Metade da população mundial deve ser alérgica nos próximos 10 anos

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Do álcool gel à comida pasteurizada, dos antibióticos ao aspirador de pó, do sabonete bactericida aos banhos diários: a verdade é que nunca estivemos tão limpos. O nosso estilo de vida, que evita ao máximo o contato com micro-organismos que podem causar doenças, está nos deixando cada vez mais imunes às ameaças do ambiente. Mas uma delas, em especial, tem traçado o caminho inverso.

Com uma prevalência cada vez maior na população mundial, a alergia — em suas mais variadas formas — é hoje considerada a doença da vida moderna. Nos Estados Unidos, ela ocupa o quinto lugar no ranking de doenças crônicas. No Brasil, estima-se que, nas últimas três décadas, o número de alérgicos tenha aumentado em 50%.

A estimativa mundial é de que uma em cada três pessoas sofra de algum tipo de reação alérgica — um número muito maior que o da época de nossos avós. E essa incidência, preveem especialistas, pode chegar a alcançar metade da população mundial nos próximos 10 anos.

Há cerca de quatro décadas, as doenças alérgicas deixaram de ser condições até certo ponto raras, atingindo, nos dias atuais, uma proporção epidêmica, o que as têm levado a ser consideradas um problema sério de saúde pública.

Muitas teorias surgiram ao longo dos últimos anos para explicar o curioso fenômeno, mas cientistas acreditam que agora estão no caminho certo para desvendar a origem do mistério.

Células de defesas mais confusas

Todos somos cobertos de bactérias da cabeça aos pés, por dentro e por fora do corpo. Elas se alojam em nossa pele, cobrem olhos e boca e se multiplicam em nossos órgãos, excedendo, em muito, o número de nossas próprias células.

Ainda que algumas sejam nocivas para o organismo, grande parte delas não só ajuda, como é fundamental para o aprimoramento do nosso sistema imunológico. Para muitos pesquisadores, o estilo de vida moderno, tão asséptico, diminuiu nossa exposição a muitos micro-organismos, impedindo o nosso corpo de aprender, corretamente, quem são os verdadeiros inimigos a combater. Isso causa uma confusão nas nossas células de defesas, que podem passar a reagir violentamente (na forma de uma alergia) a coisas que não nos causam mal, como um amendoim, uma flor ou até mesmo o pó.

Chamada de “hipótese da higiene”, essa teoria já existe há algum tempo e ainda causa alguma controvérsia no meio acadêmico, mas estudos recentes têm se unido a uma gama de pesquisas que convergem nos resultados.

Um dos últimos foi conduzido pela Universidade de Helsinque, na Finlândia. Para demonstrar que a falta de contato com a natureza poderia estar contribuindo com o aumento do número de pessoas asmáticas, alérgicas e portadoras de outras doenças inflamatórias, pesquisadores monitoraram os hábitos de vida de 118 adolescentes no leste do país. Como resultado, encontraram que aqueles que viviam em regiões mais verdes, como fazendas ou próximos de florestas, possuíam uma maior diversidade bacteriana na pele e uma menor sensibilidade a alérgenos do que adolescentes que viviam em áreas urbanas. As conclusões, publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), somam-se a diversas pesquisas que seguem na mesma linha.

Já se sabe que o fato de não apresentarmos infecções tão frequentes como antigamente leva nosso sistema imunológico a não desenvolver células reguladoras, que inibem tanto as alergias como as doenças autoimunes. Essas reações que observamos hoje são manifestações de um sistema desregulado, menos tolerante a fatores externos.

Especialistas dão algumas dicas de como se prevenir. Confira

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Festa Junina e suas Origens

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Origem da Festa Junina

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Em São Luis também se homenageia São Marçal. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

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Uso excessivo de celulares tem aumentado os casos de tendinite

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Nos bancos das praças, dentro dos ônibus, caminhando pelas ruas e até na solidão de quartos escuros, as pessoas digitam usando freneticamente os polegares na tela dos smartphones. Quando estão com o celular em mãos, se isolam do mundo, com a visão focada nas pequenas telas iluminadas e, às vezes, plugadas em fones de ouvido. O hábito que permite e facilita a interação virtual, porém, quando em excesso, pode provocar uma série de prejuízos à saúde. Desde problemas de visão até inflamação nos tendões da mão, passando por lesões no aparelho auditivo e dores no pescoço e na coluna. Não é difícil imaginar a dimensão do problema quando se considera que, no Brasil, o número de telefones móveis já ultrapassa o de habitantes.

