Demétrio Bogéa lança CD ‘Doce Pecado’ em São Luís

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O cantor e compositor maranhense Demétrio Bogéa, radicado em Brasília, é atração desta quinta-feira (26/3), do Plugado, na Mirante FM, a partir das 22h.

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Demétrio faz show nesta sexta-feira (27) e sábado (28), às 20h, e domingo (29), às 19h, no Teatro Alcione Nazareth, com entrada gratuita (retirada do ingresso com uma hora de antecedência), para o lançamento da estreia da turnê nacional “Doce Pecado”, nome do disco do músico. Participam do show os músicos locais, Gerude, Sérgio Habibe e Nosly.

Voltar à terra natal e poder mostrar ao público o que produziu ao longo de uma trajetória de mais de 35 anos dedicada à música é o que está movendo Demétrio Bogéa.

O público pode esperar um pouco de tudo nas composições de Demétrio Bogéa, visto que sua base é a MPB, mas com uma mistura de pop, rock, blues, jazz, bossa nova e claro, o bumba-meu-boi e o tambor de crioula. “Sou fascinado pelo ritmo das minhas raízes”, resume.

Graduado em Música pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Composição pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Demétrio Bogéa participou dos mais importantes grupos da área coral em Brasília, entre eles, o Madrigal de Brasília, o Coral da Unb e o Coral Brasília. Cantor, compositor e arranjador, lecionou instrumentação, orquestração, arranjo, análise musical e música contemporânea por mais de 30 anos na Escola de Música de Brasília.

Atualmente aposentado, pode finalmente se dedicar a um projeto próprio, a divulgação do seu primeiro disco autoral “Doce Pecado”, cujo lançamento oficial ocorreu em 2011 pelo selo Beco da Coruja Produções.

– Agora estou me dedicando por completo à divulgação do meu disco. E para mim, é uma satisfação muito grande poder apresentar minhas músicas para meus conterrâneos – comentou o músico.

Demétrio Bogéa será acompanhado no show da banda formada por Deniel Moraes (bateria), Leonardo Paes (baixo), Dennes Sousa (guitarras), Gregory (teclado) e Hugo Coelho (violão e vocais).

A turnê conta como patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura, com produção do Beco da Coruja Produções – no Rio de Janeiro (RJ) e em Recife (PE).

Reencontro

Além de apresentar as canções de seu disco, Bogéa também vai dividir com o público seu gosto pessoal, interpretando música de cantores que lhe inspiram, como Gilberto Gil, Lenine e Djavan.

Amigos seus de longa data também dividirão o palco, como Sérgio Habibe, Gerude e Nosly.
– Para mim será um privilégio dividir o palco com estes grandes amigos e também grande músicos – comentou.

Aliás, esta não será a primeira vez que Bogéa terá como convidados Sérgio Habibe e Gerude. Ao se apresentar pela primeira vez em São Luís, no ano de 1983, no Teatro Arthur Azevedo, Demétrio reuniu os dois artistas. “Vai ser um feliz reencontro”, finalizou.

Serviço:

O que: Estreia da turnê Doce Pecado, de Demétrio Bogéa
Quando: dias 27 e 28, às 20h e 29 às 19h
Onde: Teatro Alcione Nazaré
Acesso: gratuito

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Alice Caymmi, no Palco Sunset, do Rock In Rio

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Considerada uma das principais revelações da moderna música brasileira, Alice Caymmi promete fazer uma apresentação emblemática no Rock In Rio, ao lado do pianista e produtor musical Eumir Deodato, considerado uma das lendas do jazz. A apresentação de Alice será no dia 20 de setembro, no palco Sunset do festival.

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“A sensação de participar pela primeira vez do Rock In Rio é maravilhosa. O coração está acelerado, estou muito feliz”, afirmou Alice Caymmi, ontem, durante a coletiva que anunciou o seu nome como uma das atrações do evento.

A cantora faz parte da nova geração de artistas da moderna MPB, e tenta não ficar presa a um só estilo, seja ele bossa nova, samba, jazz ou rock. Lançou seu primeiro disco em 2012 com um repertório quase exclusivamente autoral, e se prepara para lançar o DVD “Rainha dos Raios”, ainda no primeiro semestre deste ano.

