INADEQUADO x ADEQUADO

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INADEQUADO
“O incêndio deixou o aeroporto totalmente ARRUINADO”.

ADEQUADO
“O incêndio deixou o aeroporto totalmente DESTRUÍDO”.

ARRUINADO não é bem ficar “em ruínas”. ARRUINADO ficou quem foi levado À RUÍNA, ou seja, quem perdeu tudo, quem perdeu todos os seus bens, quem perdeu toda a sua riqueza. Em São Luís, tivemos um triste caso de um prédio DESTRUÍDO que deixou muitas famílias ARRUINADAS, mas o proprietário da construtora…

Atenção!!!
Confundir COMPLEMENTAÇÃO com SUPLEMENTAÇÃO também pode causar algumas dores de cabeça. COMPLEMENTAÇÃO é “aquilo que complementa, aquilo que completa”. SUPLEMENTAÇÃO é “um extra, um adicional”. Receber a COMPLEMENTAÇÃO do décimo terceiro salário significa receber a segunda parte. Uma SUPLEMENTAÇÃO salarial seria um décimo quarto salário, por exemplo. Num jogo de futebol, a etapa COMPLEMENTAR é o segundo tempo; uma etapa SUPLEMENTAR seria uma prorrogação.

Qual é a diferença entre uma verba COMPLEMENTAR e uma SUPLEMENTAR?
Verba COMPLEMENTAR é a última parte daquela verba que já estava prevista. Verba SUPLEMENTAR é uma verba extra, não prevista.

 

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Emprego (facultativo) do INFINITIVO

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O infinitivo é uma das formas nominais do verbo. Pode ser impessoal ou pessoal.

a) impessoal = aquele que não tem sujeito.
Exemplo: SONHAR é o primeiro passo para a conquista.

b) pessoal = aquele que tem sujeito próprio, podendo ser flexionado ou não. Tem as mesmas desinências do futuro do subjuntivo.
Exemplo: É necessário PENSARMOS no futuro.

Bem… Vamos ao emprego facultativo…

1. Com orações subordinadas substantivas completivas nominais:
Exemplos:
Estavam ansiosos por ESTUDAR a matéria.
Estavam ansiosos por ESTUDAREM a matéria.

2. Com orações subordinadas substantivas objetivas indiretas:
Exemplos:
Obrigou os vizinhos a COLABORAR com a festa.
Obrigou os vizinhos a COLABORAREM com a festa.

3. Com as orações subordinadas adverbiais:
Exemplos:
Chegamos cedo para ASSISTIR ao jogo.
Chegamos cedo para ASSISTIRMOS ao jogo.

Alguns reclamaram sem REFLETIR sobre o assunto.
Alguns reclamaram sem REFLETIRAM sobre o assunto.

Demonstravam insegurança por ESTAR com pouco dinheiro.
Demonstravam insegurança por ESTAREM com pouco dinheiro.

OBSERVAÇÃO:
Se a oração infinitiva vier antes da principal, a flexão será obrigatória.
Exemplos:
Ao CHEGAREM, procuraram um telefone.
Sem CORRERMOS riscos, não conquistaremos a vaga.

4. Quando o verbo da oração principal é causativo (mandar, fazer, deixar) ou sensitivo (ver, sentir, ouvir):
Exemplos:
Deixei SAIR os funcionário.
Deixei SAÍREM os funcionários.
Deixei os funcionários SAIR.
Deixei os funcionários SAÍREM.

OBSERVAÇÕES:
a) Se o sujeito do infinitivo for um pronome átono, o infinitivo ficará, obrigatoriamente, no singular.
Exemplo:
Deixei-os SAIR.

b) Se o infinitivo estiver com pronome reflexivo ou recíproco, a flexão será obrigatória.
Exemplos:
Mandei meus filhos LAVAREM-se.
Mandei CUMPRIMENTAREM-se os adversários.

c) Todos os pronomes oblíquos átonos podem ser sujeito de infinitivo, até mesmo LHE. Diferentemente dos outros, no entanto, LHE só pode ser empregado se o infinitivo for transitivo direto.
Exemplos:
Mandei-lhe VISITAR os avós. (= correto)
Mandei-lhe OBEDECER aos avós. (= errado)
Mandei-lhe SAIR. (= errado)

Atenção!!!
O pronome O poderia ser usado em todas as frases.

