Dicas GRAMATICAIS

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1)
PEDIR PARA
Segundo a tradição gramatical, há um erro em “Pedi para que ela não largasse o emprego” por causa do uso da preposição PARA após o verbo da oração principal (= PEDIR).

O certo é “Pedi (Disse) que ela não largasse o emprego”. Portanto, está ERRADA a comuníssima construção “Pedi ao patrão para me pagar as horas extras”, devendo ser redigida assim: “Pedi ao patrão que me pagasse as horas extras”.

O único caso em que a norma culta abona tal preposição é quando se explicita ou se subentende a palavra LICENÇA, PERMISSÃO etc.: “Ela pediu [licença] para que passasse, “Pedimos [permissão] para sair mais cedo”.

2)
EM QUE PESE A, EM QUE PESE(M)
Tal expressão tem valor concessivo, estabelecendo uma relação de contraste, oposição. Pode-se usar EM QUE PESE A sempre, tendo em vista que o verbo PESAR é transitivo indireto. Alguns estudiosos da língua também permitem o uso de EM QUE PESE, concordando o verbo com o sujeito (= coisa).

Exemplos:
EM QUE PESE ÀS declarações do governador, todos irão às ruas.
EM QUE PESEM as declarações do governador, todos irão às ruas.

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Dúvidas GRAMATICAIS

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1)
ÓCULOS
É um substantivo pluralizado por natureza. Sendo assim, os determinantes (= palavras que acompanham o substantivo) que se ligam a ele devem ficar no plural, mesmo que se trate de um objeto só.
Exemplos:
Perdi o meu óculos na praia. (ERRADO)
Perdi os meus óculos na praia. (CERTO)

2)
PORTANTO, POR TANTO
PORTANTO é uma conjunção coordenativa conclusiva.
Exemplo:
Estudaram muito, PORTANTO vão passar.

POR TANTO é a combinação da preposição POR + pronome indefinido variável TANTO.
Exemplo:
Por que tu anseias POR TANTO ouro?
Por que tu anseias POR TANTA riqueza?

3)
VALE A PENA, VALE À PENA
Muita gente escreve essa expressão com crase, mas nada justifica o acento indicativo de crase (= acento grave), pois VALER é um verbo transitivo direto e A PENA é um objeto direto, em que o A é só um artigo definido concordando em gênero e número com o substantivo feminino singular PENA. VALER A PENA significa “valer o sacrifício”.
exemplo:
Sei que VALE À PENA estudar mais. (ERRADO)
Sei que VALE A PENA estudar mais. (CERTO)

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NÃO CONFUNDA!!!

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ABAIXO-ASSINADO / ABAIXO ASSINADO
ABAIXO-ASSINADO (com hífen)
Trata-se de documento assinado por várias pessoas solicitando/reivindicando alguma coisa a alguém.

ABAIXO ASSINADO (sem hífen)
É a designação dada aos que assinam o documento.

Exemplos:
Foi feito um ABAIXO-ASSINADO para que a prefeitura conclua o serviço de asfaltamento da rua, pois o acesso a ela está praticamente inviável.

Os ABAIXO ASSINADOS vêm solicitar que…

Atenção!!!
O plural de ABAIXO-ASSINADO é abaixo-assinados, pois tal substantivo é composto por advérbio + adjetivo. O mesmo vale para ABAIXO ASSINADO, cujo plural é abaixo assinados. Caso se refira a uma mulher ou a mulheres, tal expressão sem hífen varia normalmente (= abaixo assinada, abaixo assinadas).

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Comentários GRAMATICAIS

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Quando a palavra CASA tem sentido de LAR, RESIDÊNCIA, não se usa artigo definido antes dela. Conclusão: não há crase. Só poderá ocorrer crase nesse caso se a palavra CASA estiver determinada por um adjetivo ou locução adjetiva.
Exemplificando: situação em que o artigo definido passa a ser obrigatório antes dela.

ERRRADO:
Cheguei À CASA cansado.

CERTO:
Cheguei A CASA cansado.

CERTO:
Cheguei À CASA DA VOVÓ cansado.

