Obsessão de Flávio Dino

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Em mais uma de suas demonstrações de total obsessão pelo ex-presidente José Sarney, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou as redes sociais ontem para reclamar que coisas obscuras e esquisitas estão acontecendo para prejudicar o estado.

O comunista não especificou o que há de obscuro e estranho acontecendo e nem o que esses supostos atos vêm causando ao Maranhão.

Talvez Dino esteja falando das três últimas operações da Polícia Federal que atingem diretamente sua gestão e seus auxiliares. Foram operações que envolveram desvio de recursos nas Secretarias de Administração Penitenciária, de Saúde e agora, mais recentemente, na Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

Na Administração Penitenciária, a PF, na Operação Turing, apontou movimentação suspeita de mais de R$ 37 milhões. Um secretário-adjunto do governo Dino foi preso como suspeito de integrar o esquema.

Na operação Rêmora, a suspeita da PF é que foram desviados mais de R$ 18 milhões em recursos da Saúde do governo do Maranhão. Envolvido estava o presidente de entidade contratada por Flávio Dino para administrar unidades hospitalares.

A terceira operação é a Draga, que também investiga desvio de verbas em obras no Porto do Itaqui e que envolve um diretor da Emap nomeado pelo governador maranhense.

Será que são essas operações as coisas esquisitas que estão ocorrendo? Será que para Flávio Dino é possível que alguém acredite que as acusações de desvio de verba em seu governo são obras de ficção colocadas em práticas pelo ex-presidente José Sarney?

Se for essa a ideia do comunista, é pretensão demais imaginar que os maranhenses são tão ingênuos para acreditar.

Coluna Estado Maior/ O Estado

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Culpa em Roseana

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Flávio Dino veta projeto que disciplina a propaganda pública

Governador Flávio Dino recorre a Roseana para tentar esclarecer escândalo da Funac

Como sempre faz em momentos de crise, o governador Flávio Dino (PCdoB) mais uma vez utiliza as redes sociais e num belo jogo de palavras recorre ao governo Roseana Sarney para tentar explicar o escândalo do aluguel de imóvel para instalação da Unidade de Ressocialização da Funac em São Luís.

Mas isso era esperado. Enquanto o passado render um bom discurso, Flávio Dino sempre recorrerá a ele.

Na prática, Flávio Dino age da seguinte forma: Se Roseana fazia, porque eu não posso fazer? É isso que ele diz em um longo esclarecimento nas redes sociais.

“Interessante que o Governo do Maranhão aluga prédio até do senador José Sarney, entre dezenas de filiados a vários partidos. Aí pode? O curioso é que a filha Roseana que começou esse aluguel do prédio do seu próprio pai Sarney para o Governo. Aí não era favorecimento”, escreveu.

Flávio Dino se coloca como vítima de uma situação que diz desconhecer.

“Sou “acusado” de favorecer um cidadão que não conheço, não sei quem é, não é meu parente, de um imóvel que não escolhi. Trago esses fatos para mostrar o que está por trás da “grave denúncia”: politicagem do pior tipo. Nosso governo cumpre as leis. Alguém já pensou se tiver que rescindir aluguéis de imóveis de pessoas filiadas a todos os partidos? Seria inconstitucional e absurdo”, disse.

Mas o governador não esclarece o fato do dono do imóvel ser um dos colaboradores da Emap e ocupar um cargo importante. Mas após demorar muito e dar mil explicações disse que vai estudar tal situação.

“Vou analisar juridicamente a situação de o cidadão ser empregado de uma empresa pública. Friso: tal nomeação não passa por mim. Se houver qualquer dúvida jurídica sobre isso, a lei será aplicada, como tem sido sempre no nosso governo”, acrescentou.

Foto: Divulgação

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Mensagem de Sarney

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“Saudemos o ano novo de 2017 com duas palavras: gratidão e esperança.

Gratidão a Deus pela graça da vida que ele nos deu em 2016.

Esperança de que iremos superar todos os problemas.

O Brasil é maior do que todas as dificuldades.

Não desistir e resistir, pedindo a Deus que ajude as nossas famílias.

Feliz 2017”.

José Sarney

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O Natal do Menino Jesus

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Coluna do Sarney publicada na ediução do fim de semana no jornal O Estado

Coluna do Sarney publicada na ediução do fim de semana no jornal O Estado

Por José Sarney

São Paulo resume a felicidade de ser cristão, quando, na sua segunda Carta a Timóteo, diz: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, e guardei a fé.”

