E POR FALAR EM BARES

0comentário

Oportuna e interessante a matéria publicada neste jornal, na semana passada, da autoria do jornalista Thiago Bastos, com o título: “Da boêmia à juventude e elemento de nostalgia: a tradição dos bares”, reportando-se sobre os estabelecimentos da capital maranhense, que  conseguem atrair clientes, para o desfrute de momentos agradáveis em ambientes aprazíveis e apropriados para um bom papo, ouvir boa música e degustar saborosos petiscos, a exemplo do Bar do Léo, no Vinhais, e no Bambu Bar, no Sá Viana.

Concluída a leitura da reportagem, não resisti ao impulso de retroagir e lembrar do passado, quando em São Luís pontificavam bares que ficaram famosos e mereceram de renomados intelectuais, memoráveis artigos e saudosas crônicas.

Do poeta e boêmio, Nauro Machado, fixei-me na maravilhosa crônica, “Velhos bares”, publicada no livro “A Província”, obra que considero obrigatória para quem deseja recordar pessoas, lugares, momentos, enfim, tudo que São Luís tinha, apresentava e servia aos que nela moravam em tempos remotos, mas que deixaram boas lembranças e ficaram perenes em nosso pensamento.

Palavras sábias de Nauro: “Os bares estão fechando. Ou melhor: os bares fecharam, cerraram suas portas, concluíram seu destino de espaço acolhedores e compreensivos – porque calados – de tantos sonhos errantes e de tantos encontros necessários e solidários. Necessários aos diálogos, às vezes bruscos, mas generosos e tantas vezes mansos, mas fartos, quase sempre buscados e sabidos, para o aconchego de uma mesma e comum condição humana.

“Os bares tinham aura, tinham personalidade, possuíam distinções fisionômicas e mesmo morais- que nen as de um corpo e seu caráter – que todos nós conhecíamos e sabíamos respeitar. Uns tinham a bílis pronta e a expelir os humores intumescentes de suas cadeiras antigas e de seus espelhos baços.

“Nos bares nasceram sempre os movimentos artísticos e literários mais representativos de todas as épocas. Nos bares lançávamos nossos livros, faziam-se exposições de pinturas, formulavam-se teorias literárias e – coisa surpreendente se vista agora – nos embebedávamos verdadeiramente de letras e álcool, de tintas e poemas, de apostas sujas resultantes eram o futuro livro ou a iminente tela já realizada.

“Os bares não tinham a estridulência dessas parafernálias eletrônicas de hoje. Tinham quando muito, e preferencialmente aos sábados, uma pequena orquestra composta de seres vivos, de pessoas a quem chamávamos pelos nomes, que sabíamos ali presentes, inteiriças, que se queriam conosco, compartilhando dos nossos sonhos, atendendo os nossos pedidos, vivenciando as nossas vértebras com os bálsamos ondulantes dos sonhos que corriam de mesa em mesa, trazendo a paz dorida da tarde ao cair ou o eflúvio da noite a acompanhar-se além pelo gemido dos cães, o cio escandaloso  dos gatos e o poema das marés quebrando-se adiante na Beira-Mar.

De Bernardo Almeida, também escritor e boêmio, trouxe de seu antológico livro “Éramos felizes e não sabíamos”, este pedaço de crônica, denominada “Bares, que saudades”, que recorda com nostalgia alguns bares que deixaram marcas indeléveis na cidade e jamais serão esquecidos.

“Dos velhos tempos, podemos recordar alguns bares famosos de São Luís. O Moto, do português Serafim, que marcou época e teve deu apogeu no período da II Guerra Mundial, quando os soldados ianques o frequentavam pagando as contas em dólares. Nele o que havia de melhor eram o tira-gosto.

“O bar do português Narciso, na Rua Grande, também famoso pela cerveja gelada em enormes depósitos. Seus camarões secos eram fantásticos.

“O bar do Hotel Central, de Oliveira Maia, de glorioso passado e inesquecível pelo sorvete, a cerveja e a clientela que o frequentava.

