35 ANOS DA UEMA

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Recebo do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, a comunicação de ser um dos homenageados com a Medalha Gomes de Sousa do Mérito Universitário, conferida pelo Conselho Universitário, nas comemorações dos 35 anos de fundação da Instituição.

Dias depois, outro comunicado do mesmo reitor, dando conta da minha indicação para falar em nome dos homenageados, na solenidade comemorativa da significativa efeméride, a 2 de agosto de 2017.

A honra de ser duplamente distinguido proporcionou-me alegria e felicidade, pois através da retórica teria a oportunidade de evocar e lembrar a trajetória da Instituição, que ao longo de 35 anos cumpriu o objetivo de fomentar o saber e de formar profissionais dos mais diversos campos do conhecimento humano e cientifico.

Para cumprir a incumbência a mim foi delegada, fiz um recuo no tempo e trouxe a lume, ainda que de forma sumária, a gloriosa história da Universidade Estadual do Maranhão, desde os seus primórdios, da qual participei como docente e com atuação, modéstia a parte, exemplar.

Sustentado na minha bem conservada memória de jornalista e de pesquisador, sempre pronta a me ajudar nesses momentos, transmiti preciosas informações sobre iniciativas e atos praticados por autoridades governamentais, que resultaram, depois de um processo de maturação, na fundação da Universidade Estadual do Maranhão.

Na condição de testemunha viva daquele processo histórico, afirmei que tudo começou nos meados da década de 1960, no governo José Sarney, que levado por circunstâncias conjunturais, decide criar as Faculdades de Engenharia, Administração e Agronomia, em São Luís, e a Escola Superior de Educação, em Caxias, para a preparação de quadros técnicos que o Maranhão carecia, com vistas a modernizar suas estruturas administrativas e promover o desenvolvimento econômico e social.

O sucessor de Sarney, professor Pedro Neiva, empenhado  na consolidação desse projeto educacional, cria as Faculdade de Veterinária, em São Luís,  e de Educação, em Imperatriz, que, aglutinadas em torno das existentes, formaram uma autarquia denominada Federação das Escolas Superiores do Maranhão.

Como substituto de Pedro Neiva, o governador Nunes Freire, também deu o seu contributo, levando as Faculdades instaladas em São Luís, que funcionavam isoladamente, para um campus próprio, com o nome de Cidade Universitária Paulo VI, onde alunos, professores e servidores comungaram vivências e trocaram experiências necessárias à formação do espírito universitário.

Para coroamento de tudo isso, o governador João Castelo, sucessor de Nunes Freire, realiza o sonho maior de todos nós: o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei, criando a Universidade Estadual do Maranhão, sancionado pelo mesmo em 30 de dezembro de 1981.

Ao longo dessa árdua caminhada de  vitoriosas conquistas e exitosas iniciativas, no campo acadêmico, técnico e científico, mas, também, de tempos difíceis e de lutas adversas, a Instituição só não chegou a desativar o ensino, a pesquisa e a extensão, porque os corpos docente, discente e administrativo se levantaram e reagiram contra o impensado gesto de alguns gestores que criaram dezenas de cursos de graduação, muitos dos quais dispensáveis, mas, com o fito exclusivo de atender interesses eleitoreiros.

Felizmente, aquela maldita fase passou e se perdeu na poeira do tempo, graças aos compromissados assumidos pelos professores José Augusto Oliveira e Gustavo Pereira da Costa, o anterior e o atual reitor, que á frente da UEMA souberam com competência, seriedade e honestidade, darem a volta por cima, respaldados na máxima do grande escritor paraibano, José Américo, ao dizer que “voltar é renascer e no caminho da volta ninguém se perde”

APLAUSOS A SARNEY

O acadêmico Joaquim Haickel assistiu em Brasília, na semana passada, a posse do novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Ele saiu da solenidade radiante por uma cena que há muito tempo não via: o ex-presidente José Sarney receber as mais ruidosas manifestações de aplausos da plateia.

Essa manifestação de louvação deu-se no momento em que o ministro da Cultura,  em alto e bom som, proclamou que o Brasil devia duas coisas importantes ao político maranhense: a Lei Sarney, posteriormente adulterada no Governo Collor de Melo,  e a fundação do Ministério da Cultura.

RITUAL ACADÊMICO

Quem assistiu, na noite da última quarta-feira, a solenidade de posse do magistrado e intelectual Manoel Aureliano Neto, na Casa de Antônio Lobo, viu algo insólito.

Em dois bons momentos do discurso do novo imortal, deu-se  a quebra do ritual acadêmico, mas de forma sutil e adequada.

No primeiro, ao reportar-se à obra poética de Gonçalves Dias,  chamou o ator Tourinho para declamar um dos mais belos poemas do vate caxiense.

No segundo, ao falar sobre Catulo da Paixão Cearense, pediu que o Coral do Ceuma cantasse a linda canção Luar do Sertão.

VEREADORES E PREFEITURA

Depois que a prefeitura de São Luís ganhou autonomia política-administrativa, apenas um vereador chegou a exercer o cargo de prefeito: Tadeu Palácio, por meio de eleição universal, direta e secreta.

Depois de Tadeu nenhum vereador à Câmara Municipal de São Luís, concorreu ao cargo de gestor da capital maranhense.

Pelo andar da carruagem, nas eleições de 2018 à sucessão de Edivaldo Holanda Junior, dois representantes do povo pretendem conquistar o tão ambicioso cargo: o presidente da Câmara, Astro de Ogum, e o vereador Ivaldo Rodrigues, ora no exercício do posto de secretário de Agricultura, onde desenvolve um bom trabalho.

LUTA CORPORAL

Por pouco o livro do poeta Ferreira Gullar, Luta Corporal, não serve de pano de fundo ao confronto físico entre os senadores João Alberto e Lindberg Farias.

A luta entre os dois senadores só não houve porque João Alberto comportou-se à altura do cargo que exerce, não revidando as grosserias proferidas pelo parlamentar do PT.

A sorte do senador Lindberg é porque João Alberto deixou de ser carcará e virou xerife.

NOVENTA ANOS

Até antes do século XX acabar, São Luís contava com alfaiates de primeira linha, dentre os quais Mário Rocha, o preferido da elite empresarial e política.

Durante o tempo em que exerceu a profissão, para José Sarney não havia alfaiate que chegasse perto dele.

Mário, contudo, era um profissional diferenciado, porque politizado, intelectual e sabia português como poucos.

Antes de deixar a profissão, ingressou na Universidade Federal do Maranhão e diplomou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Mário completa dia 18 de agosto noventa anos, ocasião em que os familiares realizarão um culto em ação de graças, na igreja Batista do Calhau, às 19: 30 horas.

Como seu antigo amigo, farei questão de marcar presença nessa solenidade religiosa.

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O BUSTO DE GOMES DE SOUZA

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O Congresso Nacional instituiu 2017 e 2018 como o Biênio da Matemática, no Brasil, contando com o apoio dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.

Nesses dois anos, eventos importantes na área da Matemática acontecerão no Brasil, objetivando colocá-la no centro da comunicação e torná-la imprescindível no processo de crescimento do País e do desenvolvimento humano.

Dentre os eventos previstos, com o propósito de criar, produzir e trazer para o Brasil múltiplas experiências que gerem novas descobertas e estimulem o aprendizado da Matemática, destacam-se a Olimpíada Internacional da Matemática e o Congresso Internacional da Matemática.

A Câmara dos Deputados, por mérito e justiça, indicou para patrono de tão importante acontecimento, o maranhense de Itapecuru-Mirim, Joaquim Gomes de Souza, mais conhecido por Souzinha, considerado uma das maiores autoridades da Matemática.

O introito acima tem uma razão de ser: lembrar e registrar que  Joaquim Gomes de Souza nasceu a 15 de fevereiro de 1829, no povoado  Kelru, na Fazenda Conceição, às margens do rio Itapecuru, onde os pais, Inácio José Gomes de Souza e Antônia Carneiro de Brito Souza , vindos de Portugal, instalaram-se na primeira metade do século XVIII, investiram recursos na produção agrícola e contribuíram sobremodo para o desenvolvimento econômico daquela região.

Para perpetuar a memória de Gomes de Souza em sua terra natal, o prefeito de Itapecuru, Miguel Fiquene (1947-1950) inaugurou no dia 1º de janeiro de 1949, na principal praça da cidade, o busto de tão insigne cientista, esculpido em bronze pelo artista Mauro Lima.

Anos depois, na administração do prefeito João Rodrigues (1966-1970), a mesma praça sofreu ampla reforma, sendo o monumento em homenagem ao matemático itapecuruense muito modificado.

Com o correr do tempo, a praça que leva o nome de Souzinha, como também era chamado, passou por nova reforma, no segundo mandato do prefeito Júnior Marreca ( 2009-2013). Mas abrangente do que as anteriores, a obra botou a baixo simultaneamente o pedestal e o busto,  substituídos por novos modelos, que nada tinham a ver com os originais.

