Exposição “Só Lâmina” de Nuno Ramos em São Luís

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A partir desta quinta-feira, 18 de maio a 14 de julho a Galeria de Arte do Sesc Centro recebe a exposição “Só Lâmina”, do artista plástico paulistano, Nuno Ramos. A mostra faz parte do projeto ArteSesc, do Departamento Nacional, e percorre o país com exposições itinerantes. O público poderá apreciar onze obras em tela que dialogam com a poesia de João Cabral de Melo Neto, além de uma instalação sonora e uma produção audiovisual no horário das 9 às 11 horas e das 14 às 17 horas. A agenda da exposição inclui ainda roda de conversa​ ​ e oficinas temáticas ​com vagas limitadas.

Artista plástico paulistano Nuno Ramos. Foto: Divulgação

A exposição é dividida em três partes: “Só Lâmina”, “Luz Negra” e “Carolina”. Com oito trabalhos bidimensionais (pintura em tela), uma escultura sonora e um vídeo, as produções revelam a diversidade de formas, cores e materiais utilizados pelo artista para compor a sua obra. Em “Só Lâmina” Nuno utilizou pelúcia, metal, tinta e espelho/vidro. O contraste de materiais da pelúcia com o metal e da tinta com o vidro, mostram as dualidades e a busca pelo equilíbrio, o caminho do meio. Nas placas foram gravados os versos extraídos do poema de João Cabral. “Carolina” é uma escultura sonora criada a partir de um diálogo de palavras soltas do dia-a-dia, pedaços de músicas e poesias com texto redigido pelo artista e lido pelos atores Gero Camilo e Marat Descartes, enquanto “Luz Negra” é um vídeo em homenagem ao sambista Nelson Cavaquinho produzido em parceria com Eduardo Climashauska.

Desenvolvendo desde a década de 1980 uma pesquisa sobre as “possibilidades” que existem para uma superfície bidimensional de tela, Nuno Ramos foi conquistando seu espaço no cenário artístico nacional com talento e diplomacia. Na exposição “Só Lâmina” o público terá a oportunidade de sentir a energia das suas formas concretistas, a força da matéria-prima das suas obras e a linguagem dos traços ousados de um homem que se supera a cada produção.

Nuno Ramos nasceu em 1960 em São Paulo e é formado em Filosofia. É escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta e videomaker. Para compor suas obras utiliza materiais diversos e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo. Seu trabalho ganhou tridimensionalidade em 1978, quando começou a realizar esculturas com cal, tecido e madeira. A partir de 1988 seus quadros começaram a ganhar cada vez mais volume. As primeiras instalações de Nuno surgiram no início da década de 1990. Sua obra mais emblemática é a instalação 111, uma leitura do artista sobre o massacre do Carandiru (São Paulo).

A exposição também apresenta uma agenda educativa com oficinas e roda de conversa. As oficinas “Lâminas Poéticas”, com vinte vagas cada, acontecerão de 01 a 02 de junho e de 06 a 07 de junho, no mesmo local e horário: das 14 às 17 horas, na Galeria de Arte do Sesc Centro. Ministrada pela arte-educadora do Sesc no Maranhão e seus estagiários Victor Bihen e Thiago Pacheco, os participantes terão contato com experimentações híbridas desenvolvidas por meio de elementos expressivos das artes visuais e literatura, atividade que dialoga com o trabalho em exposição.Com inscrições abertas, os interessados em participar da atividade devem entrar em contato pelo telefone (98) 3216-3830 para garantir a sua vaga.Já no dia 22 de maio, às 9h30, os ludovicenses poderão bater um papo com a arte-educadora do Sesc Paula Barros sobre a técnica e conteúdo na produção das obras inspiradas na poesia de João Cabral de Melo Neto na roda de conversa “A poética de Nuno Ramos na perspectiva da exposição Só Lâmina”.

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Oficina de confecção de fofão com Marlene Barros

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A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (Dac/Proexce), vai promover entre os dias de 13 a 17 de fevereiro, a oficina de confecção de máscaras de fofão.

Artista plástica Marlene Barros. Foto: Divulgação

As aulas são gratuitas e vão ocorrer das 14h às 17h, na sede provisória do Departamento de Assuntos Culturais/Proexce, na rua Humberto de Campos, 174. Centro, em São Luís (MA). Participe!

