Mais um amigo íntimo de Weverton é citado por um delator da Operação Lava Jato

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Destinatário de propina paga por Sérgio Cabral, segundo delator, Carlos Lupi (à frente) é padrinho político e amigo íntimo de Weverton

O deputado federal pedetista e líder da minoria na Câmara, Weverton (ex-Rocha), viu mais um de seus aliados, na verdade, mais um amigo íntimo, ter seu envolvimento em crimes investigados pela Operação Lava Jato citado por um delator. Primeiro foi o advogado Willer Tomaz, compadre do parlamentar, que, em julho do ano passado, foi preso depois que o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, empresa para a qual o amigo do deputado prestava serviços jurídicos, revelou que ele (Willer) repassou à holding J&F, que controla o JBS, informações colhidas no âmbito de outra operação deflagrada para investigar o grupo empresarial. Agora, o delatado é ninguém menos do que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, com quem Weverton mantém estreita ligação e por quem o parlamentado foi alçado à mais alta cúpula pedetista.

Trechos da delação premiada de Carlos Miranda, ex-assessor do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso desde novembro de 2016, apresentados ontem pelo Jornal Nacional, revelaram que em 2012, o auxiliar recebeu a ordem de Wilson Carlos, então secretário de Governo na gestão de Cabral, para fazer pagamentos mensais de R$ 100 mil ao PDT, para Carlos Lupi, que preside o diretório nacional do partido desde 2004. Carlos Miranda é apontado como “operador financeiro”, “gerente da propina” e “homem da mala”.

Carlos Miranda afirma que pagava para uma pessoa de nome Senhor Loureiro, que seria tesoureiro do PDT, que as entregas eram feitas na sede do partido pelos funcionários do doleiro Renato Chebar e que os pagamentos foram feitos de 2012 até março de 2014. Carlos Lupi e o PDT declararam que nunca tiveram nenhum tipo de relação com o delator e que jamais receberam qualquer tipo de vantagem.

Mesmo com tantas suspeitas de corrupção lhe rondando, atingindo o âmago das ruas relações políticas, de amizade e até familiares, Weverton, que já é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do nebuloso episódio conhecido como “escândalo do Costa Rodrigues”, o ousado e astuto parlamentar segue se projetando em nível local e nacional e mantém firme o seu projeto de eleger-se senador pelo Maranhão, em outubro.

1 comentário para "Mais um amigo íntimo de Weverton é citado por um delator da Operação Lava Jato"


  1. MARCIO

    Esse blog aqui deveria ter o nome do dono rsr “Sarney” iso sim.

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