Orkut morre e o rádio ainda vive

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Orkut, uma mídia recente, será desativada dia 30 de setembro. O Google anunciou oficialmente este mês.

Orcut 1

 

O assunto já era corrente. Desde a semana passada, eu e amigos falamos disso via e-mail.

O Orkut, assim como outras redes de relacionamento, canais e formas de comunicação e inúmeras mídias,  fez muito sucesso no pouco tempo de existência.

Orcut 2

 

Tiveram vida curta, é certo, comparado com a televisão.

Mas, cumpriram plenamente suas funções no espaço de tempo em que foram úteis. É o caso do Orkut e da mídia disquete, de transporte de dados.

Televisão e telefone

Televisão, poderosa mídia do século XX, corre risco neste início de século.

Hoje, em tempos de Copa do Mundo, a televisão ainda é parceira familiar dos sofás dos lares e das camas de hotéis. Só que vem perdendo espaço para a internet.

O mesmo pode se dizer do telefone.

Com o whatsapp e instagram, quem tem menos de 17 anos pouco usa o telefone.

Aliás, a galera tá ignorando, também, a televisão, que vem ganhando cara de mídia corococó.

Fatos relevantes de um dia, ou de horas, ficam velhos ao sair no Jornal Nacional (Rede Globo), que ainda é o mais importante programa jornalístico do Brasil.

Enfim, é visível: televisão, jornais impressos e telefone estão perdendo sopro.

Fim da AM?

O que impressiona é a mídia rádio – a cara do século XX – ainda ser forte neste século digital.

Já apregoam o fim da frequência AM.

Com o sistema digital que será implantado no Brasil, tudo pode virar FM.

A questão é o alcance. AM se espalha pelos lugares mais longínquos e a frequência FM fica restrita às regiões metropolitanas.

Fotografia

Mídia boa de fôlego é a vovozinha fotografia.

Surgida em meados do século XIX, entrou triunfante no século XX quando resistiu a fúria das imagens em movimento: cinema e televisão.

A fotografia permanece no século XXI com muita raça. É um dos maiores suportes de circulação de informação dentro da internet.

Escrita

Por fim, vale falar de uma mídia milenar, a escrita.

Até quando vai durar?

Os correios ainda vivem.

E o telégrafo! Era ‘show’ no século XIX.

Ainda é possível olhar suportes de fios de telégrafos presos nas fachadas de casarões das ruas do centro histórico de São Luís.

Veja abaixo a mensagem interativa enviada pelo Google anunciando o fim do Orcut.

Orcut 3

Após dez anos de conversas e conexões sociais on-line, nós decidimos que é hora de começar a nos despedir do Orkut. Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o do Orkut e, por isso, decidimos concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários.

O Orkut não estará mais disponível após o dia 30 de Setembro de 2014. Até lá vamos manter o Orkut no ar, sem grandes mudanças, para que você possa lidar com a transição. Você pode exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível online a partir de 30 de Setembro de 2014. Se você não quiser que seu nome ou posts sejam incluídos no arquivo de comunidades, você pode remover o Orkut permanentemente da sua conta Google. Para mais detalhes, por favor, visite a Central de Ajuda.

Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além.

 

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Google anuncia fim do Orkut

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Orkut, uma mídia recente, será desativada dia 30 de setembro. O Google anunciou oficialmente a decisão esta semana.

Orcut 1

 

O assunto já era corrente. Desde a semana passada, eu e amigos falamos disso via e-mail.

O Orkut, assim como outras redes de relacionamento e inúmeras mídias, como o disquete, fez muito sucesso no pouco tempo de existência.

Orcut 2

 

Tiveram vida curta, é certo, comparado com a televisão.

Mas, cumpriram plenamente suas funções no espaço de tempo em que foram úteis.

Televisão e telefone

Televisão, poderosa mídia do século XX, corre risco neste início de século.

Hoje, em tempos de Copa do Mundo, a televisão ainda é parceira familiar dos sofás dos lares e das camas de hotéis. Só que vem perdendo espaço para a internet.

O mesmo pode se dizer do telefone.

Com o whatsapp e instagram, quem tem menos de 17 anos pouco usa o telefone.

