22 pessoas já morreram este ano em confronto com a polícia em São Luís

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Se deu mal: corpo de Bananinha no necrotério do Socorrão I (Foto: Douglas Jr.)
Corpo do assaltante e homicida Thaylson Santos Sá, o Bananinha, no necrotério do Socorrão I: ele foi um dos três adolescentes infratores mortos em confronto com a polícia na Vila Embratel, em Janeiro (Foto: Douglas Jr.)

Vinte e duas pessoas já morreram este ano em intervenções policiais na região metropolitana de São Luís, a grande maioria bandidos. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Chama atenção o número de menores que tombaram ao reagir ao cerco das forças de segurança pública: cinco, três deles em um único confronto, ocorrido na Vila Embratel, em janeiro. Outro caso que gerou forte repercussão foi a morte do sargento da Polícia Militar Benedito Gomes de Lima Filho, 45 anos, morto por colegas de farda em uma perseguição, na Avenida Daniel de La Touche, há 10 dias.

Das 22 mortes em intervenções policiais, 14 aconteceram na capital, seis em São José de Ribamar e duas em Paço do Lumiar. A meia dúzia de casos registrados em Ribamar, número que representam 27% do total, é um indicativo de que a violência é um problema cada vez mais grave na cidade balneário. Por outro lado, evidencia a disposição das autoridades de segurança de reprimir a bandidagem de forma implacável no município, onde os índices de criminalidade aumentam de forma alarmante.

Levando em conta apenas a capital, a área Itaqui-Bacanga foi a que mais registrou mortes em confrontos com a polícia nos primeiros seis meses deste ano: quatro casos, três na Vila Embratel e um na Vila Mauro Fecury I. No Bairro de Fátima houve duas ocorrências. Em uma delas a vítima foi a gestantes Liliane Silva Vilas Boas, 26 anos, morta a tiros em uma operação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) cuja finalidade era prender o seu companheiro, Márcio de Jesus Mendes, o Márcio Patrão, 34 anos, suposto traficante e fornecedor de armas a uma facção criminosa que atua em São Luís.

No primeiro semestre, apenas em maio não foi registrada morte em confronto com a polícia na região metropolitana. Portanto, a média de ocorrências é superior a quatro por mês, índice elevado, que expõe duas particulares de um mesmo fenômeno: a audácia crescente dos criminosos é crescente e a disposição e o preparo da polícia para  responder à altura, fazendo quase sempre prevalecer a lei.

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