Alguns enganos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Eu fiquei fora de SI.

CERTO
Eu fiquei fora de MIM.

Explicando…
O pronome reflexivo SI (sujeito pratica e sofre a ação verbal = ideia de A SI MESMO) é de terceira pessoa: Ele ficou fora de SI. / Ela feriu A SI MESMA. / Você iludiu A SI MESMO. / Eles ficaram fora de SI. / Eles feriram A SI PRÓPRIOS. Na primeira pessoa do singular, devemos usar o pronome MIM: Eu fiquei fora de MIM. / Eu feri A MIM MESMO. Pior ainda é o famoso “Nos SE ferimos”. O sujeito (= nós) está na primeira pessoa do plurl, e o pronome SE é de terceira pessoa. O certo é “Nós NOS ferimos” e “Ele SE feriu”.

Atenção!!!
Muita gente quer saber quando devemos usar ENTRE SI ou ENTRE ELES. A diferença é a seguinte:
a) devemos usar ENTRE SI somente quando o sujeito pratica e recebe a ação verbal: Os lutadores brigaram ENTRE SI. (“os lutadores” é o termo que exerce a função de sujeito da oração – pratica e recebe a ação de “brigar”;

b) usamos ENTRE ELES quando o sujeito é um e o complemento é outro: Nada existe ENTRE ELES (= sujeito é “nada” e o complemento é “entre eles”).

Outros exemplos:
Os políticos discutiram ENTRE SI.
Eles repartiram o prêmio ENTRE SI mesmos.
O prêmio foi repartido ENTRE ELES.
O segredo ficou ENTRE ELES mesmos.

2)
ERRADO
A filha CASOU com um rico empresário.

CERTO
A filha CASOU-SE com um rico empresário.

Explicando…
O verbo CASAR-SE é pronominal, ou seja, deve estar sempre acompanhado do pronome: Eu ME casei. / Tu TE casaste. / Ele SE casou. / Nós NOS casamos. / Vós VOS casastes. / Eles SE casaram.

Atenção!!!
Se quiser, você pode SENTAR-SE na mesa, mas está errado e é falta de educação. O que você pode fazer é SENTAR-SE À MESA. Temos, portanto, dois problemas. O primeiro é o uso errado do verbo SENTAR que, no sentido de “tomar assento” é pronominal. Portanto, eu ME sentei e ele SE sentou. Quanto à falta de educação, não fica bem “sentar-se NA mesa”. Você pode sentar-se na cadeira, mas deve sentar-se À mesa.

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Evitando erros GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Isto aconteceu no verão, ONDE o calor é bem mais intenso.

CERTO
Isto aconteceu no verão, QUANDO o calor é bem mais intenso.

Explicando…
Só devemos usar o pronome ONDE quando houver a ideia de “lugar”: Isto aconteceu na cidade ONDE ele nasceu. / Esta é a sala ONDE eles trabalham. O verão é uma das estações do ano; refere-se, portanto, a tempo, e não a lugar. Quando nos referimos a tempo, devemos usar o pronome QUANDO: Isso aconteceu em janeiro, QUANDO o ministro alterou as regras do jogo. / Viajou na primavera, QUANDO tudo fica mais florido.

Atenção!!!
É interessante notar que tanto o pronome ONDE quanto o pronome QUANDO podem ser substituídos por EM QUE: Isto aconteceu na cidade ONDE (ou EM QUE ou NA QUAL) ele nasceu. / Isto aconteceu no dia QUANDO (ou EM QUE ou NO QUAL) eles viajaram. Erradamente é dizer “isto aconteceu NA VEZ QUE ele esteve aqui. O certo é NA VEZ EM QUE ele esteve aqui.

2)
ERRADO
A campanha é EM BENEFÍCIO DA criminalidade infantil.

CERTO
A campanha é CONTRA a criminalidade infantil.

Explicando…
Só louco faz campanha EM BENEFÍCIO da criminalidade infantil. Seria uma campanha A FAVOR! Certamente tal campanha era CONTRA a criminalidade infantil. É interessante observar que a expressão CRIMINALIDADE INFANTIL é ambígua, pois podemos dar duas interpretações: crimes cometidos contra crianças ou crimes cometidos por crianças.

