Monsters Of Rock anuncia programação em SP

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O festival Monsters of Rock anunciou a programação para 2015 com atrações de peso. Kiss, Ozzy Osbourne, Manowar, Judas Priest e Motörhead vão se apresentar na Arena Anhembi, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de abril. Os ingressos começam a ser vendidos na sexta-feira (19) por R$ 350 e R$ 175 (meia-entrada).

Após visitar o Brasil com o Black Sabbath, Ozzy Osbourne volta com show solo no primeiro dia do festival (25 de abril). Motörhead, Black Veil Brides, Rival Sons e Primal Fear também se apresentam no sábado.

Dois anos após a última passagem pelo país, Kiss vai encerrar o festival no domingo (26 de abril). Completam a programação do último dia Manowar, Accept, Unisonic, Yngwie Malmsteen e Steel Panther.

Convidado especial do festival, Judas Priest fará show nos dois dias do evento.

A volta do Monsters

Embora os fãs estivessem esperando um evento anual, a edição do Monsters of Rock deste ano não aconteceu. Em seu retorno em 2013, após 15 anos distante do Brasil, o festival teve shows de Slipknot, Korn, Aerosmith, Limp Bizkit e Whitesnake.

O Monsters of Rock começou na década de 80 na Inglaterra e chegou ao Brasil em 1994, com um line-up que acertou em cheio o gosto dos roqueiros: Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer, Kiss e Raimundos.

Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Alice Cooper e Dream Theater já foram headliners do festival que aconteceu até 1998, quando o evento perdeu patrocinadores e deixou de acontecer.

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Sexta-Feira: Reinauguração da Casa do Maranhão

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Uma exposição permanente reunindo história, tradições, patrimônio, artes e saberes que compõem a formação cultural maranhense. Um equipamento com múltiplas possibilidades educacionais erguido com técnicas museológicas contemporâneas. Um novo e moderno espaço para exposições no coração do Centro Histórico de São Luís. Este é o primeiro Centro de Interpretação Turístico-Cultural brasileiro, a Casa do Maranhão, que será reinaugurado nesta sexta-feira, (19) a partir das 18h, na Praia Grande.

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Com olhar holístico e visão antropológica, a Casa do Maranhão proporciona aos visitantes um roteiro completo sobre o Estado reunindo textos, vídeos, softwares e experiências que narram a história desse pedaço do Brasil a partir das forças que forjaram seu caminho nos campos social, econômico e cultural.

A edificação foi completamente reconfigurada. Vitrine para o Centro Histórico ludovicense e paralelo ao Cais da Praia Grande, o espaço pretende tornar-se o ponto de partida para turistas e uma referência cultural para os maranhenses.

O público conhecerá os fatos mais marcantes da memória do Estado, como a tentativa de instituir uma colônia francesa, entre outros acontecimentos da história recente. Os visitantes poderão estudar os primeiros mapas, percorrer as ruas do Centro Histórico e conhecer suas principais edificações e atrações. Os detalhes da própria Casa do Maranhão, antigo prédio do Tesouro Estadual datado de 1873, e o Palácio dos Leões, elegante sede do Governo Estadual, estarão ao alcance do público.

A Casa no Maranhão localiza-se na Rua do Trapiche, em espaço do governo do Estado. A exposição foi viabilizada pelo Programa de Incentivo à Cultura do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com o patrocinado da Vale e gerenciamento da Sacma (Associação Artística e Cultural do Maranhão).

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Ronnie Carlos canta Zé Ramalho neste sábado

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O músico paraibano Ronnie Carlos apresenta “Tributo a Zé Ramalho”, neste sábado (20/12), no Boteco Fidelli, na avenida São Luís Rei de França, no Turú. No show, ele vai interpretar 24 sucessos de Zé Ramalho, entre os quais, “Chão de Giz”, “Avohai”, acompanhado dos músicos: Bruno Santana (bateria); Fernando Santos (baixo); Jesiel Beavis e João Vitor (teclados).

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Ronnie Carlos é natural do município de Jacaraú, na Paraíba. Há quatro anos, reside em São Luís, onde além de músico é funcionário público. Indagado sobre a motivação em interpretar canções de Zé Ramalho, Ronnie disse que a proximidade geográfica, ambos são paraibanos. é uma das razões que o leva a revisitar a obra de Ramalho.