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Galeria Trapiche convida para ocupar o espaço

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A Galeria Trapiche Santo Ângelo abriu, na quinta-feira (5), chamada pública destinada a artistas brasileiros e estrangeiros que desejarem ocupar o equipamento cultural, localizado na Praia Grande, Centro Histórico de São Luís.

Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche (Praia Grande). Foto: Divulgação

Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche (Praia Grande). Foto: Divulgação

Os interessados em expor trabalhos em qualquer modalidade do campo das artes visuais poderão se inscrever gratuitamente até o dia 30 de janeiro.

Estes deverão preencher formulário disponibilizado no documento da chamada pública e enviar em formato PDF para o e-mail [email protected] com anexos do currículo, portfólio, documentos que comprovam atividade artística, fotos em alta resolução da proposta e projeto expográfico.

A diretora da Galeria Trapiche, Camila Grimaldi, explica que a proposta para este ano é abrir espaço para que artistas de outros estados possam participar e promover o intercâmbio e circulação de obras.

– A Galeria é um equipamento público municipal que desenvolve um trabalho voltado para atividades afins de promoção e difusão da produção contemporânea das artes visuais. Além dos artistas daqui da cidade, há também uma procura grande de artistas de outros estados, com propostas artísticas consolidadas e que buscam espaço em outras capitais para expor seus trabalhos e fazer circular arte pelo país – afirmou.

Serão avaliadas a criatividade, originalidade, contemporaneidade e qualidade técnica de cada proposta, bem como adequação da proposta às instalações da Galeria Trapiche, o estímulo ao conhecimento e à valorização da pluralidade social e cultural, e o currículo artística do proponente.

O resultado da seleção será divulgado oficialmente no Portal da Prefeitura de São Luís (www.saoluis.ma.gov.br).

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Salão de Artes Visuais será tema de debate na 2ª

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Com o objetivo de incentivar a criação e a difusão da atual produção artística, valorizando o trabalho dos artistas da cidade e promovendo a formação e reflexão sobre temas contemporâneos, o VII Salão de Artes Visuais de São Luís será tema de debate em conversa aberta com o segmento artístico da cidade, nesta segunda-feira (28), às 17h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo (Avenida Vitorino Freire – Praia Grande).

Galeria Trapiche. Foto: Divulgação

Galeria Trapiche. Foto: Divulgação

– Em 2016, a sexta edição do Salão de Artes trouxe mudanças que abriram mais possibilidades de reflexão sobre a cena artística contemporânea de São Luís, como a participação de 30 artistas em diferentes categorias estéticas, a presença de curadores de renome nacional, o incentivo de intercâmbio artístico e atividades ao longo do ano de formação e debates sobre a cena contemporânea – informou a diretora da Galeria Trapiche Santo Ângelo, Camila Grimaldi.

A conversa é aberta ao público, no espaço da Galeria Trapiche, com o propósito de debater os tópicos fundamentais do projeto do VII Salão de Artes Visuais.

– Neste encontro, vamos ouvir o segmento artístico e os produtores que estão diretamente ligados ao projeto do salão para debater propostas criativas que possam ampliar as ações de fomento do edital – explicou Grimaldi.

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Oficina de ‘Shakes’ na Galeria Trapiche Santo Ângelo

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Exposição “Acervos” em cartaz na Galeria Trapiche

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Foi aberta nessa terça-feira, dia 20/9, na Galeria Trapiche (Praia Grande), a exposição que reúne uma coleção de 17 obras de pinturas e esculturas.

Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche (Praia Grande). Foto: Divulgação

Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche (Praia Grande). Foto: Divulgação

Intitulada “Acervos”, a Mostra combina arte e história do conjunto de bens que ocupam os prédios e órgãos públicos do município. A exposição tem um caráter institucional e fica aberta até 11 de outubro.

Com formação em Teatro pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), além de especialização em Gestão pela Faculdade Estácio do Rio de Janeiro e Curadora Artística da Feira do Livro de São Luís  (FÉLis), Camila Grimaldi, 28 anos, diretora da Galeria Trapiche, disse que a exposição tem como objetivo despertar para o cuidado que se deve ter com os bens públicos.

– A exposição reflete a atenção para os acervos, sobre o cuidado que se tem com os bens, a restauração deles e destacar de que forma os órgãos públicos estão adquirindo obras artísticas para ocupação de seus espaços. Trazemos o nome ‘Acervos’ no plural, para abranger o acervo municipal e das escolas, mas também como meio de ampliar a discussão sobre a dinamicidade desse assunto.