Atenção!!!
Por falar em ambiguidade, é bom lembrar aquela frase típica de jornalista esportivo: Técnico espera o adversário retrancado. Quero saber quem jogará retrancado. Qual dos dois times: o do técnico ou o do adversário? O técnico vai pôr o seu time na retranca e esperar o adversário ou o técnico espera (= supõe) que o adversário vá jogar na retranca?

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Alguns deslizes GRAMATICAIS

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1)
ERRADO:
Se não chovesse, eu IA ao Estádio Castelâo.

CERTO:
Se não chovesse eu IRIA ao Estádio Castelão.

EXPLICANDO…
No texto, temos a troca do futuro do pretérito pelo pretérito imperfeito do indicativo. É frequente ouvirmos: “Se não chovesse, eu IA ao Estádio Castelão” e “Se fosse permitido, eu FAZIA o trabalho”. É importante lembrar que há uma correspondência entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (= CHOVESSE, FOSSE) e o futuro do pretérito do indicativo (= IRIA, FARIA). Deveríamos, portanto, dizer: “Se não chovesse, eu IRIA ao Estádio Castelão” e “Se fosse permitido, eu FARIA o trabalho”.

Atenção!!!
O uso do pretérito imperfeito do indicativo (= IA, FAZIA, DEVIA), em substituição ao futuro do pretérito do indicativo (= IRIA, FARIA, DEVERIA é uma característica da linguagem coloquial brasileira (= linguagem informal). Devemos evitar em textos formais.

2)
ERRADO:
Só acreditarão se a galinha PÔR os ovos.

CERTO:
Só acreditarão se a galinha PUSER ovos.

EXPLICANDO…
Não devemos confundir o infinitivo (PÔR) com a forma do futuro do subjuntivo (PUSER). As orações subordinadas adverbais condicionais (iniciadas pela conjunção “se”) e temporais (iniciadas pela conjunção “quando”) pedem o verbo no futuro do subjuntivo: se eu PUSER, quando eu FIZER, SE nós DISSERMOS,, quando ele FOR etc. No caso do verbo PÔR, é importante lembrar que a regra também se aplica aos derivados: DEPOR, DISPOR, COMPOR, REPOR, IMPOR etc. Assim sendo, o correto é “quando ele DEPUSER na CPI”, “se eu DISPUSER de tempo”, “quando eles COMPUSEREM o samba”, “quando ele REPUSER o dinheiro”, “se o zagueiro não se IMPUSER em campo”.

Atenção!!!
Se a galinha é poedeira, é porque põe ovos. Se COLOCASSE ovos, seria “uma galinha colocadeira”. No português falado no Brasil, o uso excessivo do verbo COLOCAR pode causar alguns constrangimentos. Essa história de “fazer colocações” é muito desagradável. É melhor “opinar, falar, perguntar, argumentar, apresentar suas ideias, expressar sua opinião etc.

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Inadequações GRAMATICAIS

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1)

INADEQUADO
Ele ADMITIU que matou mais de vinte mulheres.

MELHOR
Ele CONFESSOU que matou mais de vinte mulheres.

Explicando…
O verbo ADMITIR, nesse exemplo, significa RECONHECER, CONFESSAR. O problema é que o verbo ADMITIR possui uma carga muito leve. A frase pede um verbo mais forte. Vejamos alguns exemplos em que o verbo ADMITIR está bem empregado: O professor admitiu que errou. / A falha foi minha, ADMITIU o goleiro. / O atacante ADMITIU que não está jogando bem.

Atenção!!!
Estranho mesmo é o uso do verbo ADMITIR, que tem carga negativa, em frases positivas: Ele ADMITE que está fazendo o maior sucesso. De duas uma ou ele havia negado e só agora está reconhecendo o seu sucesso ou ele apenas DISSE (ou AFIRMOU) que está fazendo muito sucesso. Melhor é usarmos o verbo ADMITIR, no sentido de RECONHECER, apenas em frases negativas: ADMITIU o seu fracasso. / ADMITIU o seu erro. / ADMITIU o seu esquecimento.

2)
INADEQUADO
Foi o sacrifício de um bombeiro INÚTIL.

ADEQUADO
Foi o sacrifício INÚTIL de um bombeiro.

Explicando…
Em nome da clareza, devemos tomar muito cuidado com a colocação dos termos na frase. É sempre mais seguro o adjetivo acompanhar o substantivo a que se refere. Um adjetivo mal colocado pode causar mal-entendidos. O bombeiro herói foi transformado em INÚTIL.