– Tenho orgulho de dizer que nasci na Paraíba, que é também a terra de Zé Ramalho. Cresci ouvindo Zé Ramalho e ele acabou sendo uma fonte de inspiração do meu trabalho pela forma como preserva as raízes nordestinas em sua música. É uma alegria e um momento importante para mim cantar Zé Ramalho em São Luís cidade que adotei para viver neste momento – ressalta.

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Novidade “Indie” do RN no Lollapalooza 2015

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Atração confirmada para o Lollapalooza 2015, o Far From Alaska lança, nesta terça-feira, vídeo da música “Greyhound” com cenas da banda em turnê.

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O filme mostra o quinteto em shows no Da Leoni e Casa do Mancha, em São Paulo (SP), e durante o festival DoSol, em Natal (RN), além de imagens de backstage e na estrada.

A faixa faz parte de modeHuman, disco de estreia do grupo que vem sendo muito elogiado pela imprensa especializada e consta em várias listas de melhores lançamentos de 2014.

O Far From Alaska é uma banda de rock de Natal/RN nascida no primeiro semestre de 2012 e formada por velhos conhecidos da cena rock potiguar: Emmily Barreto (voz), Rafael Brasil (guitarra), Cris Botarelli (voz / synth), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch (bateria).
O primeiro EP foi lançado em outubro de 2012, conquistando rápido reconhecimento da crítica especializada, principalmente diante da vitória da banda no concurso Som Pra Todos, organizado pelo portal Terra, Banco do Brasil e a gravadora Deck Disc.

O prêmio foi um show no renomado Festival Planeta Terra em São Paulo e um contrato de distribuição com a gravadora carioca. De lá pra cá as incursões na imprensa aumentaram e o grupo tem sido festejado com resenhas positivas de shows e EP, com destaque para uma publicação da banda americana Garbage em sua fanpage do Facebook, elogiando e divulgando os potiguares, e uma reportagem de meia página na Rolling Stone Brasil sobre a promissora banda.

À parte disso, também deram uma rodada por vários festivais bacanas no país, como o Grito Rock (RJ) no Circo Voador, Bananada 2013 e 2014 (GO), Porão do Rock (BSB), Festival Dosol (RN), Indie Sessions (PB), Feira da Música (CE), MADA (RN), Vaca Amarela (MT), Sesc São Carlos (SP), Rock n` Beer (SC), entre outros. Veja e ouça: Far From Alaska – Greyhound (Tour Video)

Foto: Jomar Dantas

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Festival BR-135 começa nesta quinta-feira em SLZ

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Começa nesta quinta, 18, o Festival BR-135, com a proposta de ocupar o Centro Histórico de São Luís com arte e cidadania. Na estreia, o evento recebe a cantora Céu, em show no Teatro Arthur Azevedo, às 20h. E antes, às 17h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, o produtor cultural pernambucano Roger de Renor abre a programação da etapa de formação do evento, o Conecta Música. Na ocasião, ele fala do movimento Ocupe Estelita, que tem mobilizado artistas do país e até de além Brasil, contra o desenvolvimento urbano guiado apenas por interesses econômicos, promovendo uma ideia ultrapassada de progresso e modernização.

Depois da abertura, os shows continuam na Praça Nauro Machado, na Praia Grande, com Felipe Cordeiro e Dona Onete, a grande dama do carimbó do Pará, na sexta-feita, e Mombojó, no sábado. Junto com eles e simultaneamente na Praça da Criança, o festival apresenta as 14 bandas selecionadas para participar dessa festa da música. No domingo, 21, será realizada a rodada de negócios, reunindo representantes de distribuidoras de fonogramas e artistas.

As palestras, oficinas, workshops e rodada de negócios do Conecta Música serão concentrados no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, com exceção do painel que será apresentado pelo músico Marcelo Yuka. Entre os convidados para a etapa de formação estão Maurício Bussab, sócio-fundador da Tratore, a maior distribuidora de música do Brasil, André Martinez e Marcel Arêde. A progrmação completa está disponível no site: http://www.br135.com. Na mesma plataforma ainda estão abertas as inscrições para os paineis e oficinas.

Pontes e BRs – “Nossa intenção é mapear o Brasil, trazendo artistas de várias regiões, para criar pontes e BRs, aproximando os vários brasis por meio da música”, afirma Alê Muniz, idealizador do projeto ao lado de Luciana Simões, a outra metade da dupla Criolina.