Mas o pior aconteceu na gestão do prefeito Magno Amorim ( 2013-2017), quando vândalos destruíram literalmente o busto do matemático itapecuruense, sem que gestor da cidade fizesse o menor gesto para recuperá-lo, num total desprezo e desrespeito à memória de um homem que elevou para as alturas o nome de sua terra e de sua gente.

Na recente campanha eleitoral do candidato a prefeito, o médico Miguel Lauand, que venceu o pleito, nós prometemos ao povo que o busto de Gomes de Souza retornaria ao lugar de origem.

Foi o que fizemos, com a ajuda de Mauro Fecury , que contratou o escultor Eduardo Sereno para refazer o busto do matemático em resina. Para completar a obra, o prefeito reconstruiu o pedestal em granito.

No aniversário de Itapecuru, 21 de julho, ao completar 147 anos, os itapecuruenses vibraram ao verem, na principal praça da cidade, o novo busto de Gomes de Souza, que ali ficará para ser reverenciado e receber as homenagens de seus conterrâneos.

POLÍTICOS CORRUPTOS

Recentemente, o Movimento Sem Terra invadiu dezenas de  propriedades rurais de políticos comprovadamente corruptos.

A invasão foi eminentemente política, emblemática e de abrangência nacional.

No Maranhão, o MST não invadiu nenhuma propriedade rural.

Se isso aconteceu é porque o Movimento Sem Terra acha que em nosso Estado não há político comprovadamente corrupto.

BIG BEN E DROGASIL

Há poucos dias, a cidade tomou conhecimento de que o grupo  farmacêutico Big Ben, de Belém do Pará, fechou as suas portas no  Maranhão.

Mas o lugar ocupado pela Big Ben brevemente será preenchido por outro grupo farmacêutico e fortíssimo.

Trata-se da Drogasil,  empresa com sede em São Paulo, que ora investe nas capitais do Norte e Nordeste do Brasil.

Com a chegada da Drogasil, a competição entre a Extrafarma, a Pague Menos e a Globo se acirrará novamente.

EMPÓRIO SANTA CRUZ

Empório Santa Cruz, instalado na Avenida dos Holandeses, num dos pontos mais valorizados de São Luís, encerrou as suas atividades comerciais.

Seus frequentadores e clientes sabiam que o empreendimento não passava por um bom momento, haja vista a perda do padrão de qualidade dos serviços prestados, mas não imaginavam que de repente deixasse de funcionar.

São desconhecidos os motivos que levaram o estabelecimento a desaparecer de cena, pois era um dos lugares bem frequentados da cidade, especialmente pelos produtos de primeira linha, nacionais e estrangeiros, que comercializava.

MIAMI E LISBOA

Durante anos Miami foi a preferida dos maranhenses para fazer turismo e onde os mais dotados financeiramente investiam de preferência em imóveis.

Há um bairro naquela urbe americana que é o xodó dos maranhenses, tamanha a quantidade de residências sob o domínio de gente de nossa terra.

De uns tempos para cá, contudo, Miami perdeu o fascínio  exercido sobre os maranhenses, que estão trocando a cidade americana pelas vilas de Portugal.

Os imóveis portugueses, mais atraentes do ponto de vista financeiro, construídos em cidades aprazíveis, oferecem  uma qualidade de vida invejável aos que a habitam.

MOMENTO DE GLÓRIA

O prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, viveu um momento excepcional em sua vida, como ser humano e político.

De repente, ficou famoso e conhecido pela coragem de praticar um gesto que pouca gente ousaria fazer.

Numa reunião, no Palácio dos Leões, o gestor de uma pequena cidade do Maranhão, do alto de sua espontaneidade, pede a palavra para dizer em alto e bom que o governador Flávio Dino devia imitar o ministro da Saúde, que, ao final de sua exposição, concedeu a palavra a quem desejasse usá-la.

Quem participou da reunião e assistiu o desabafo do prefeito, ficou impressionado com a sua indômita coragem.

EMENDA PARLAMENTAR

Alguns deputados federais foram acusados de receber do Palácio do Planalto recursos provenientes de emendas parlamentares, para votar a favor do parecer que dava direito ao Presidente Temer de continuar no comando do Governo federal.

Se isso é verdade, o povo maranhense precisa saber duas coisas. Em primeiro lugar: os nomes dos parlamentares de nossa bancada, que se beneficiados com tamanha vantagem.

Em segundo lugar: onde, quando e como serão aplicados os recursos advindos daquele negócio.

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A OFICINA DOS NOVOS E A AML

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A visita do escritor Coelho Neto a São Luís em junho de 1899 fez com que os intelectuais maranhenses, que se encontravam anestesiados e desencantados com a literatura, acordassem e procurassem revitalizar o meio literário da Atenas Brasileira.

No seu livro Os Novos Atenienses, o escritor Antônio Lobo revela “O entusiasmo despertado pela presença do festejado escritor, a audição repetida de seus vibrantes discursos evocando as tradições luminosas do passado e as grandes figuras dos nossos intelectuais mortos, a vulgarização de seus trabalhos literários, avidamente lidos na ocasião, tudo isso começou a agir com outras tantas forças geradoras da repetição modificada dos mesmos fenômenos ideológicos de que emanavam, preparando surdamente em todos os cérebros aptos à prática das letras o belíssimo movimento literário que ora se nos depara no Maranhão”.

A oportuna presença de Coelho Neto e a chegada de outra figura importante a São Luís, o português Fran Paxeco, sacudiram a nossa intelectualidade, que adquiriu alma nova e a movimentar-se para o Maranhão recuperar o prestígio cultural de antanho.

Desse modo, São Luís volta a ser palco, de ações isoladas e de grupos intelectuais, empenhados na mobilização do culto às letras.

Como resultado dessa nova fase de agitação cultural,  fundaram-se várias agremiações, salientando-se, em primeiro plano, a Oficina dos Novos, criada a 28 de julho de 1900, patroneada por Gonçalves Dias, e com a participação de intelectuais do porte de Francisco Serra, João Quadros e Astolfo Marques.

No rastro da Oficina dos Novos, surgiram outras entidades culturais, dentre as quais a Renascença Literária, o Grêmio Literário Maranhense, a Cooperação Sotero dos Reis, o Clube Nina Rodrigues e o Grêmio Odorico Mendes, que promoviam conferências, publicavam livros, jornais e revistas e lançavam concursos literários, tudo isso sob o impulso de uma nova geração de escritores, ávidos de ressuscitar os tempos da Atenas Brasileira.

Nesse cenário de plena fermentação literária, nasce a 10 de agosto de 1908 a Academia Maranhense de Letras, solenemente instalada a 7 de setembro daquele ano, tendo como patrono Gonçalves Dias, fato que levou muita gente imaginar que o aparecimento dessa instituição seria para ocupar o lugar da Oficina dos Novos.

O saudoso Jomar Moraes, num trabalho de sua lavra, publicado no livro em homenagem ao centenário da AML, de modo incisivo contesta tal afirmativa, provando, ademais, quanto era falaciosa e infundada, na medida em que as duas instituições chegaram algumas vezes a participar de encontros e reuniões literárias.

O que aconteceu para essa tese ganhar corpo e ser difundida aqui e alhures? Credita-se à migração de alguns membros da Oficina dos Novos para os quadros da Academia Maranhense de Letras, que teve como fundadores doze renomados intelectuais, da estirpe de  José Ribeiro do Amaral, Barbosa de Godois, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Correia de Araújo, Vieira da Silva, Costa Gomes, Maranhão Sobrinho, Astolfo Marques, Alfredo de Assis, Inácio Xavier de Carvalho, Godofredo Viana, Fran Pacheco e Antônio Lobo, alguns dos quais sócios da Oficina dos Novos, nos seus primeiros anos de vida.

O fato de a AML atravessar incessantes dificuldades, no começo de suas atividades, destacando-se a falta de sede própria, deu ensejo à propagação de versões maledicentes, como a de que a entidade enfrentava problemas por não seguir os passos da  Academia Brasileira de Letras, que nasceu sob os auspícios do Governo.

LIVROS MAIS VENDIDOS

A Livraria e o Espaço Cultural AMEI, instalada no São Luís Shopping,  trabalha apenas com títulos de autores maranhenses. Mas em três meses de funcionamento, conseguiu impor-se e obter um desempenho financeiro além da expectativa.

Os 1.200 títulos colocados à disposição do público, quase todos focados em assuntos do Maranhão, foram consumidos em larga escala pelos leitores de ontem e de hoje.

Pela boa qualidade da produção editorial maranhense e pelo expressivo contingente de apreciadores de livros, os meios culturais se animaram e o otimismo voltou a reinar na antiga Atenas Brasileira, tanto que o Governo do Estado deseja substituir, este ano, a prefeitura de São Luís, na montagem da Feira do Livro.

Em tempo: como o assunto é livro, pelo que se informa, são estes os títulos mais procurados na Livraria e Espaço Cultural: Pregoeiros e Casarões, de Antônio Guimarães, Maranhão Novo e Arte Plástica no Maranhão, de Eliézer Moreira, A Balaiada, de Bento Moreira Lima, Ajurujuba, de Ivanir Araújo, Coleção Touché, de Wilson Marques, Saraminda e o Dono do Mar, de José Sarney, História do Maranhão, de Mário Meireles, O Mulato, de Aluísio Azevedo, e O Vitorinismo, de Benedito Buzar.

