NÃO É DE MARIA FIRMINA O RETRATO…

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Estou preparando o Volume 0, numero 0 da Revista da Academia Ludovicense de Letras –  ALL EM REVISTA – cujo conteudo será o Perfil Academico de seus membros fundadores, e de seus Patronos.

Maria Firmina dos Reis foi eleita a Patrona da ALL. Busquei nas ferramentas apropriadas uma imagem dela e encontrei – a mesma que está reproduzida no artigo de O Estado do Maranhão, caderno Alternativo, sob o titulo “Mostra resgata a vida de mulheres importantes no MA“. Anuncia a mostra que a Fundação da Memoria Republicana está promovendo, em homenagem às Mulhres, em seu dia…

No material que repliquei na ALL EM REVISTA, está o artigo:  Maria Firmina dos Reis e os Primórdios da Ficção Afro-brasileira, de Eduardo de Assis Duarte[1]. E uma “foto” da homenageada:

MARIA FIRMINA FALSA

 

 

Maria Firmina dos Reis nasceu em São Luiz do Maranhão, em 11 de Outubro de 1825, sendo registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Menina bastarda e mulata vivendo num contexto de extrema segregação racial e social, aos cinco anos teve que se mudar para a vila de São José de Guimarães, no município de Viamão, situado no continente e separado da capital pela baía de São Marcos. O acolhimento em casa de uma tia materna teria sido crucial para a sua formação (Mott, 1988). Consta ainda ter obtido ajuda do escritor e gramático Sotero dos Reis, primo por parte de mãe, “a quem deve sua cultura, como afirma em diversos poemas” (Lobo, 1988).

Ao que “ANTONIO NOBERTO ESCREVE, E ALERTA”: Confreiras e confrades, Esta bela imagem que foi colocada na capa do nosso material da ALL, infelizmente, não é da nossa primeira romancista brasileira Maria Firmina dos Reis (1825 – 1917):

MARIA FIRMINA GAUCHA

Aliás, é quase certo que não seja dela. Recebi uma cópia dessa foto faz alguns anos das mãos do amigo e confrade (agora patrono da ALL e in memorian) José Ribamar Souza dos Reis, o “Reis da maranhensidade”.  Reis também acreditava que a imagem também fosse de Firmina.

Anos depois, sem duvidar, ao receber o título de cidadão vimarense (em 2011) das mãos do desembargador Guerreiro Junior na Câmara Municipal de Guimarães, fiz a doação de um belo quadro que mandei pintar exclusivamente para este importante evento. O quadro foi pintado pelo consagrado artista plástico Rogério Martins. E (creio) ainda está exposto naquela casa legislativa.

 MARIA FIRMINA - NOBERTO

Realizada a cerimônia de entrega do quadro, poucos meses depois, começaram a surgir indagações e depois “afirmações” de que não era nossa abolicionista. Alguns comentários no blog vimarense.zip.net, do meu amigo Nonato Brito foram tão lúcidos quanto à nossa “barrigada” que aceitei como realmente não sendo. O que me recordo dos comentários é que seria de uma escritora gaúcha (?) de sobrenome Balmer (?). Posso fazer a pesquisa desses questionamentos e trazer à baila para nossa confraria. Depois fui à campo para me certificar das informações que me deram um banho de água fria. Estaria o amigo Reis equivocado? Não teria feito ele uma pesquisa sobre a veracidade da foto? Acho que não o fez. Uma primeira informação sobre a “descoberta” da foto de Firmina é que teria sido encontrada no Arquivo Público do estado em outros tempos. Fui lá e ninguém confirmou a história. Nunca ouviram falar do “achado”. O que soube por último é que a imagem em tela teria sido usada pela primeira vez em uma monografia defendida no Piauí. E de lá se espalhou para o Maranhão. Ninguém mais que eu queria que fosse nossa escritora ludovicense, mas pelo que pude depreender é que a imagem não é de Maria Firmina dos Reis, infelizmente.

