A MANDIOCA DE HOJE E DE ONTEM

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Se não fosse a imensa legião de blogueiros, que presta serviços profissionais ao prefeito de Santa Rita, a opinião pública não tomaria conhecimento de um fato extremamente alvissareiro, que merece registro especial.

Trata-se de uma iniciativa louvável do prefeito, Hilton Gonçalo, que deve ser vista como sinal de que nem tudo está perdido e de que ainda há gente que pensa em coisa séria e necessária para o Maranhão encontrar o caminho do desenvolvimento e da paz social.

Com esse desiderato, o gestor de Santa Rita, pensando menos no clientelismo político e mais num programa de repercussão econômico e social, estimulou as comunidades rurais a abraçarem um projeto para incrementar em larga escala a plantação de mandioca no município, ato que resultou no embarque, na semana passada, pelo Porto do Itaqui, de 29 toneladas de mandioca para Pernambuco, onde a Ambev fabrica a cerveja Magnifica.

 A fabulosa notícia do uso da mandioca no processo de fabricação da cerveja, nos remete para os anos de 1942, quando o ditador Getúlio Vargas por decreto, cria a Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, com a finalidade de instalar em diversas regiões do País usinas com a capacidade de produzir 40 mil litros anuais de álcool, tendo a mandioca como matéria-prima, para suprir a eventual falta de derivados de petróleo, em decorrência da II Guerra Mundial.

Sem interferência política, a cidade de Itapecuru Mirim, no Maranhão, é escolhida para sediar tão relevante empreendimento industrial, pela proximidade de São Luís e contar com dois importantes meios de comunicação e transporte: o rio e a estrada de ferro.

As primeiras iniciativas destinadas à viabilização do projeto, ocorrem em janeiro de 1945, no Palácio dos Leões, ato presidido pelo interventor Saturnino Belo, durante a qual o prefeito de Itapecuru, Abdala Buzar, assina um decreto de doação de amplo terreno à Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, que  possibilitou a imediata contratação da Empresa Construtora Constuplan, do Rio de Janeiro, para executar os serviços de engenharia, com recursos provenientes de empréstimo contraído com o Governo do Estado e financiamentos do Banco do Brasil.  

Para abastecer a usina de matéria prima farta e necessária, convocou-se a Associação Comercial de Itapecuru para organizar e mobilizar os agricultores da região, com vistas à plantação em larga escala da mandioca, pois a fábrica, a princípio, precisava diariamente de 35 toneladas de raízes, meta não cumprida porque os  organismos oficiais e privados financiadores do projeto, não liberavam os recursos conforme mandava o cronograma, fato que resultava no atraso de pagamento dos trabalhadores, técnicos e fornecedores envolvidos no projeto.

Outros problemas, também graves, vieram à tona e concorreram para interromper os trabalhos da usina; os equipamentos importados ficavam a céu aberto e expostos a chuva e sol; a falta de mão de obra qualificada; a problemática carga e descarga dos equipamentos; a carência de recursos para prover os agricultores de condições para produzirem melhor e em maior quantidade.

Com esse quadro de notórias e insuperáveis dificuldades e vicissitudes, o projeto começa a fazer água e como isso o sonho de progresso e de mudança de uma região configura-se em toda plenitude, frustrando a cidade e a população, que assistiam estarrecidos e sem condições de reagir ao processo de desgaste, de dilapidação e de roubo dos equipamentos, sem esquecer as dificuldades submetidas aos agricultores, enganados com promessas mirabolantes.

Conquanto o projeto de Itapecuru não tenha nada a ver com o de Santa Rita, a não ser o uso da mandioca, como salvação da lavoura, fica aqui, como advertência, a história de uma iniciativa governamental, que teve tudo para dar certo, mas malogrou-se pela incúria dos homens públicos do passado, que, nesse aspecto, não difere das praticadas pelos agentes políticos de hoje.    

GASTÃO E HILDO ROCHA

O deputado Gastão Vieira, na legislatura passada, não exerceu o mandato na Câmara Federal.

