Um ano novo repleto de atividade física a TODOS!

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Caros leitores!

Sei que em 2013 fui pouco assíduo no blog, em função de compromissos profissionais, mas 2014 está começando e iremos à TODO vapor!

A virada do ano é tempo de repensar, colocar metas e aproveitar essa vibe pra colocarmos os nossos tão sonhados objetivos em dia.

Qual é a sua para 2014? Perder peso? Ganhar peso? Ficar mais musculoso? Correr uma maratona?

Gostaria muito de saber a opinião de vocês, e, acima de tudo, AJUDÁ-LOS!

Um grande abraço a todos e um feliz 2014.

Luquinha.

 

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Metabolismo Lipídico: Parte I

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Galera, decidi de vez tomar uma iniciativa que há muito tempo queria fazer. Apesar de eu ter uma coluna no MundoTRI onde eu tenho total liberdade para escrever, o motivo pelo qual decidi escrever um pouco mais sobre fisiologia aqui no blog é porque eu queria muito ter algo que fosse mais participativo, onde eu recebesse sugestões de temas bem específicos, principalmente situações do nosso dia-a-dia no triathlon e em outros esportes. Isso me força a estudar mais, a ir em busca de muita coisa desconhecida e de atormentar a vida de vários professores pra me dar embasamento e escrever sobre determinados assuntos. Não preciso nem dizer que nem de longe sou o dono da verdade. A intenção é apenas levantar questionamentos e, pela proximidade com a Educação Física e por ser minha área de estudo para o mestrado e nos grupos de pesquisa, consigo desenvolver alguns conceitos que fazem sentido para mim. Aqui, eu compartilharei com vocês, onde espero que também faça sentido. Aí cabe a vocês identificar se é importante ou não! :))

O primeiro tema foi sugerido pelo Ulisses, no grupo IRONBROTHERS, e foi colocado diante da seguinte situação: “Gostaria de saber mais sobre a transformação do nosso corpo para usar mais gorduras do que carboidratos.”

Achei bastante oportuno porque é um assunto que influi diretamente na direção do nosso treinamento.

Primeiramente, me vem uma questão: ter eficiência do metabolismo lipídico para quê? Precisamos, antes de tudo, identificar qual é o tipo de esforço predominante em prova do atleta em questão, para então saber se é importante ou não ter tanta eficiência no metabolismo lipídico. Eu compreendi na pergunta que se trata de provas de longa distância, mas só gostaria de ressaltar que nem sempre é oportuno gastar tanto tempo com baixa intensidade, visto que a gordura nunca vai ser mais eficiente do que os carboidratos na capacidade de gerar trabalho, por questões metabólicas e estruturais. Por exemplo,  para um corredor de 10.000 ou um triatleta de curta distância (short ou olímpico), não é interessante super-otimizar o metabolismo lípidico, visto que, para as situações de prova que eles estarão submetidos, é muito mais importante ter o limiar anaeróbico super-fortalecido – e que é completamente dependente dos carboidratos.

Para as provas de longa distância, tenho a impressão de que existe um pouco de confusão diante dos conceitos. Eu pelo menos tenho percebido as pessoas colocando que é possível, num determinado nível de esforço, em vez de utilizar carboidratos como fonte energética, utilizar a gordura – não é bem por aí. Vamos à alguns conceitos fisiológicos.

Em bioenergética, existem alguns fatores que regem a seleção do substrato energético para determinada intensidade e duração do esforço. O corpo seleciona primordialmente o substrato mediante a intensidade.

Vou usar uma situação muito conhecida.