A única imagem dela que é aceita é aquela do busto do Panteon da Praça do Panteon, fruto da descrição de uma pessoa que viveu com ela (sua filha adotiva?) e relatou os traços dela na velhice. A descrição foi feita à José do Nascimento Moraes Filho, biógrafo de Firmina, e consta em uma obra dele, exatamente sobre a vida e obra de Firmina. Acho que essa pesquisa acurada vai cair no colo de Dilercy e tenho alguns caminhos para ajudá-la, caso seja solicitado.

MARIA FIRMINA VERDADEIRA

Busto da escritora Maria Firmina dos Reis, de autoria do escultor maranhense Flory Gama, esculpido a partir das informações prestadas por vimarenses que conviveram com a mestra-régia, como dona Nhazinha Goulart, criada pela romancista na residência da Praça Luís Domingues, e por dona Eurídice Barbosa, procedente da Fazenda Nazaré, que foi aluna de Maria Firmina na Escola Mista de Maçaricó. O busto foi colocado no ano de 1975 na Praça do Panteon, em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite, na Capital junto a outros 17 intelectuais maranhenses. Posteriormente, os 18 bustos do Panteon Maranhense foram transferidos para os jardins do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, localizado na Rua do Sol, em São Luís, onde se encontram até hoje

BOX

POLÊMICA CONTINUA: LEITORES AFIRMAM QUE ARTISTA PLÁSTICO PINTOU QUADRO DA ESCRITORA GAÚCHA MARIA BENEDITA BORMAN COMO SE FOSSE DE MARIA FIRMINA

Nonato Brito

Blog http://vimarense.zip.net

 A leitora do blog, Mariana Leite, enviou esta foto, afirmando que o bico-de-pena da página 193 do livro “Mulheres Illustres do Brazil”, de 1899, revela o rosto da escritora Maria Benedita Borman, que escrevia sob o psedônimo “Délia”, e não da escritora Maria Firmina dos Reis.

MARIA FIRMINA - LIVRO MULHERES ILUSTRES 

A palavra “Délia”, na página do lado direito, abaixo do bico-de-pena, revela o pseudônimo da escritora gaúcha Maria Benedita Borman

DELIA - FIRMINA

 

MARIA FIRMINA - NOBERTO MARIA FIRMINA GAUCHAMARIA FIRMINA FALSA

Quadro de Maria Firmina dos Reis, pintado pelo artista plástico Rogério Martins

Quatro leitores do Blog Vimarense enviaram mensagem sustentando que o artista plástico Rogério Martins pintou o quadro da escritora gaúcha Maria Benedita Borman, conhecida pelo pseudônimo de “Délia”, como se fosse da romancista Maria Firmina dos Reis. O quadro encontra-se atualmente na Câmara Municipal. As mensagens encontram-se na íntegra no arquivo do blog, na postagem do dia 21/02/2011.

A leitora Mariana Leite, de São Luís, enviou, inclusive, fotos da capa e de páginas do livro “Mulheres Illustres do Brazil”, publicado pela primeira vez no ano de 1899 e reeditado no ano de 1996, pela Editora Mulheres, com sede em Florianópolis-SC, onde se encontra, na página 193, o bico-de-pena com  o rosto da escritora Maria Benedita Borman, e que postamos aqui. Observa-se que é o mesmo utilizado pelo artista plástico em sua obra, que se encontra em exposição na Câmara Municipal.