IRMÃO DE MINISTRO

Aviso aos navegantes: nas eleições de 2018 um forte empresário da região de Balsas, pretende se candidatar a um cargo majoritário no Maranhão: o irmão do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi.

O potencial candidato ainda não está filiado a partido político, mas seguirá a orientação do irmão, que é membro do Partido Progressista, pelo qual se elegeu governador de Mato Grosso.

Blairo Maggi é considerado o maior plantador individual de soja do Brasil e segundo a revista Forbes, a sua família é a sétima mais rica do País.

ÉDIPO REI

Em agosto, professores, alunos, servidores do Ceuma e convidados da família Fecury, terão a oportunidade de assistir um espetáculo cênico de grande nível, em São Luís.

Trata-se de Édipo Rei, tragédia grega da autoria de Sófocles, já vista em São Luís anos atrás, no histórico Sitio do Físico, pelo grupo teatral, dirigido pelo Tácito Borralho.

A iniciativa da reapresentação da peça deve-se a Mauro Fecury, que contratou o grupo Laborarte para fazer três espetáculos, a céu aberto, nos campus do Ceuma, localizados no Renascença, Cohama e Anil.

AMPLIAÇÃO DA FEIRINHA

O responsável pela criação da Feirinha, instalada na Praça Benedito Leite, é o vereador Ivaldo Rodrigues, ora ocupando o cargo de secretário de Agricultura, da prefeitura de São Luís.

Graças a ele, a cidade, aos domingos, encontrou uma opção para o lazer e o entretenimento. Não à toa, Ivaldo já é visto e saudado como o futuro prefeito. Por conta dessa formidável iniciativa, gente de todas as classes sociais e de todas as idades ali chega à procura do que faltava em São Luís.

Impressiona o número de pessoas que comparece àquele evento e que cresce a cada domingo. Por conta disso, Ivaldo pensa levar a Feirinha para ocupar parte da Avenida Pedro II.

Chegar na B.Leite depois das dez horas é submeter-se ao penoso exercício do estacionamento. Tudo que é apresentado e oferecido é vendido. Produtos agrícolas e artesanais, pratos da cozinha maranhense, bebidas caseiras, livros de autores da terra, nada sobra. Comer e beber sentado no chão virou moda. A praça virou um alegre ponto de piquenique.

PNEUMONIA ATACA

Meu amigo Gastão Vieira foi derrubado, na semana passada, por uma surpreendente pneumonia.

O ataque da doença foi forte, mas ele conseguiu dar a volta por cima e derrotá-la com a categoria de político vencedor.

Se recupera do susto em sua residência.

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A MINHA FELIZ CIDADE

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Ontem, a gloriosa cidade de Itapecuru-Mirim  completou 147 anos. Nos seus primórdios, conhecida por Itapucuru ou Itapicuru, denominação, derivada do tupi – ita (pedra), pe (caminho) e cura (muita)- que significa caminho de muitas pedras.

Antes de ser cidade, status que conquistou a 21 de julho de 1870, decorrente da Lei 919, votada pela Assembleia Provincial e sancionada pelo governador em exercício, José da Silva Maia, Itapecuru foi povoação, freguesia (25-09-1801) e vila (07-11-1817).

Ao longo do regime monárquico, Itapecuru consolidou-se como vila. Nessa época, o Brasil era governado pelo imperador Dom Pedro II, que nomeava os governadores das províncias, do Partido Liberal ou do Partido Conservador, que se alternavam no poder conforme as circunstâncias políticas.

Segundo o Almanack do Maranhão, quem administrava Itapecuru, na fase imperial, era a Câmara Municipal composta pelos vereadores Ildefonso Henoch de Berredo (presidente), Joaquim Gonçalves Pereira, Frederico Antônio Pinheiro Lisboa, João Lopes de Souza, Miguel Archanjo Nunes Paes, José Odorico Madail, Manoel Verissimo de Moraes Rego, Fortunato José da Costa e Raimundo Rufino Lisboa.

Além da Câmara Municipal, uma corporação militar, com 1.321 praças, um estado-maior e seis companhias, sob o comando do coronel Antônio Serra de Berredo, protegia a cidade, que contava, também, com uma agência de correio e uma coletoria.

O vigário Francisco José Cabral cuidava da parte espiritual da população, que fazia parte da Freguesia de Nossa Senhora das Dores. Nela, existiam 994 votantes qualificados, um comissário vacinador, um subdelegado de polícia, Catão Bandeira de Melo, um professor e uma professora de 1ª letras, Antônio da Silva Braga e Olívia Castelo Branco.

Sendo comarca de 2ª entrância, tinha como juiz de Direito, Dr. Antônio de Souza Martins, juiz de Paz, capitão José Maximiano Cardoso, juiz de Órfãos, Dr. Antônio de Carvalho Serra, e promotor público, Dr. Aristides Coelho de Souza.

Sessenta e oito anos depois do ato governamental que fez Itapecuru ganhar o direito de ser cidade, nela, eu vim ao mundo,  a 17 de fevereiro de 1938, em que o Brasil transitara de Monarquia para República, à frente da qual se encontrava o ditador Getúlio Vargas, que governava o País sob o regime de exceção e de supressão das liberdades.

O Maranhão, dessa época, tinha como governante o  interventor federal, Paulo Ramos, que imprimia uma administração autoritária, mas,  empreendedor. Com o Poder Legislativo desativado e o Judiciário garroteado, o chefe do Executivo governava com mão de ferro, conforme preconizava o Estado Novo.

Nos municípios, em vez de prefeitos eleitos, pontificavam os gestores nomeados pelo interventor. Em Itapecuru, reinava na prefeitura o comerciante Felício Cassas, que, ajudado por Paulo Ramos, construiu escolas, estradas, pontes e açudes, mas não conseguiu convencê-lo a liberar recursos para a construção de um prédio para alojar a burocracia do município, que funcionava em casas alugadas. Instalou na cidade uma balsa flutuante, para facilitar a travessia de passageiros e de mercadorias  no Rio Itapecuru.

De acordo com a Diretoria de Estatística e Publicidade do Maranhão. Itapecuru-Mirim, em 1938, contava com uma população em torno de 25 mil habitantes, equivale dizer, nove habitantes por quilômetro quadrado, tendo por limites as cidades de Rosário, Vargem Grande, Coroatá e Arari.

Naquele ano, incrivelmente, o interventor, por decreto, fixou nova divisão territorial, administrativa e judiciária no Maranhão, por meio da qual Itapecuru perdeu o status de comarca, passando a ser termo da comarca de Coroatá.

No aspecto religioso, por deliberação do arcebispo Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos, a paróquia de Nossa Senhora das Dores era exercida pelo padre Alfredo Furtado Bacelar, que, no seu vicariato, realizou a recuperação interna e externa da igreja matriz.

Em rápidas palavras, procurei homenagear a minha Itapecuru-Mirim, como vila e cidade, ou seja, antes e depois de meu nascimento.

UMA CONFRARIA DE PESO

HÁ anos, um grupo de amigos se reúne nas primeiras quintas-feiras de cada mês, com o objetivo de se confraternizar e trocar figurinhas.

Os convescotes mensais se realizam na Cabana do Sol, onde Aparício Bandeira, presidente da confraria, Benedito Buzar, Remi Ribeiro, José Jorge Leite, Eliézer Moreira,  Joaquim Haickel, Fabiano Vieira da Silva, Francisco Leda, Nan Sousa, Jura Filho e o coronel José Vieira se juntam para animadas conversas, que se estendem ao longo da tarde.

O grupo não costuma convidar estranhos para tais reuniões, pois o que ali é tratado não pode extrapolar a outros ambientes. Esse compromisso é rigorosamente cumprido pelos seus membros.

CONFRARIA E SARNEY

Na quinta-feira passada, a confraria, pela primeira vez, convida uma personalidade, não integrante de seus quadros, para comparecer ao tradicional rega-bofe.

Trata-se de José Sarney, que aceita e convite e assume o compromisso de sempre participar da companhia de amigos tão fraternos. Pontual como o é, chega ao restaurante hora marcada, onde ouviu mais do que falou.

De política, só a do passado, relembrando as lutas renhidas e travadas entre oposicionistas e governistas, vencidas pelos situacionistas, que contavam com as armas poderosas da fraude eleitoral.

Como  bom apreciador da culinária maranhense, Sarney deixou a carne de sol de lado para saborear arroz de cuxá e o inseparável peixe frito.

SARNEY NA LIVRARIA

Após o gostoso almoço, este colunista convidou Sarney a visitar e conhecer a Livraria e o Espaço Cultural da Associação Maranhense de Escritores Independentes, instalado em boa hora no São Luís Shopping, que só comercializa títulos exclusivamente de escritores da terra.

Como intelectual e membro das Academias de Letras do Brasil e do Maranhão, impressionou-se com a imensa e variada produção livresca  exposta e o apoio do maranhense a uma iniciativa pioneira e bem-sucedida.

