Termogênico x Ergogênico

0comentário

Ainda existe muita confusão em relação aos termos TERMOGÊNICO e ERGOGÊNICO. Compreendendo-se a etimologia destas palavras, poderemos decidir com maior precisão sobre os usos dos suplementos termogênicos e aqueles suplementos ergogênicos.

Muitas pessoas que realizam atividades físicas em academias usam suplementos nutricionais sem a orientação de um nutricionista e de um educador físico. Por mais que estas pessoas achem que estão obtendo um resultado positivo desta prática, a médio ou à longo prazo poderão surgir problemas de ordem nutricional que vão refletir na saúde, desequilibrando a homeostase fisiológica e bioquímica do organismo.

A palavra termogênico é derivada do grego: Thermos significa calor; e gen, significa produzir. Logo, um suplemento termogênico serve para produzir calorias no organismo a partir da queima de gordura.

A palavra ergogênico, também é derivada do grego: Ergo significa trabalho, e gen significa produzir. Logo, um suplemento ergogênico é aquele cuja finalidade é a realização de um trabalho físico de resistência ou de força.

Dependendo o tipo de exercício (ou trabalho) o educador físico avaliará a aptidão física do praticante para sua realização plena. Isto pode certamente evitar problemas de lesões musculares sérias. O nutricionista avaliará o praticante quanto a alimentação e a suplementação adequada para o praticante perder massa gorda se necessário (termogênese), e aumento de força muscular para a adequada realização dos exercícios (ergogênese).

Com isto os praticantes de exercícios nas academias poderão obter um resultado melhor sem comprometer a sua saúde.

Exemplos de nutracêuticos termogênicos:

Cafeína*

Capsaicina

Gengibre

Piper nigrum

Exemplos de nutracêuticos ergogênicos:

Cafeína*

BCAA

Creatina

Whey protein

* A cafeína manifesta tanto o efeito termogênico como o efeito ergogênico.

sem comentário »

Por que a água do mar é salgada?

0comentário

Se você foi à praia nestas férias e levou um popular “caldo”, sentiu na garganta e nos olhos a quantidade de sal que existe na água do mar. O que pode ter levado a se perguntar por que, afinal, a água dos oceanos é salgada.

Para saber a resposta, é preciso voltar no tempo, cerca de 4 bilhões de anos. “Durante a formação da Terra, enormes quantidades de vapor de água foram liberadas por vulcões e se acumularam em uma atmosfera primitiva”, afirma o oceanógrafo Ricardo Cardoso, do Aquário de São Paulo.

“Conforme a temperatura do planeta foi baixando, ocorreu a condensação desse vapor e a Terra passou por extensos períodos de chuvas. A superfície terrestre foi literalmente lavada e grandes quantidades de minerais foram carregados para se acumular com a água nas depressões mais fundas do planeta”, diz o especialista.

Quanto sal?
Segundo o U.S. Geological Survey, centro de pesquisas ligado ao governo norte-americano, não é fácil calcular a quantidade de sal presente nos oceanos. Muitos cientistas estimam que seja algo em torno de 50 trilhões de toneladas. Se tudo isso fosse retirado da água e distribuído sobre a superfície terrestre, a camada teria aproximadamente 150 metros de profundidade. Ou seja: é muito sal.

Como cerca de 97% da água do planeta está nos oceanos, dá para concluir que os rios e as chuvas não são suficientes para alterar a salinidade. Vale lembrar que o sal não evapora com a água, por isso a chuva é “doce”.

De um modo geral, a água do mar apresenta cerca de 35 gramas de sal para cada litro. Mas essa proporção pode variar um pouco, dependendo da região. Perto dos polos, por exemplo, a salinidade é menor por causa do derretimento constante do gelo e da precipitação.

Já no Mar Morto, a concentração chega a cerca de 300 gramas por litro. “É um mar restrito, isolado dos oceanos e que recebia um aporte de água doce oriundo do Rio Jordão. Porém, esse aporte foi reduzido drasticamente pelo aumento de captação de água do rio, que é a única fonte de água doce da região”, diz o oceanógrafo Ricardo Cardoso. Sem a chegada de água suficiente do rio, o Mar Morto vem perdendo volume e sua concentração de sais vem aumentando.