Atenção!!!
Uma loja popular anunciava: “Roupas para homens de segunda mão”. É óbvio que de segunda mão eram as roupas. Eram roupas usadas para homens. Afinal, nunca vi uma loja especializada em roupas para homens já usados.

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Explicando aspectos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Ele chegou À São Paulo.

CERTO
Ele chegou A São Paulo.

Explicando…
O caso mais comum de crase é a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Quando isso ocorre (= crase), colocamos o acento grave (`) indicativo da crase sobre a vogal “a” (= à). No caso do verbo CHEGAR, não há dúvida quanto à presença da preposição “a”, pois quem CHEGA sempre CHEGA “a” algum lugar. A dúvida é o segundo “a”: se existe ou não o artigo “a”.

A dificuldade é saber se o nome do lugar (= país, Estado, cidade etc.) é usado com ou sem artigo. Por exemplo: nós falamos “São Paulo” (= sem artigo), o “Rio de Janeiro” (= com artigo masculino) “o”) e “a Bahia” (= com artigo feminino “a”). Isso significa que “nós chegamos AO Rio de Janeiro” (“ao” = preposição “a” + artigo masculino “o”) e “nós chegamos à Bahia” (= com acento indicativo da crase, porque existe o artigo “a” antes de Bahia).

Atenção!!!
O emprego do artigo antes de nomes de Estados, de países ou mesmo de cidades é vinculado ao uso tradicionalmente estabelecido. Não existem regras de natureza lógica que regulem isso com precisão, como, aliás, ocorre em muitos outros usos idiomáticos.

Sabemos que países como Portugal, Israel, Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor não admitem a anteposição dos artigos, diferentemente dos demais.

Os nomes das cidades, com raras exceções, não são antecedidos de artigo. Assim: “Viajou a Milão”, “Veio de Paris”, “Nunca esteve em Lisboa” etc. São exceções consagradas as cidades do Porto (Portugal), do Cairo (Egito), do Rio de Janeiro e do Recife (esta aparece das duas formas, com e sem o artigo).

Já os Estados brasileiros, em sua maioria, são antecedidos de artigo, mas há alguns que repelem o determinante. São eles: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Antes dos nomes dos Estados de Alagoas e de Minas Gerais também não se usa o artigo na maior parte das vezes – em algumas situações, normalmente de uso afetivo, esses nomes aparecem determinados por artigos: as Minas Gerais e as Alagoas.

Dica!!!
Em caso de dúvida, se há ou não o artigo “a”, podemos usar o seguinte “macete”:
1) Se você “volta da” (= preposição “de” + artigo “a”), é porque existe o artigo. Isso significa que você “vai à”;

2) Se você “volta de” (= só preposição “de”), é porque não existe o artigo antes do nome do lugar.

Testando…
1) Você volta DA Bahia, então “vai À Bahia”;

2) Você volta de Brasília, então “vai a Brasília”.

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Como se escreve… no CARNAVAL

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1) ABRE-ALAS
Dicionário “Houaiss”
n substantivo masculino de dois números
Regionalismo: Brasil.
1) adereço, adorno, dístico ou carro alegórico que, durante desfile, movimenta-se à frente de uma entidade carnavalesca (bloco, escola de samba etc.) 2) Derivação: por metonímia. grupo de pessoas que conduz esse abre-alas ou que abre o desfile da entidade carnavalesca.

2) SAMBA-ENREDO
Dicionário “Aurélio”
Substantivo masculino.
1. Bras. Samba de enredo. [Pl.: sambas-enredos e sambas-enredo.]

3) POT-POURRI
Dicionário “Aurélio”
pot-pourri[popuÈÒi] [Fr.]
Substantivo masculino.
1. Mús. Miscelânea de trechos tirados de diversas canções ou outras peças musicais. [Sin. (ingl.): medley.] 2. Mistura de coisas heterogêneas.

4) TAMBOR DE CRIOULA
Dicionário “Aurélio”
Substantivo masculino.
1. Bras. MA Folcl. V. punga2. [Pl.: tambores de crioula.]

5) VELHA-GUARDA
Dicionário “Caldas Aulete”
sf.
1 Grupo dos componentes mais antigos de uma escola de samba (velha-guarda da Mangueira) 2 Grupo de representantes mais antigos em qualquer área de atividade [Pl.: velhas-guardas.]

