Evitando erros GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Ele torce muito PARA o Moto Club.

CERTO
Ele torce muito PELO Moto Club.

Explicando…
Certo mesmo ele estaria se torcesse pelo Sampaio Corrêa ou pelo Vasco da Gama (os meus times!!!). O importante é que você saiba que não se torce PARA. Torcemos, sempre, POR alguma coisa.

Alerta!!!
Outro erro que ouvimos, com frequência, no meio esportivo é o tal de “o torneio será decidido NO saldo de gols”. No entanto, o correto é decidir o torneio PELO saldo de gols. É importante lembrar que se vence, perde ou empata POR qualquer placar. O correto, portanto, é dizer que “o Vasco venceu por três a zero”, “meu time perdeu por quatro a um” e “as equipes empataram por zero a zero”.

2)
ERRADO
Ele pediu a BENÇÃO ao padre.

CERTO
Ele pediu a BÊNÇÃO ao padre.

Explicando…
Toda palavra paroxítona terminada em ÃO deve ser acentuada graficamente: SÓTÃO, ÓRGÃO, ÓRFÃO, BÊNÇÃO. É importante lembrar que til é sinal de nasalização e não acento gráfico. Há quem pense como pode a palavra BÊNÇÃO ter dois acentos? Na verdade, há apenas um acento gráfico, que é o circunflexo.

Alerta!!!
O certo é ACÓRDÃO ou ACORDÃO? Nesse caso, depende. Em linguagem jurídica, temos o ACÓRDÃO, que é “a decisão final proferida sobre um processo por tribunal superior, que funciona como um paradigma para resolver casos análogos”. O plural de ACÓRDÃO é ACÓRDÃOS. Já o ACORDÃO, sem acento agudo, seria o aumentativo de ACORDO, um “grande ACORDO”. Nesse caso, o plural é ACORDÕES.

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Enganos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
A POLÍCIA civil e militar foram chamadas.

CERTO
AS POLÍCIAS civil e militar foram chamadas.

Explicando…
Quando um substantivo é seguido de dois ou mais adjetivos, temos duas opções: ou empregamos o substantivo no plural ou deixamos o substantivo no singular e repetimos o artigo. Assim, o correto é dizer: “AS POLÍCIAS civil e militar foram chamadas” ou “A POLÍCIA civil e A militar foram chamadas”. Podemos dizer: “AS bandeiras brasileira, argentina e uruguaia foram hasteadas” ou “A bandeira brasileira, A argentina e A uruguaia foram hasteadas”.

Alerta!!!
Podemos aplicar regra semelhante com os numerais: “primeiro e segundo GRAUS” ou “NO primeiro e NO segundo GRAU”, “quinta e sexto ANDARES” ou “NO quinto e NO sexto ANDAR”, “sétima e oitava SÉRIES” ou “A sétima e A oitava SÉRIE”.

2)
ERRADO
Está fazendo zero GRAUS.

CERTO
Está fazendo zero GRAU.

Explicando…
ZERO é singular. Da mesma forma que dizemos ZERO HORA, devemos falar ZERO GRAU. Vamos observar as comparações: UMA HORA = UM GRAU = UM REAL; DUAS HORAS = DOIS GRAUS = DOIS REAIS.

Alerta!!!
Se ZERO é singular, é bom tomar alguns cuidados. Um programa que vai das 22h às 24h (das vinte e duas horas às vinte quatro horas) pode ir das 22h à 0h (das vinte e duas horas à zero hora).

3)
ERRADO
Ele considerou ESTRANHO a troca.

CERTO
Ele considerou ESTRANHA a troca.

Explicando…
É um caso simples de concordância nominal. O adjetivo (= estranho) deve concordar em gênero e número com o substantivo (= troca) ao qual se refere. Se TROCA é um substantivo feminino, o adjetivo deve concordar no feminino TROCA ESTRANHA. O fato de haver uma inversão (= adjetivo antes do substantivo) não altera a regra: “… ESTRANHA a troca”. Vejamos outro exemplo: “Não havia sido REGISTRADO qualquer coisa”. Está errado também. O que não havia sido registrado foi “qualquer coisa”. Se COISA é um substantivo feminino, a concordância é obrigatória: “Não havia sido REGISTRADA qualquer coisa”

Alerta!!!
Vejamos um caso curioso. Deu num bom jornal: “A cicatrização de um problema muscular SOFRIDA no fim do ano passado está difícil”. Você percebeu o “escorregão”? Bem… A cicatrização está difícil, mas não foi a cicatrização que foi SOFRIDA no fim do ano passado. O problema muscular (= masculino) é que foi SOFRIDO no fim do ano passado. O certo, portanto, é: “A cicatrização de um problema muscular SOFRIDO no fim do ano passado está difícil”.

