Dia dos Pais: Israel e MEU PAI 2

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A POSIÇÃO POLÍTICA DE ISRAEL

Enquanto a fórmula pacífica das grandes potências procura afirmações definitivas para conduzir o conflito político do Oriente Médio à mesa das conversações diplomáticas, tentando assegurar o cessar-fogo, enquanto Moscou e Washington, principalmente, intensificam esse programa de entendimentos entre árabes e israelenses, enquanto os judeus ainda lutam contra o chamado “mundo árabe” mantendo nas frentes de batalha uma posição mais cômoda, mais firme, progredindo nas ofensivas, sustentando uma brava e heroica resistência, enquanto mais difícil para os árabes a sustentação da chamada “unidade árabe”, abrindo claros, criando atritos no programa de suas decisões, enquanto tudo isto está acontecendo e tudo isto tende a criar mais dificuldades para os “mediadores da paz”, relemos as declarações do primeiro-ministro Golda Meir no Parlamento de Israel em 16.10.1973.

Uma identificação política precisa. Enquanto se lhe ouviam as palavras lá no deserto, nas fronteiras intensivamente, o choque violento entre árabes e israelenses. A luta submetida a todos os sacrifícios e a todas as renúncias. E lá adiante, na frente sul, diziam os informativos, a guerra em pleno fragor. No Parlamento, a palavra de Meir.

“Não é preciso uma imaginação fértil – afirmava Golda Meir para compreender o destino que estaria reservado ao Estado de Israel caso os exércitos egípcios tivessem conseguido sobrepujar as Forças de Defesa de Israel ao longo do Sinai e se tivessem avançado com todo o seu poderio em direção às fronteiras de Israel”.

E adiante: “Não nos restam dúvidas de que a guerra foi novamente empreendida contra a existência em si do Estado Judeu. Esta é uma guerra causada pela nossa existência como Estado e Nação. Os governantes árabes proclamam que seu objetivo se limita a alcançar as linhas de 4 de junho de 1967, entretanto, sabemos qual o seu verdadeiro objetivo: a total subjugação do Estado de Israel. Temos que compreender esta verdade, e é nosso dever fazer com que a compreendam todos os homens de boa vontade que tendem a ignorá-la. Temos que compreender essa verdade em toda a sua gravidade, a fim de poder seguir recrutando entre nós mesmo e entre o povo judeu todas as forças e recursos necessários para sobrepujar os nossos inimigos, para redobrar a luta até que tenhamos vencido os agressores”.

E os israelenses compreenderam isto. Os homens de boa vontade já entenderam isto. O povo judeu já sentiu isto. E a agressividade e a resistência israelense comprovam e realizaram todo um maior esforço para em nada ceder, para manter intactas todos estes valores de determinações históricas. A unidade judaica é uma afirmação de decisões inflexíveis. E a luta prossegue, os avanços prosseguem, todo um povo na contribuição decisiva.

E Meir denuncia: “A União soviética deseja aproveitar-se da guerra contra Israel. Todos ainda se recordam perfeitamente do mal-intencionado papel desempenhado pela União Soviética na criação das condições que levaram à Guerra dos Seis Dias. E qualquer pessoa sensível está a par do papel que a União Soviética vem desempenhando nos acontecimentos subseqüentes”. Sim, mais uma vez, lá estavam os soviéticos na montagem da perigosa excursão. Lá estavam os técnicos, as armas, os planos, e todo um estratagema cuidadoso. Um pouco antes do “avanço”, da “bravura árabe”, os soviéticos saiam do Cairo, faziam a viagem das aparências. Mas na “surpresa”, lá estavam os israelenses para impedir o “êxito desejado”. E travou-se o grande choque. Era a resistência nas suas últimas conseqüências. E os árabes pararam nesta resistência. Daí por diante tudo foi mais difícil. Foi isto. E isto salvou Israel do envolvimento.

E mais adiante: “Estou certa de que quando consigamos levar nossos inimigos as bordas de um colapso, os representantes de diversos países não se demorarão a oferecer-se como voluntários para salvar nossos agressores por meio de um cessar-fogo”. E isto está acontecendo. O poderio das Forças de Defesa de Israel provocando o pânico e promovendo a corrida da “política diplomática” para acenar um cessar-fogo de imediato, para que haja, agora, os entendimentos, as conversações num clima de paz. Haverá isto? Difíceis as previsões.