Além da exposição, que conta, também com obras de alunos das escolas estaduais, Justino Pereira e Domingos Vieira Filho, acontecem uma série de palestras e oficinas

– Desta forma, acontecem uma série de palestras e oficinas que remetem ao tema central – complementa.

Durante o período de exposição acontecem atividades formativas com temas correlacionados como, por exemplo, sobre o cuidado de restauração e preservação para estas obras.

A arte educadora e gestora cultural do setor de eventos da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Kátia Castro, também participa de palestra.

Palestra

Uma das palestras será com o professor e artista João Carlos Pimentel, que é um dos idealizadores da união entre obras pertencentes aos prédios municipais com as produções dos alunos na mesma exposição.

Além de João Pimentel, a exposição vai reunir pinturas e esculturas dos artistas maranhenses Ana Rodrigues, Francisco Moreno, Edson Mondego, Antônio dos Anjos, Marlene Barros, Miguel Veiga, Franssoufer, Telma Lopes e Thiago Martins.

A arte educadora e gestora cultural do setor de eventos da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Kátia Castro, também participa de palestra.

A mostra conta com o apoio do Setor de Cultura do Sesc (MA) e tem como curadoria uma equipe composta por Camila Grimaldi, Kátia Castro, João Carlos Pimentel e Mônica Rodrigues.

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Inscrição para Prêmio Ateliê termina nesta 6ª

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O prazo de inscrição para o Prêmio Ateliê 2016, promovido pela Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, encerra-se nesta sexta-feira (13).

O concurso visa premiar trabalhos artísticos, no segmento das artes visuais, produzidos por estudantes, regularmente matriculados em instituições de ensino fundamental e médio da capital maranhense.

Dez obras serão selecionadas e vão compor uma exposição no prédio anexo da Galeria Trapiche. A obra premiada receberá o valor de R$ 2.500, compartilhado entre o professor/orientador e estudante/aprendiz.

Os interessados poderão se inscrever gratuitamente, das 14h às 18h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo (Avenida Vitorino Freire, s/n, Praia Grande). Para participar, basta preencher o Formulário de Cadastro de Proposta de Pessoa Física (Anexo I, do edital), disponível no portal da Prefeitura (www.saoluis.ma.gov.br), anexar toda
documentação exigida e enviar portfólio, fotos\vídeos e texto conceitual ou descrição do processo educativo da obra para o e-mail: [email protected]

Salão de Artes

O 6º Salão de Artes Visuais de São Luís está com visitação aberta até o dia 27 de maio na Galeria Trapiche Santo Ângelo. A mostra reúne trinta obras em diversas categorias das artes visuais selecionadas por meio de edital.

Este ano, o VI Salão premiou os artistas Carolina Libério, Coletivo Dis Forme, Márcio Vasconcelos, Jesus Peres Chuseto, Manlio Macchiavello e Fernanda Areis (Núcleo Rascunho).

A Galeria Trapiche está aberta no horário de 9h às 19h, na avenida Vitorino Freire, s/n, em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande, com entrada gratuita.

Mais informações, acesse o link: https://goo.gl/pdBcgC

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Exposição “Outros Sentidos” de Graça Soares

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A artista plástica e educadora Graça Soares abre as portas de sua casa/ateliê para acolher um grupo de convidados a participar da exposição “Outros Sentidos”, com vernissage neste sábado (24), às 20h, no Ateliê Natural Arte, no bairro do Cohafuma.

Ao todo, dezoito obras sensoriais e peças de artesanato sustentável, feitas com fibras de bananeira, de tucum, de quiabeiro, vinagreira, lonas de caminhão, pneus entre outros, ocuparão os principais espaços do ateliê, que é a própria residência da artista plástica, proporcionando uma visita com sabor de vivência comunitária. Todos os produtos serão comercializados.

Serviço:

Vernissage da exposição Outros Sentidos

Quando: 24 de outubro, às 20h

Local: Ateliê Natural Arte – Cohafuma

Somente para convidados

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Fernando Mendonça: um artista local e global

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Maranhense de Bacurituba, 52 anos, Fernando Mendonça veio para São Luís aos cinco anos e cresceu com a arte pulsando por todas as partes do corpo. Em 1978, integrou o Grupo Laborarte. Dois anos depois foi morar no Rio de Janeiro, onde frequentou até 1985, na Escola de Artes Visuais, as aulas de Celeida Tostes, Rubens Gerchman e Enéas Valle. Atualmente mora entre os bairros da Saúde e Gamboa, zona portuária do Centro Histórico da capital carioca.