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Outros tropeços GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Lugares HAVIAM, mas FALTAVA torcedores.

CERTO
Lugares HAVIA, mas FALTAVAM torcedores.

Explicando…
Pelo visto, “aulas de concordância havia, mas faltavam alunos”. As regras de concordância mandam o verbo concordar com o sujeito. No caso do verbo FALTAR, o sujeito é “torcedores”. Quanto ao verbo HAVER, o problema é outro. O verbo HAVER, quando usado com o sentido de “existir”, torna-se impessoal, isto é, sem sujeito (sujeito inexistente ou oração sem sujeito). Por isso, deve ser usado sempre no singular (terceira pessoa). Da mesma forma que dizemos “há lugares” (e não “hão” lugares), devemos dizer “havia lugares”, “houve acidentes”, “haverá problemas”.

ALERTA!!!
FALTAVAM torcedores, mas FALTAVA convidar mais torcedores.
Em “FALTAVAM torcedores”, o verbo deve concordar no plural porque o sujeito (= torcedores) está no plural. No caso de “FALTAVA convidar mais torcedores”, o sujeito do verbo FALTAR é “convidar mais torcedores”. Trata-se de uma oração por causa da presença do verbo CONVIDAR. Quando o sujeito de um verbo é uma oração, a concordância deve ser feita no singular: “FALTAVA convidar mais torcedores”; “BASTA conseguir três mil pontos”; “É necessário convocar onze craques”; “ESTÁ faltando resolver duas questões”.

2)
ERRADO
Mandei ELES entrar.

CERTO
Mandei-OS entrar.

Explicando…
Após verbos causativos ou sensitivos (= MANDAR, DEIXAR, FAZER, VER, OUVIR…), devemos usar pronomes oblíquos (= o, a, os, as) como sujeito do infinitivo. A tradição gramatical condena o uso dos pronomes retos (= ele, ela, eles, elas). Assim sendo: “Deixei-O falar bastante” (em vez de “ouviu ele falar”).

ALERTA!!!
Se o sujeito do infinitivo for um substantivo plural, a concordância é facultativa: “Mandei os alunos ENTRAR ou ENTRAREM”. Segundo a tradição, o infinitivo, após verbos causativos, não deveria ser flexionado: “Mandei os alunos ENTRAR”; “Deixai VIR a mim as criancinhas”. Hoje, entretanto, é fato e a maioria dos estudiosos da nossa língua já aceita a concordância do infinitivo no plural quando antecedido de um sujeito plural: “Mandei os alunos ENTRAREM”; “A final da Copa fez os torcedores VIBRAREM muito”.

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Tropeços GRAMATICAIS

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1)
Era a cicatrização de um problema muscular SOFRIDA.

2)
Era a cicatrização de um problema muscular SOFRIDO.

Explicando…
Temos um erro absurdo de concordância nominal. O particípio SOFRIDO refere-se ao problema, e não à cicatrização. É importante lembrar que nem todas as palavras terminadas em “a” são substantivos femininos. Existem várias palavras terminadas em “a” que são masculinas: o problema, o emblema, o teorema, o telefonema, o trema etc.

Alerta!!!
Na frase “Ficou com parte do corpo PARALISADO”, temos um erro mais sutil. É outro erro de concordância nominal. O particípio “paralisado” não se refere ao corpo, e sim à parte. Ele não ficou com o corpo paralisado, e sim com parte PARALISADA. O certo, portanto, era dizer que “ficou com parte do corpo PARALISADA. É o mesmo caso de “parte do lixo está sendo REAPROVEITADA”. O que está sendo reaproveitada é parte, e não o lixo todo.

1)
Falava da nomeação de Sérgio COMO subsecretário.

2)
Falava da nomeação de Sérgio PARA subsecretário.

Explicando…
O uso de preposições sempre requer cuidados especiais. Ninguém é nomeado COMO. Toda pessoa é nomeada PARA algum coisa. É importante lembrar que COMO não é preposição. No caso de “nomear” ou “indicar”, fica clara a ideia de “finalidade”, por isso a preposição indicada é PARA: “Ele foi nomeado PARA subsecretário” e “Ela foi indicada PARA gerente.