Aliás, a galera tá ignorando, também, a televisão, que vem ganhando cara de mídia corococó.

Fatos relevantes de um dia, ou de horas, ficam velhos ao sair no Jornal Nacional (Rede Globo), que ainda é o mais importante programa jornalístico do Brasil.

Enfim, é visível: televisão, jornais impressos e telefone estão perdendo sopro.

Fim da AM?

O que impressiona é a mídia rádio – a cara do século XX – ainda ser forte neste século digital.

Já apregoam o fim da frequência AM.

Com o sistema digital que será implantado no Brasil, tudo pode virar FM.

A questão é o alcance. AM se espalha pelos lugares mais longínquos e a frequência FM fica restrita às regiões metropolitanas.

Fotografia

Mídia boa de fôlego é a vovozinha fotografia.

Surgida em meados do século XIX, entrou triunfante no século XX quando resistiu a fúria das imagens em movimento: cinema e televisão.

A fotografia permanece no século XXI com muita raça. É um dos maiores suportes de circulação de informação dentro da internet.

Escrita

Por fim, vale falar de uma mídia milenar, a escrita.

Até quando vai durar?

Os correios ainda vivem.

E o telégrafo! Era ‘show’ no século XIX.

Ainda é possível olhar suportes de fios de telégrafos presos nas fachadas de casarões das ruas do centro histórico de São Luís.

Veja abaixo a mensagem interativa enviada pelo Google anunciando o fim do Orcut.

Orcut 3

Após dez anos de conversas e conexões sociais on-line, nós decidimos que é hora de começar a nos despedir do Orkut. Ao longo da última década, YouTube, Blogger e Google+ decolaram, com comunidades surgindo em todos os cantos do mundo. O crescimento dessas comunidades ultrapassou o do Orkut e, por isso, decidimos concentrar nossas energias e recursos para tornar essas outras plataformas sociais ainda mais incríveis para todos os usuários.

O Orkut não estará mais disponível após o dia 30 de Setembro de 2014. Até lá vamos manter o Orkut no ar, sem grandes mudanças, para que você possa lidar com a transição. Você pode exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). Um arquivo com todas as comunidades públicas ficará disponível online a partir de 30 de Setembro de 2014. Se você não quiser que seu nome ou posts sejam incluídos no arquivo de comunidades, você pode remover o Orkut permanentemente da sua conta Google. Para mais detalhes, por favor, visite a Central de Ajuda.

Foram 10 anos inesquecíveis. Pedimos desculpas para aqueles de vocês que ainda utilizam o Orkut regularmente. Esperamos que vocês encontrem outras comunidades online para alimentar novas conversas e construir ainda mais conexões, na próxima década e muito além.

 

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Uema: 3.489 vagas no Paes 2015

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A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) disponibilizou o edital nº 116/2014, que disciplina a realização do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes) 2015. Serão oferecidas 3.489 vagas.

O Paes 2015 seleciona candidatos para os cursos de graduação, nas modalidades presencial e a distância, para o primeiro e o segundo semestres de 2015.

Inscrição

As inscrições podem ser feitas entre os dias 28 de julho e 22 de agosto.

Os interessados devem acessar o endereço eletrônico: www.vestibular.uema.br, optar por um dos sistemas de vagas (universal ou especial), preencher e imprimir o requerimento de inscrição, gerar boleto bancário e efetuar o pagamento em qualquer agência do Banco do Brasil ou nos seus correspondentes bancários.

Provas

A primeira etapa do Paes acontece no dia 16 de novembro. Serão 80 questões objetivas de múltipla escolha, abrangendo conteúdos referentes às disciplinas das três séries do ensino médio.

A segunda etapa será dia 14 dezembro. Serão 16 questões analítico-discursivas de duas disciplinas específicas por curso e a prova de produção textual.

As duas provas serão realizadas das 13h às 18h, com duração de 5 horas.

Locais de prova

As provas serão realizadas em 22 municípios.

São Luís, Caxias, Imperatriz, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Açailândia, Pedreiras, Timon, Grajaú, Lago da Pedra, Zé Doca, Itapecuru-Mirim, Colinas, Carolina, Pinheiro, Presidente Dutra, São João dos Patos, Coelho Neto, Barra do Corda, Codó e Coroatá.