O ortopedista Pedro José Pires Neto, eleito para ser o próximo presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM), alerta que o principal vilão é o WhatsApp. “As pessoas usam o polegar com mais intensidade para digitar e ocorre a sobrecarga nessa articulação”, explica. O médico faz uma diferença entre as pessoas que precisam digitar no telefone para trabalhar e as que estão apenas se divertindo. As primeiras correm mais riscos. Quando alguém está, por exemplo, fechando um negócio, costuma ficar ansioso, o que eleva a carga de tensão. “Se o assunto é sério, a musculatura fica mais tensa e, às vezes, há queixas de dor na raiz do polegar”, conta. “Quem usa os celulares de forma mais lúdica, no ônibus ou no banco de praça, está sorrindo, teoricamente feliz, e não chega a ter problemas.”

Para evitar a dor, segundo o ortopedista, a dica é simples: reduzir o uso. “Trata-se de uma questão de causa e efeito. Se o efeito é a dor, precisa-se cessar a causa”, detalha. Se não for possível ficar sem usar os aplicativos, a solução pode ser trocar o equipamento por um tablet com a tela maior ou um notebook. Outra dica é mudar a posição e digitar usando outros dedos, como o indicador. A postura inadequada, com o pescoço abaixado e a coluna curvada, também pode levar a dores. “Todo vício de postura pode provocar desconforto”, destaca o ortopedista. Contra isso, uma alternativa é aumentar a letra das mensagens para melhor visualização, evitando, assim, a inclinação da cabeça. Controlar a força do toque, procurando empregar baixa pressão, também ajuda a prevenir dores.

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Saiba como emagrecer, ganhar massa muscular e aumentar a resistência

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Emagrecer, ganhar massa muscular e aumentar a resistência são as três principais metas de quem alia exercícios físicos à alimentação para manter uma vida saudável. Confira cada um destes objetivos:

EMAGRECER

O ponto chave do emagrecimento é manter o balanço energético negativo

> Para quem deseja emagrecer, tanto exercícios aeróbicos (aulas de dança, corrida, natação) quanto exercícios de força, como a musculação, trazem bons resultados.

> Atividades na sala de musculação em forma de circuito são uma boa alternativa. Uma recomendação é acrescentar três dias de atividades aeróbicas, o que aumenta a quantidade de mitocôndrias nos músculos – é nelas que acontece a oxidação de gorduras.

> No lanche pré-treino, é a dupla carboidrato e proteína que deve entrar em ação, mas com alguns cuidados. A refeição deve ser feita, ao menos, uma hora antes das atividades, e a preferência vai para os carboidratos de baixo índice glicêmico. Eles dão uma sensação de saciedade por mais tempo porque o corpo leva mais tempo para digeri-los. Durante o treino, esses nutrientes fornecem energia, reduzindo a fadiga dos músculos.

> Como após o exercício a sensibilidade dos músculos à insulina está aumentada, ou seja, nossos músculos e organismo estão “famintos” por carboidrato e proteína, o lanche deve incluir principalmente uma fonte de proteína de alto valor biológico (carnes magras ou suplemento proteico, este sob recomendação de um especialista) e uma fonte alimentar que contenha carboidrato de baixo índice glicêmico para repor a energia e manter a sensação de saciedade por mais tempo.

> Ao longo do dia, quem quer emagrecer o importante é controlar a fome, onde sugere-se comer a cada três horas a fim de manter a saciedade, evitando o consumo de maiores porções de alimentos durante as refeições.

GANHAR MASSA MUSCULAR

Para ocorrer a hipertrofia, o balanço energético deve ser positivo

> A solução é o exercício com sobrecarga (musculação) para quem quer ganhar músculos.

> O foco deve ser uma alimentação abundante e rica em proteínas, carboidratos de moderado e alto índice glicêmico e gorduras boas (poli e monoinsaturadas) ao longo do dia. O que diferencia a dieta para hipertrofia em relação ao emagrecimento é a maior quantidade de alimentos que será consumida.

> A refeição pós-treino visando à hipertrofia deve ser rica em alimento proteico, e aqui elas são a bola da vez. Também é recomendada a reposição de energia com proteínas associadas a carboidratos de alto índice glicêmico, mas em menor quantidade.