“Esta edição do BR 135 propõe uma reflexão sobre o centro histórico de nossa cidade, tombado pela Unesco e ao mesmo tempo abandonado pelo poder público. Essa realidade que se repete em várias capitais do país, como São Paulo, Rio e Recife, não é diferente por aqui. Por isso estamos trazendo o Roger de Renor, de Recife, e o pessoal de São Paulo, entre outros, para contar suas experiências em ações de valorização do centro de suas cidades”, afirma Luciana. “Entendemos que o nosso maior patrimônio não é simplesmente o conjunto arquitetônico, mas a relação dele com as pessoas da cidade”, completa Alê.

Os dois eventos são realizações do projeto BR 135. O Festival contou com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocínio da Companhia Energética do Maranhão. O Conecta Música tem patrocínio da Vivo.

Para o show de abertura, no Teatro Arthur Azevedo, o público deverá trocar um ingresso por um quilo de alimento não perecível. Esses alimentos serão doados a creches comunitárias cadastradas pela organização.

FESTIVAL BR 135

Dias 18, 19 e 20/12

SHOWS

Teatro Arthur Azevedo, 20h

Céu 18/12

Entrada: Mediante doação de 1kg de alimento não perecível.

Praça Nauro Machado, 20h

Felipe Cordeiro e dona Onete 19/12

Mombojó 20/12

Programação completa, informações e inscrições: www.br135.com

Fonte: Assessoria

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Filmes maranhenses contemplados pela Ancine

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Dois filmes maranhenses (categoria longa-metragem) “O Monstro Souza”, adaptado no livro homônimo do músico e escritor Bruno Azevedo, com direção Maurício Barbosa Simão, e “Nau de Urano”, do cineasta Frederico Machado, foram contemplados com recursos da Agência Nacional de Cinema – ANCINE, no resultudo final das Chamadas Públicas PRODECINE 01/2013 (Aporte na Produção de Longas-Metragens e PRODAV 05/2013 (Desenvolvimento de Projetos) do Programa Brasil de Todas as Telas.

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Os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), em um total de R$ 40 milhões, vão beneficiar a produção de 22 longas-metragens e o desenvolvimento de 86 projetos de filmes e séries para a TV, em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. O anúncio foi feito, na última sexta-feira (12/12), pelo diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, no Escritório Regional da Agência, em São Paulo.

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Confira no site da Ancine a lista de projetos contemplados pela Chamada Pública PRODAV 05 (Desenvolvimento de Projetos).

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Diversão com um “Mix” de boa música na ilha

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Samba, rock e bossa terão espaço garantido no Salomé Bar, franquia que chega a São Luís nesta segunda-feira (15/12), na Lagoa da Jansen. A programação musical do primeiro dia do novo empreendimento dará destaque ao samba de raiz e à música popular brasileira, com as apresentações do sambista Wilson Ilha e a Orquestra di Samba, do cantor Jhoie Araújo, além do DJ Marcelo Guzmán.

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Criada em 2005, em Sorocaba (SP), pelo empresário José Marcos Braguin, o Salomé Bar nasceu com a proposta de renovar o conceito de boteco.

A franquia chegou a vários cantos do país, a exemplo de Teresina, Brasília, Sergipe e Campo Grande. Em São Luís, o Salomé Bar funcionará na Lagoa da Jansen, na Rua dos Gaviões, nº 15.

 

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Coldplay lança canção para filme de Angelina Jolie

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A banda britânica Coldplay divulgou nesta quinta-feira (12/12), no site oficial do grupo a música “Miracles”, que compõe a trilha sonora do filme “Invencível”, dirigido por Angelina Jolie.  Em uma breve declaração, a banda liderada por Chris Martin disse estar “muito satisfeita em anunciar uma música completamente nova,”Miracles”, que foi escrita especialmente para o filme ‘Invencível’, da Universal Pictures.

A estreia da canção, que estará disponível na loja da Apple, iTunes, se antecipa em quatro dias à publicação oficial da trilha sonora do filme, prevista para a próxima segunda-feira. O filme dirigido por Angelina Jolie chegará às telas de todo o mundo ainda no fim do ano. A história é baseada na vida de um atleta americano aprisionado pelos japoneses durante a Guerra do Pacífico.

O Coldplay, que estreou em 2000 com o álbum “Parachutes”, atualmente trabalha no desenvolvimento de “A Head Dull of Dreams”, seu próximo trabalho.  Martin, líder da banda pop que se transformou em uma das mais influentes da atualidade, sugeriu na semana passada que o próximo disco poderá ser o último.