Guardar a fé é o mais difícil de cumprir entre os deveres cristãos. Fugir das vacilações, das tentações do agnosticismo e acreditar até o fim nos fundamentos do cristianismo.

Quem me fez cristão, pregando os seus mandamentos, foi minha mãe. Nunca presenciarei ninguém que tenha tido tanta fé quanto ela, fortificando-a a cada dia, e, coerente com sua vida, sua última palavra foi Jesus. Mas minha mãe não ensinava só o catecismo, mas a base do cristianismo, aqueles mandamentos simples que o Cristo trouxe: “Todos somos filhos de Deus” – e aí está o mistério do Natal; “Amai-vos uns aos outros”, “Perdoai os vossos inimigos” e orai, porque a oração é a ponte do nosso cotidiano com Deus.

A forte lembrança do Natal está associada a minha infância em São Bento. A Missa do Galo e o comando de minha avó, reunindo o rebanho da família. As cantatas de Natal e a Igreja de São Bento com as colunas pintadas, imitando mármore, que para mim eram tão bonitas que cheguei ao exagero de considerá-las iguais às da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Tempos da infância em que se chamava pelo Menino Jesus – que hoje deixou de ser a primeira figura do Natal: Papai Noel tomou o seu lugar e, em vez do incenso a perfumar nossas almas, criou-se o gosto do chocolate.

O Natal é o mistério de um menino: Deus que assumiu a condição humana, para mostrar que não estamos sós na face da terra, que ele está conosco, conhece as vicissitudes de viver e de nascer. Desse nascimento surgem as figuras da mãe, de quem recebemos a graça da vida, e do pai, São José, que aceitou a missão de, mais que pai, ser o companheiro de Maria. Sua presença é silenciosa, talvez a mais silenciosa do Novo Testamento, na sua simplicidade de carpinteiro.

O Natal tem uma palavra chave, amor. O Amor de Deus encarnado nesse menino que teve um destino trágico, pregado na cruz. São João, talvez o mais belo e brilhante dos Evangelistas, diz que “Jesus amou os homens até o fim”. E o padre Vieira pegou este mote para dizer que se colocássemos em Cristo o coração dos homens e nos homens o coração de Cristo, esse transplante de coração iria dar aos homens a plenitude do amor e a Cristo a maldade dos homens.

O Natal é a festa do cristianismo, da Esperança que não deve desaparecer nunca, da alegria de que todos estamos destinados à salvação. O papa Francisco diz, no seu último Angelus, como deve ser a nossa atitude diante do mistério do Natal: “Maria ajuda-nos a colocar-nos em atitude de disponibilidade para receber o Filho de Deus na nossa vida concreta, na nossa própria carne. José estimula-nos a procurar sempre a vontade de Deus e a segui-la com plena confiança. Ambos se deixaram aproximar por Deus.

O Natal é festa do Menino e de sua mãe, da maternidade, da glória de ser mãe e da transmissão da vida que traz a eternidade, pela graça do nascer.

O nosso Natal é o Natal do Menino Jesus e de, em nossa alegria, lembrar o cântico que diz tudo:

“Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos homens de boa vontade.”

Coluna do Sarney

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Coluna do Sarney: A democracia e os poderes

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Coluna do Sarney publicada na ediução do fim de semana no jornal O Estado

Coluna do Sarney publicada na edição do fim de semana no jornal O Estado do Maranhão

Foi um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal quem, há mais de 10 anos, profetizou que se estava estabelecendo no Brasil um procedimento que iria dar muito trabalho às instituições. Era o fato de que, quando se criava um impasse político, em geral no Legislativo, estava se criando também uma oportunidade de o submeter à Justiça, uma espécie de terceira instância, dando ao STF a função de harmonizar conflitos que deviam ser resolvidos pela própria política. Era o tempo do procurador Luís Francisco, que passou a ser popularíssimo porque tomava a frente para ser o xerife das mazelas do país e da política.

A Constituição de 1988 criou as figuras da ADIN, dos direitos difusos – estes até fui eu quem criou, em 1985, quando mandei a Lei da Ação Civil Pública, que deu ao Ministério Público o grande instrumento de força que hoje tem -, e das ações cautelares que agregaram ao Poder Judiciário um protagonismo muito grande. A esse protagonismo chamou o ministro Jobim de judicialização da política. E realmente isto aconteceu, com a consequência inevitável de politização da Justiça, hoje envolvida na solução das questões maiores e mais complicadas do Executivo, com grande apelo a aquilo que Ulisses Guimarães chamou a voz das ruas.