> Para quem realiza treinamento diário, pode ser indicado o consumo de aminoácidos essenciais (BCAA – aminoácidos de cadeia ramificada) no pré e no pós-treino, além de outros suplementos disponíveis no mercado. Eles ajudam na recuperação muscular, mas só devem ser consumidos sob orientação de um profissional.

AUMENTAR A RESISTÊNCIA

Para atletas de alto desempenho, organização, persistência e boa alimentação são as palavras-chave

> Atletas de alto desempenho – como corredores, ciclistas, maratonistas e todos os que realizam treinos de longa duração – devem ter cuidados extras tanto com a alimentação quanto com o corpo.

> Para um melhor desempenho nestes exercícios, os carboidratos devem ser companheiros inseparáveis antes, depois e durante os treinos. Eles serão os responsáveis por recompor os estoques de glicogênio nos músculos

> Quem realiza exercícios de longa duração deve se organizar para manter a energia durante o percurso. Em uma corrida, por exemplo, a hidratação entra como ponto importante. Beba água, e se a temperatura estiver alta ou o ritmo forte, consuma também uma bebida esportiva, que é composta de eletrólitos (minerais) e carboidrato.

> O carboidrato deve entrar em ação sempre que necessário para manter o aporte de energia necessário. Ele pode ser ingerido na forma de géis, lanches ou bebidas esportivas, dependendo da disponibilidade da prova e da recomendação de um profissional. Muitas provas fornecem frutas para os atletas como forma de reposição de minerais e carboidratos.

>Os atletas em competição devem, ainda, consumir alimentos ricos em antioxidantes naturais como vegetais, frutas, leguminosas, cereais e hortaliças, que ajudam na luta contra os radicais livres, liberados durante a produção de energia. Mas, para que tragam benefícios, eles devem ser consumidos no momento correto, ou seja, em horário distante das sessões de treinamento, para não interferir nos benefícios do exercício.

> Para se preparar para exercícios de longa duração, o aporte alimentar pode se iniciar pelos menos três horas antes, podendo ser consumidos sucos com frutas e bebidas energéticas. A refeição imediatamente anterior pode conter banana, cereais e aminoácidos ou almoço leve (macarrão com molho de tomate)

> O essencial no pós-treino é repor glicogênio hepático e muscular, consumindo carboidratos de baixo índice glicêmico com alguma quantidade de proteína.

Onde encontrar

Alimentos com carboidratos de baixo e moderado índice glicêmico: Frutas (abacate, ameixa vermelha, carambola, cereja, damasco, figo, goiaba, laranja, maçã, pera, pêssego, tangerina), Vegetais (Abobrinha, acelga, agrião, aipo, alface, alho, almeirão, aspargo, berinjela, bertalha, brócolis, broto de alfafa, broto de bambu, cebola, cebolinha, cenoura, entre outros). Cereais integrais (arroz, massa integral e pães integrais, batata doce), Leguminosas (Feijão, lentilha, ervilha, soja, grão-de-bico), Carnes (cortes magras, sem gordura, peixes e frangos sem pele), Leites e derivados desnatados, Oleaginosas (nozes, amendoim, castanhas, linhaça, chia, gergelim).

Alimento com carboidratos de alto índice glicêmico: banana, bebidas isotônicas, pão branco, barra de cereal, milho, mel, geleia, batata inglesa, tapioca, mandioca, biscoito, pães brancos, bolo, melancia, chocolate, mariola.

Alimentos com proteína de alto valor biológico: carne, peixe, aves, ovo e laticínios

Alimentos com gorduras boas (poli e monoinsaturadas): azeite de oliva extra-virgem, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, linhaça, gergelim, chia), abacate, semente de girassol.

Alimentos ricos em antioxidante naturais: açaí (polpa de fruta), mirtilo, uva, cenoura, mamão, damasco, goiaba, tomate, laranja, limão, sementes e castanhas, farelo de aveia, couve, brócolis, alho, cebola, pimenta, peixes ricos em ômega 3 (salmão selvagem, sardinha, atum, arenque)

Fontes: Nutricionista Tatiana Galdino, Mestre em Gerontologia Biomédica pelo IGG/PUCRS, e André Luiz Lopes, Doutor em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS

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Conheça os erros mais comuns que atrapalham o desempenho na musculação

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Praticar musculação faz bem para a saúde e ajuda a deixar o corpo mais definido, mas exige uma série de cuidados nos treinos. Dores, insônia e até mesmo distúrbios psicológicos podem indicar que algo está equivocado.