A leitora, ao mesmo tempo, indicou o site onde também se pode confirmar o mesmo bico-de-pena com o rosto de Maria Benedita Borman, utilizado pelo pintor na sua Obra :www.normatelles.com.br/coleção_rosas_de_leitura.html

A mensagem da leitora é a seguinte:  “Ficou muito bonita a pintura, mas infelizmente não é da romancista Maria Firmina dos Reis. É da escritora gaúcha Maria Benedita Borman, que utilizava o pseudônimo Délia em sua obra literária. Tenho esse livro de que fala o leitor Ricardo Gouveia. É o livro “Mulheres Illustres do Brazil”, publicado pela primeira em 1899, no início da República e reeditado em 1996. Envio-lhe para o seu e-mail fotos que tirei do livro incluindo o bico-de-pena da escritora Maria Benedita Borman (Délia). É a mesma utilizada pelo pintor. Espero ter contribuído para tirar a dúvida. Parabéns pelo blog, que não exclui os temas literários. Mariana Leite”.

O leitor Ricardo Almeida Gouveia, do Rio-RJ enviou a seguinte mensagem:  “Eu não sabia que a sua cidade tinha prestado essa homenagem à romancista Maria Firmina em 1975. As fotos publicadas no seu blog são de muita valia. Vi a polêmica em torno da pintura de Maria Firmina, de autoria do pintor Rogério Martins. O quadro é uma iniciativa louvável, mas a pintura não é de Maria Firmina, infelizmente. Ele pintou a escritora gaúcha Maria Benedita Borman, de pseudônimo “Délia”, nascida em 25/11/1853 e falecida em 15/05/1896, como se fosse Maria Firmina. Esse bico-de-pena que inspirou o pintor encontra-se na página 193 do livro “Mulheres Illustres do Brazil”, assim mesmo em português oitocentista, de autoria de Ignez Sabino, cujo fac-símile foi publicado no ano de 1996 pela Editora Mulheres – fone (043) 3233-2164, sediada em Florianópolis-SC. Esse bico-de-pena com o rosto da escritora Maria Benedita Borman pode também ser encontrado na Internet no endereçowww.normatelles.com.br/colecao_rosas_de_leitura.html. Saudações firminianas Ricardo Gouveia”.

A leitora Cristina Ribeiro Silva, de São Luís, enviou a seguinte mensagem:  “Fui ao Google e descobri que essa foto em que o pintor Rogério Martins se baseou está no site www.fapepi.pi.gov.br na internet, encontrada na tese de doutorado da Profª. Algemira de Macedo Mendes, professora da Universidade Estadual do Piauí. O título da tese é “Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na História da Literatura Brasileira”.

Nesse trabalho consta esse retrato atribuído a Maria Firmina com a seguinte legenda abaixo da foto: “Um dos poucos registros de Maria Firmina, encontrado na biblioteca pública de São Luís-MA”.

O escritor Nascimento Moraes, pesquisador que descobriu Maria Firmina na Biblioteca Benedito Leite, no início da década de 1970, afirmava que não foi encontrada nenhuma foto dela. Ele morreu em fevereiro de 2009 e até essa data aqui em São Luís não houve nenhuma divulgação em jornais da descoberta da fotografia de Maria Firmina.

Prá (sic) tirar a dúvida, entrem em contato com a Profª Algemira e peçam informações como ela obteve essa foto e publiquem no blog.

A leitora Lúcia Cardoso, do Rio-RJ, enviou a seguinte mensagem:  “Concordo com o leitor Everaldo. Eu estava em São Luís em 1975, fazendo o Curso de Letras, no antigo ILA, na Praça Gonçalves Dias, e adquiri, com dificuldade, um exemplar de “Maria Firmina – Fragmentos de uma vida”, de Nascimento Moraes Filho, editado pelo SIOGE. Curiosamente, as páginas do livro não são numeradas. Está lá, na página que seria a de número 269, após o título “Crônica ou Prosa Poemática ou Poema em Prosa?”

que transcrevo aqui:  “TRAÇOS FÍSICOS – Nenhum retrato deixou Maria Firmina dos Reis. Mas estão acordes os traços desse retrato-falado dos que a conheceram ao andar pelas casas dos 85 anos: Rosto arredondado, cabelo crespo, grisalho, fino, curto, amarrado na altura da nuca; olhos castanho-escuros, nariz curto e grosso; lábios finos; mãos e pés pequenos; meã (1,58, pouco mais ou menos), morena.”