Ainda de acordo com o U.S. Geological Survey, o cloreto de sódio (popular sal de cozinha) constitui pouco mais de 85% dos sólidos dissolvidos na água do mar. Já nos rios, representa menos de 16%. Os rios também possuem bem mais cálcio, bicarbonato e sílica que o mar, o que pode ser explicado, em parte, por criaturas marinhas que extraem esses elementos para construir suas conchas, casas e esqueletos.

Dessalinizar é difícil
A enorme quantidade de sal presente na água do mar a torna inviável para matar a sede. E transformar esse líquido em potável ainda é algo muito caro. Segundo o oceanógrafo do Aquário de São Paulo, o processo é demorado, os filtros são muito sofisticados e a produção é pequena perto do resíduo gerado.

Pelo método mais moderno, chamado de osmose reversa (utilizado em alguns países do Oriente Médio, por exemplo), são necessários dois litros de salmoura (líquido cheio de sal) para gerar apenas um litro de água doce. Para resolver o problema da falta de água em grandes cidades, como São Paulo, a quantidade de resíduo seria tão grande que, possivelmente, contaminaria o solo ou outras fontes de água.

sem comentário »

Curiosidade do dia: a origem da gravata

0comentário

Todo homem elegante tem em seu guarda-roupas algumas belas opções de gravatas. Hoje, são muitas as opções disponíveis nas lojas: gravata borboleta, gravatas lisas, estampadas. Tem gravata para todo tipo de gosto. Mas, como terá surgido essa peça do guarda-roupas masculino?

A gravata foi inventada na França, no final do século XVII. A peça era uma adaptação de um elemento do vestuário masculino do exército da Croácia.

Os franceses se inspiraram numa espécie de cachecol masculino para criar a gravata em 1668. O adereço conquistou grande popularidade e logo passou a ser fabricado em linha ou renda.

A gravata começou a ser usada com um nó no centro, e duas pontas longas soltas no peito. A peça recebeu o nome de cravate, tradução de croata em francês.

A gravata ganhou o mundo no século XX, quando passou a ser usada em diversas formas e cores. A peça virou moda e passou a fazer parte do look de grandes nomes da história, tendo sido, inclusive, usada pelo rei Luis XIV.

A gravata moderna, que conhecemos nos dias de hoje, surgiu em 1860. Na segunda metade do XIX, a gravata passou a ser fabricada em escala industrial.

Em 1926, Jesse Langsdorf, de Nova Iorque, passou a cortar a gravata num tecido em diagonal e em três partes. Em seguida, a peça passou a ser parte fundamental dos acessórios de empresários e homens da alta sociedade.

sem comentário »

Remédio descongestionante pode ser solução e a causa para entupimento

0comentário

A principal função do nosso nariz é aquecer, filtrar e umidificar o ar que vai para os pulmões. Sendo assim, é importante que a saúde desse órgão tão importante esteja perfeita para ele funcionar da melhor maneira. Os otorrinolaringologistas Marcelo Hueb e Francini Pádua vieram ao Bem Estar nesta quinta-feira (8) para explicar algumas questões relacionadas ao tema.

Quando respiramos pela boca, o ar chega frio e seco aos pulmões e isso pode provocar broncoespamos, bronquite e asma. Tal prática só é tolerada quando praticamos exercícios físicos e precisamos de uma maior quantidade de ar nos pulmões.

Respirar pela boca também pode trazer maiores prejuízos à saúde. Se alguém crescer com esse hábito, o céu da boca pode ficar mais ovalado, a função do maxilar pode ser prejudicada e os dentes podem entortar. Além disso, o sono pode ser afetado e, em crianças, problemas de sono afetam o crescimento. Nos adultos, noites mal dormidas podem resultar em falta de atenção, prejudicando, principalmente, seu desempenho na vida profissional.

