Quem se adapta melhor ao horário de verão

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Sabe aquele parente que odeia o horário de verão porque fica mais sonolento, irritado e até tem tonturas? E o amigo que se sente bem mais disposto com uma hora a mais de luz para realizar atividades diárias? Pois as diferentes reações não são resultado somente da boa vontade de cada um em lidar com as mudanças provocadas neste período, Junto com o relógio de pulso, é preciso ajustar também o relógio biológico. E, dependendo do perfil, isso pode ser fácil, difícil ou até impossível.

Esse nosso relógio interno pode funcionar de duas formas bem distintas: a matutina — aqueles que acordam de manhã bem dispostos e dormem cedo — e a vespertina — os que têm dificuldade de acordar cedo e funcionam melhor quando o sol se põe. São os que pulam cedo da cama que mais sofrem com o horário de verão.

Nosso sono é regulado pelo hormônio melatonina, que começa a ser liberado quando acaba a luz do dia. Como durante o horário de verão temos luz até mais tarde, os matutinos vão dormir também mais tarde e, por estarem acostumados, acordam cedo. Ou seja, reduzem o tempo de sono.

Já os vespertinos ganham uma hora a mais de luz durante o dia para aproveitar o período em que são mais produtivos. Com o pôr do sol mais tarde, muitos conseguem render mais no horário de verão.

Saiba como reduzir os efeitos do horário de verão

Essas características, ao contrário do que muitos pensam, não está na personalidade de cada um. Ela é determinada por um conjunto de fatores, e entre eles está o genético: herdamos a tendência de acordar cedo ou tarde de nossos pais. Mas isso não quer dizer que os matutinos estão condenados a sofrer durante os 126 dias de horário de verão.

Explica-se que o corpo tem uma plasticidade para se adaptar à mudança de horários. Somente em casos extremos, onde a flexibilidade para absorver o novo horário é mínima, as consequências podem ser mais graves. Dificuldade de concentração, dor de cabeça e até quadros de depressão podem estar associados, por exemplo, aos matutinos extremos.

Horário de verão começu  dia 19 de outubro

Para grande parte da população, entretanto, o organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário. Cada pessoa tem uma velocidade própria de ajuste.

A adaptação do relógio biológico dura em torno de uma a duas semanas. Neste período, é comum sentir cansaço. Ele tende, entretanto, a passar aos poucos. E isso vale para matutinos e vespertinos.

Para evitar o desconforto e ajudar o corpo a se adaptar ao novo horário, uma das recomendações é dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante uma semana. O ajuste gradual ajuda o relógio biológico a se adaptar sem causar reações no organismo.

Saiba mais sobre o horário de verão:

_ Neste ano, terá quatro dias a mais do que a média.

_ Ele irá terminar no quarto domingo de fevereiro, e não no terceiro, como é habitual, para não coincidir com o Carnaval.

_ A média de duração do horário de verão é de 122. Neste ano, serão 126 dias.

_ O governo federal espera redução de 4,5% no consumo de energia no horário de pico, das 18h às 21h.

_ Apesar de ser um período mais longo, a economia do país deve ser 30% menor do que registrada no último ano: R$ 278 milhões

_ Em 2013/2014, a economia foi de R$ 405 milhões.

_ A culpa dessa previsão, segundo o governo, é da falta de chuvas.

_ O horário especial termina na noite de sábado, 21 de Fevereiro de 2015, para domingo, 22. Relógios devem ser atrasados em uma hora a partir da meia noite.

Aqui no Nordeste o que temos é de ajustar o horário do televisor.