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Como se ESCREVE…

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Vale a pena anotar algumas compostas…

I – SUBSTANTIVOS: boa-fé, má-fé, bom-tom, bem-estar, mal-estar, livre-câmbio, livre-arbítrio, lugar-comum, mais-valia, matéria-prima, castanha-do-pará, laranja-da-baía, lágrimas-de-nossa-senhora, palma-de-santa-rita, capim-limão, beija-flor, guarda-roupa, mata-cavalo, para-brisa, quebra-pedra, para-raios, vira-casaca, bota-fora, alto-forno, alto-relevo, amor-perfeito, dedo-duro etc.

II – ADJETIVOS: anglo-americano, luso-brasileiro, surdo-mudo,, sem-par, sem-pulo, sem-vergonha etc.

III – ADVÉRBIOS: assim-assim, mal-mal.

IV – INTERJEIÇÕES: zás-trás.

 

 

 

 

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Divina MÃE – 80 ANOS!!!

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DEVOÇÃO

Penso em ti, minha mãe, com a ternura dos beijos
Os teus beijos de amor, de bondade e carinhos.
Penso em ti, minha mãe, sem pensar nos desejos
Das mulheres que amei às margens do caminho.

Penso em ti, minha mãe, com os mesmos ensejos.
Com que sempre te amei, com a pureza dos ninhos.
Penso em ti, minha mãe, sem aflição e sem pejos,
Mas trazendo na fronte a coroa de espinhos.

Penso em ti, minha mãe, tua bênção pedindo…
És sombra do bem afastando os escolhos
Que, por vezes, mãe, vai meu corpo ferindo.

Mal tu sabes, porém, que na luta prossigo,
Relembrando esse amor que reluz nos teus olhos,
Que me avisa do mal, alertando o perigo!

Com o soneto de Paulo Nascimento Moraes – meu PAI, meu ESPELHO -, queremos homenagear a MARIA EMÍLIA – minha MÃE, minha SUSTENTAÇÃO!

Se for da vontade de Deus… Que possamos continuar caminhando ao lado dela por mais outros anos!!!

Que ASSIM SEJA!!!

 

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Evite erros GRAMATICAIS 2

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ERRADO:
SÃO 1h40min.

CERTO:
É 1h40min.

Plural só a partir das duas: SÃO 2 horas, SÃO 3 horas, SÃO 20 horas… Abaixo de duas é singular: É 1 hora, É 1h30min, é 0 hora. Devemos dizer que “É 1 hora da tarde” e que “SÃO 13 horas”. Não importa se no relógio é a mesma hora. “Uma” é singular, e “treze” é plural. O certo é dizer “É uma e cinquenta, mas SÃO dez para as duas” (É 1h50min = SÃO 10 minutos para as 2 horas). Quanto às abreviaturas, para “horas”, devemos usar simplesmente “h” (minúsculo, sem “s” no plural e sem ponto) e, para “minutos”, a abreviatura oficial é “min”. Os jornais, para economizar espaço, adotam algumas formas não oficiais que você deve evitar usar: 1h50 (já é aceitável), 1h50m, 1:50h, 1:50.

Cuidado!!!
Como se faz a concordância do verbo SER em 12h30min? Ou você diz que “SÃO doze horas e trinta minutos” ou “É meio-dia e meia”. “Doze horas” é plural (= SÃO doze), mas “meio-dia” é singular (= É meio-dia).

ERRADO:
Um total de mais de 80 mil pessoas PARTICIPARAM do evento.

CERTO:
Um total de mais de 80 mil pessoas PARTICIPOU do evento.

Em concordância verbal, a regra é sempre a mesma: o verbo deve concordar em pessoa e número com o sujeito. No exemplo, o sujeito do verbo PARTICIPAR é “um total de mais de 80 mil pessoas”. É um caso de sujeito simples cujo núcleo é o substantivo “total”, que está no singular. Daí a concordância lógica do verbo no singular: “Um total… PARTICIPOU”.

Cuidado!!!
Caso não houvesse a palavra “total”, ou seja, se o sujeito da oração fosse “mais de 80 mil pessoas”, o núcleo do sujeito passaria a ser “pessoas” e a concordância deveria ser feita no plural: “Mais de 80 mil pessoas PARTICIPARAM do evento”.