Se a palavra CASA, contextualmente, já tiver sido identificada, mesmo indicando LAR, RESIDÊNCIA, mais à frente no texto a crase será obrigatória, se houver exigência de crase.
Exemplo:
Conheci a casa de Auxiliadora ontem à noite. Era um espetáculo a decoração. Juro que, quando eu for À CASA novamente, certamente elogiarei o bom gosto dela.

Se a palavra CASA, contextualmente, não indicar LAR, RESIDÊNCIA, mas indicar outra coisa, como um restaurante, por exemplo, a crase será obrigatória, se houver exigência de crase.
Exemplo:
Tenho muita vontade de comer naquele restaurante, porque quem foi À CASA disse que as comidas são de primeira qualidade.

Caso haja um pronome possessivo antes da palavra CASA, a crase será facultativa, pois se pode ou não colocar artigo definido antes do pronome possessivo.
Exemplo:
Eles não se referem À SUA CASA, mas sim à dela. / Eles não se referem A SUA CASA, mas sim à dela.

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Empregando… DEVIDO A

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ERRADO
DEVIDO O imprevisto que surgiu…

CERTO
DEVIDO AO imprevisto que surgiu…

Explicando…
A preposição A é parte necessária da locução prepositiva DEVIDO A. Essa preposição combina-se com o possível artigo, formando AO, AOS, À, ÀS. Mantém-se apenas A (sem acento grave) quando não ocorre artigo. Exemplos: DEVIDO AO problema; DEVIDO AOS problemas; DEVIDO À crise; DEVIDO ÀS crises; DEVIDO A circunstâncias adversas; DEVIDO A existirem sérias dificuldades etc.

Lembrando…
Não se esqueça da preposição “a”: Devido ao mau estado da estrada, não pude chegar a tempo (e não “devido o mau estado”) / Devido às chuvas, aquelas ruas ficaram intransitáveis (e não “devido as”).

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Relembrando… uso do PORQUE

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Teste:
Marque a opção CORRETA.
(a) Diga-me porque você está tão nervoso.
(b) Diga-me por que você está tão nervoso.

Explicando…
Há quatro grafias – POR QUE, PORQUE, POR QUÊ e PORQUÊ.

1) POR QUE
a) Usa-se para fazer uma pergunta, direta ou indireta.
Por que você não me esperou?
Quero saber por que você não me esperou.
Por que essa tristeza?
Conte-me por que essa tristeza.

b) Emprega-se, também, para substituir PELO QUAL, PELOS QUAIS, PELA QUAL, PELAS QUAIS, POR QUAL, POR QUAIS.
As dificuldades por que passei… (= PELAS QUAIS)
Ignoro por que razões ela fez isso. (= POR QUAIS)

2) POR QUÊ
É também interrogativo e se emprega sempre que vier imediatamente seguido do sinal de interrogação (na interrogação direta) ou de ponto final (na interrogação indireta).
Você está triste. Por quê?
Você está triste. Diga-me por quê.

3) PORQUE
É empregado para se dar uma resposta ou explicação.
– Por que você não me chamou?
– Não o chamei porque você estava ocupado.

Não comprei a casa porque ela é muito pequena.
Deixem-me agora porque já estou atrasado.

4) PORQUÊ
Trata-se, na verdade, de um substantivo, sinônimo de “causa”, “razão”, “motivo”. É por isso que vem precedido de artigo.
As crianças querem saber o porquê de tudo.
Tudo na vida tem um porquê.

Resposta:
(b) Diga-me por que você está tão nervoso.

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Evitando erros GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Foi apenas uma recreação AO QUAL o técnico não assistiu.

CERTO
Foi apenas uma recreação À QUAL o técnico não assistiu.

Explicando…
O pronome relativo QUAL substitui a palavra que o antecede. Deve, por isso, concordar em gênero e número com o substantivo antecedente: Esta é a música DA QUAL o povo gosta. / Estes são os livros AOS QUAIS fiz referência. / Foram abandonadas as ideias COM AS QUAIS não concordamos. No caso de “Foi apenas uma recreação À QUAL o técnico não assistiu”, ocorre a crase porque temos o artigo feminino que antecede o pronome (= a qual) mais a preposição A exigida pela regência do verbo ASSISTIR: Assistiu AO jogo; / Assistiu à recreação.