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De “coração quebrado”: considerações sobre o luto

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Em um estudo lançado há pouco tempo, a morte de alguém  esteve associada a um risco 21 vezes maior de ter um Infarto do Miocárdio nas primeiras 24 horas de umluto. O estudo avaliou 1985 pessoas que sofreram IAM – atesta, de certo modo, aquilo que há muito é conhecido pela sabedoria popular: que a perda de um ser amadodeixa-nos literalmente de “coração quebrado”. Freud (1917) considerou o luto, de modo geral, uma “reação à perda de uma pessoa amada” (p. 172). O lutocomporta um abatimento penoso, perda de interesse pelas coisas em geral e afastamento de toda a atividade que não se ligue a memória do morto. É comose, junto com o ser amado e perdido, tivessem sido enterradas “todas as nossas esperanças, ambições, alegrias, ficamos inconsoláveis e nos recusamos a substituir aquele que perdemos. Nós nos comportamos como os Asra, que ‘morrem, quando morrem aqueles que amam’” (Freud, 1916, p. 232).Em geral, continua Freud (1915), nossa atitude cultural-convencional diante da morte não é franca: sustentamos, por um lado, que a morte é o desfecho necessário de toda existência e, por outro, manifestamos a inconfundível tendência de eliminar a morte da vida, tentamos tratar seus assuntos como se fossem de natureza fortuita em vez de inevitável, procuramos reduzi-la ao silêncio, daí o total colapso que sofremos quando morre alguém que nos é precioso. Até o início do século XX, de tão frequente, a morte constituía-se familiar, conforme o historiador Philippe Ariès (1977). Desde então assistimos a uma revolução brutal nas atitudes e representações coletivas tradicionais frente à morte nas culturas cristãs Ocidentais.Os homens passaram a se calar sobre a própria morte que se tornou vergonhosa e objeto de tabu e junto com ela as manifestações públicas de luto. Em contrapartida, assistimos nas últimas décadas a proliferação de um coro de especialistas (antropólogos, historiadores, psicólogos, tanatólogos, …)dispostos a reinvestir a morte diante da necessidade de se discutir as questões sobre ética e cuidados no fim da vida. Ariès (1977) chamou de “morte selvagem”o modo de morrer atual que cobriu de pudor e vergonha a morte e tudo o que lhe diz respeito, incluindo aí o luto. Não há mais tempo para o luto. Os seculares ritos fúnebres foram abolidos ou abreviados. A manifestação de pesar deve ocorrer de maneira contida, discreta, silenciosa. O enlutado fica isolado em sua dor, sem contar mais com o apoio benevolente dos próximos em uma sociedade que privilegia a produtividade, o sucesso e o bem-estar. Injunções, tais como, a “fila anda”, “time is money”, “ocupe-se” tornaram-se as ordens do dia. Imperativos externos ao sujeito que está de luto cujo efeito pode ser o de provocar o seu silenciamento e o agravamento de seu pesar. A função do luto consistiria em realizar a subjetivação da perda, uma operação nomeada por Freud (1917) de “trabalho de luto”. É dizer de outro modo que a morte de um ser próximo bem como a sua inumação não são suficientes para encerrar a questão para os que ficam. É necessário elaborar essa morte no campo simbólico, o luto seria a tentativa de realizar a inscrição subjetiva da perda. Sentir-se de “coração quebrado”, no ponto mais radical de um colapso psíquico e físico, exprime esse momento de uma exclusiva e dolorosa devoção ao luto, momento em que o mundo parece pobre e vazio. O trabalho de luto, árduo e doloroso, é realizado traço a traço, a partir da invocação de lembranças e expectativas ligadas ao ser perdido. Um trabalho que não vai sem a convocação do simbólico, isto é, em uma linguagem que possa expressar aquela dor. Se somente o enlutado pode imputar ao que foi perdido o seu devido valor, isso é algo que ainda precisa ser construído, uma vez que, a princípio, não se sabe bem o que se perdeu. Há aí o perigo, para alguns, de se perder na perda, seguindo o destino funesto do morto, seja pela via do suicídio ou de uma condição médica que ameace a vida. O luto é, como disse Freud (1916), “um grande enigma” e efetuar a separação definitiva de um ser amado demanda tempo, tempo de luto que no passado os ritos sagrados demarcavam . No tempo da “morte selvagem”, sem público e sem o amparo de ritos, efetuar o luto torna-se mais  problemático e, em alguns casos, pode demandar a intervenção de psicoterapeutas ou psicanalistas.

Míriam Ximenes Pinho

Psicanalista.

