A DÉCIMA SEGUNDA FEIRA DE LIVROS

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Salvo melhor juízo, foi na segunda gestão do prefeito Tadeu Palácio (2004-2008), que ocorreu a Primeira Feira do Livro, em São Luís.

O sucesso foi tão retumbante e auspicioso, que o evento se repetiu ao longo de seu mandato, fazendo o prefeito conquistar pontos de credibilidade junto aos intelectuais e setores da cultura maranhense.

O segredo do sucesso da Feira do Livro, naquela gestão, indiscutivelmente, deve ser creditado a três fatores. Primeiro, à boa coordenação das irmãs Lúcia e Leda Nascimento, que cuidaram de oferecer ao público uma programação bem estruturada e diversificada, com excelentes atrações locais e nacionais, e participação de escritores selecionados, daqui e de outras cidades.

Segundo, o local onde se realizaram: Praça Maria Aragão, espaço amplo e privilegiado da cidade, de fácil acesso e sem problemas de estacionamento.

Terceiro, ao desvelo, assistência e presença do alcaide, que fazia questão de todas as noites ser o primeiro a chegar e o último a sair da Praça Maria Aragão, para onde transferiu o seu gabinete de trabalho, e recebia, com comes e bebes, autoridades, escritores, palestrantes e convidados especiais.

Com o término da gestão de Tadeu Palácio, a prefeitura de São Luís passou para o comando de João Castelo, que, com relação à Feira do Livro, não conseguiu obter a mesma façanha do antecessor.

No primeiro ano de sua gestão, sob alegação da ausência de recursos, o prefeito custou a decidir com respeito ao evento. Quando resolveu fazê-lo, o tempo já era curto. Resultado: a Feira deixou a desejar e não pode ser comparada às promovidas pela administração passada.

Ainda na gestão de Castelo, a Feira mudou de pouso. Saiu da Praça Maria Aragão para a Praia Grande, espaço sem condições apropriadas para abrigar um evento de tamanha magnitude cultural, por três motivos: estacionamento precário e limitado; ausência de locais adequados para palestras e montagem dos stands; e as restrições do IPHAN.

Com a assunção de Edivaldo Holanda Junior à direção da municipalidade de São Luís (2012-2016), no seu primeiro ano de mandato, a Secretaria Municipal de Cultura procurou retirar a Feira do Livro da Praia Grande.

Depois de intensas buscas, o Convento das Mercês foi apontado como alternativa para o novo projeto, mas o tiro saiu pela culatra, pois as instalações daquele espaço centenário não se ajustaram aos objetivos da Feira.

À falta de outro local, para se adequar aos propósitos do evento, a Secretaria Municipal de Cultura promoveu o retorno da Feira à Praia Grande, a despeito de apresentar os mesmos e sabidos problemas, que a Coordenação teve de passar por cima, sob pena do evento naufragar.

Em face das críticas da imprensa, dos livreiros e dos escritores à Praia Grande, a Secretaria Municipal da Cultura, este ano, com antecedência, caiu em campo com o intuito de achar outro local para instalar a Feira de Livros.

Depois de penosa peregrinação pela urbe ludovicense, afinal, surge o consenso em torno de um magnífico espaço para dar à Feira um toque diferenciado e atender às necessidades exigidas pelos que fazem a cultura maranhense: o Centro de Convenções do Sebrae.

Localizado numa área nobre da cidade e dotado de todas as condições para agradar ao público, aos livreiros e aos escritores, espera-se que aquele imóvel, de agora em diante, seja o lugar certo e definitivo para o evento se firmar como atração irreversível e exitosa.

No ano vindouro, se a Feira for mantida no mesmo local e com uma divulgação mais forte, o evento voltará aos tempos de glória e de esplendor.

 

TRAIDORES POLÍTICOS

O Maranhão está cheio de Lázaros de Melo

Quem diz isso são os candidatos derrotados nas recentes eleições para as Casas Legislativas estadual e nacional, que atribuem aos traidores a causa de suas derrotas.

PREFEITO AUSENTE

Não dá para entender a razão pela qual o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, evita marcar presença nas solenidades de abertura da Feira do Livro.

Esse aparente receio do prefeito de apresentar-se perante um público intelectualizado, merece explicação.

Edivaldo Holanda é, até agora, o prefeito de São Luís que nunca compareceu a qualquer ato na Academia Maranhense de Letras.

DEPUTADOS EXÓTICOS

Seria objeto de curiosidade e de hilaridade se o povo maranhense tivesse elegido os candidatos abaixo relacionados e registrados com esses nomes no Tribunal Regional Eleitoral.

Kleber Tratozão, Ricardo Diniz Meu Querido, Domingos Catraca, Frank Night, Macho Veio, Louro do Frango, Ducarmo Mãe de Ivan do Cajari, Net Recepções, J. Santos do Itaqui Bacanga, Wilson Bossó, O Homem do Ventilador, Zé do Chicletes, Socorro do Japonês, Jesus da Fumaça, Feliciano do Bombom, Kennedy Imperlove, Gato Felix, Hely Copy, Manoel da Caçamba, Popito Martins, Alexsandra Alê do Povo, Miss Cley, Carioca do Povo, Macaco Velho e Mata Broca.

Ainda bem que só Ana do Gás se elegeu.

MÉDICOS CUBANOS

No Maranhão, mais de 400 médicos cubanos deixarão de atender as comunidades carentes.

Os prefeitos das cidades atendidas pelos médicos cubanos não se queixam deles quanto à capacidade profissional. Ao contrário, fazem questão de enaltecê-los pelos serviços prestados e lamentam as suas partidas para o país de origem.

PREFEITO DEPREDADOR

Na semana passada, o Sebrae do Maranhão escolheu o gestor Edivaldo Holanda Junior, pelo trabalho realizado em São Luís, para receber o título de Prefeito Empreendedor.

Como a grande maioria dos gestores municipais de nosso Estado brilha pelas administrações caóticas, ineficientes e desonestas, seria de bom alvitre que se conferisse o título de Prefeito Depredador aos que se esmeram nesse mister.

ARTE E VIDA

Segundo Aristóteles, a arte imita a vida. Já para Oscar Wilde, a vida é que imita arte.

De uma ou de outra forma, o fato é que em Imperatriz um cara entrou na Justiça para reaver a esposa, que resolveu ter uma vida dupla com o titular e o amante.

Trata-se de um caso similar ao retratado na novela “Segundo Sol”, exibido recentemente pela TV Globo, em que a personagem Naná (Arlete Sales), decide viver com o esposo, Dodô (José de Abreu) e o amante, Nestor (Francisco Cuoco).

REPRESENTANTES NEGROS

Pela primeira vez, o povo maranhense comemorou, com feriado, o Dia da Consciência Negra, lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Poder Executivo.

Com a vigência dessa lei pode ser que nas próximas eleições o eleitorado maranhense se sensibilize e eleja para representá-lo nas Casas Legislativas um número mais expressivo de descendentes quilombolas.

No pleito deste ano, por exemplo, só um oriundo afro conseguiu ser eleito: Zé Inácio, do PT, para a Assembleia Legislativa, coincidentemente, o autor da lei.

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