(Artigo de Paulo Augusto Nascimento Moraes, publicado no jornal “O Estado do Maranhão”, em 28/10/1973)

 

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Dia dos Pais: Israel e MEU PAI

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UMA SITUAÇÃO QUE PERMANECE

A situação no Oriente Médio é ainda a mesma. Não foi possível o restabelecimento das conversações nem mesmo o interesse das Nações Unidas, para apresentar soluções viáveis, conseguiu êxito. Nenhum progresso foi feito para abreviar os resultados que pareciam encaminhar-se para um resultado satisfatório. Não. Tudo continua concentrado no programa das indecisões. E um comentarista afirmou que “depois que a Índia, com o apoio soviético, ignorou a decisão das Nações Unidas, recomendando a suspensão das hostilidades e a retificação das forças militares para as posições anteriores à guerra reduziram-se ainda mais as esperanças de Israel no organismo mundial”. Com o governo israelense, as suas dúvidas e as suas incertezas.

É o quadro político em tela. Apenas com Israel o fortalecimento de sua luta em favor de soluções honestas. Há, ainda, a resistência para não aceitar as imposições soviéticas e as que partem, com insistência, do governo do Egito. Com Israel, perdura ainda a mesma tese: a conversação direta com os árabes. É a posição que poderia impedir o deslocamento para o registro de uma situação muito mais difícil. Entretanto com o Egito a insistência para exigir atendimentos absurdos. Não há a mensagem construtiva. Não há o funcionamento de um esquema político compensador para ambos. Não. Há, é esta a verdade, o funcionamento das ameaças e das hostilidades.

Apesar de tudo isto, divulgou-se na semana passada que Israel estaria disposto a negociar. Disposto a assinar um tratado que permita a reabertura do canal de Suez ao tráfego internacional, incluindo, diz a nota telegráfica, possíveis acordos destinados a criar uma força de supervisão para zelar pela observação de seus termos. O Estado judaico, esclarece o informativo, também está disposto a reiniciar, a qualquer momento, as negociações sob mediação do embaixador Gunnar Jarring. As duas informações estão contidas em um comunicado “assinado” pela primeira-ministra Golda Meir e distribuído na ONU.

Há, com o governo israelense, a contribuição para que se encontre uma solução democrática, que haja, de verdade, a melhor maneira de ajudar para que árabes e israelenses encontrem o caminho certo e definitivo para a paz no Oriente Médio. É o melhor pensamento. A melhor mensagem. O certo é que os árabes não querem a guerra, e os soviéticos alimentam o continuísmo do quadro político para poder contar com a colaboração de Sadat para alargar suas áreas de influência. É o pensamento soviético. E não é outra, assim nos parece, a conduta norte-americana, com os dois “camaradas”, o jogo das flutuações, o jogo dos lances complicados. Apenas com Israel, a permanência do mesmo pensamento: a conversa com os árabes. Mas com Sadat, as suas implicações e a “guerra fria” de suas intransigências.

Todavia, em Telavive, o general Moshe Dayan, ministro da Guerra de Israel, afirmou que “é bastante provável que o Egito reinicie as hostilidades nos próximos dias”. A opinião de Dayan coincide com os pontos de vista da maioria dos observadores diplomáticos, os quais acreditam que “com a Índia praticamente senhora da situação no conflito indo-paquistanês, a União Soviética está com as mãos livres para agir no Oriente Médio”.

É preciso lembrar que na véspera, 18 países africanos apresentaram à Assembleia Geral das Nações Unidas, um projeto da resolução que prevê a completa retirada israelense dos territórios árabes ocupados na guerra de 1967. Enquanto isto, como havia de ser, o representante israelense, Joseph Tekoah, disse que a proposta “é inaceitável”. É a afirmação de sempre. Não poderá haver a devolução de territórios ocupados.

Nenhuma dúvida mais sobre isto. Com Sadat, o ódio nássere, a obsessão nássere, a conversa simples, honesta com os árabes. Mas contra este dispositivo do governo do Egito, ainda, mais fortalecida a resistência cívica e patriótica de Israel.