 

 

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Risco de eventos cardíacos aumenta durante a copa

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Estudo indica aumento de até três vezes no risco de problemas cardíacos durante os jogos da Copa do Mundo. A Copa do Mundo é um fator de risco cardíaco. Intitulada Cardiovascular events during World Cup soccer a pesquisa foi publicada em 2008, dois anos após a Copa do Mundo da Alemanha, no New England Journal of Medicine. Foi avaliado a incidência de angina, infarto e arritmias na população alemã durante a Copa. Compararam o número de casos nos dias de jogos da seleção local com os dias de jogos de outras seleções e o período fora da Copa, Houve aumento de quase três vezes no número de emergências cardiovasculares nos dias de jogos da Alemanha.

Outra pesquisa realizada no Brasil, Copa do Mundo de Futebol Desencadeador de Eventos Cardiovasculares, analisou dados de internações e mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) entre os anos de 1998 e 2010 (período que contempla quatro mundiais). O estudo também mostrou o aumento na incidência de infarto agudo do miocárdio em dias de jogos da Copa, em especial, em dias de jogos do Brasil, concluindo que esse evento esportivo poderia atuar como um “gatilho” no desencadeamento de infarto em brasileiros. É preciso deixar claro, porém, que o futebol não causa infarto em ninguém. Ele é apenas um fator de estresse que serve de “gatilho” para, por exemplo, o aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e de outras complicações cardíacas.

Fatores de risco

Além do estresse provocado pelas partidas de futebol, a hipertensão arterial, o diabetes, colesterol e/ou triglicérides aumentados, sedentarismo, obesidade ou sobrepeso, tabagismo e histórico familiar são fatores de risco para o coração e sistema circulatório. No estudo realizado na Copa da Alemanha o número de eventos cardíacos foi maior nos indivíduos que já relatavam ter o diagnóstico prévio de doença cardiovascular.

É importante que todo paciente com antecedente pessoal de doença cardiovascular ou que tenha fatores de risco (pressão, colesterol, diabetes e peso) seja bem orientado pelo seu medico e esteja com o check-up em dia.

A análise de ambas as pesquisas deve,  ser cautelosa. Os estudos têm limitações, pois alguns fatores podem confundir a análise dos resultados. Sabemos que nos dias de jogos o consumo de álcool, tabaco, refeições pouco saudáveis (alimentos ricos em gorduras saturadas e trans) é maior. E isso sabidamente pode funcionar como gatilhos de eventos cardíacos.

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Curiosidade do dia

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Em 13 de maio de 1888, a princesa regente Isabel assinou a Lei 3.353, conhecida como Lei Áurea, e libertou os escravos. O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão e, entre a segunda metade do século XVI e 1850, ano em que acabou o comércio de escravos, mais de 3,6 milhões de africanos foram capturados e trazidos para o Brasil. É tanta gente que, até o século XVIII, 80% da população brasileira era negra e trabalho era sinônimo de escravidão.

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Saiba como evitar a infecção urinária

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A dor acompanhada de ardência ao ir ao banheiro é um sintoma que pode ser sinal de infecção urinária, doença comum entre as mulheres. O problema consiste na presença de bactérias que entram pela uretra e chegam até a bexiga, causando infecção.

— As mulheres possuem uma uretra mais curta em média de três a quatro centímetros e também está localizada próxima ao ânus, por conta disso, as mulheres têm maior probabilidade de desenvolver infecções depois da atividade sexual ou ao usar diafragma — explica a ginecologista Erica Mantelli

Algumas situações podem aumentar as chances da mulher ter uma infecção urinária como diabetes, gravidez, retenção urinária, falta de higiene, obstipação intestinal, relação sexual sem preservativo, entre outros.

— Uma flora vaginal, com pH ácido, protege a região de bactérias, porém, se há algum desequilíbrio, a mulher fica susceptível a doenças ginecológicas, corrimentos e infecção urinária — alerta a especialista.

Para dar um fim às bactérias que causam todo esse prejuízo,é necessário o uso de antibióticos, porém sempre com orientação médica.

— É importante procurar um médico para realizar exames e verificar qual é a bactéria responsável pela infecção. Uma vez medicada, os sintomas desaparecem em cerca de dois dias — descreve Erica.