O médico do esporte do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre listou os erros mais comuns de quem pratica musculação. Confira:

Não avaliar o condicionamento

O check-up médico verifica se a saúde cardiovascular está apropriada para o foco que o aluno pretende dar ao treino — ganhar massa magra ou definir os músculos, por exemplo. Consultar um cardiologista também é importante para testar a tolerância ao esforço e conhecer os limites do próprio corpo.

Além da parte médica, a avaliação física — realizada pelo treinador — é um procedimento essencial para a prescrição do treino, que irá definir os exercícios, a intensidade e a carga adequados por meio da análise das valências físicas (força, potência, percentual de gordura, de massa magra etc).

As avaliações devem ser feitas, em média, a cada seis meses — período que varia conforme a frequência e intensidade dos treinos. O acompanhamento ajuda a corrigir algumas limitações, como erros posturais, falta de equilíbrio do tônus e variação da força muscular em membros diferentes do corpo.

Pular aquecimento e alongamento

Segundo Ziembowicz, o aquecimento prepara o corpo para a atividade, aumentando a estimulação do sistema cardiorrespiratório e o fluxo sanguíneo dos músculos. Já o alongamento aumenta a flexibilidade e a elasticidade dos músculos, diminuindo o risco de uma distensão das fibras musculares durante uma contração forçada ou descoordenada.

Embora pareça simples, o alongamento deve ser orientado por um profissional de educação física pelo menos durante os primeiros dias de treino. O recomendado é o alongamento estático, que alonga o grupo muscular por cerca de 20 segundos. De acordo com Ziembowicz, deve-se evitar o alongamento com movimentos balísticos — que incluem sobressaltos — pois há risco de ultrapassar a flexibilidade do músculo e causar alguma lesão.

A necessidade do alongamento antes da musculação divide opiniões entre especialistas, pois alguns estudos afirmam que ele pode diminuir um pouco o desempenho muscular. O médico acredita que o alongamento pode não ser indicado para um campeonato de supino, por exemplo, mas afirma que é altamente recomendado para treinos de musculação.

Não pedir ajuda

O instrutor, como a própria denominação já explica, está ali para instruir. Ele é responsável por planejar os exercícios e acompanhar as execuções. Faz parte da função do profissional alertar o aluno em casos de movimentos mal feitos e de intervalos não respeitados, o que influencia nos resultados e aumenta o risco de lesões — tendinites, inflamações, dores musculares e até mesmo fraturas ósseas causadas por estresse.

Escolher o tênis errado

Mesmo para quem opta pela musculação, o tênis pode favorecer (ou atrapalhar) o desempenho nos exercícios. Ziembowicz recomenda que seja feita uma avaliação da pisada antes de escolher o calçado, pois eles variam de acordo com os níveis de amortecimento de impacto.

Ainda segundo o médico, é importante ter pelo menos dois pares de calçado pois, assim como os pneus de um carro, o tênis tem uma quilometragem e fica “careca”, não sendo indicado o seu uso por dias consecutivos.

Descuidar da alimentação e da hidratação

Uma alimentação balanceada que respeite os horários da academia e uma boa hidratação, além de prevenirem lesões, também garantem uma boa adaptação aos treinos — melhora do desempenho e proporciona mais ganho de massa muscular. Procurar um nutricionista para saber quais alimentos se encaixam na rotina de treinos é fundamental. E vale lembrar: a suplementação alimentar, como o próprio nome sugere, não é para todos e precisa ser orientada por um profissional capacitado para isso.

Ignorar as dores

A famosa frase “no pain, no gain” (sem dor não há ganho, na tradução literal) não deve ser levada tão a sério assim. Incômodos podem indicar que algo está errado. Converse com seu instrutor sempre que sentir dores, pois elas podem sinalizar muita força e carga ou falta de alongamento após as sessões, por exemplo.

Não descansar

Sensação de fadiga, irritabilidade, alterações de humor, perda de desempenho, insônia, distúrbios alimentares, dores musculares, infecções repetitivas e alterações menstruais (no caso das mulheres). Se esses sinais forem observados, é fundamental procurar um médico. Esse tipo de sintoma pode ser um indício de que o corpo precisa descansar ou ir mais devagar.