Em casos de sangramento, fratura ou congestionamento nasal, o ideal é sempre buscar a ajuda de um médico, principalmente quando for necessário o uso de medicamentos. Em alguns casos, pode haver a necessidade da realização de cirurgias para correção de septo.

Remédios descongestionantes podem ser a solução para um descongestionamento – mas também podem ser a causa do problema. Se usado sem necessidade, ele provoca um efeito rebote. Ou seja, ele sana o problema, mas, o congestionamento retorna depois.

Uma dica para quem é viciado em remédios descongestionantes é pingá-lo em apenas uma das narinas durante aproximadamente 40 dias para acostumar o nariz a ‘esquecer’ da vontade de pingar o medicamento.

sem comentário »

Cientistas desenvolvem chip contraceptivo que dura até 16 anos

0comentário

Imagine um anticoncepcional que funciona por até 16 anos e não precisa ser tomado todos os dias. Pois a ideia está próxima da realidade, segundo uma equipe de cientistas norte-americanos. Eles criaram um chip eletrônico que, implantado sob a pele, libera doses diárias de contraceptivo.

Os implantes que existem hoje no mercado duram no máximo cinco anos. Além disso, precisam ser trocados com um procedimento que muitas vezes é doloroso. Já o chip em desenvolvimento, além durar mais, pode ser ligado e desligado por um controle remoto.

Um dos cientistas envolvidos na novidade é Robert Langer, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Feito com titânio e ultrafino, o chip pode ser adaptado para liberar outros medicamentos e já foi testado em pacientes com osteoporose, segundo reportagem publicada no jornal britânico Daily Mail.

O hormônio utilizado nos estudos é o levonorgestrel, bastante utilizado em pílulas anticoncepcionais. A fabricante de microchips que abraçou a causa espera que o novo contraceptivo chegue ao mercado em 2018.

Novos métodos para evitar a gravidez indesejada são sempre bem-vindos, ainda mais quando se leva em conta que algumas mulheres esquecem de tomar a pílula todos os dias.

Mas é sempre bom lembrar que, assim como os implantes existentes hoje, é preciso ter certeza de que a paciente reage bem à substância liberada, já que se trata de um método duradouro e que exige um procedimento para ser retirado. Quando uma mulher não se adapta à pílula, por exemplo, basta interromper o uso.

sem comentário »

Conselho Federal de Medicina libera uso de composto da maconha

0comentário

Conselho Federal de Medicina libera uso de composto da maconha Neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras poderão prescrever canabidiol.Nova regra veda a prescrição da cannabis in natura para uso medicinal.

Medicamento Canabidiol tem substâncias derivadas da maconha. O Conselho Federal de Medicina autorizou o uso do canabidiol – composto da maconha – no tratamento de crianças e adolescentes que sejam resistentes aos tratamentos convencionais. A prescrição é restrita a neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras. A resolução que regulamenta a medida foi encaminhada nesta quinta-feira (11) para o Diário Oficial da União, para publicação.

Segundo a entidade, os médicos autorizados a prescrever a substância deverão ser previamente cadastrados em uma plataforma online. Já os pacientes serão acompanhados por meio de relatórios frequentes feitos pelos profissionais.

É um avanço diante do que a gente tinha, mas um atraso perto do que poderia ser”Norberto Fischer, pai de uma menina que usa canabidiol, questionando a limitação no uso da substânciaPela norma, pacientes ou os responsáveis legais deverão ser informados sobre os riscos e benefícios do uso do canabidiol e, então, assinar o termo de consentimento. Além disso, a decisão do conselho deverá ser revista no prazo de dois anos.

O canabidiol deve ser prescrito a pacientes de epilepsia ou que sofram de convulsões que não tiveram melhoras no quadro clínico após passar por tratamentos convencionais.

De acordo com o conselho, o uso da substância deve ser restrito a crianças e adolescentes menores de 18 anos – mas quem eventualmente use o medicamento antes dessa idade pode continuar o tratamento mesmo após ficar maior de idade.