Se a infecção voltar, a mulher deve consultar um especialista para que seja avaliado o funcionamento do aparelho urinário da paciente.

Alguns hábitos podem afastar a doença. A especialista listou as principais recomendações para prevenir a infecção urinária:

Banhos e higiene Durante o período menstrual, é importante trocar o absorvente a cada quatro horas. Durante o banho, não utilize nenhum produto que contenha perfumes na área genital e evite os óleos de banho.

Roupas Evite usar calças muito apertadas, use calcinha de algodão e troque-as, pelo menos, uma vez por dia.

Relação sexual Esvaziar a bexiga o quanto antes depois da relação sexual ajuda a evitar a proliferação de bactérias.

Alimentação Beba bastante líquido, de dois a quatro litros por dia, consuma sucos naturais e evite tomar álcool ou cafeína em excesso, esses líquidos podem irritar a bexiga.

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Tapioca: benefícios e desvantagens de incluir na dieta

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Tapioca não contém conservantes e sódio, mas tem alto índice glicêmico.

Consumir tapioca te remete afetivamente aos sabores únicos dos pratos típicos das regiões norte e nordeste do país? Pois é, além de deliciosa, essa iguaria da culinária brasileira tem chamado cada vez mais a atenção devido aos benefícios do alimento para a saúde. Entre eles está a ausência de conservantes e sódio, segundo a nutricionista funcional Fernanda Scheer.

“Muitas pessoas adotaram a tapioca na dieta também por não ter glúten, substituindo-a inclusive pelo pão. E se consumida juntamente com fontes de fibras e proteínas magras em seu preparo será equivalente a um café da manhã completo. Do contrário, torna-se nutricionalmente pobre”, alerta.

Embora seja fonte rica de carboidratos e ideal para consumir antes do treino, Fernanda alerta para o alto índice glicêmico do prato. “Por isso fibras e proteínas devem ser inclusas, para balancear e reduzir esse índice”.

Descubra mais sobre as vantagens e desvantagens desse alimento e ainda as dicas para consumi-lo de maneira adequada!

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Popularização de atividades como skate e mountain bike aumenta o risco de lesões de cabeça e pescoço

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O problema é que muitos jovens ávidos por adrenalina estão tentando copiar os ídolos dos esportes radicais, correndo um grande risco. Cheios de confiança, muitos participantes não têm a habilidade e o treinamento para realizar tais proezas. E muitas vezes não utilizam o equipamento de segurança que poderia reduzir o risco de ferimentos sérios. Amadores sem árbitros, técnicos nem enfermeiros por perto podem terminar com ossos quebrados, pancadas severas, vasos sanguíneos rompidos ou deficiência pelo resto da vida — se conseguirem sobreviver.

Mais de quatro milhões de lesões atribuídas a esportes radicais ocorreram de 2000 a 2011 nos Estados Unidos, de acordo com dados coletados pelo Sistema de Vigilância Eletrônica Nacional de Ferimentos. No primeiro estudo sobre a natureza de tais traumatismos, a cirurgiã ortopédica da Faculdade de Medicina da Universidade do Michigan Ocidental, Vani J. Sabesan, em conjunto com outros colegas, examinou a incidência de lesões na cabeça e pescoço, as mais graves entre as que não resultam em morte.

Na recente reunião anual da Associação Norte-Americana de Cirurgiões Ortopédicos, Sabesan informou que mais de 40 mil ferimentos do gênero acontecem todos os anos entre os praticantes de sete esportes radicais, como skate, snowboarding, mountain biking e motocross. Segundo sua análise, 83% das lesões eram na cabeça e 175 no pescoço, com 2,5% delas descritas como graves, resultando em possível morte ou deficiência pelo resto da vida.

— O nível de competição e lesões que estamos vendo não para de aumentar. Muitos se recuperam, mas não necessariamente sem consequências a longo prazo — afirmou a cirurgiã ortopédica.

Sabesan observou que os ferimentos na cabeça e no pescoço causavam preocupação particular por causa das consequências a curto e longo prazos: pancadas, fraturas e lesões cerebrais traumáticas, que podem resultar em depressão crônica, dores de cabeça, paralisia e até morte.

