CENTENÁRIO DE JOSUÉ MONTELLO

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O mês de agosto se aproxima bem como o centenário do nascimento do escritor Josué Montello, efeméride que as instituições culturais do Maranhão pretendem comemorar com eventos à altura do valor do saudoso romancista.

Há notícias de que instituições do porte da Academia Maranhense de Letras, Casa da Cultura Josué Montello, Universidade Federal do Maranhão, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Academia Ludovicense de Letras e Fundação da Memória Republicana Brasileira estão vivamente interessadas em realizar programações especiais, destinadas a exaltar o escritor e sua obra romanesca, quase toda ambientada na cidade de São Luis do Maranhão.

Seria de bom alvitre que elas se juntassem e organizassem uma majestosa programação, para o país tomar conhecimento da devoção do Maranhão a um homem que ao longo da vida sempre esteve vinculado à sua terra natal.

Não à toa, a Casa que leva o nome do escritor, pelo fato de ser mantida pelo Governo do Estado e integrar a estrutura da Secretaria da Cultura, recentemente passou por ampla reforma física, com vistas a prepará-la para receber o acervo do intelectual, que ainda se encontra no Rio de Janeiro, e de palco para atos e solenidades em louvor ao ilustre maranhense.

Por falar na Casa de Josué Montello, convém lembrar como ela nasceu, fato que gerou esta mensagem do escritor ao governador João Castelo, registrada no seu Diário da Noite Iluminada, a 3 de junho de 1979: “Estou acabando de receber a honrosa comunicação  de que meu eminente amigo e conterrâneo determinou a aquisição de um velho sobrado maranhense para ser instalada em São Luis, nesse imóvel, a Casa de Cultura Josué Montello. Não sei como agradecer ao querido amigo tão honrosa homenagem. Caso seja possível, eu próprio gostarei de organizá-la, para associar ao seu acervo os trabalhos e as relíquias de meus companheiros de geração literária.”

O prédio que o governador Castelo adquiriu para a instalação da Casa Josué Montello não é o da Rua das Hortas, comprada em 1990, pelo então governador Epitácio Cafeteira, onde hoje funciona a instituição,  mas a do Largo do Ribeirão, construção de dois sobrados geminados, com três pavimentos, mas de pouca profundidade.

O escritor escolheu o dia 23 de janeiro de 1983, aniversário da esposa Ivonne, e centenário de nascimento de Viriato Corrêa, para inaugurá-la. Do Rio de Janeiro, vieram os escritores Jorge Amado, Franklin de Oliveira, Bernardo Couto, Orígenes Lessa e José Guilherme Merquior, com as respectivas esposas, que se juntaram a José Sarney, João Castelo, Pedro Neiva de Santana, Luis Rego, professores universitários, acadêmicos, escritores e artistas plásticos.

No Diário da Noite lluminada, o escritor também descreve a cena da inauguração: “Uma emoção estranha e nova se apodera de mim, sobretudo quando ouço o hino maranhense, tocado pela Banda da Polícia Militar, defronte de minha janela, ao pé da minha porta, à chegada do governador Ivar Saldanha. O povo enche a casa, transborda para a calçada, derrama-se pelo Largo do Ribeirão. Depois dos discursos do governador, de Arlete e de Luis Rego, falo eu para ler meu discurso escrito. No esforço para dominar-me, leio devagar, redobrando de cuidado para que a voz não me falte. A cada momento estrondam as palmas. E eu bendigo minha terra e minha gente, pondo assim à prova a resistência dos meus nervos.”

A FEIRINHA DA B. LEITE

O vereador Ivaldo Rodrigues, recentemente nomeado secretário de Agricultura e Abastecimento de São Luis, acaba de ensinar ao prefeito Edvaldo Holanda o que se deve fazer para movimentar a cidade, sem gastar muito, mas usando criatividade e força de vontade.

Tudo começou no domingo passado, na Praça Benedito Leite, palco para instalação de uma Feira para exposição e comercialização de produtos da zona rural, sem esquecer artesanato, gastronomia e literatura maranhense, tudo isso sob o som e animação de grupos folclóricos e de artistas da terra.

A praça foi pequena para receber gente daqui e de fora da cidade. Se a chuva não caísse no meio da tarde, o evento invadiria a noite. Eu estive lá e posso dizer que a iniciativa de Ivaldo Rodrigues foi bem-sucedida, irreversível e contribuirá para o Centro Histórico ganhar alma nova aos domingos.

DE ANUAL A BIENAL

Afinal, a Secretaria de Educação Municipal usou o bom senso e decidiu transformar a Feira do Livro de São Luis em bienal.

A Academia Maranhense de Letras, consultada pela coordenação do evento, apoiou e aplaudiu a mudança, no entendimento de a prefeitura não ter estrutura e nem condições financeiras para bancar anualmente uma Feira de Livro, que nem local fixo tem para a sua instalação.

Se São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais mais adiantadas, nas quais o mercado editorial é mais forte e mais diversificado, as feiras de livros são bienais, por que São Luis, cuja produção livresca é ainda acanhada, se dá ao luxo de ser anual?

VOLUNTÁRIOS DA MEMÓRIA

O Tribunal de Justiça do Maranhão deflagrou numa iniciativa para  mobilizar a sociedade em torno do resgate de documentos e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural, para o enriquecimento de seu acervo.

Para sensibilizar o povo maranhense, criaram-se os “Voluntários da Memória”, com os quais o Poder Judiciário espera arrebanhar farto e precioso material.

Documentos valiosos, do passado e do presente, que digam respeito aos magistrados e à magistratura, são indispensáveis para incrementar os arquivos do TJMA.

FELIPINHO OU FILIPINHO?

Leio um artigo do professor Luiz Gonzaga dos Reis, publicado em 1952, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sobre um sítio localizado à margem do Rio das Bicas, afluente do Bacanga, distante 5 quilômetros do centro da cidade, que pertenceu a um padre secular, que lhe havia dado o nome de São Tadeu.

Essa propriedade foi negociada, anos depois, por uma quantia razoável ao comendador Felippe Santiago Borges, alto capitalista e possuidor de vastos cabedais.

Em homenagem ao seu proprietário, o imóvel ficou conhecido por Felipinho. Com o passar do tempo, afirma o professor Luiz Gonzaga dos Reis, “nos seus terrenos se acham agora construídos cerca de 400 casas de uma grande vila mandada edificar pelo IAPC, para fruição de lucros, mediantes alugueres”.

Vem da construção daquele conjunto habitacional, a mudança do nome de Felipinho para Filipinho.

A CRISE DO SEXO

Quem disse que sexo não tem nada a ver com a crise econômica, é porque desconhece o que acontece em São Luis na área da motelaria.

A capital maranhense que tinha uma das maiores concentrações de motéis por metro quadrado do Nordeste, por conta dos desgovernos do PT, vem perdendo essa hegemonia.

Alguns motéis já fecharam. Os que ainda funcionam são por conta do parcelamento.

VINTE ANOS SEM NAZARETH

No dia 16 de junho de 1997, portanto, há vinte anos, o Maranhão perdia uma grande profissional da Medicina.

Trata-se de Maria Nazareth Ramos Neiva, pediatra, ex-presidente da Sociedade Maranhense de Pediatria e professora aposentada do Curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão.

Faleceu no Rio de Janeiro e consternou a cidade, onde tinha uma numerosa e cativa clientela.

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NÃO EXISTE VICE COMO ANTIGAMENTE

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Sob a égide da Constituição de 1947, que aflorou com o fim do Estado Novo e possibilitou o retorno do Brasil ao cenário democrático, governaram o Maranhão: Sebastião Archer da Silva (1947 a 1950), Eugênio Barros (1951 a 1955), José de Matos Carvalho (1956 a 1960), Newton de Barros Bello(1961 a 1965) e José Sarney (1966 a 1970).

Com estes governadores foram eleitos os vices Saturnino Bello,Renato Archer, Alexandre Costa, Alfredo Duailibe e Antônio Jorge Dino.

De acordo com o Artigo 47, daquela Carta Política, o Poder Executivo era exercido pelo governador. O artigo seguinte, o 48, tinha essa redação: “O vice substitui o governador, em caso de impedimento, e sucede-lhe no de vaga”.

Nada mais do que isso estava reservado ao vice-governador. Se não substituíssem ou sucedessem o titular no caso de impedimento, vacância ou morte passariam o mandato inteiro sendo ignorados pelos titulares do poder e pela população.  Como, geralmente, não se afinavam com os governadores, não recebiam convites para as solenidades oficiais e nem direito tinham a gabinetes, onde pudessem conversar com amigos e correligionários.

Dos cinco vices eleitos na vigência da Constituição de 1947, dois entraram em rota de colisão com o grupo político do qual faziam parte: Saturnino Bello e Alexandre Costa romperam com o vitorinismo e passaram de armas e bagagens para as Oposições Coligadas. Renato Archer, por ser um zero a esquerda no governo Eugênio Barros, permaneceu a maior parte do tempo no Rio de Janeiro, cuidando de seus interesses pessoais. Alfredo Duailibe, por causa de seu temperamento cordato, não brigou com Newton Bello, mas deste não recebeu nem afagos. Antônio Dino, amigo e correligionário de Clodomir Millet, a este hipotecou solidariedade no seu desentendimento com José Sarney.