As doses variam de 2,5 miligramas diários por quilo de peso do paciente a até 25 miligramas, dependendo do caso. A estimativa do conselho é que o limite diário total fique entre 200 miligramas e 300 miligramas por paciente.

sem comentário »

Risco cardíaco aumenta depois que a mulher entra na menopausa

0comentário

menarcamenopausa

Na vida da mulher, existem duas fases marcantes: a primeira e a última menstruação. Essses são momentos de grandes transformações corporais, que também deixam as emoções à flor da pele. A menarca(primeira menstruação) ocorre por volta dos 12 ou 13 anos, e é quando o corpo sofre várias mudanças e começam as visitas ao ginecologista. Já a menopausa (última menstruação) chega normalmente após os 45 anos. Mas, em algumas mulheres, esses dois períodos podem vir precocemente.
Depois da menopausa, o coração feminino exige ainda mais atenção. Isso porque o hormônio feminino estrogênio, entre outras funções, atua como um protetor do sistema cardiovascular. Depois que ele se esgota, portanto, podem começar os problemas. Por isso, é importante visitar um especialista regularmente.
Também é importante fazer exames de rastreamento mamário, como ultrassom, a partir dos 35 anos e ficar sempre atenta no autoexame à presença de qualquer cisto, nódulo ou algo diferente. No caso da mamografia, ela deve ser feita após os 40 ou 50 anos, dependendo de cada caso e do histórico familiar.

Entre os motivos que levam uma mulher a parar de menstruar antes do tempo, estão: tabagismo, laqueadura tubária (ligadura das trompas), histerectomia (retirada do útero), retirada dos ovários, quimioterapia, medicamentos para disfunções na tireoide ou diabetes, e histórico familiar.

Os principais sintomas da menopausa são: irregularidade menstrual, ausência de desejo sexual, ressecamento vaginal, calorões (fogachos), irritabilidade, ansiedade, depressão, suores noturnos, insônia, cansaço, incontinência urinária, dores de cabeça, perda de memória, aumento de peso e perda de força muscular e de massa óssea (risco de osteoporose).

Lembra também dos outros fatores de risco cardiovascular para a mulher, como hipertensão, tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol, diabetes e histórico familiar. E para algumas mulheres que não tenham contra-indicações e sejam sintomáticas orienta-se a necessidade de reposição hormonal.

Já em relação à menarca precoce, os fatores que contribuem para isso são: genética, alimentação, alterações hormonais e obesidade.

sem comentário »

Musculação

0comentário

size_590_Untitled-77-599x337

Cada vez mais brasileiros estão praticando exercícios físicos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostrou que 33,8% dos brasileiros com mais de 18 anos relatam praticar atividade física regularmente. Isso representa um crescimento de 12,6% em relação aos últimos 5 anos.

Desde que a pesquisa Vigitel começou a ser feita pelo Ministério da Saúde, em 2006, algumas atividades físicas tornaram-se mais populares. É o caso da musculação: houve um aumento de 50% no percentual de pessoas que relatam praticar essa atividade. Já a parcela dos que relatam jogar futebol caiu 28% no mesmo período.

Caminhada é atividade mais popular
Levando em conta homens e mulheres, a atividade física mais popular continua sendo a caminhada: entre os que responderam praticar alguma atividade física, 33,79% citaram a caminhada. A segunda mais popular foi a musculação, citada por 18,97% dos praticantes de atividades físicas. Em terceiro lugar, ficou o futebol, com 14,87% da preferência.

De 2012 para 2013, a porcentagem das mulheres que fazem musculação superou a dos homens: a atividade é praticada por 19,56% das mulheres fisicamente ativas e por 18,46% dos homens.

O Ministério da Saúde interpreta o aumento da popularidade das academias como um maior interesse da população em ter mais saúde. A diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do ministério, Deborah Malta, observa que, enquanto a caminhada e o futebol são atividades menos compromissadas, a academia prevê um compromisso maior. “A musculação é uma atividade contratual, em que é necessário se matricular, buscar um estabelecimento e passa a ser um compromisso agendado na semana”, diz.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP) e ouviu 53 mil pessoas nas 26 capitais e no Distrito Federal.

sem comentário »

Quem se adapta melhor ao horário de verão

0comentário

Sabe aquele parente que odeia o horário de verão porque fica mais sonolento, irritado e até tem tonturas? E o amigo que se sente bem mais disposto com uma hora a mais de luz para realizar atividades diárias? Pois as diferentes reações não são resultado somente da boa vontade de cada um em lidar com as mudanças provocadas neste período, Junto com o relógio de pulso, é preciso ajustar também o relógio biológico. E, dependendo do perfil, isso pode ser fácil, difícil ou até impossível.