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Encanto: conceitual, marcado pela fé e devoção

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A eterna busca da originalidade é fonte de extrema angústia para músicos em todas as áreas, e algo que críticos e jornalistas cobram com veemência em um momento onde a música se tornou supérflua e perde valor cultural constantemente. Como buscar algo diferente em um segmento como a Música Popular Brasileira, onde aparentemente se tem a sensação de que se chegou a um teto, ou a um momento de saturação ? Como estimular a criatividade na busca pelo inédito e pelo novo ? Enfim, eu acredito que, ainda, tem gente na música que não perdeu o fôlego e procura surpreender o ouvinte – seja para o bem ou para o mal ?

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No meio à turbulência sem precedentes, eis como sugestão para audição a cantora maranhense Rita Benneditto, que acaba de lançar o seu sexto álbum solo, intitulado “Encanto”, o primeiro com a sua nova identidade musical, [anteriormente conhecida como “Rita Ribeiro”]. No disco, produzido por Felipe Pinaud e Lancaster Lopes, a artista Rita Benneditto expande o conceito de fé e religiosidade musical, sem se afastar da linhagem bem sucedida do projeto Tecnomacumba, cujo o show estreou em 2003, virou disco de estúdio em 2006 e ganhou registro ao Vivo em CD e DVD lançados em 2009, além de ter ficado quase onze anos em cartaz pelo País.

E já que o papo é o novo trabalho, foram dois dias de audição das treze faixas que compõem “Encanto”, produzido por Felipe Pinaud e Lancaster Lopes, com ensaio fotográfico do maranhense Márcio Vasconcelos pelos Lençóis Maranhenses, viabilizado pela Manaxica Produções, além de distribuído no mercado fonográfico pela gravadora Biscoito Fino.

É um disco conceitual e de devoção da cantora, em que predomina a musicalidade afro-brasileira, mas com um apelo ao universal. Um trabalho formatado por músicas inéditas como “Guerreiro do Mar”, de Márcio Local e Felipe Pinaud, “De Mina”, do compositor maranhense Josias Sobrinho, (com a participação de Roberto Frejat, do Barão Vermelho), aliadas a releituras de canções conhecidas de compositores como Djavan, em “Água”, Gilberto Gil, o reggae “Extra”, (participação da banda Reggae B, de Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso, e Priest Tiger), Jorge Benjor, em “Santa Clara Clareou” e Roberto Carlos, em “Fé”.

O bom em Rita é saber que ela é dona de uma voz extremamente afinada, coerente na forma como ela trabalha a carreira, opta por aquilo que acredita e lhe faz bem. Enfim, essa frase é a que melhor traduz a trajetória de uma artista: “a música é a religião de Rita Benneditto. É para a música que Rita Benneditto faz a cabeça!”

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Livro retrata o sucesso de trilhas sonoras de novelas

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Deu no UOL

O que as músicas “Lua e Flor”, “O Amor e o Poder” e “Faz Parte do Meu Show” têm em comum, além da temática romântica, do caráter pegajoso e de terem sido lançadas na segunda metade dos anos 1980? Todas foram canções-tema de personagens centrais de novelas de imenso sucesso –respectivamente, “O Salvador da Pátria”, “Mandala” e “Vale Tudo”. E cada uma, à sua maneira, ajudou a catapultar as vendas das trilhas sonoras desses folhetins.

Essa é uma das conclusões levantadas em “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira” (Editora Dash), de autoria dos jornalistas Guilherne Bryan e Vincent Villari, que realizaram um ambicioso raio-x das trilhas sonoras de novelas, exibidas principalmente na Globo, da metade dos anos 1960 até 1989. Em mais de 500 páginas produzidas ao longo de 14 anos, a obra analisa o impacto que esses discos tiveram na então emergente indústria fonográfica e o contexto em que sonorizaram alguns dos produtos mais importantes da ficção brasileira.

Algumas crenças a respeito dessa rica relação audiovisual são confrontadas e confirmadas em “Teletema”. Uma delas é a de que as grandes vendas de uma trilha sempre correspondem à boa audiência de uma novela. “O sucesso de uma telenovela faz com que a trilha também seja bem-sucedida, uma vez que as canções é que devem servir à teledramaturgia, e não o contrário”, explica Bryan, que é especializado em música brasileira. Ele cita como exemplo mais emblemático “Roque Santeiro” (1985), cuja trilha nacional é a mais vendida até o início dos anos 1990. “Arrisco a afirmar que dificilmente aquelas canções teriam o mesmo sucesso radiofônico se a novela não tivesse sido tão bem-sucedida”, diz.