6) PORTA-BANDEIRA
Dicionário “Aurélio”
Substantivo masculino.
1. Oficial que conduz a bandeira do regimento. [Sin. (ant.), nesta acepç.: alferes.]

Substantivo de dois gêneros.
2. Pessoa que leva uma bandeira em solenidade ou desfile. 3. Porta-estandarte (2): “Procura a porta-bandeira / E põe a turma em fileira” (Herivelto Martins, no samba Laurindo). [Pl.: porta-bandeiras.]

7) MESTRE-SALA
Dicionário “Caldas Aulete”
sm.
1 Mestre de cerimônias. 2 Bras. Destaque de escola de samba que faz par com a porta-bandeira. 3 Ant. Oficial encarregado da etiqueta nas recepções do paço. 4 Ant. Indivíduo encarregado da direção de bailes públicos. [Pl.: mestres-salas.]

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Evitando erros GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Eles não COMPORAM o samba deste ano.

CERTO
Eles não COMPUSERAM o samba deste ano.

EXPLICANDO…
O verbo COMPOR é derivado do verbo PÔR. Os verbos derivados devem seguir os verbos primitivos. Assim sendo, se o verbo PÔR é irregular, todos os derivados (COMPOR, EXPOR, DISPOR, REPOR, ANTEPOR, CONTRAPOR etc.) deverão apresentar as mesmas irregularidades do verbo primitivo. Se a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo PÔR é “eu PONHO”, os derivados ficarão: eu COMPONHO, EXPONHO, DISPONHO, REPONHO, ANTEPONHO, CONTRAPONHO etc. Se o verbo PÔR, na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, fica “eles PUSERAM”, o certo será: eles COMPUSERAM, EXPUSERAM, REPUSERAM…

ATENÇÃO!!!
O verbo REQUERER parece ser derivado do verbo QUERER, mas não é. REQUERER não é “querer de novo”. Nos tempos do pretérito, o verbo REQUERER é regular. Não segue, portanto, as irregularidades do verbo QUERER. O pretérito perfeito do indicativo do verbo QUERER é: eu QUIS, tu QUISESTE, ele QUIS, nós QUISEMOS, vós QUISESTES e eles QUISERAM. O verbo REQUERER, por ser regular, fica: eu REQUERI, tu REQUERESTE, ele REQUEREU, nós REQUEREMOS, vós REQUERESTES e eles REQUERERAM. Isso significa que, na frase “o aluno REQUIS isenção de matrícula”, o verbo está mal empregado. O certo é “o aluno REQUEREU isenção de matrícula”.

2)
ERRADO
As lentes dos seus óculos eram VERDES-ESCURAS.

CERTO
As lentes dos seus óculos eram VERDE-ESCURAS.

EXPLICANDO…
Quando o adjetivo é composto, somente o último elemento se flexiona (= vai para o feminino e para o plural): São questões TÉCNICO-CIENTÍFICAS; Literatura LUSO-BRASILEIRA; Problemas SOCIOPOLÍTICO-ECONÔMICOS; Candidatos SOCIAL-DEMOCRATAS; Cultura GRECO-LATINA; Blusas AZUL-CLARAS…

ATENÇÃO!!!
As cores compostas só fazem plural quando o segundo elemento é CLARO ou ESCURO: Lentes VERDE-ESCURAS; Blusas AZUL-CLARAS. Quando o segundo elemento for um substantivo exercendo a função de um adjetivo, a palavra torna-se invariável, ou seja, não apresenta flexão nem de gênero nem de número: Calças VERDE-GARRAFA, VERDE-OLIVA, VERDE-MUSGO; Camisas AZUL-PISCINA, AZUL-CÉU, AZUL-MAR; Blusas AMARELO-OURO, VERMELHO-SANGUE, ROSA-CHOQUE, MARROM-BOMBOM…

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Alguns enganos GRAMATICAIS

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1)
ERRADO
Fui eu que FEZ o trabalho.

CERTO
Fui eu que FIZ o trabalho.

Explicação…
Quando o sujeito for o pronome relativo QUE, o verbo deve concordar com o antecedente:
Fui eu que FIZ; Foste tu que FIZESTE; Foi ele que FEZ; Fomos nós que FIZEMOS; Foram eles que FIZERAM; Este são os empregados que FIZERAM o trabalho.