A Constituição de 1967, imposta pela ditadura militar, transformou os deputados estaduais em os constituintes, os quais destinaram ao Poder Executivo a mesma prerrogativa da Constituição de 1947, ou seja, de ser exercido pelo governador, mas substituído pelo vice nos casos de impedimento, e de suceder-lhe no de vaga.

No período de 1971 a 1989, na vigência da Constituição autoritária, o Maranhão foi governado por Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, João Castelo e Luiz Rocha, que tiveram como vices, respectivamente, Alexandre Colares Moreira, José Murad, Artur Carvalho e João Rodolfo Gonçalves.

Nessa fase, os vices, também, não tiveram vez e voz, não foram hostilizados pelos titulares, mas ficaram reduzidos à sua insignificância. Apenas no governo João Castelo houve escaramuças, não com o vice, Artur Carvalho, que veio a falecer, mas com o deputado Albérico Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, seu substituto na hierarquia constitucional. Não sendo bem visto por Castelo, este, exigiu a renúncia de Albérico do comando do Poder Legislativo, fato que resultou no rompimento de Castelo com o senador José Sarney.

A ociosidade remunerada dos vices governadores acaba com a promulgação da Carta Política de 1989, que deu nova atribuição aos companheiros de chapa dos chefes do Poder Executivo, que, de acordo com o parágrafo único do Artigo 59, “O vice-governador, além de outras atribuições que lhes forem conferidas pela lei complementar, auxiliará o governador, sempre que for por ele convocado para missões especiais.”

Com base nesse novo dispositivo de lei, os governadores Edison Lobão, Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares, Jackson Lago, Roseana Sarney e Flávio Dino passaram a ver os vices com outros olhos. Em vez de marginalizá-los, como era praxe, os vices João Alberto, José Reinaldo, Jura Filho, Luis Porto, Washington Oliveira e Carlos Brandão receberam tratamento diferente de seus antecessores.

Os vices, que nos governos anteriores à Constituição de 1989, figuravam como espectadores da cena pública, de repente conquistaram espaços jamais vistos, com acenos para o cumprimento de tarefas dentro e fora do Estado, algumas protocolares, outras espinhosas.

Nos governos de Roseana Sarney, os vices José Reinaldo, João Alberto e Washington Oliveira trabalharam como nunca. Como não gostava de viajar, Roseana não poupava seus companheiros de chapa, dando-lhes missões em lugares diversos. Dizia-se até que eles ficaram mais tempo no espaço aéreo do que em terra. O mesmo se pode dizer de Carlos Brandão, que, como vice do governador Flávio Dino, não para de representá-lo pelo Brasil afora.  Nesses dois anos de governo, Brandão pouco tempo ficou em São Luis. A tripulação das aeronaves já bate até continência a ele.

MOMENTOS PARADOXAIS

O advogado Sálvio Dino vive um momento singular e paradoxal.

De um lado, com invulgar alegria acompanha o desempenho dos filhos Flávio e Nicolau, respectivamente, no Poder Executivo Estadual e no Ministério Público Federal.

De outro, com imensa tristeza, assiste ao sofrimento da irmã, Benita, que reside em Brasília, cujo estado de saúde inspira cuidados.

UBER E TAXISTAS

A Câmara Municipal de São Luis e a Assembleia Legislativa do Maranhão acabam de mostrar como estão atrasadas e desconectadas dos avanços da sociedade.

As duas Casas Legislativas, além de reacionárias, continuam atreladas às pressões de sindicatos e de categorias profissionais que ainda vivem em função do passado.

Enquanto as cidades do mundo inteiro curvaram-se ao aplicativo  Uber, uma modalidade de transporte que veio para melhorar substancialmente o tráfego urbano, os taxistas de São Luis inconformados  com essa novidade, forçam os vereadores e deputados a ver a vida pelo retrovisor.

A resistência dos taxistas ao Uber faz lembrar a época da  introdução dos taxímetros em São Luis, quando fizeram de tudo para as corridas avulsas não acabarem.

SUCESSÃO PRECIPITADA

Falar, comentar ou palpitar sobre candidaturas, principalmente para cargos de governador ou senador, quando falta mais de um ano para eleição, é um bom exercício democrático.

Agora, realizar eventos políticos,como se fossem verdadeiras convenções partidárias, objetivando tornar os candidatos irreversíveis, só faz precipitar o processo eleitoral.

Calma, minha gente, ainda é cedo para isso, muita água ainda correrá debaixo da ponte, principalmente quando se sabe que o país vive um crise institucional de tamanha monta, que sem a sua solução dificilmente  haverá eleição.

FARPAS POLÍTICAS

Como o processo político maranhense está em processo de precocidade, os políticos começaram a se estranhar antes do tempo estabelecido pela legislação eleitoral.

Na semana passada, por exemplo, a mídia repercutiu a troca de farpas entre o senador Roberto Rocha e o ex-deputado Gastão Vieira.

Naquele debate, o ex-deputado Gastão Vieira por meio de pesado golpe nocateou o senador Roberto Rocha ao dizer que a sua eleição foi uma desilusão e um desgaste muito grande.

LOJAS DE DEPARTAMENTO

O Tropical Shopping sentiu bastante a saída do Supermercado Mateus de sua área comercial.

Indiscutivelmente o movimento naquele empreendimento empresarial caiu e os donos e os lojistas sentiram a pancada, mas já trataram de recuperar o tempo perdido.

Três importantes lojas de departamento já assinaram contrato com o Tropical Shopping  para ali se instalarem e com a maior brevidade.

 

 

 

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SARNEY E O PACTO DA CRISE

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Chegou a hora da celebração de um pacto político para o Brasil se reencontrar com o seu destino de país democrático, civilizado e livre das ameaças que possam levá-lo ao obscurantismo, ao autoritarismo e ao retrocesso econômico e social.

Para a consecução desse pacto, três pressupostos são essenciais. 1) mobilização de políticos e setores sociais não comprometidos com a promíscua parafernália sindical, oriunda do getulismo, no Estado Novo;  2)  reunião dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, as maiores expressões políticas e partidárias do país, para que  através do  entendimento político e  da paz interna, o Brasil retome o processo de desenvolvimento sócio-econômico; 3) convocação da Assembleia Nacional Constituinte, com o fim exclusivo de dar uma nova Carta Magna ao país, que não o torne ingovernável.

Dos três pressupostos, o segundo é urgente e imperioso, pois sem a participação dessas três figuras políticas na mesa de negociação e da discussão, a crise certamente se incrementará e terá um desfecho traumático, truculento e excepcional.

Sarney, FHC e Lula, homens públicos maduros e experientes, que, no exercício do poder, viveram momentos adversos e situações desconfortáveis, juntos e avalizados pela sociedade brasileira, podem oferecer ao país mecanismos para a superação de uma conjuntura institucional, sem precedentes em nossa história.

Defender a reunião dos três ex-presidentes é ter a certeza de que saberão com firmeza, seriedade e tirocínio empreender ações voltadas para unir o Brasil e não levá-lo ao caos. Nesse particular, não pode ser vista com bons olhos a proposta do PC do B e do PT de excluir José Sarney dessas tratativas, tentando afastá-lo de um ato político de salvação nacional.

Ninguém melhor do que Sarney – político astuto, intelectual preparado e cidadão habilidoso -, para ajudar o país a emergir da deplorável situação em que se encontra. Como se bastasse, a história de vida do ex-presidente, toda pontuada de marcantes ações, o credencia a participar de qualquer movimento voltado para unir o Brasil e vencer a batalha contra o desemprego, a recessão e a inflação.

Nesse sentido, vale registrar o que escrevem articulistas e redatores dos maiores veículos de comunicação do país, que proclamam em alto e bom som que só um acordo de grande monta, com a participação de Sarney, FHC e Lula, como articuladores e inspiradores, para o impasse institucional brasileiro chegará ao fim.

Este trecho do editorial do jornal Folha de São Paulo, retrata com fidelidade o que sociedade brasileira pensa nesta hora de angústia: “Lula da Silva, Fernando Henrique e José Sarney, além de serem os políticos mais influentes da República, na atualidade, são os membros com maior peso dentre de seus respectivos partidos-que são também os mais poderosos do país -, situação que lhe dá importância excepcional num momento em que a experiência, bom senso e influência são fatores  fundamentais e decisivos nas articulações que estão em curso. Os três ex-presidentes são vistos como referências que, articuladas, podem conduzir seus partidos na escolha do nome para suceder Michel Temer.”

O FIM DA COLISEU

A Companhia de Limpeza e Serviço Urbano de São Luis, conhecida por Coliseu, vem dos anos 1970, em que o Maranhão era governado pelo professor Pedro Neiva de Santana, e a prefeitura da Capital maranhense estava sob o comando do engenheiro Haroldo Tavares, que a criou e enquanto durou prestou relevantes serviços à população.

Se a memória não falha, a companhia começou sofrer esvaziamento porque os prefeitos, a partir do prefeito Tadeu Palácio, passaram a não lhe dar uma estrutura compatível com o crescimento da urbe ludovicense.

Com a extinção da Coliseu, por iniciativa do prefeito Edivaldo Junior, nada mais resta de uma época em que a prefeitura procurava resolver satisfatoriamente os problemas da cidade, tendo à sua frente gestores do nível de Haroldo Tavares.