Mais informações

(98) 3245 1102.

(98) 3245 2756.

www.vestibular.uema.br

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Direito em Bacabal é reconhecido

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O Conselho Estadual de Educação (CEE), por meio da Resolução 154/2014-CEE, de 5 de junho de 2014, reconheceu, por um prazo de 3 (três) anos, o Curso de Direito da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) de Bacabal.

Bacabal é uma cidade localizada no Médio Vale do Mearim, região central do Maranhão.

 

Bacabal

Bacabal, cidade localizada na Região do Médio Rio Mearim

 

Após as diligências e análises das condições de funcionamento do curso, uma Comissão encaminhou relatório com parecer favorável ao reconhecimento para a Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação.

A primeira turma de Direito em Bacabal já obteve bons resultados nas avaliações nacionais, como a nota 5 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

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Uema inaugura Viveiro  

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A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) inaugurou, esta semana, o Viveiro Telado II, na sua Fazenda Escola.

O Viveiro recebe o nome “Professor Nivaldo Vilar de Albuquerque”, homenagem a um docente que prestou grande contribuição às Ciências Agrárias do Maranhão.

O viveiro será um espaço de ensino, pesquisa e ações de extensão para os alunos de graduação, pós-graduação.

Para a gerente da Fazenda Escola, Ariadne Enes Rocha, o Viveiro Telado II vai ser fundamental para o avanço da pesquisa na Uema.

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Dentista sem broca

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Cientistas da universidade King’s College London acreditam que eletricidade pode ser usada para fortalecer um dente ao forçar minerais para dentro da camada do esmalte dentário.

Assim, eles esperam que a técnica acabe não só com a necessidade de brocas, mas também de injeções e obturações.

Dentista sem broca

 

Minerais

Mineirais como o cálcio e fosfato circulam naturalmente para dentro e fora do dente. O ácido produzido pelas bactérias que processam o alimento na boca ajuda os dentes a perder esses minerais.

Na experiência, o grupo de pesquisadores aplicou um coquetel de minerais e depois usou uma fraca corrente elétrica para direcionar os minerais para dentro do dente.

Eles dizem que, assim, o processo, chamado de Electrically Accelerated and Enhanced Remineralisation(“remineralização Eletricamente Acelerada e Aumentada”, em tradução livre), reforça o dente.

Com dados da BBC

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Natalino Salgado entrega livros no Sá Viana

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A assessoria da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) informou que o reitor Natalino Salgado Filho doou mais de 500 livros, entre títulos de literatura e história maranhense, para a Biblioteca Antônio Vieira, da Associação dos Moradores do Sá Viana, bairro próximo à Cidade Universitária do Bacanga, em São Luís.

Natalino Sá Viana 1

Reitor Natalino Salgado e comunidade do Sá Viana, durante a entrega dos livros

 

As publicações são do acervo do reitor.

O presidente da Associação de Moradores do Sá Viana, Alex Kennedy Rodrigues, afirmou que os livros servirão para pesquisa e leitura de moradores de todas as idades.

Para o reitor Natalino Salgado, o objetivo da doação é incentivar, na comunidade, o hábito da leitura.

Melhorias nas comunidades

O reitor e representantes das comunidades do Itaqui-Bacanga vistoriaram áreas que circundam a Ufma para verificar como está sendo feita a drenagem das águas das chuvas, problema que tem afetado os moradores residentes nos baixios das comunidades.

Foi discutida, também, a retirada do lixo acumulado nos bueiros e calçadas que impedem a vazão da água da chuva e arrasta o lixo para as residências.

Outra providência é a recuperação das calçadas que estão rompidas em alguns trechos, dificultando o tráfego da comunidade.

Na visita, o reitor autorizou o reparo das calçadas que fazem parte dos muros da Universidade.

O presidente da associação afirmou que a recuperação dos trechos beneficiará os moradores das comunidades do Sá Viana e Jambeiro, além de recuperar a tubulação de esgoto no Jambeiro e a tubulação que será feita na curva que dá acesso ao Sá Viana.      