Atenção!!!
Com o pronome relativo QUEM, temos duas opções: Fui eu quem FIZ o trabalho ou Fui quem FEZ o trabalho. O verbo pode concordar com o antecedente (EU quem FIZ) ou flexionar na terceira pessoa do singular, concordando com o pronome QUEM (eu QUEM FEZ).

2)
ERRADO
Eu fiquei fora de SI.

CERTO
Eu fiquei fora de MIM.

Explicação…
O pronome reflexivo SI (sujeito pratica e sofre a ação verbal = ideia de A SI MESMO) é de terceira pessoa: ELE ficou fora de SI; ELA feriu A SI MESMA; VOCÊ iludiu A SI MESMO; ELES ficaram fora de SI; ELAS feriram A SI PRÓPRIAS. Na primeira pessoa do singular, devemos usar o pronome MIM: EU fiquei fora de MIM; EU feri A MIM MESMO. Pior é o famoso “NÓS SE ferimos”. O sujeito (= NÓS) está na primeira pessoa do plural e o pronome SE É de terceira pessoa. O certo é: NÓS NOS ferimos e ELE SE feriu.

Atenção!!!
Quando devemos usar ENTRE SI ou ENTRE ELES?
A diferença é a seguinte:
a) devemos usar ENTRE SI somente quando o sujeito pratica a ação verbal: Os lutadores brigavam ENTRE SI (“os lutadores” é o termo que exerce a função de sujeito da oração = pratica e recebe a ação de “brigar”);

b) usamos ENTRE ELES quando o sujeito é um e o complemento é outro: Nada existe ENTRE ELES (= o sujeito é “nada”, e o complemento é “entre eles”).
Outros exemplos:
Os políticos discutiam ENTRE SI; Eles repartiram o prêmio ENTRE SI MESMOS; O prêmio foi repartido ENTRE ELES.

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Como se escreve… ANO-NOVO ≠ ANO NOVO

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Ano-Novo ou ano-novo refere-se à virada do ano, à festa de entrada. Ano novo é o novo ano, refere-se à totalidade do ano novo: “Feliz Ano-Novo e próspero ano novo”.

Ano-novo
Você sabia que a palavra Ano-novo pode significar duas coisas: a primeira delas é que pode ser sinônima de “Réveillon”, ou seja, o primeiro dia do ano. Para esse caso, escreve-se com hífen “Ano-novo”. O segundo significado é novo ano, ou seja, o ano que será transcorrido após o “Réveillon”. Para esse caso, escreve-se sem hífen!

“REDAÇÃO FORENSE E ELEMENTOS DA GRAMÁTICA” de Eduardo de Moraes Sabbag
Ele agiu com sangue-frio no ano-novo.
Devemos tomar cautela com vocábulos que comportam duplo sentido: um sentido real (sem hífen) e um sentido figurado (com hífen). Se queremos afirmar que o sangue está frio, usaremos “sangue frio”, sem hífen. No entanto, se pretendemos nos referir à calma, utilizaremos o termo “sangue-frio”, com hífen.
Da mesma forma, distinga-se “cachorro-quente” (sanduíche) de “cachorro quente” (= animal aquecido); entre outras expressões. Nesse rumo, é imperioso ressaltar que a expressão designativa da meia-noite do dia 31 de dezembro, isto é, do ano entrante é o substantivo masculino “Ano-novo”, com hífen. Tal ortografia recebe a chancela de bons dicionários e do próprio Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp 2009). Portanto, podemos falar à vontade: “Feliz Natal e próspero Ano-novo!”. Plural: anos-novos.

DICIONÁRIO “AURÉLIO”
ano-novo
Substantivo masculino.
1. O próximo ano; o ano entrante: “Estamos com sono, vamos dormir. Damos boa noite, bom ano-novo, eu abraço meu tio.” (Ricardo Ramos, Matar um Homem, p. 168.) 2. A meia-noite do dia 31 de dezembro; ano-bom. 3. O dia primeiro de janeiro; ano-bom. [Pl.: anos-novos.]

DICIONÁRIO “CALDAS AULETE”
ano-novo (a.no-no.vo) [ô]
sm.
1 Ano que começa 2 Dia 1º de janeiro ; ANO-BOM. [Pl.: anos-novos [ó].]

