Base de Alcântara estimula novas oportunidades na educação

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Aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas ( AST), que permite o uso comercial da Base de Alcântara no Maranhão, abre perspectiva de inserção do Brasil no mercado internacional de lançamento de foguetes. A proposta retoma a ideia original da década de 1980, quando Alcantara foi escolhida para ser o principal centro de lançamento brasileiro.

Operação de lançamento de foguete na Base de Alcântara

O acordo de cooperação entre Brasil e EUA prevê que a base espacial seja explorada pelo país norte americano. O interesse americano se dá por conta da localização privilegiada, na linha do equador, que reduz o consumo de combustível e torna os lançamentos de foguetes mais baratos.

Para Carlos Moura, Presidente da Agência Espacial Brasileira ( AEB), a expertise dos norte-americanos pode render bons frutos ao setor aero espacial brasileiro. “ É uma vantagem para nós, vai nos permitir fazer negócios externamente e favorecer todo o desenvolvimento de um mercado espacial no Brasil, e que também tenha presença internacionalmente, como já acontece com a nossa indústria aeronáutica”, afirmou.

Diante das oportunidades que se descortinam, a Faculdade ISL Wyden sai na frente para formar mão de obra maranhense para a base de Alcântara e cria o MBA em Tecnologia Aeroespacial. “Esse novo mercado, no qual o Maranhão estará inserido, impactará a vida de milhares de pessoas e trará mudanças positivas em várias perspectivas de mercado, fazendo-se necessário um novo profissional, o especialista em sistemas computacionais aplicados à engenharia aeroespacial”, afirma Rodrigo Marques, CEO do grupo educacional que comanda além da ISL Wyden, também comanda a escola COC, o instituto de idiomas Yázigi, e o Instituto Iluminar.

Alunos de diversas instituições de ensino de São Luís participando da etapa local do Hackathon da NASA, realizada na Faculdade ISL Wyden

O MBA em Tecnologia Aeroespacial contribui para o desenvolvimento de profissionais com capacidade para pensar estrategicamente e utilizar de forma eficaz as modernas ferramentas e técnicas computacionais como Matlab, Python, 20-sim, Solidworks, AutoCAD e Open Rocket. “Aplicando o desenvolvimento de habilidades na criação e desenvolvimento de projetos inovadores através de laboratórios práticos, o aluno adquire e aprimora competências funcionais, habilidades técnicas e visão estratégica de negócios, a fim de que possa ser o elo de integração em um ecossistema de inovação e consiga dialogar com grandes empresas, governo, instituições de ensino superior, laboratórios de pesquisa, inventores, investidores, comunidades e empreendedores”, complementa Rodrigo.

O novo curso tem carga horária de 420 horas, e as aulas acontecem às quintas e sextas à noite e aos sábados o dia inteiro. O curso se destina a graduados em engenharias diversas e/ou profissionais de outros ramos com conhecimentos básicos nas áreas de programação e matemática, que tenham interesse no setor aeroespacial e que queiram ampliar sua gama de competências com ferramentas computacionais relacionada a processamento de dados, modelagem, simulação e controle de sistemas.

Além do MBA em Tecnologia Aeroespacial, a ISL Wyden, vem promovendo eventos de vanguarda no conhecimento tecnológico para a comunidade acadêmica, tendo sediado recentemente a Hackathon, evento organizado pela NASA, agência espacial dos Estados Unidos, que contou com a participação de várias cidades brasileiras, incluindo São Luís. O NASA Space Apps Challenge 2019 aconteceu também em Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Campina Grande (PB) e Manaus (AM), e mais. O evento foi realizadosimultaneamente em outras 200 cidades ao redor do mundo. Na ocasião, a NASA abre sua base de dados colhidos em suas mais diversas missões e pesquisas, quando estes dados podem ser usados pelas equipes à vontade.A primeira edição do evento aconteceu em 2012, e a edição de 2018 contou com 18 mil participantes em mais de 200 cidades espalhadas por 75 países.

Na Hackathon os participantes formam equipes para trabalhar de maneira intensiva na criação de soluções dentro do tema escolhido, a fim de resolver problemas reais, tudo em apenas 48 horas. Os desafios englobam 5 categorias de conhecimento: oceanos, Lua, planetas, estrelas e a Terra. Os problemas solucionados podem estar relacionados às missões espaciais da Nasa, como a Artemis III, que levará uma mulher à Lua em 2024, ou podem abordar ideias para conter o lixo espacial e o aumento do nível dos mares.

Na foto acima, os membros da banca de jurados do Hackathon da NASA realizado em São Luís, composta por Romulo Martins, CEO da Start Up maranhense Niduu; David Telles, Secretário de Ciência e Inovação, e Lucas Pinheiro, engenheiro da Equatorial Energia, vistos na companhia da equipe da ISL Wyden, Rodrigo Marques, CEO da Faculdade; Bruno Nogueira, coordenador acadêmico, e Ilda Duailibe, diretora de operação.

Após encontrarem as suas soluções, eles precisam fazer uma apresentação rápida para uma banca de jurados, que escolherá as equipes vencedoras. Cada equipe conta com até 7 participantes, que podem cada um pertencer a uma instituição de ensino diferente, “o que possibilita a integração entre alunos de várias instituições em cada cidade participante”, relata Endrew Richard Barros da Silva, estudante de Engenharia Química na UFMA e membro da equipe Mnemosine, primeira colocada da etapa de São Luís, que junto com a equipe Space Poneis representarão o Maranhão na final na Flórida, quando as equipes vencedoras do ranking mundial participarão de uma viagem ao Centro Espacial John F. Kennedy da Nasa, nos Estados Unidos.

Para maiores informações sobre o MBA em Tecnologia Aeroespacial da Faculdade ISL Wyden e outros eventos de vanguarda realizados pela instituição, entre em contato: 098 3131 6200.

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