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Agostinho acha Ufma incapaz na crise

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Professores da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) estão discutindo as suas formas de organização e intensificando o debate envolvendo o papel da Universidade pública na sociedade brasileira.

Em um segundo artigo publicado neste blog, o professor Carlos Agostinho Couto faz uma análise envolvendo a morte de um cidadão em um arraial junino realizado dentro da Ufma.

O Uniblog está aberto a propostas e análises envolvendo a Ufma.

Abaixo artigo do Professor Agostinho Couto

Morte no arraial: opção por criminalizar a vítima demonstra incapacidade da Ufma em lidar com crises

 Carlos Agostinho Couto

(Prof. Departamento de Comunicação Social da Ufma e membro do Conselho de Representantes da APRUMA)

Em que pese todo o poder comunicacional que tem demonstrado quando deseja se utilizar da imprensa para a divulgação de notas do seu interesse (dezenas de blogs, colunas em jornais da situação e oposição, entrevistas em jornais e na TV), a Universidade Federal do Maranhão demonstrou uma insensibilidade sem tamanho ao tratar da morte de um jovem em uma festa promovida dentro do campus do Bacanga.

Não que ela não tenha conseguido divulgação, pois isso sempre acontece, numa impressionante conquista de espaço que já uniu em favor de uma mesma causa antagonistas ferrenhos – como a Coluna do Pêta (JP) e a Estado Maior (EMA) – no caso da criação de um sindicato oficial na Universidade. Houve divulgação da Nota Oficial da instituição sobre o assassinato, mas o conteúdo da mesma é de envergonhar qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Nos defensores dos direitos humanos (que deveríamos ser todos nós) deve dar vontade de denunciar às cortes internacionais.

No lugar da sensatez, apuração, disponibilidade e auxílio às autoridades policiais e à família do rapaz, a Nota opta pela criminalização da vítima.

A Nota inicia com uma informação imprecisa de que uma senhora não identificada havia informado que “10 indivíduos estavam assaltando” pessoas no campus. Com o intuito de garantir a “segurança patrimonial da instituição” (percebamos: não se pretendia acabar com possível tumulto ou com o risco para as pessoas presentes na festa) os seguranças foram acionados. A Nota continua tratando os envolvidos por “meliantes”, “infratores” e “assaltantes”, sem restar comprovada qualquer ação criminosa específica ou condenação judicial dos mesmos.

O documento é encerrado com um depoimento da mãe da vítima que dá conta de que ela “já sabia que isso iria acontecer”, como se fosse possível a ela prever que o filho fosse ser assassinado, não sem antes divulgar a alcunha do rapaz (“Cachorrão”) e sugerir que os participantes sejam ligados a um grupo criminoso local.

Embora não possamos afirmar que essa era a verdadeira intenção da UFMA (justamente porque antecipar um juízo, como foi feito, seria temerário), todos sabemos que no Maranhão, infelizmente, essa é uma prática comum. Quando há crises, denúncias, acidentes, debates mais aguerridos, condena-se a vítima para evitar críticas e transferir a responsabilidade. Já houve dezenas de casos assim, principalmente no mundo policial e político.

Porém, a mesma imprensa tão colaborativa com os interesses das notas oficiais e oficiosas, principalmente quando se trata de atingir quem ousa criticar a administração, demonstrou que pode ser outra a verdade. Matéria do Jornal Pequeno, publicada no último dia 15, dá conta de que a visão da família e as intenções do jovem morto podem não ser as contidas na Nota.

Diz a matéria que a mãe do rapaz, ao perceber que a sua filha voltara do arraial sem o irmão, mandou que a mesma retornasse e o levasse para casa; que o jovem escondeu-se por trás de um poste de iluminação pública, para fugir da confusão, quando foi baleado; que o morto havia concluído o Ensino Médio e preparava-se para tentar cursar Engenharia Mecânica; que a mãe prestou queixa à polícia do fato e que a polícia investiga o assassinato, mas que não menciona assaltos no local.