DICIONÁRIO “HOUAISS”
ano-novo
Acepções
■ substantivo masculino
1 ano entrante 2 meia-noite do dia 31 de dezembro; ano-bom 3 dia primeiro de janeiro; ano-bom

Gramática
pl.: anos-novos

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REFLETINDO… FELIZ NATAL!!!

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Natal: tempo de brincar com a caixa*

O tempo atual é de crise. A incerteza quanto ao futuro pesa sobre os ombros de todos com a ameaça de menor atividade econômica e desemprego. Mas o tempo é também de festa, uma festa cristã há muito associada a dar e receber presentes: o Natal. Podemos, portanto, usar a oportunidade da atual crise para repensar o papel do Natal, uma festa que passou a ser uma celebração do consumo, muitas vezes de excessos e desperdícios.

Esta talvez seja uma hora propícia para considerar como seria um Natal, uma festa em família ou entre amigos em que os desejos de consumo ficassem em segundo plano. Uma boa hora para refletir como seria o encontro com as pessoas que amamos se não houvesse a intermediação dos objetos, das coisas, dos presentes materiais. Refletir sobre o desafio de usar a imaginação e a criatividade para criar momentos felizes tendo como principais valores a simplicidade, os sentimentos e a descoberta do que é realmente importante na vida.

Aliás, como fazem as crianças, especialmente as muito pequenas. Ao ganharem um brinquedo, divertem-se muito mais brincando com a caixa do que com o próprio brinquedo. Que tal se você parasse para pensar em qual seria “a caixa” e seu Natal? Algo de valor simbólico que lhe fizesse lembrar deste Natal como uma festa especial, guardada para sempre em sua memória.

Lembro-me de um Natal com meus pais em que pedi a cada um dos membros da família que trouxesse um texto para ler na ceia, um texto próprio ou escrito por um terceiro, e que tivesse um significado especial. Nunca me esqueci daquele Natal, dos textos emocionados que cada um trouxe e que se tornaram a atração principal, muito mais do que os presentes. Lembro-me dos textos. Não lembro quais foram os presentes.

Os presentes têm o papel de traduzir o afeto que sentimos pelos outros. Por isso mesmo, na hora de presentear, por que não pensar em algo que de fato reflita o que sentimos pelo outro? Em vez de recorrer aos produtos padronizados disponíveis nos shoppings, por que não pensar em presentear a quem amamos com algo feito por nós mesmos? Ou com algo que mostre que pensamos naquela pessoa de um modo especial?

Tenho um amigo, por exemplo, que gosta muito de goiabada com queijo. Tenho certeza de que se eu o convidasse para uma ceia de Natal em que houvesse uma boa goiabada com um ótimo queijo minas ele jamais esqueceria esse fato, pensado com carinho exclusivamente para ele. Será que o que vale ser vivido não é aquilo que será lembrado?

Talvez possamos, neste Natal, iniciar uma nova forma de pensar o consumo, a forma que deverá ser a
predominante no futuro, em que substituiremos, cada vez mais, o consumo material pelo consumo imaterial, intangível, simbólico.

Uma mudança necessária, dado que, já hoje, a humanidade consome 30% a mais do que o planeta é capaz de renovar.

O mundo só será sustentável no momento em que repensarmos o estilo de vida atual, com excesso de consumo, que usa recursos naturais finitos como se infinitos fossem.

É preciso iniciar um novo tempo, com novos Natais, em que iremos presentear as pessoas não com objetos, mas com experiências: um bilhete de ônibus para um passeio ao centro da cidade, um ingresso para uma bela exposição em um museu, um texto que nos emocionou, uma palavra sincera de carinho pensada especialmente para cada pessoa. Natais em que o único consumo exagerado será o de coisas que, como por milagre, quanto mais consumimos, mais se multiplicam: amor, beleza, alegria, carinho e amizade.
Dessa forma, o presente para o outro se transforma em presente para nós mesmos, pela alegria de nos expressarmos e de compartilharmos nosso carinho e querer bem.

O Natal, assim, celebraria de fato o nascimento de algo novo, de uma nova proposta para a vida.
E não é esse, afinal, o verdadeiro significado do Natal?
(* “Folha de S. Paulo”, 19/12/2008 – HÉLIO MATTAR)

Bem… FELIZ NATAL!!!

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