Descentralização da UemaSul, uma ideia a ser seguida

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Começaram as obras de reforma do prédio onde funcionará a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul), em Imperatriz. A instituição de ensino superior foi criada pelo governador Flávio Dino, no sul do Maranhão, a partir de desmembramento da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

A ideia de criar a primeira universidade pública do interior do Maranhão incentiva a interiorização das políticas públicas do Governo do Estado e Federal.

No Maranhão, os serviços públicos ainda são muito concentrado em São Luís.

O exemplo de descentralização da Uema não é só para o campo no ensino superior, pois há excessiva centralização de serviços públicos em São Luís e pouco no interior do estado em áreas como educação, saúde, cultura, saneamento e habitação. Esse erro administrativo está acentuando problemas como o aumento desordenado da população na capital maranhense e o empobrecimento do interior estado.

Obra UemaSul

Professores da UemaSul reunidos com gestores do Governo do Maranhão

Com relação às primeiras obras de readequação da estrutura física do prédio onde vai funcionar a UemaSul, nesta etapa, serão feitos reparos na instalação elétrica, hidráulica, piso, forro, revestimentos de parede e o melhoramento da fachada. O espaço receberá as adequações necessárias para garantir maior acessibilidade para pessoas com deficiência.

O lançamento do início das obras teve a presença de professores e estudantes da UemaSul. A obra deve começar neste mês de janeiro de 2017, com previsão de término em março.

 Com dados da Secap/Governo do MARANHÃO.

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R$ 10 milhões para projetos de agroecologia e produção de alimentos

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Chamada pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai destinar R$ 10,7 milhões a projetos de ensino, pesquisa e extensão voltados à agroecologia e à produção orgânica de alimentos.

O edital recebe propostas até o dia 10 de março.

A chamada vai apoiar projetos de criação e manutenção de núcleos de estudo em agroecologia e produção orgânica, além de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de agroecologia e produção orgânica.

Podem participar instituições da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica; instituições públicas estaduais de educação profissional e Tecnológica; e universidades públicas ou privadas sem fins lucrativos.

A íntegra da chamada pode ser vista no link.

http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&desc=chamadas&idDivulgacao=6982

com dados da  Ascom/MCTIC

 

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2017 consolida a Era dos Robôs

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2017 inicia a era dos robôs

Artigo de Mark Mardell, publicado na BBC News, indica que 2017 pode marcar, em definitivo, o início da Era dos Robôs.

Há anos os robôs já fazem parte de nosso cotidiano. Conversamos quase que diariamente, via celulares, com secretárias eletrônicas que atuam em serviços como telefônicos, de concessionárias de energia elétrica, de compras etc.

Nas agências bancárias, o cliente dialoga com caixas eletrônicos (substitui serviços que eram feitos bancários), portas magnéticas (seguranças) e máquinas de senhas seletivas (recepcionista). Isso sem falar dos serviços oferecidos via internet.

Para o articulista da BBC, a ascensão dos robôs, como realidade irremediável, pode ser o grande acontecimento de 2017. Ele diz que equipamentos, cada vez mais elaborados, estão realizando, mais e mais, trabalhos que, antes, exigiam o cérebro humano e estão, agora, substituindo a força física.

Citou exemplo de impressoras 3D eliminando vagas de emprego na manufatura.

“Carros sem motoristas estão bem próximos de virar realidade, assim como os caminhões que não exigirão ninguém atrás do volante – o que não deixa de ser um pouco assustador se pensarmos que o motorista de caminhão é um dos trabalhos mais comuns em muitas partes do mundo”, exemplificou.

“Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que cerca de metade dos postos de trabalho existentes hoje nos EUA serão automatizados até 2033”, informou

Profissões como a de bancários estão em situação complexa. “Em um artigo recente publicado pela agência Bloomberg, o presidente do banco State Street, de Boston, Michael Rogers, afirmou que, atualmente, emprega cerca de 30 mil pessoas, mas acredita que até 2020 uma em cada cinco delas será substituída por um algoritmo”, informa o artigo da BBC.