FRAGMENTAÇÃO DA UEMA

Quando da criação da Universidade Estadual do Sul do Maranhão,  em Imperatriz, eu disse, sem ser profeta,  que outras iniciativas nesse sentido seriam reivindicadas ao governador.

Dito e feito. A primeira solicitação com o objetivo de fragmentar a Uema veio dos políticos de Caxias, pensando na criação da Universidade  Estadual  do  Sertão Maranhense.

Agora, um deputado do PT encaminha a Flávio Dino um pedido para a criação da Universidade Estadual da Região da Baixada Maranhense.

Que o governador pense como Winston Churchill: pense mais nas gerações e menos nas eleições.

LEI DA CACHAÇA

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou lei que obriga bares, restaurantes, hotéis e similares a incluírem em suas cartas, bebidas destiladas, conhecidas por cachaças.

Um vereador de São Luis quer apresentar à Câmara Municipal um projeto  que só não é igual ao do Rio de Janeiro porque troca a cachaça pela tiquira.

Faz sentido.

BIOGRAFIAS DE ARTISTAS

Depois do lançamento das biografias de Elke Maravilha e de Hebe Camargo, vem aí a de Wanderleia.

Uma pergunta está no ar: será que as biografias de Elke Maravilha e de Wanderleia  farão alusão aos romances que elas tiveram, em época diferentes, com dois jovens maranhenses, bem cotados e conceituados em nossa cidade?

EMPREGADA DOMÉSTICA

Saiu no jornal de São Luis um anúncio que fez um tremendo furor junto à mocidade universitária.

O anúncio procurava uma doméstica, entre 30 a 50 anos, para trabalhar em São Paulo, com o salário de R$ 3.000, 00.

Mais de 100 jovens, com diploma universitário, mas desempregados, habilitaram-se ao emprego oferecido.

SARNEY E IMPERATRIZ

Na opinião do ex-deputado Gastão Vieira a população tocantina não pode mais se queixar ou ter algum ressentimento contra o ex-senador José Sarney.

Motivo: ninguém mais do que Sarney lutou com tamanho ardor para que o Ministério da Educação autorizasse o funcionamento do curso de Medicina em Imperatriz.

Mais ainda: o Ceuma começará o curso oferecendo à região tocantina cerca de 200 vagas.

O ADVOGADO PEDRO LEONEL

O Maranhão possui dois cidadãos, ambos veteranos, mas, em matéria de política e de advocacia, não perdem para ninguém.

Na política, Sarney, que do auge de seus 87 anos continua dando show de bola. É sempre imitado, mas nunca igualado.

Na advocacia, difícil encontrar um profissional como Pedro Leonel, um setentão que se mantém atualizado e raramente perde uma causa aqui ou alhures.

Qualquer deslize no campo do Direito, Pedro Leonel não perdoa. Na semana passada, aprontou mais uma, desta feita na direção do presidente da OAB nacional, a quem aconselhou a reexaminar o pedido de impeachement do presidente Michel Temer,que,  na sua opinião, é uma peça frágil e destituída de provas dos alegados crimes.

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DE GETÚLIO A TEMER: AS CRISES POLÍTICAS NO BRASIL

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Na minha vida de septuagenário, tive a ventura de ver o Brasil, ao longo de sua trajetória histórica, avançar econômica e socialmente, ou seja, desenvolver-se e modernizar-se, mas, tive, também, a desventura de vê-lo desviar-se de sua gloriosa caminhada para o futuro, dando passos para trás no rumo do obscurantismo e do autoritarismo.

Como pode um país fabuloso e fantástico do porte do nosso, que o mundo admira pelo povo que tem, pelas riquezas naturais que possui, pela invejável dimensão continental e marcante identidade cultural, viver quase sempre sobressaltado por crises de governabilidade e/ou instabilidade política, que o impedem figurar no ranking das nações civilizadas e democráticas?

Essa gritante dicotomia, que conduz o país ora para avanços, ora para recuos, deve-se, segundo estudiosos e cabeças pensantes, à ausência absoluta de quadros políticos verdadeiramente responsáveis, preparados e qualificados para cuidar das tarefas de gestão pública.

Eu, nessas sete décadas de existência, presenciei nada menos do que oito crises políticas no Brasil, que o deixaram em situação desconfortável perante o mundo e em posição nada compatível com os anseios do povo.

A primeira foi em 1954, com o presidente Getúlio Vargas envolvido num “mar de lama”, fato que a UDN denunciou através do deputado Carlos Lacerda, que, por isso, sofreu um atentado, executado pelos correligionários do chefe da Nação. Compelido pelas Forças Armadas a renunciar ao mandato, Getúlio recorre ao suicídio e deixa uma carta-testamento, acusando o imperialismo e suas alianças como responsáveis pelo golpe de Estado.

A segunda veio com o Brasil governado por Jânio Quadros, que, intempestivamente, em agosto de 1961, renuncia ao cargo de presidente da República. O vice, João Goulart, ausente do país, é impedido pelos ministros militares de assumir o poder, gerando um impasse institucional, que resulta na mudança da forma de governo: de presidencialista, o Brasil vira parlamentarista.

A terceira surge em abril de 1964, com as Forças Armadas insurgindo-se contra o presidente João Goulart, deposto por querer introduzir no país as reformas de base e de se atrelar ao comunismo internacional.  O general Humberto Castelo Branco assume o governo e, por meio de atos institucionais, implanta um regime ditatorial, que vigora por vinte anos. Em dezembro de 1968, sob a presidência do general Costa e Silva, o regime militar decreta o Ato Institucional 5, obrigando o Congresso a entrar em recesso. O presidente Ernesto Geisel, nove anos depois, em abril de 1977, fecha novamente o Congresso Nacional e elabora o chamado Pacote de Abril.

A quarta veio à tona em abril de 1985, na véspera da instalação da Nova República, o presidente eleito, Tancredo Neves é hospitalizado em Brasília e submete-se a uma operação abdominal. Esboça-se um movimento com relação à posse do vice-presidente José Sarney, que mesmo contestado pelos militares, assume interinamente o cargo, do qual se torna o titular com a morte do político mineiro.

A quinta aflora em dezembro de 1992, com a decisão histórica do Senado de condenar o presidente Fernando Collor de Melo inabilitando-o ao exercício de funções públicas. A queda de Collor foi lenta e dolorosa. Começa com a denúncia do irmão Pedro, que gera o processo de impeachement contra o chefe da Nação. Quem o substituiu no poder é o vice, Itamar Franco.

A sexta vem à tona em 2005 e alcança 2006, com o escândalo do Mensalão, patrocinado pelo PT, que, através da corrupção política, pratica a compra de voto dos parlamentares no Congresso Nacional. O caso teve com protagonistas, além dos agentes do PT, os integrantes do governo do presidente Lula da Silva, o grande beneficiado daquela sinistra operação. O desfecho do Mensalão ocorre no Supremo Tribunal Federal, que julga e condena 40 políticos, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

A sétima crise decorre do desgoverno da presidente Dilma Roussef, que leva o país ao retrocesso econômico, ao retorno da inflação e do desemprego. Paralelamente, emerge o escândalo do Petrolão, do qual nasce a operação Lava-Jato e impede a presidente da República de continuar no exercício do cargo, para o qual se reelegera.

A última diz respeito à oitava crise e que se encontra em andamento, pelo envolvimento de Dilma, Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras agremiações partidárias no escândalo de propinas e de outras vantagens ilícitas, patrocinadas pelas grandes empreiteiras nacionais. Essa crise alcança inclusive o atual presidente Michel Temer, ameaçado de ter o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral ou de sofrer um impeachement pelo cometimento, também, de práticas ilícitas.

SARNEY E CEUMA

O engenheiro Mauro Feecury recebeu do ex-presidente José Sarney, um documento valioso e histórico.

Nele, Sarney emite um juízo de valor sobre o excelente resultado obtido pelo Grupo Educacional Ceuma, na rigorosa aferição feita recentemente pelo Ministério da Educação.

O ex-presidente da República elogia a avaliação do MEC e exalta a educação superior que o Ceuma pratica no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí, mediante cursos do mais alto nível.

FIEMA ASSINA MANIFESTO

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez, fez questão de ser o primeiro a assinar o documento da Confederação Nacional da Indústria sobre o momento político do País.

O presidente da Fiema assim procedeu por estar sumamente preocupado com a situação institucional do Brasil, que se não houver bom senso e união, para desarmar os mais exaltados, poderemos cair na vala comum do atraso e da desesperança.

Ao ser o primeiro signatário do “Comunicado à Nação”, Baldez expressa não apenas o seu, mas o sentimento de todo o segmento empresarial maranhense.

TEMA E TEMER

Na recente “Marcha dos Prefeitos” em Brasília, o presidente da Federação dos Prefeitos do Maranhão, Cleomar Tema, passou como parente do presidente da República, Michel Temer.

A confusão não se deu pela semelhança física entre o presidente da Famem  e o chefe da Nação, mas simplesmente por ostentarem sobrenomes parecidos: Tema e Temer.

CADÊ RICARDO MURAD?

Ricardo Murad é um político que atua na vida pública em tempo integral e dedicação exclusiva. Por isso, quando ele submerge ou inexplicavelmente sai de cena, dá margem a que hipóteses ou conjecturas  venham à tona.