É muito comum, principalmente em academias de ginástica, por exemplo, o comentário dos professores de que antes de 30 minutos nosso corpo não queima gordura. Isso é completamente equivocado por vários fatores. Inicialmente, fomos educados a imaginar o esforço alimentado por somente um substrato, ao passo que a nutrição do esforço, ou até mesmo do estado de repouso,é e sempre será uma mistura dos três macronutrientes – carboidratos, proteínas e gorduras -, regidos primordialmente pela solicitação energética para o momento - e não pela duração (aqui entra o segundo equívoco). Isto acontece por carboidratos, proteínas e gorduras tem capacidades diferentes em gerar trabalho. Não é por acaso que o metabolismo anaeróbico e o esforço pesado em metabolismo aeróbico é regido primordialmente pelos carboidratos, onde se envolve alta energia, e que os baixos esforços e o estado de repouso é regido pelas gorduras. Mas, todos, sem exceção, sempre serão um conjunto de processos onde todos os nutrientes estão envolvidos para tornarem-se uma coisa só ao final disso – ATP. Mas, o que torna o carboidrato mais eficiente em gerar trabalho do que a gordura? Estruturalmente, os carboidratos possuem comprimentos de cadeia bastante inferiores ao das gorduras, que são muito maiores e mais difíceis de serem quebrados.

Vocês já devem ter se perguntado porque estou usando o termo trabalhoem vez de energia. Seria errado eu falar que o carboidrato é mais eficiente do que a gordura em gerar energia porque 1g de CHO tem 4 kcal, e 1g de FAT tem 9 kcal (mais que o dobro). Isto é completamente paradoxal, pois, se a gordura fosse tão ágil na disponibilidade e na sua conversão em ATP, provavelmente teríamos esforços humanos que ainda não vimos. Entretanto, o trabalho final não dependente só da capacidade energética do nutriente, mas sim de como ele pode ser processado e multiplicado em ATP.

Tendo isto, na situação colocada pelo Ulisses, vamos entender o que acontece de fato. Fica realmente muito complicado dizer que capacitaremos o nosso corpo para trocar os carboidratos pelas gorduras, porque não é isso que vai acontecer, e se acontecesse, teríamos queda de rendimento. O principal conceito que precisa ficar claro aqui é que o que se quer dizer é que o atleta de longa distância precisa ter boa velocidade em baixa intensidade! Os processos que nos fazem chegar ao ponto de, por exemplo, correr a 3min50s/km com uma FC de 155 bpm, como o Craig Alexander o faz, não envolvem trocar os carboidratos por gorduras, porque esta zona de esforço é comandada pelas gorduras. É um conjunto de adaptações.
O que acontece é que, nas situações de prova de longa distância, estamos em baixa intensidade. Sempre será baixa intensidade, se comparado a um golpe, um tiro de 100m, uma corrida de 1.500m. É baixa intensidade fisiológica. E, ganha uma prova quem é mais veloz. Em um Ironman, depois de 5 horas de prova, nós não conseguiremos sustentar uma intensidade de esforço tão forte quanto conseguiríamos numa corrida solo, por exemplo. E é no que sobra que precisamos tirar o máximo.

Nesse nosso conjunto de adaptações, temos situações como: o atleta corre os 10km com pace de 3min30s/km, por exemplo, entretanto, ao correr a 75% de sua FC, não consegue sustentar um pace abaixo de 4min30s/km. Isto é completamente plausível e esperado tanto no âmbito matemático como no âmbito fisiológico. Isto reflete bastante ineficiência do metabolismo lipídico de produzir trabalho, pois ele não tem sido treinado pra isso. Este atleta, provavelmente, para correr a 4min30/km, terá que sair dos 75%, apesar de continuar com a percepção do esforço em fácil. Os mecanismos que controlarão o estado estável de produção de energia, o controle biomecânico e principalmente as adaptações enzimáticas que selecionarão a gordura para produzir o esforço precisam ser estimulados com trabalhos que envolvam treinar em baixa intensidade, ainda que se tenha que correr em ritmos muito mais lentos do que o usual. Este trabalho, se contínuo, o trará para o seu equilíbrio de proporcionalidade. Essa proporcionalidade é que é o ponto chave, sempre partindo do limiar anaeróbico como referencial. Isto quer dizer compreender que ritmo é esperado para diversas faixas de FC (ou VO2máx ou potência) em função do que você tem hoje para o limiar anaeróbico. Aí você consegue detectar as deficiências do atleta. O contrário também pode acontecer. Um atleta que tem este mesmo limiar anaeróbico e não consegue correr 1km abaixo de 3 min provavelmente tem um condicionamento anaeróbico e adaptações musculares de velocidade bastante ruins!