A BBC cita que o escolhido de Donald Trump para assumir o Ministério do Trabalho, Andrew Puzder, presidente de uma empresa que controla redes de lanchonetes nos EUA, está feliz em ter menos funcionários e é adepto dos serviços automatizados de atendimento ao consumidor. “Eles são educados, sempre fazem vendas melhores, nunca tiram férias, chegam atrasados ou ficam doentes e nunca cometem discriminação por idade, sexo ou raça”, cita o gestor norte-americano sem atentar para as consequências sociais, o que, na condição de gestor público, pode ser um sinal gravíssimo.

Inclui previsões de que quartos de hotéis em Londres poderão ser limpos por pessoas conduzindo robôs de uma cidade como Buenos Aires de forma muito mais barata.

Tudo indica que a Era Industrial acabou e que a tecnologia mudou os conceitos de trabalho convencional.

Eu acredito que a lógica ‘emprego desemprego’ ficou obsoleta e os gestores públicos, cientistas sociais e universidades ainda não sabem o que fazer.

Na minha opinião, gestores públicos estão inertes para a inevitável substituição de frentes de trabalho por tecnologia. Essa indefinição, frente a um fenômeno ascendente na epopeia humana, além de outros fatores que também são preponderantes, como a corrupção e as desigualdades sociais, faz crescer a violência, os suicídios, as intolerâncias raciais, as imigrações e uso indiscriminado de drogas legais e ilegais.

E esse quadro, de não saber lidar com momentos de mutação, favorece a ascensão de líderes políticos do tipo ‘caudilhos populistas latino-americanos’ que estão ocupando, cada vez mais, espaço mundo afora, a exemplo de Rodrigo Durerte, nas Filipinas; Donald Trump, nos EUA; Putin, na Rússia; e Recep Tayyip Erdoğan na Turquia.

Incluindo dados e imagem da BBC/Londres

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Flávio Dino anuncia primeira reitora da UemaSul

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O governador Flávio Dino anunciou, na segunda-feira (02), a professora Elizabeth Nunes Fernandes como a primeira reitora da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul).

Elizabeth Nunes Fernandes é química e professora da Uema. Tem doutorado em Química Analítica pela Universidade Federal de São Carlos.

Criada por Flávio Dino, no dia 1º de novembro de 2016, a UemaSul, sediada em Imperatriz, começa a funcionar no segundo semestre deste ano.

Os cursos serão definição a partir de estudos do arranjo produtivo regional e discussão com a sociedade e comunidade acadêmica.

“Precisamos democratizar oportunidades e combater desigualdades no que se refere aos bens culturais, ciência e conhecimento”, afirmou o governador Flávio Dino, ao sancionar a criação da UemaSul.

Nesta primeira etapa, o prédio e todo o patrimônio da Uema em Imperatriz serão agregados a nova universidade.  Uma nova sede será construída, no valor de R$ 13 milhões, com previsão de entrega também em 2018.

Com dados da Secap/Governo do Maranhão

 

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Campus do IFMA em Pedreiras

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O governador Flávio Dino instalou um campus do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), na cidade de Pedreiras, na região do Médio Mearim.
A unidade localizada na Rodovia MA-381, Km 0, (bairro Diogo), irá atender milhares de alunos, de vários municípios. Em sua sede provisória, o local conta com 16 professores, que atendem 80 alunos dos cursos de Petróleo e Gás e Eletromecânica. Em 2017, serão atendidos novos 160 alunos, que irão ingressar por meio de processo seletivo.

Construído numa área total de 60 hectares, o imóvel tem 4.420 metros de área construída, com 10 salas de aula, auditório, lanchonete, seis laboratórios, biblioteca, enfermaria, gabinetes médico, odontológico e de assistência social, além da área administrativa.