Sugiro consultarem o filho do escritor, Renan Moraes, que mora em São Luís e que guarda o acervo do seu pai, que residia no Beco do Couto. Lúcia Cardoso.

O quadro com pintura do rosto da escritora Maria Firmina dos Reis vem causando polêmica entre os leitores do blog após a postagem da foto tirada quando da afixação do quadro na Câmara Municipal durante as festividades dos 253 anos de Guimarães.

O quadro é de autoria do consagrado pintor Rogério Martins e doado à Câmara Municipal pelo escritor e etnólogo Antônio Noberto, que esteve presente à solenidade, no dia 19 do mês passado.

Os leitores Judson Rosa, Dayane Barbosa e Ciara Ribeiro questionaram a pintura da escritora Maria Firmina, considerando que no quadro ela aparece como sendo branca, quando, é sabido que ela era mulata. Maria Firmina dos Reis, primeira romancista da literatura brasileira, nasceu em São Luís, era filha de João Pedro Esteves e de Leonor Felipe dos Reis e passou a residir aos 22 anos em Guimarães, após a sua aprovação em concurso público para exercer o cargo de professora de primeiras letras na Vila  de Guimarães, onde viria a realizar toda a sua obra literária, falecendo no ano de 1917, aos 92 anos, pobre e cega, mas com o reconhecimento e a admiração dos vimarenses.

A leitora Ciara Ribeiro, vimarense residente em São Luís, escreve em sua mensagem incluída na notícia publicada no blog no dia 23 de janeiro passado: “Gostaria de perguntar: a nossa educadora não era negra? Pois nesse quadro ela aparece branca ou parda. Falo isso porque na história da Educação maranhense e vimarense há livros que mostram fotos em relação ao tom de pele negra.”

Por sua vez, a leitora Dayane Barbosa, ex-aluna da Escola Nossa Senhora da Assunção, afirma que tudo que se sabia até então sobre as feições da escritora Maria Firmina era apenas “retrato falado” por não ter sido encontrada nenhuma foto ou gravura da primeira romancista brasileira. O texto enviado pela leitora Dayane Barbosa é o seguinte:  “Me fiz a mesma pergunta que a Ciara. Bom, eu fiz um trabalho sobre a vida da romancista quando eu estudava no CEM e até dei palestras para outras turmas na época. Me apaixonei pela história dela, indo até seu túmulo e pelo que lembro ninguém tinha fotos ou qualquer imagem dela. Tudo que se sabia era sobre retrato falado, e de acordo com a pesquisa que eu fiz buscando ajuda até mesmo do professor Aldenir Guimarães (pessoa que contribuiu muito para a minha pesquisa), ela era mulata. Fiquei surpresa com esta Maria Firmina. Minha pesquisa não está errada e sim o pintor”.

O leitor vimarense Judson Rosa escreve em sua mensagem: “Talvez o pintor tenha sido infeliz por não conhecer a história e pintou o quadro pela sua ótica. O quadro deve ter sido pintado conforme foto no Google”.

A controvérsia está estabelecida. O que a equipe do blog conseguiu pesquisar, baseado no livro “Maria Firmina dos Reis – Fragmentos de uma Vida”, de autoria do escritor José Nascimento Moraes Filho, o descobridor da obra de Maria Firmina, publicado no ano de 1975, é o seguinte: Durante a exaustiva pesquisa realizada pelo Professor Nascimento Moraes não foi encontrada nenhuma foto ou pintura da primeira romancista brasileira, segundo relata o escritor no último capítulo do livro.

O busto de Maria Firmina, colocado na Praça do Panteon, na Capital, no ano de 1975, foi esculpido pelo maranhense Flory Gama, radicado no Rio de Janeiro, a partir de informações prestadas por vimarenses que conviveram com a escritora, como dona Nhazinha Goulart, criada por Maria Firmina na residência da Praça Luís Domingues, e ainda viva no ano de 1975, por dona Eurídice Barbosa, procedente da Fazenda Nazaré, que havia sido aluna da mestra régia na Escola Mista de Maçaricó, dentre outros, fatos relatados pelo escritor Nascimento Moraes em seu livro.