E, para finalizar, porque isto é bom e tem sido preconizado?!

Essa é mais fácil, e é por um conceito bastante comum, conhecido por nós todos. As nossas reservas de gorduras são infinitamente maiores do que as nossas reservas de carboidratos. A prova de Ironman, querendo ou não, o obrigará a competir regido primordialmente pelo metabolismo lipídico, sempre, justamente pelas reservas de carboidratos, mesmo que repostas, não conseguirem suprir com qualidade o esforço solicitado. Aí, o atleta que conseguiu ganhar velocidade nessa zona, se deu bem! Não foi uma nem duas vezes que vi casos de atletas que correm infinitamente melhor numa prova de Ironman do que outros atletas que, são muito mais velozes em distâncias mais curtas. Lógico que, principalmente numa prova de longa distância,  o desempenho é multi-fatorial, mas, no caso citado, eu conheci a prova e o treinamento dos atletas, e os dois a realizaram em condições bastante parecidas (vale lembrar que o ciclismo influi consideravelmente no desempenho da corrida). O atleta X, que corre os 10 km para 38 min, corria todos os longos num pace 4min25 a 4min30, enquanto o atleta Y, que corre os 10km para 36 min, corria os longos entre 4min30 e 4min40.

Espero que, depois do que foi colocado, vocês já tenham conseguido identificar as causas disso.

Ulisses, obrigado pela sugestão! Foi bastante oportuna!

Grande abraço!!!!

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Vem aí a 4a etapa do Campeonato Maranhense de Duathlon Terrestre!

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Acontecerá no domingo, dia 28 de julho, a 4a etapa do Campeonato Maranhense de Duathlon Terrestre.

O evento será realizado na Av. Litorânea, com realização da Eu Corro! Eventos Esportivos.

Área de Transição/Duathlon Terrestre em São Luis.

Área de Transição/Duathlon Terrestre em São Luis.

O Duathlon Terrestre é uma modalidade interessantíssima, estando vinculada à União Internacional de Triathlon (ITU). Nesta modalidade multisport, que tradicionalmente é realizada na ordem corrida/ciclismo/corrida, substitui-se a natação por uma corrida. Nasceu como uma alternativa regulamentar para qualquer eventualidade ocorrente na realização de uma prova de triathlon com o que diz respeito à etapa da natação (como mar sem condições seguras para natação, relâmpagos, etc.).

Hoje, o Duathlon Terrestre no Brasil ganhou força própria e não é mais só uma alteração regulamentar na prova de triathlon, visto a praticidade e facilidade de realização da prova, tanto por parte dos organizadores assim como para os atletas – principalmente os iniciantes. A etapa da natação nas provas de triathlon costuma ser o ”monstro” a ser vencido, e, tendo em vista hoje a grande massificação do esporte, principalmente na sua vertente de participação/campeonato amador, muitos praticantes iniciaram tarde a natação, causando estranhamento do ambiente de águas abertas e também insegurança.

Venha prestigiar este evento! As inscrições estão abertas no link: http://www.sistime.com.br/eficiente/sites/sistime.com.br/pt-br/site.php?secao=eventos&numg=174 e para mais informações, acessem www.eucorromais.com.br

NOTA: Lucas Helal é o atual Campeão Brasileiro SUB23 de Duathlon Terrestre e estará presente nesta prova.

LH.

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ECSS 2013: Na vanguarda da ciência do esporte!