Skate entre os mais perigosos

A prática do skate origina a maioria dos ferimentos na cabeça e pescoço nos EUA: mais de 129 mil foram informados durante os 12 anos do estudo.

O snowboarding produziu mais de 97 mil casos similares, enquanto os esquiadores registraram 83 mil, e os praticantes de motocross, mais de 78 mil.

Segundo Sabesan, mais pessoas praticam esportes radicais todos os anos e as idades dos participantes são cada vez menores.

— Os jovens veem o snowboarder Shaun White levar o esporte a um novo nível, e parte da garotada quer copiar suas proezas. Na verdade, a cultura diz que é bom tentar fazer isso — afirma a pesquisadora.

Sabesan destaca que o skate é particularmente perigoso porque os capacetes, agora uma rotina entre os esquiadores, não são obrigatórios. Ela alerta que quando se cai de cabeça no concreto ou asfalto, o dano é pior do que na neve.

O estudo constatou que o risco de sofrer fratura de crânio praticando skate é 54 vezes maior do que no snowboard.

Equipamentos de segurança

A primeira recomendação de Sabesan para reduzir o risco de lesão séria é usar o equipamento de segurança adequado.

— Uma coisa simples como usar capacete pode ser excelente na prevenção de uma deficiência para a vida toda — destaca Sabesan.

Sua própria experiência serve de exemplo. Enquanto treinava para triatlo, ela foi arremessada sobre o guidom da bicicleta e caiu de cabeça. Um capacete a protegeu.

A ocorrência de ferimentos graves aumenta quando o índice de participação em esportes radicais cresce. Sabesan acrescenta que ainda não há estudos adequados dos riscos associados.

— Não temos parâmetro. Ninguém monitora lesões ocorridas nos X Games. Existem estudos mínimos sobre deslocamentos do quadril e do joelho, ossos quebrados ou efeitos a longo prazo à cabeça e outros ferimentos — diz a cirurgiã ortopédica.

Para Sabesan, as descobertas apontam para a necessidade de supervisão capacitada e assistência médica nos eventos de esportes radicais, bem como o treinamento apropriado de participantes e a obrigação de uso do equipamento de proteção adequados.

Recado da especialista para os pais

Obrigue a criança que anda de skate a usar capacete, cotoveleira e munhequeira. O praticante de snowboard, cujos pés ficam presos à prancha, deve usar munhequeira para proteger o punho caso caia com as mãos estendidas. E, é claro, quem estiver de bicicleta, esqui ou prancha, deve usar o capacete projetado para a atividade.

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Exercícios para a terceira idade

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A população está vivendo mais e, com esse aumento na expectativa de vida, as pessoas têm a necessidade de mais cuidados para envelhecerem com qualidade.

Dentro dessa perspectiva, deve haver uma conscientização de uma vida saudável e equilibrada para termos uma melhor funcionalidade do corpo e, assim, um melhor controle postural. Para isso, é interessante fazer um programa de exercícios, que deve ser iniciado com uma avaliação médica para que possa ser realizado um trabalho com bastante segurança e benefícios.

Sabemos que o envelhecimento leva a uma gama de processos degenerativos nos sistemas sensorial e motor e, consequentemente, a um grande prejuízo do controle postural. Esse controle tem um complexo mecanismo, que promove a ativação dos músculos antigravitacionais (responsáveis pela manutenção da postura). Por isso, um profissional apto (educador físico ou fisioterapeuta) deve iniciar um treinamento individual sistemático de força, potência e equilíbrio, com a intenção de parar esse processo.

O programa de exercícios pode ser realizado em um ambiente específico ou, até mesmo, em casa. A mudança de alguns hábitos de vida também é indispensável. É importante salientar que programas de atividades físicas com treinos de força e equilíbrio associados são mais efetivos no combate ao declínio e na recuperação do controle postural, evitando, muitas vezes, desequilíbrios, quedas e, consequentemente, risco de lesões mais graves.