No final da apuração pode-se chegar à conclusão de que realmente houve assaltos, ameaças, tiroteio e que a morte foi uma fatalidade na tentativa de controlar a situação? Sim, é possível. Mas não se pode antecipar juízos de valor, criminalizar a vítima, seus companheiros e sugerir que a família dava como certa a morte do rapaz. A Universidade, como promotora da festa, deveria assumir os riscos e colocar segurança suficiente e competente para uma situação como esta; solidarizar-se com todos os envolvidos (frequentadores da festa, família do jovem morto, vigilante acusado…), colocar-se à disposição das autoridades e, finalmente, demonstrar que age como se espera de qualquer universidade: uma instituição séria e que assume as suas responsabilidades, mesmo quando elas recaem sobre uma situação que ninguém quer ou espera, agindo com isenção, transparência e atenção para com a comunidade.

 

 

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Golaço: Brasil lança nanossatélite

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Em pleno período de Copa do Mundo, o Brasil faz gol de placa na área tecnológica.

O primeiro nanossatélite brasileiro, o NanosatC-Br1, foi lançado com sucesso na base de Yasny, na Rússia.

Nanossatélite brasileiro

Em órbita, o cubesat já envia informações

 

Desenvolvido com recursos da Agência Espacial Brasileira (AEB), o nanossatélite já mantém contato com as bases de monitoramento.

As informações enviadas são recebidas pelas Estações Terrenas de Rastreio e Controle de Nanossatélite do Programa NanosatC-BR, da Universidade Federal de Santa Maria, e a do Ita/Inpe.

O objetivo do cubesat é monitorar a intensidade e mapear o campo magnético sobre a América do Sul.

O NanosatC-Br1 foi desenvolvido pelo Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais (CRS/INPE).

É o primeiro cubesat universitário brasileiro a ser lançado.

Mais informação no site da Agência Espacial Brasileira  www.aeb.gov.br

 

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Prof. Lucelma Braga defende a Apruma

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Professores da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) estão discutindo as suas formas de organização e intensificando o debate envolvendo o papel da Universidade pública na sociedade brasileira.

A professora Lucelma Braga envia artigo que o Uniblog publica.

O blog fica aberto a outros artigos envolvendo o debate salutar, considerando propostas para a Ufma e que indiquem melhoria das condições de trabalho dos professores.

Abaixo o artigo da professora Lucelma Braga.

A Apruma e a defesa histórica da educação pública, gratuita e de qualidade!

Professora Lucelma Braga (Centro de Ciências Agrárias e Ambientais CCAA/UFMA)

Tendo lido os textos dos professores Flávio Reis e Maria Ozanira e participado, nos últimos quatro anos do movimento docente na Universidade Federal do Maranhão (Ufma), senti-me estimulada a também manifestar minhas reflexões acerca dos recentes acontecimentos políticos em nossa universidade.

Sou filiada a APRUMA há pouco tempo, considerando a história e a relevância da atuação dos professores supracitados e de muitos outros que têm, bravamente, construído esta entidade ao longo de sua existência que já remonta 36 anos. Mas tenho acompanhado a atuação da APRUMA, desde a década de 1990, quando eu ainda era estudante de graduação. Por um lado, acompanhei a construção histórica desta entidade através da atuação de professores combativos, que foram e são referências ético-políticas para mim e para muitos outros militantes. Por outro lado, participei ativamente do movimento estudantil, empreendendo em conjunto (DCE/APRUMA) importantes lutas em defesa da educação pública, no contexto de implementação das políticas neoliberais, que trouxeram graves impactos  para a realidade social como um todo. Lembro-me entre inúmeras batalhas, da participação ativa da APRUMA no Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública, que foi parte do movimento nacional amplo, democrático e propositivo de elaboração do Plano Nacional de Educação – PNE, que embora tenha sido rechaçado pelo governo à época, é sem sombra de dúvidas, até hoje, uma importante referência para a educação brasileira,  construída a partir do esforço coletivo de inúmeros educadores, estudantes e outros atores sociais, comprometidos com a defesa intransigente do caráter público da educação.

