Como o conceito de saúde mudou ao longo dos anos

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Como saber se uma pessoa é, de fato, saudável? Em 1948, a OMS estabeleceu a definição de saúde como “um estágio de bem-estar físico, mental e social e não só a ausência de doenças ou enfermidades”. Por esse conceito, milhões de pessoas de todas as idades seriam reprovadas, tornando “a maioria de nós não saudável praticamente o tempo todo”, como observou Richard Smith no blog BMJ, em 2008.

Só que os padrões de doença mudaram de 1948 para cá. A maioria das pessoas está envelhecendo com problemas crônicos e deficiências, mas continua independente. “A antiga definição minimiza o papel da capacidade humana em lidar com desafios físicos, emocionais e sociais da vida de maneira autônoma e não reconhece que as pessoas são capazes de viver com uma sensação de bem-estar e realização mesmo quando sofrem de uma condição crônica ou deficiência”, escreveu Machteld Huber e suas colegas no BMJ, em 2011.

Eles também observaram que a habilidade para continuar a participar da sociedade pode ser mais importante do que medir ganhos na saúde. A capacidade de lidar com as moléstias pode ser uma medida mais importante e realista que a recuperação completa.

Isso nos leva a uma análise séria de tudo o que fazemos para descobrir, tratar ou enfrentar os problemas de saúde. A crença atual de que a medicina tem o potencial para prevenir quase todos os males ou detectá-los tão incipientes que sempre é possível uma cura, conseguiu “medicalizar” a vida moderna e elevar os custos da assistência médica a níveis insustentáveis.

Também levou H. Gilbert Welch, professor da Escola de Medicina de Dartmouth, em New Hampshire, a escrever Less Medicine, More Health: 7 Assumptions That Drive Too Much Medical Care (Menos Remédios, Mais Saúde: 7 Suposições que Levam ao Tratamento Excessivo). No livro, ele afirma que muita gente está servindo de cobaia de forma excessiva e aleatória, sujeitando-se a tratamentos de que não precisa e, com isso, expondo-se a procedimentos que causam mais mal que bem.

Ele sugere foco na redução de grandes riscos, basicamente ignorando os médios e pequenos.

— Muitos riscos à saúde de que se ouve falar são exagerados. Intervenções para reduzir riscos médios criam tantos problemas quanto os que resolvem — diz.

Talvez a “suposição” mais polêmica de Welch seja a que afirma que detectar um possível problema de saúde incipiente é melhor do que esperar até que apareçam os sintomas. A eficácia dos exames em pessoas assintomáticas talvez seja um dos temas mais controversos na medicina moderna.

Welch defende também que, às vezes, o diagnóstico precoce só faz com que o tratamento se estenda por mais tempo. “A ação nem sempre é a opção correta”, escreve. O problema, obviamente, é saber quando é seguro monitorar a doença e tratá-la só se progredir.

— É essencial para a saúde não se tornar obcecado por ela. Assistência médica em excesso não ajuda a pessoa. Precisamos de mais cautela com a medicação quando estamos bem. É preciso avaliar as opções e não necessariamente adotar a mais radical, que pode também resultar em piores sequelas — disse Welch.

A definição da OMS

Se não é o tratamento médico moderno, o que realmente define a saúde de uma pessoa? A OMS hoje reconhece que os seguintes fatores podem ter efeito até maior em nosso estado do que o acesso e uso do serviço de assistência médica:

— Renda, status social e educação; quanto mais altos, mais saudável

— Ambiente físico: água potável, ar puro, ambiente de trabalho sadio, casa segura e comunidade bem planejada

— Rede de apoio social, incluindo família, amigos e comunidade

— Genética, que influencia a expectativa de vida e o risco de desenvolvimento de determinadas doenças

— Gênero: homens e mulheres enfrentam riscos de saúde diferentes em diferentes fases da vida

— Comportamento pessoal e habilidade de enfrentar dificuldades, além de fumo, consumo de bebidas alcoólicas, hábitos alimentares, atividade física e forma de lidar com o estresse

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Cérebro é programado para odiar dietas, indica estudo

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Uma pesquisa sugere que o cérebro humano foi programado para ‘odiar’ dietas. Segundo cientistas americanos no Campus de Pesquisa Janelia Farm, do Instituto Médico Howard Hughes, células do cérebro sensíveis à fome, conhecidas como neurônios AGRP, são as responsáveis pelo horror à dieta.