O sumiço de Ricardo, que se espera não ser por motivo de saúde, enseja pelo menos três perguntas: 1) abandono definitivo da política partidária ou apenas um recuo estratégico? 2) esquivou-se da política para deixar que os holofotes da mídia e da opinião pública sejam totalmente  canalizados para a filha, deputada Andréa Murad, cuja atuação na Assembleia Legislativa só merece aplausos?) finge-se de morto ou aguarda a poeira assentar para dar a volta por cima no momento certo da sucessão ao governo estadual?

A FAVOR DO UBER

Quando o saudoso jornalista Benito Neiva reinava de modo absoluto no colunismo social de São Luis, costumava encerrar suas crônicas com este apelo: “Sempre a favor de telefone no aeroporto do Tirirical e contra a permanência de menores em lugares proibidos.”

Parafraseando Benito, gostaria de proclamar em alto e bom som que sou a favor, sempre a favor, da presença do Uber em São Luis e contra, sempre contra, a perseguição aos profissionais que optaram por esse meio de vida.

 

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A OCUPAÇÃO DO LARGO DO CARMO

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O Largo do Carmo, secularmente, pela sua posição estratégica, tornou-se o principal ponto de convergência social de São Luis.

A vida da cidade gravitava nele e no seu entorno, onde tudo acontecia e a população tomava conhecimento de fatos e atos do cotidiano, que repercutiam pela presença de igrejas, cinemas, bares, restaurantes, lojas, redações dos jornais, emissoras de rádio, consultórios médicos, escritórios de profissionais liberais e dos transportes coletivos (bondes e ônibus).

Nas campanhas eleitorais, o Largo do Carmo funcionava como a caixa de ressonância política, tendo o frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo e a sacada da casa de dona Maria Machado por moldura ou palco de comícios e concentrações populares, especialmente de conteúdo oposicionista, que fizeram São Luis ser conhecida por Ilha Rebelde.

Não havia outro local na cidade que atraísse e mobilizasse mais a população da cidade do que o Largo do Carmo, pois lá ocorriam os mais candentes episódios da vida privada e pública maranhense.  Naquele pedaço de chão, emanavam e fervilhavam as notícias mais fresquinhas, as informações mais quentes e os boatos mais desencontrados.

A importância do Largo da Carmo na vida pública maranhense salientou-se na famosa “Greve de 1951”, ocupada literalmente pelos “soldados da liberdade”, que lutavam para impedir o governador Eugênio Barros de ser empossado, sob a justificativa de sua eleição ser produto de fraude eleitoral.

Por mais de 60 dias, o povo de São Luis não arredou os pés dali, para ouvir  discursos, protestar e exigir do Presidente da República, Getúlio Vargas a decretação da intervenção federal no Maranhão, o que não aconteceu, deixando o eleitorado oposicionista frustrado.

Mas a partir de 1964, com o movimento militar que derrubou o presidente João Goulart do poder, que levou o país à ditadura, o Largo do Carmo deixou de ser o palco dos grandes acontecimentos políticos de São Luis.

Por motivo de segurança, as forças militares proibiram que, naquele espaço, se realizassem atos e manifestações políticas, para o povo não protestar ou se insurgir contra as autoridades.

Nas eleições de outubro de 1965, em que José Sarney conquistou o governo do Estado, nada aconteceu no Largo do Carmo, pois a Secretaria de Interior, Justiça e Segurança, com base no dispositivo federal, reprimiu todos os atos de natureza político.

Esse recuo histórico serve para mostrar o que o Largo do Carmo representou no passado e a situação em que se encontra atualmente: esvaziado, abandonado e ponto de encontro de viciados e marginais.

Mas esse quadro pode ser revertido desde que o prefeito Edivaldo Holanda Junior acorde e ponha em prática um projeto para reativá-lo e torná-lo cenário de atos memoráveis, que mereçam ser vistos ou comemorados pela população.

Para a materialização desse projeto, à prefeitura bastaria assumir a responsabilidade de dotar o Largo do Carmo de condições físicas para suportar a promoção de shows musicais, atos evangélicos, apresentações folclóricas, eventos populares, feiras de livros, encenações teatrais e até mesmo comícios políticos.

Em assim procedendo, a prefeitura daria à cidade uma opção a mais para a prática de atos públicos e privados e ainda desafogaria a Praça Maria Aragão de certas manifestações, algumas irrelevantes ou desnecessárias.

A COTAÇÃO DE NICOLAU

Nicolau Dino, irmão do governador Flávio Dino, é um dos subprocuradores que manifestaram interesse em se candidatar ao cargo de procurador-geral da República.

O atual procurador Rodrigo Janot apóia Nicolau Dino, antigo colega de Associação Nacional dos Procuradores da República, com quem mantém estreitos vínculos de amizade.

Nicolau é considerado um homem preparado, com experiência e estatura para manter a máquina da Lava-Jato nos trilhos, embora tenha perfil tímido.

Também é respeitado pela base do Ministério Público, mas o seu nome parece não ter a simpatia do Palácio do Planalto.

RESTAURANTE E DIA DAS MÃES

Os filhos que pensaram homenagear as mães, no domingo passado, levando-as aos melhores restaurantes da cidade, passaram por maus bocados e frustraram-se.

Em vez de alegria e prazer, as mães sofreram dentro e fora dos restaurantes, que, além de insuficientes, não se preparam para atender à demanda.

Elas, não mereciam ter visto cenas tão grotescas e passado por momentos nada agradáveis.

ARLETE E JOSUÉ

Há anos, a escritora Arlete Nogueira Machado guarda consigo uma raridade.

Um ensaio maravilhoso e inédito, com mais de cem páginas, da autoria do intelectual maranhense Franklin de Oliveira sobre a vida e a obra do saudoso escritor Josué Montello.

Ela sabia que um dia usaria aquela peça literária para homenagear os dois ilustres e renomados maranhenses. Por isso, proporá à Academia Brasileira de Letras a publicação do primoroso ensaio, no centenário de nascimento de Josué Montello, em agosto vindouro.

SEBASTIANISMO NO MARANHÃO

Em cumprimento à lei que determina que Portugal seja homenageado no Maranhão, no dia 10 de junho, a Academia Maranhense de Letras, a Sociedade Humanitária, a Comunidade Luso-Brasileira e o Grêmio Lítero Português, vão realizar um evento comemorativo.

No dia 6 de junho, às 19 horas, no auditório da AML, o escritor português, Antônio Freire, profere palestra sobre o tema “O Sebastianismo no Maranhão”.

O intelectual lusitano é hoje o maior conhecedor da vida e da obra do padre Antônio Vieira, a respeito do qual já escreveu vários livros.

DUTRA ARREPENDIDO

Encontrei o ex-deputado e agora prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, ao lado da esposa, Núbia, minha conterrânea de Itapecuru.

Ao vê-lo um tanto quanto sorumbático, não deixei esta pergunta escapulir: – O que é melhor ser estilingue ou vidraça?

Respondeu o óbvio.

NOME DE PARTIDO

A moda agora é a mudança de nome dos partidos brasileiros.

Começou com Rede de Sustentabilidade. Depois veio Solidariedade. Agora foi a vez do Partido Trabalhista Nacional que virou Poderoso.  O PTB pretende ser conhecido como Avante.

Nome mais adequado ao PT: Trapalhões ou Trapaceiros.

SEM CENSORES

Tenho a impressão de que o trânsito melhorou bastante depois da retirada dos censores das vias públicas de São Luis.

O tráfego ficou mais livre e fluindo com mais desenvoltura.

Errou feio quem achava que o trânsito, sem os censores, transformaria a cidade num caos.

Ponto para o prefeito Edivaldo Holanda que, sem querer, livrou a Cidade daquelas engenhocas.

COMPARECIMENTO DE FELIPE

Por não comparecer à abertura do programa Roda de Debates, promovido pela Academia Maranhense de Letras com estudantes do ensino médio, o secretario de Educação, Felipe Camarão, marcou presença no encerramento do evento.

Como se não bastasse, discutiu, opinou e acatou sugestões e propostas de professores e alunos.

A presença de Felipe Camarão em eventos e atos que possam melhorar a educação no Maranhão, faz com que seja considerado um dos gestores mais eficientes e competentes do atual governo.

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CEM ANOS DA COVA DA IRIA

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Neste sábado, há 100 anos, um ato de origem sobrenatural, teve lugar em terras portuguesas, num lugarejo chamado Cova da Iria, que abalou religiosos, místicos e agnósticos, e tornou-se alvo de especulações e questionamentos, inclusive de setores da própria Igreja Católica, que levantaram dúvidas quanto à sua autenticidade.

Segundo relatos da época, o episódio ocorreu no dia 13 de maio de 1917, envolvendo as meninas – Lúcia de Jesus e Jacinta, de 10 e 7 anos, e o menino Francisco Marto,  de 9 anos, que pastoreavam  ovelhas e foram  surpreendidas por um clarão luminoso, do qual surge a Virgem Maria, vestida de branco, trazendo profecias, recomendações e mensagens.