Para Bryan, o fator determinante para o êxito de uma trilha sonora é “o sucesso da teledramaturgia com a qual ela trabalha e o fato de as canções se encaixarem bem ou não com os personagens e com a trama”. Mas nem sempre a associação de uma música emblemática a uma história de sucesso resulta em grandes vendas do disco propriamente dito. Apesar da relação direta entre “Vale Tudo” e o tema “Brasil”, na voz de Gal Costa, o álbum nacional da novela de Gilberto Braga vendeu 180 mil cópias, pouco se comparado aos 500 mil exemplares de “Mandala”, que trazia Rosana cantando “O Amor e o Poder”, e de “O Salvador da Pátria”, com “Lua e Flor” de Oswaldo Montenegro.

A capa ajuda nas vendas

Além da análise minuciosa dos artistas e estilos escolhidos para as trilhas, de estudos sobre as capas e de listas com números de vendagens, “Teletema” relembra casos curiosos, como o da trama “De Quina pra Lua”, exibida em 1985 no horário das seis. Apesar de a novela ser pouco lembrada hoje em dia, sua trilha internacional vendeu impressionantes 430 mil cópias, muito graças ao repertório, um verdadeiro “hit parade” da época, e, provavelmente, à foto que estampava o vinil: uma mulher engatinhando de biquíni fio-dental sobre a areia da praia.

Em se tratando de novelas da Globo, trilhas internacionais historicamente vendem mais do que as nacionais. “Elas foram fortemente ancoradas nos sucessos radiofônicos do pop e do rock, visando o público jovem e urbano, que se tornou, a partir da década de 1970, o principal consumidor de música no Brasil”, explica Villari, que, além de pesquisador de novelas, já escreveu diversos roteiros para a Globo. “Já no caso das nacionais, a prioridade sempre foi incluir músicas que tivessem a ver com os personagens e com o clima da história, tivessem elas vocação comercial ou não.”

No caso do personagem que ia aparecer na capa de cada disco, a escolha também era pensada para se relacionar diretamente ao conteúdo musical e ao público-alvo de cada trilha. Um repertório mais adulto dava espaço a um ator mais maduro. Se a seleção privilegiava o pop e o rock, eram escolhidos astros jovens. “Antes, era muito raro ver um ator que interpretasse um vilão na capa de uma trilha”, lembra Villari, citando como exemplos recentes os de “Fina Estampa”, que trazia na capa a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), e “Amor à Vida”, com Félix (Mateus Solano). “Nestes casos, é a grande repercussão conquistada por estes personagens o chamariz para o consumidor.”

A seguir, cenas do próximo capítulo

A fase 1985-1989 marcou uma “era de ouro” das vendagens de trilhas novelísticas –seis das dez novelas com mais discos vendidos foram exibidas nesse período de cinco anos. “Há que se frisar a evolução de vendagem como consequência da própria evolução da indústria fonográfica no Brasil”, explica Guilherme Bryan. Os autores de “Teletema” creem que tal sucesso pode ser explicado por fatores ligados ao aumento do consumo do brasileiro, mas também ao contexto social em que as novelas foram escritas. “A teledramaturgia enfim se via livre das limitações impostas pela censura federal para abordar assuntos polêmicos como corrupção, incesto, homossexualidade, tráfico de drogas e infidelidade conjugal”, aponta Vincent Villari.

Já a década seguinte marcou algumas quebras de paradigma: a consolidação do produtor Mariozinho Rocha como diretor musical da TV Globo (cargo que exerce até hoje); o fim –momentâneo- do monopólio da emissora no horário nobre, que com a febre em torno de “Pantanal” viu a Rede Manchete se tornar um rival à altura; e o lançamento da trilha de novela mais bem-sucedida de todos os tempos, muito por motivos musicais –”O Rei do Gado”, com mais de 2 milhões de cópias vendidas de um disco calcado no sucesso do gênero sertanejo, que se alastrou pelo país e conquistou os grandes centros urbanos. Mas essas são as cenas do próximo capítulo de “Teletema”, cujo volume 2 já está em produção e deve ser lançado, de acordo com Bryan e Villari, “em dois ou três anos”.

“Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira – Volume 1 – 1964 a 1989″
Editora Dash
512 páginas
R$ 69,00

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