 

 

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Evite erros GRAMATICAIS

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ERRADO:
Vive ÀS CUSTAS DO pai.
CERTO:
Vive À CUSTA DO pai.

Embora muito usada no plural, a locução prepositiva correta é “à custa de”. É importante lembrar que as locuções prepositivas de base feminina devem receber o acento indicador da crase – o acento grave (`): à custa de, à mercê de, à base de, à procura de, à moda de etc.

ERRADO:
Ele fez de tudo para VIM ao meu programa.
CERTO:
Ele fez de tudo para VIR ao meu programa.

Não devemos confundir a forma verbal “vim” com o infinitivo “vir”. Só podemos usar a forma “vim”, quando o verbo estiver na primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: Faz mais de trinta anos que VIM para São Luís. O pretérito perfeito do indicativo do verbo “vir” fica assim: eu VIM, tu VIESTE, ele VEIO, nós VIEMOS, vós VIESTES, eles VIERAM.

ERRADO:
Diversos países MANTÉM relações com o Brasil.
CERTO:
Diversos país MANTÊM relações com o Brasil.

Todos os derivados do verbo TER (conter, deter, manter, reter, obter etc.) distinguem a terceira pessoa do singular da terceira pessoa do plural do presente do indicativo pelo acento: acento agudo no singular; acento circunflexo no plural. Assim sendo, o correto é “ele detém o poder” e “eles detêm o poder”; “o jogador retém a bola” e “os jogadores retêm a bola”; você obtém o poder” e “vocês obtêm o poder”.

 

 

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Escreva certo no CARNAVAL

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samba-enredo [De samba1 + enredo.]
Substantivo masculino.
1. Bras. Samba de enredo. [Pl.: sambas-enredos e sambas-enredo.]

escola de samba
Bras.
1. Sociedade musical e recreativa, composta de sambistas, passistas, compositores, músicos, figurinistas etc., e que promove festejos, espetáculos e desfiles (especialmente durante o Carnaval). 2. A sede duma dessas sociedades, onde em geral se praticam as músicas e danças carnavalescas, ensaiando para os desfiles do Carnaval.

porta-bandeira [De portar1 + bandeira.]
Substantivo masculino.
1. Oficial que conduz a bandeira do regimento. [Sin. (ant.), nesta acepç.: alferes.]

Substantivo de dois gêneros.
2. Pessoa que leva uma bandeira em solenidade ou desfile.

3. Porta-estandarte (2): “Procura a porta-bandeira / E põe a turma em fileira” (Herivelto Martins, no samba Laurindo). [Pl.: porta-bandeiras.]

abre-alas [De abrir + o pl. de ala.]
Substantivo masculino de dois números.
Bras.
1. Tabuleta, dístico, ou carro alegórico, que abre o desfile duma entidade carnavalesca. 2. P. ext. Grupo de pessoas que levam o abre-alas (1), ou estão sobre ele.

lança-perfume [De lançar + perfume.]
Substantivo masculino.
Bras. 1. Recipiente cilíndrico, de vidro ou de metal, que contém cloreto de etila perfumado mantido sob pressão e lançado em jato, e que se usa esp. durante o Carnaval. 2. O líquido do lança-perfume (1). [V. rodó. Pl.: lança-perfumes.]

folião [De folia + -ão2.]
Substantivo masculino.
1. Histrião, farsante. 2. Amigo da folia, dos folguedos. 3. Bras. Restr. Carnavalesco (2): Grupos de foliões alegravam os antigos carnavais.

Adjetivo.
4. Diz-se de indivíduo folião. [Fem.: foliona.]

tambor de crioula
Substantivo masculino.
1. Bras. MA Folcl. V. punga2. [Pl.: tambores de crioula.]

(FONTE: Dicionário Aurélio Eletrônico 4a. Edição)

Carnaval
sm. ‘orig. período anual das festas profanas’ ‘os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a folias, folguedos’ -vall 1542 / Do fr. carnaval, deriv. do it. carnevale // carnavalESCO XVII. Do fr. carnavalesque, deriv. do it. carnavalesco.
(FONTE: “Dicionário etimológico da língua portuguesa”, Antônio Geraldo da Cunha)

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E a ORTOGRAFIA…

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ERRADO
Buscou na ACUMPUNTURA solução para suas dores.
CERTO
Buscou na ACUPUNTURA solução para suas dores.