Espera-se que os esforços empreendidos procurem uma solução política, capaz de afastar os desenganos. Mas é com Israel que está a afirmação democrática, a conversa direta com os árabes. Apenas isto que está faltando.

(Artigo de Paulo Nascimento Moraes - publicado no “Jornal do Dia”, 18/12/1971 – sábado)

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As duas são POSSÍVEIS

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1) RATIFICAR ou RETIFICAR
Ratificar
- confirmar, comprovar
As chuvas RATIFICARAM a previsão da entrada de uma frente fria.

Retificar - corrigir, emendar, consertar
RETIFICOU, em uma errata, parte das informações publicadas.

2) POSSÍVEL ou EVENTUAL
Possível -
provável
Flávio Araújo é um POSSÍVEL candidato à presidência do Sampaio.

EVENTUAL - casual, ocasional
Renan é uma presença EVENTUAL nos congressos.

3) IMPORTUNO ou INOPORTUNO
Importuno
- que incomoda, insuportável
Sua presença era IMPORTUNA.

Inoportuno - num tempo inadequado, intempestivo
Eles riram num momento INOPORTUNO.

4) DESTRATAR ou DISTRATAR
Destratar
- insultar
DESTRATAVA seus funcionários.

Distratar - rescindir um contrato
Precisamos DISTRATAR com urgência este contrato de aluguel.

5) TRAZ ou TRÁS
Traz
- forma do verbo “trazer”
Ela TRAZ os cabelos presos.

Trás - preposição (= atrás, detrás, após, depois) / expressa ideia de lugar
Volta a São Luís anos TRÁS ano.
Ele veio por TRÁS e me assustou.

 

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Conjugando alguns VERBOS

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ABOLIR
Não tem a 1a. pessoa do singular do presente do indicativo. Portanto, não tem o presente do subjuntivo nem o imperativo negativo.

Presente do indicativo: tu ABOLES, ele ABOLE, nós ABOLIMOS, vós ABOLIS, eles ABOLEM
Imperativo afirmativo: ABOLE (tu), ABOLI (vós)

Conjuga-se, normalmente, nos outros tempos: ABOLI, ABOLIAM, ABOLIREI, ABOLIRIA, ABOLISSE etc. Se precisar usar esse verbo nas formas que faltam, substitua-o por um sinônimo, como SUPRIMIR, ANULAR ou REVOGAR.

ABRANGER
É verbo regular, mas cuidado com o uso do “j” (e não “g”) antes do “a” e do “o”.

Presente do indicativo: ABRANJO, ABRANGES, ABRANGE, ABRANGEMOS, ABRANGEIS, ABRANGEM
Presente do subjuntivo: ABRANJA, ABRANJAS, ABRANJA, ABRANJAMOS, ABRANJAIS, ABRANJAM
Imperativo afirmativo: ABRANGE (tu), ABRANJA (você), ABRANJAMOS (nós), ABRANGEI (vós), ABRANJAM (vocês)
Imperativo negativo: não ABRANJAS (tu), não ABRANJA (você), não ABRANJAMOS (nós), não ABRANJAIS (vós), não ABRANJAM (vocês)

Nos outros tempos, usa-se sempre “g”: ABRANGI, ABRANGEU, ABRANGIA, ABRANGERÁ, ABRAGERIA, ABRANGESSE etc.

ACUDIR
Presente do indicativo: ACUDO, ACODES, ACODE, ACUDIMOS, ACUDIS, ACODEM
Presente do subjuntivo: ACUDA, ACUDAS, ACUDA, ACUDAMOS, ACUDAIS, ACUDAM
Imperativo afirmativo: ACODE (tu), ACUDA (você), ACUDAMOS (nós), ACUDI ( vós), ACUDAM ( vocês)
Imperativo negativo: não ACUDAS (tu), não ACUDA (você),  não ACUDAMOS (nós), não ACUDAIS ( vós), não ACUDAM (vocês)

Nos outros tempos, mantém o “u” em todas as formas: ACUDI, ACUDIA, ACUDIREI, ACUDIRIA, ACUDISSE etc.

