Inglesa Jesuton canta o maranhense Tião Carvalho

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A Globalização é maior constatação que os povos andam. Ninguém é dono de coisa alguma e não se tem mais identidade neste planeta chamado Terra.

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Talento revelado em espaços públicos no Rio de Janeiro, a londrina Rachel Jesuton Amosu, artisticamente conhecida como Jesuton, de 27 anos, incluiu em seu primeiro álbum uma versão em inglês da música “Nós”, composta pelo maranhense Tião Carvalho, gravada pela paulistana Ná Ozetti e imortalizada por Cássia Eller.

Jesuton (cujo nome no dialeto nigeriano significa “filha de Jesus”). Formada em administração pela universidade de Oxford (Londres), Jesuton é um fenômeno da nova mídia. Foi lançada cantando na rua em espaços de grande trânsito do Rio, como a Largo da Carioca e Lapa, no Centro, e Largo do Machado, na zona sul. Cantava coisas de Adele, Amy Winehouse. Com a performance no youtube alcançou uma legião de fãs e logo ganhou empresária e gravadora, a Som Livre.

Jesuton, nascida em Londres, filha de um nigeriano com um jamaicana, chegou ao Rio com o marido para morrar no Chapéu da Mangueira, favela do Rio de Janeiro. Comprou uma caixinha de som e se mandou para rua a cantar agradando aos transeuntes.

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Abertas as inscrições para o Conexão Dança

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Um encontro que reúne criações em dança conectando o teatro, artes visuais, a performance e outras linguagens. Assim pode ser definido o Projeto Conexão Dança que acontece em São Luís, do Maranhão. O evento que acontece em junho abriu convocatória artística até o dia 10 de maio para intérpretes-criadores, bailarinos, performers, grupos e artistas contemporâneos, interessados em participar com propostas coreográficas, performáticas e/ou experimentais prontas ou em fase final de criação.

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Segundo o ator e bailarino Erivelto Viana, responsável pelo Conexão Dança 7, a intenção, é oportunizar a classe artística com um intercâmbio de informações com artistas locais e do resto do país convidados especialmente para o evento que já faz parte do calendário cultural da capital maranhense.

– O Conexão Dança é um conjunto de ações que estimulam trocas/reflexões em torno de conceitos/questões contemporâneas direcionadas para todos estes elementos que fazem parte do universo da dança. Acredito que este seja um festival diferenciado por conta da maneira de como foi se construindo durante essas edições, que é através de conexões estabelecidas com outros artistas que estão pensando dança no Brasil – lembrou Erivelto Viana.

Realizado pela primeira vez em 2009, o Conexão Dança não nasceu com a pretensão de se tornar um festival.

– A primeira ideia era criar um evento de intercambio com outros artistas, mas ao longo de suas edições ele foi tomando uma proporção tão grande que  acabou se transformando em festival com a participação de artistas e residências de  criação – explicou Erivelto.

Erivelto Viana acrescentou que para o Conexão Dança 7, o evento terá como foco a  discussão sobre a pesquisa (interprete/criação) e a formação (pensamento/discurso),  buscando fomentar a dança e o pensamento sobre o corpo e suas possibilidades no artista e público maranhense.

Contemplado no Programa CAIXA de Apoio a Festival de Teatro e Dança, é uma realização do BemDITO Coletivo e acontecerá de 1º a 8 de Junho de 2015 com apresentações locais, nacionais, residência artística, oficinas, conversas e videodança.

As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente pelo e-mail: conexaodanca.slz@gmail.com. Até 10 de maio de 2015. O resultado será divulgado no  www.facebook.com/conexaodanca e no site www.conexaodanca.com.br. Os selecionados serão também informados por e-mail. As apresentações serão remuneradas com valor a ser definido de acordo com o orçamento, numero de participantes e/ou estágio de criação.