Desde então, a APRUMA tem sido alvo de inúmeras críticas e certamente parte delas resultam da clareza e firmeza com que vem defendendo o seu projeto de universidade e de sociedade. A crítica mais recente foi encampada pelo grupo de professores que organizam o SIND-UFMA. Tais críticas precisam ser debatidas. Por um lado, para serem desmistificadas, por outro, como elementos para nossa autocrítica, processo que deve ser realizado permanentemente por qualquer militante sério. Uma crítica que considero bastante relevante é a acusação de que a nossa entidade está descolada dos reais problemas  dos professores de nossa universidade e que a mesma precisa “de um sindicato de verdade e não uma ‘seção sindical’ atrelada a outros interesses”. Discordo da suposta veracidade com que é firmada esta acusação. E vou explicar. Penso que num debate franco somos levados a reconhecer que não há política, ou disputa política, sem projeto, ou seja, sem interesses. O que necessita ser dito com clareza é quais são os reais interesses em disputa com a criação do SIND-UFMA. Sem dúvida, são interesses não apenas distintos dos interesses histórica e publicamente defendidos pela APRUMA, mas são principalmente interesses ANTAGÔNICOS. Em suma, estamos diante de dois projetos de universidade, de sociedade. Quem participa minimamente da vida política em nossa universidade e conhece a prática política dos protagonistas deste que se apresenta “como um novo jeito de fazer sindicalismo”, sabe do que eu estou falando. Um fato que por si só deixa claro o lugar de onde fala este “novo sindicato”  está registrado na matéria do Jornal O Imparcial, publicada em 28 de maio de 2014, em que o Reitor da UFMA, Natalino Salgado, fala do entusiasmo do Ministro da Educação, Henrique Paim,  quando recebeu a notícia de criação do SIND-UFMA. É curioso que o grupo do SIND-UFMA, tendo desencadeado um processo nesses termos, conforme fica explícito na matéria do jornal citada acima, reivindique autonomia e independência da APRUMA!

Talvez fosse interessante que os professores tentados a organizar um sindicalismo de novo tipo participassem antes das assembleias da APRUMA, defendendo publicamente seu projeto de universidade (sem escamoteá-los!!), e expondo suas ideias acerca da sociedade, poder, etc. Assim ficaria transparente, algo que o SIND-UFMA também reivindica da APRUMA em seu panfleto de criação, a quais partidos políticos pertencem os protagonistas do “novo sindicalismo”, pois esse discurso de pretensa pureza política, nos coloca precipício abaixo na despolitização da nossa categoria.

A participação nas assembleias da APRUMA seria muito interessante inclusive porque lá disputaríamos ideias, projetos para além do processo eleitoral (eleição – espaço de disputa privilegiado dos protagonistas do SIND-UFMA, o que por si só, já é sintomático do projeto que defendem!!!). Fica aqui o meu convite especialmente direcionado aos professores assediados pelos protagonistas do SIND-UFMA, a  participarem não apenas da disputa eleitoral  da entidade, ou da criação de um outro sindicato, mas do debate sempre democrático, que define coletiva e legitimamente os rumos que deve tomar o movimento docente na UFMA e fora dela.

Outro aspecto destacado no panfleto de criação do SIND-UFMA é o fato de que estamos em um mundo, em um país e numa universidade, diferentes. Dessa análise, eu concordo. E também vou dizer a razão. Não tenho a pretensão de fazer análises acerca das transformações mais gerais ocorridas no país e no mundo, afinal fomos convocados a tratar de questões locais, termo-fetiche usado pelos protagonistas do SIND-UFMA, mas sabemos  que o uso de um referencial teórico-metodológico consequente nos coloca diante do desafio de entender o local em articulação com os outros níveis da realidade objetiva, o que nos revela que entender a nossa universidade é impossível, sem situá-la  no contexto mais geral em que a universidade brasileira está inserida. Primeiro, é necessário reconhecer que nós crescemos, embora com preocupante inovação e relativa (apenas relativa) inclusão social! Vejamos os dados da expansão da NOSSA universidade. O número de campi da UFMA cresceu 125% nos últimos anos, pós-REUNI. Analisados os referidos dados, sem a análise do funcionamento real dos nossos 9 campi, poderíamos  dizer que estamos diante de um incomensurável avanço. Mas vamos com a acuidade necessária, para que não fique turvo o nosso olhar com a “cortina de fumaça” que produz este programa de expansão. Crescemos, em termos de matrículas, 145% na pós-graduação stricto sensu e 63,8% na graduação presencial. Se considerarmos que são basicamente os mesmos professores que atuam da graduação e na pós, e que esse segmento experimentou aumento de apenas 43,3%, temos um problema.  Alias, um problema grave! Não podemos simplesmente nos entusiasmar com o crescimento quantitativo da UFMA, sem considerar as contradições acarretadas com esse processo de expansão. Se adicionarmos à desproporcionalidade com que cresceu o número de matrículas e o número de professores, o fato de que o aumento de técnico-administrativos foi de apenas 6,9%, compreenderemos que estamos diante de uma tendência nacional, que expande as oportunidades de acesso à universidade às custas da intensificação e  da precarização do trabalho docente.