ADQUIRIR
Presente do indicativo: ADQUIRO, ADQUIRES, ADQUIRE, ADQUIRIMOS, ADQUIRIS, ADQUIREM
Presente do subjuntivo: ADQUIRA, ADQUIRAS, ADQUIRA, ADQUIRAMOS, ADQUIRAIS, ADQUIRAM
Imperativo afirmativo: ADQUIRE (tu), ADQUIRA (você), ADQUIRAMOS (nós), ADQUIRI (vós), ADQUIRAM (vocês)
Imperativo negativo: não ADQUIRAS (tu), não ADQUIRA (você), não ADQUIRAMOS (nós), não ADQUIRAIS (vós), não ADQUIRAM (vocês)

 

 

 

 

 

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Preposições com alguns VERBOS

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Regência é a relação de subordinação que se estabelece entre uma palavra (verbo ou nome) e seus complementos. Essa relação pode ser expressa diretamente (= sem preposição) ou indiretamente (= com preposição).

1) ABRAÇAR (alguém) ou ABRAÇAR-SE A (alguém)?
As duas formas são aceitas, no sentido de ENVOLVER nos braços. Elas diferem no tipo de complemento.
Exemplos:
A mãe ABRAÇOU a criança para protegê-la.
A criança ABRAÇOU-SE à mãe em busca de proteção.

2) AGRADAR A (alguém) ou AGRADAR (alguém)?
As duas formas são possíveis.
a) AGRADAR A (com preposição) = SATISFAZER:
O discurso do ministro não AGRADOU Aos professores.

b) AGRADAR (sem preposição) = FAZER AGRADO, ACARICIAR:
O treinador AGRADAVA o cachorro.

3) AGRADECER A (alguém) ou AGRADECER (alguém)?
Existem três formas possíveis.
a) AGRADECER pede complemento de PESSOAS com preposição “a”:
Ele AGRADECEU Ao tio.

b) AGRACEDER com complemento de COISA (aquilo que se agradece), não é regido de preposição:
Ele AGRADECEU o presente.

c) AGRADECER pode ocorrer com dois complementos:
Ele AGRADECEU o presente Ao tio.

 

 

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Erros de LINGUAGEM

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“Preservar a língua portuguesa dos vícios de linguagem é uma necessidade que se impõe de foma crescente, pois é crescente o número de erros em processo de consagração, empobrecendo o idioma e tornando cada vez mais complexas suas normas”.

1) Você deve tirar a pressão todos os dias.
Tira-se, ou melhor, corrige-se a pressão com diuréticos e outros medicamentos próprios para isso, assim como a febre é tirada com antitérmicos. Pelo menos é assim que recomendam os médicos. Os aparelhos são usados para MEDIR ou VERIFICAR a pressão, a febre etc.

2) Tirar as impressões digitais.
Como gostam do verbo TIRAR! Não se pode imaginar alguém tirar as impressões digitais sem sangria. É preferível que se COLHAM as impressões digitais.

3) A equipe perdeu em pleno Maracanã.
PLENO significa CHEIO, COMPLETO. Na frase, tem acepção totalmente diferente, pois não há intenção de informar sobre a lotação do Maracanã, mesmo porque a expressão é frequentemente usada quando o estádio está vazio.

4) Esse sujeito é um tratante;
Em tempos mais remotos, TRATANTE era um cidadão respeitado pelo seu alto grau de confiabilidade. O termo era utilizado para designar os procuradores das partes envolvidas em negócios de vulto, sendo escolhidos justamente em função do conceito de honestidade que ostentavam. Seguramente por causa de algumas “tratativas” mal conduzidas, o bom conceito do TRATANTE de antigamente evoluiu para o do TRATANTE de hoje: CANALHA, VELHACO, entre outras ofensas.

(FONTE: “Os pecados da língua”, Ledur e Sampaulo)

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Linguagem ESPORTIVA

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Em tempo de Copa…

1) “ACERTARAM a cabeça do árbitro”.
O verbo ACERTAR (como transitivo direto) é usado nos seguintes casos: ACERTAR o endereço; ACERTAR a bainha da saia; ACERTAR o relógio; ACERTAR o passo; ACERTAR as contas. No sentido “dar golpes”, “soco”, “murro”, “tiro” etc., é transitivo indireto; emprega-se com a preposição “em”: ACERTARAM na cabeça do árbitro.

2) “O futebol brasileiro é MAIS superior do que o argentino”.
SUPERIOR e INFERIOR, além de não aceitaram modificadores (como “mais” e “menos”), usam-se com a, e não com do que: O futebol brasileiro é SUPERIOR ao argentino.