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Congressos internacionais funcionam sempre como beber água na fonte.
Na conferência anual do Colégio Europeu de Ciências do Esporte (ECSS) este ano, em Barcelona, não foi diferente.
Gostaria de trazer pra vocês as novidades e conceitos que estão permeando as novas linhas de pesquisa na ciência do esporte – até porque, muitos assuntos tratados estavam intrinsecamente ligados ao esporte de endurance e à saúde!
Acredito que, neste ponto, temos uma boa vantagem. Explicarei depois o porquê.
Temos grandes pesquisadores (com mais de 100 artigos publicados em periódicos qualis A) da ciência do esporte envolvidos com o tipo de esporte que praticamos, sendo triatletas, corredores, ciclistas, nadadores, técnicos, ex-atletas ou ex-técnicos.
Nesse ambiente, gostaria de citar: Asker Jeukendrup (que recentemente competiu no duro Ironman Lanzarote), diretor do Gatorade Sports Science Institute e vinculado a Birmingham University; Paul Laursen, triatleta e neo-zelandês, que tem contribuído fortemente na área da bioquímica do exercício e também investido em pesquisas com treinamento intervalado de alta intensidade (HIT), que é uma tendência hoje acerca da metodologia do treinamento desportivo; Carl Paton, inglês radicado em Napier, na Nova Zelândia, ciclista e triatleta, que tem se dedicado também a estudar o treinamento intervalado de alta intensidade e já contribuiu muito com pesquisas utilizando medidores de potência (validade e reprodutibilidade); e Andrew Jones (avaliou a Paula Radcliffe por 13 anos e publicou um artigo muito conhecido sobre o comportamento dos seus índices fisiológicos durante esses anos). Existem também os que não tem grande envolvimento com a nossa área, mas que não podem deixar de serem citados como: Claude Bouchard (Pennington Biomedical Research Center), com mais de 80 anos, discorrendo com extrema propriedade sobre assuntos que mal foram publicados (e mais de 1000 ocorrências encontradas na plataforma PubMed), como alterações genéticas e obesidade e indivíduos não-responsivos à atividade física; Martin Gibala, da McMaster University, no Canadá, que também tem se dedicado ao estudo do treinamento intervalado de alta intensidade e os mecanismos bioquímicos envolvidos nas adaptações inerentes a este tipo de treinamento; e Carl Hulston, da Loughborough University, que tem se dedicado a estudar sobre um assunto muito em pauta hoje no mundo triatlético, que são as dietas com baixo teor de carboidrato.
Enfim, diante de tanta informação, com certeza fica bastante complicado selecionar uma pra falar. Não é a intenção desse texto explicar a fundo nenhum mecanismo apresentado (até porque eu não tenho competência para tal, dado que muitos dos dados nem publicados foram ainda), mas sim mostrar os assuntos abordados e quais são as tendências atuais da ciência do esporte hoje – o que provavelmente vocês verão circulando nas rodas de conversa em no máximo 5 anos.
Inicialmente, a genética. O estudo da expressão gênica relacionado ao treinamento desportivo não é novidade, mas nunca esteve tão latente como agora. Eu já tinha percebido isso pela quantidade de artigos publicados em 2012/2013 sempre envolvendo o componente bioquímico/genético, mas, agora, sem sombra de dúvidas tenho certeza. A tendência não é mais qual tipo de treinamento é o correto, ou qual dieta é a mais adequada – e sim qual tipo de treinamento é mais correto PRA VOCÊ, ou qual dieta é mais adequada PRA VOCÊ. Isso também não chega a ser de extrema novidade, mas a ciência nunca esteve tão perto de conseguir compreender os mecanismos envolvidos no famoso princípio da individualidade biológica e, assim detectar, indivíduos que necessitam de mais volume ao treinamento, ou mais intensidade; ou mais carboidratos, ou menos carboidratos. Claude Bouchard foi enfático em dizer que, hoje, a ciência já consegue garantir que, sim, a genética define como você responde a determinado estímulo relacionado ao treinamento desportivo (método, dieta, tipo de recuperação). Entretanto, ele mesmo fala que a ciência ainda não consegue identificar qual é o perfil genético mais adequado para cada tipo de estímulo, ou seja, ainda não consegue dizer que indivíduo necessita de cada tipo de estímulo.
Na mesma linha, um outro assunto muito abordado foi a dieta com baixa ingestão de carboidratos. O que me chamou muita atenção foi o fato deste assunto ter sido abordado com bastante ênfase no congresso satélite do Gatorade, Sports Science Institute (GSSI) onde, naturalmente, esperaríamos aulas e palestras envolvidas com a forma de comércio da própria empresa, e não foi isto que aconteceu. Tivemos 8 horas das mais fantásticas aulas relacionadas à nutrição esportiva envolvendo tanto mecanismos relacionados à absorção dos carboidratos, mas também das proteínas e gorduras, e também sobre o agora tão comentado suco de beterraba (fonte natural de nitratos).