No palco do Rock In Rio, Alice fará uma releitura de músicas já conhecidas. “O meu olhar sobre essas canções tem tudo a ver com o palco Sunset”, empolga-se a estreante Alice.

Sobre Alice Caymmi

Neta de Dorival Caymmi, Alice compõe desde os dez anos e começou a cantar aos 12, em participações especiais nos shows de sua tia Nana Caymmi e de seu pai, o músico, compositor e instrumentista Danilo Caymmi. Durante dois anos, a jovem compositora amadureceu e assumiu seu estilo autêntico e, em setembro passado, lançou o CD “Rainha dos Raios”. Com direção musical de Diogo Strausz, o disco traz a caçula dos Caymmi mostrando versões pop para canções de diferentes épocas e artistas. A temporada de “Rainha dos Raios” em dezembro virou um DVD que deve ser lançado ainda no primeiro semestre.

Veja as atrações anunciadas para o palco Sunset:

18 de setembro
Lenine, Nação Zumbi e Martin Fondse
Ira!, Tony Tornado e Rappin Hood
Banda Donica e Arthur Verocai

19 de setembro
Korn
Ministry e Burton C. Bell (Fear Factory)
Angra, Dee Snider (Twisted Sister) e Doro Pesch
Noturnall e Michael Kiske

20 de setembro
John Legend
Magic!
Baby do Brasil e convidados
Alice Caymmi e Eumir Deodato

24 de setembro
Deftones
Lamb of God e convidado
Halestorm e convidado
John Wayne e Project 46

25 setembro
Steve Vai e Camerata Florianópolis
Nightwish e Kukka Nevalainen
Moonspell e Derrick Green (Sepultura)
The heavy Metal Allstars, André Abujamra e Constantine Maroulis (tributo aos filmes de terror)

26 de setembro
Sérgio Mendes e Carlinhos Brown
Angelique Kidjo e convidado
Erasmo Carlos e Ultraje a Rigor
Brothers of Brazil e convidado

27 de setembro
Al Jarreau
Aurea e Boss AC (Portugal)
Suricato e Raul Midon

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Rock In Rio: Lenine e Baby do Brasil no Palco Sunset

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Além do tributo, que fecha a noite, o primeiro dia do festival ainda terá os encontros de Lenine e Nação Zumbi com o maestro holandês Martin Fondse; Ira! com convidados como Tony Tornado e Rappin Hood; e banda Donica e Arthur Verocai.

“Eu e o Nação somos o novo velho amigo, a gente se conhece há muitos anos. É bacana tocar com eles, somos irmãos de ideias. Ao longo da minha vida frequentei festivais do mundo todo, mas muitos não têm essa marca que o Rock in Rio tem nas Américas”. Lenine disse guardar carinhosas recordações do primeiro festival.

“Lembro de várias coisas do Rock in Rio, eu estava lá no primeiro, lembro do James Taylor sozinho no violão, aquilo tocou a minha alma. Em meio a milhares de pessoas, ele passou uma paz, uma leveza”, lembrou.

Baby do Brasil, que se apresentou grávida na primeira edição, retorna ao festival no dia 20 de setembro. Dessa vez, ela estará com o filho Pedro que toca na sua banda substituindo Pepeu Gomes, o pai, que esteve em 1985.

“Estar 30 anos depois é maravilhoso, o filho que estava na barriga hoje já é um homem e um músico també. O Pedro, que na época tinha 5 anos, hoje está tocando comigo. A gente amadurece. Vai ser um encontro de muita alegria e satisfação. O próprio festival manteve o seu nível e cresceu, foi uma semente que deu fruto. Eu lembro muito em 1985 com aquele barrigão. Estar agora nesse momento é uma comemoração”, comentou.

O voalista do Noturnall, Thiago Bianchi, fez uma promessa que só iria ao festival se fosse para tocar. Seu sonho agora será realizado. A banda paulista de metal progressivo se apresenta ao lado do alemão Michael Kiske no dia 19 de setembro.