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Divinas Folioas: 22 de maio, no Teatro Artur Azevedo

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No próximo dia 22, sexta-feira, ocorrerá o show Divinas Folioas, no Teatro Artur Azevedo. As cinco ilustres caixeiras-régia subirão no palco carregadas de tradição, devoção e musicalidade. O show terá a participação da cantora Rosa Reis.

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Todas elas carregam consigo uma caixa, que as acompanha nos toques em reverência ao Divino Espírito Santo. As caixeiras que participarão do show fazem parte das mais variadas casas de culto, mas também são praticamente as mesmas que realizam as festas em outras casas.

Durante o show elas vão mostrar, em uma hora de duração, um pouco do extenso ritual que envolve uma Festa do Divino. Segundo Rosa Reis, idealizadora e produtora do show, a ideia é mostrar, ainda que resumidamente, o trabalho que é conduzido pelas caixeiras-régia.

Autonomia

A caixeira-régia é a mais experiente dentro do ritual e exerce a função semelhante a de um maestro em uma orquestra regendo as demais caixeiras. Geralmente são devotas do Divino e já participam do terreiro há muito tempo. Elas têm autonomia sobre os cânticos, sabem todas as letras de cor e improvisam com naturalidade, se necessário. Possuem amplos poderes para interferir na Festa, conduzir o ritual e sabem de tudo na festa, dos preparativos, passando pela abertura da tribuna até o fechamento. São praticamente sacerdotisas.

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SLZ: Caravana da Promoção da Igualdade Racial

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A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes, está em São Luís desde a segunda-feira, dia 4/5, onde realiza atividades da Caravana Pátria Educadora pela Promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo. O objetivo é ampliar o diálogo e firmar com parcerias com o Executivo Estadual, Municipal e Sociedade Civil.

 ministra Nilma Lino Gomes. Assessoria: SEPPIR

ministra Nilma Lino Gomes. Assessoria: SEPPIR

O primeiro compromisso da ministra na segunda-feira foi um encontro com os movimentos sociais (movimento negro, de mulheres e quilombolas e matriz africana), na Casa do Maranhão, no Centro Histórico, e teve como pauta as prioridades da Seppir para o período de 2014 a 2018.

Além de reunião com os Chefes do Executivo Estadual e Municipal, para a assinatura do Termo de Adesão do Estado Maranhão ao SINAPIR (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), outro ponto importante da visita da ministra Nilma Lino a São Luís, será a solenidade de assinatura de um acordo de cooperação com a Secretaria de Estado da Educação no sentido de implementar a Lei 10.639/2003, que insere no currículo escolar o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, e as Diretrizes Curriculares Nacionais para as Comunidades Quilombolas.

E para fechar em grande estilo a visita à capital maranhense, a ministra participa na tarde desta terça-feira (5/5), da aula inaugural do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros.

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Rita Benneditto lança CD Encanto em São Luís

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Confirmados shows da turnê do novo disco de Rita Benneditto, “Encanto”, em São Luís. Serão nos dias 28 e 29 de maio, no Teatro Artur Azevedo, com produção de Elza Ribeiro (irmã da cantora), em parceria com a Guilherme Frota Produções. Clique no link e garanta o seu ingresso ou nos seguintes pontos: Rio Poty Hotel ou Shopping da Ilha (piso L4).

Márcio Vasconcelos

Márcio Vasconcelos

A turnê teve início em março, no Vivo Rio, na Cidade Maravilhosa, em show bastante concorrido e elogiado pela crítica especializada. Encanto foi lançado no ano passado, pela Biscoito Fino. É o primeiro projeto de canções inéditas lançado por Rita após o consagrado disco “Tecnomacumba”, de 2003, projeto esse que ficou em cartaz pelo país por quase dez anos.

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Norris Cole celebra 50 anos em São Luís

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O jamaicano Norris Cole, um dos membros do clássico trio vocal “The Pioneers”, festeja os 50 anos de carreira em um megaevento, neste domingo, dia 10/5, a partir das 13, na Choperia Marcelo, em São Luís, com vários convidados. Entre eles, Tinga Stewart (direto da Jamaica), banda Raiz Tribal, Lady Conceição, Norris Cole Júnior, radiola FM Nattynayfson, equipe vinil Disco Memory, DJ Jorge Black, entre outros nomes do movimento reggae na ilha.