Alerta!!!
Certa vez, ouvi um secretário de Estado afirmar: “Eu nunca o nomeei A nada”. Pelo visto, é nada mesmo, pois o certo seria “eu nunca o nomeei PARA nada”. Se você não gostou do PARA nada”, poderia ter dito “PARA coisa alguma”.

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Outros enganos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Isso provocou prejuízos NA indústria da carne.

CERTO
Isso provocou prejuízo À indústria da carne.

EXPLICANDO…
Se alguma coisa provoca prejuízo, sempre provocar prejuízo A alguém ou A alguma coisa.

ALERTA!!!
Cuidado com a preposição EM! Ela pode provocar algumas discussões desnecessárias. Na sua origem, o verbo IMPLICAR é transitivo direto: “Isso implica sacrifícios”, “Isso implica pagamento antecipado”, “Isso implica sofrimento desnecessário”.

2)
ERRADO
O empregado tinha CHEGO atrasado.

CERTO
O empregado tinha CHEGADO atrasado.

EXPLICANDO…
O particípio do verbo CHEGAR é CHEGADO, assim como o particípio de TRAZER é TRAZIDO. A tal história de “ele tinha TRAGO os documentos” é inaceitável. O correto é “ele tinha TRAZIDO os documentos”.

ALERTA!!!
O Sampaio tinha GANHO ou tinha GANHADO três partida seguidas? Quanto à língua portuguesa, as duas frases são corretas, pois o verbo GANHAR apresenta os dois particípios: GANHO e GANHADO. Use GANHO tanto com “ser” e “estar” quanto com “ter” e “haver”: O jogo foi GANHO no primeiro tempo. / O time havia GANHO a oitava partida seguida. GANHADO, embora correto, já é de uso raro, mesmo com “ter” e “haver”.

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Enganos FREQUENTES

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1)
ERRADO
O motivo da revolta É as multas.

CERTO
O motivo da revolta SÃO as multas.

EXPLICANDO…
Quando o sujeito está no singular (= o motivo da revolta) e o predicativo do sujeito (= as multas) está no plural, o verbo SER concorda com o predicativo: “O resultado da pesquisa SÃO números assustadores”; “Sua esperança SÃO apenas hipóteses”.

ALERTA!!!
Se invertermos a posição do sujeito com a do predicativo, o verbo SER deverá continuar no plural: “As multas SÃO o motivo da revolta”; “Estes dados SÃO o resultado da pesquisa”.

2)
ERRADO
O atacante ficou CARA À CARA com o goleiro.

CERTO
O atacante ficou CARA A CARA com o goleiro.

EXPLICANDO…
Não ocorre crase em expressões repetidas (“cara a cara”, “frente a frente”, “gota a gota”, “face a face”). A explicação é simples: o substantivo repetido está usado no seu sentido genérico, ou seja, sem artigo definido. Temos apenas a presença da preposição “a”. A prova disso é que o mesmo ocorre com os substantivos masculinos: “corpo a corpo”, “lado a lado”.

3)
ERRADO
REALIZARIA-SE a cerimônia na Catedral.

CERTO
REALIZAR-SE-IA a cerimônia na Catedral.

EXPLICANDO…
Quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito do modo indicativo, devemos fazer a mesóclise, ou seja, usar o pronome pessoal oblíquo átono no meio do verbo: TORNAR-ME-EI, REALIZAR-SE-Á, MANTER-SE-IA etc. Quando o verbo está no futuro do indicativo, a ênclise (pronome pessoal oblíquo átono após o verbo) está sempre errada: “tornarei-me”, “realizará-se”, “manteria-se” etc.

OBSERVAÇÃO!!!
Para quem não gosta da mesóclise, a solução é a próclise (pronome pessoal oblíquo átono antes do verbo), desde que o sujeito anteceda o verbo: “Eu ME TORNAREI o líder do grupo”; “A reunião SE REALIZARÁ amanhã”; “A cerimônia SE REALIZARIA na Catedral”.

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Explicando… aspectos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
A multidão ASSISTIU O DESFILE de todas as escolas de samba.

CERTO
A multidão ASSISTIU AO DESFILE de todas as escolas de samba.