“Entre todas as instituições no gênero, nenhuma se dignou possuir o ambiente, a amenidade, e a tradição do Bar do Castro, na Rua do Sol.  Foi o último reduto da mais famosa boemia de nossa cidade, graças ao cavalheirismo de seu proprietário, o espanhol Leôncio Castro, que sabia compreender os intelectuais, nunca se alterava com os que passavam dos limites e acolhia de bom grado os que deixavam para pagar no dia seguinte.   

FIM DO VIAGRA

Em abril deste ano, o Viagra desaparecerá como o remédio destinado à disfunção erétil.

A pílula azul, que tanta alegria proporcionou ao sexo masculino, para ativar o desempenho sexual, sairá do mercado, porque novos tratamentos surgiram e com resultados mais eficazes na indução da ereção.

Dentre as novidades, os processos cirúrgicos, injeções de compostos, produtos tópicos, choques elétricos e, pasmem, um gel à base do veneno da aranha.

BANDEIRA E HINO

Nos anos 1950, quando fiz os cursos primário e ginasial, os livros didáticos traziam obrigatoriamente a estampa da bandeira do Brasil e a letra do hino nacional.

 A partir de 2021, esses dois símbolos nacionais, por manifesto desejo do Presidente Jair Bolsonaro, voltarão aos livros escolares.

APOSENTADORIAS MARANHENSES

De acordo com levantamento do jornal Folha de São Paulo, no Maranhão, com relação às reformas previdenciárias, as aposentadorias terão alíquotas progressivas, de acordo com a remuneração do servidor.

Como o estado sofre um déficit mensal de R$ 50 milhões, as taxas variam de 7,5% a 22% e os efeitos na folha de pagamento começarão a ser sentidas a partir de março deste ano.

REITORES FEDERAIS

O governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, com vistas à escolha de reitores de instituições federais de ensino.

Com relação ao Maranhão, a MP não trouxe nenhuma novidade, pois nas consultas à comunidade acadêmica, o peso de voto dos professores sempre foi de 70% e os votos dos servidores e de alunos 15% por categoria.

Outra medida, anunciada como inovadora, aqui, também, já vigorava: a escolha do vice-reitor e dos dirigentes das unidades, pelo reitor.  

 A DONA DO MERCADO

Em São Luís, nunca se viu um empreendimento comercial do ramo farmacêutico impor-se com tamanha impetuosidade como a Rede Drogasil.

Em 2019, a empresa paulista construiu e instalou dez farmácias, todas localizadas no espaço compreendido entre o Calhau e o Olho D’Água.

Este ano, que se cuidem as concorrentes, a Rede Drogasil vai se expandir para outros bairros da cidade.

BOM SUCESSO

A TV Globo prestou um grande serviço à literatura brasileira ao produzir a novela Bom Sucesso, que se encontra na reta final.

Em todo capítulo, um diálogo entre o editor Alberto (Antônio Fagundes) e a costureira Paloma (Grazi Massafera), em torno de um livro nacional ou estrangeiro, se encaixava na trama da novela, no meu modo de ver, uma das melhores já produzidas pela televisão brasileira.

 Como se não bastasse, a presença e a atuação impecável do ator maranhense, Rômulo Estrela.

MÉDICO E PREFEITURA

Este ano, o cardiologista Bonifácio Barbosa fará uma pausa em suas ações profissionais, porque quer mostrar a sua capacidade administrativa em outra atividade.

 Para conseguir esse intento, quer se eleger prefeito do município de São Benedito do Rio Preto, para onde transferiu o domicílio eleitoral e espera ser indicado candidato na convenção de seu partido.

CRISTO E O PAPA

Se o Cristo perdeu a paciência e de posse de um chicote expulsou as mulheres do templo, porque o Papa não poderia perder a paciência e dar uns tapinhas numa mulher, que desejava tirar sarro no braço do prelado, em plena Praça do Vaticano?

Sem comentário para "E POR FALAR EM BARES"


deixe seu comentário