INEF Barcelona: local da ECSS 2013.

INEF Barcelona: local da ECSS 2013.

Sobre a dieta low-carb, gostaria de fazer uma consideração importante. Quando se fala deste tipo de dieta, não se fala de dieta com restrição calórica, mas sim na alteração dos percentuais de cada macronutriente (carboidrato, proteína e gordura) para uma mesma demanda calórica (2000 kcal com 70% CHO, 20% FAT e 10% vs. 2000 kcal com 40% CHO, 50% FAT e 10% PTN). Esta ressalva é importante pois o termo nos induz a pensar em dieta com pouca quantidade de calorias ou pouca comida (o que se torna inviável no dia a dia de treinamento).
Hoje a ciência já consegue afirmar categoricamente que a restrição de CHOs na dieta aumenta a expressão de genes, proteínas e enzimas relacionadas ao metabolismo e absorção dos CHOs e ciclo de Krebs, como as do complexo PGF e a citrato-cintase. Entretanto, todos os autores foram enfáticos em mostrar que ainda existem poucos estudos mostrando que este aumento na expressão gênica e protéica se reflita necessariamente num aumento de performance – que no final das contas, é o que interessa para nós.
Em conexão com este assunto, outro ponto que foi bastante abordado foi o CHO Mouth Rinse – ou, em português, literalmente bochecho de carboidratos. Eu já havia lido sobre isto, mas, mesmo após as novas abordagens, continuo com as mesmas considerações que eu tinha antes. Esta estratégia é recomendada pelos autores para provas de curta duração e alta intensidade, com vantagens colocadas como a não-passagem dos carboidratos pela luz intestinal, o que minimizaria o desconforto gastro-intestinal que ocorre muitas vezes em alta intensidade. Apesar das evidências científicas, vejo limitações práticas bastante significativas nesta estratégia – que também foram colocadas pelos próprios autores. Talvez vocês tenham chegado à mesma conclusão que eu: o tempo perdido para se pegar a caramanhola, bochechar o CHO e depois cuspí-lo (e fazer isto por 3 ou 4x) esconde os benefícios evidenciados por essa estratégia. Entretanto, resolvi falar dela porque aborda um outro mecanismo que eu acho fascinante e também é uma grande tendência das pesquisas no esporte – atividade cerebral. Os benefícios relacionados ao bochecho de carboidrato não tem a ver com o controle glicêmico ou recarga das reservas de glicogênio propriamente ditos, e sim com a estimulação de vias (pathways) cerebrais que sinalizam ao músculo o poder de gerar maior capacidade de trabalho. Entretanto, obviamente, para exercícios de maior duração, a não reposição dos carboidratos certamente limita o esforço – mesmo com a sinalização cerebral estimulada pelo bochecho. Existem outros assuntos centrados no controle cerebral do esforço, como o conhecido modelo de Governador Central do Tim Noakes – tentando explicar a limitação da performance humana como um mecanismo de defesa natural do corpo humano; ou pesquisas utilizando estimulação transcraniana, que já evidenciaram aumentos de performance quando certas áreas do cérebro foram inibidas (bloqueando o limite imposto pelo próprio corpo).