Com dados da Secap/Governo do Maranhão

 

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Helicóptero ameaça índios isolados na Amazônia

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Os principais jornais do mundo publicaram, em suas primeiras páginas, a notícia de imagens captadas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, usando um helicóptero,  de tribos indígenas isoladas, no estado do Acre, próximo a fronteira com o Peru. Estranhamente, a notícia fluiu como inédita e pitoresca.

Mas, Fundação Nacional do Índio (Funai) e grupos defensores dos povos indígenas criticaram duramente a  atitude do fotógrafo, pois consideraram o trabalho dele uma demonstração de desrespeito aos povos indígenas que optaram pelo isolamento. A ação expôs os indígenas ao público sem qualquer  questionamento ético.

A atitude dos índios de responderem a agressão, com a presença do helicóptero, com flechadas abre uma polêmica.

Também, ficou muito ‘clichê’ selecionar imagens dos índios como se eles estivessem admirados com a presença do helicóptero.

E esse tipo de ‘montagem’, feita por meio de seleção de imagens, nem é novidade, pois, não é a primeira vez que tribos isoladas da Amazônia são ameaçadas por helicópteros com o objetivo de captar imagens fotográficas.

Vale lembrar o tempo em as revistas Cruzeiro e Manchete faziam esses ensaios no Brasil,  mas esse era um momento em que a questão indígena  não tinha alcançado um grau de maturidade como o que existe na atualidade.

O ensaio fotográfico atual lembra mais o século XVI, quando os índios eram captados no recém descoberto Continente Americano e enviados como se fossem ‘animais’, para exposição pública na Europa.

Esperamos que, neste século XXI, com a chegada de Donald  Tramp a presidência do EUA, o mundo não retroceda a atitudes de continuo desrespeito aos povos da América Latina, como se fosse normal.

O mais grave é que as imagens vão documentar a rotina de 12 tribos brasileiras e será lançada no dia 19 de abril de 2017 – Dia do Índio. Essa é mais uma atitude que demostra como é cada vez mais grave a questão ética no mundo de hoje.

Com respeito às comunidades indígenas, este blog se recusa a divulgar as fotografias. Agraudamos uma discussão sobre o tema para avançar em uma posição mais exata.

Resta saber como será usado os recursos arrecadados por todos que usaram as imagens desses índios.

Com dados da BBC Londres, Jornal liberal, jornal The Guardian, entre outros.

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Uema Sul prepara orçamento e organograma

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Depois de sancionada a lei que cria a Uema Sul, a comissão de transição e instalação concluiu, neste fim de semana, a estrutura organizacional e o orçamento da mais nova universidade pública do Maranhão criada pelo governador Flávio Dino.

É mais um passo importante para consolidar a Uema Sul que será sediada em Imperatriz e atenderá 22 municípios do do Maranhão, a partir do segundo semestre de 2017. O trabalho da equipe iniciou desde o dia 1º de novembro.

O próxima etapa está com o Executivo, que deverá editar medida provisória que institui a estrutura organizacional e que cria os conselhos Universitário e o Estratégico Social da Uema Sul.

Com CNPJ e orçamento concluído, a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), que deverá incluir formalmente o que foi planejado pela comissão na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017 do Estado.

Com dados da Secap/Governo do Maranhão

 

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Honras a Terezinha Rêgo, a cientista do MA

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Professora Terezinha Rego

Professora Terezinha Rego

A professora Terezinha de Jesus Almeida Silva Rêgo já recebeu diversos prêmios, no Brasil e no exterior, pelo seu trabalho científico em Botânica e Fitoterapia, desenvolvido na Universidade Federal do Maranhão (Ufma). Neste mês de dezembro de 2016 foi condecora com Honra ao Mérito Científico-Tecnológico, juntamente com outros cinco pesquisadores que contribuem para o desenvolvimento da Ciência no Maranhão.