Ziembowicz recomenda pelo menos um dia de descanso semanal para quem pratica musculação e também para atletas de alto nível das mais diversas modalidades. Ao trabalhar grupos musculares diferentes, o indivíduo pode-se permitir treinar mais dias durante a semana, pois os mesmos exercícios serão evitados em dias consecutivos.

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Pesquisadores avaliam quais exercícios melhoram a qualidade do sono

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Como já se sabe, a prática de atividades físicas ajuda a melhorar a qualidade do sono. Porém, recentemente, pesquisadores da Universidade de Pensilvânia avaliaram tipos específicos de exercícios que podem prejudicar a hora de ir para a cama, como trabalhos domésticos e tomar conta das crianças.

Os resultados do estudo serão apresentados no encontro anual da Associated Professional Sleep Societies LLC, que ocorre em junho, em Seattle, Estados Unidos.

Por meio de dados sobre o sono e as atividades físicas de quase 430 mil adultos, os pesquisadores analisaram 10 tipos de exercícios e o quão relacionados eles estavam com a qualidade do sono dos participantes. Além disso, cada indivíduo teve de responder perguntas sobre o tempo gasto praticando exercícios no último mês e sobre a quantidade de horas reservadas para dormir em um dia. As observações consideraram idade, sexo, nível de escolaridade e índice de massa corporal (IMC).

O levantamento final concluiu que praticar atividades físicas contribui para ter uma boa noite de sono, até mesmo para quem dorme menos de sete horas diárias — quantidade de sono associado ao aumento do risco de desenvolver problemas de saúde, conforme estudos anteriores.

Os pesquisadores afirmam também que, entre os exercícios observados, apenas tarefas domésticas e cuidados com as crianças foram relacionados à menor probabilidade de uma noite bem dormida. Em comparação ao hábito de caminhar, o ciclismo, a corrida, a musculação, o ioga, o pilates, o golfe e até mesmo a jardinagem, apresentaram resultados mais significativos para melhorar a qualidade do sono.

— Esse estudo ajuda a confirmar evidências de que as demandas de casa e do trabalho são algumas das principais razões que levam à perda do sono — diz Michael Grandner, da Universidade de Pensilvânia.

Uma vez que outros levantamentos indicam que a falta de sono se relaciona com o baixo desempenho físico e mental, os pesquisadores acreditam que mais pesquisas devem ser feitas para entender como os hábitos noturnos podem prejudicar a capacidade e o envolvimento das pessoas em determinadas atividades.

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Estudo associa chocolate a menor risco cardiovascular

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O consumo de chocolate estaria associado a riscos reduzidos de doenças cardiovasculares — segundo pesquisadores britânicos que não apresentaram provas de uma ligação direta entre o cacau e o bem-estar das artérias.

O consumo de chocolate amargo já foi associado anteriormente, por meio de diversos estudos, a uma melhor saúde cardiovascular, mas sem que qualquer relação de causa e efeito tenha sido claramente estabelecida. Para esse estudo, um grupo de pesquisadores britânicos procurou analisar as correlações entre o consumo de chocolate e a saúde cardiovascular de um grupo de 25 mil homens e mulheres que moram em Norfolk (leste da Inglaterra) e o acompanhou durante, em média, dez anos.

Os cientistas relacionaram as quantidades de chocolate que os participantes declaravam consumir e os dados sobre sua saúde cardiovascular: taxa de colesterol, ocorrência de acidentes cardíacos, de acidente vascular cerebral (AVC), etc.

A partir dessa observação, foi constatado que aqueles que declaram consumir mais chocolate têm estatisticamente menos doenças cardiovasculares.

“Segundo este estudo, o consumo de até 100 gramas de chocolate por dia está associada a um risco menor de doenças coronarianas e AVC, indicam os pesquisadores num artigo publicado online na revista britânica especializada Heart (do grupo BMJ).

Mas o autores reconhecem também que aqueles que comem mais chocolate são também mais jovens, menos gordos, dispõem de melhor saúde e praticam mais esportes. Seria possível, então, que o estilo de vida seria o responsável por tornar esse grupo de pessoas menos sujeito às doenças do coração.

Além disso, aqueles que sabem que estão em risco de doenças cardiovasculares podem ter tendência a limitar o consumo de chocolate em busca de um estilo de vida melhor, observaram os pesquisadores.