Atenção!!!
Se, em vez do verbo ASSISTIR, tivéssemos um verbo transitivo direto (= VER, PRESENCIAR etc.) não haveria preposição e, consequentemente, não ocorreria a crase: Foi apenas uma recreação A QUAL o técnico não presenciou.

2)
ERRADO
Quero saber onde, quando e POR QUE.

CERTO
Quero saber onde, quando e POR QUÊ.

Explicando…
Já sabemos que a palavra PORQUE deve ser escrita separadamente nas perguntas diretas e indiretas. A novidade é o acento circunflexo, que é obrigatório quando a palavra QUE aparece no fim da frase: Parou POR QUÊ? / Não tem de QUÊ. / Fez isso não sei POR QUÊ.

Atenção!!!
Se a sequência dos advérbios interrogativos fosse alterada, a palavra PORQUE, antes da vírgula, continuaria com o acento circunflexo: Quero saber POR QUÊ, onde e quando.

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Alguns enganos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Eu fiquei fora de SI.

CERTO
Eu fiquei fora de MIM.

Explicando…
O pronome reflexivo SI (sujeito pratica e sofre a ação verbal = ideia de A SI MESMO) é de terceira pessoa: Ele ficou fora de SI. / Ela feriu A SI MESMA. / Você iludiu A SI MESMO. / Eles ficaram fora de SI. / Eles feriram A SI PRÓPRIOS. Na primeira pessoa do singular, devemos usar o pronome MIM: Eu fiquei fora de MIM. / Eu feri A MIM MESMO. Pior ainda é o famoso “Nos SE ferimos”. O sujeito (= nós) está na primeira pessoa do plurl, e o pronome SE é de terceira pessoa. O certo é “Nós NOS ferimos” e “Ele SE feriu”.

Atenção!!!
Muita gente quer saber quando devemos usar ENTRE SI ou ENTRE ELES. A diferença é a seguinte:
a) devemos usar ENTRE SI somente quando o sujeito pratica e recebe a ação verbal: Os lutadores brigaram ENTRE SI. (“os lutadores” é o termo que exerce a função de sujeito da oração – pratica e recebe a ação de “brigar”;

b) usamos ENTRE ELES quando o sujeito é um e o complemento é outro: Nada existe ENTRE ELES (= sujeito é “nada” e o complemento é “entre eles”).

Outros exemplos:
Os políticos discutiram ENTRE SI.
Eles repartiram o prêmio ENTRE SI mesmos.
O prêmio foi repartido ENTRE ELES.
O segredo ficou ENTRE ELES mesmos.

2)
ERRADO
A filha CASOU com um rico empresário.

CERTO
A filha CASOU-SE com um rico empresário.

Explicando…
O verbo CASAR-SE é pronominal, ou seja, deve estar sempre acompanhado do pronome: Eu ME casei. / Tu TE casaste. / Ele SE casou. / Nós NOS casamos. / Vós VOS casastes. / Eles SE casaram.

Atenção!!!
Se quiser, você pode SENTAR-SE na mesa, mas está errado e é falta de educação. O que você pode fazer é SENTAR-SE À MESA. Temos, portanto, dois problemas. O primeiro é o uso errado do verbo SENTAR que, no sentido de “tomar assento” é pronominal. Portanto, eu ME sentei e ele SE sentou. Quanto à falta de educação, não fica bem “sentar-se NA mesa”. Você pode sentar-se na cadeira, mas deve sentar-se À mesa.

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Evitando erros GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Isto aconteceu no verão, ONDE o calor é bem mais intenso.

CERTO
Isto aconteceu no verão, QUANDO o calor é bem mais intenso.

Explicando…
Só devemos usar o pronome ONDE quando houver a ideia de “lugar”: Isto aconteceu na cidade ONDE ele nasceu. / Esta é a sala ONDE eles trabalham. O verão é uma das estações do ano; refere-se, portanto, a tempo, e não a lugar. Quando nos referimos a tempo, devemos usar o pronome QUANDO: Isso aconteceu em janeiro, QUANDO o ministro alterou as regras do jogo. / Viajou na primavera, QUANDO tudo fica mais florido.