O verbo ASSISTIR, no sentido de VER, PRESENCIAR, é transitivo indireto. Isso significa que o uso da preposição A é obrigatório. Se você ASSISTE (= VER), assiste A ALGUMA COISA. A confusão se deve ao verbo VER, que é transitivo direto. Você VÊ O DESFILE, mas ASSISTE AO DESFILE. Outro motivo que pode causar confusão é o fato de o verbo ASSISTIR ser transitivo direto quando usado no sentido de PRESTAR ASSISTÊNCIA, AJUDAR, AUXILIAR: O médico ASSISTE O PACIENTE; O advogado ASSISTE O CLIENTE.

2)
ERRADO
Isto ocorreu no verão, ONDE o calor é bem mais intenso.

CERTO
Isto ocorreu no verão, QUANDO o calor é bem mais intenso.

Só devemos usar o pronome ONDE quando houver a ideia de LUGAR: Isto ocorreu na cidade ONDE ele nasceu; Esta é a sala ONDE eles trabalham. O verão é uma das estações do ano; refere-se, portanto, a tempo, e não a lugar. Quando nos referimos a tempo, devemos usar o pronome QUANDO: Isto ocorreu em janeiro, QUANDO o ministro alterou as regras do jogo; Viajou na primavera, QUANDO tudo fica mais florido.

3)
ERRADO
Quero saber PORQUE a negociação falhou.

CERTO
Quero saber POR QUE a negociação falhou.

A palavra PORQUE, em frases interrogativas, deve ser escrita separadamente: POR QUE a negociação falhou? O detalhe a ser observado é que existem dois tipos de perguntas: as diretas, que fazemos com ponto de interrogação e as indiretas, que fazemos com certos verbos (ou locuções verbais): PERGUNTO, INDAGO, QUERO SABER, GOSTARIA DE SABER… Assim, a frase “Quero saber POR QUE a negociação falhou” é uma pergunta indireta.

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Analisando deslizes GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
“A campanha é EM BENEFÍCIO DA criminalidade infantil”.
CERTO
“A campanha é CONTRA a criminalidade infantil”.

Explicando…
Só louco faz campanha “em benefício” da criminalidade infantil. Seria uma campanha “a favor”! Obviamente, a campanha era CONTRA a criminalidade infantil. É interessante observar que a expressão “criminalidade infantil” é ambígua, pois podemos dar duas interpretações: crimes cometidos contra crianças ou crimes cometidos por crianças.

2)
ERRADO
“A PARTIR DO próximo dia 20, a Loja X apresenta nova fase”.
CERTO
“No próximo dia 20, a Loja X apresenta nova fase”.

Explicando…
A locução “a partir de” nos dá uma ideia de continuidade. Ninguém apresenta alguma coisa A PARTIR DE uma determinada data. Parece que a tal loja será apresentada no dia 20, no dia 21, no dia 22 e assim por diante. Seria possível dizer: A PARTIR DO próximo dia 20, a Loja X estará com suas portas abertas até a meia-noite”. Isso significa que a Loja X estará com suas portas abertas até a meia-noite nos dias 20, 21, 22, 23.

3)
ERRADO
“Foi apenas uma recreação AO QUAL o técnico não assistiu”.
CERTO
“Foi apenas uma recreação À QUAL o técnico não assistiu”.

Explicando…
O pronome relativo QUAL substitui a palavra que o antecede. Deve, por isso, concordar em gênero e número com o substantivo antecedente: “Esta é a música dA QUAL o povo gosta”; “Estes são os livros aOS QUAIS fiz referência”; “Foram abandonadas as ideias com AS QUAIS não concordamos”. No caso de “Foi apenas uma recreação À QUAL o técnico não assistiu”, ocorre a crase porque temos o artigo feminino que antecede o pronome (= a qual) + preposição “a” exigida pela regência do verbo “assistir”: “Assistiu Ao jogo”; “Assistiu à recreação”.

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Ortografia: como se ESCREVE…

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1)
ERRADO
Vasos com lindos COPOS DE LEITE enfeitavam a sala.
CERTO
Vasos com lindos COPOS-DE-LEITE enfeitavam a sala.

COPOS DE LEITE, sem hífen, são copos com leite. Nesse caso, copo é copo e leite é leite. Quando nos referimos à flor, é COPO-DE-LEITE com hífens. E o plural é COPOS-DE-LEITE. Segue a regra que manda pôr no plural somente o primeiro elemento da palavra composta ligada por preposição: pés de moleque, pães de ló etc.

No caso de COPO D’ÁGUA, não há hífen, mas aparece o apóstrofo, que indica a supressão de um fonema: copo de água = copo d’água, galinha de Angola = galinha-d’angola etc. É importante observar que o sinal (‘) se chama apóstrofo, e não apóstrofe – figura que consiste em dirigir-se o orador ou escritor a alguém ou alguma coisa. Apóstrofo é um sinal gráfico, e apóstrofe é uma figura de estilo semelhante a um vocativo.