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Norris, que adotou a capital maranhense para viver, disse que esse show é muito importante na sua trajetória com a música. Ele declarou que será uma celebração em família e o principal homenageado será o filho Norris Cole Júnior, de quem comentou ter muito orgulho. Também citou a companheira Lady Conceição, como sendo uma grande incentivadora desde o primeiro contato.

– Foi nessa cidade que conheci uma garotinha que passei a chamar de “Lady Conceição”. Foi um amor à primeira vista. Ela encheu os meus olhos e tem contribuído bastante na minha vida e no meu trabalho como músico. Da nossa união nasceu Norris Cole Júnior, que é o meu orgulho e a quem dedico esse show – ressaltou Norris.

Norris tem muita história para contar ao longo desses 50 anos. Ele é um dos primeiros cantores de reggae da Jamaica, compositor e produtor a pôr o pé no Japão, cantando e produzindo música reggae. Fez isso cinco anos antes de Bob Marley.

Produtividade

Norris Cole é responsável pela elevação (sucesso) de muitos dos melhores artistas da Jamaica. Um desses nomes é Gregory Isaacs e o álbum “All I have is love”, consagrado mundo afora. Quem também passou pelas mãos de Norris foi Márcia Griffiths, (do grupo The Wailers), Carlene Davis, Owen Gray, Eric Donaldson, Winston Groove, Johny Orlando, Dennis Brown, Donna Marie, The Pioneers, Jackie Brown, George Dekker, Tyrone Taylor, Brent Dowe, Fredy Mckay, Dennis Alcapone, Delroy Wilson, Justin Hinds, Alton Ellis, Lloyd Parks, Eclips Band, George Faith, Horace Andy, Augustos Pablo, Stanley Backford, entre tantos outros. Norris chegou a dividir o palco com John Lennon.

São Luís: a Jamaica Brasileira

Norris Cole foi adotado por São Luís, capital do Maranhão (Brasil) como sua segunda casa. Há bastante tempo que ele fica entre a Jamaica e o Maranhão. Ele é casado com a Maranhense Lady Conceição e juntos tem um filho de 12 anos,o Norris Cole Jr.

Norris Cole é reconhecido pelo mundo do reggae como um dos maiores produtores e influenciadores da musica Jamaicana, pois em qualquer país que decida residir, ele cria uma indústria de reggae em torno dele. Fez isso, em Toronto, no Canadá, quando lá morou e difundiu nomes como os de artistas como, Carlene Davis, Johnny Osborne, Nana Mclean, Leroy Brown, e na Inglaterra, expandindo o reggae com; Owen Gray, Junior Inglês, DD Dennis, Tito Simon, Johnny Orlando, The Pioneers, Christine Jah white, Jean adebambo,
The Mexicano e Country Man.

Peculiaridade

Embora sinta falta de artistas produzindo reggae em São Luís, Norris afirma que tem contribuído na cena do som jamaicano na ilha. Entre os artistas locais, ele citou e diz admirar o trabalho de Dub Brown, músico maranhense que faz um reggae com a cara do Maranhão, ou seja, na linhagem do “robozinho”, gênero batizado por quem consome reggae pras bandas de cá.

Indagado sobre o movimento reggae no Maranhão, especialmente o “robozinho”, e do significado em comemorar os 50 anos de vida musical em São Luís, Norris diz respeitar o trabalho da divulgação dos clássicos do reggae pelas radiolas e o jeito peculiar com que o maranhense cultua o gênero jamaicano. Ele disse que vai aliar no show as experiências vividas na Jamaica e em terras maranhenses.

– É convivendo com a tradição do reggae que eu aprendi a ouvir na Jamaica e com o momento do reggae vivenciado no Maranhão vou celebrar os meus 50 anos. Faremos uma festa com convidados de lá da Jamaica e de artistas maranhenses que eu aprendi a conviver e respeitar o trabalho. Será uma conexão Maranhão/Jamaica – brincou.

