressivo número de profissionais de nível superior que coloca a disposição da sociedade.

Quatro governadores precisam ser ressaltados pelo que fizeram pelo  engrandecimento da Uema. Primeiro, José Sarney, que criou em 1967 as quatro primeiras unidades de ensino superior mantidas pelo Governo do Estado: Administração, Engenharia Civil, Agronomia e Educação de Caxias. Segundo, Pedro Neiva de Santana, pela instalação da Faculdade de Veterinária e fundação da Federação das Escolas Superiores  Maranhão. Terceiro, João Castelo, que transformou a Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão. Quarto, Nunes Freire, pela instalação da Uema no campus Paulo VI.

GOVERNADOR NO CONVENTO

Na noite de sábado passado, o governador Flávio Dino fez questão de  marcar presença no Convento das Mercês, para assistir ao evento que marcava o começo das atividades da Escola de Música do Bom Menino.

Em companhia do secretário de Educação, Felipe Camarão, que preside aquela instituição, o chefe do Governo saiu dali impressionado com o show musical dos garotos da Banda do Bom Menino, que apresentaram um bem dosado repertório de canções nacionais e regionais.

A empolgação do governador foi tamanha que anunciou a participação da Banda do Bom Menino nos eventos oficiais do governo do Estado.

O ACADÊMICO FELIPE

O advogado Felipe Camarão passou a dividir as suas atividades diárias em torno de duas instituições: Secretaria de Educação do Estado, a qual comanda, e a Academia Ludovicense de Letras, a que pertence como membro efetivo.

Seu ingresso na Casa de Maria Firmina foi fundamental para a instituição contar com um prédio para abrigá-la. Trata-se do imóvel, onde funcionava a Aliança Francesa.

Para não se dizer ele que entrou na Academia Ludovicense de Letras sem mérito intelectual, Felipe está com dois livros prontos e no ponto de lançamento.

FEIRA DO LIVRO

Cada vez mais o Governo do Estado se afasta da Prefeitura de São Luís, com relação a assuntos e ações que faziam associadas.

Bastou que a Prefeitura, à falta de recursos, renunciasse ao direito de realizar a X Feira de Livros em São Luís, para que o Governo do Estado assumisse a responsabilidade de fazê-la.

Para fazer face às despesas da Feira, os recursos serão destinados à Secretaria de Educação, que já começou a se mobilizar para o evento se realizar com sucesso, mesmo sem a definição do lugar e de quando acontecerá.

 

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