3) “O auxiliar nada pôde declarar, INCLUSIVE porque não viu nem ouviu nada”.
O termo INCLUSIVE, nessa frase, está mal-empregado. O correto é usá-lo quando tiver o sentido de “também”: Todos foram expulsos, INCLUSIVE o técnico. Se o referido termo não puder ser substituído por “também” (como no exemplo anterior), não faça uso dele; não tem proveito: é como um feriado que cai num domingo.

4) “É pena que Pimentinha não SABE chutar EM gol”.
A expressão “é pena que” exige o verbo no subjuntivo. CHUTAR rege a preposição “a” ou “contra”: É pena que Pimentinha não SAIBA chutar A gol.

5) “O árbitro já FOI COMUNICADO da irregularidade”.
Um fato pode ser comunicado a alguém, mas ninguém pode ser comunicado de um fato. Por isso é que não se deve dizer que “o árbitro já foi comunicado da irregularidade”, mas sim “a irregularidade JÁ FOI COMUNICADA ao árbitro”.

 

 

 

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Outros verbos… CONJUGAÇÃO

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1) CAIBO ou CABO
A forma correta é CAIBO, primeira pessoa do singular do presente do indicativo de CABER, irregularidade que se estende ao presente do subjuntivo, forma derivada daquela primeira pessoa.
Eu caibo, Tu cabes, Ele cabe, Nós cabemos, Vós cabeis, Eles cabem (pres. do ind.)
Que eu caiba,  Que tu caibas, Que ele caiba, Que nós caibamos, Que vós caibais, Que eles caibam (pres. do sub.)

2) COUBE ou CABEU
A forma correta é COUBE, pois o verbo CABER não segue, no pretérito perfeito e tempos dele derivados (o mais-que-perfeito do indicativo, o imperfeito e o futuro do subjuntivo), o modelo de sua conjugação.
Eu coube, Tu coubeste, Ele coube, Nós coubemos, Vós coubestes, Eles couberam (pret. perf.)
Se eu coubesse, Se tu coubesses, Se ele coubesse, Se nós coubéssemos, Se vós coubésseis, Se eles coubessem (m-q-perf. ind.)
Quando eu couber, Quando tu couberes, Quando ele couber, Quando nós coubermos, Quando vós couberdes, Quando eles couberem (fut. subj.)

3) DESPEÇO ou DESPIDO
As duas formas são possíveis:
a) DESPEÇO (verbo DESPEDIR). O verbo DESPEDIR (bem como os verbos EXPEDIR, IMPEDIR, MEDIR, PEDIR, OUVIR e compostos) troca, na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, em todo o presente do subjuntivo e nas formas do imperfeito deste derivadas, a última consoante do radical em “ç”. Assim:
Eu despeço - que eu despeça, que tu despeças, que ele despeça…
Eu expeço - que eu expeça, que tu expeças, que ele expeça…
Eu impeço - que eu impeça, que tu impeças, que ele impeça…
Eu meço - que eu meça… que nós meçamos, que vós meçais, que eles meçam.
Eu peço - que eu peça… que nós peçamos, que vós peçais, que eles peçam.
Eu ouço - que eu ouça… que nós ouçamos, que vós ouçais, que eles ouçam.

b) DESPIDO (particípio do verbo DESPIR): Despido de preconceitos, aceitou aquela aliança.

 

 

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Conjugação de (alguns) VERBOS

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1) ADEQUA ou ADÉQUA
O verbo adequar é tido como verbo defectivo, ou seja, ele não existe em todas as formas. Só pode ser usado nas formas arrizotônicas, isto é, nas formas em que a tônica incide na vogal que vem após o “qu”, como adequar, adequamos, adequei, adequaram, adequasse, adequado. Assim, pelas normas do padrão culto, não se pode dizer “eu adéquo”, “eles adéquam”. É mais seguro evitar essas formas.

Sugestão:
O verbo adequar pode ser substituído por adaptar(-se), ajustar(-se), harmonizar(-se).

Quando você tiver que dizer frases do tipo…
Este palavreado não se ADEQUA a sua posição social, deve usar um sinônimo, como AJUSTA, ADAPTA-SE ou a locução É ADEQUADO:
Este palavreado não SE AJUSTA a sua posição social.
Este palavreado não É ADEQUADO a sua posição social.