Reza a lenda ou a crença, de que Nossa Senhora teria aparecido outras vezes para aquelas crianças, entre maio e outubro de 1917, sempre lhes entregando profecias, que se tornaram conhecidas por “Segredos de Fátima”, mas só reveladas anos depois por ordem dos Papas.

Os dois primeiros segredos chegaram ao conhecimento público em 1942, com autorização do Papa Pio XII, e diziam respeito à deflagração de catástrofes, que causariam flagelos à humanidade.

O terceiro segredo, revelado em 1944, mas divulgado em 1960, reportava-se a um possível atentado ao Papa, aquele sofrido por João Paulo II, na Praça do Vaticano, em 1981.

Em Portugal e nos países em que se fala o idioma português, o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima será festivamente comemorado no curso deste mês.

Em São Luis, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira organizou um programa, cujo ponto alto é a celebração, hoje, às 8h30, de missa na Igreja de São João Batista, no mesmo horário em que o Papa Francisco, no Santuário de Fátima, preside um ofício religioso alusivo ao evento.

O assunto da aparição de Nossa Senhora, na Cova da Iria, faz com que transponha o meu pensamento para a década de 1950, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima saiu de Lisboa em direção ao Brasil, onde fez uma peregrinação por todos os estados.

Naquela época, São Luis contava com expressiva colônia lusitana, em qualidade e quantidade, que por pontificar na vida social e comercial da cidade, preparou vasta programação para receber a santa peregrina, com visitas a igrejas, associações religiosas e hospitais, nestes, Nossa Senhora teria operado milagres e recuperado enfermos.

No dia da chegada da santa, nada funcionou na cidade e a população, mobilizada para recepcioná-la, marcou presença no aeroporto e nas ruas com fé e devoção. Eu, com 14 anos, em dois momentos, emocionei-me com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Primeiro, por vê-la de perto e de tocá-la, na visita ao Colégio dos Irmãos Maristas, onde estudava. Segundo, no estádio Santa Isabel, na celebração de uma missa campal, ministrada pelo arcebispo dom José Delgado, onde o povo contrito chorava, rezava e pedia suas bênçãos para minorar seus sofrimentos em angústias.

Segundo a imprensa, muitos doentes, após o ato religioso, foram curados das moléstias que portavam.

De tudo que vi e ouvi por ocasião da imagem peregrina a São Luis, ficou algo que aprendi e até hoje não esqueci: um cântico a ela dedicado com este estribilho:

A treze de maio na Cova da Iria

No céu aparece a Virgem Maria

Ave, ave, Maria

Ave, ave, Maria

Os três pastorinhos cercados de luz

Visitam Maria

A mãe de Jesus

Ave, ave Maria

Ave, ave, Maria.

DE VICE A PRESIDENTE

As duas figuras políticas do Maranhão, eleitas à vice-presidência da República, que exerceram  o cargo de presidente do Brasil foram Urbano Santos e José Sarney.

Sarney assumiu o comando do Poder Executivo face ao falecimento de Tancredo Neves, em abril de 1985.

Urbano Santos, companheiro de chapa de Venceslau Braz, no quadriênio 1914-1918, assumiu a presidência da República, em 1917, quando o estadista mineiro, licenciado, viajou para o seu Estado, Minas Gerais.

A diferença entre Sarney e Urbano Santos é que o primeiro assumiu e  ficou cinco anos no poder; já o segundo, permaneceu no cargo só trinta dias, fato ocorrido há cem anos.

CANDIDATA A GOVERNADORA

Além de Roseana Sarney, Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra, também quer ser candidata ao Governo do Maranhão.

Maura Jorge lançou-se candidata depois de forte desentendimento com o governador Flávio Dino, numa solenidade pública, na cidade onde é gestora.

O modo altivo com reagiu à indelicadeza do chefe de governo,  repercutiu politicamente a seu favor, mormente na sua região, mas só isso não basta para cacifá-la a disputar o cargo de governador do Maranhão.

Há que mostrar outras virtudes, por exemplo, como se conduz à frente da prefeitura e se a administração que realiza é bem avaliada pela população.

TERRA EM TRANSE

Há cinqüenta anos, o filme Terra em Transe, do cineasta baiano Glauber Rocha era lançado no Brasil.

Importante e polêmico, o filme, um dos ícones do Cinema Novo, foi lançado em plena ditadura, que a censurou, mesmo escudado em metáforas.

Com um elenco de primeira linha, do nível de  Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha, Paulo Gracindo, Danuza Leão , o filme produzido em 1967, teve cenas filmadas em São Luis, por ocasião da posse do governador José Sarney.

MORADORES DE RUA

O prefeito de São Paulo, João Doria, vai distribuir para os moradores de rua, 65 mil escovas de dente, 96 mil desodorantes, 160 mil pastas de dentes, 660 mil sabonetes e 80 mil xampus.

O prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Junior, em compensação, está distribuindo aos moradores da cidade, milhares de buracos.

CONHECER, PRENDER E SOLTAR

Como ouvinte da Rádio Mirante, ouvi uma entrevista do delegado Walter Wanderley, em que se ufanava de conhecer todos os ladrões que agem em São Luis.

Delegado, com todo o respeito, o problema não é conhecer os ladrões, mas o de prendê-los e depois serem soltos, pela Justiça, para praticarem os mesmos delitos.

DIA DAS MÃES

Amanhã, Dia das Mães, será um grande teste para o Governo e para o Presidente Michel Temer.

Se o comércio vender mais do que nos anos anteriores, pode-se dizer que a política econômica do ministro Henrique Meireles está no caminho certo.

Ao contrário disso, só Deus sabe.

ANIVERSÁRIO SILENCIOSO

Não é comum aniversário de governador passar em brancas nuvens.

Ao longo de minha vida de jornalista, sempre soube que governador não muda de idade sem comemoração, até porque os puxa saco não deixam isso acontecer, pois, nesse dia, eles gostam de mostrar serviços e sabem fazer isso com muita propriedade.

No dia 30 de abril,  Flávio Dino, pela segunda vez na sua gestão, muda de idade, mas se não fosse o batizado do mais novo filho do governador, nada teria acontecido no  Palácio dos Leões.

PREFEITO SONHADOR

Surgiu um prefeito no Maranhão para arrebatar do ex-prefeito de São Luis, Haroldo Tavares, o titulo de “sonhador.”

Trata-se do gestor do município de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Numa mensagem, publicada na imprensa, ele anuncia, como um de suas metas administrativas, a implantação do VLT para ligar São Luis a Itapecuru, como medida para desafogar o trânsito na BR-135.

 

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DO PAI(ORLEANS) PARA O FILHO(CARLOS)

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Não é preciso ser analista político para imaginar que é questão de tempo a deflagração nas hostes do PSDB do Maranhão de uma luta de foice entre o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, pelo domínio estadual do PSDB.

Essa luta, não se desenvolve apenas pelo domínio do partido. Vai mais longe e tem outras conotações, como, por exemplo, o atual alinhamento do tucanato maranhense ao esquema político do governador Flávio Dino, que, nas eleições de 2014, teve Carlos Brandão como companheiro de chapa e se elegeu vice-governador do Estado.

Naquele pleito, a aliança entre o PSDB e o PC do B foi possível e ganhou corpo porque teve o aval da cúpula nacional do partido. Nos tempos que correm, contudo, a situação difere literalmente de 2014, pois o PSDB  participa do governo Michel Temer e se compôs com o PMDB, para dar sustentação ao presidente da República, que trava uma batalha gigantesca para se manter no poder e aprovar no Congresso Nacional as Reformas Trabalhista e da Previdência Social, tão necessárias ao país.

No plano nacional como no regional, por conseguinte, a postura adotada pelos tucanos é de não aliar-se a agremiações partidárias contrárias ou em rota de colisão com o presidente Michel Temer.

Repetir no Maranhão a fórmula de 2014, em que o PSDB aliou-se ao PC do B, nem pensar. O vice-governador Carlos Brandão, sabe dessa orientação, tanto que vem sendo questionado pelo emplumado tucano, o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, afinado da cabeça aos pés à cúpula do PSDB.

Como em política tudo acontece e às vezes até se repete,  Carlos Brandão, como bom filho, poderá espelhar-se no exemplo de seu querido pai, o saudoso deputado Orleans Brandão, que, em 1963, tomou a iniciativa de liderar um movimento de apoio político ao governador Newton Bello, alvejado pela ação de sete deputados federais do extinto Partido Social Democrático, que contestavam uma decisão do chefe do Poder Executivo.

Liderados pelo deputado federal Cid Carvalho, os parlamentares Ivar Saldanha, Eurico Ribeiro, Líster Caldas, Matos Carvalho, Luis Coelho e Alberto Aboud, bateram de frente contra a indicação de José Burnett a líder da bancada do Maranhão na Câmara Federal. Para substituí-lo, o escolhido foi Ivar Saldanha, fato que gerou uma crise e levou os rebelados, assim chamados, a se desligarem do PSD e se filiarem ao PTB, com aval do presidente João Goulart e da liberação das benesses do governo federal.

Para hipotecar solidariedade ao governador, Orleans Brandão promoveu um jantar no Cassino Maranhense, oportunidade em que chamou os rebelados de “Frutos Podres” e ainda lançou as bases de uma nova agremiação política no Maranhão, com o nome de PNB ou Partido Newton Bello.