ATENÇÃO!!!
Dicionário “Aurélio” registra…
copo-d’água
Substantivo masculino.
1.Bras. Lanche ou colação que se oferece em manifestação de amigos: “tem-se notícia de várias festas, danças, jantares, …. opíparos copos-d’água.” (Raul Lima, O Fio do Tempo, p. 95). [Pl.: copos-d’água.]

2)
ERRADO
O diretor EXITOU, mas assinou o contrato.
CERTO
O diretor HESITOU, mas assinou o contrato.

Diante de tanta hesitação, é possível que o diretor não alcance o êxito desejado. O verbo HESITAR (= ficar indeciso, vacilar, titubear) deve ser escrito com H e S. O substantivo ÊXITO (= RESULTADO, EFEITO) não tem H, mas deve ser escrito com X e com acento circunflexo.

Pior mesmo é se, em vez de ter hesitado, o diretor tivesse ficado “excitado” na hora de assinar o contrato. Para evitar futuras confusões, anote: ÊXITO (= sucesso, efeito), HESITAR (= vacilar, titubear) e EXCITAR (= exaltar, estimular).

3)
ERRADO
É preciso que você HAJA com mais atenção.
CERTO
É preciso que você AJA com mais atenção.

Não podemos confundir HAJA do verbo HAVER com AJA do verbo AGIR. A forma verbal AJA, sem H, é do presente do subjuntivo do verbo AGIR: que eu AJA, que tu AJAS, que ele AJA, que nós AJAMOS, que vós AJAIS, que eles AJAM. E HAJA, com H, é presente do subjuntivo do verbo HAVER: É preciso que HAJA (= exista) mais atenção.

Um animal HERBÍVORO (com H) come ERVAS (sem H). ERVA e as palavras derivadas em que aparecer a letra V no radical devem ser escritas sem H: ERVAÇAL (= local onde há muita erva), ERVAGEM (= conjunto de ervas), ERVATÁRIO (= colhedor de ervas). Devemos escrever com H as palavras derivadas em que aparece a letra H no radical: HERBÍVORO (= que come ervas), HERBÁCEO (= relativo a erva), HERBIFORME (= que tem a forma de erva), HERBÍFERO (= que produz erva).

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Lembrando… aspectos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Chegada do produto NO mercado.
CERTO
Chegada do produto AO mercado.

Explicando…
Toda “chegada” sempre se dá “a algum lugar”, e não “em algum lugar”. Em textos formais, devemos dizer que “Chegada AO Brasil”, e não “Chegada NO Brasil”.

Segundo a gramática, essa regra vale para os verbos que indiquem movimento: CHEGAR, IR, RETORNAR, DIRIGIR-SE etc. Assim sendo, devemos dizer: “O advogado ainda não chegou AO escritório”. / “Ela não vai mais A sua casa”. / “Ele retornará AO lar”.

2)
ERRADO
Ele acenava A mão para o povo.
CERTO
Ele acenava COM a mão para o povo.

Explicando…
Quando “acenamos”, sempre “acenamos” COM alguma coisa. Podemos “acenar” COM lenços, bandeiras, cabeça, mãos… Assim sendo, é impossível “acenarmos A mão”.

As preposições sempre merecem atenção redobrada. Com muita frequência, ouvimos em transmissões esportivas: “Fulano joga muito bem NA perna esquerda”. O que o narrador quer dizer é que o jogador joga muita bem COM a perna esquerda.

3)
ERRADO
Sequestro acaba COM dois mortos e três feridos.
CERTO
Sequestro acaba EM dois mortos e três feridos.

Explicando…
“Acabar COM dois mortos e três feridos” é confuso e paradoxal. O que significa “acabar COM dois mortos…”? E “acabar COM três feridos” significa execução e morte? O fato é que, quando o sequestro acabou, havia dois mortos e três feridos. A confusão se deve a dois “culpados”: o “ambíguo” verbo ACABAR e a preposição COM indevidamente empregada em lugar da preposição EM.

Cuidado com o uso excessivo do verbo TIRAR. Usamos “tiramos título de eleitor”, “tiramos pressão” etc. Quando alguém não tem o título de eleitor, em vez de “tirar”, é melhor “solicitar” sua emissão no TRE. Quanto à pressão, é melhor “medi-la”.

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