Esse nosso relógio interno pode funcionar de duas formas bem distintas: a matutina — aqueles que acordam de manhã bem dispostos e dormem cedo — e a vespertina — os que têm dificuldade de acordar cedo e funcionam melhor quando o sol se põe. São os que pulam cedo da cama que mais sofrem com o horário de verão.

Nosso sono é regulado pelo hormônio melatonina, que começa a ser liberado quando acaba a luz do dia. Como durante o horário de verão temos luz até mais tarde, os matutinos vão dormir também mais tarde e, por estarem acostumados, acordam cedo. Ou seja, reduzem o tempo de sono.

Já os vespertinos ganham uma hora a mais de luz durante o dia para aproveitar o período em que são mais produtivos. Com o pôr do sol mais tarde, muitos conseguem render mais no horário de verão.

Saiba como reduzir os efeitos do horário de verão

Essas características, ao contrário do que muitos pensam, não está na personalidade de cada um. Ela é determinada por um conjunto de fatores, e entre eles está o genético: herdamos a tendência de acordar cedo ou tarde de nossos pais. Mas isso não quer dizer que os matutinos estão condenados a sofrer durante os 126 dias de horário de verão.

Explica-se que o corpo tem uma plasticidade para se adaptar à mudança de horários. Somente em casos extremos, onde a flexibilidade para absorver o novo horário é mínima, as consequências podem ser mais graves. Dificuldade de concentração, dor de cabeça e até quadros de depressão podem estar associados, por exemplo, aos matutinos extremos.

Horário de verão começu  dia 19 de outubro

Para grande parte da população, entretanto, o organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário. Cada pessoa tem uma velocidade própria de ajuste.

A adaptação do relógio biológico dura em torno de uma a duas semanas. Neste período, é comum sentir cansaço. Ele tende, entretanto, a passar aos poucos. E isso vale para matutinos e vespertinos.

Para evitar o desconforto e ajudar o corpo a se adaptar ao novo horário, uma das recomendações é dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante uma semana. O ajuste gradual ajuda o relógio biológico a se adaptar sem causar reações no organismo.

Saiba mais sobre o horário de verão:

_ Neste ano, terá quatro dias a mais do que a média.

_ Ele irá terminar no quarto domingo de fevereiro, e não no terceiro, como é habitual, para não coincidir com o Carnaval.

_ A média de duração do horário de verão é de 122. Neste ano, serão 126 dias.

_ O governo federal espera redução de 4,5% no consumo de energia no horário de pico, das 18h às 21h.

_ Apesar de ser um período mais longo, a economia do país deve ser 30% menor do que registrada no último ano: R$ 278 milhões

_ Em 2013/2014, a economia foi de R$ 405 milhões.

_ A culpa dessa previsão, segundo o governo, é da falta de chuvas.

_ O horário especial termina na noite de sábado, 21 de Fevereiro de 2015, para domingo, 22. Relógios devem ser atrasados em uma hora a partir da meia noite.

Aqui no Nordeste o que temos é de ajustar o horário do televisor.

sem comentário »