“É a realização de um sonho tocar em um evento desse nivel ainda mais no aniversário de 30 anos. Vamos trazer uma lenda da voz mundial do metal Michael Kiske. A gente tem algumas surpresas para o público”.

O heavy metal, segundo Bianchi, não tem muito espaço no Brasil. “O Rock in Rio é especial porque celebra o heavy metal da maneira que merece ser celebrado. Eu via o Rock in Rio pela TV todos os anos e fiz uma promessa que só iria ao festival se fosse para tocar”.

Para os outros dias do festival, as atrações anunciadas incluem os californianos do Korn, Deftones e um tributo aos filmes de terror e seus representantes, como Zé do Caixão, que reunirá a The Heavy Metal Allstars, André Abujamra e Constantine Maroulis, finalista do “American Idol” em 2005.

A organização também aproveitou o evento para anunciar que fechou parceria com a prefeitura para levar o Rock in Rio de volta à cidade em 2017 e 2019.

O Rock in Rio 2015 ocorre nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Outras atrações anunciadas anteriormente foram Sam Smith, Rod Stewart, Katy Perry, System Of A Down, A-Ha, Queens of the Stone Age, Faith no More, Hollywood Vampires, Metallica, Queen + Adam Lambert, De La Tierra e Mastodon, que se apresentam no palco Mundo.

Deu no UOL

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Cássia Eller será homenageada no Rock In Rio

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A organização do Rock in Rio anunciou as atrações do palco Sunset, dedicado a encontros entre bandas e artistas. No primeiro dia do evento, em 18 de setembro, o palco recebe uma homenagem à cantora Cássia Eller. Além disso, foram anunciados nomes de peso para fãs de rock e heavy metal, como Ministry, Korn, Lamb of God, Steve Vai e Angra, entre outros (veja o line-up abaixo).

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Segundo José Ricardo Santana de Farias, o Zé Ricardo, diretor artístico do palco Sunset, o repertório está sendo escolhido pelo filho de Cássia, Chicão. “Vamos reunir a banda original da Cássia. Vamos fazer os mesmos arranjos. O repertório está sendo feito pelo Chicão. Vai ser um dos momentos mais importantes do festival”, disse.

Cássia fez uma apresentação notória no Rock in Rio 2001. Acompanhada da Nação Zumbi, ela cantava uma versão rock/maracatu de “Come Together”, dos Beatles, quando levantou a camiseta, mostrando os seios e acariciando os mamilos. O público foi ao delírio e a imagem foi parar até no “Jornal Nacional”. Um pouco mais tarde, durante “Smells Like Teen Spirit”, Cássia anunciava: “Na percussão, Chicão”, seu filho.

Zé Ricardo não deu detalhes dos convidados que estarão no show de abertura em homenagem à artista, mas garantiu que serão muitos. “Vamos ter uma mistura de artistas novos e consagrados que vão tocar um repertório da Cássia que ainda vamos escolher. Só podemos escolher os artistas a partir do repertório e ainda não sabemos. Será uma hora de show e é o headliner do palco. A Cássia Eller tem uma presença tão importante para a música brasileira que a gente quer reafirmar a memória dela e as músicas que imortalizou na sua voz”, confirmou o diretor artístico do Sunset.

Ele lembra das vezes que dividiu o palco com ela. “Eu já toquei com a Cássia, ela participu do meu show duas vezes. A Cássia deixa muita saudade. Todos que estamos envolvidos nessa homenagem a amávamos”.

Deu no UOL

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MA representado no “Eu Amo Soundsystem” no RJ

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O Maranhão esteve representado “EU AMO SOUNDSYSTEM”, no último sábado (21/3), na SEDE DO CORDÃO DO BOLA PRETA, na Lapa, no Rio de Janeiro, pela equipe da HIGH VIBES do “deejay” Tarcísio Selektah. Além dele participara DIGITAL DUBS (RJ), HIGH PUBLIC, DESKAREGGAE (BH), MEGATON DUB (DF), CULTIVE DUB (SANTO ANDRÉ-SP), UNIDADE SOUND (MACAÉ-RJ), SOUND SISTERS (SÃO CARLOS-SP), 3º MUNDO SOUND (PA), I-LAND REBEL (SC). O festival reuniu equipes de som das cinco regiões do Brasil.