Os pesquisadores fizeram experiências que mostraram que estes neurônios são responsáveis pelas sensações desagradáveis associadas à fome, que tornam os petiscos irresistíveis. Segundo o líder do grupo de pesquisa, Scott Sternson, as emoções negativas associadas com a fome podem transformar a dieta e a perda de peso em uma tarefa muito difícil, e a explicação pode estar nestes neurônios.

Em um ambiente no qual a comida está sempre disponível, os sinais difíceis de ignorar enviados por estes alimentos podem parecer irritantes para quem está de dieta, mas, do ponto de vista da evolução dos humanos, estes sinais podem fazer sentido. Para os primeiros humanos — e para animais selvagens — a busca por alimentos e água podia significar a entrada em um ambiente arriscado, algo que só poderia acontecer se o humano ou animal recebesse um estímulo.

— Suspeitamos que estes neurônios estão impondo um custo por você não lidar com suas necessidades fisiológicas (como a fome) — afirmou Sternson.

Os neurônios AGRP não levam um animal diretamente a comer, mas ensinam o animal a responder a pistas sensoriais que sinalizam a presença de comida no ambiente.

— Acreditamos que estes neurônios são um sistema motivacional muito antigo que obrigam o animal a satisfazer suas necessidades fisiológicas — afirmou Sternson.

A fome afeta quase toda célula do corpo e vários tipos de neurônios são dedicados a fazer com que um animal se alimente quando seus níveis de energia estiverem baixos. Mas, segundo Sternson, até agora, o que os cientistas sabiam sobre estes neurônios não combinava totalmente com que todo mundo já sabia: fome é desagradável.

— Havia uma previsão anterior de que haveria neurônios que fazem você se sentir mal quando está com fome ou sede. Isto faz sentido de um ponto de vista intuitivo, mas todos os neurônios analisados pareciam ter o efeito oposto — afirmou o cientista.

Em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram que os neurônios que promovem a alimentação o faziam aumentando os sentimentos positivos associados à comida. Em outras palavras: fome faz a comida ter um gosto melhor.

Alguns cientistas começaram a suspeitar de que a ideia sobre um sinal negativo no cérebro motivando a fome poderia estar errada. Mas o conhecimento deles sobre o sistema era incompleto. Os neurônios AGRP, localizados em uma área do cérebro conhecida como hipotálamo, estavam claramente envolvidos nos comportamentos de alimentação.

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Homens Poligâmicos têm quatro vezes mais risco de sofrer doenças do coração

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Uma pesquisa que será apresentada no Congresso de Cardiologia da Ásia — que inicia nesta quarta-feira — afirma que homens que praticam a poligamia correm mais risco de sofrer doenças do coração. O estudo foi liderado pelo cardiologista Amin Daoulah, do King Faisal Specialist Hospital & Research Centre, na Arábia Saudita.

— Há evidências de que as pessoas casadas são mais saudáveis e têm mais longevidade, mas esta é a primeira vez que a saúde coronariana de homens com mais de uma esposa é avaliada — afirma Daoulah.

A pesquisa examinou a relação entre a incidência de doenças cardíacas e o número de esposas. Os 687 homens casados (poligâmicos ou não) que participaram do estudo tinham idade média de 59 anos e 56% deles tinham diabetes, 57% tinham hipertensão e 45% tinham histórico de doença arterial coronariana. Homens com mais de uma esposa eram mais propensos a ser mais velhos, viver em uma área rural, ter uma renda mais elevada e um histórico de cirurgia do miocárd

Os pesquisadores descobriram que os homens que praticavam a poligamia apresentaram um risco 4,6 vezes maior de desenvolver doença arterial coronariana, 3,5 vezes maior de ter problemas na artéria principal esquerda e 2,6 vezes mais risco de desenvolver doença de múltiplos vasos.

— Os resultados podem ser explicados porque a necessidade de manter casas separadas multiplica os encargos financeiros e o desgaste emocional. Parece provável que o estresse de manter mais de uma família é sentido pelos homens — observa Daoulah.