O honraria foi concedida pelo Governo do Estado, durante homenagem a 47 pesquisadores maranhenses, de diferentes áreas, com o “Prêmio Fapema Maria Aragão”, solenidade realizada em São Luís, pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).

Receberam, também, a Honra ao Mérito Científico-Tecnológico Rose Marie Jácome (Medicina – Universidade Estadual do Maranhão Uema-Caxias), Zulene Muniz Barbosa (Desenvolvimento Socioespacial – Uema), Mundicarmo Maria Rocha Ferretti (Ciências Sociais – Ufma) e Luiz Alves Ferreira (Patologia da Ufma).

Os prêmios e reconhecimentos locais, nacionais e internacionais, na carreira da professora Terezinha Rego, são diversos, entre os quais o de Etnobotânica em Córdoba, Espanha. (Em trabalho desenvolvido com os Índios Canela de Barra do Corda, MA, Brasil) e em Congresso em Londres (no maior jardim botânico do mundo, o Royal Botanic Gardens Kew). Foi homenageada na China, na época da crise da gripe aviária, por causa de três medicamentos: Essência de Cabacinha, Xarope de Urucum e Tintura de Assa-Peixe.

Parabéns, professora Teresinha Rêgo. Na minha carreira de jornalista, fui um dos primeiros a divulgar, em larga escala, a importância das pesquisas de Terezinha Rêgo, desde quando era estagiário no Jornal O Imparcial.

Com dados da Secap/Governo do Estado

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Professor Dimas, da Ufma, ganha Medalha Manoel Beckman

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Dimas medalha na AL 19

O professor Dimas (António Maria Zacharias Bezerra de Araújo) recebeu a Medalha Manoel Beckman, a maior comenda do Poder Legislativo do Maranhão, realizada no dia 06 de dezembro de 2016, na Assembleia Legislativa do Estado, em São Luís. O professor Dimas, 88 anos, fundou e ensinou no curso de Educação Física da Ufma.

O Projeto de Resolução Legislativa n° 015/2016 que concedeu a homenagem é de autoria do deputado Eduardo Braide. Na cerimônia, os presentes receberam o livro de autoria do professor Leopoldo Vaz que relata a história das Educação Física no Maranhão, a partir da trajetória de vida do professor Dimas. A publicação foi lançada pela Academia Viva Água durante sua festa de 30 anos.

A solenidade teve a participação de diversas autoridades e ex-alunos. Foi presidida pelo deputado Sousa Neto e teve a presença dos deputados, entre os quais Eduardo Braide, Bira do Pindaré, Roberto Costa e Max Barros. Na mesa que conduziu os trabalhos, o promotor José Claudio Cabral; o presidente da Agência de Transporte e Mobilidade Urbana do Maranhão (MOB), José Arthur Cabral Marques; e a diretora do Núcleo de Esportes da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Cintia Valter, representando a reitora Nair Portela.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi quando o professor Dimas falou de sua relação com a ginástica artística, modalidade que ele trouxe para o Maranhão. Ao final, ele convidou alunas da Viva Água para fazer uma apresentação dentro do plenário da Assembleia.

As três estudantes, orientadas pelo professor Magno, fizeram uma excelente apresentação.  São elas: Julia Rios, Amanda Simões e Leticia Aparecida Garcez. Foram orientadas pelo professor de Ginástica Artística da Viva Água, Jackson Magno Silva Alves
O professor Dimas trouxe para o Maranhão, a prática do handebol e ginástica artística.  A sua história de vida ajudou a descobrir importantes atletas maranhenses que jogaram em seleções brasileiras de handebol e de basquete.

Foi um dos idealizadores dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) e diversas competições esportivas em comunidades e instituições.

