Turista francês é assaltado no Largo de São Pedro

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capela.jpgA falta de policiamento ostensivo durante a reunião de bois no largo de São Pedro, na madrugada de domingo, culminou em um furto a um turista francês.

O engenheiro Alain Estrat, natural de Paris, estava com uma câmera fotográfica digital Panasonic fazendo fotos para um trabalho documental de festas populares que ele está fazendo em várias partes do Brasil. Durante o início da madrugada, ele guardou a câmera em uma polchete que estava na altura do abdômen. O bandido percebeu, abriu o zíper da polchete e tirou a câmera do turista. “Só percebi quando a bolsa ficou mais leve”, alegou Alain, que está na cidade pela quarta vez. “Apesar disso, acho que não vou sair da cidade com uma imagem ruim. Agora, seria melhor que a segurança fosse aumentada para não acontecer fatos como esse”, emendou. O prejuízo de Estrat com o furto da câmera foi de aproximadamente 250 euros ou  cerca de R$ 630.

Mas a história do francês não foi a única. O jornalista Eduardo Lindoso, de O Estado do Maranhão, também foi furtado no largo de São Pedro. Levaram dele um aparelho celular Samsung.

Esses foram apenas dois exemplos da falta de policiamento no local durante a madrugada de domingo. Segundo informações do Conselho da Igreja de São Pedro, a Polícia Militar deveria ter garantido um contingente entre 50 a 80 homens para atuar na região e garantir a segurança do ecento. Entretanto, nenhum policial entre a noite de sábado e o início da madrugada de domingo, esteve no local. A primeira guarnição com 11 homens chegou ao largo de São Pedro por volta das 5h30. Somente a partir daí foi iniciada a revista de alguns suspeitos. Já depois desses furtos.

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Grupo de extermínio tem lista de índios marcados para morrer no Maranhão

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exterminio.jpgNa madrugada de quinta (26) para sexta-feira passada (27), dois indígenas do povo Guajajara – que vive próximo ao município de Arame, no Maranhão – tiveram suas casas baleadas. Os indígenas, que vivem entre a aldeia e o município de Grajaú, estavam no momento do atentado em Grajaú.

Os disparos aconteceram entre as 23h30 e 00h30 e os autores deixaram bilhetes com ameaças na porta dos indígenas que diziam: “Instinto de sobrevivência todo mundo tem, mas só alguns têm coragem de matar. Chegou a hora dessa turma morrer”. Além da ameaça, os bilhetes continham uma lista com os nomes de seis outros indígenas Guajajara a serem executados.

Na mesma noite, horas antes dos disparos em Grajaú, por volta das 21h30, também foram disparados tiros na aldeia Angico Torto, na terra indígena Araribóia, município de Arame. Nesta ocasião também foi deixada uma cópia do bilhete, contendo as mesmas ameaças mencionadas acima.

Os indígenas tentaram fazer um Boletim de Ocorrência na delegacia de Grajaú, mas a Polícia Civil no estado encontrava-se em greve e se negou a registrar a queixa.

As comunidades indígenas do Maranhão têm sofrido inúmeras ameaças e muitos indígenas têm sido vítimas de crimes. O preconceito contra os indígenas é muito forte na região. No dia 5 de maio, dois homens encapuzados invadiram a aldeia Anajá, na terra indígena Araribóia, próxima ao município de Arame, e mataram uma menina Guajaja de seis anos com um tiro na cabeça. Eles também deixaram o irmão da menina ferido.

Já no dia 23 de maio, um casal de indígenas também Guajajara que caminhava em direção à aldeia Bacurizinho pela rodovia MA-006 – próximo ao povoado de São Raimundo – foi atingido a tiros por dois homens que passavam de moto pelo local. Itamar Guajajara foi atingido com um tiro nas costas, que perfurou seu pulmão. Já Deolice foi atingida na coxa direita.

Não foi identificado nenhum motivo para as agressões. Após uma observação detalhada dos casos de violência, a equipe do Cimi na região identificou que todos possuem relação com a questão da terra e/ou com a exploração ilegal de madeira. As agressões têm ocorrido principalmente por motivos econômicos e não apenas por preconceito.

Fonte: Conselho Missionário Indígena (Cimi)

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Monitores que trabalham no cadeião não recebem salários há dois meses

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euridice29.jpgNos últimos dias, parte da imprensa maranhense chamou atenção para a suposta aptidão da secretária de Segurança, Eurídice Vidigal, em lidar com sistema prisional. Após acompanhar a participação da secretária na audiência pública que abordou o tema, realizada no último dia 26, na Assembléia Legislativa, alguns colegas jornalistas chegaram ao seguinte raciocínio: Eurídice tem certa habilidade para atuar na área penitenciária, embora não demonstre competência no comando da segurança pública.

Pois bem: a informação de que cerca de 50 monitores lotados no Centro de Detenção Provisória, o popular cadeião, em Pedrinhas, não recebem salário desde a inauguração do presídio, em 22 de abril, joga por terra essa tentativa de fazer crer que a secretária tem capacidade para tratar os assuntos que dizem respeito à sua pasta.