ACUPUNTURA é um ramo da tradicional medicina chinesa. Consiste em introduzir agulhas em determinados pontos do corpo para tratar certas doenças ou provocar efeito anestésico. É uma palavra de origem latina formada pelos elementos “acus” (= agulha) e “puntura” (= picada). O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras (ABL) registra a forma “acupunctura” também.

ERRADO
“É preciso que vocês VIAGEM hoje mesmo”.
CERTO
“É preciso que vocês VIAJEM hoje mesmo”.

A forma verbal VIAJEM deve ser escrita com “j”, porque o verbo VIAJAR se escreve com “j”. Se o verbo é VIAJAR, eu VIAJO, ele VIAJA, nós VIAJAMOS, eles VIAJAM, que eu VIAJE, que nós VIAJEMOS, que eles VIAJEM.  Todas as formas verbais devem ser escritas com “j”.

Atenção!!!
“É preciso que vocês VIAJEM hoje mesmo, e que tenham uma boa VIAGEM”. É isso mesmo. Agora, a VIAGEM se escreve com “g”. A diferença é simples: VIAJEM  com “j” é verbo; VIAGEM com “g” é substantivo. Isso quer dizer que uma VIAGEM só é boa se for com “g”. O substantivo VIAGEM se escreve com “g” como outros substantivos terminados em “-agem”: lavagem, plumagem, contagem, garagem, pesagem, passagem…

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Como se ESCREVE…

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ERRADO
“Ele é um aficcionado em computador”.

CERTO
“Ele é um aficionado por computador”.

Identificamos dois erros. O primeiro é um problema de ortografia. Embora muita gente boa fale aficcionado, como se houvesse “cc”, os nossos bons dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras, só registram a forma aficionado. O segundo problema é um erro de regência. Todo aficionado é aficionado por alguma coisa.

ERRADO
 “Não há porque impedí-lo“.

CERTO
“Não há por que impedi-lo“.

São dois erros. Sempre que houver a palavra “motivo” antes ou depois da palavra “porque”, ou mesmo subentendida, devemos escrever por que (separado): “Desconheço o motivo por que ele desistiu”; “Não sei por que motivo ele viajou”; “Não há (motivo) por que impedi-lo”. O outro erro é o acento agudo de “impedí-lo”. Não acentuamos graficamente as palavras oxítonas terminadas em “i”: Parati, aqui, eu parti, adquiri-lo, servi-lo…

 

 

 

 

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Valor dos CONECTIVOS

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Conectivos de mais de um valor – PARTE 1

COMO
1. conjunção coordenativa aditiva
Exemplo: Ele tanto digita como revisa os textos. (= oração coordenada sindética aditiva)

2. conjunção subordinativa causal
Exemplo: Como estava com sono, parou o carro. (= oração subordinada adverbial causal)

3. conjunção subordinativa comparativa
Exemplo: Sou forte como um touro. (= oração subordinada adverbial comparativa)

4. conjunção subordinativa conformativa
Exemplo: Agi como a situação pedia. (= oração subordinada adverbial conformativa)

5. pronome relativo:
Exemplo: Alegrou-me o modo como ele encarou a situação. (= oração subordinada adjetiva restritiva)

DESDE QUE
1. conjunção subordinativa condicional
Exemplo: Acharei a rua, desde que consulte o mapa. (= oração subordinada adverbial condicional)

2. conjunção subordinativa temporal
Exemplo: Admiro meu amigo desde que o conheço. (= oração subordinada adverbial temporal)

SE
1. conjunção subordinativa condicional
Exemplo: Se pedirem, eu tocarei. (= oração subordinada condicional)

2. conjunção subordinativa integrante
Exemplos:
Veja se o carro está funcionando. (= oração subordinada substantiva objetiva direta)
Não se sabe se ele concorrerá este ano. (= oração subordinada substantiva subjetiva)
Só me perguntaram uma coisa: se ela era italiana. (= oração subordinada substantiva apositiva)

 

 

 

 

 

 

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