A solenidade teve ampla repercussão nas redes sociais, na mídia de São Luís e em importantes sites institucionais

Link de matéria publicada no Portal da AL do MA

http://www.al.ma.leg.br/noticias/31698

Veja abaixo resumo da história do professora, relatada pela professora Denise Araújo na solenidade

Este momento é de muita emoção, para mim, para minha mãe, Maria da Graça Martins Araújo, para meus irmãos Maurício, Viviane, Silvana, Letícia, Rildo e Hélio e para os amigos e parentes do meu pai, o professor Dimas.

Para mim, e para meus irmãos, este momento é ainda mais significativo, pois, além de filhos, fomos e somos, até hoje, alunos e alunas do Professor Dimas, a quem temos como referência e exemplo de vida.

Gostaríamos de agradecer esta homenagem que a população do Maranhão faz ao professor Dimas, aqui externada pelos seus representantes, deputados e deputadas estaduais, por meio desta nesta Casa Legislativa.

Ao deputado Eduardo Braide, a quem aqui faço uma menção especial de agradecimento por ser o autor da iniciativa de prestar esta homenagem. Nós, filhos, netos, bisneto, parentes, amigos e amigas agradecemos e nos sentimos, também, homenageados.

Ao falar da trajetória do Professor Dimas, como ele ressaltou, é caminhar pela rica história das atividades físicas do Brasil e do Maranhão. É, também, senhoras e senhores, um pouco da nossa história, da história do Maranhão.

O professor Dimas nasceu Antônio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, no dia 30 de julho de 1928, na cidade de Mirador, aqui do Maranhão. Aos 15 anos, em 1944, veio para São Luís, onde teve um contato maior com as atividades físicas. Estudou no Colégio São Luiz, no Liceu Maranhense e no Colégio Maranhense, o Marista.

No Liceu teve contato com a vida esportiva, participando do time de futebol e tendo como professor de Educação Física, José Rosa. Foi ele quem ajudou a consolidar o gosto do professor Dimas pela Educação Física. No Liceu, participou, também, de atividades de ginástica acrobática. Era um tempo em que não havia prática de atividades regulares de vôlei, basquete e nem tinham chegado a maioria das atividades, como handebol e ginástica olímpica.

No Marista, um primo distante, Eurípedes Bezerra, foi seu professor de educação física. Ele utilizava o método francês. A modalidade de ensino incluía exercícios preparatórios, evoluções de marchas, exercícios de saltar, levantar e despertar, correr, atacar e defender e voltar a calma.  Foi o mesmo método trazido para o Brasil, em 1922, por uma missão francesa.

Em 1948, já com 19 anos, serviu o Exército, no 24º Batalhão de Caçadores, unidade do Exército Brasileiro, em São Luís. Lá continuou a aprimorar sua vocação esportiva.

No Exército foi um dos 12 selecionados, de 200 candidatos, para estudar no Rio de Janeiro. Embarcou para a então capital do Brasil em fevereiro de 1949, em um navio da linha ITA, em uma viagem que durou 12 dias e 12 noites.

No Rio de Janeiro, e no Exército, participou e disputou campeonatos das Forças Armadas, incluindo jogos de Basquetebol em um time do bairro de Realengo.

Pertenceu ao Batalhão de Guarda Presidencial, onde se destacou. Foi para a Polícia do Exército, onde passou a treinar, sistematicamente, praticando corridas. Foi destaque no atletismo e nas demonstrações de Educação Física e de várias técnicas de ginástica.

No Rio, também, fez o curso da Escola de Educação Física do Exército.

O Rio de Janeiro foi uma experiência rica, que gostaria de detalhar aqui, mas o tempo não permite. Recomendo o livro do professor Leopoldo Vaz, sobre a vida do professor Dimas, lançado quando a Academia Viva Água completou 30 anos de atividades.

Do Rio de Janeiro, o professor Dimas retornou para São Luís, em 1954, como civil e oficial do Exército da reserva sem nenhum direito a remuneração. A partir dessa época, toda a vida do professor Dimas esteve diretamente ligada ao desenvolvimento das atividades física no Maranhão.