Como pode Euridíce negligenciar o empreendimento carcerário considerado por ela própria o maior feito de sua gestão? Ao não viabilizar o pagamento dos salários, ela sepulta qualquer possibilidade de ter sua imagem associada à de uma boa administradora prisional.  

Diante de uma revelação dessas, a conclusão a que se chega é que Eurídice Vidigal é destituída de qualquer qualidade que a leve a desenvolver um bom trabalho na área de segurança. Sem o menor tino para o cargo que ocupa, desde que assumiu, ela notabilizou-se por frases e ações desconexas. Em declarações públicas, nas quais supervaloriza a teoria, em detrimento da prática, protagoniza verdadeiros desastres, com seus discursos atabalhoados e pouco inteligíveis.

A empresa à qual estão vinculados os monitores sem salários alega que não recebeu nenhum repasse do Governo do Estado desde o início do contrato e informa que sem o dinheiro não pode atualizar a folha de pessoal.

Ao manter à frente da pasta de segurança alguém com um perfil tão desabonador, o governador Jackson Lago reforça o pensamento cada vez mais dominante de que não vê o combate à violência como prioridade. 

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AL abre licitação para compra de tapetes e painel de votação eletrônica para nova sede

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A Assembléia Legislativa abriu licitação para compra e locação de material e equipamentos para sua nova sede, que está sendo construída há cinco anos no Cohafuma e já consumiu cerca de R$ 50 milhões. A AL vai adquirir também um sistema informatizado e um painel de votação eletrônica. O edital de licitação foi publicado no último dia 19 no Diário do Poder Legislativo.

De acordo com o edital, serão adquiridos, por meio de pregão presencial, material e equipamentos médicos, odontológicos, tapetes e  um sistema para gestão automatizada de votações, incluindo instalação dos equipamentos de visualização painel eletrônico de votação, retropojetor de imagens e terminais de votação.

O recebimento e abertura dos envelopes acontecerá nos dias 02/07 (sistema e painel de votação eletrônica), 10/07 (tapetes), 14/07 (material e equipamentos odontológicos) e 15/07 (material e equipamentos médicos). 
 

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Divergência no DEM pode sepultar candidatura de Raimundo Cutrim

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cutrim27.JPGDivergências intenas no DEM podem pôr fim ao projeto do partido de ter o deputado estadual Raimundo Cutrim como candidato a prefeito de São Luís. A convenção dos democratas está marcada para amanhã, na Batuque Brasil.

Uma ala do partido defende a coligação com uma ou mais legendas aliadas por receio de sofrer perda na eleição proporcional na capital. Atualmente, o DEM tem dois vereadores na Câmara Municipal de São Luís: Marília Mendonça e Sebastião Albuquerque. A facção que se opõe à candidatura de Cutrim teme que a sigla não eleja representante para a próxima legislatura, caso não firme aliança. 

Procurado nos últimos dias para falar sobre os detalhes que antecedem a convenção do partido, que confirmará (ou não) sua candidatura, Cutrim evitou contato com a imprensa.   

  

  

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Nome do vice de Cutrim só será divulgado na convenção do DEM, sábado

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cutrim261.jpgAtendendo a chamado do presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, o deputado estadual Raimundo Cutrim esteve em Brasília para discutir os últimos detalhes de sua candidatura a prefeito de São Luís.

O nome do ex-secretário de Segurança Pública para disputar a sucessão do prefeito Tadeu Palácio será confirmado durante a convenção do partido, no próximo sábado, na Batuque Brasil.

Além de Cutrim, participaram da reunião com Rodrigo Maia o presidente do DEM no Maranhão, deputado federal Clóvis Fecury, e o secretário-geral da legenda no estado, Ricardo Guterres (a foto mostra uma reunião anterior entre os quatro, também na capital federal).

O grupo conversou longamente sobre a estratégia do DEM para o pleito e apresentou nomes de possíveis candidatos a vice na chapa de Cutrim. Porém, o resultado das articulações só será conhecido na convenção.         

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Após ser barrado no Ceprama, Boi da Maioba não se apresentará mais em arraiais patrocinados pelo Governo do Estado

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maioba.jpgO presidente do Boi da Maioba, José Inaldo Ferreira, decidiu cancelar todas as apresentações que a brincadeira faria até o fim da atual temporada junina em todos os arraiais patrocinados pelo Governo do Estado. José Inaldo ficou indignado porque o boi foi impedido de se apresentar no Ceprama, na madrugada do último domingo, por ter chegado atrasado ao arraial.

A apresentação do Boi da Maioba estava marcada para 1h e encerraria a programação daquela noite, no Ceprama. Antes, o presidente decidiu que a brincadeira dançaria por meia hora no Arraial da Liga de Bumba-Bois, no Aterro do Bacanga, distante poucos metros dali.

Preocupado com a apresentação seguinte, o dirigente enviou um emissário ao Ceprama para informar que a brincadeira já estava a caminho. Terminada a breve apresentação no Arraial da Liga, a Maioba seguiu com sua multidão de adeptos para o local do outro compromisso, mas, ao tentar adentrar o espaço, o boi se deparou com os portões fechados e com o som desligado.