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Fernando Mendonça, um dos nomes mais brilhantes das artes plásticas maranhenses da atualidade, já realizou diversas exposições com grande aceitação por parte da crítica e do público, entre elas, o Salão Nacional de Artes Plásticas, no RJ; Salão Paraense (PA); Mostra Pelé, a Arte do Rei, no Museu de Arte de SP; Feira Internacional de Arte Contemporânea de Paris, na França; além do Maranhão, terra Natal.

A última exposição dele em São Luís foi em outubro de 2012. Trata-se da “FM Upaon Açu + 400”, em homenagem ao quarto centenário da capital. Na passagem pelo Rio de Janeiro, o artista plástico Fernando Mendonça conversou com o BLOG , em que diz: “a arte me salvou e me salva. Grato pela sua visão parceira e auditiva”.

PEDRO SOBRINHO – Gilberto Gil disse em entrevista em O Globo, que o “Rio é o tambor do Brasil”. Começando aqui, logo todos tomam conhecimento”. O artista plástico Fernando Mendonça comunga desse conceito de Gil ?

FERNANDO MENDONÇA – De alguma forma ele está certo. Mas, em se tratando das artes visuais, São Paulo é mais percussiva, (rs). Lá já rola a Bienal há muito tempo e de algum tempo pra cá a SPArte, que foi pioneira nesse seguimento de feiras de arte, e que o Rio só realizou a sua depois. Mas, acredito que as coisas estáo tomando outro rumo e o Rio se equipara, nas mostras, ao movimento paulista. A tambozada tá ficando boa (rs).

PEDRO SOBRINHO – Você é um artista plástico inquieto e explora esse tipo de comportamento utilizando a temática da bicicleta em sua obra. Por que esse veículo de duas rodas se tornou tão significativo no que você faz ?

FERNANDO MENDONÇA – A bicicleta é um simbolo universal e um recurso viável para solução do trânsito nas Megalópolis. Uma válvula de escape para o caos e ecologicamente correta. Por influência de Rubens Gerchman e por uma espécie de fetiche eu tenho um apreço pelas ‘bikes’ por achar uma das grande sacadas de Leonardo da Vinci quem eu considero o inventor. Ela é poesia e movimento, coisas que me mexem.

PEDRO SOBRINHOVocê já morou em Santa Teresa, na Lapa e agora mora no bairro da Saúde, na região da zona portuária do Rio de Janeiro. Como é a sua relação com essas comunidades e se elas servem de pontos de equilíbrio e inspiração no teu trabalho?

FERNANDO MENDONÇA – De alguma forma, assim como as fases do meu trabalho, a busca por novas luzes, topografia e tipologia. Assim vou me embrenhando em cenários que me instigam e estimulam a criação, procurando sempre registrar o cotidiano, como um cronista. Minha alma de ariano, me faz aventurar e transitar com conforto por plagas as mais diversas. Isso me excita: Santa Teresa, Copacabana, Lapa, Zona Portuária ou São Luis, do Maranhão, são pretextos para eu me arvorar e me desafiam a novas buscas.

PEDRO SOBRINHO – Ao visitar a sua casa “atelier” percebi a religiosidade, o misticismo, presente com as imagens de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito, santos da Igreja Católica. O que eles representam no seu dia a dia?

FERNANDO MENDONÇA – Cultuo imagens por ser um artista visual e por tradição familiar. A arte sobreviveu a muitas adversidades pelo viés da religião. Grandes artistas, talvez, não tivessem feito suas obras se não fossem operários religiosos, Sou devoto de São Benedito e de Nossa Senhora Aparecida pela negritude, por uma forte identificação, e atribuo ao Tambor de Crioula toda essa reverência e essa devoção. Os tambores do Brasil na terra de Estácio de Sá, que o nêgo Gilberto Gil apelidou de “Tambor do Brasil”, (rs).

PEDRO SOBRINHO – Você é um artista que pega carona na temática urbana. O que te deixa incomodado nessa atual conjuntura global em que a tecnologia se manifesta como a dona da situação ?

FERNANDO MENDONÇA – Acho a tecnologia irreversível. Lamento o fronteriço entre a arma de fogo e a legítima defesa. A vida tem que prevalecer.

PEDRO SOBRINHO – Para muitos artistas a internet é o segredo. Como você se relaciona com essa ferramenta não só para divulgar o teu trabalho, mas como fonte de produção artística ?