“Apesar de tudo, os itens acumulados relatados neste estudo sugerem que o alto consumo de chocolate pode estar associado a benefícios cardiovasculares”, concluíram.

O médico nutrólogo Arnaud Cocaul, do hospital parisiense da Pitié Salpêtrière, explica que trata-se de “um estudo de observação com todas as suas limitações. Uma indústria alimentícia não pode usá-lo como argumento de venda”.

Outro especialista parisiense da nutrição, Pierre Azam ressalta por sua vez que “nenhuma certeza em matéria de saúde pública pode sair deste tipo de estudo”. Azam disse preocupar-se com os “estragos” com as “reduções” que podem ser feitas pela população a partir destes estudos.

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Reação extrapiramidal: quem já teve nunca esquece

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A situação é a seguinte: você vai a um pronto-socorro para tratar sua crise de enxaqueca e lá recebe injeções de medicamentos. Pouco depois, de forma inesperada, começa a apresentar sintomas de agitação (vontade incontrolável de ir embora, sair de onde está, mover-se), uma sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de auto-controle, e em alguns casos movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala, etc (mas não necessariamente todos esses sintomas).

Isto pode ser uma reação extrapiramidal provocada por algum daqueles remédios. Em alguns casos, a reação extrapiramidal pode ser confundida com uma crise de pânico.
A reação extrapiramidal recebe esse nome porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos. Certas drogas podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando sintomas extrapiramidais como os descritos acima.

O fato é que esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis – ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!

Agora, o pior de tudo é que muitos médicos não conhecem essa reação, ou se recusam a “acreditar” que ela tenha atingido seus pacientes. Infelizmente, pacientes apresentando reação extrapiramidal a medicamentos para crise de enxaqueca são frequentemente rotulados como desequilibrados, emocional ou mentalmente; o que torna ainda mais frustrante a experiência para quem sofre dela.

Remédios de uso comum em prontos-socorros para o tratamento de crises de enxaqueca acompanhada de vômitos, como a metoclopramida (nome comercial: plasil), especialmente na sua forma injetável, podem causar reação extrapiramidal.

Atualmente, em certos prontos-socorros de São Paulo, está se utilizando um medicamento antipsicótico chamado haloperidol (nome comercial: haldol), na forma injetável endovenosa, para o tratamento de crises de enxaqueca. Acontece que o haloperidol (haldol) é um dos principais medicamentos que podem provocar reação extrapiramidal.

Os sintomas extrapiramidais, podem durar até 12 horas. Podem ser abreviados com outras medicações injetáveis, especialmente a difenidramina (que também pode possuir uma série de outros efeitos colaterais, por sua vez!). Mas se, infelizmente, muitos médicos nem sequer reconhecem a agitação do paciente como possível reação extrapiramidal, quais as chances de conhecerem os medicamentos, dosagens e vias de administração capazes de combatê-la?

Infelizmente, na prática, pacientes e seus familiares quase nunca são avisados quanto à possibilidade considerável de apresentar reação extrapiramidal mediante a certas drogas utilizadas para o tratamento de suas crises de enxaqueca – principalmente a metoclopramida (plasil) e haloperidol (haldol).

Isso está incorreto, pois todo paciente tem o direito ético e legal de ser informado, previamente, sobre as possíveis reações e consequências que pode sofrer mediante qualquer droga ou intervenção. E uma vez informado, o paciente (de preferência com o auxílio de seus familiares e entes queridos) deve consentir ou não a se submeter à intervenção proposta. Caso não consinta, deve ser informado a respeito de outras opções de tratamento, com seus prós e contras. Até mesmo porque se você já teve uma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!

Em países como os Estados Unidos, os pacientes recebem tais informações por escrito, e a equipe médica só inicia o tratamento após as dúvidas serem esclarecidas e o consentimento assinado e uma via entregue à equipe. Esta é uma prática boa, fácil de implementar e que o Brasil deveria adotar o quanto antes.

Portanto, olho vivo. Ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importantíssimo ser informado e consentir com o que será injetado em você!