Irredutível aos apelos do público, da diretoria e dos brincantes da Maioba, a pessoa que se apresentou como responsável pelo arraial chegou a afirmar que a ordem de probir a entrada do batalhão partira do secretário estadual de Cultura, Joãosinho Ribeiro. Depois, descobriu-se que a iniciativa foi dos próprios organizadores do terreiro.

A ausência do Boi da Maioba nos arraiais do Estado, com certeza, será lamentada, já que o batalhão é, incontestavelmente, o mais popular do Maranhão, capaz de arrastar milhares de brincantes por onde passa. Se o clima nos terreiros juninos patrocinados pelo governo já não tem sido dos mais animados, imagine agora, com a exclusão do grupo folclórico de maior peso do São João maranhense.  

Sem o brilho do principal batalhão de bumba-boi do estado, o São João da Maranhensidade, expressão cunhada pelos especialistas em cultura do governo Jackson Lago para denominar o desmonte da festa mais popular do folclore local, consolida-se como o fiasco da temporada.

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São Luís registrou 16 homicídios nos últimos seis dias

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assassino.jpgQuem ficou assustado ao saber que de 1º a 23 deste mês foram registrados 39 h0micídios em São Luís, ficará ainda mais estarrecido ao constatar que 16 desses crimes ocorreram nos últimos seis dias.

Em matéria postada no último dia 18, este blog alertou que de 1º de junho até aquela data já haviam sido contabilizados 23 homicídios em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. 

Passado menos de uma semana, houve um acréscimo de 41% no número de casos. Ao extrair-se a média, chega-se a impressionantes 2,6 assassinatos por dia na Ilha, o que prova o quanto a região metropolitana está violenta. Se as autoridades não tomarem providências urgentes, logo logo São Luís exibirá estatísticas equivalentes às das cidades mais violentas do país.

Como agravante, tem-se a continuidade da greve do setor de segurança pública, decidida hoje, em assembléia-geral, por policiais civis, agentes penitenciários e peritos criminais, que rejeitaram uma proposta encaminhada pelo Palácio dos Leões.

É oportuno frisar que, até o momento, este blogue faz referência apenas aos homicídios e não se atém a outras modalidades de crime. Porém, é fato que a capital e os demais municípios da Ilha transformou-se em campo fértil, também, para a prática de assaltos e seqüestros.

Enfim, os maranhenses estão acuados com a realidade a qual estão submetidos, graças a um governo recordista em episódios negativos e prejuízos à população.    

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Após perceber trairagem do governo, policiais civis rejeitam proposta e decidem manter greve

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greve.jpgPoliciais civis, agentes penitenciários e peritos criminais decidiram manter a greve iniciada há 28 dias pelas três categorias. Após voltarem pela continuidade da paralisação, em assembléia-geral realizada na manhã de hoje, em frente ao Plantão Central da Beira-mar, dezenas de manifestantes seguiram em passeata até o Palácio dos Leões e a Assembléia Legislativa.

Ontem à noite, representantes das três categorias se reuniram com o chefe da Casa Civil, Aderson Lago, para negociar o fim do movimento. Na ocasião, foi apresentada aos grevistas a proposta de alteração do decreto nº 24.167/2008, prevendo inclusão de representantes dos policiais civis, agentes penitenciários e peritos criminais na elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da segurança e uma gratificação como forma de retribuição pelo trabalho em local de difícil provimento.

A proposta, assinada pelo secretário estadual de Planejamento e Orçamento, Abdelaziz Santos, não contemplou integralmente a pauta de reivindicações dos grevistas, mas representou o primeiro sinal de avanço nas negociações.

No entanto, o fato de o governo ter acionado a Justiça na tentativa de obter a decretação da ilegalidade da greve foi interpretado como trairagem e foi decisivo para que os trabalhadores da segurança rejeitassem a proposta.

Muitos manifestantes reagiram indignados à manobra governamental e externaram seu descontentamento durante a passeata. Os deputados Raimundo Cutrim (DEM), vice-presidente da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa, e Max Barros (DEM), fizeram discursos em defesa dos grevistas quando estes se concentraram em frente à sede do Poder Legislativo.

O comando de greve tem 15 dias para provar à Justiça que o movimento não é ilegal, como quer o Palácio dos Leões. Nesse período não há qualquer indício de nova negociação.

   

  

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Alarme de arrastão causou pânico em vários bairros

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Não foi só a população do Maiobão que entrou em pânico com o anúncio de um arrastão no conjunto. Moradores da Cohab, São Bernardo, Cidade Operária e J. Lima também ficaram apavorados hoje à tarde depois que souberam da suposta ação criminosa.

Na Janaína, o locutor de um carro-de-som chegou a percorrer várias ruas anunciando que dali a alguns minutos ocorreria o arrastão. Resultado: estabelecimentos comerciais fecharam as portas, escolas liberaram seus alunos e moradores se trancaram em casa.

Na J. Lima, houve corre-corre e algumas pessoas foram pisoteadas.

Felizmente, em nenhum dos bairros onde houve o alarme ocorreu o arrastão.      

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