Mas um acontecimento de grande relevância nacional veio à tona e implodiu a criação do PNB e o projeto dos rebelados, de fazer o deputado Cid Carvalho candidato do PTB a governador nas eleições de 1965.

Esse acontecimento foi a eclosão do movimento militar de abril de 1964, que fez as águas de março  levarem de roldão rebelados e não rebelados.

TRATAMENTO DE EXCELÊNCIA

O prefeito de São Paulo, João Doria, a cada dia surpreende o país com novos atos e fatos.

A última do gestor paulista: extinguiu o tratamento de Vossa Excelência e de Vossa Senhoria na prefeitura paulista, no pressuposto de que todas as pessoas devem ser tratadas igualmente perante a lei.

Por falar em tratamento, lembro o saudoso deputado Nagib Haickel quando se elegeu deputado federal.

Ao chegar de Brasília, um jornalista perguntou o que mais o impressionou no Congresso Nacional. Sem titubear, respondeu: Ser tratado por Vossa Excelência por todos que ali trabalham.

MARGINAL DAS LETRAS

Na semana passada, um jornal da cidade publicou um artigo singularmente tolo de um marginal das letras contra a Academia Maranhense de Letras e os acadêmicos.

Mal sabe ele que, com as suas tolices impressas, está a fortalecer a AML. Sim, isso mesmo: fortalecer.

Enquanto houver idiotas aqui fora, haverá espaço, lá dentro, para os homens de espírito, e são estes que asseguram a continuidade da Instituição.

QUEM TEM MEDO DO UBER?

O presidente da Câmara Municipal de São Luis, Astro de Ogum, pisou na bola ao promulgar a lei que proíbe o uso do Uber na capital maranhense.

A promulgação dessa lei mostra duas coisas. Primeiro, a ilegalidade do ato, pois de acordo com a Constituição Federal que tem competência para legislar sobre trânsito e diretrizes de política nacional de transporte, é a União.

Segundo, a prova cabal e insofismável de que os vereadores da capital maranhense não estão sintonizados com o progresso e mudanças que se operam em todos os setores da sociedade, especialmente com respeito à mobilidade urbana.

Mas não foi apenas a Câmara Municipal que pecou. O prefeito Edivaldo Holanda, também, deixou de cumprir o seu dever, omitindo-se de sancionar uma lei, que poderia deixar São Luis de bem com a modernidade e o bolso popular.

DISCURSO DE INTELECTUAL

Quem compareceu à solenidade de posse do jovem advogado Felipe Camarão, na Academia Ludovicense de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sabia que ouviria um bom discurso do atual secretário de Educação do Estado.

Mas Felipe extrapolou e surpreendeu.  Na sua oração de posse, mostrou o seu lado de bom intelectual, que cultiva as letras e domina a difícil arte da oratória.

Os membros da Academia Maranhense de Letras, que marcaram presença na solenidade, saíram do Convento das Mercês empolgados com que ouviram e convencidos de ser mais valor intelectual, que, naquela noite, surgia.

EUTANÁSIA ELEITORAL

Lenta e gradativamente o processo eleitoral brasileiro vem sofrendo alterações, com vistas à diminuição de custos na campanha política.

O começo dessa operação deu-se com a proibição dos tradicionais comícios.

Pretende-se agora extinguir o horário eleitoral gratuito e a propaganda partidária no rádio e na televisão a que cada legenda tem direito.

No rumo que a coisa vai, o próximo passo será a inexorável decretação da extinção do voto universal, secreta e direta.

CAIXA DOIS

Nas agências Estilos, do Banco do Brasil, dois caixas estão sempre a postos para atender os clientes.

De uns tempos para cá, na hora em que a atendente chama o correntista para comparecer ao caixa dois, uma surpresa: ninguém se apresenta.

Tudo por conta do efeito das propinas e dos políticos.

CELEBRAÇÃO DA VIDA

Em abril passado, uma grandiosa festa foi realizada numa das casas de eventos mais requintadas de São Luis.

Quem a promoveu: professora Socorro Neiva. Não com o objetivo de comemorar seu aniversário ou qualquer efeméride familiar, mas para algo que ela considera sublime e maravilhoso: a vida

A anfitriã convidou 300 pessoas que fazem parte de sua selecionada relação de amizade e as recebeu numa noite festiva e de celebração à vida, que ela, como mulher bem realizada profissionalmente, curte ininterruptamente e sem medo de ser feliz.

Naquele evento, onde a alegria, a descontração e a felicidade marcaram presença, Socorro Neiva, em companhia de amigos e convidados, celebrou a vida como imaginou e quis.

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VIEIRA, POMBAL, MELO E PÓVOAS

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Agora é lei e com direito à comemoração no Maranhão do “Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas”.

Todos os anos, a 10 de junho, os maranhenses deverão organizar celebrações em reconhecimento à influência da cultura portuguesa em nosso Estado.

Já que o Governo do Estado tomou essa iniciativa histórica, é de bom alvitre pinçar e reconhecer as figuras humanas de Portugal que, na fase colonial, tiveram papel saliente em ações e eventos destinados à melhoria do Estado do Grão-Pará e Maranhão.

Refiro-me ao padre Antônio Vieira, a Sebastião José de Carvalho e Melo, o  Marquês de Pombal, e a Joaquim de Melo e Póvoas, que, no meu modo de ver, são merecedoras do reconhecimento público dos maranhenses, em favor do progresso de nossa terra e de nossa gente.

Do padre Antônio Vieira, deve-se sempre enaltecê-lo e venerá-lo. Contraímos com ele uma imensa dívida e até hoje não saldamos, pela renhida luta travada contra a escravidão indígena, por meio da sua extraordinária retórica de missionário, que o tornou alvo da perseguição dos senhores locais e da Inquisição.

Extremamente culto e combativo, Vieira, um esgrimista da palavra, fez dela, no Maranhão, um instrumento poderoso na defesa de suas convicções e princípios, consubstanciados na causa da liberdade dos índios.

Quanto a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, idolatrado em Portugal, projetou-se como principal ministro do reinado de D. José I, tomando medidas que possibilitaram ampla reorganização de Portugal e seu império. No Brasil, elas repercutiram e resultaram na transferência do governo geral de Salvador para o Rio de Janeiro.

Através das ações pombalinas, deflagradas a partir de julho de 1971, com  a nomeação do sobrinho e engenheiro, Joaquim de Melo e Póvoas  a governador, o Estado do Grão-Pará e Maranhão  livrou-se de grave crise econômica e melhorou sua situação social.

Segundo o professor Mário Meireles, foi na gestão desse novo e operoso  governador que a Capitania do Maranhão viu a sua agricultura e o seu comércio crescerem, com iniciativas que estimularam os  colonos a produzir mais e com melhor qualidade, haja vista à introdução de implementos e insumos agrícolas e abertura de crédito aos produtores.

Paralelamente, construiu fortalezas para a defesa da Companhia, lutou contra os padres, que teimavam em subjugar os nativos e procurou levar a assistência social a todos os seus jurisdicionados.

Bandeira Tribuzi, no livro “Formação Econômica do Maranhão”, afirma que “na verdade, o Maranhão só passa constituir-se realidade econômica ponderável, no contexto colonial português, quando o Marquês de Pombal decide criar condições objetivas de expansão, através da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.

Por falar no Marquês de Pombal, transcrevo o trecho da carta de instruções que dirigiu ao sobrinho, quando este veio para o Maranhão: “O p ovo que V.Excia. vai governar é obediente, fiel a el-rei, aos seus generais e ministros. Com esta circunstâncias, é certo que há de amar a um general prudente, afável, modesto e civil. A justiça e a paz com que V.Excia. o governar o farão igualmente benquisto, porque, com uma e outra coisa, se sustenta a saúde pública. Engana-se quem entende que o temor com que se faz  obedecer é mais conveniente do que a benignidade com que se faz amar; pois a razão natural ensina que a obediência forçada é violenta, e a voluntária, segura.”

Em tempo: ao contrário de Maquiavel, que recomendava aos governantes o uso do temor como arma, o Marquês de Pombal defendia ponto de vista contrário. Para ele, a bondade, a justiça e a paz sustentavam o exercício do poder.

OS CAMINHOS DA JUDICIALIZAÇÃO

No Brasil de nossos dias, os caminhos da controvérsia conduzem à judicialização.  Por exemplo: a definição do Campeonato Brasileiro de Futebol só valeu depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que indicou o Esporte Clube Recife e não o Flamengo, como o campeão de 1987.

No Maranhão algumas questões históricas, procedentes de séculos passados, ainda suscitam dúvidas e geram polêmicas. Seria prudente que fossem encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal para julgamento.

Exemplos: 1) Quem fundou São Luis: os franceses ou os portugueses? 2) A  adesão do Maranhão à Independência deu-se a 21 ou a 28 de julho de 1823? 3)  São Luis, capital do Estado do Maranhão, deve ser grafada com s ou z? 4) Os bustos dos escritores maranhenses devem ficar nos jardins do Museu Histórico ou voltar para a Praça do Panteon?  5)  Mantenha-se parado ou funciona, como nos bons tempos, o relógio da Praça João Lisboa?

CONDENAÇÕES DE ARAQUE

A mídia eletrônica e impressa noticia com freqüência condenações de ex-prefeitos, pela prática de atos lesivos ao patrimônio público.