O Brasil sempre foi acostumado ao Poder Moderador, exercido no Império pelo imperador, assessorado pelo Conselho de Estado. Como o imperador tinha o poder de dissolver o Congresso e convocar eleições, quando surgia o impasse ele vinha e usava seu poder moderador. Graças a isso os partidos não se perpetuavam no poder, já que ele gostava da alternância. Se esse poder o auxiliou a governar com a Constituição que mais tempo durou – a de 1824 -, por outro lado criou o germe do republicanismo, a que aderiram aqueles que ficavam prejudicados com as mudanças de gabinete.

Na República, não havendo Poder Moderador e as crises continuando, como é próprio do Estado e da política, os militares, que a tinham fundado, passaram a exercê-lo, com as intervenções salvacionistas de que sofremos até 1985.

Agora surge uma grave crise institucional entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, e isso é muito mal para o país, necessitando que todos nós, brasileiros, lutemos para que ela seja superada. Ninguém mais do que eu, quando exerci a política ativa, prestigiou o Judiciário, compreendendo que, nas democracias fortes, é ele que assegura a força das instituições e sua vigilância. Assim, devemos dar condições aos nossos juízes para que eles cumpram a função moderadora necessária nas democracias fortes.

A democracia começou a tomar corpo, na instituição do Estado moderno, com a evolução da separação dos poderes de somente entre Executivo e Legislativo para a antiga fórmula de Aristóteles, retomada sucessivamente por teóricos como Maquiavel, Locke, Bodin, Hobbes até assumir a forma tripartite consagrada em O Espírito das Leis, do barão de Montesquieu, em que o Judiciário se torna a chave do sistema. É sobre ele que pesa a maior responsabilidade da harmonia entre os poderes.

É hora de fortificar o Poder Judiciário e acabar com esse mal-estar entre Congresso, STF e MP.

O Estado

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O medo como intimidação

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Coluna do Sarney publicada em O Estado

Coluna do Sarney publicada em O Estado

Coluna do Sarney

Já citei muitas vezes o aforismo greco-romano de que “primeiro no mundo o medo criou Deus”. O medo é um sentimento que nos une aos animais e está relacionado com o conhecido e o desconhecido. Sabemos o que podemos sofrer e imaginamos o que podemos sofrer.

Com a vida social, o homem foi se libertando do medo. O Leviatã nos explica que o medo da morte leva o homem a buscar a paz que só a sociedade pode garantir. Mas à paz se opõe o desejo de poder. A busca de poder desequilibra a harmonia social e reintroduz o medo.

Se no começo o medo era simples – de animais, de fenômenos naturais ou do vizinho -, hoje, sem abandonar essas sensações atávicas, inclusive a visão do lobisomem e do bicho papão, ele tornou-se muito complexo. Sabemos que existe um arsenal nuclear que pode destruir, várias vezes, a vida sobre a terra; ou podemos ter o mesmo resultado se não formos capazes de reverter a marcha do aquecimento global – que Deus dê ao Trump o bom senso que ele não parece ter! E conhecemos as guerras, as mais midiáticas, como as da Síria e do Iraque, ou as mais escondidas, como a do Sudão do Sul, que tomam a forma do genocídio. E a fome, que tanta gente passa, e é outra maneira de morrer.

Quem não tem medo da violência, seja a das armas, que mantém o Brasil numa triste liderança mundial, e que chegou ao Maranhão com a sua brutalidade, seja a dos acidentes de trânsito, com a legião de vítimas aumentando agora pelo uso do smartphone? Ou de perder o emprego, de não poder ganhar o pão nosso de cada dia? Ou de ficar doente, e não ter socorro, tal é o estado de calamidade em que está a rede de saúde? E a ideia de aprender, da educação melhorar a vida das gentes, que vai por água abaixo?

Michel de Montaigne, que viveu em época de guerra de religiões, quando bastava uma suspeita para um massacre, escreveu um dos capítulos de seus Ensaios sobre o medo. Ele lembra que “aqueles que têm um medo forte de perder seus bens, de ser exilados, de ser subjugados, vivem em completa agonia, sem conseguir beber, comer e repousar, enquanto os pobres, os banidos, os criados vivem frequentemente em completa alegria. E tantas pessoas que, na impaciência causada pelo medo, se enforcaram, afogaram e precipitaram, nos ensinando que o medo é ainda mais insuportável que a morte.” E tem uma frase definitiva: “O de que tenho mais medo é do medo.”