A presença de Sarney no Shopping causou enorme alvoroço. Consumidores, comerciantes e comerciários acorreram em massa ao Espaço Cultural para vê-lo, abraçá-lo, pedir autógrafo, ser fotografado ou tirar selfs.

Ele deixou o shopping com o ego altamente massageado e convencido de que continua venerado pelo povo maranhense, a despeito de não ser poupado pelos adversários políticos, que tentam destruir a sua imagem de homem público.

TORNOZELEIRAS

No país inteiro há uma escassez de tornozeleiras eletrônicas. Os presos da Lava-Jato estão sendo liberados sem o imprescindível equipamento.

Na Rua da Paz, nas lojas de material esportivo, os proprietários aproveitaram o momento para promover as tornozeleiras usadas pelos praticantes de atividades esportivas.

Até agora, a Secretaria de Segurança não se apresentou para comprá-las, sinal de que no Maranhão as tornozeleiras eletrônicas abundam.

 

 

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CHINESES E JAPONESES NO MARANHÃO

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Mais uma comitiva maranhense viajou para a China em missão oficial, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, que se fez acompanhar de um  grupo de burocratas do Governo estadual – os secretários de Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Programas Especiais, dos prefeito de Santa Rita e Bacabeira,  e de  representantes do Sindicato da Construção Civil e da Federação das Indústrias do Maranhão.

A esse pessoal, de duvidoso conhecimento técnico para conduzir tão importante assunto, foi dada a incumbência de conversar e convencer os chineses a investirem dólares numa possível siderúrgica a ser instalada no Maranhão.

Eu disse possível siderúrgica, porque não é a primeira que se cogita implantar no Maranhão. A corrida para atrair investimentos externos originou-se nos anos 1970, com a descoberta na Serra de Carajás, no Pará, de incontáveis jazidas de minério de ferro, que levaram a então Companhia Vale do Rio Doce à criação do Projeto Carajás.

Nasceu naquela época, portanto,  o projeto de instalar-se em São Luís um poderoso complexo industrial siderúrgico, que teve inicio com a construção da estrada de ferro interligando a Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís, a Serra de Carajás, do reequipamento e a modernização do Porto do Itaqui e da implantação da Ferrovia Norte-Sul.

Governava o Maranhão naquela fase histórica o professor Pedro Neiva.  Tão empolgado ficou com as perspectivas de o nosso Estado se desenvolver com o Projeto Carajás, que cunhou esta frase demasiadamente otimista: “Serei o último governador do Maranhão pobre”.

A notícia de o Maranhão ser o novo eldorado brasileiro ultrapassou as fronteiras do país e chegou aos ouvidos dos japoneses, que através da possante Nippon Steel, manifestou interesse em investir recursos na construção de uma Usina Siderúrgica no Itaqui, tanto que convidou o governador Pedro Neiva e membros diretamente ligados ao empreendimento, para uma visita ao Japão.

No final de fevereiro de 1974, de São Luís, via Rio de Janeiro, parte uma delegação maranhense rumo a Tóquio, com a finalidade de conhecer as instalações da Nippon Steel e de dar continuidade às negociações processados no Brasil, em que japoneses e maranhenses se comprometem realizar estudos técnicos  em torno da construção da siderúrgica.

Na impossibilidade de o governador viajar para o Japão, o filho, Jaime Santana, secretário de Fazenda o substituiu. Em sua companhia viajaram o prefeito de São Luís, Haroldo Tavares, do secretário de Indústria e Comércio, José Carlos Barbosa, do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, José Carlos Duailibe e do presidente da Caema e diretor da Escola de Engenharia, Francisco Batista Ferreira. Da área empresarial, viajaram Ruy Abreu, pela Associação Comercial, Benedito Reis, pelo Clube dos Diretores Lojistas e o comerciante José Marão Filho.

Anos depois, já no Governo João Castelo, outra empresa de grande porte internacional, também, resolve investir no Maranhão, à sombra do Projeto Carajás: a Alcoa. Em agosto de 1984, com a denominação de Alumar, um consórcio de empresas tradicionais na área de mineração, refino e processamento de metais, inicia suas operações em São Luís.

O alvo dessa multinacional é o de processar a bauxita e transformá-la em alumínio e alumina, produtos que colocava no mercado internacional em grande escala.

Só recentemente, com o desabrochar da crise econômica mundial, que atingiu o setor mineral, a Alumar entrou em crise e diminuiu bastante o ritmo de sua produção industrial, a ponto de ser divulgado que a fábrica poderia encerrar as suas operações em São Luís, fato que não aconteceu, mas fez com que dispensasse muita gente de suas atividades laborais.

HOMOSSEXUALISMO INDÍGENA

Dois antropólogos brasileiros pesquisam e estudam o problema do homossexualismo nas tribos indígenas de nosso país.

Querem saber onde e quando sugiram as primeiras manifestações de homossexualismo no meio dos índios e como eles se comportam diante de um problema que tratam como doença.

Pelo que a história registra, a primeira manifestação de homossexualismo  selvícola no Brasil deu-se no Maranhão, quando um índio Tupinambá, na época colonial, foi condenado à morte, por um tiro de canhão, sob os olhares complacentes dos padres jesuítas.

GASTRONOMIA EM IMPERATRIZ

Com a instalação do curso de Medicina em Imperatriz, os tocantinos descobriram que o Ceuma é uma ferramenta importante à promoção do desenvolvimento da sua região.

Não à toa, setores do empresariado de Imperatriz, que operam com serviços de hotéis, bares e restaurantes, pediram à maior instituição privada de ensino superior do Maranhão, a instalação urgente naquela região do curso de Gastronomia.

Para atender a um negócio que cresce em proporção geométrica,  a região tocantina precisa de treinamento de mão de obra e de profissionais de nível superior.

RETIFICAÇÃO DE REGISTROS

Por influência dos meios de comunicação social, principalmente a televisão, as comarcas do Maranhão passaram a  se deparar com um processo pouco comum no meio forense.

São pessoas que recorrem à Justiça com pedidos de retificação de registros de certidão de nascimento por conta de datas trocadas, nomes  incorretos ou estranhos.

A televisão, principalmente, tem sido responsável por essa mudança que se opera no interior do Brasil, em que registro com nome de santo chegou ao fim. A palavra de ordem agora é ter nome sofisticado ou de artista de televisão.

 

MORADA DAS ARTES

Um conselho ao governador Flávio Dino: seria de bom alvitre visitar o quanto antes a Morada das Artes, na Praia Grande.

Naquele casarão, encontram-se numerosos artistas plásticos, de todas as idades, que com seus talentos, pintam, esculpem, produzem, expõem trabalhos primorosos e ensinam a arte pictórica para um público constituído à base de jovens e crianças.

Toda aquela gente passa o dia inteiro num ambiente desconfortável e impróprio para quem lida com a arte e através dela cria o belo e o transporta para as telas ou para a argila.

Se só isso não bastasse, a Morada das Artes é um ponto e uma referência turística no Centro Histórico.

PARTICIPAÇÃO DO GOVERNADOR

Quando João Castelo esteve à frente do Poder Executivo estadual, decidiu participar da inauguração de uma obra inexpressiva em São Luís, a cargo da prefeitura.

No dia seguinte, a imprensa não perdoou o governador, por comparecer a um evento de pavimentação de rua, que não acrescentava nada à sua pessoa e ao cargo que ocupava.

Lembrei-me do fato ao ver o governador Flávio Dino marcando presença na inauguração de uma obra considerada por muita gente, também, inexpressiva: a rotatória da Forquilha.

O MARCA-PASSO DO SENADOR

Depois do susto coronário, que levou o senador João Alberto ao hospital e a introduzir no seu organismo um aparelho chamado marca-passo, veio o lado bom da doença, se é que isso é possível.

O senador que estava desanimado com relação à sua situação política, sem saber se seria candidato à reeleição ou a outro cargo, revigorou-se não com a doença, mas com o que ela produziu em matéria de solidariedade humana.

Do Maranhão todo, João Alberto recebeu mensagens e telefonemas de pessoas conhecidas e desconhecidas, todas desejando a recuperação de sua saúde e para que esteja pronto para mais um desafio eleitoral em 2018.

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AGRESSÕES VERBAIS E FÍSICAS NOS PARLAMENTOS

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Dias atrás, um violento bate boca entre dois vereadores, representantes do povo de São Luís na Câmara Municipal, por pouco não extrapola para o campo da agressão física.

Protagonistas daquela deplorável cena, os vereadores Beto Castro e Honorato Fernandes, depois de trocarem acusações sobre  problemas nada éticos, só não se atracaram pessoalmente porque a turma do deixa disso entrou em ação.

Se alguém imagina que fatos como o aludido acima só ocorrem nas Câmaras  Municipais  é porque desconhece a história do parlamento brasileiro, cuja trajetória é permeada de cenas em que agressões verbais, pela sua trivialidade,  derivam em lutas corporais.