Atenção!!!
É interessante notar que tanto o pronome ONDE quanto o pronome QUANDO podem ser substituídos por EM QUE: Isto aconteceu na cidade ONDE (ou EM QUE ou NA QUAL) ele nasceu. / Isto aconteceu no dia QUANDO (ou EM QUE ou NO QUAL) eles viajaram. Erradamente é dizer “isto aconteceu NA VEZ QUE ele esteve aqui. O certo é NA VEZ EM QUE ele esteve aqui.

2)
ERRADO
A campanha é EM BENEFÍCIO DA criminalidade infantil.

CERTO
A campanha é CONTRA a criminalidade infantil.

Explicando…
Só louco faz campanha EM BENEFÍCIO da criminalidade infantil. Seria uma campanha A FAVOR! Certamente tal campanha era CONTRA a criminalidade infantil. É interessante observar que a expressão CRIMINALIDADE INFANTIL é ambígua, pois podemos dar duas interpretações: crimes cometidos contra crianças ou crimes cometidos por crianças.

Atenção!!!
Por falar em ambiguidade, é bom lembrar aquela frase típica de jornalista esportivo: Técnico espera o adversário retrancado. Quero saber quem jogará retrancado. Qual dos dois times: o do técnico ou o do adversário? O técnico vai pôr o seu time na retranca e esperar o adversário ou o técnico espera (= supõe) que o adversário vá jogar na retranca?

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Alguns deslizes GRAMATICAIS

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1)
ERRADO:
Se não chovesse, eu IA ao Estádio Castelâo.

CERTO:
Se não chovesse eu IRIA ao Estádio Castelão.

EXPLICANDO…
No texto, temos a troca do futuro do pretérito pelo pretérito imperfeito do indicativo. É frequente ouvirmos: “Se não chovesse, eu IA ao Estádio Castelão” e “Se fosse permitido, eu FAZIA o trabalho”. É importante lembrar que há uma correspondência entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (= CHOVESSE, FOSSE) e o futuro do pretérito do indicativo (= IRIA, FARIA). Deveríamos, portanto, dizer: “Se não chovesse, eu IRIA ao Estádio Castelão” e “Se fosse permitido, eu FARIA o trabalho”.

Atenção!!!
O uso do pretérito imperfeito do indicativo (= IA, FAZIA, DEVIA), em substituição ao futuro do pretérito do indicativo (= IRIA, FARIA, DEVERIA é uma característica da linguagem coloquial brasileira (= linguagem informal). Devemos evitar em textos formais.

2)
ERRADO:
Só acreditarão se a galinha PÔR os ovos.

CERTO:
Só acreditarão se a galinha PUSER ovos.

EXPLICANDO…
Não devemos confundir o infinitivo (PÔR) com a forma do futuro do subjuntivo (PUSER). As orações subordinadas adverbais condicionais (iniciadas pela conjunção “se”) e temporais (iniciadas pela conjunção “quando”) pedem o verbo no futuro do subjuntivo: se eu PUSER, quando eu FIZER, SE nós DISSERMOS,, quando ele FOR etc. No caso do verbo PÔR, é importante lembrar que a regra também se aplica aos derivados: DEPOR, DISPOR, COMPOR, REPOR, IMPOR etc. Assim sendo, o correto é “quando ele DEPUSER na CPI”, “se eu DISPUSER de tempo”, “quando eles COMPUSEREM o samba”, “quando ele REPUSER o dinheiro”, “se o zagueiro não se IMPUSER em campo”.

Atenção!!!
Se a galinha é poedeira, é porque põe ovos. Se COLOCASSE ovos, seria “uma galinha colocadeira”. No português falado no Brasil, o uso excessivo do verbo COLOCAR pode causar alguns constrangimentos. Essa história de “fazer colocações” é muito desagradável. É melhor “opinar, falar, perguntar, argumentar, apresentar suas ideias, expressar sua opinião etc.

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