De qualquer modo, a equipe do blog vai entrar em contato com o escritor Antônio Noberto, doador do quadro à Câmara Municipal, para trazer mais informações aos leitores do Blog Vimarense.

ESCRITOR ANTÔNIO NOBERTO FAZ DOAÇÃO DE QUADRO DE MARIA FIRMINA À CÂMARA MUNICIPAL

O escritor Antônio Noberto, membro do Conselho Diretor da Aliança Francesa em São Luís, fez doação, no dia do aniversário da cidade, de um quadro com a imagem da romancista Maria Firmina dos Reis à Câmara Municipal.

O quadro, pintado por Rogério Martins, foi afixado na Galeria da Câmara Municipal e estará disponível à visitação pública todos  os dias úteis.

À solenidade estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal, Gilmar Pereira Avelar, o prefeito padre William Guimarães da Silva, o vice-prefeito José Murilo Nunes de Sousa, a secretária municipal de Educação, Denildes Cunha, o desembargador Guerreiro Júnior, os vereadores Ataíde Aires Junior, Osvaldo Gomes, Lourdes Camargo, Paulo Sérgio Santos Ramos (Paulo Maluf), Nilce Farias Ribeiro e Carlos Cunha, a escritora Joana Bitencourt.

O escritor Antônio Noberto foi agraciado pela Câmara Municipal com o título de cidadão vimaranense.

Antônio Noberto é escritor, jornalista e etnólogo e turismólogo, autor dos livros “A influência francesa em São Luís” e “Só por uma Estação: Uma viagem ao Brasil”.

http://vimarense.zip.net/arch2011-01-01_2011-01-31.html

 


[1] Professor de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da UFMG; Coordenador do Projeto Integrado de Pesquisa “Afro-descendências: raça/etnia na Cultura Brasileira”, apoiado pelo CNPq

2 Segundo Zahidé Muzart (2000: 264), “Maria Firmina dos Reis colaborou assiduamente com vários jornais literários, tais como Verdadeira Marmota, Semanário Maranhense, O Domingo, O País, Pacotilha, Federalista e outros.”

 

 

5 comentários para "NÃO É DE MARIA FIRMINA O RETRATO…"


  1. Antonio Noberto

    É uma pena, Leopoldo, não ser nossa ilustre romancista. Desde que me aproximei da história dela – através do escritor e amigo José Ribamar Sousa dos reis – que me apaixonei por tão grande alma, que contrariou aos interesses daquela sociedade preconceituosa novecentista.

    • Leopoldo Vaz

      Pois é, a ilustradora poderia ter sido mais cuidadosa, e não ter reproduzido a ‘falsa Maria Firmina’. Gostou da materia? alguém te procurou? Vamos esperar que a FMR tome as providencias necessárias, e substitua a imagem da Delia – gaucha, pela verdadeira Maria Firmina,…

  2. Angela Maria

    Muito bom e providencial caro leopoldo! Como estudante de letras da ufma me sinto agraciada em ver enriquecidos os meus estudos sobre a literatura de minha terra com esta matéria. Meu professor de literatura, José dino Cavalcante também tinha esta foto em seus arquivos e nos apresentava como sendo de nossa ilustre romancista, ele também estava enganado. Bem mais valioso que sua foto temos seu trabalho para nos enriquecer, pelo menos em Florianópolis, pela editora já citada podemos encontrar o romance Úrsula reeditado e disponível para venda também pela internet

  3. O verdadeiro rosto de Maria Firmina dos Reis – Jarid Arraes

    […] Mas aí chegou até meu conhecimento a seguinte publicação: http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2014/03/09/nao-e-de-maria-firmina-o-retrato/ […]

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