DJ Tarcísio Selektah de camisa verde e sem casaco.

DJ Tarcísio Selektah de camisa verde e sem casaco.

Em conjunto com o evento, uma mesa redonda aconteceu às 15h do mesmo dia, na Casa Coletiva em Santa Teresa (RJ), onde foram discutidas questões da cena Soundsystem nacional e internacional.

Em conversa no aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, com Tarcísio Selektah, “disse estar contente pelo convite em tocar com ‘deejays’, ‘mestres-de-cerimônia’, que integram as equipes de soundystem no País”. “Para representar bem o Maranhão levei o que tenho de mais significativo do meu acervo de vinil de reggae para apresentar no evento. O que foi mostrado foi aceito por parte das quase 3 mil pessoas que se encontravam na sede do Cordão do Bola Preta. Deixei o local com o dever cumprido”, admitiu Selektah.

FLYER

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Festival de Humor, sexta-feira, na Casa D`Arte

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O Festival Marcelo Diniz de Humor ocorre, nesta sexta-feira (27/3), na Casa D`Arte (no município de Raposa), para comemorar o Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo.

O Festival receberá todas as expressões artísticas, sejam elas já existentes ou fruto da criatividade dos inscritos: cenas cômicas, performances, comédia stand-up, cantorias, danças, coreografias, dublagens, sátiras, drags, números circenses, bregueiras e exotismos em geral.

As inscrições, para os interessados em se apresentar, estarão abertas até sexta-feira, dia 27 de março e deverão ser realizadas pela internet. E a entrada, para quem quiser prestigiar o evento, é gratuita.

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MARCELO DINIZ

Marcelo Diniz nasceu em São Luís e fez carreira em São Paulo, entre 1989 e 1999, no século passado. Artista atemporal, apesar de ter cantado para subir aos 25 anos, ainda vive nas mentes daqueles que jamais esquecerão suas performances, atuações, textos, direções e produções além de seu tempo.

Formado na Escola de Teatro Recriarte, atuou nas peças teatrais “Sonho Doce” (Dir. Will Damas/89), “Narciso” (Dir. Athos Elliel/90), “Viagem ao Centro da Terra” (Dir. Rikardo Karman e Otávio Donasci/92), “Macário” (Dir. Marcus Vinícius Camargo/93), “Francisco e Clara – O Musical” (Dir. Rubens Rivelino/96-97) e “Espumas Flutuantes” (Dir. Paschoal da Conceição/98).

Marcelo Diniz foi co-fundador do “Teatro de Risco” (91-93). Escreveu, atuou e produziu “Sangue de Boy” (95) e “Amor Amor Amor” (99), sob direção de Klaus Novais. Produziu, dirigiu e atuou no clássico de Shakespeare “Romeu e Julieta” (97). Participou de “Viver a Vida”, curta metragem de Tata Amaral. Escreveu “Olaísa – A mulher sem Passado”, “Eu não sou flor que se cheire” e “As Pernas que Cantam”, musical sobre a cantora Edith Veiga, em parceria com Wagner Heineck.

Marcelo Diniz nasceu em São Luis, mas foi levado, ainda criança, para viver em São Paulo por sua mãe adotiva. Ele morreu em 1999, aos 25 anos, vítima de leucemia, dias antes de conhecer sua terra natal, São Luis (o qual já estava agendado para vir).

SERVIÇO:

FESTIVAL MARCELO DINIZ DE HUMOR

Dia 28 de março de 2015 (sábado) às 20h

ENTRADA FRANCA

Local: CASA D’ARTE – CENTRO DE CULTURA – Rua do Farol do Araçagy, 9 – Raposa/MA – Brasil (Rua em frente a Clinica do Ruy Palhano)

Produção: Wagner Heineck e Klaus Novais

Informações: 99108-1951 / 98702-6894

Site: www.casadarte.art.br/home Facebook: Casa d’Arte Centro de Cultura

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Uma Linda Quase Mulher festeja 15 anos em abril

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A peça “Uma Linda Quase Mulher”, da Companhia Teatral Deixa de Bobagem, celebra 15 anos com uma série de apresentações, entre os dias 2 e 5 de abril, no Teatro Artur Azevedo.