Atividades físicas sugeridas

> Musculação com um bom acompanhamento

> Treinamento funcional

> Ioga

> RPG associado a exercícios em plataformas instáveis

> Pilates

> Exercícios calistênicos (com peso do corpo), bolas e acessórios

> Dança associada ao treino

> Hidroterapia

Vale lembrar que não há uma série ou programa de exercícios que seja “padrão” para idosos. O que deve prevalecer é o bom senso do profissional em respeitar os limites de cada um e os três principais fatores de um treinamento: intensidade, volume e frequência. Assim, chegaremos em ótimas condições numa melhor idade.

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Cérebro humano atinge máximo desempenho até os 24 anos

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Se você estiver com mais de 24 anos, já atingiu seu pico em termos de desempenho motor e cognitivo, de acordo com um novo estudo da Universidade Simon Fraser, no Canadá. A equipe investigou quando começamos a experimentar um declínio relacionado à idade em nossas habilidades motoras e cognitivas e como podemos compensar isso.

Os pesquisadores analisaram os registros de desempenho de 3.305 jogadores de Star Craft 2 com idades entre 16 a 44 anos. Este é um jogo de computador competitivo de guerra e intergaláctico. Seus dados representam milhares de horas de movimentos estratégicos baseados em ações cognitivas em tempo real e realizados a partir de diferentes habilidades.

Os cientistas avaliaram, dentro do significado das informações, como os participantes reagiram aos seus adversários e, mais importante, o tempo que levaram para reagir.

— Os voluntários com 24 anos ou mais mostraram desaceleração em uma medida de velocidade cognitiva que é conhecida pela sua importância para o desempenho. Esta diminuição da cognição está presente mesmo em níveis mais altos de habilidade — explica o autor Joe Thompson.

No entanto, os jogadores mais velhos, embora mais lentos, parecem compensar empregando estratégias mais simples e usando a interface do jogo de forma mais eficiente do que os mais jovens. Isso os permitiria manter a sua habilidade, apesar das perdas de velocidade motora e cognitiva. Os mais velhos usavam, por exemplo, atalhos e teclas de comando sofisticados mais facilmente para compensar a velocidade de declínio na execução de decisões em tempo real.

— As evidências sugerem que as nossas capacidades cognitivo-motoras não são estáveis em toda a nossa vida adulta, mas estão em movimento constante, e que o nosso desempenho no dia-a-dia é o resultado da interação constante entre a mudança e a adaptação — esclarece Thompson.

O autor diz ainda que o estudo não nos informa sobre como o nosso mundo cada vez mais informatizado pode vir a afetar os nossos comportamentos adaptativos para compensar a queda nas habilidades motoras e cognitivas.

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Suplemento de testosterona aumenta risco de derrame

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O número de prescrições para suplementos de testosterona saltou em todo o mundo na última década. Mas há receios de que o medicamento esteja sendo usado mais do que necessário e não seja seguro para a saúde.

Há um ponto na vida de um homem em que ele começa a se sentir desanimado. Cansado, mal humorado, apático. Nos Estados Unidos, os canais de TV estão repletos de anúncios de homens bonitões de meia idade com cabelo grisalho, cansados demais para jogar basquete e impacientes até quando estão em um encontro romântico com uma linda mulher.

Este anúncios estão vendendo uma nova doença para o público: “Baixa T” ou baixos níveis de testosterona – o hormônio produzido nos testículos, responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais.

A síndrome até ganhou seu próprio site, isitlowt.com, criado pela empresa farmacêutica Abbvie, em que homens podem completar um quiz com perguntas do tipo: “Você está triste e/o mal humorado? Está com falta de energia? Você fica sonolento após o jantar?”

Isso pode parecer com quase todos os homens de meia idade que você conhece, mas se os usuários do site respondem “sim” à maioria das perguntas, são orientados a conversar com seu médico.

Mercado Nos Estados Unidos, onde o marketing direto de medicamentos é permitido (“Pergunte ao seu médico sobre nosso novo produto!”) as drogas são promovidas nas mais variadas formas, de comprimidos e injeções à cremes e gel.

Desde 2001, receitas de testosterona nos Estados Unidos para homens acima dos 40 anos mais do que triplicaram. Atualmente 1,7 milhão de homens são orientados a usar os suplementos hormonais.