Os juízes têm sido implacáveis com aqueles que, no exercício do mandato, cometeram graves irregularidades e ilicitudes.

Eu não conheço um ex-gestor municipal, condenado pela Justiça, que esteja preso, usando tornozeleira ou prestando qualquer serviço comunitário.

Que o diga Lidiane Leite, conhecida nacionalmente como “Prefeita Ostentação de Bom Jardim”, que continua livre como um passarinho.

FUTURA BANCADA

O governador Flávio Dino tem em mãos o resultado de uma pesquisa que indica os ocupantes de cargos do primeiro escalão mais destacados e  conhecidos  no Maranhão.

De acordo com a pesquisa, quatro gestores disputam a preferência da população pelo desempenho no governo: o secretário de Segurança, Jeferson Portela, o gestor do Procon e do Viva Cidadão, Duarte Júnior, o secretário de Saúde, Carlos Lula, e o secretário de Educação, Felipe Camarão.

Se até as eleições de 2018, continuarem bem cotados junto à população, certamente serão  convocados pelo governador a concorrer a cargos eletivos à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal.

A REPÚBLICA NA CASA DE SARNEY

Como faço sempre, estive em Brasília para abraçar o meu amigo José Sarney, no seu aniversário, quando completou 78 anos, de bem com a vida, lúcido, lépido e fagueiro.

Este ano, a mudança de idade de Sarney teve um marco diferencial. Nem quando estava com o prestígio em alta, sua casa ficou tão cheia de amigos e repleta de autoridades como agora. E note-se: sem a expedição de convites.

Desde as primeiras horas da noite de 24 de abril, a residência de Sarney, na Península dos Ministros, foi invadida por deputados, senadores de todos os partidos, ministros das Cortes de Justiça e do Governo, presidentes da Câmara e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e o próprio chefe da Nação, Michel Temer.

Com tanta gente importante, em volta do aniversariante, a conversa só poderia girar em torno da política, mas os circunstantes não conseguiram  captar nada, porque a mão na boca funcionou  o tempo todo.

Maranhenses, da geração de ontem e hoje, também compareceram para homenageá-lo e vê-lo como continua um cidadão respeitado e reconhecido pelos serviços prestados ao país.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Para saber o que é Audiência de Custódia tive de perguntar ao professor Google, que disse ser “um instrumento processual que determina que todo preso em flagrante seja levado à presença de uma autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para esta avaliar da legalidade de manutenção da prisão”.

Foi sustentado nesta tal Audiência de Custódia que um juiz mandou soltar dois assaltantes, que invadiram uma churrascaria no Calhau e dela levaram dinheiro e submeteram os que ali trabalham a vexames.

Dois dias depois de soltos, policiais os prenderam novamente, pois se preparavam para praticar assaltos em plena luz do dia.

Que seja infinita enquanto dure a Audiência de Custódia.

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O MARANHÃO NOVO SEGUNDO ELIÉZER

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Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 18 horas, na Biblioteca do Ceuma, o lançamento do livro “Maranhão Novo – A saga de uma geração”, do intelectual Eliézer Moreira Filho.

Obra pioneira, em que o autor, com riqueza de informações, aborda e comenta a trajetória do jovem governador- José Sarney, que mediante eleição vibrante e sem fraude, galgou o poder e realizou no Maranhão obra gigantesca, progressista e transformadora.

Ninguém mais do que Eliézer Moreira para discorrer sobre um governo do qual participou, ativa e com denodo, do primeiro ao último momento, que tratou de recuperar o tempo perdido e de mudar as práticas políticas que nele vicejavam e responsáveis pelo marasmo social e pela pobreza econômica.

O autor deste livro residia no Rio de Janeiro, mas retornou às origens familiares, para atender ao apelo do governador eleito, José Sarney, que precisava de mão de obra especializada para ajudá-lo a desenvolver o Maranhão.

Em São Luis, incorporou-se ao Grupo de Trabalho que assessorava tecnicamente o governador. Pela dedicação ao trabalho e maneira de agir como profissional e figura humana, foi confiada a ele a direção do órgão mais importante do governo:  Sudema- Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão, autarquia com a competência de planejar, liberar e controlar os recursos às obras necessárias ao progresso do Estado.

Atuando com desenvoltura e eficiência no comando da Sudema, tornou-se um permanente aliado de Sarney nas ações e iniciativas que redundaram no surgimento  do Maranhão Novo, no bojo do qual vieram a lume Escolas João de Barro, Ginásios Bandeirantes, Centro Maranhense de TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia e Veterinária; dezenas de hospitais e postos médicos; grandes eixos rodoviários de integração; pavimentação das estradas São Luis-Teresina, Santa Luzia-Açailândia e Miranda-Arari; hidrelétrica de Boa Esperança,  Barragem do Bacanga, pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua, e São Francisco, ligando o Centro Histórico às praias, porto e terminal ferroviário do Itaqui, do Distrito Industrial, pavimentação de ruas e avenidas de São Luis; bairro Anjo da Guarda, Companhia Progresso do Maranhão, Banco de Desenvolvimento do Maranhão, Fundação do Bem Estar Social, Companhia de Habitação Popular, Telecomunicações do Maranhão, Companhia de Águas e Esgotos,  Centrais Elétricas e  Reforma Administrativa.

Testado e aprovado é convocado por Sarney a cumprir outras tarefas governamentais, dentre as quais a de secretário de Administração Pública, Gestor de Assuntos do Gabinete do Governador e Chefe da Casa Civil, de onde saiu para concorrer a uma cadeira de deputado à Assembleia Legislativa do Estado, eleito para o mandato de 1971 -1975.

A onipresença na máquina administrativa estadual, de janeiro de 1966 a junho de 1970, em que o Maranhão experimenta um fecundo processo de modernização e desenvolvimento, deu a Eliézer a privilegiada posição de agente e testemunha das movimentações políticas, nas quais o talento de Sarney aflorava interna e externamente.

Internamente, face à brilhante atuação no poder, que lhe conferiu autoridade, competência e respeito, o governador tornou-se o grande líder político estadual. Externamente, pela obra realizada no Maranhão, acumulava aplausos e elogios das autoridades federais e da imprensa nacional, que o apontavam como exemplo para o Brasil.

Daqueles tempos de euforia e de entusiasmo popular, em que o Estado passou por transformações econômicas, sociais e políticas, que levaram a opinião pública à mobilização em torno da construção do Maranhão Novo e da mudança da mentalidade, Eliézer guardou preciosos documentos, oficiais e oficiosos, armazenou relevantes informações jornalísticas, selecionou dados estatísticos e conservou imagens, com o objetivo de, anos depois, juntar tudo isso num livro, para registrar com fidelidade, imparcialidade e sem paixão, os atos, fatos, episódios e acontecimentos de um significativo momento histórico, que as novas gerações desconhecem pela má-fé ou sordidez de invejosos e frustrados, que tentam distorcer uma realidade que permanece até hoje guardada na memória dos maranhenses, que tiveram a ventura de viver um tempo em que éramos felizes e não se sabíamos.

MENTIRAS E MENTIROSOS

Os políticos que receberem propinas da Odebrecht são atualmente os maiores mentirosos do Brasil. Useiros e vezeiros em falsear a verdade, cinicamente a alardeiam e com a maior cara de pau. Dentre as mentiras políticas mais cabeludas dessa triste fase, vejamos as triviais.

  • Estou surpreso com a inclusão do meu nome.
  • As doações usadas na minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Só me manifestarei sobre as delações quando tiver acesso ao processo.
  • Sou o maior interessado no esclarecimento da situação.
  • Sou um político do bem e não minto.
  • A Justiça não falha e confio nela.

 

REFORMA IMPRESCINDÍVEL

Eu acato e respeito o direito de concordar ou discordar da Reforma da Previdência.

De minha parte, acho que o país precisa fazê-la o quanto antes, para acabar com fatos como esse: a população rural do Brasil, acima de 55 anos, gira em torno de seis milhões de pessoas. Já a quantidade de benefícios rurais pagos pelo governo é da ordem de nove milhões.

ARTIGO DE BENTEVI

Quem conhece João Bentevi sabe que é bom médico, exemplar  professor universitário, ótimo saxofonista e dono de um texto brilhante, pois escreve com espantosa facilidade sobre assuntos diversos.

Por isso, não foi surpresa, repito, para quem acompanha a sua vida profissional, ver o artigo por ele produzido e veiculado pelas redes sociais, a respeito da presença do governador Flávio Dino na Lista do ministro Fachin.

Se por um lado, registra a decepção de vê-lo metido nesse mar de lama que inunda o Brasil, por outro, fez questão de ressaltar e louvar o político José Sarney que, com mais de 80 anos de idade e mais de 60 de vida pública, passou praticamente incólume nesse tsunami que agita o país.

OPINIÕES DE TAXISTAS

Na semana passada, estive em São Paulo e a bordo de um taxi perguntei ao taxista o que ele achava a administração do prefeito João Doria.

O motorista não titubeou. A resposta veio carregada de elogios ao jovem prefeito paulista.

Qualquer dia vou fazer em São Luis o que fiz em São Paulo: entrar num taxi e perguntar ao motorista sobre o desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

BENEFÍCIO DA PRESCRIÇÃO

De acordo com o Código Penal, quem responde a inquérito por caixa dois, cuja pena é de até cinco anos de prisão, pode ser beneficiado pela prescrição 12 anos depois do fato.