O especialista destaca, entretanto, que o estudo aponta somente uma relação entre a poligamia e as doenças cardíacas, mas ainda não é possível afirmar que há uma relação de causa e efeito. Segundo o cardiologista, são necessários mais estudos para analisar outros fatores que podem influenciar o resultado, como a alimentação e a prática de atividades físicas.

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Os diferentes tipos de açúcar e saiba em quais alimentos ele está escondido

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Está enganado quem pensa que consumi-lo se resume às colheres para adoçar o café e o chá.

Cada vez mais populares, os açúcares diferentes do tradicional refinado são opções consideradas levemente mais saudáveis pelos especialistas. Mas, fique atento: não há diferença de calorias:

Mascavo: com cor caramelo e textura mais úmida, o produto não passa pelo processo de refinamento do açúcar branco, conservando mais vitaminas e minerais.

Cristal: possui grãos maiores e transparentes pelo processo de refinamento leve, sendo mais difícil de dissolver nos líquidos.

Orgânico: do plantio à industrialização, não são utilizados ingredientes artificias, e o resultado é um produto mais grosso e escuro, além de conter mais vitaminas e minerais.

Segundo o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, se for escolher algum açúcar na dieta, prefira os menos refinados, como o mascavo.

Onde você menos imagina

Está enganado quem pensa que consumir açúcar se resume às colheres para adoçar o café e o chá. Existem alimentos que nem são tão doces e estão cheios da substância:

Biscoitos salgados, catchup, bolachas recheadas, cereais matinais, molhos condimentados para salada, sucos industrializados, gelatina e barras de cereal são alguns dos alimentos que escondem o açúcar.

Recomenda-se atenção ao consumo de todos os alimentos processados e industrializados. Alguns iogurtes, por exemplo, parecem naturais, mas têm muito açúcar. A dica é sempre olhar o rótulo.

Atenção especial à alimentação das crianças. Os produtos prontos voltados para esse público geralmente têm muito açúcar.

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Reposição Hormonal Masculina: eu tenho a força

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Por falar em hormônios, a produção deles começa a cair à medida que envelhecemos; e esta queda é mais sentida na meia idade, em ambos sexos. Só que a reposição hormonal, tanto em homens quanto em mulheres, não é receita de bolo; nem pode ser feita por tempo indeterminado.

Diferente das mulheres, os homens não tem uma fase determinada para sofrerem a queda abrupta ou o fim da produção de seu principal hormônio: a testosterona(encontrada em pouca quantidade no sexo feminino). Por isso não cai bem a palavra andropausa. O correto, pelo menos para estudiosos, é chamar a perda gradual de testosterona (produzida principalmente pelos testículos) de deficiência androgínica do envelhecimento masculino.Um nome difícil para explicar as queixas masculinas de desânimo, tristeza, perda de dessejo sexual, dificuldade de ereção, fraqueza muscular e falta de concentração a partir da meia-idade.

A testosterona começa trabalhar desde cedo. Já na adolescência estimula o aparecimento das características masculinas, como aumento da massa muscular, engrossamento da voz, crescimento de pelos, desenvolvimento do pênis e amadurecimento dos espermatozóides. Mas aos 50 anos cerca de 6% dos homens já apresentam uma queda nos níveis de testosterona; com redução gradual de 1% ao ano do hormônio. Se for obeso ou diabético, esses níveis podem ser ainda mais reduzidas.

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Anvisa publica novas regras de advertência em maços de cigarro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União, as novas regras a serem aplicadas em embalagens de produtos derivados do tabaco. Com as mudanças, além da foto na parte de trás, que já apresenta uma mensagem sobre os efeitos nocivos do cigarro, a parte da frente terá uma advertência ocupando 30% do espaço total.

A resolução determina que o novo texto de advertência seja “Este produto causa câncer. Pare de fumar. Disque-Saúde: 136″ e fixa o tamanho e a cor das letras e do fundo. A Anvisa destacou que as embalagens não poderão ter nenhum tipo de dispositivo que dificulte a visualização da mensagem.

Ainda de acordo com a publicação, a partir de 1º de janeiro de 2016, as empresas serão obrigadas a disponibilizar para o comércio varejista apenas embalagens que estejam de acordo com as novas regras. As embalagens antigas devem ser recolhidas até o dia 30 de junho de 2016.

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Procrastinar pode prejudicar o coração

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De acordo com uma pesquisa publicada esta semana pelo Journal of Behavioral Medicine, pessoas acostumadas a adiar afazeres têm mais riscos de sofrer com doenças do coração.

