DE SECRETARIAS E GERÊNCIAS

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Com relação ao assunto tratado na semana passada, das alterações sofridas pelo Poder Executivo no Maranhão de 1947 a 2019, vimos o que aconteceu nos mandatos de Archer da Silva a Edison Lobão. Para conclui-lo vejamos o que ocorreu nos governos Roseana Sarney, José Reinaldo e Jackson Lago.

Se no primeiro mandato(1995-1999), Roseana governou com a estrutura administrativa legada pelo antecessor, Edison Lobão, no segundo período(1999-2003), para dinamizar a gestão, a governadora promoveu a maior e a mais profunda alteração no Executivo maranhense, quanto à forma e o conteúdo, para a população ser melhor atendida e o Estado “ampliar novas conquistas, maximizar o desempenho da administração, descentralizar e regionalizar as ações governamentais, com transparência, honestidade e trabalho”.

De acordo com a Reforma, extinguiram-se dezoito secretarias de Estado e em seu lugar criaram-se oito Gerências Centrais e dezoito Gerências de Desenvolvimento Regionais.

As Gerências Centrais, órgãos da Administração Direta, auxiliavam o Chefe do Executivo na execução de suas competências e atribuições, através das Gerências de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, da Receita Estadual, de Administração e Modernização, de Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento Humano, de Qualidade de Vida, de Infra Estrutura e de Justiça, Segurança Pública e Cidadania.

Já, as Gerências de Desenvolvimento Regionais, prestavam apoio, orientação e assistência técnica aos programas e projetos implantados pelo Governo nas diversas regiões do Estado, localizadas nos municípios de São Luís, Rosário, Itapecuru, Chapadinha, Codó, Pinheiro, Viana, Santa Inês, Zé Doca, Açailândia, Imperatriz, Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra, Pedreiras, Barra do Corda, Bacabal e Caxias  

Se a nível nacional, as Gerências Centrais e Regionais foram vistas como algo novo e positivo, a nível estadual, o efeito não foi o mesmo, pois não contou com o apoio de segmentos políticos, que se viam marginalizados e substituídos pelos gerentes regionais, razão porque no governo José Reinaldo (2002-2006), a Reforma Administrativa de Roseana, perdeu força e fez o governador, rompido politicamente com o grupo Sarney, promover a Reorganização Administrativa do Estado, decretando o fim das gerências e o retorno de vinte secretarias estaduais, algumas inéditas: Articulação Política, Mulher, Minas e Energia, Juventude e Esporte, Desenvolvimento Agrário, Turismo e Igualdade Racial.

Quando o substituto de Zé Reinaldo, Jackson Lago, assume o Governo, para cumprir o mandato de 2007- 2010, a máquina administrativa estadual, que retornara às origens, permaneceu incólume.  

Como é sabido, Jackson Lago não exerceu o governo na sua totalidade, porque a sua eleição foi anulada pela Justiça Eleitoral, ensejando a Roseana reconquistar o Poder em 2009, ato que facilitou a sua eleição para o período de 2010-2014, que cumpriu sem reeditar aquela  Reforma Administrativa, pulverizada na gestão de Zé Reinaldo.

Roseana, no seu quarto mandato, governa só três anos, pois no último renuncia ao cargo e sem deixar para o sucessor, Flávio Dino, no que tange à Administração Direta, nenhuma herança maldita. O novo governador é que se encarrega de aumentar a máquina administrativa de forma extravagante, hoje, com 37 secretarias de Estado, a maioria sem rumo, funcionalidade e objetivo.

EDVALDO E JAIME SANTANA

Pessoalmente não há nenhuma relação entre o deputado Edvaldo Junior e o ex-deputado Jaime Santana, contudo, uma derrapada política os aproxima.

Nas eleições de 1985, de prefeito de São Luís, Jaime, candidato do Grupo Sarney, teria proferido uma declaração duvidosa contra os quilombolas, que teve o mesmo efeito da suposta manifestação de Edivaldo contra a pobreza.

Os adeptos da candidatura de Gardênia Castelo, passaram a apontar Jaime como racista, o que contribuiu para derrotá-lo.

PEGOU MAL

Na recente visita do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, a Alcântara, alguns membros da bancada maranhense mostraram-se ainda defensores de teorias distantes da realidade e reivindicações superadas.

Nas interpelações ao ministro, manifestaram-se a favor do Acordo de Salvaguardas, firmado com os Estados Unidos, mas os quilombolas de Alcântara não poderiam ser prejudicados em seus direitos.

Trata-se de um discurso rançoso, que remonta ao passado e sustentado pela turma de esquerda, que sempre combateu a Base de Lançamento de Alcântara, no suposto de que as comunidades alcantarenses seriam vilipendiadas.

DEZ E VINTE ANOS

No mês de abril de 2009 e de 1999, portanto, há dez e vinte anos, registraram-se dois acontecimentos que repercutiram nos meios político e administrativo do Maranhão.

Há dez anos, o mandato do governador Jackson Lago era cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ato que resultou na terceira investidura de Roseana Sarney ao Governo do Estado.

Há vinte anos, no segundo mandato de Roseana, chegava à Assembleia Legislativa, proposta para a Reforma do Estado, consubstanciada na extinção das Secretarias de Governo e criação das Gerências Centrais e Regionais.       

CEM ANOS DE VIDA

Eis um evento que deveria ser comemorado por toda a sociedade maranhense: os cem anos de vida de Dona Isaura Santos, mãe de Gardênia e avó de Gardeninha e Joãozinho Castelo.

A efeméride da ilustre e querida macróbia, que permanece lúcida e atualizada, transcorre a 30 de abril vindouro, quando certamente será homenageada pelos familiares e amigos mais chegados.

NICOLAU NA LISTA

No dia 18 de junho próximo, deverá ser realizada em Brasília a eleição da lista tríplice dos candidatos que vão disputar a sucessão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O procurador e conterrâneo Nicolau Dino, que marcou presença na lista de dois anos atrás, concorre novamente a tão importante cargo.

MEIO SÉCULO DA FIEMA

Em junho de 1965, o ministro do Trabalho, Arnaldo Sussekind, cassou a carta sindical da Federação das Indústrias do Maranhão.

Três anos depois, uma nova geração de empresários, formada por Alberto Abdala, Carlos Gaspar, Jorge Mendes, William Nagem e Luis Alfredo Neto Guterres, lutou pelo retorno da entidade, que, com o apoio do governador José Sarney, a Carta Sindical da Fiema foi reconquistada em setembro de 1968, assinada pelo ministro Jarbas Passarinho.

No final de dezembro, a nova diretoria Federação das Indústrias do Maranhão foi empossada, tendo Alberto Abdala como presidente, mas a entidade só começou a funcionar em 1969, portanto, há cinquenta anos.

Louvo a Câmara Municipal de São Luís que, nesta quinta-feira, às 15 horas, realiza solenidade em homenagem ao cinquentenário da Fiema.    

PROVA DA LISURA

Dezenas de gestores municipais do Maranhão participaram em Brasília da recente Marcha dos Prefeitos e fizeram questão de mostrar como estão lisos.

Foram vistos na fila dos carrinhos de cachorro quente.

O PAPA NA MIRA

Depois de o ministro das Relações Exteriores descobrir que o nazismo foi um movimento de esquerda, não me surpreendo se ele revelar que o Papa é ateu.

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