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Tambor de Crioula é destaque no Rio Grande do Sul

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Aconteceu no último fim de semana, em Porto Alegre, uma celebração, que reuniu as manifestações afro gaúcha e maranhense com roda de tambor de crioula, tocado com Sopapo e tambores do Candombe. O evento contou com a oficineira maranhense Carla Coreira, que vem percorrendo diferentes estados do país, realizando palestras e oficinas sobre as manifestações populares maranhenses.

Nathaly Weber/RS

Nathaly Weber/RS

O tambor de crioula é uma manifestação afro maranhense, patrimônio imaterial do Brasil, que durante muitas décadas foi proibido de se apresentar em locais públicos, perseguido pelos governos e forças de segurança, assim como era a Capoeira. Hoje, é um dos atrativos mais procurados no Estado por turistas e visitantes de todo o mundo, estando presente principalmente nos festejos de São João, mas realizado o ano todo em festas de aniversário, casamento, pagamentos de promessas ou para uma simples reunião de amigos.

Nathaly Weber/RS

Nathaly Weber/RS

O evento que aconteceu em Porto Alegre, iniciou no sábado com oficina de dança tambor de crioula. As participantes puderam conhecer um pouco mais sobre a manifestação popular e sua importância para os maranhenses, relembrando questões políticas relacionadas à escravidão e o cotidiano dos descendentes de africanos no Estado até os dias de hoje.

No domingo, a oficina foi de toques de tambor de crioula e também de manifestações afro gaúchas como os toques de Nação. Utilizando os tambores gaúchos, os participantes experimentaram o clima de uma boa roda de tambor, na festa intitulada SOPAPUNGA, uma mistura de tambor de Sopapo com a punga do tambor de crioula. Uma forma de unir ainda mais as duas culturas, mostrando também que somos de uma mesma raiz.

Nathaly Weber/RS

Nathaly Weber/RS

Durante a tarde também houve degustação de bebidas e doces maranhenses, como a cachaça tiquira que não pode faltar numa roda de tambor de crioula. Uma exposição de fotos do fotógrafo falecido RafaelBavaresco,gaúcho que viveu mais de dez anos no Maranhão e retratou o dia a dia de diversos pontos do Estado. Também rolou um bazar com produtos dos artistas envolvidos no evento e roupas e acessórios da estilista maranhense Têka Art’s.

A proposta inicial do evento também previa o batizado da parelha de tambor de crioula (nome dado ao conjunto dos três tambores de crioula), que estava sendo construído em Porto Alegre. Porém, os tambores apresentaram problemas e tiveram de ser descartados. Com isso, surge a oportunidade de realizar mais uma bela roda de tambor para batizar a nova parelha que, desta vez, virá direto do Maranhão.

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Kiko Zambianchi, na Expo Rock Walk, em São Luís,

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Expo RockWalk Brasil aterrisa no Shopping da Ilha, em São Luís. O evento traz como atração especial o show de Kiko Zambianchi, domingo, dia 3 de maio, além da exposição com coleção de guitarras autografadas pelos astros do rock nacional, assim como placas de concreto com as mãos desses artistas eternizados na ‘Calçada da Fama do Rock brasileiro’.

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Kiko vai cantar canções, como: “Rolam as Pedras”, “Primeiros Erros” e “Eu te Amo Você” encabeçam a lista, intercaladas de inéditas.

As placas exibem nomes como O Rappa, Jota quest, Roupa Nova, Lobão, Milton Nascimento, Charlie Bronw Jr, Kiko Zambianchi, Sepultura, Ney Matogrosso e Gilberto Gil, entre outras figuras que fazem a história da música brasileira. Fãs do rock vão poder conferir algumas curiosidades sobre seus ídolos.