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A companhia teatral deixa de bobagem surgiu em 1999 e a temática escolhida pela companhia foi de montar comedia, gênero pouco explorado em nossa cidade. Com “Uma Linda Quase Mulher”, a companhia se firmou como uma das mais atuantes da cidade neste gênero.

O espetáculo tem como principal característica o humor criativo. A ideia é levar o público ao delírio com gargalhadas em quase duas horas de improviso, descontração e interação.

Serviço

O que: Uma Linda Quase Mulher 15 anos

Onde: Teatro Arthur Azevedo

Quando: 2,3.4,5 Abril

Ingressos:

R$ 40,00 (plateia e frisa)

R$ 30,00 (camarote, balcão)

R$: 20,00 galeria

FICHA TÉCNICA:

ELENCO: ARILSON FERREIRA, DANIEL SCATENA,DENILTON

NEVES, GUILHERME TELLES, JULIO MONROY, MANO BRAGA

TEXTO : DIREÇÃO : COLETIVA DO GRUPO

CENARIOS : ANTONIO DUCK

ILUMINAÇÃO: NINA

SONOPLASTIA: ABELARDO TELLES

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Back2Black: dias de outono. noites de música negra

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Sexta-feira: primeira noite de outono na Cidade Maravilhosa. Temperatura a 22 graus. Musicalidade negra com seus derivados. Uma convergência mais que perfeita para se definir a sexta edição do festival Back2Black na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca (RJ), onde foram realizados 14 shows. Na pauta do evento, ainda, houve palestras e debates,

Linton Kwesi Johnson

Linton Kwesi Johnson

Pura magia negra. Um bando de gente na mesma vibe. Magia que não se definiu pela cor da pele, pelo estilo de roupa ou pela crença religiosa. Essa magia se definiu por emoção, por inspiração e muita dança. O poeta dub jamaicano Linton Kwesi Johnson mandou seu recado político e o cantor Damian Marley, filho de Bob, chamou todos para a dança, enquanto a banda carioca que faz apologia a maconha, Planet Hemp – em mais uma das suas esporádicas apresentações desde que voltou à ativa, em 2010 – foi quem mais gente atraiu para a frente do palco, com música de alta voltagem.

Ritmo & Poesia

Escasso ainda era o público (em parte, por causa dos problemas de trânsito no Rio em uma sexta à noite), pouco depois das 21h, quando Linton Kwesi Johnson iniciou sua apresentação, com a multirracial Dub Band, do baixista Dennis Bovell, no Palco Rio. Elegante e bem-sucedido, aos 62 anos de idade, com o vigor de quem tem 25 anos, ele mostrou animação ao lado do grupo, que mostrou categoria, embora o som não tivesse a pressão necessária a um bom show de dub reggae. Com sua voz hipnótica, Linton se moveu pelo balanço do baixo elástico de Bovell para contar as suas histórias.

Expressando seu contentamento em estar num festival negro (e o “máximo respeito” por Gilberto Gil), o jamaicano radicado na Inglaterra passou por canções como “Forces of viktry” (sobre a luta dos imigrantes pelo direito de fazer seu carnaval), “Sonny’s lettah” (uma carta em que um rapaz explica à mãe como ele e o irmão foram presos) e “Licence fikill” (sobre brutalidade policial). Embalado (e esfumaçado), o público seguiu o fluxo
poético, político e altamente rítmico de Linton Kwesi Johnson. Ao lado da Dennis Bovell Dub Band, LKJ emocionou o público e alertou sobre a violência que impera nas periferias dos grandes centros urbanos.