 

Trabalhou na loja do irmão, a Casa Dimas. As pessoas, na época, perguntavam quem ele era e ele dizia que era irmão do Dimas. Então passaram a chamá-lo de Antônio Dimas. Começando a trabalhar com Educação Física, ele passou a ser chamado de Professor Dimas.

Trabalhou em vários colégios, como professor de educação física, entre os quais o então Ateneu. Isso, em uma época em que a Educação Física era ensinada às 5h da manhã, enfrentando muitas dificuldades.

O professor Dimas ainda ensinou no campo do Moto Clube de São Luís, no estádio Santa Izabel, que existia na área onde fica, hoje, a sede da Igreja Universal, no Canto da Fabril.

Atuou como Professor de Natação no clube social chamado Jaguarema (para os mais novos, vale lembrar que era um tradicional clube, que funcionou aqui em São Luís, no bairro do Anil).

No Clube Jaguarema, o Professor Dimas colocou em funcionamento, entre 1955 / 1956, a primeira escola de natação do Maranhão. Nessa época, também, começou a dar aula em duas piscinas residenciais que existiam aqui em São Luís, a da família Domingos, na Rua Grande, e a outra na casa do senhor Almir Moraes Corrêa, perto da Igreja de São Vicente, no bairro Apeadouro. Foi o primeiro profissional a utilizar uma piscina, no Maranhão, como espaço para a prática de atividades físicas e não, apenas, para o lazer.

Nessa mesma época, jogou Basquetebol pelo Moto Clube, no Campo Santa Isabel. Em 1954, foi da seleção maranhense, indo disputar o Brasileiro em Recife.

As práticas esportivas em São Luís, em 1955\1956, eram poucas.  Em São Luís, nesse tempo, jogava-se voleibol, menos, mas jogava-se. Existiam seis clubes de basquetebol, mas não tinha de voleibol. O voleibol veio se destacar já mais para frente, no clube Cassino Maranhense, que ficava na Avenida Beira-Mar, onde, hoje, funciona o Shopping do Cidadão.

Meus amigos e minhas amigas aqui presentes.

Nessa volta para São Luís, o professor Dimas casou com Maria da Graça de Castro Martins e, a convite do sogro, um rico comerciante, foi morar na região do Vale do Pindaré. Para lá, levou na bagagem uma bola e uma rede de voleibol, incentivou a pratica desse esporte, de futebol de salão e de campo e outras práticas em Pindaré-Mirim, em Santa Inês e outras cidades. Vários atletas, incluindo times de futebol de salão, foram frutos desse trabalho.

Senhores e senhoras, o professor Dimas, foi um dos pioneiros profissionais a difundo práticas esportivas, de forma sistemática e continuada, no interior do Maranhão.

Além de se dedicar aos esportes, no Vale do Pindaré, ministrou aulas nos colégios primários, organizou paradas de 7 de setembro, desfile de colégios, tudo, por prazer, de forma voluntária, pelo bom desenvolvimento do Maranhão.

De Pindaré, o professor Dimas e sua mulher decidiram retornar para São Luís, em 1969. Passaram a ensinar no colégio Cema, uma rede de escolas públicas, pioneira no ensino a distância por meio da televisão.

Também ensinou no Colégio Batista e no Marista. Dava aula em espaços como o Parque do Bom Menino e em outros lugares da cidade.

Teve contato com o Handebol em um curso, ministrado pelo Major Leitão, esporte que trouxe para o Maranhão. Foram muitas lutas para vencer obstáculos. Com dedicação expandiu o handebol, o que ajudou a projetar o Maranhão em competições esportivas nacionais.

Nas décadas de 1960 e 1970, em São Luís, os esportes de competição eram muito fracos. Só havia, praticamente, futebol e futebol de salão. Em colégios era só isso.

Dessa época são muitas as histórias, principalmente entre os que viveram esse momento e, hoje, observam como a luta daquele tempo garantiu excelentes resultados.