2) INTERVEIO ou INTERVIU
A forma correta é INTERVEIO, pois INTERVIR e os demais derivados do verbo VIR seguem a conjugação do primitivo: Eu VIM, Tu VIESTE, Ele VEIO, Nós VIEMOS, Vós VIESTES, Eles VIERAM; Eu INTERVIM, Tu INTERVISTE, Ele INTERVEIO, Nós INTERVIEMOS, Vós INTERVIESTES, Eles INTERVIERAM.

3) TINHA TRAZIDO ou TINHA TRAGO
A forma correta é TINHA TRAZIDO, pois o verbo TRAZER só apresenta um particípio: TRAZIDO.

 

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Palavra feminina… A MASCOTE

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Mascote é palavra feminina
São vários os substantivos que oferecem dúvida quanto ao gênero. Em tempo de Copa do Mundo, é bom ficar atento ao gênero da palavra “mascote”, que, de origem francesa, é FEMININA.

DICIONÁRIO “AURÉLIO”
Mascote [Do fr. mascotte.]
Substantivo feminino
1. Pessoa, animal ou coisa a que se atribui o dom de dar sorte, de trazer felicidade: “mascotes, muitas vezes de bicho, revelando procedência totêmica, ou de bruxas, … são comuns e agora de uso nos automóveis.” (Renato Almeida, Inteligência do Folclore, p. 44). 2. Animal ou objeto de particular estimação de uma pessoa ou de um grupo. 3. Bot. Planta da família das cucurbitáceas (Gurania malacophylla).

DICIONÁRIO DE USOS DO PORTUGUÊS DO BRASIL – Francisco S. Borba
MASCOTE
Nf pessoa, animal ou coisa que, segundo a crença, traz sorte ou felicidade; amuleto: São chinelos, cofrezinhos de madeira, [...] bonecas, mascotes, imagens de São Damião e São Cosme (MRF); ele invadiu a jaula de um tigre chamado “Michael” – espécie de mascote do Campus da Universidade Estadual (PLA)

DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA – Academia Brasileira de Letras (2ª edição (2008)MASCOTE [ó]
sf 1 Pessoa, animal ou objeto que, segundo se crê, são portadores de boa sorte e felicidade: Ela traz sempre na bolsa uma pedra de jade como mascote. 2 Pessoa, animal ou coisa tomados como emblema ou símbolo de grupo, instituição, evento etc.: A figura estilizada do sol é mascote dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. 3 Moça ou rapaz geralmente com uniforme típico, que abre ou acompanha um desfile, um jogo etc.: a mascote do time; a mascote do regimento.

DICIONÁRIO “MICHAELIS”
mas.co.te   sf   (fr mascotte)
1 pop Pessoa, animal ou coisa que, segundo se crê, dá sorte, ou traz felicidade; amuleto, talismã. 2 Bot Planta cucurbitácea (Guarania malacophylla).

DICIONÁRIO “HOUAISS”
MASCOTE
Acepções■ substantivo feminino
1 pessoa, animal ou coisa que se considera como capaz de proporcionar sorte, felicidade 2 pessoa ou animal de estimação Ex.: uma cadelinha branca era a m. do regimento 3 Rubrica: angiospermas. trepadeira (Gurania malacophylla) da fam. das cucurbitáceas, nativa da Amazônia, de folhas ovais e flores avermelhadas em glomérulos globosos, cultivada como ornamental

Etimologia fr. mascotte (1867) ‘pessoa, animal ou coisa que se considera trazer boa sorte’, do provç. mascoto ‘sortilégio’, der. de masco ‘feiticeira’; ver mascar-

Homônimos mascote (fl. mascotar)

DICIONÁRIO “CALDAS AULETE”
MASCOTE (mas.co.te)
1 Pessoa, animal ou coisa a que se atribui o dom de trazer sorte: mascote oficial das olimpíadas. 2 Animal de estimação. 3 Bot. Planta (Guarania malacophyla) da fam. das cucurbitáceas, de flores avermelhadas. [F.: Do fr. mascotte. Hom./Par.: mascote (sm.), mascote (fl. de mascotar).]

Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) – 5ª Edição (2009)
mascote s.f.

 

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