A pesquisadora responsável pelo estudo, Fuschia M. Sirois, da Universidade de Bishops, em Quebec, no Canadá, fez uma série de perguntas sobre o assunto a dois grupos distintos: um com pessoas hipertensas e com doenças cardiovasculares e outro com indivíduos saudáveis. Fuschia chegou à conclusão de que pessoas com doenças do coração eram mais propensas a admitir comportamentos que indicam procrastinação em comparação ao grupo saudável. Além disso, essas pessoas também foram as que mais concordaram com declarações como “eu vou fazer isso amanhã”.

Segundo informações do site Science of Us, o estudo não descobriu o motivo da atitude estar relacionada com doenças de coração, mas há muitas chances de isso ser realmente comprovado.

Pessoas consideradas procrastinadoras têm mais tendência a adiar afazeres monótonos, como exercícios físicos ou a busca por hábitos saudáveis, o que está ligado à doenças crônicas, como as de coração. O estresse, causado pelo fato de a pessoa se disponibilizar menos tempo para a execução de determinada tarefa, quando essa é adiada, também foi associado à procrastinação pelo efeito prejudicial que também pode resultar em doenças do coração.

Outros estudos afirmam que a tendência de deixar as coisas para depois é um traço de personalidade estável, com evidências genéticas.

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Excesso de uso de agrotóxicos no Brasil

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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta semana documento em que se posiciona contra “as práticas de uso de agrotóxicos no Brasil” e ressalta os riscos à saúde do uso desses produtos químicos. A intenção é fortalecer a regulação e controle dessas substâncias e incentivar a agricultura orgânica.

O documento chama a atenção para o fato de o Brasil ser, desde 2009, o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com consumo médio mensal de 5,2 quilos de veneno agrícola por habitante. A venda de agrotóxicos no País passou de US$ 2 bilhões para US$ 8,5 bilhões entre 2001 e 2011.

“É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o País no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes modificadas exigem o uso de grandes quantidades desses produtos”, diz o texto.

As intoxicações agudas por agrotóxicos atingem os trabalhadores rurais, que sofrem com irritação da pele e olhos, cólicas, diarreias, dificuldades respiratórias, convulsões e morte.

— Há uma subnotificação da intoxicação aguda porque nos serviços de saúde muitas vezes os sintomas são confundidos com uma virose. Em 2013, houve 5.500 casos registrados. A Organização Mundial de Saúde estima que, para cada caso notificado, outros 50 não foram comunicados — afirma Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Inca.

Os agrotóxicos também provocam efeitos por conta da exposição crônica às substâncias químicas, como infertilidade, impotência, abortos, malformações e câncer, informa o documento.

“Vale ressaltar que a presença de resíduos de agrotóxicos não ocorre apenas em alimentos in natura, mas também em muitos produtos alimentícios processados pela indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e outros que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja”, diz o texto.

Já o nutricionista do Inca, Fabio Gomes, lembra que “a preocupação com agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras”.

— São fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer — declara.

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“Não caia nas dietas detox” diz cientista

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Você fica um tempo bebendo sucos, tomando suplementos “naturais” ou comendo apenas certos tipos de verdura – e isso elimina toxinas do seu organismo. Será?

EDZARD ERNST. Professor emérito da Universidade de Exeter(Reino Unido). É autor de 48 livros e mais de 1.000 artigos científicos. É um dos maiores especialistas em medicina alternativa.

Em entrevista a Revista Superinteressante deste mês ele surpreende com respostas polêmicas.


Os defensores das dietas detox dizem que elas ajudam a eliminar toxinas que vão se acumulando no organismo quando nós comemos alimentos processados, açúcar refinado e gorduras saturadas, por exemplo. O que há de errado nisso?

Ele responde – As pessoas que fazem afirmaçōes desse tipo não conseguem nem nomear as toxinas a que se referem. As toxinas têm nomes, e os promotores do detox precisariam mencioná-los. Se fizessem isso, seria muito fácil testar suas afirmaçōes: bastaria escolher uma toxina, medir o seu nível no sangue e ver se a tal dieta, ou qualquer outra forma de detox, tem algum efeito em comparação com a ausência de tratamento. Mas essas pessoas não mencionam as toxinas(que a dieta supostamente elimina) por um motivo óbvio: elas sabem muito bem que o teste não confirmaria suas afirmaçōes fraudulentas.