Nos plenários do Senado da República, da Câmara de Deputados e das Assembleias Legislativas de nosso país, não são apenas discutidas e votadas questões ditadas pelas Cartas Magnas. Servem, também, de palco para senadores, deputados federais e deputados estaduais insultarem-se, trocarem as farpas e engalfinharem-se. Isso, quando não apelam para as armas de fogo.

No Maranhão, ao longo do tempo, são numerosos e vexatórios os episódios de parlamentares envolvidos em cenas de violência oral e corporal. Alguns, pela gravidade do ato e pela repercussão, ultrapassaram os limites legislativos e se transformaram em casos policiais.

Na Câmara Municipal de São Luís, por exemplo, quantos embates entre vereadores não vieram a lume e chegaram a paralisar os trabalhos legislativos? Lembro-me de 1967, na gestão de Epitácio Cafeteira, quando um grupo de vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as grosseiras irregularidades praticadas pelo prefeito da cidade, fato que resultou no pedido de intervenção do Estado na prefeitura.

O clima na Câmara Municipal, que funcionava no mesmo prédio da prefeitura, na Avenida Pedro II, chegou a uma temperatura tão elevada que brigas diárias viraram rotina entre vereadores pró e contra Cafeteira. O plenário transformou-se em  praça de guerra quando a maioria  pediu a intervenção do Governo do Estado na prefeitura, que o governador José Sarney, por prudência e para evitar uma tragédia, postergou a medida intervencionista até o encontro de uma solução conciliatória.

Se direcionarmos  o foco para a Assembleia Legislativa, veremos que o clima belicoso reinava  nas sessões do corpo parlamentar estadual, especialmente  na fase do vitorinismo, quando uma aguerrida bancada oposicionista, embora minoritária, não se intimidava com as arrogâncias e as prepotências dos detentores do Poder.

Não foram poucos os entreveros verbais e físicos pipocados no plenário do Legislativo maranhense, em que alguns, pela gravidade política, chegaram a estarrecer a Nação e a exigir pedidos de intervenção federal, como nas eleições dos candidatos do PSD ao Governo do Estado, Eugênio Barros e Matos Carvalho, que custaram a ser empossados em decorrência dos processos em tramitação na Justiça Eleitoral e impetrados pelas Oposições Coligadas, que tentavam anular as eleições de 1950 e de 1954, sob o argumento de realizadas sob o manto da fraude.

Um  dos episódios mais emblemáticos dessa fase histórica deu-se com a divisão da bancada do PSD, em 1954, quando vários deputados governistas, por não concordarem com a eleição do jornalista Assis Chateaubriand a senador pelo Maranhão, debandaram para o lado oposicionista. O deputado Raimundo Bogéa, um dos líderes do movimento, virou alvo de ataques dos vitorinistas até o dia em que resolveu recebe-los à bala no plenário.

Outra ocorrência, também, rumorosa no âmbito do Poder Legislativo veio à tona em 1935, com os deputados divididos na preparação da nova Carta Magna do Maranhão. Dessa divisão, surgiram dois presidentes. Foi o suficiente para que intermináveis brigas dominassem o recinto parlamentar, obrigando o 24º Batalhão de Caçadores a ceder uma parte de suas instalações, à época, na Avenida Silva Maia, para que um dos grupos reunisse e não sofresse ameaças de morte.

Não se deve olvidar o quanto de confusão e de briga o vice-governador Alexandre Costa, rompido com o vitorinismo, no exercício da presidência da Assembleia (a Constituição assim o permitia), travou contra os deputados governistas, que tentavam implodir a pauta os trabalhos legislativos, visando engessar a tramitação das matérias e dos projetos de interesse do Governo. Insultos, agressões e tiros foram coisas que não faltaram na Assembleia Legislativa nos anos de 1956 e 1957.

MANDATO DE JACKSON

Anos depois do falecimento do médico e político Jackson Lago, o deputado José Reinaldo Tavares, em artigo publicado em jornal local, proclama as causas que levaram  o ex-governador à perda do mandato em 2009.

A primeira aponta na direção da inexperiência política de Jackson, por não ter exercido um mandato no Congresso Nacional, lugar onde o político amadurece, enriquece o conhecimento e ganha tarimba pelo convívio com os homens públicos  de todas as partes do Brasil.

A segunda diz respeito ao desprezo do líder do PDT aos conselhos dos que lhes cercavam, especialmente  em ocasiões complicadas, nas quais precisava de opiniões sensatas e equilibradas. Para Zé Reinaldo, Jackson agia assim por ser um homem solitário.

HOMEM FORTE

Além de José Sarney, há outro político maranhense com chances de ser bastante prestigiado pelo presidente Michel Temer, no caso de ele não ser apeado do poder.

Trata-se de Hildo Rocha, pelo discurso pronunciado recentemente na Câmara dos Deputados, ao acusar sem dó e piedade o deputado Sérgio Zveiter, pelo relatório apresentado à Comissão de Constituição e Justiça, pela admissibilidade do Presidente Temer ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

O parlamentar maranhense, não só defendeu o Chefe da Nação, como, em alto e bom som, disse que o parecer do relator foi produto de uma operação política da Rede Globo de Televisão, da qual a família Zveiter depende financeiramente.

35 ANOS DA UEMA

No dia 2 de agosto vindouro, uma solenidade de pompa se realizará em São Luís, em comemoração a um feito que mudou a vida do ensino universitário no Maranhão.

Trata-se da celebração dos 35 anos da Universidade Estadual do Maranhão, que, ao longo desse tempo, tem dado contribuição fantástica ao nosso Estado pelo progressivo número de profissionais de nível superior que coloca a disposição da sociedade.

Quatro governadores precisam ser ressaltados pelo que fizeram pelo  engrandecimento da Uema. Primeiro, José Sarney, que criou em 1967 as quatro primeiras unidades de ensino superior mantidas pelo Governo do Estado: Administração, Engenharia Civil, Agronomia e Educação de Caxias. Segundo, Pedro Neiva de Santana, pela instalação da Faculdade de Veterinária e fundação da Federação das Escolas Superiores  Maranhão. Terceiro, João Castelo, que transformou a Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão. Quarto, Nunes Freire, pela instalação da Uema no campus Paulo VI.

GOVERNADOR NO CONVENTO

Na noite de sábado passado, o governador Flávio Dino fez questão de  marcar presença no Convento das Mercês, para assistir ao evento que marcava o começo das atividades da Escola de Música do Bom Menino.

Em companhia do secretário de Educação, Felipe Camarão, que preside aquela instituição, o chefe do Governo saiu dali impressionado com o show musical dos garotos da Banda do Bom Menino, que apresentaram um bem dosado repertório de canções nacionais e regionais.

A empolgação do governador foi tamanha que anunciou a participação da Banda do Bom Menino nos eventos oficiais do governo do Estado.

O ACADÊMICO FELIPE

O advogado Felipe Camarão passou a dividir as suas atividades diárias em torno de duas instituições: Secretaria de Educação do Estado, a qual comanda, e a Academia Ludovicense de Letras, a que pertence como membro efetivo.

Seu ingresso na Casa de Maria Firmina foi fundamental para a instituição contar com um prédio para abrigá-la. Trata-se do imóvel, onde funcionava a Aliança Francesa.

Para não se dizer ele que entrou na Academia Ludovicense de Letras sem mérito intelectual, Felipe está com dois livros prontos e no ponto de lançamento.

FEIRA DO LIVRO

Cada vez mais o Governo do Estado se afasta da Prefeitura de São Luís, com relação a assuntos e ações que faziam associadas.

Bastou que a Prefeitura, à falta de recursos, renunciasse ao direito de realizar a X Feira de Livros em São Luís, para que o Governo do Estado assumisse a responsabilidade de fazê-la.

Para fazer face às despesas da Feira, os recursos serão destinados à Secretaria de Educação, que já começou a se mobilizar para o evento se realizar com sucesso, mesmo sem a definição do lugar e de quando acontecerá.

 

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DE CARCARÁ A XERIFE

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Conheço João Alberto de Sousa desde 1954, quando troquei o Colégio dos Irmãos Maristas pelo Liceu Maranhense.  Foi numa sala de aula, na quarta série do curso ginasial, que nos encontramos pela primeira vez e onde forjamos uma sólida amizade.

Dotado de arrebatado temperamento, João Alberto costumava dar trabalho aos professores e ao diretor do Liceu, o intelectual Rubem Almeida, que, sabiamente, conteve aqueles irrefreáveis impulsos com a seguinte fórmula: o transferiu da turma masculina para a feminina.

Em 1958, concluído o curso secundário, o nosso destino foi o Rio de Janeiro, para darmos continuidade aos estudos. Enquanto eu busquei o curso de Agronomia, que  abandonei em seguida, João Alberto optou pela Faculdade de Economia e pela atividade bancária, engajando-se na luta sindical e tornando-se líder de uma categoria profissional de esquerda, que acumulava com a presidência do Centro de Estudantes Maranhenses.

Com o advento do regime militar, João Alberto pagou um preço alto pela vigorosa militância política: perdeu o emprego e sofreu perseguição dos novos donos do poder, mas teve a sorte de se aproximar do jovem deputado José Sarney, do qual recebeu convite para voltar ao Maranhão e ajudá-lo na tarefa de tirar o Estado do atraso.