Esse prazo é ainda reduzido à metade se o investigado tem mais de setenta anos.

O deputado José Reinaldo, pelo que expressa o Código Penal, pode ser beneficiado pela prescrição.

RAIMUNDINHO SANTOS

A mídia quando se refere ao autor da denúncia contra o advogado maranhense Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador geral do Estado, trata-o por Raimundo Santos Filho, ex-diretor da Odebrecht.

Assim identificado, pouca gente em São Luis sabe quem o é.

Mas se tratado por Raimundinho Santos fica mais fácil identificá-lo. É engenheiro civil, nascido em São Luis, filho do saudoso empresário Raimundo Santos, que por muitos anos atuou no comércio da cidade, dono de conceituada loja de móveis, localizada na Rua Godofredo Viana.

Raimundinho vem sempre a São Luis, principalmente no carnaval e é dos fundadores do Bloco do Agenor. Mais ainda: é gente boa e bom caráter.

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EU E O TEATRO ARTUR AZEVEDO

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O Teatro Artur Azevedo foi inaugurado em São Luis no dia 1º de junho de 1817, com o nome de Teatro União, construído por iniciativa de Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevam Gonçalves Braga.

Com a morte de seus construtores, o Teatro União entrou em crise. O presidente da província, Eduardo Olimpio Guimarães, incorporou-o ao patrimônio do Governo, que o reformou e o reinaugurou com o nome de Teatro São Luis, na década de 1850.

Anos depois, já no regime republicano, no governo Urbano Santos, veio nova reforma. Na abertura de suas portas, em 1921, em homenagem ao grande dramaturgo maranhense, ganhou o nome de Teatro Artur Azevedo.

Ao longo de dois séculos de vida, o nosso teatro sofreu várias reformas e esteve sob o domínio ora do governo do Estado, ora da prefeitura de São Luis, que chegou inclusive a arrendá-lo à iniciativa privada. Em todas essas fases, no seu palco aconteceram cenas pitorescas e curiosas, histórias, algumas verdadeiras, outras criadas pelo imaginário popular, em torno de pessoas que o dirigiram, de atores e cantores que ali se exibiram, de peças e shows apresentados, sem esquecer as manifestações da platéia maranhense.

Dentre os numerosos casos, que merecem registros, porque fazem parte da história daquela casa de espetáculos, participei de três.

O primeiro deu-se no governo José Sarney. O teatro vinha de passar por mais uma reforma e o governador desejava reinaugurá-lo com um bombástico espetáculo cênico: a peça bíblica “Abraão e Sara”, da autoria do padre João Mohana, com elenco à base de artistas locais e dirigida por Andros Chediak, contratado no Rio de Janeiro, com essa finalidade.

Antes da reabertura do Artur Azevedo travou-se renhida luta entre o intelectual Domingos Vieira Filho, diretor do Departamento de Cultura, e o padre João Mohana, com vistas à indicação do novo diretor do teatro. O candidato de Vieira Filho era Gerd Phuegler; o de João Mohana, este escriba. O governador ficou entre a cruz e a espada, mas optou por mim, o candidato do sacerdote.

Tão logo a minha nomeação saiu no Diário Oficial, a 7 de fevereiro de 1969, Domingos Vieira Filho, sentindo-se desprestigiado, ameaçou deixar o cargo de diretor do Departamento de Cultura e ainda ameaçou romper a antiga amizade com Sarney. Quando percebi que isso poderia acontecer, não pensei duas vezes: fui ao governador, entreguei o cargo e a paz voltou a reinar no governo.

Resumo da ópera: fui diretor do Teatro Artur Azevedo e o que menos tempo ficou no cargo.

O segundo episódio veio a lume no governo João Alberto, que me nomeou para o cargo de secretário da Cultura do Estado do Maranhão.

Ao assumir o posto, em abril de 1990, encontrei os artistas revoltados com a situação do Teatro, fechado há dois anos. A imprensa, também, cobrava a reabertura do Artur Azevedo, necessitado de reformas e que se encontrava quase todo demolido por uma empresa do Piauí, à qual obra foi entregue, sem licitação, pelo ex-governador Epitácio Cafeteira.

Diante daquele quadro de revolta, decidi fazer uma Exposição de Motivos ao governador João Alberto, solicitando autorização para a Secretaria de Transportes e Obras preparar estudos para salvar o Teatro daquela constrangedora situação.

O chefe do Executivo, sem titubear, aprovou a EM e a encaminhou ao órgão competente e ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura, para que juntos elaborassem o projeto e providenciassem a imediata abertura da concorrência pública, vencida pela Construtora Planex.

A empresa correu contra o tempo e antes do governador João Alberto transferir o poder ao governador eleito, Edison Lobão (14 de março de 1991), o Teatro foi entregue ao público, não plenamente acabado, mas  em condições de funcionamento, sob os aplausos da comunidade artística.

O terceiro caso gerou-se em torno de uma polêmica levantada pelo então diretor do Teatro Artur Azevedo, Fernando Bicudo, que o governador Edison Lobão importou do Rio de Janeiro, para acompanhar os trabalhos de mais uma reforma imposta àquele monumento artístico.

Nas proximidades da reabertura do Teatro, Fernando Bicudo apresenta ao governador Lobão uma proposta absurdamente mirabolante. Que se voltasse aos anos de 1850, quando o nome do Teatro era São Luis. Essa mudança, se efetivada, destronaria Artur Azevedo do frontispício da nossa vetusta casa de espetáculos, que todo o país conhece e venera.

A proposta de Bicudo foi uma bomba na cidade. Todos os segmentos artísticos e intelectuais se mobilizaram para torpedeá-la, pois não viam nela sustentação histórica ou de qualquer outra natureza, que merecesse ser objeto de cogitação e levada a sério.

No momento em que a discussão ganhava corpo e ressonância, pois os meios de comunicação ajudavam a combater tão sinistra proposta, eu decidi dela participar e pra valer. Publiquei um artigo-reportagem, da minha autoria, no jornal O Estado do Maranhão, em 6 de dezembro de 1992, com este título: “Ideia Bicuda”, que o editor do Caderno Alternativo inseriu na primeira página.

Eis um dos trechos mais ácidos do artigo: “Ele (Fernando Bicudo) desejava que o governo estadual fizesse um retrocesso no tempo para devolver ao Teatro a denominação anterior, como se os maranhenses não tivessem a honra e a glória de ter Artur Azevedo como patrono. Ao contrário do que pensa Bicudo não temos qualquer interesse em exorcizar o grande dramaturgo, cuja obra tem o reconhecimento de todo o país.”

A matéria jornalística obteve repercussão tão extraordinária, que exigiu do autor da proposta imediata explicação. Mais bicudo do que nunca, além de manifestar o desejo de encerrar o assunto, pediu desculpas ao povo maranhense pela defesa de uma causa tão inoportuna, que não pensava chegar ao ponto de levá-lo à execração da pública.

REVOLUÇÃO RUSSA

EM novembro vindouro será comemorado em todo o Planeta o primeiro centenário da Revolução Russa, deflagrada pelos bolchevistas em Moscou com a finalidade de implantar o regime comunista.

Em São Luis, a efeméride não deverá passar em branco, pois o PC do B, pelo que se comenta, se mobilizará para organizar um evento de monta e para obter repercussão internacional.

Afinal de contas, o Maranhão é o único estado da Federação brasileira, governado por um comunista católico. Graças a Deus.

DOM DELGADO E DOM BELIZÁRIO

Há quem veja semelhanças entre Dom José Belizário e o saudoso Dom José Delgado, que pontificou no Maranhão, nos idos de 1950 e 1960, como a grande figura da igreja católica. Não são semelhanças físicas, mas que se manifestam em atitudes e  ações.

Os dois prelados, embora de gerações diferentes e de épocas nada convergentes em termos espirituais e temporais, parece que rezam o mesmo catecismo, no tocante ao empreendedorismo.

São homens inteligentes, líderes e audaciosos nas iniciativas que empreendem em favor do rebanho católico.

PRIMEIRO PLANO DE GOVERNO

O governador Newton Bello foi o primeiro, no Maranhão, a contar com um Plano de Governo.

O autor dessa peça, que traçava normas e diretrizes de planejamento econômico para o nosso Estado, foi o engenheiro e economista Antônio Dias Leite, que o preparou a pedido de seu dileto amigo, Renato Archer.

Intitulado “Plano e Reivindicações do Estado do Maranhão” foi  apresentado ao Presidente da República, Jânio Quadros, na visita de trabalho a São Luis, em julho de 1961.

O autor do Plano, Antônio Dias Leite, faleceu na semana passada, no Rio de Janeiro, aos 94 anos.

Em tempo: com a minha prazerosa mania de guardar documentos do passado, tenho a impressão que só eu tenho, ainda no original, um exemplar desse Plano de Governo.

PREFEITO NA PRAÇA

O dia oito de abril de 2017 vai ficar na história de São Luis. Pela primeira vez o prefeito Edivaldo Holanda Junior pisou na Praça Benedito Leite, que só conhecia de passagem, para anunciar a revitalização dos jardins daquele logradouro.

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