Há estudos mostrando que o chá verde contém catequizas, que ajudam a reduzir a gordura no sangue. E que ômega 3 presente no salmão tem ação anti-inflamatória. Comidas como essas não ajudam a limpar as toxinas do corpo?

Claro que componentes naturais têm efeitos, mas eles não se devem à eliminação de toxinas. São açōes anti-inflamatórias e antioxidantes, não tem nada a ver com desintoxicação. Fígado, pulmōes, rins, intestinos e pele já fazem um trabalho perfeito na eliminação das toxinas. Uma dieta detox não vai fazer um trabalho que já é perfeito ficar melhor.

Na prática, o que acontece conosco quando fazemos dieta detox de 7 dias? Isso pode prejudicar a saúde?

O principal é que perdemos dinheiro, caindo num charlatanismo vendido por pessoas que só estão dispostos a faturar. Sobre a saúde, qualquer dieta pobre em alimentos essenciais resultará em síndromes de deficiência nutricional se for consumida por longos períodos. Mas o mais importante é que essas dietas provocam ilusão. A ilusão de que todos os nossos excessos podem ser equilibrados com alguns dias de “detox”. Elas promovem estilos de vida que não são saudáveis.

Se não existe dieta detox, qual o caminho para se manter saudável?

Se alimentar de forma saudável, ingerindo uma dieta variada e equilibrada. Evitar comer e beber demais. Dormir e descansar o suficiente. E fugir desse charlatanismo detox – que não tem comprovação científica, mas tem sido altamente promovido em revistas, programas de TV e na internet.

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Desidratação é a principal causa para o surgimento de câimbras

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Quem já sofreu uma câimbra sabe que as dores atingem sem que a pessoa esteja esperando por isso. Esse espasmo, ou contração involuntária dos músculos, pode ter duração de alguns segundos ou perdurar por longos minutos. Apesar de ser mais frequente durante a noite ou após a prática de exercícios intensos, o problema pode acontecer em qualquer período do dia.

Saiba como amenizar e prevenir as câimbras noturnas

As contrações são provenientes de uma má irrigação sanguínea dos músculos por causa de um estreitamento ou obstrução dos vasos que impedem o sangue de levar oxigênio às células

A falta de hidratação ou desequilíbrio mineral e, em especial, a deficiência de potássio, são outros fatores que colaboram para o surgimento de câimbras nas pernas.

Para aliviar a dor é necessário relaxar o músculo atingido pelo espasmo através de uma massagem na área para facilitar a circulação.

Além das câimbras, a má circulação sanguínea pode causar fortes dores ao caminhar e ser fator responsável pelo acometimento de infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC). A obesidade é um fator responsável pela obstrução das artérias pois as placas de gordura acabam ficando acumuladas nas paredes das artérias, gerando o endurecimento e enfraquecimento das mesmas ou até o entupimento das veias.

Outros fatores que colaboram para o aparecimento de problemas de má circulação são tabagismo, colesterol alto, hipertensão, sedentarismo, diabetes e estresse.

A baixa ingestão de água ou o uso frequente de bebidas alcoólicas favorecem as indesejáveis câimbras. Isso ocorre porque a sudorese intensa causa desidratação e, com isso, gera uma perda de sais, em especial, do sódio no sangue, um dos primeiros sintomas é o surgimento de câimbras.

Prevenção e tratamento

Primeiramente, recomenda-se buscar a avaliação do médico para que o mesmo identifique quais são os fatores que colaboram para o surgimento das câimbras. Assim, se constatada a má circulação, o tratamento deve ser feito com o uso de medicação e terapia. Em casos mais graves, como naqueles em que ocorre uma gangrena das pontas dos dedos, os métodos cirúrgicos como angioplastia, revascularização e aterectomia são os mais indicados.

A prevenção é feita com a aquisição de um cardápio balanceado rico em frutas, verduras e legumes, pois são fontes de sais minerais e vitaminas.

Evite também o consumo de alimentos industrializados, pois eles prejudicam o funcionamento do organismo por causa das quantidades de corantes e conservantes. E após as atividades físicas, beba muita água e isotônicos para repor a perda de sódio e potássio.

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