Por fim, gostaria de dizer que o esporte atual tem avançado muito. As pesquisas estão modernas, requintadas e utilizam cada vez técnicas mais difíceis e caras – o que necessariamente fará com que ocorram maiores investimentos privados. Foi-se o tempo que esporte era tão somente jogar futebol. Hoje necessita-se saber profundamente a bioquímica, alguns métodos de cálculo (limites, derivadas e integrais), biologia celular e a histologia. A tendência é cada vez mais explicar molecularmente os mecanismos relacionados às adaptações ao treinamento – um olhar cada vez mais profundo.
Gostaria de frisar: quando se estuda o que se vivencia na prática (o que citei mais acima sobre alguns grandes autores), elimina-se o grande abismo que existe entre conceitos teóricos e a aplicabilidade prática destes conceitos. Em muitas ocasiões, vejo modelos que são puramente laboratoriais e de pesquisa (que também têm o seu valor), mas acredito que o mais valioso disso tudo é continuar transformando o esporte, e eliminar este abismo que separa a teoria da prática.
Grande abraço e bons treinos a todos!

Brasileiros e Prof. Carl Paton (NZ), no último dia de congresso: onde se pode ir de bermuda (risos).

Brasileiros e Prof. Carl Paton (NZ), no último dia de congresso: onde se pode ir de bermuda (risos).

Lucas Helal.

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ECSS 2013, Helsinki e Moscou: dicas e impressões…

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Pessoal, inicialmente, gostaria de pedir minhas imensas desculpas pelas duas semanas sem contato!

Estive em viagem para a conferência anual do Colégio Europeu de Ciências do Esporte (ECSS), que este ano se realizou em Barcelona (ESP).

ECSS 2013.

ECSS 2013.

 

O congresso durou 5 dias e após estes dias eu fui visitar mais duas sedes olímpicas (assim como Barcelona), para aprender algumas lições do legado esportivo que estes eventos deixaram e também perceber como as pessoas se comportam nestes ambientes.

Assim, visitei Moscou (RUS), que sediou os Jogos Olímpicos de 1980, e Helsinki (FIN), que sediou os Jogos Olímpicos de 1952. Vale ressaltar que Barcelona também é sede olímpica e sediou os Jogos Olímpicos de 1992.

 

Jogos Olímpicos de 1992.

Jogos Olímpicos de 1992.

Jogos Olímpicos de 1980.

Jogos Olímpicos de 1980.

 

Sendo assim, amanhã, iniciarei uma série de posts relatando as novas tendências discutidas na ECSS 2013 acerca da ciência do esporte; o que vi de Barcelona, Helsinki e Moscou, tentando observar sempre o comportamento das pessoas em relação a prática desportiva, a infraestrutura da cidade, o clima, a receptividade das pessoas; e também dicas para os atletas viajantes (que foi o meu caso), de como treinar e usufruir da infraestrutura do local.

Jogos Olímpicos de 1952.

Jogos Olímpicos de 1952.

O espaço também está aberto para perguntas e colocações!

Aguardem e fiquem antenados. Tem muito conteúdo bom por vir!

Lucas Helal.

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Imagem do dia: APENAS FAÇA!

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Se você ama alguma coisa, APENAS FAÇA, e não esqueça de se movimentar!

Bom final de semana a todos!

Lucas Helal.

Créditos:  Pasion por el ciclismo.

Créditos: Pasion por el ciclismo.

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Você sabe usar a ciclofaixa?

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Pessoal,

em particular, esse assunto é muito importante, pois diz respeito à segurança da prática de atividade física.

Lagoa da Jansen.

Lagoa da Jansen.

Em São Luis, podemos dizer que temos três grandes espaços para atividade: Av. Litorânea, Lagoa da Jansen e Beira-mar. Em geral, o trânsito de ciclistas e pedestres é compartilhado nos calçadões. Na maioria dos parques do Brasil, estas vias são compartilhadas – com exceção de algumas cidades onde existe uma faixa exclusiva para ciclistas, asfaltada, que ainda assim é compartilhada pelos corredores mais rápidos.