Exposição

A “Expo RockWalk Brasil” tem por objetivo divulgar o projeto Rockwalk Brasil, um inesquecível ‘Tributo à História do Rock Brasileiro’, que reúne acervo – único e 100% original – composto pela famosa “Calçada da Fama do Rock”, numa exclusiva coleção de placas em concreto marmorizado, trazendo gravados em baixo-relevo as mãos, autógrafos e mensagens das maiores celebridades do rock nacional.

Os paineis trazem a biografia e discografia de alguns dos artistas homenageados, além de fotos tiradas durante as cerimônias de inclusão, e uma coleção de guitarras em cases metálicos com tampo de vidro com os autógrafos das celebridades participantes.

Serviço:
Expo RockWalk Brasil® até 3 de maio
Praça de Eventos do Shopping da Ilha
Show Kiko Zambianchi dia 03 de maio às 19h

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Educação vira caso de polícia no Brasil

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Uma triste realidade naquilo que o governo federal defende em seu slogan como: “o Brasil a pátria educadora”. Assistindo a edição desta quarta-feira (29/4), do Bom Dia Brasil, da REDE GLOBO, fiquei estarrecido com as imagens impressionantes mostrando um quebra-quebra promovido por alunos (adolescentes) que destruíram a escola onde eles mesmos estudam. Aparentemente, o motivo foi um esforço da direção da escola para tentar impor alguma ordem e disciplina. A nova diretora foi considerada por esses alunos rígida demais.

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As cenas impressionantes mostram gritaria e correria. As imagens feitas pelo celular de um aluno mostram os colegas do sexto ao nono ano, que se uniram para destruir o CAIC Presidente Tancredo Neves, em Valparaíso, na divisa de Goiás e Distrito Federal. Carteiras são jogadas e amontoadas. Uma porta é quebrada a chutes e um armário vem abaixo. Ao todo, 1,3 mil alunos estudam na escola.

Educação e Cidadania

A educação deveria ser a mais absoluta prioridade, importância número um para pais, professores e políticos. Só existe futuro se houver educação. Uma escola deveria ter o status de um templo, porque é nela que se apoia o país. Infelizmente, vivemos numa sociedade de valôres invertidos, onde educação e disciplina deveriam começar em casa.

Exclusão e Desigualdade

Aplausos para a diretora por tentar impor a disciplina na escola. Por outro lado, não podemos esquecer que o ensino de qualidade significa igualdade, porque o ensino público de qualidade tem o dom de igualar ricos e pobres, sem precisar de cotas mais tarde. Ensino de qualidade liberta, porque o conhecimento liberta. Liberta mentes, da prisão da ignorância; liberta para o trabalho, e liberta para o voto, na urna.

Enquanto alunos destroem a escola para tirar a diretora e condenam a disciplina, eu na condição de professor me deparo e fico comovido com uma aluna cheia de vontade de estudar, de se tornar jornalista. Mas, acaba vítima do FIES (Programa de Financiamento Estudantil), programa social criado pelo governo federal, para atender os milhares de alunos carentes,  e que parece está se tornando um FIASCO, em meio à crise econômica e a onda de escândalos de corrupção no país. O Estado, que tem por obrigação resguardar os direitos fundamentais existentes na Constituição, em que a educação se faz presente, é o primeiro a violentar esses direitos com a exclusão, principalmente, das camadas mais pobres da população.

Ação concreta

É chegada a hora de deixar de usar o nome de DEUS em vão, discursos hipócritas, demagógicos e tratar a educação como prioridade. Senão, deixa de ser a essência do conhecimento, para se tornar caso de polícia.

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Morre o ator Antônio Abujamra, aos 82 anos

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O ator e diretor de teatro Antônio Abujamra, 82 anos, morreu na manhã desta terça-feira (28), em São Paulo. Ele deixa dois filhos e dois netos.

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João Abujamra, sobrinho do artista, disse que o filho Alexandre o encontrou morto em sua casa na Rua Maranhão, Higienópolis, Zona Oeste de São Paulo. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas.