De volta às atividades parlamentares, em 2019, na condição de suplente, graças a uma operação exitosa do   governador Flávio Dino.

Ao chegar à Câmara Federal, Gastão impressionou-se com o desempenho do deputado do MDB, Hildo Rocha, político com brilhante atuação no Congresso Nacional, tornando-se indiscutivelmente o melhor e o mais preparado parlamentar da bancada maranhense e atuando admiravelmente no plenário e nas comissões técnicas, onde mostra lucidez e preparo.

NO PANTEON DE MARIA THEREZA

Provavelmente em junho, para quem gosta, como eu, de saborear os livros da autoria da escritora Maria Thereza Azevedo Nogueira, será lançada a sua mais nova produção literária.

São ensaios biográficos sobre 21 mulheres, cinco do passado e dezesseis do presente, com destaque na vida cultural do Maranhão.

Nome do livro: No Panteon.

FILHOS DE GOVERNADOR

Na vida pública maranhense não há registro de algum filho de governador que haja criado problemas de monta aos genitores, no exercício do mandato.

Sabe-se que no passado, houve governador que chegou a ficar de prontidão por causa da presença de rebento no dia a dia da administração.

Mas essas intervenções não aconteceram e, por isso, não perturbaram o funcionamento do governo, ao contrário de hoje em que as constantes e imprevidentes interferências dos filhos do atual Presidente nos assuntos da República, estarrecem o País.

MELHOR SECRETÁRIO

Numa roda de conversa, em que pontificavam figuras marcadamente conhecedoras da vida administrativa do Estado, uma interessante pergunta veio à tona: quem é o melhor secretário do governo Flávio Dino?

Por unanimidade, o indicado foi o secretário de Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, considerado competente, modesto, avesso aos elogios e não gosta de afagos. Houve quem lembrasse de apontá-lo como da escola de Antônio José Brito, secretário da Fazenda, no governo João Castelo, que devolvia até presente de Natal.    

UM NOVO RÉGULO

O que está acontecendo com o Maranhão de nossos dias, do ponto de vista político?

A pergunta é pertinente quando a gente lembra das homenagens prestadas(?) ao deputado Othelino Neto, por sentar na cadeira de governador durante 48 horas.

Nada mais grotesco e burlesco. O cerimonial de Othelino esqueceu de uma coisa: decretar feriado estadual naquela oportunidade.

HOMENAGEM AO PESQUISADOR

Homenagem oportuna e justa a prestada pela Academia Ludovicense de Letras, à qual se associou a Academia Maranhense de Letras, ao competente pesquisador e escritor Luiz de Mello, sempre esquecido em eventos de natureza cultural.

Luiz Mello, que há anos trabalha anonimamente em prol da cultura maranhense e sem interesses pecuniários, mesmo com a idade avançada e a saúde abalada, teve o reconhecimento merecido de duas importantes instituições.

ELEIÇÕES NA UFMA

Aproxima-se a eleição de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

Quatro candidatos vão disputar a sucessão da reitora Nair Coutinho, mas só dois concorrem pra valer ao mais alto cargo da Universidade Federal do Maranhão: professores Natalino Salgado e João de Deus.

O pleito, um dos mais disputados na Ufma, ocorrerá no final de junho, mas a tendência é de que ninguém toma de Natalino Salgado a pole-position.

RESSURREIÇÃO POLÍTICA

O grande estadista inglês, Winston Churchil, dizia que só na política o homem é capaz de morrer e de viver várias vezes.

Que o diga o ex-deputado Ricardo Murad, que se imaginava desinteressado da política, em que teve altos e baixos, anunciar que mudou de partido, acasalando-se no PSDB, pelo qual pretende se candidatar nas eleições do ano vindouro a prefeito de Coroatá.

Em tempo: Ricardo escolheu um partido que não vive um bom momento e que pode desaparecer do mapa antes das eleições de 2020.

EDUCAÇÃO E FILHOS

Uma frase oportuna num cartaz de protesto, na Avenida Paulista: “Se Bolsonaro não investiu na educação dos próprios filhos, por que investiria na dos filhos dos outros”.  

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