“A questão é: há realmente um problema a ser tratado?”, indaga a médica Lisa Schwartz, do Dartmouth College. Conforme brinca o comediante Stephen Colbert, Baixa T é “uma condição de saúde identificada por uma farmacêutica que antigamente era conhecida como envelhecer”.

Médicos concordam que uma pequena proporção de homens (cerca de 0,5%) precisa de terapia com testosterona. Entre eles estão homens com doenças genéticas ou cujos testículos, onde a testosterona é produzida, não funcionam mais após tratamentos com quimioterapia. E foi para casos como esses que a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a venda dos medicamentos nos Estados Unidos.

Mas esses homens não são os únicos com baixa testosterona e acredita-se que o crescimento vertiginoso no número de receitas, principalmente para o de gel roll-on esteja direcionado a um grande grupo de homens que não sofrem de problemas genéticos.

Os níveis de testosterona em homens tendem a cair constantemente após os 40 anos e podem flutuar de um dia para outro.

“Em qualquer momento da vida, a testosterona cai. Seja por doença ou qualquer outro motivo”, explica o médico Richard Quinton, endocrinologista da Royal Victoria Infirmary, em Newcastle, Inglaterra.

“Se você fica acordado a noite toda, no dia seguinte a sua testosterona vai cair. Até se você come demais”, afirma.

Quinton é um dos vários especialistas que acreditam que o baixo nível de testosterona, referida pelos médicos como “hipogonadismo”, não é uma razão para prescrever medicamentos na ausência de um problema físico observável ou de um diagnóstico clínico.

Por sua vez, a farmacêutica Abbvie defende a forma como comercializa seus medicamentos, argumentando que sua campanha de sensibilização para o problema é focada em “educar os homens sobre hipogonadismo e incentivar o diálogo com seu médico”.

Efeitos colaterais Muitos médicos, no entanto, apostam na capacidade da terapia de testosterona de fazer os homens se sentirem melhor. E alguns pacientes concordam.

Bill, um professor aposentado na Flórida que não quis divulgar seu sobrenome, sempre foi um homem ativo. Mas quando completou 60 anos, sentiu que seus níveis de energia caíram drasticamente.

“Era como se eu corresse uma maratona todo dia”, lembra ele. Seu desejo sexual e sentimentos românticos saíram “voando pela janela”, descreve ele.

Há quatro anos ele usa um gel de testosterona que aplica sobre o ombros e diz se sentir outra pessoa.

Mas, a exemplo do tratamento de reposição hormonal para mulheres, ligado ao aumento do risco de câncer de mama, ataques do coração e derrame, a terapia com testosterona também pode ter efeitos colaterais.

Um estudo publicado em novembro no Journal of American Medical Association analisou o histórico médico de 8,7 mil veteranos americanos, muitos deles com problemas cardíacos e todos com níveis de testosterona aparentemente baixos.

Os homens que haviam recebido tratamento com suplementos hormonais tiveram um risco 30% maior de derrame, ataque cardíaco e morte.

Um segundo estudo, publicado em janeiro no PLoS ONE, analisou os registros médicos de 55 mil homens que tinham sido prescritos com testosterona. Os especialistas concluíram que os homens com mais de 65 anos tiveram duas vezes mais riscos de sofrer um ataque cardíaco 90 dias depois de terem iniciado o tratamento.

Alguns pacientes entraram com ações na Justiça contra a Abbvie, alegando que a empresa não lhes avisou sobre os riscos.

Para Hugh Jones, Professor da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, a terapia com testosterona não é arriscada desde que os médicos façam o diagnóstico correto e monitorem o tratamento.

“Se você pegar o paciente certo e tratá-lo adequadamente, você pode mudar a vida de alguém”, diz ele.

Embora não haja nenhuma evidência conclusiva de que os medicamentos sejam prejudiciais à saúde, Richard Quinton defende que homens mais velhos e debilitados devem evitá-los.

“A testosterona não é o elixir da vida. É um ótimo tratamento para homens com verdadeira deficiência de testosterona, mas não prolonga a vida para aqueles que não são propriamente deficientes do hormônio.”

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