É que o medo é escorregadio, ele se insinua nos espíritos e coloca as pessoas fora de si, capazes de fazer o que não fariam – contra o próximo e contra si mesmo. Voltando ao que Hobbes colocou no Leviatã, pior que o medo é o uso do medo como instrumento do poder.

No Maranhão hoje o medo é esse instrumento, utilizado politicamente. Todos têm medo: os comerciantes têm medo das fiscalizações dirigidas; os políticos têm medo das comissões de inquérito, semelhantes às da Inquisição, que levavam às fogueiras; os funcionários têm medo das ameaças e das demissões; cada cidadão tem medo de uma forma de perseguição. Uma denúncia aqui, uma demissão acolá, uma ameaça mais além, chantagens, pressões, insinuações, calúnias, difamações, falsidades… Tudo isso rasga a coesão social, rompe a vida das famílias, mina o futuro.

A ideologia semeia os dogmas – e ai daqueles que não acreditem. Hoje ela desapareceu, tornou-se retórica antiquada; só fez mal à humanidade. Nada fez mais medo, nem a guerra nuclear, que o regime encarnado em Stalin, que matou mais de 30 milhões de pessoas. Será que alguém pensa que o comunismo pode renascer no Maranhão?

Que saudade do medo simples de minha infância, quando – é minha primeira memória – eu e meus irmãos espiávamos, de detrás da porta, os índios que entravam na cidade em fila!

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Sobrinha de Sarney foi morta por asfixia

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JefersonPortela

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (14) que Mariana Costa, filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República, José Sarney foi vítima de tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia. Ela foi morta neste domingo e o principal suspeito é o cunhado.

“Houve uma tentativa de esganadura, mas a consumação do crime se deu por sufocação, muito provavelmente por um travesseiro”, garante Jeferson Portela.

Segundo Jefferson Portela, o cunhado, empresário Lucas Ribeiro Porto, casado com a irmã da vítima entrou em contradição durante o depoimento.

“Ele foi preso em flagrante delito pela morte de Mariana Costa. Ele entrou em várias contradições, como síndico do seu prédio, se negou a ceder as imagens das câmeras, apagou as ligações feitas do seu celular, as roupas que estava usando sumiram e além disso, foi a única pessoa que entrou no apartamento da Mariana no horário do crime”.

Jefferson Portela disse que o suspeito esteve duas vezes no apartamento no intervalo em que o crime foi registrado (entre 15 e 16 horas).

“Eles estavam num almoço comemorativo, depois ele deixou a Mariana Costa e as filhas no prédio e saiu para deixar a sogra. Depois disso retornou ao apartamento de Mariana, onde ficou durante quarenta minutos, e depois desceu assustado pelas escadas”, contou.

Lucas Porto, ainda retornaria ao apartamento uma terceira vez, durante à noite em companhia de uma psicóloga que faria o acompanhamento das duas filhas da vítima.

O sepultamento de Mariana Costa será às 16h, no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

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Preso suspeito de matar sobrinha de Sarney

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LucasPorto

Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi encontrada morta na noite desse domingo (14), em seu apartamento, no nono andar de um condomínio, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, em São Luís (MA). Ela era casada e tinha duas filhas, ainda crianças. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) por volta das 4h desta segunda-feira (14). Informações preliminares dão conta de morte por asfixia.

Mariana ainda foi levada para um hospital particiular na noite desse domingo, mas não resistiu e teve morte confirmada na casa de saúde. O corpo deu entrada no IML por volta da meia-noite de segunda.

Lucas Leite Ribeiro Porto, de 37 anos, cunhado da vítima, foi ouvido pela Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoa (SHPP) e ainda na manhã desta segunda foi encaminhado para Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A polícia teve acesso a imagens do circuito interno do condomínio da família e confirmou a presença do suspeito no local. O delegado Leonardo Diniz é quem comanda as investigações.

O local escolhido para o velório do corpo de Mariana Costa foi a Igreja Batista do Olho d’Água (IBOA), no bairro Olho d’Água. O sepultamento será no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais, às 16h desta segunda.

Mariana Costa é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney. Lucas Porto é casado com a irmã da vítima.