Só para relaxar, vale lembrar um ‘causo’. Houve um jogo de Basquetebol, entre os colégios Batista e São Luís, na época, no ginásio Rubem Goulart, ginásio da Escola Técnica (que é o Ifma, hoje), que terminou de 1 x 0. Imaginem um jogo de basquete terminar de 1 x 0. E isso com uma cesta de lance livre. Evidente que essa história é parte do folclore dos esportes no Maranhão. São muitas as histórias curiosas como essa para contar, mas, na verdade, o que o professor Dimas e muitos outros viveram, naquele tempo, foi uma luta muito grande para valorizar e difundir as atividades físicas no Maranhão.

Amigos e amigas. O professor Dimas tem uma trajetória de 88 anos bem vividos, quase todo dedicado a uma luta diária em favor do desenvolvimento dos esportes no Maranhão.

O professor Dimas foi um dos primeiros profissionais a incentivar o Maranhão a participar dos Jogos Escolares Brasileiros, na década de 1970.

Criou o Festival o Handebol, na época com a participação apenas dos colégios Batista, Marista, CEMA e Liceu.

Com o professor Cláudio Vaz, e outros criou, em 1993, o Festival da Juventude que, depois, virou os Jogos Escolares do Maranhão, o JEMs.

O JEMs, até hoje, é a maior competição esportiva do Maranhão.

Abro aqui parênteses para falar de uma modalidade que o professor Dimas tem muito orgulho de ter implantado e incentivado no Maranhão que é a Ginástica Artística que, até a década de 1990, era chamada de Ginástica Olímpica. Foi uma luta árdua, pois a Ginástica Artística exige vários equipamentos. Mas com muita luta ele conseguiu desenvolver e consolidar a prática dessa modalidade esportiva no Maranhão. E falo a vocês, ele é muito orgulhoso desse feito.

Quero destacar, também, a importância do professor Cláudio Vaz que trouxe para o Maranhão técnicos esportivos que ajudaram a impulsionar os desportos. O primeiro a chegar, foi Laércio Elias Pereira, depois, Marcão, Biguá, Vitché… São vários. Vale citar o professor Gafanhoto, aqui presente, um dos grandes técnicos da história do basquetebol do Maranhão.

Quando a prática de Educação Física se tornou obrigatória para todos os estudantes universitários, a Universidade Federal do Maranhão teve de se preparar para esse momento.

Foi ai que veio, de Brasília para o Maranhão a professora Simei Ribeiro Bílio, maranhense, professora de educação física e convidou o professor Dimas para ajudar na instalação de atividades física para os estudantes da Ufma.

A partir desse trabalho, o professor Dimas ingressou na universidade federal do Maranhão, ministrando prática esportiva para estudantes de todos os cursos contribuindo para formação de jornalistas, médicos, advogados, pedagogos, dentistas, engenheiros, historiadores, professores, químicos, assistentes sociais e muitos profissionais. Isso porque a disciplina Práticas Esportivas era exigida para os universitários de todos os cursos.

Vale ressaltar que o professor Dimas foi um dos fundadores do curso de Educação Física da Ufma, sendo professor, chefe de departamento, membro do Conselho de Centro, entre outros cargos no meio acadêmico.

Trabalhou no programa de Interiorização da Ufma, ministrando cursos em diversas cidades do interior do estado, onde participou da inauguração de diversos campi, ministrando cursos para professores leigos e difundindo a prática correta das atividades físicas.

Senhoras e senhores aqui presentes, senhores deputados e deputadas que formam esta Casa. São muitas as atividades do professor Dimas ao longo do século XX e neste início de século XXI.

Além de todas essas ações, o professor Dimas ainda treinou recreadores para atuarem em empresas e setores públicos; organizou colônias de férias, algumas promovidas pela empresa Vale.

