EU E JOÃO DORIA

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EU E JOÃO DORIA

No começo de 1985, no Governo Luiz Rocha, ocupava o cargo de secretário de Indústria, Comércio e Turismo do Maranhão, o economista, Roberto Macieira, do qual recebo convite especial, que me deixou deveras envaidecido.

Amigo de bons tempos no Rio de Janeiro, Roberto convida-me para presidir a Maratur- Empresa Maranhense de Turismo, vinculada à sua secretaria, submetida a uma intervenção, mas saneada administrativa e financeiramente, e pronta para funcionar, segundo a legislação que a criara.

Uma Junta Governativa, integrada por Paulo Abreu Filho, Haroldo Abreu e Kátia Lima, colocou a empresa nos eixos, reconquistou a credibilidade do trade turístico nacional e local, perdida por uma gestão altamente perniciosa e uma diretoria que não se entendia e a conduzia ao marasmo e à ruína.

Para a Maratur se reencontrar com as suas origens, disse-me Roberto, precisava de uma pessoa do meu perfil e com as minhas qualidades. Tentei recusar o convite, justificando minha incompatibilidade com o Governador Luiz Rocha, que poderia, por isso, vetar-me, o que não aconteceu pela habilidade e argúcia do secretário de Indústria, Comércio e Turismo.

Removidas as arestas com o governador, assumo a presidência da Maratur, até porque estava à toa na vida e sem lenço e sem documento, numa solenidade que Roberto fez questão de realizar pomposamente, com a presença de todo setor turístico de São Luis.

A diretoria eleita para gerir os negócios da empresa, além de mim, na presidência, contava com Haroldo Abreu, na diretoria-administrativa, e Kátia Lima, na diretoria técnica. Nós três, bem entrosados e com a cabeça no lugar, realizamos um trabalho construtivo e sem deslize de qualquer natureza.

No exercício da presidência da Empresa Maranhense de Turismo, conheci um jovem talentoso, articulado e sintonizado com as coisas de seu tempo, chamado João Doria, nomeado pelo presidente da República, José Sarney, para presidir o órgão mais importante do País na área turística: a Embratur- Empresa Brasileira de Turismo, a quem cabia fomentar e desenvolver a  “indústria sem chaminé”, que, bem administrada, gerava renda e criava emprego.

Pelo potencial artístico, cultural, físico, histórico, gastronômico e por ser José Sarney o Presidente da República, o Maranhão passou a ser visto por João Doria com olhos diferenciados. Para agradar Sarney, a Embratur  priorizou o Maranhão e por meio da  Maratur tratou de beneficiar São Luis com campanhas promocionais e  equipamentos turísticos, destacando-se a instalação de uma Pousada, na Rua da Palma, para hospedar jovens de outros estados, nas férias.

Não foram poucas as viagens de João Doria a São Luis. Uma delas para negociar um terreno na orla da praia, com vistas à construção de um hotel de categoria internacional, cujo  projeto não se viabilizou.

Por conta dessa aproximação e dos cargos que ocupávamos, fizemos boa amizade. Algumas vezes o encontrei em São Paulo e ele sempre fazia questão de me cumprimentar cordialmente como nos bons tempos da Embratur e da Maratur, quando a gente era feliz e não sabia.

Como conheço o estilo João Doria de administrar, tenho absoluta certeza de que será excelente prefeito de São Paulo.

MAJOR JENILSON E CAPITÃO GONDIM

O filme da prisão do major Jenilson, em Imperatriz, por não votar na candidata do Governo a prefeita do município, não é inédito no Maranhão.

Em maio de 1956, portanto, há sessenta anos, cena semelhante à de Imperatriz, ocorreu em São Luis, protagonizada pelo saudoso capitão, Antônio Alves Gondim, que vestia a farda da Polícia Militar do Estado, a mesma do major Jenilson.

Se o major foi preso por motivação política, o capitão Alves também o foi e em circunstância de maior gravidade.

O ato do major foi isolado. O do capitão teve envolvimento coletivo, com a sublevação da tropa para expulsar ou assassinar o Governador interino, Eurico Ribeiro, e o senador Vitorino Freire, que se encontravam no Palácio dos Leões, alvos principais daquela insubordinação militar.

Resumo da ópera: a bravata de Gondim deu a ele embasamento político e liderança popular em São Luis, que lhe valeram dois seguidos mandatos de deputado à Assembleia Legislativa, pelas Oposições Coligadas.

PREFEITO PELA TERCEIRA VEZ

O médico Miguel Lauande se candidatou quatro vezes a prefeito de minha terra, Itapecuru. Ganhou três e perdeu uma.

Eleito a primeira vez nas eleições de outubro de 1996, reelege-se para o mandato seguinte de 2001 a 2005. Em 2012, candidata-se pela terceira vez, mas perde para o noviço evangélico Magno Amorim, que, no exercício do cargo de prefeito, decepciona o povo itapecuruense, e faz Miguel disputar pela quarta vez as eleições de outubro de 2016.

Somente nas eleições de 2012, não o apoiei, mas não foi essa a causa de sua derrota. No pleito deste ano, dos oito candidatos à prefeitura de Itapecuru, Miguel indiscutivelmente era o melhor, por isso, não vacilei: hipotequei imediata solidariedade à sua candidatura, dispondo-me a participar de atos públicos que o levassem à vitória nas urnas e mandasse os concorrentes cantar em outra freguesia.

Além de participar de comícios e caminhadas na cidade, aos amigos e conterrâneos pedi votos a Miguel, que, após uma luta política intensa e adversa, elegeu-se prefeito da minha terra e espero que ela seja olhada com os olhos de bom itapecuruense e realize uma administração profícua, para não decepcionar o povo que fez de tudo para vê-lo a partir de 1º de janeiro de 2017 no comando da prefeitura.

GELATECA DA CEMAR

A diretoria da Cemar, com sensibilidade para as coisas nobres do Maranhão, introduziu em alguns pontos mais movimentados da cidade, um produto cultural que pode melhorar o nível intelectual de nosso povo.

O produto, ainda em fase de experiência, mas com repercussão social, chama-se Geloteca.

O que é a Geloteca? São simples carcaças de geladeiras, com prateleiras e capacidade de suportar livros, usados ou novos, de autores nacionais e estrangeiros, de todos os gêneros literários.

O interessado na leitura de qualquer livro poderá usá-lo e até ficar com o mesmo, desde que reponha outro no lugar.

A diretoria da Academia Maranhense de Letras, a convite da Cemar, viu e aprovou o projeto.

POUCOS XARÁS

Em São Luis, poucas as pessoas com nomes dos candidatos a prefeito.

Com o nome de Edivaldo, o atual gestor dos negócios da prefeitura, só o pai, deputado à Assembleia Legislativa.

Eduardo,também,não é um nome comum, por isso, contam-se nos dedos os conhecidos.  Que eu me lembre: Eduardo Moreira, Eduardo Lago, Eduardo Moloni, Eduardo Rodrigues e meu sobrinho, Eduardo Buzar, comandante da TAM.

EXPECTATIVA DO DEBATE

Conheço muita gente que votou em Eduardo Braid, no primeiro turno, pelo seu bom desempenho nos debates das emissoras de rádio e televisão.

A estas pessoas, perguntei se, no segundo turno, vão repetir o voto no candidato do PMN.

Resposta: Só se o seu desempenho na TV for igual ou melhor do que o do primeiro turno.

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