Foto: Polícia Civil

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Os quadros das mudanças

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Joaquim Haickel é ed-deputado estadual

Joaquim Haickel é ex-deputado estadual

Por Joaquim Haickel

Os quadros que surgiram entre meados das décadas de 1960 e de 1980, ou seja, o grupo de colaboradores que tiveram Sarney, Pedro Neiva, Nunes Freire, Castelo e Luiz Rocha, tornaram-se importantes personagens da história administrativa e política de nosso Estado. Transformaram-se na mão de obra que avançaria na administração pública até meados dos anos 2000.

Agora, em meados da década de 2010, abre-se a oportunidade de uma nova geração repetir e quem sabe, superar o feito daquela geração de 50 anos atrás.

Se naquela época como governador tínhamos José Sarney, hoje temos Flávio Dino. Se os compararmos, em uma abstração temporal, poderíamos dizer que se equiparam, se bem que Sarney assumiu o governo com menos idade que Dino. Em 1966 Sarney tinha 36 anos e Dino nasceu em 1968, no meio do governo de Sarney. Dino assumiu o governo em 2015, com 47 anos de idade, 11 a mais que Sarney tinha na sua época e, portanto, com 10 anos a mais de experiência de vida e de trabalho acumulado, tendo sido juiz federal por quase 15 anos.

Se compararmos os currículos dos dois, antes de se tornarem governadores, veremos que ambos foram funcionários da Justiça e deputados federais, mas Dino, devido ter mais idade e experiência que Sarney, em tese, estaria mais bem preparado para o desafio de governar o nosso Estado.

Enquanto Sarney desbancaria o vitorinismo que controlava o Maranhão desde a década de 1930, Dino desbancaria o sarneysismo que se estabeleceu no Maranhão a partir de 1966 e que em certas ocasiões, entrou e saiu de cena, com mais ou menos força e intensidade nestes 50 anos.

No tempo de Sarney, ele tinha Alberto Tavares, Eliezer Moreira, Joaquim Itapary, José Reinaldo Tavares, João Alberto (que era tido como comunista), Cabral Marques, Lourenço Vieira da Silva, Haroldo Tavares, Carlos Madeira, Edson Vidigal, Cesar Cals, Bandeira Tribuzi, Vicente Fialho e Reginaldo Teles, dentre tantos outros importantes nomes de nosso Estado e de nosso país.

Analisando os nomes citados descobrimos que alguns chegaram a ocupar cargos de ministros do STF e STJ, de ministros de Estado, diretores de grandes autarquias federais, de senadores, deputados federais, além de serem homens de letras e humanistas.

O que vemos hoje é um grupo, talvez não tão jovem quanto o de 67, mas que tem a mesma missão. A de mudar o Maranhão.

Quadros nem sempre com pouca experiência como é o caso de Marcelo Tavares, Márcio Jerry, Carlos Brandão e Humberto Coutinho, que já militam na política faz bastante tempo e acumularam experiências importantes em suas vidas.

E outros como Ted Lago, Felipe Camarão, Carlos Lula, Marcellus Ribeiro Alves, Diego Galdino, Rodrigo Lago, além de Marcos Braide, Diogo Diniz Lima e Lula Fylho, esses três últimos, oferecendo sua importante força de trabalho à prefeitura de São Luís.

Escrevo este texto não para comparar Sarney com Dino ou seus respectivos staffs. Aludo esse assunto para comprovar que ambos os grupos buscaram antes e buscam agora a implementação de mudanças transformadoras das realidades que encontraram e com as quais, em tempos diferentes, discordavam.

Comprovo que em 2015, assim como em 1967, a tarefa delegada àqueles, como também a estes jovens, foi e é imensa. Acredito que, como aconteceu antes, acontecerão agora as mesmas transformações que foram tão benéficas ao nosso Estado e ao nosso povo.

Abstraindo preferências ideológicas, partidárias e políticas, sem maniqueísmo nem sectarismo, vejo nas atribuições destes jovens, hoje, uma possibilidade muito maior de sucesso que 50 anos atrás, mesmo que seja obrigado a reconhecer que o passado já foi provado, gostemos dele ou não, e que o presente ainda está por se provar.

De tudo isso, uma coisa é muito clara para mim: 50 anos sem uma renovação política efetiva é realmente tempo demais para, de uma forma ou de outra, não acabarmos desaguando em alguns erros de avaliação e de percurso.