Av. Litorânea

Av. Litorânea

Seja em São Luis, ou em qualquer outra viagem que eu faça, sempre vejo algumas atitudes de ciclistas e pedrestes que, considero, perigosas – mas acredito que isto acontece pura e simplesmente por falta de informação.

Hoje, eu gostaria de falar um pouco sobre algumas condutas básicas para a prática com segurança em ambientes públicos e em que são divididos o espaço com mais pessoas.

DICAS:

O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER!

O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER!

- Não ande na contra-mão e ande sempre à DIREITA, quando a via não for duplicada! De acordo com o CTB, bicicletas, quando consideradas veículos, devem andar no mesmo sentido do que os carros. Duas coisas importantes: um acidente com choque frontal é bastante desagradável e o impacto é bem maior do que um acidente no mesmo sentido; e, ao compartilhar a via e não andar à direita, você corre o risco de se chocar com quem vem no outro sentido;

- CICLOVIA É PARA PASSEIO, E NÃO PARA TREINAMENTO! Na maioria das ciclovias ou ciclofaixas, a velocidade máxima permitida é de 15 km/h – bem abaixo da velocidade utilizada para treinamento. Esta via deve ser utilizada exclusivamente para passeio e locomoção;

Créditos: Rogério Leite.

Créditos: Rogério Leite.

- VISUALIZE SEMPR

E ANTES DE FAZER QUALQUER MANOBRA. Isso é particularmente importante para não acontecerem acidentes envolvendo conversões ou trocas de faixa e ciclistas ou pedestres que estão vindo em linha reta;

- SINALIZE SEMPRE SUAS MANOBRAS. Existe uma convenção mundial para a sinalização, que é entendida por ciclistas e por pedestres acostumados a compartilhar ciclovias, no mundo inteiro.

- UTILIZE CAPACETES E ITENS DE SEGURANÇA, como luzes de iluminação no entardecer e à noite.

Dicas valiosas para sua segurança!

Dicas valiosas para sua segurança!

 

 

 

Um grande abraço e vejo vocês na estrada!

Lucas Helal.

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Notícias do Pedala São Luis!

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Como era de se esperar, o evento reuniu pessoas de todos os tipos. Pais e filhos, amigos, entusiastas do ciclismo e da atividade física, famílias inteiras…

O Pedala São Luis, evento/passeio ciclístico executado pelo Sistema Mirante surge da grande onda na cidade de passeios ciclísticos. É preciso incentivar o que está no gosto das pessoas, e há algum tempo as bicicletadas (principalmente as noturnas), tomaram conta de São Luis.

O evento teve percurso de 18km e passou por pontos conhecidos da cidade, como a Avenida Litorânea, Avenida dos Holandeses e a Carlos Cunha, e contou com a participação de mais de 500 pessoas.

Pedala São Luis (Foto: Bruno Alves/Globo Esporte)

Pedala São Luis (Foto: Bruno Alves/Globo Esporte)

Existe um detalhe que eu gostaria de frisar. O evento não tratou-se de um evento competitivo. Hoje, no mesmo momento que o esporte em geral passa por uma “reforma”, onde praticantes de atividade física e entusiastas tem acesso ao ambiente esportivo que sempre admiraram, especialmente os esportes de resistência (ciclismo, triathlon, corridas de rua) apresentam-se a frente deste grupo. Existe uma tendência no Brasil inteiro de eventos de participação envolvendo tais modalidades, sem foco em competição profissional, pura e exclusivamente com a intenção de oferecer movimento e atividade física através de um modo que seja mais atraente para as pessoas. Isto é primeiro mundo, e São Luis está de parabéns por dar um show de cidadania e consciência desportiva e saúde, pois, hoje, a cidade tem eventos esportivos em espaços públicos pelo menos uma vez por mês.