De “coração quebrado”: considerações sobre o luto

1comentário

Em um estudo lançado há pouco tempo, a morte de alguém  esteve associada a um risco 21 vezes maior de ter um Infarto do Miocárdio nas primeiras 24 horas de umluto. O estudo avaliou 1985 pessoas que sofreram IAM – atesta, de certo modo, aquilo que há muito é conhecido pela sabedoria popular: que a perda de um ser amadodeixa-nos literalmente de “coração quebrado”. Freud (1917) considerou o luto, de modo geral, uma “reação à perda de uma pessoa amada” (p. 172). O lutocomporta um abatimento penoso, perda de interesse pelas coisas em geral e afastamento de toda a atividade que não se ligue a memória do morto. É comose, junto com o ser amado e perdido, tivessem sido enterradas “todas as nossas esperanças, ambições, alegrias, ficamos inconsoláveis e nos recusamos a substituir aquele que perdemos. Nós nos comportamos como os Asra, que ‘morrem, quando morrem aqueles que amam’” (Freud, 1916, p. 232).Em geral, continua Freud (1915), nossa atitude cultural-convencional diante da morte não é franca: sustentamos, por um lado, que a morte é o desfecho necessário de toda existência e, por outro, manifestamos a inconfundível tendência de eliminar a morte da vida, tentamos tratar seus assuntos como se fossem de natureza fortuita em vez de inevitável, procuramos reduzi-la ao silêncio, daí o total colapso que sofremos quando morre alguém que nos é precioso. Até o início do século XX, de tão frequente, a morte constituía-se familiar, conforme o historiador Philippe Ariès (1977). Desde então assistimos a uma revolução brutal nas atitudes e representações coletivas tradicionais frente à morte nas culturas cristãs Ocidentais.Os homens passaram a se calar sobre a própria morte que se tornou vergonhosa e objeto de tabu e junto com ela as manifestações públicas de luto. Em contrapartida, assistimos nas últimas décadas a proliferação de um coro de especialistas (antropólogos, historiadores, psicólogos, tanatólogos, …)dispostos a reinvestir a morte diante da necessidade de se discutir as questões sobre ética e cuidados no fim da vida. Ariès (1977) chamou de “morte selvagem”o modo de morrer atual que cobriu de pudor e vergonha a morte e tudo o que lhe diz respeito, incluindo aí o luto. Não há mais tempo para o luto. Os seculares ritos fúnebres foram abolidos ou abreviados. A manifestação de pesar deve ocorrer de maneira contida, discreta, silenciosa. O enlutado fica isolado em sua dor, sem contar mais com o apoio benevolente dos próximos em uma sociedade que privilegia a produtividade, o sucesso e o bem-estar. Injunções, tais como, a “fila anda”, “time is money”, “ocupe-se” tornaram-se as ordens do dia. Imperativos externos ao sujeito que está de luto cujo efeito pode ser o de provocar o seu silenciamento e o agravamento de seu pesar. A função do luto consistiria em realizar a subjetivação da perda, uma operação nomeada por Freud (1917) de “trabalho de luto”. É dizer de outro modo que a morte de um ser próximo bem como a sua inumação não são suficientes para encerrar a questão para os que ficam. É necessário elaborar essa morte no campo simbólico, o luto seria a tentativa de realizar a inscrição subjetiva da perda. Sentir-se de “coração quebrado”, no ponto mais radical de um colapso psíquico e físico, exprime esse momento de uma exclusiva e dolorosa devoção ao luto, momento em que o mundo parece pobre e vazio. O trabalho de luto, árduo e doloroso, é realizado traço a traço, a partir da invocação de lembranças e expectativas ligadas ao ser perdido. Um trabalho que não vai sem a convocação do simbólico, isto é, em uma linguagem que possa expressar aquela dor. Se somente o enlutado pode imputar ao que foi perdido o seu devido valor, isso é algo que ainda precisa ser construído, uma vez que, a princípio, não se sabe bem o que se perdeu. Há aí o perigo, para alguns, de se perder na perda, seguindo o destino funesto do morto, seja pela via do suicídio ou de uma condição médica que ameace a vida. O luto é, como disse Freud (1916), “um grande enigma” e efetuar a separação definitiva de um ser amado demanda tempo, tempo de luto que no passado os ritos sagrados demarcavam . No tempo da “morte selvagem”, sem público e sem o amparo de ritos, efetuar o luto torna-se mais  problemático e, em alguns casos, pode demandar a intervenção de psicoterapeutas ou psicanalistas.

Míriam Ximenes Pinho

Psicanalista.

 

 

1 comentário »