P.S.: Não são apenas as drogas injetáveis que podem causar reação extrapiramidal. Remédios comuns para enxaqueca, vendidos sem receita médica e que contêm metoclopramida (como o Ormigrein e vários outros), podem causar reação extrapiramidal

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Efeito de ‘hormônio do amor’ é comparável ao do álcool, diz estudo

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Uma pesquisa da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, sugere que o chamado “hormônio do amor”, a oxitocina, tem um efeito no comportamento comparável a de bebidas alcoólicas e que este efeito é ainda maior do que se imaginava antes.

Este hormônio, produzido no hipotálamo, é conhecido por ter um papel importante em determinar nossas interações sociais e reações a parceiros românticos (por isso, o apelido). A oxitocina também um papel importante em partos e na conexão afetiva entre mãe e filho.

A oxitocina também tem uma versão sintética, usada como medicamento, geralmente injetável ou aplicada via nasal. Este medicamento é usado para estimular o parto e lactação.

Segundo os cientistas britânicos, a oxitocina estimula comportamentos como altruísmo, generosidade e empatia, deixa as pessoas mais abertas a confiarem em outras. O hormônio remove algumas barreiras que funcionam como inibidores sociais: medo, ansiedade e estresse.

“Pensamos que valia a pena explorar esta área, então agrupamos pesquisas já existentes sobre os efeitos da oxitocina e do álcool e nos chamou a atenção as semelhanças incríveis entre os dois compostos”, afirmou Ian Mitchell, da Escola de Psicologia da Universidade de Birmingham.

“Eles parecem ter como alvo receptores diferentes no cérebro, mas causam ações comuns na transmissão GABA no córtex pré-frontal e nas estruturas límbicas. Estes circuitos neurais controlam a forma como percebemos o estresse e a ansiedade, especialmente em situações sociais como entrevistas, ou talvez até arrumando a coragem para convidar alguém para um encontro.”

“Tomar compostos como a oxitocina e o álcool podem tornar estas situações menos assustadoras”, acrescentou.

A pesquisa, que se baseou em estudos anteriores, foi publicada nas revistas especializadas Neuroscience e Biobehavioral Reviews.

Segundo Steven Gillespie, da equipe de pesquisadores de Birmingham, a oxitocina, administrada via nasal em laboratório, provocava efeitos muito parecidos com os mais conhecidos efeitos do consumo de bebida alcoólica.

No entanto, os pesquisadores alertam contra o risco da automedicação, seja com o hormônio ou com a bebida, para tentar aumentar a confiança em momentos difíceis.

Tanto um como o outro trazem os mesmos efeitos negativos para saúde e para as habilidades sócio-cognitivas.

“As pessoas podem ficar mais agressivas, presunçosas, sentir mais inveja daqueles que considera seus competidores e aumentar também a possibilidade de assumir riscos desnecessários”, diz o estudo.

“Não acho que vamos testemunhar uma época (no futuro) na qual a oxitocina será usada socialmente como uma alternativa à bebida alcoólica. Mas é uma substância neuroquímica fascinante e que pode ser usada no tratamento de problemas psicológicos e psiquiátricos”, afirmou Gillespie.

“Compreender exatamente como (a oxitocina) reprime certos modos de ação e altera nosso comportamento pode dar benefícios reais para muitas pessoas. Esperamos que esta pesquisa esclareça isto e abra novos caminhos que ainda não tenhamos considerado”, acrescentou.

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São Luis é a capital onde as mulheres menos fumam no país

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São Luís é a capital com o menor índice de mulheres fumantes do país, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014 divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o levantamento, o índice de tabagismo entre as mulheres em São Luís é de 2,5%. A capital maranhense é seguida por Palmas (3%) e Teresina (3,1%). Os maiores números foram apresentados em Porto Alegre (15,1%), São Paulo (13%) e Curitiba (15,6%).
Entre os homens, São Luís é a terceira em menor frequência de tabagismo, com 9,3%. A cidade está abaixo de Fortaleza (8,6%), que está em primeiro lugar, e Salvador (9%), que aparece em segundo. Os homens fumam mais em Porto Alegre (17,9%), Belo Horizonte (16,2%) e Cuiabá (15,6%).
Hábito impopular
Os dados mostram que o hábito de fumar está se tornando impopular em todo o país. Atualmente, 10,8% dos brasileiros ainda mantém o hábito – o índice é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%).
De acordo com o estudo, os números representam queda de 30,7% no percentual de fumantes nos últimos nove anos. Em 2006, 15,6% dos brasileiros declaravam consumir o produto.

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