Pela maneira impetuosa como trabalhava, Sarney o nomeou para um  cargo espinhoso na Secretaria da Fazenda, que precisava ser moralizada e oxigenada.

Com a fama de homem duro e exigente, cumpriu outras tarefas melindrosas em cargos que requeriam determinação e seriedade. Por conta do bom desempenho, o governador o incluiu na chapa de candidatos à Assembleia Legislativa, pela Arena, nas eleições de 1970.

Exerceu o mandato de deputado estadual sem decepcionar, credenciando-se a concorrer a outros cargos eletivos, a exemplo de prefeito de Bacabal, deputado federal, senador da República, vice-governador e governador.

Na condição de vice, substituiu Cafeteira no cargo de governador, exercendo-o por onze meses (abril de 1990 a março de 1991), com eficiência e competência. Do Palácio,  telefonou-me para dizer que me nomeara titular da Secretaria da Cultura, onde atuei com desenvoltura em função de seu integral apoio.

O João Alberto que conheci na juventude não mudou até hoje, por isso construiu uma vitoriosa trajetória política, marcada pela lealdade e firmeza de propósitos. Não por acaso recebeu o  apelido de Carcará, conquistado não porque  “pega, mata e come”, como a ave da composição musical do nosso saudoso João do Vale, mas pela destemida coragem no desempenho das atividades de homem público.

Vejo-o agora, na plenitude de seus oitenta e dois anos de vida e quase sessenta de exercício político, não como Carcará de outrora, mas ostentando no peito a estrela de Xerife, título a ele outorgado  recentemente pelos seus pares, que, pela sétima vez, o reconduziram ,  sem restrições,  à presidência do Conselho de Ética do Senado, proeza que nenhum senador conseguiu nesta atribulada República, tão carente de homens de sua têmpera política.

PADRE ALÍPIO DE FREITAS

Com este nome o conheci nos anos sessenta do século passado, lutando ao lado de Neiva Moreira pelas causas populares no Maranhão. Sacerdote, de origem portuguesa, veio para São Luis pelas mãos de Dom José Delgado, para ajudá-lo nas ações catequéticas.

Homem de esquerda atuou mais na política do que na religião, ganhando, por isso, a inimizade da cúpula da igreja e a ira dos poderosos do Maranhão. Os carrascos de 1964 o prenderam e o perseguiram até exilar-se.

Anos depois, deparei-me com ele em Lisboa, no lançamento do livro Saraminda, do escritor José Sarney, do qual era também amigo. Havia abandonado a batina e casado. Morreu em Lisboa, na semana passada, aos 88 anos.

O JORNALISTA MORENO

Não conheci pessoalmente o jornalista Jorge Bastos Moreno, mas era seu assíduo leitor. Na curta, mas gloriosa  vida jornalística, ele desfrutou da amizade de renomados políticos brasileiros, a exemplo de Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e José Sarney.

Houve época em que Sarney deitava e rolava em sua coluna, mas, de repente, dela sumiu.

Enviei-lhe um email para saber o que acontecera entre eles. A resposta foi lacônica: – Porque Sarney deixou de ser notícia.

PREFEITO KABÃO

Meses atrás, encontrei o ex-prefeito de Cantanhede, José Martinho,  conhecido por Kabão. Perguntei a ele se havia passado o cargo ao sucessor sem problemas financeiros e tudo em ordem.

Disse-me categoricamente que sim. Espantado fiquei ao ler nos jornais que o Ministério Público através de Ação Civil Pública, pediu a decretação da indisponibilidade dos bens do ex-prefeito  de Cantanhede por ato de improbidade administrativa.

Motivo: recebeu recursos da Funasa, mas não realizou a obra de aterro sanitário do município.

REFORMA DO GINÁSIO

Ao que se informa o Ginásio de Esportes Costa Rodrigues sofrerá, neste governo, mais uma reforma.

A mais escandalosa das reformas teve como agente principal um jovem  esperto e loquaz, que ludibriou até o experiente prefeito Jackson Lago, permitindo que o nosso Ginásio Esportivo fosse literalmente implodido.

O mais grave: não fez licitação e deu a obra a uma suspeita construtora, que se apoderou dos recursos e os desviou ilicitamente, com o seu  beneplácito.  Por isso, é investigado no Supremo Tribunal Federal por improbidade administrativa.

O PREFEITO DE LÁ E DE CÁ.

O prefeito de lá é Marcelo Crivella, pastor evangélico, que, vem realizando no Rio de Janeiro reuniões com presidentes de escolas de samba, para mudar os desfiles carnavalescos de 2018.

O prefeito de cá- Edivaldo Holanda é também evangélico, mas não gosta de carnaval e nunca participou de reunião com carnavalescos, para melhorar o carnaval desta cidade, que sofre um processo de eutanásia.

Se Edivaldo não gosta de carnaval, devia ter procurado outra cidade para ser prefeito.

PERFORMACE DE GASTÃO

Quem não acredita na liderança política de Gastão Vieira e no seu potencial eleitoral, que procure ver e analisar o resultado da mais recente e confiável pesquisa com respeito às eleições de 2018, para o Senado da República.

Sem fazer campanha política e filiado a um partido inexpressivo, ficou em terceiro lugar no ranking dos candidatos ao Senado. Na sua frente, apenas Sarney Filho e José Reinaldo Tavares.

Um conselho ao amigo Gastão: sai desse PROS o quanto antes.

MINHA GERAÇÃO

Mais do que atual e verdadeira esta frase do jornalista Joel Silveira: – A morte está ceifando a minha geração. Vou mudar o penteado para que ela não me reconheça.

 

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CENTENÁRIO DE JOSUÉ MONTELLO

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O mês de agosto se aproxima bem como o centenário do nascimento do escritor Josué Montello, efeméride que as instituições culturais do Maranhão pretendem comemorar com eventos à altura do valor do saudoso romancista.

Há notícias de que instituições do porte da Academia Maranhense de Letras, Casa da Cultura Josué Montello, Universidade Federal do Maranhão, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Academia Ludovicense de Letras e Fundação da Memória Republicana Brasileira estão vivamente interessadas em realizar programações especiais, destinadas a exaltar o escritor e sua obra romanesca, quase toda ambientada na cidade de São Luis do Maranhão.

Seria de bom alvitre que elas se juntassem e organizassem uma majestosa programação, para o país tomar conhecimento da devoção do Maranhão a um homem que ao longo da vida sempre esteve vinculado à sua terra natal.

Não à toa, a Casa que leva o nome do escritor, pelo fato de ser mantida pelo Governo do Estado e integrar a estrutura da Secretaria da Cultura, recentemente passou por ampla reforma física, com vistas a prepará-la para receber o acervo do intelectual, que ainda se encontra no Rio de Janeiro, e de palco para atos e solenidades em louvor ao ilustre maranhense.

Por falar na Casa de Josué Montello, convém lembrar como ela nasceu, fato que gerou esta mensagem do escritor ao governador João Castelo, registrada no seu Diário da Noite Iluminada, a 3 de junho de 1979: “Estou acabando de receber a honrosa comunicação  de que meu eminente amigo e conterrâneo determinou a aquisição de um velho sobrado maranhense para ser instalada em São Luis, nesse imóvel, a Casa de Cultura Josué Montello. Não sei como agradecer ao querido amigo tão honrosa homenagem. Caso seja possível, eu próprio gostarei de organizá-la, para associar ao seu acervo os trabalhos e as relíquias de meus companheiros de geração literária.”

O prédio que o governador Castelo adquiriu para a instalação da Casa Josué Montello não é o da Rua das Hortas, comprada em 1990, pelo então governador Epitácio Cafeteira, onde hoje funciona a instituição,  mas a do Largo do Ribeirão, construção de dois sobrados geminados, com três pavimentos, mas de pouca profundidade.

O escritor escolheu o dia 23 de janeiro de 1983, aniversário da esposa Ivonne, e centenário de nascimento de Viriato Corrêa, para inaugurá-la. Do Rio de Janeiro, vieram os escritores Jorge Amado, Franklin de Oliveira, Bernardo Couto, Orígenes Lessa e José Guilherme Merquior, com as respectivas esposas, que se juntaram a José Sarney, João Castelo, Pedro Neiva de Santana, Luis Rego, professores universitários, acadêmicos, escritores e artistas plásticos.

No Diário da Noite lluminada, o escritor também descreve a cena da inauguração: “Uma emoção estranha e nova se apodera de mim, sobretudo quando ouço o hino maranhense, tocado pela Banda da Polícia Militar, defronte de minha janela, ao pé da minha porta, à chegada do governador Ivar Saldanha. O povo enche a casa, transborda para a calçada, derrama-se pelo Largo do Ribeirão. Depois dos discursos do governador, de Arlete e de Luis Rego, falo eu para ler meu discurso escrito. No esforço para dominar-me, leio devagar, redobrando de cuidado para que a voz não me falte. A cada momento estrondam as palmas. E eu bendigo minha terra e minha gente, pondo assim à prova a resistência dos meus nervos.”

