BANCADA SEM BRILHO, MAS ATUANTE

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O leitor desta coluna sabe que eu tenho sido implacável com os representantes maranhenses, que nos últimos tempos se elegeram para o Congresso Nacional, sobretudo quando comparo com os senadores e os deputados federais do passado.

Ao compará-los, lembro do saudoso deputado Ulisses Guimarães, que do auge de sua sabedoria política, dizia que “no Brasil, cada legislatura que começa é sensivelmente pior do que a anterior.”

O Maranhão não foge a essa regra, pois os candidatos aos cargos eletivos, de uns tempos para cá, salvo poucas e honrosas exceções, deixam a desejar, moralmente e intelectualmente, resultado de uma série de fatores, notadamente da influência do poder econômico no processo eleitoral, que inibe e desestimula muita gente, com vocação política e dotada de indispensáveis requisitos, a participar da vida pública.

Quem fizer, como eu, estudos comparativos de eleições realizadas no Maranhão, tomando por base critérios culturais e profissionais, concluirá que entre as legislaturas passadas e as mais recentes, a superioridade das primeiras sobre as segundas, é de uma invisibilidade inequívoca.

À guisa de ilustração, basta lembrar de alguns nomes que o Maranhão mandou para o Rio de Janeiro,  para representá-lo no Senado e na Câmara Federal, nas décadas de 1940 e 1950, que, além do valor pessoal, deram contribuições relevantes às questões nacionais: Clodomir Cardoso, Genésio Rego, Alarico Pacheco, José Neiva, Antenor Bogéa, Lino Machado, Elizabetho Carvalho, Odilon Soares, Crepory Franco, Luís Carvalho, Afonso e José Matos, Hugo da Cunha Machado, Henrique de La Rocque, Clodomir Millet, Neiva Moreira, Renato Archer, José Sarney, Cid Carvalho, Pedro Braga, Newton Bello, Carvalho Guimarães, José Machado, Miguel Bahury e outros menos votados.

 Se os homens públicos acima citados deixaram marcas indeléveis na política nacional, contudo, ficaram a dever num aspecto que não se pode desprezar quando está em análise a conduta do parlamentar como um todo.

Nesse particular, sobreleva, por exemplo, a luta, o esforço e o empenho dos atuais congressistas, que não medem sacrifícios e correm atrás de obras, projetos e recursos para os municípios, comportamento que não se costumava ver nos representantes do passado, que brilhavam mais pelos discursos e pronunciamentos e menos pelas causas e reivindicações populares.

Nestas últimas legislaturas, o que se tem visto, faço questão de realçar e louvar, são os nossos senadores e deputados mostrarem coesão, força e presença no desempenho de ações e iniciativas construtivas, no sentido de viabilizarem, independentemente das agremiações partidárias a que pertencem e de grupos políticos aos quais se engajaram

Essa postura valorosa e vigorosa de nossos representantes em Brasília, os tem movido a batalhar juntos e uníssonos em torno de propostas que extrapolam muitas vezes a interesses políticos e pessoais, razão por que representa um marco importante na vida pública maranhense. 

EDIVALDO E CRIVELA

Os prefeitos de São Luís e do Rio de Janeiro professam o mesmo credo religioso e no momento sofrem processos idênticos e de natureza política.

São iniciativas nascidas nas Câmaras Municipais e visam catapultá-los das prefeituras por meio do impeachement, procedimento com respaldo legal, mas de pouca ou quase nenhuma receptividade junto à maioria da vereança.  

 Não será, portanto, por causa do impeachement que Crivela e Edivaldo serão defenestrados dos cargos que ocupam, mas podem perder algumas horas de sono para suportar os questionamentos dos vereadores oposicionistas.

ALGO MAIS

Ao longo do governo Flávio Dino foram criados programas, com o sentido de fomentar o progresso do Maranhão.

Com esse desiderato, vieram à tona: Mais IDH, Mais Asfalto, Mais Estrada, Mais Educação, Mais Saúde e Mais Produção.

Para completar esse quadro, só faltou o governo criar o Mais Verdade.

PROJETO IMPORTANTE

Se eu fosse deputado estadual já teria apresentado uma proposta de emenda à Constituição do Estado do Maranhão, para suprimir o Artigo 33, pela sua inutilidade e ineficácia.

O Artigo 33 é aquele que a bancada da maioria mais desrespeita, considera letra morta e com este teor: “A Assembleia Legislativa, bem como qualquer de suas Comissões, poderá convocar o Secretário de Estado ou ocupante de cargo que lhe for equivalente para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.”

PORTEIROS DE EDIFÍCIOS

A sociedade maranhense precisa saber que, assim como os cobradores de ônibus, uma outra categoria de empregados em São Luís vem sendo expurgada de suas atividades laborais.         

São os porteiros de prédios residenciais, que passaram a ser jogados na rua do desemprego, em função de um processo eletrônico introduzido na capital maranhense.

Sob o pretexto de que as portarias eletrônicas vão baixar os custos operacionais dos prédios residenciais e proporcionar aos condôminos redução nas despesas domésticas, muita gente que vivia desse emprego, passou a engrossar a fila dos inativos.

COROBA HOSPITALIZADO

Depois de bons serviços prestados ao Ministério Público, o promotor Benedito de Jesus Nascimento, mais conhecido por Coroba, aposentou-se.

Quando se preparava para retornar às atividades advocatícias, submeteu-se a delicada cirurgia, realizada com absoluto sucesso, no Hospital São Domingos.

Coroba pretende concorrer às eleições de prefeito de Itapecuru, sua terra natal.  

TAMBORES DE SÃO LUÍS

O mais importante e o mais lido livro da autoria do escritor Josué Montello, Os tambores de São Luís, será relançado segunda-feira, dia 13 de junho.

O evento ocorrerá na Casa Josué Montello, instituição que tem trabalhado incansavelmente para o grande romancista manter-se admirado e reverenciado pelo povo maranhense.

PREFEITO BURAQUEIRA

Quando Epitácio Cafeteira (1966-1970) esteve à frente da Prefeitura de São Luís, o inverno foi tão vigoroso quanto o deste ano.  

O rigor das chuvas fez a capital maranhense virar um monumental buraco, fato que levou o Jornal Pequeno a denominá-lo de Prefeito Buraqueira.

Sorte do prefeito Edivaldo Holanda de não ser molestado pela imprensa, como o foi Cafeteira, marcado e conhecido como o gestor que cultivava buracos.

SUMIÇO DE PALITOS

Outro dia, num restaurante de boa cotação, notei a falta de palitos, eu, que gosto de usá-los após as refeições, desde os tempos de infância.

Chamei o garçon e perguntei pela ausência dos palitos. A resposta me deixou perplexo, porque é reflexo da crise: – Os consumidores passaram a levá-los para as suas casas.

SITUAÇÃO DRAMÁTICA

Em algumas repartições públicas do Estado, a crise da falta de recursos para o custeio chegou.

A falta de material de limpeza, seja pessoal ou funcional, é visível e repercute no andamento dos trabalhos e no desenvolvimento dos programas governamentais.

A situação não está mais feia porque os funcionários estão levando de casa material de asseio pessoal.

CASSAS DE LIMA

Mais um amigo, da mesma geração e conterrâneo, acaba de deixar o nosso convívio: o médico Cassas de Lima.

Ortopedista dos melhores e um profissional por excelência humano. Atendia pobres e ricos com a mesma generosidade e competência.

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