A partir de uma breve análise histórica, temos uma melhor compreensão do que está acontecendo na universidade. Em 1980, a proporção professor-aluno era de 7:1, passou a 8:1 no ano de 1998 e chegou a 11:1 em 2004, de acordo com Bosi (2007).  Atualmente, na UFMA, alcançamos a proporção 20:1, superando a própria meta do REUNI, cuja proporção professor-aluno, é de 18:1.  Isto tudo demonstra que, de fato, estamos em outra universidade. O que importa é compreender o rumo da mudança a que fomos arrastados, bem como os efeitos sobre o nosso trabalho e a formação acadêmico-científica das novas gerações.

É notável o compromisso com que a APRUMA e o Sindicato Nacional-ANDES vêm denunciando os impactos dessas mudanças sobre a perda da potencialidade do trabalho educativo que realizamos e sobre nossa saúde física e psíquica, entre outros. Nesse sentido, como acusar a nossa entidade de estar descolada dos reais problemas que afetam os professores de nossa universidade? Mais uma vez estamos diante da necessidade que nos desafia a responder a questão: qual universidade defendemos  e que tipo de atuação sindical consideramos adequada para enfrentar tais políticas…

De fato, temos que encontrar coletivamente medidas cada vez mais eficazes no enfrentamento dessas políticas e seus implementadores, mas buscar tais alternativas passa pelo entendimento de que não se trata de arrefecer nossa capacidade de luta, adotando o apregoado diálogo, proclamado pelos protagonistas do SIND-UFMA, com quem tem historicamente contribuído com o enfraquecimento do nosso movimento de resistência, fragmentando nossa categoria, a partir da criação de uma entidade atrelada à reitoria.

Com isso quero comentar mais um aspecto do já referido panfleto. Ele convoca a se filiarem, os professores que desejam ter um sindicato onde “o professor e sua família possam usufruir de momentos de lazer” ou que desejam “ter vantagem em vários tipos de serviços por meio de convênios com empresas”. Será que são esses os problemas que a nossa categoria quer ver resolvidos, enfrentados? Penso que necessitamos debater de forma mais consequente o que isto significa para o cotidiano de nossa atuação como docente.

Por último, penso que todo esse debate, desde os últimos processos eleitorais, tem sido muito importante para o movimento como um todo, considerando que a universidade é um espaço de disputa de ideias, e que o pensamento divergente como tal precisa ser respeitado.  Mas, para ser salutar o debate, necessitamos analisar o que está em disputa e não aderir a este ou a aquele projeto por constrangimento, pressão ou relações pessoais etc. Urge superarmos a análise idealizada do movimento docente como um todo e da  nossa entidade em particular, como se a APRUMA não fosse expressão da atuação de homens e mulheres em luta, enfrentando todas as  contradições que comporta esse processo.

Eu posso afirmar, como alguém que já participou de uma gestão da APRUMA (2010-2011) que, antes de tudo, a construção cotidiana desta entidade é realizada por docentes que além de realizarem as atividades de ensino, pesquisa e extensão na universidade, ainda se dedicam a contribuir com a luta, num ato que a um só tempo expressa a coragem e o compromisso com a universidade pública, gratuita e de qualidade social.

A APRUMA, assim como todas as entidades classistas, entendidas desse modo, necessitam atualizar o debate, revigorar sua atuação, fazer autocrítica permanente de suas práticas e fortalecer a organização para os combates necessários, aglutinando cada vez mais forças efetivamente capazes de expressarem um projeto autônomo de universidade e de sociedade.

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