Planet Hemp

Planet Hemp

Quem Tem Seda

Depois de uma apresentação forte do rapper Dughettu no Palco Cidade, o Planet Hemp ocupou o Palco Rio fazendo barulho desde o primeiro minuto. Com “Legalize já”, o grupo dos MCs Marcelo D2 e BNegão abriu o primeiro ato do show, com o repertório de seu primeiro álbum, “Usuário” (1995).

Reduzidos ao power trio do baixista Formigão, o guitarrista Rafael Crespo e o baterista Pedro Garcia, o grupo atacou com admirável fome (e pegada punk) o seu repertório – parecia que o tempo não tinha passado desde os anos 1990, com os rappers trançando rimas na velocidade da luz em “Dig dig dig”, “Fazendo a cabeça”, “Zero vinte um” e “Queimando tudo”. No fim da apresentação, eles ainda lembraram o “Soul Makossa” de Chico Science e Nação Zumbi.

Damian Marley

Damian Marley

Filho de peixe…

Por volta de uma e meia da manhã, depois dos ataques de frequências graves e rimas ferinas da MC Karol Conká (no Palco Cidade, onde o show sempre acabava pouco antes de começar o seguinte, do Rio), Damian Marley, começou o seu espetáculo de reggae festeiro, com uma trupe afiada, da qual fazem parte duas backing vocals e um sujeito que passou o tempo todo agitando uma bandeira da Jamaica.

Com grande animação, o incansável cantor (que une a facilidade para a melodia à pegada rítmica de rapper) foi noite adentro num passeio por vários estilos de reggae (do romântico ao mais combativo), no qual não faltaram, é claro, clássicos do pai, como um “Exodus”.

Enfim, a fertilidade de Bob Marley ia além do campo musical. A prole que ele deixou para trás é grande não apenas em número, mas também em talento. Damian Marley, um dos membros do clã, mostra ao mundo que “filho de peixinho, peixinho é”, mas longe do legado deixado pelo pai.

Gingado

A primeira noite do Back2Black 2015 encerrou com os moleques de mola do DreamTeam do Passinho. O ritmo das favelas cariocas encontrou com os Kuduristas, bailarinos angolanos que fizeram o público ir ao delírio com muito gingado.

Karla Conká

Karla Conká

Segunda Noite

Com muito axé, a segunda noite do Back2Black 2015 começou com os tambores de candomblé e os metais inusitados do Alabê Ketujazz. A apresentação destacou os ritmos afro-brasileiros no Palco Cidade.

Lenine,  Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz

Lenine, Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz

Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz iniciaram os trabalhos do Palco Rio com um novas e belas roupagens para os sucessos do pernambucano Lenine. Em uma mistura perfeita dos ritmos brasileiros, o encontro ainda apresentou a inédita “À meia noite dos tambores silenciosos”, de Lenine e Carlos Rennó, que fará parte do novo disco do cantor, “Carbono”, que estará nas lojas no final do próximo mês.

Para mostrar que Angola e Brasil têm muito em comum, Aline Frazão e Toty Sa’Med entrosaram os ritmos da Mãe África com a brasileiríssima Natasha Llerena, em um show marcado por delicadeza e beleza.

Angelique Kidjo

Angelique Kidjo

Mãe África

A diva beninense Angelique Kidjo levantou o público com seus grandes sucessos como “Batonga” e o clássico de Miriam Makeba, “Pata Pata”. Para finalizar uma apresentação marcada pela sua energia contagiante, Kidjo convidou um grupo de meninas da plateia para dançar ao seu lado no palco.

Ainda celebrando os ritmos africanos, a marrabenta encantou o Palco Cidade com Mingas + Wazimbo + Moreira Chonguiça. A alma do povo moçambicano fez todo mundo dançar ao melhor estilo “dois pra lá e dois pra cá”. Os mestres de Moçambique ainda tiverem o auxílio valioso das dançarinas que encantaram a plateia.

Cantora portuguesa Raquel Tavares no Tributo ao Samba e aos 450 anos do Rio de Janeiro.

Cantora portuguesa Raquel Tavares no Tributo ao Samba e aos 450 anos do Rio de Janeiro.