Isso é bom pra todo mundo. Para os praticantes, para os professores de Educação Física, para o mercado, para os patrocinadores. O mercado desportivo se movimenta, gira, e se auto-sustenta – e cada vez mais praticantes aderem, e, por consequência, cada vez mais indivíduos saudáveis teremos nas ruas.

O evento também não contou com interdição das vias públicas. Isto vai num ponto mais além, e que merece um post só para isso – que é da divisão/compartilhamento das vias públicas entre carros e ciclistas. Posso dizer também que o evento teve cunho educativo, que é extremamente necessário, tendo em vista tantos desastres envolvendo carros e ciclistas em treinamento/prática de atividade física ocorridos principalmente no último ano (em que a prática aumentou muito).

Fica aqui meus parabéns ao Sistema Mirante pela iniciativa; e principalmente às mais de 500 pessoas que saíram de casa para mostrar saúde.

Lucas Helal.

 

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Imagem do dia – Copa das Confederações

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O Brasil inteiro na torcida.

O Brasil inteiro na torcida

 

A Copa das Confederações começa amanhã, e o Brasil inteiro está na torcida!

Espero, de coração, que a seleção encante, como nos tempos áureos. E que Neymar esteja abençoado!

 

PS: Espero também que a infra-estrutura nacional suporte o evento! :)

 

Luquinha!

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Pedala São Luis!

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Pessoal, gostaria de fazer um convite muito importante!

Acontecerá neste domingo, dia 16 de junho, o Pedala São Luis.  O evento trata-se de um passeio ciclístico por pontos estratégicos e conhecidos da nossa  capital. Não se trata de uma prova ou corrida, e sim um passeio recreativo – para você e sua família.

Percurso do passeio (www.sistemamirante.com/passeiociclistico)

Percurso do passeio (www.sistemamirante.com/passeiociclistico)

 

Vale a pena ir prestigiar o evento, que terá como ponto de concentração o São Luis Shopping. A largada está prevista para as 7h30 da manhã. A realização é da TV Mirante, incentivadora do esporte maranhense.

Para quem já se inscreveu, seguem as minhas dicas:

  • - Hidratação: leve garrafas com água ou isotônicos, lembrando sempre de se hidratar a cada 20 minutos (e levar a quantidade suficiente para suprir o tempo de conclusão planejado);
  • - Alimentação: O seu café da manhã será muito importante. Tente se alimentar de 1h30 a 2h00 antes da largada, com alimentos à base de carboidratos (como pães, sucos, geléias, frutas, cereais). Evite alimentos que costumeiramente causem desconforto à você; vale a pena também evitar as fibras – utilizar frutas sem casca, optar pelo pão branco em vez do integral etc.
  • - Durante o passeio: se o seu tempo de conclusão exceder 1 hora, lembre-se de que será necessário ingerir algum tipo de alimento (carboidrato) após essa primeira hora, devendo ser administrado a cada 30 minutos. A porção ideal varia de 25 a 30g de carboidrato a cada 30min (~ 100 a 120 kcal). Alguns alimentos facilmente contém este teor calórico, como: 1 sachê de gel de carboidrato; 1 fruta grande; 1 barra de cereal; 1 barra do tipo goiabinha (Bauducco, Piraquê); 1 pacote de biscoito tipo Club Social. Você deve se alimentar com uma porção desta a cada 30min a partir da primeira hora (1h00, 1h30, 2h00…) até o seu tempo de conclusão.
  • - Leve roupas adequadas, principalmente bermuda com forro ciclístico.
  • - Leve kit para remendos: 2 câmaras reservas, 1 par de espátulas, 1 bomba de mão, 1 cola para remendos e remendos emborrachados.
  • - Não se esqueça do protetor solar!
  • E o mais importante: NÃO SE ESQUEÇA DE USAR O CAPACETE! ELE SALVA VIDAS!

Para mais informações, acessem o hotsite do evento: www.sistemamirante.com/passeiociclistico

 

Um grande abraço a todos e espero que divirtam-se no domingo!

 

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