A FEIRINHA DA B. LEITE

O vereador Ivaldo Rodrigues, recentemente nomeado secretário de Agricultura e Abastecimento de São Luis, acaba de ensinar ao prefeito Edvaldo Holanda o que se deve fazer para movimentar a cidade, sem gastar muito, mas usando criatividade e força de vontade.

Tudo começou no domingo passado, na Praça Benedito Leite, palco para instalação de uma Feira para exposição e comercialização de produtos da zona rural, sem esquecer artesanato, gastronomia e literatura maranhense, tudo isso sob o som e animação de grupos folclóricos e de artistas da terra.

A praça foi pequena para receber gente daqui e de fora da cidade. Se a chuva não caísse no meio da tarde, o evento invadiria a noite. Eu estive lá e posso dizer que a iniciativa de Ivaldo Rodrigues foi bem-sucedida, irreversível e contribuirá para o Centro Histórico ganhar alma nova aos domingos.

DE ANUAL A BIENAL

Afinal, a Secretaria de Educação Municipal usou o bom senso e decidiu transformar a Feira do Livro de São Luis em bienal.

A Academia Maranhense de Letras, consultada pela coordenação do evento, apoiou e aplaudiu a mudança, no entendimento de a prefeitura não ter estrutura e nem condições financeiras para bancar anualmente uma Feira de Livro, que nem local fixo tem para a sua instalação.

Se São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais mais adiantadas, nas quais o mercado editorial é mais forte e mais diversificado, as feiras de livros são bienais, por que São Luis, cuja produção livresca é ainda acanhada, se dá ao luxo de ser anual?

VOLUNTÁRIOS DA MEMÓRIA

O Tribunal de Justiça do Maranhão deflagrou numa iniciativa para  mobilizar a sociedade em torno do resgate de documentos e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural, para o enriquecimento de seu acervo.

Para sensibilizar o povo maranhense, criaram-se os “Voluntários da Memória”, com os quais o Poder Judiciário espera arrebanhar farto e precioso material.

Documentos valiosos, do passado e do presente, que digam respeito aos magistrados e à magistratura, são indispensáveis para incrementar os arquivos do TJMA.

FELIPINHO OU FILIPINHO?

Leio um artigo do professor Luiz Gonzaga dos Reis, publicado em 1952, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sobre um sítio localizado à margem do Rio das Bicas, afluente do Bacanga, distante 5 quilômetros do centro da cidade, que pertenceu a um padre secular, que lhe havia dado o nome de São Tadeu.

Essa propriedade foi negociada, anos depois, por uma quantia razoável ao comendador Felippe Santiago Borges, alto capitalista e possuidor de vastos cabedais.

Em homenagem ao seu proprietário, o imóvel ficou conhecido por Felipinho. Com o passar do tempo, afirma o professor Luiz Gonzaga dos Reis, “nos seus terrenos se acham agora construídos cerca de 400 casas de uma grande vila mandada edificar pelo IAPC, para fruição de lucros, mediantes alugueres”.

Vem da construção daquele conjunto habitacional, a mudança do nome de Felipinho para Filipinho.

A CRISE DO SEXO

Quem disse que sexo não tem nada a ver com a crise econômica, é porque desconhece o que acontece em São Luis na área da motelaria.

A capital maranhense que tinha uma das maiores concentrações de motéis por metro quadrado do Nordeste, por conta dos desgovernos do PT, vem perdendo essa hegemonia.

Alguns motéis já fecharam. Os que ainda funcionam são por conta do parcelamento.

VINTE ANOS SEM NAZARETH

No dia 16 de junho de 1997, portanto, há vinte anos, o Maranhão perdia uma grande profissional da Medicina.

Trata-se de Maria Nazareth Ramos Neiva, pediatra, ex-presidente da Sociedade Maranhense de Pediatria e professora aposentada do Curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão.

Faleceu no Rio de Janeiro e consternou a cidade, onde tinha uma numerosa e cativa clientela.

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NÃO EXISTE VICE COMO ANTIGAMENTE

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Sob a égide da Constituição de 1947, que aflorou com o fim do Estado Novo e possibilitou o retorno do Brasil ao cenário democrático, governaram o Maranhão: Sebastião Archer da Silva (1947 a 1950), Eugênio Barros (1951 a 1955), José de Matos Carvalho (1956 a 1960), Newton de Barros Bello(1961 a 1965) e José Sarney (1966 a 1970).

Com estes governadores foram eleitos os vices Saturnino Bello,Renato Archer, Alexandre Costa, Alfredo Duailibe e Antônio Jorge Dino.

De acordo com o Artigo 47, daquela Carta Política, o Poder Executivo era exercido pelo governador. O artigo seguinte, o 48, tinha essa redação: “O vice substitui o governador, em caso de impedimento, e sucede-lhe no de vaga”.

Nada mais do que isso estava reservado ao vice-governador. Se não substituíssem ou sucedessem o titular no caso de impedimento, vacância ou morte passariam o mandato inteiro sendo ignorados pelos titulares do poder e pela população.  Como, geralmente, não se afinavam com os governadores, não recebiam convites para as solenidades oficiais e nem direito tinham a gabinetes, onde pudessem conversar com amigos e correligionários.

Dos cinco vices eleitos na vigência da Constituição de 1947, dois entraram em rota de colisão com o grupo político do qual faziam parte: Saturnino Bello e Alexandre Costa romperam com o vitorinismo e passaram de armas e bagagens para as Oposições Coligadas. Renato Archer, por ser um zero a esquerda no governo Eugênio Barros, permaneceu a maior parte do tempo no Rio de Janeiro, cuidando de seus interesses pessoais. Alfredo Duailibe, por causa de seu temperamento cordato, não brigou com Newton Bello, mas deste não recebeu nem afagos. Antônio Dino, amigo e correligionário de Clodomir Millet, a este hipotecou solidariedade no seu desentendimento com José Sarney.

A Constituição de 1967, imposta pela ditadura militar, transformou os deputados estaduais em os constituintes, os quais destinaram ao Poder Executivo a mesma prerrogativa da Constituição de 1947, ou seja, de ser exercido pelo governador, mas substituído pelo vice nos casos de impedimento, e de suceder-lhe no de vaga.

No período de 1971 a 1989, na vigência da Constituição autoritária, o Maranhão foi governado por Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, João Castelo e Luiz Rocha, que tiveram como vices, respectivamente, Alexandre Colares Moreira, José Murad, Artur Carvalho e João Rodolfo Gonçalves.

Nessa fase, os vices, também, não tiveram vez e voz, não foram hostilizados pelos titulares, mas ficaram reduzidos à sua insignificância. Apenas no governo João Castelo houve escaramuças, não com o vice, Artur Carvalho, que veio a falecer, mas com o deputado Albérico Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, seu substituto na hierarquia constitucional. Não sendo bem visto por Castelo, este, exigiu a renúncia de Albérico do comando do Poder Legislativo, fato que resultou no rompimento de Castelo com o senador José Sarney.

A ociosidade remunerada dos vices governadores acaba com a promulgação da Carta Política de 1989, que deu nova atribuição aos companheiros de chapa dos chefes do Poder Executivo, que, de acordo com o parágrafo único do Artigo 59, “O vice-governador, além de outras atribuições que lhes forem conferidas pela lei complementar, auxiliará o governador, sempre que for por ele convocado para missões especiais.”

Com base nesse novo dispositivo de lei, os governadores Edison Lobão, Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares, Jackson Lago, Roseana Sarney e Flávio Dino passaram a ver os vices com outros olhos. Em vez de marginalizá-los, como era praxe, os vices João Alberto, José Reinaldo, Jura Filho, Luis Porto, Washington Oliveira e Carlos Brandão receberam tratamento diferente de seus antecessores.

Os vices, que nos governos anteriores à Constituição de 1989, figuravam como espectadores da cena pública, de repente conquistaram espaços jamais vistos, com acenos para o cumprimento de tarefas dentro e fora do Estado, algumas protocolares, outras espinhosas.

Nos governos de Roseana Sarney, os vices José Reinaldo, João Alberto e Washington Oliveira trabalharam como nunca. Como não gostava de viajar, Roseana não poupava seus companheiros de chapa, dando-lhes missões em lugares diversos. Dizia-se até que eles ficaram mais tempo no espaço aéreo do que em terra. O mesmo se pode dizer de Carlos Brandão, que, como vice do governador Flávio Dino, não para de representá-lo pelo Brasil afora.  Nesses dois anos de governo, Brandão pouco tempo ficou em São Luis. A tripulação das aeronaves já bate até continência a ele.

MOMENTOS PARADOXAIS

O advogado Sálvio Dino vive um momento singular e paradoxal.

De um lado, com invulgar alegria acompanha o desempenho dos filhos Flávio e Nicolau, respectivamente, no Poder Executivo Estadual e no Ministério Público Federal.

De outro, com imensa tristeza, assiste ao sofrimento da irmã, Benita, que reside em Brasília, cujo estado de saúde inspira cuidados.

UBER E TAXISTAS

A Câmara Municipal de São Luis e a Assembleia Legislativa do Maranhão acabam de mostrar como estão atrasadas e desconectadas dos avanços da sociedade.