O sobrinho contou que conversou com o tio nesta segunda-feira (27) e ele “estava ótimo”. João também afirmou que ele não estava fazendo nenhum tratamento médico.

“Ele era um gênio com quem a gente sempre aprendia. Um tio amado”, disse ao G1. Abujamra também era tio das atrizes Clarisse Abujamra e Iara Jamra, do cineasta Samir Abujamra e pai do músico e ator André Abujamra.

Segundo nota divulgada pela TV Cultura, emissora em que apresentava o programa Provocações, ele estava dormindo em sua casa.

“É com grande pesar que informamos que hoje, 28/042015, o apresentador de Provocações, Antônio Abujamra, faleceu. Agradecemos o carinho e apoio de todos que tem nos acompanhado ao longo desses 14 anos de programa”, diz nota na página do programa no Facebook.

Na TV Globo, Abujamra fez muito sucesso na novela “Que rei sou eu?” (1989) como o vilão Ravengar.

Nascido em Ourinhos, em 15 de setembro de 1932, Antônio Abujamra foi um dos primeiros a introduzir os métodos teatrais de Bertolt Brecht e Roger Planchon em palcos brasileiros.
Formou-se em filosofia e jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1957. Inicia-se como crítico teatral e faz suas primeiras incursões como ator e diretor no Teatro Universitário, entre 1955 e 1958, nas montagens de “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa; “À Margem da Vida” e “O Caso das Petúnias”, de Tennessee Williams; “A Cantora Careca” e “A Lição”, de Eugène Ionesco; e “Woyzeck”, de Georg Büchner.

Abujamra estreia profissionalmente em 1961, em São Paulo, no Teatro Cacilda Becker, onde dirige “Raízes”, de Arnold Wesker, e no Teatro Oficina, com “José, do Parto à Sepultura”, de Augusto Boal. “Antígone América”, de Carlos Henrique Escobar, 1962, é a primeira de uma série de montagens que dirige para a produtora Ruth Escobar.

Em 1963, associa-se a Antônio Ghigonetto e Emílio Di Biasi e funda o Grupo Decisão, com a intenção de disseminar o teatro político com base na técnica brechtiana. A primeira produção é “Sorocaba, Senhor”, uma adaptação de “Fuenteovejuna”, de Lope de Vega.

Em 1965, Abujamra dirige, no Rio de Janeiro, a montagem de “O Berço do Herói”, de Dias Gomes. A peça foi interditada pela censura no dia do ensaio geral. Nos anos seguintes, dedica-se ao Teatro Livre, companhia de Nicette Bruno e Paulo Goulart realizando montagens ambiciosas, como “Os Últimos”, de Máximo Gorki.

Em 1975, dirige Antônio Fagundes no monólogo “Muro de Arrimo”, de Carlos Queiroz Telles, paradoxo entre as duras condições de vida de um operário da construção civil e suas ilusórias expectativas de um futuro brilhante, e recebe o Prêmio Molière, pela direção de “Roda Cor de Roda”, de Leilah Assumpção.

Na primeira metade dos anos 1980, Abujamra se engaja em recuperar o Teatro Brasileiro de Comédia. Entre seus espetáculos mais significativos no TBC estão “Os Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes, 1981; “Hamletto”, de Giovanni Testori, 1981; “Morte Acidental de um Anarquista”, de Dario Fo, 1982; e “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, 1984. Em 1987, encerrado o projeto do TBC, Abujamra dirige, para a Companhia Estável de Repertório, de Antonio Fagundes, a superprodução “Nostradamus”, de Doc Comparato, grande êxito de bilheteria.

Aos 55 anos, Abujamra inicia sua carreira de ator. Em dois anos, atua em duas telenovelas e três peças e é premiado pelo desempenho no monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Suskind, 1987. Em 1991, recebe o Prêmio Molière pela direção de “Um Certo Hamlet”, espetáculo de estreia da companhia Os Fodidos Privilegiados, fundada por Abujamra para ocupar o Teatro Dulcina, no Rio.

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