FERNANDO MENDONÇA – A internet é uma cachaça e o pixel um forte aliado do pincel. Eu incursiono pouco pela pixel arte, mas não nego que ela influencia bastante a minha pintura, sobretudo.

PEDRO SOBRINHO – Fale um pouco do que você tem feito e pretende fazer no universo das artes plásticas ?

FERNANDO MENDONÇA – Estou agora numa produção de uma nova série de xilogravuras com tábuas de caixas de bacalhau, sempre com a temática do cotidiano e na pintura tenho feito obras eróticas.

PEDRO SOBRINHO – Quando São Luís terá o privilégio de prestigiar uma exposição de Fernando Mendonça ?

FERNANDO MENDONÇA – Estou completando 30 anos de trabalho a serviço da arte. No segundo semestre,deste ano, faço um evento em São Luis para comemorar isso.

PEDRO SOBRINHO –  Você nasceu em Bacurituba, interior maranhense. Depois foi morar em São Luís e veio para o Rio de Janeiro. Fez o percurso natural de um artista cujo o mundo não tem fronteiras. Qual o olhar do artista plástico e mundano a cada retorno ao Maranhão ?

FERNANDO MENDONÇA – Amo minha terra e meu povo. Alguns fatos e alguns descasos com essa riqueza toda, me entristecem, mas sou otimista. Vejo um processo de transformação que é uma versão turbulenta da máxima irônica do nosso conterrâneo Jorge Thadeu que profetizava: ” São Luís vai virar Paris..” A França Equinocial, que tal ? Repaginada do avesso, (rs).

PEDRO SOBRINHO – Qual a leitura que você faz de meio século de vida ?

FERNANDO MENDONÇA – A velocidade está em tudo. O tempo passa estonteante. A arte me salvou e me salva. Grato pela sua visão parceira e auditiva.

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Cláudio Costa ocupa Casa do Nhozinho com exposição

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Inspirado nas atitudes transgressoras dadaístas do inicio do sec. XX, meio sem pedir licença, como se fosse um ‘Sem Espaço’, o artista visual Cláudio Costa vai se apropriar poeticamente da Casa de Nhozinho, espaço cultural na Praia Grande em São Luís. A partir deste sábado (15), a ocupação promoverá no local exposição, happening, além de oficinas de construções coletivas, toque de caixas e recitais de poesia.

O patrocínio é do I Edital Universal de Apoio à Cultura Maranhense, da Secretaria de Estado de Cultura (Secma). Até o dia o dia 15 de julho, o público poderá apreciar instalações, shows e inúmeras atividades oferecidas gratuitamente para todos.

Cláudio Costa vai mostra em São Luís, em especial para artistas, fragmentos de uma longa experiência estética no campo das artes visuais ocorrida nos últimos 12 anos por meio do Projeto Rotas Geopoéticas, que ele vivenciou viajando, em embarcações, por isolados comunidades do Litoral do Maranhão.

Na Casa de Nhozinho, o Projeto Rotas Poéticas é uma exposição resultante das viagens de Cláudio Costa na embarcação-atelier, quando ele e um grupo de artistas construíram e levaram expressões da arte contemporânea e educação para um público diferenciado. A vivência promoveu cultura e a arte contemporânea entre povos que vivem em distantes e isoladas localidades da costa maranhense.

Vivenciaram as rotas poéticas, com Cláudio Costa, os poetas Paulo Melo e Souza, Henrique Santos, Kátia Dias, Luiz Henrique Resende e Couto Correa Filho; Rose Coureira (arte-educadora) Luiz Pazzine (teatrólogo e professor da UFMA), Juliana Manhãs (arte-educadora), Periandro Barreto (psicanalista), Sérgio Castanheira (músico), Silvio Botelho (pintor), Luiz Inácio de Oliveira (filósofo), além do Mestre Lourimar que comandou a embarcação.

O cineasta Beto Matuck, que também participou das Rotas Geopoéticas, está realizado um documentário, no qual estão algumas das passagens, formas de criação e instalações vivenciadas por Cláudio Costa durante as rotas.

Serviço:

Cláudio Costa vai ocupar a Casa de Nozinho

O QUE: Lançamento da exposição ‘Estas+Dias Geopoéticas’ de Cláudio Costa e convidados

QUANDO: Sábado (15) às 10h

ONDE: Casa de Nhozinho (Rua Portugal na Praia Grande, no centro histórico de São Luís)

PÚBLICO: Aberto, gratuitamente, para todos os públicos

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