CHINESES E JAPONESES NO MARANHÃO

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Mais uma comitiva maranhense viajou para a China em missão oficial, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, que se fez acompanhar de um  grupo de burocratas do Governo estadual – os secretários de Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Programas Especiais, dos prefeito de Santa Rita e Bacabeira,  e de  representantes do Sindicato da Construção Civil e da Federação das Indústrias do Maranhão.

A esse pessoal, de duvidoso conhecimento técnico para conduzir tão importante assunto, foi dada a incumbência de conversar e convencer os chineses a investirem dólares numa possível siderúrgica a ser instalada no Maranhão.

Eu disse possível siderúrgica, porque não é a primeira que se cogita implantar no Maranhão. A corrida para atrair investimentos externos originou-se nos anos 1970, com a descoberta na Serra de Carajás, no Pará, de incontáveis jazidas de minério de ferro, que levaram a então Companhia Vale do Rio Doce à criação do Projeto Carajás.

Nasceu naquela época, portanto,  o projeto de instalar-se em São Luís um poderoso complexo industrial siderúrgico, que teve inicio com a construção da estrada de ferro interligando a Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís, a Serra de Carajás, do reequipamento e a modernização do Porto do Itaqui e da implantação da Ferrovia Norte-Sul.

Governava o Maranhão naquela fase histórica o professor Pedro Neiva.  Tão empolgado ficou com as perspectivas de o nosso Estado se desenvolver com o Projeto Carajás, que cunhou esta frase demasiadamente otimista: “Serei o último governador do Maranhão pobre”.

A notícia de o Maranhão ser o novo eldorado brasileiro ultrapassou as fronteiras do país e chegou aos ouvidos dos japoneses, que através da possante Nippon Steel, manifestou interesse em investir recursos na construção de uma Usina Siderúrgica no Itaqui, tanto que convidou o governador Pedro Neiva e membros diretamente ligados ao empreendimento, para uma visita ao Japão.

No final de fevereiro de 1974, de São Luís, via Rio de Janeiro, parte uma delegação maranhense rumo a Tóquio, com a finalidade de conhecer as instalações da Nippon Steel e de dar continuidade às negociações processados no Brasil, em que japoneses e maranhenses se comprometem realizar estudos técnicos  em torno da construção da siderúrgica.

Na impossibilidade de o governador viajar para o Japão, o filho, Jaime Santana, secretário de Fazenda o substituiu. Em sua companhia viajaram o prefeito de São Luís, Haroldo Tavares, do secretário de Indústria e Comércio, José Carlos Barbosa, do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, José Carlos Duailibe e do presidente da Caema e diretor da Escola de Engenharia, Francisco Batista Ferreira. Da área empresarial, viajaram Ruy Abreu, pela Associação Comercial, Benedito Reis, pelo Clube dos Diretores Lojistas e o comerciante José Marão Filho.

Anos depois, já no Governo João Castelo, outra empresa de grande porte internacional, também, resolve investir no Maranhão, à sombra do Projeto Carajás: a Alcoa. Em agosto de 1984, com a denominação de Alumar, um consórcio de empresas tradicionais na área de mineração, refino e processamento de metais, inicia suas operações em São Luís.

O alvo dessa multinacional é o de processar a bauxita e transformá-la em alumínio e alumina, produtos que colocava no mercado internacional em grande escala.

Só recentemente, com o desabrochar da crise econômica mundial, que atingiu o setor mineral, a Alumar entrou em crise e diminuiu bastante o ritmo de sua produção industrial, a ponto de ser divulgado que a fábrica poderia encerrar as suas operações em São Luís, fato que não aconteceu, mas fez com que dispensasse muita gente de suas atividades laborais.

HOMOSSEXUALISMO INDÍGENA

Dois antropólogos brasileiros pesquisam e estudam o problema do homossexualismo nas tribos indígenas de nosso país.

Querem saber onde e quando sugiram as primeiras manifestações de homossexualismo no meio dos índios e como eles se comportam diante de um problema que tratam como doença.

Pelo que a história registra, a primeira manifestação de homossexualismo  selvícola no Brasil deu-se no Maranhão, quando um índio Tupinambá, na época colonial, foi condenado à morte, por um tiro de canhão, sob os olhares complacentes dos padres jesuítas.

GASTRONOMIA EM IMPERATRIZ

Com a instalação do curso de Medicina em Imperatriz, os tocantinos descobriram que o Ceuma é uma ferramenta importante à promoção do desenvolvimento da sua região.

Não à toa, setores do empresariado de Imperatriz, que operam com serviços de hotéis, bares e restaurantes, pediram à maior instituição privada de ensino superior do Maranhão, a instalação urgente naquela região do curso de Gastronomia.

Para atender a um negócio que cresce em proporção geométrica,  a região tocantina precisa de treinamento de mão de obra e de profissionais de nível superior.

RETIFICAÇÃO DE REGISTROS

Por influência dos meios de comunicação social, principalmente a televisão, as comarcas do Maranhão passaram a  se deparar com um processo pouco comum no meio forense.

São pessoas que recorrem à Justiça com pedidos de retificação de registros de certidão de nascimento por conta de datas trocadas, nomes  incorretos ou estranhos.

A televisão, principalmente, tem sido responsável por essa mudança que se opera no interior do Brasil, em que registro com nome de santo chegou ao fim. A palavra de ordem agora é ter nome sofisticado ou de artista de televisão.

 

MORADA DAS ARTES

Um conselho ao governador Flávio Dino: seria de bom alvitre visitar o quanto antes a Morada das Artes, na Praia Grande.

Naquele casarão, encontram-se numerosos artistas plásticos, de todas as idades, que com seus talentos, pintam, esculpem, produzem, expõem trabalhos primorosos e ensinam a arte pictórica para um público constituído à base de jovens e crianças.

Toda aquela gente passa o dia inteiro num ambiente desconfortável e impróprio para quem lida com a arte e através dela cria o belo e o transporta para as telas ou para a argila.

Se só isso não bastasse, a Morada das Artes é um ponto e uma referência turística no Centro Histórico.

PARTICIPAÇÃO DO GOVERNADOR

Quando João Castelo esteve à frente do Poder Executivo estadual, decidiu participar da inauguração de uma obra inexpressiva em São Luís, a cargo da prefeitura.

No dia seguinte, a imprensa não perdoou o governador, por comparecer a um evento de pavimentação de rua, que não acrescentava nada à sua pessoa e ao cargo que ocupava.

Lembrei-me do fato ao ver o governador Flávio Dino marcando presença na inauguração de uma obra considerada por muita gente, também, inexpressiva: a rotatória da Forquilha.

O MARCA-PASSO DO SENADOR

Depois do susto coronário, que levou o senador João Alberto ao hospital e a introduzir no seu organismo um aparelho chamado marca-passo, veio o lado bom da doença, se é que isso é possível.

O senador que estava desanimado com relação à sua situação política, sem saber se seria candidato à reeleição ou a outro cargo, revigorou-se não com a doença, mas com o que ela produziu em matéria de solidariedade humana.

Do Maranhão todo, João Alberto recebeu mensagens e telefonemas de pessoas conhecidas e desconhecidas, todas desejando a recuperação de sua saúde e para que esteja pronto para mais um desafio eleitoral em 2018.

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