Hoje, com certeza, o professor Dimas, em seus 88 anos, apresenta a saúde e a disposição de saber que fez de sua vida um exemplo para o Maranhão.

Atletas maranhenses que fizeram história sem seleções brasileiras e em campeonatos mundiais são resultados deste trabalho iniciado pelo Professor Dimas.

Cito alguns, como Sebastião Silva Pereira, o Tião; Winglitton Rocha Barros, o China, os dois no handebol, entre muitos outros.

Senhoras e Senhores deputados, o professor Dimas, teve plenas condições de ser político, talvez um prefeito e, depois, deputado. Poderia ter sido um empresário na área de comércio. Também poderia ter sido fazendeiro. Foi o primeiro maranhense a fazer o Curso de Inseminação Artificial para Bovinos, na Fazenda Experimental do Governo, em Barão de Gil Paraná, em Vassouras, no Rio de Janeiro. Com um pouco mais de esforço poderia ter sido médico, advogado ou engenheiro. Oportunidades não faltaram.

Mas, em sua vida, permaneceu firme em defesa da Educação Física no Maranhão.

Por isto, esta homenagem ao professor Dimas, tenham a absoluta certeza, é merecida, é justa e é necessária como reconhecimento por tudo que as atividades físicas já fizeram e fazem pelo bem do Maranhão.

Muito obrigado. O professor Dimas pede permissão para falar novamente.

 

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Projeto busca mais manuscritos na região do Mar Morto

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FILE - In this Thursday, July 26, 2001 file photo, Roi Porat, an Israeli student of archaeology, works near the remains of a cave found at the West Bank archeological site of Qumran, near the Dead Sea Thursday, July 26, 2001. An Israeli antiquities official says Israel is embarking on a major expedition to find more Dead Sea Scrolls and other artifacts. (AP Photo/Lefteris Pitarakis, File)

O governo de Israel vai realizar uma pesquisa, com a duração de três anos, em busca de mais manuscritos e outras antiguidades na região do Mar Morto, no deserto da Judeia.

A expedição será conduzida por uma equipe governamental. É a primeira pesquisa arqueológica em larga escala na região em 20 anos. Deve começar em dezembro deste ano.

Os arqueólogos planejam investigar grutas no deserto próximo ao Mar Morto, na região onde os manuscritos bíblicos mais antigos do mundo foram descobertos em 1947.

Manuscritos já descobertos

Projeto busca manuscritos no Mar Morto 2

Alguns dos manuscritos encontrados, entre 1946 e 1956, contêm livros inteiros da Bíblia, do Antigo Testamento, entre os quais o famoso texto completo de Isaías.

O total dos manuscritos, até agora achados, é de 972. São trechos da Bíblia Hebraica e outros textos não bíblicos, entre os quais manuais relacionados com a vida diária na comunidade dos essênios, em Qumran, responsáveis pelas cópias e preservação de manuscritos.

Os textos, até agora encontrados, foram escritos entre os anos 408 a.C. e 318 d.C. A escrita é em hebraico, aramaico, grego e nabateu, a maioria em pergaminhos, mas alguns, também, em papiros e em cobre.

Os manuscritos estão divididos em bíblicos e cópias de textos da Bíblia hebraica, que compõem cerca de 40 por cento de todo o material.

Outros manuscritos religiosos, que incluem documentos conhecidos da época do Segundo Templo, como o Livro de Enoque, dos Jubileus, Tobias, e Sirá, compõem cerca de 30 por cento do material achado.

Os 30 por cento restantes são compostos pelos  chamados “manuscritos sectários” – documentos previamente desconhecidos que trouxeram luz sobre as crenças dos grupos religiosos judeus da época, como as Regras da Comunidade, o Rolo da Guerra, Habacuque e as Regras das Bênçãos.

Alguns dos manuscritos foram preservados e mantidos intactos durante estes últimos quase 2.500 anos.

Dados de redes e sites internacionais

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