É sabido que a preservação do poder por um tempo prolongado demais causa sérios problemas no exercício deste mesmo poder, o que requer uma constante reciclagem de lideranças e de métodos de atuação.

A não observância das leis básicas da boa política causa mudanças nem sempre suaves ou facilmente absorvíveis. As leis básicas da boa política valem para todos, em todos os tempos e em todas as situações!

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Lembrei de Lister Caldas

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joaquimhaickel

Joaquim Haickel em artigo para o seu blog

Por Joaquim Haickel

Tenho recebido muitas cobranças de amigos e de leitores que desejam que eu aborde temas políticos, coisa que tenho procurado não fazer ultimamente, mas vou tentar reproduzir abaixo algumas ideias contidas numa conversa que tive com um desses amigos.

Desde quando Flávio Dino assumiu o governo do Maranhão instalou-se uma permanente batalha midiática, onde de um lado, seus partidários propagam as ideias de mudança e de outro, seus adversários tentam desconstruir esse discurso no afã de mostrar que tudo está hoje, igual ou pior que antes.

O Maranhão vive uma luta renhida, eivada de sectarismo, maniqueísmo, cinismo e hipocrisia. Se alguém apoia Flávio Dino, é comunista ou foi comprado. Se alguém se opõe a Flávio Dino, é fascista ou uma viúva da oligarquia.

Enquanto isso Flávio Dino passa a ser o único parâmetro e o principal referencial da política do Maranhão, da mesma forma que Zé Sarney o foi durante 50 anos. Digam se nisso mudou alguma coisa!?

Mudou sim! Nisso não!

Mudou, pois o grupo Sarney não foi feito pra viver na oposição, pra operar fora do poder. Enquanto isso, seus adversários, pelo contrário, não foram talhados para ter o poder nas mãos. Mas é bom que se diga que eles aprendem rápido!

Vejam a disputa para prefeitura de São Luís! Ela é a maior prova de que o grupo Sarney não tem capacidade de se agrupar na adversidade, que ele só consegue funcionar no controle do poder, tanto do poder estatal quanto do poder moral resultante dele.

Enquanto o grupo de Dino faz de tudo para melhorar as chances de seu candidato ganhar a eleição em São Luís, o grupo Sarney era para estar também totalmente engajado nessa disputa, seguindo fervorosamente os ensinamentos de quem entende corretamente os mecanismos da política, fortalecendo a candidatura de quem se opõe ao seu adversário.

Disse um sábio, muito tempo atrás, “o amigo de meu inimigo é meu inimigo. O amigo do meu amigo, bem que poderia ser também meu amigo”. Ocorre que esse grupo Sarney aí, não segue essa lógica, até porque está totalmente sem comando.

Algum tempo atrás, algumas pessoas imaginaram que poderiam substituir Zé Sarney. Ledo engano! Aos 86 anos e covardemente atacado por uma pessoa que ele tinha como amigo, em pouco ou em nada ele pode ajudar neste momento.

Mas a política percorre caminhos estranhos. São Luís, desde tempos imemoriáveis, é tida como a “Ilha Rebelde” e essa seria a oportunidade perfeita para tal teoria ficar indubitavelmente comprovada.

Um grupo que jamais ganhou uma eleição para prefeito de São Luís, postado na oposição, poderia vencer essa disputa. Se! Vejam bem! Se, tomasse as decisões acertadas.

Se isso acontecesse, minha tese se mostraria mais uma vez correta, pois os lados estariam invertidos, mas a mecânica da política prevaleceria, dando a vitória para a oposição, que agora contaria com o grupo Sarney em suas fileiras.

Caso aconteça a derrota da oposição em São Luís, ela será o prenúncio de outras derrotas que virão em seguida, na esteira das eleições subsequentes. Se não acontecer a derrota da oposição em São Luís em 2016, é possível que outras vitórias sobrevenham.

Volto a insistir. Pode ter mudado o nome do coronel, pode até ter mudado a patente do comandante, mas a forma de agir na política não muda. A mecânica da política é mais forte que a mecânica da ideologia.

Podem até os mais românticos imaginarem que estão fazendo diferente. Eles podem até, em alguns aspectos, estarem realmente tentando fazer diferente e quem sabe em algumas circunstâncias estejam fazendo diferente realmente, mas as práticas da política são mais fortes e se impõem de forma indelével.

Quem viver verá!

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