Celebração

Logo em seguida, a homenagem ao Rio de Janeiro trouxe um timaço para celebrar os 450 anos da Cidade Maravilhosa. Alcione, Fernanda Abreu, Mart’nália, Xande de Pilares, Gabriel Moura e a fadista Raquel Tavares reservaram grandes surpresas. O fim do show foi marcado pela bela homenagem ao arranjador Lincoln Olivetti, falecido recentemente.

Ludmila

Ludmila

Funke-se Quem Puder

Ludmilla puxou seu bonde no Palco Cidade com hits próprios como “É Hoje” e “Te Ensinei Certin”. O baile funk ficou completo com versões de Anitta e Valesca Popozuda. Fã assumida de Beyoncé, a caxiense que não é de caozada mostrou que é dona de um vozeirão ao cantar “Halo”.

Rapper Belga Stromae

Rapper Belga Stromae

Aplausos

Depois do funk – e voltando ao Palco Rio -, é chegada a hora mais esperada da noite. Stromae, o músico belga que chama atenção por suas composições em francês e instrumental com uma pegada bastante eletrônica, gerava alguns ataques histéricos na pista.

Com todo o charme que a língua francesa pode dar, o rapaz começou o show com “bâtard”. Arriscando algumas palavras em português, ficou variando também entre francês e inglês para se comunicar com o público, mas o idioma ali era o menos importante, já que a própria energia tratava de conectar as pessoas.

Passando seu último CD, “racine carrée”, quase todo a limpo, tocou “ta fête”, “ave cesaria”, “moules frites”, “carmen” e “Formidable”, quando fingiu um desmaio – o que não passava de um charme para chamar a próxima música, “humain a l’eau”. Em seguida, tocou seu maior sucesso, “Alors on danse”, esgotando (ou quase) a energia dos que ficaram até o final.

No bis, o artista ficou com uma versão bastante prolongada de “Papaoutai”, em que apresentou sua banda, agradeceu à produção, ao Rio de Janeiro e ao Brasil com um imenso carisma, encerrando um dos melhores shows de todo o Back2Black 2015.

Valeu a pena para quem se permitiu pular, cantar, dançar, brincar e se emocionar com a sexta edição do maior festival de cultura negra do país: o BACK2BLACK, no Rio de Janeiro. Muito legal ter no Brasil um evento para mostrar a cultura africana, mãe de todas as outras, e também, a força da cultura afro nas periferias. É nesse contexto que sinto orgulho de ser brasileiro e poder legitimar viver, momentaneamente, num país de Primeiro Mundo.

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Demônios da Garoa faz show em São Luís

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O grupo paulistano Demônios da Garoa se apresenta na capital maranhense com show recheado de sucessos. A apresentação ocorrerá na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) de São Luís, na próxima sexta-feira, dia 27 de março.

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No show, ocorrerão as participações dos grupos Partideiros da Feira e Feijoada Completa. Sucessos como ‘Malvina’, ‘O Samba do Arnesto’, ‘Saudosa Maloca’, ‘Iracema’, ‘Trem das Onze’ e ‘Seu Querer’ irão fazer parte do repertório da apresentação.

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Nessa Mesa de Bar em cartaz no TAA

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Nos dias 11 e 12 de abril, às 19h, no Teatro Artur Azevedo, os atores Fabiana Karla e Leandro da Matta chegam à São Luis, com a comédia musical “Nessa Mesa de Bar”, que passeia pela obra de Reginaldo Rossi, o criador do conhecido hino dos bares, “Garçom”. Produção local da Outroplaneta Produções.

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A montagem é uma comédia musical que, além de falar da linguagem dos boêmios frequentadores de barzinhos, passeia pela obra de Reginaldo Rossi, o criador do conhecido hino dos bares, “Garçom”.

A peça faz uma leitura do ambiente cheio de música dos barzinhos e da diversão que todo mundo procura neles.  A relação entre as expectativas dos seus frequentadores e as imaginações da personagem Alice reportam ao clima contagiante que todo estabelecimento noturno de diversão possui, transformando em mesas de bar as poltronas de cada espectador.

 

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