As duas Casas Legislativas, além de reacionárias, continuam atreladas às pressões de sindicatos e de categorias profissionais que ainda vivem em função do passado.

Enquanto as cidades do mundo inteiro curvaram-se ao aplicativo  Uber, uma modalidade de transporte que veio para melhorar substancialmente o tráfego urbano, os taxistas de São Luis inconformados  com essa novidade, forçam os vereadores e deputados a ver a vida pelo retrovisor.

A resistência dos taxistas ao Uber faz lembrar a época da  introdução dos taxímetros em São Luis, quando fizeram de tudo para as corridas avulsas não acabarem.

SUCESSÃO PRECIPITADA

Falar, comentar ou palpitar sobre candidaturas, principalmente para cargos de governador ou senador, quando falta mais de um ano para eleição, é um bom exercício democrático.

Agora, realizar eventos políticos,como se fossem verdadeiras convenções partidárias, objetivando tornar os candidatos irreversíveis, só faz precipitar o processo eleitoral.

Calma, minha gente, ainda é cedo para isso, muita água ainda correrá debaixo da ponte, principalmente quando se sabe que o país vive um crise institucional de tamanha monta, que sem a sua solução dificilmente  haverá eleição.

FARPAS POLÍTICAS

Como o processo político maranhense está em processo de precocidade, os políticos começaram a se estranhar antes do tempo estabelecido pela legislação eleitoral.

Na semana passada, por exemplo, a mídia repercutiu a troca de farpas entre o senador Roberto Rocha e o ex-deputado Gastão Vieira.

Naquele debate, o ex-deputado Gastão Vieira por meio de pesado golpe nocateou o senador Roberto Rocha ao dizer que a sua eleição foi uma desilusão e um desgaste muito grande.

LOJAS DE DEPARTAMENTO

O Tropical Shopping sentiu bastante a saída do Supermercado Mateus de sua área comercial.

Indiscutivelmente o movimento naquele empreendimento empresarial caiu e os donos e os lojistas sentiram a pancada, mas já trataram de recuperar o tempo perdido.

Três importantes lojas de departamento já assinaram contrato com o Tropical Shopping  para ali se instalarem e com a maior brevidade.

 

 

 

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SARNEY E O PACTO DA CRISE

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Chegou a hora da celebração de um pacto político para o Brasil se reencontrar com o seu destino de país democrático, civilizado e livre das ameaças que possam levá-lo ao obscurantismo, ao autoritarismo e ao retrocesso econômico e social.

Para a consecução desse pacto, três pressupostos são essenciais. 1) mobilização de políticos e setores sociais não comprometidos com a promíscua parafernália sindical, oriunda do getulismo, no Estado Novo;  2)  reunião dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, as maiores expressões políticas e partidárias do país, para que  através do  entendimento político e  da paz interna, o Brasil retome o processo de desenvolvimento sócio-econômico; 3) convocação da Assembleia Nacional Constituinte, com o fim exclusivo de dar uma nova Carta Magna ao país, que não o torne ingovernável.

Dos três pressupostos, o segundo é urgente e imperioso, pois sem a participação dessas três figuras políticas na mesa de negociação e da discussão, a crise certamente se incrementará e terá um desfecho traumático, truculento e excepcional.

Sarney, FHC e Lula, homens públicos maduros e experientes, que, no exercício do poder, viveram momentos adversos e situações desconfortáveis, juntos e avalizados pela sociedade brasileira, podem oferecer ao país mecanismos para a superação de uma conjuntura institucional, sem precedentes em nossa história.

Defender a reunião dos três ex-presidentes é ter a certeza de que saberão com firmeza, seriedade e tirocínio empreender ações voltadas para unir o Brasil e não levá-lo ao caos. Nesse particular, não pode ser vista com bons olhos a proposta do PC do B e do PT de excluir José Sarney dessas tratativas, tentando afastá-lo de um ato político de salvação nacional.

Ninguém melhor do que Sarney – político astuto, intelectual preparado e cidadão habilidoso -, para ajudar o país a emergir da deplorável situação em que se encontra. Como se bastasse, a história de vida do ex-presidente, toda pontuada de marcantes ações, o credencia a participar de qualquer movimento voltado para unir o Brasil e vencer a batalha contra o desemprego, a recessão e a inflação.

Nesse sentido, vale registrar o que escrevem articulistas e redatores dos maiores veículos de comunicação do país, que proclamam em alto e bom som que só um acordo de grande monta, com a participação de Sarney, FHC e Lula, como articuladores e inspiradores, para o impasse institucional brasileiro chegará ao fim.

Este trecho do editorial do jornal Folha de São Paulo, retrata com fidelidade o que sociedade brasileira pensa nesta hora de angústia: “Lula da Silva, Fernando Henrique e José Sarney, além de serem os políticos mais influentes da República, na atualidade, são os membros com maior peso dentre de seus respectivos partidos-que são também os mais poderosos do país -, situação que lhe dá importância excepcional num momento em que a experiência, bom senso e influência são fatores  fundamentais e decisivos nas articulações que estão em curso. Os três ex-presidentes são vistos como referências que, articuladas, podem conduzir seus partidos na escolha do nome para suceder Michel Temer.”

O FIM DA COLISEU

A Companhia de Limpeza e Serviço Urbano de São Luis, conhecida por Coliseu, vem dos anos 1970, em que o Maranhão era governado pelo professor Pedro Neiva de Santana, e a prefeitura da Capital maranhense estava sob o comando do engenheiro Haroldo Tavares, que a criou e enquanto durou prestou relevantes serviços à população.

Se a memória não falha, a companhia começou sofrer esvaziamento porque os prefeitos, a partir do prefeito Tadeu Palácio, passaram a não lhe dar uma estrutura compatível com o crescimento da urbe ludovicense.

Com a extinção da Coliseu, por iniciativa do prefeito Edivaldo Junior, nada mais resta de uma época em que a prefeitura procurava resolver satisfatoriamente os problemas da cidade, tendo à sua frente gestores do nível de Haroldo Tavares.

FRAGMENTAÇÃO DA UEMA

Quando da criação da Universidade Estadual do Sul do Maranhão,  em Imperatriz, eu disse, sem ser profeta,  que outras iniciativas nesse sentido seriam reivindicadas ao governador.

Dito e feito. A primeira solicitação com o objetivo de fragmentar a Uema veio dos políticos de Caxias, pensando na criação da Universidade  Estadual  do  Sertão Maranhense.

Agora, um deputado do PT encaminha a Flávio Dino um pedido para a criação da Universidade Estadual da Região da Baixada Maranhense.

Que o governador pense como Winston Churchill: pense mais nas gerações e menos nas eleições.

LEI DA CACHAÇA

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou lei que obriga bares, restaurantes, hotéis e similares a incluírem em suas cartas, bebidas destiladas, conhecidas por cachaças.

Um vereador de São Luis quer apresentar à Câmara Municipal um projeto  que só não é igual ao do Rio de Janeiro porque troca a cachaça pela tiquira.

Faz sentido.

BIOGRAFIAS DE ARTISTAS

Depois do lançamento das biografias de Elke Maravilha e de Hebe Camargo, vem aí a de Wanderleia.

Uma pergunta está no ar: será que as biografias de Elke Maravilha e de Wanderleia  farão alusão aos romances que elas tiveram, em época diferentes, com dois jovens maranhenses, bem cotados e conceituados em nossa cidade?

EMPREGADA DOMÉSTICA

Saiu no jornal de São Luis um anúncio que fez um tremendo furor junto à mocidade universitária.

O anúncio procurava uma doméstica, entre 30 a 50 anos, para trabalhar em São Paulo, com o salário de R$ 3.000, 00.

Mais de 100 jovens, com diploma universitário, mas desempregados, habilitaram-se ao emprego oferecido.

SARNEY E IMPERATRIZ

Na opinião do ex-deputado Gastão Vieira a população tocantina não pode mais se queixar ou ter algum ressentimento contra o ex-senador José Sarney.

Motivo: ninguém mais do que Sarney lutou com tamanho ardor para que o Ministério da Educação autorizasse o funcionamento do curso de Medicina em Imperatriz.

Mais ainda: o Ceuma começará o curso oferecendo à região tocantina cerca de 200 vagas.

O ADVOGADO PEDRO LEONEL

O Maranhão possui dois cidadãos, ambos veteranos, mas, em matéria de política e de advocacia, não perdem para ninguém.

Na política, Sarney, que do auge de seus 87 anos continua dando show de bola. É sempre imitado, mas nunca igualado.

Na advocacia, difícil encontrar um profissional como Pedro Leonel, um setentão que se mantém atualizado e raramente perde uma causa aqui ou alhures.

Qualquer deslize no campo do Direito, Pedro Leonel não perdoa. Na semana passada, aprontou mais uma, desta feita na direção do presidente da OAB nacional, a quem aconselhou a reexaminar o pedido de impeachement do presidente Michel Temer,que,  na sua opinião, é uma peça frágil e destituída de provas dos alegados crimes.

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