{"id":1430,"date":"2018-11-21T18:48:54","date_gmt":"2018-11-21T20:48:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/?p=1430"},"modified":"2018-11-21T18:48:54","modified_gmt":"2018-11-21T20:48:54","slug":"juiz-jose-eulalio-de-almeida-lanca-livro-nesta-sexta-feira-na-amei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/2018\/11\/21\/juiz-jose-eulalio-de-almeida-lanca-livro-nesta-sexta-feira-na-amei\/","title":{"rendered":"Juiz Jos\u00e9 Eul\u00e1lio de Almeida lan\u00e7a livro nesta sexta-feira na Amei"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1431\" aria-describedby=\"caption-attachment-1431\" style=\"width: 677px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1431\" src=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/11\/WhatsApp-Image-2018-11-21-at-10.38.00-1-300x221.jpeg\" alt=\"\" width=\"677\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/11\/WhatsApp-Image-2018-11-21-at-10.38.00-1-300x221.jpeg 300w, https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/11\/WhatsApp-Image-2018-11-21-at-10.38.00-1-1024x756.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/11\/WhatsApp-Image-2018-11-21-at-10.38.00-1-768x567.jpeg 768w, https:\/\/www.blogsoestado.com\/evandrojunior\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2018\/11\/WhatsApp-Image-2018-11-21-at-10.38.00-1.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 677px) 100vw, 677px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1431\" class=\"wp-caption-text\">O autor do livro<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>S\u00e3o Lu\u00eds<\/strong> &#8211; \u00c9 na noite desta sexta-feira (23) o lan\u00e7amento do livro \u201cO crime do desembargador Pontes Visgueiro\u201d, na Livraria Amei do S\u00e3o Lu\u00eds Shopping. A obra \u00e9 de autoria do juiz de Direito Jos\u00e9 Eul\u00e1lio Figueiredo de Almeida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria envolve um homem idoso e uma adolescente que um dia se conhecem casualmente em uma das ruas de S\u00e3o Lu\u00eds, capital da prov\u00edncia do Maranh\u00e3o, na segunda metade do s\u00e9culo XIX, mais precisamente no m\u00eas de junho do ano de 1872. A partir desse encontro imprevisto, eles passam a manter um relacionamento amoroso e o mesmo tem um fim tr\u00e1gico.<\/p>\n<p><strong>Veja como o autor descreve a hist\u00f3ria:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O provecto senhor chamava-se Jos\u00e9 C\u00e2ndido Pontes Visgueiro e a jovem Maria da Concei\u00e7\u00e3o. Ele sexagen\u00e1rio. Ela uma menina de 13 anos de idade. Ele desembargador. Ela uma pobre rapariga. O destino colocara ambos frente a frente, pela primeira vez, na porta da casa do velho celibat\u00e1rio, quando este a abriu para entregar uma esmola \u00e0 garota que, na ocasi\u00e3o, se encontrava acompanhada de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Esse ligeiro encontro foi suficiente para Pontes Visgueiro informar-se de quem se tratava a adolescente e por ela enamorar-se. N\u00e3o imaginava ele que essa jovem mulher lhe traria muitos problemas e que um dia, tomado de intensa paix\u00e3o e insuper\u00e1vel ci\u00fame, cravaria um punhal assassino v\u00e1rias vezes no corpo dela, levando-a \u00e0 morte instant\u00e2nea e brutal.<\/p>\n<p>Um homem honrado, respeit\u00e1vel na sociedade maranhense pela sua inconspurcada posi\u00e7\u00e3o de desembargador do Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o, por conta de um ci\u00fame doentio, tirou a vida de Maria da Concei\u00e7\u00e3o, uma simples menina que, por empreitada da m\u00e3e proxeneta , ora se apresentava como esmoler, ora como prostituta. Por causa de sua vida dissoluta e p\u00fablica a menor, ainda no alborecer da juventude, ficou conhecida como \u201cMariquinhas Devassa\u201d.<\/p>\n<p>Ajustado o compromisso de se relacionarem, Pontes Visgueiro passou a sustentar a jovem menina, pagando o aluguel da casa onde a mesma morava com sua m\u00e3e, bem como a custear outras despesas com roupas e vaidades pr\u00f3prias da idade juvenil.<\/p>\n<p>O caso amoroso se consolidou e o experiente magistrado n\u00e3o conseguiu dominar sua paix\u00e3o, nem os instintos libidinosos de Mariquinhas, que o tra\u00eda com outros homens, dentre os quais um jovem militar e um estudante, com quem Pontes Visgueiro a flagrou mantendo rela\u00e7\u00f5es sexuais em momentos diversos. Era o ingrediente que estava faltando para afetar o autocontrole do velho e celibat\u00e1rio desembargador que, a essa altura, contava com 60 anos de idade.<\/p>\n<p>Contaminado por um \u00f3dio excessivo e por uma paix\u00e3o avassaladora, Pontes Visgueiro retira-se para a prov\u00edncia do Piau\u00ed, de onde traz consigo um escravo chamado Guilhermino , que seria seu comparsa no ato criminoso que intencionava praticar contra Maria da Concei\u00e7\u00e3o ao chegar a S\u00e3o Lu\u00eds, no caso vingar-se da trai\u00e7\u00e3o da rameira.<\/p>\n<p>Sabendo que Mariquinhas era interesseira, mandou cham\u00e1-la \u00e0 sua casa sob o pretexto de presente\u00e1-la com joias que trouxera de sua viajem. A jovem meretriz, ainda insegura sobre qual seria a rea\u00e7\u00e3o de Pontes Visgueiro, depois de tra\u00ed-lo, leva consigo uma amiga e comadre chamada Thereza de Jesus com o intuito de proteger-se contra qualquer medida repressiva ou violenta do anci\u00e3o. Debalde fora a estrat\u00e9gia de defesa de Mariquinhas, porque o sexagen\u00e1rio desembargador j\u00e1 havia urdido todo o plano criminoso que contaria com o aux\u00edlio decisivo do seu escravo Guilhermino, pois at\u00e9 o min\u00fasculo caix\u00e3o onde seria inumado o corpo da v\u00edtima j\u00e1 estava pronto.<\/p>\n<p>Com efeito, a informa\u00e7\u00e3o do chefe de pol\u00edcia Miguel Calmon du Pin e Almeida, datada de 20 de agosto de 1873, narra detalhadamente os pr\u00f3dromos e o ep\u00edlogo da a\u00e7\u00e3o delituosa, bastando para sintetiz\u00e1-la a parte em que o experiente policial detalha que Guilhermino ocultou-se em uma saleta da casa, enquanto Pontes Visgueiro seduzia Mariquinhas a entrar e a sentar em um ba\u00fa, ocasi\u00e3o em que a jovem meretriz, de acordo com a literal reda\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio do chefe de pol\u00edcia, \u00e9 \u201cagarrada pelo cumplice; grita, e este lhe abafa a voz, pondo-lhe uma toalha na boca. O desembargador aparece, chloroformisa-a, e depois de adormecida morde-lhe a face e vem para a sala, depois de alguma demora, com os bra\u00e7os rega\u00e7ados, as m\u00e3os tintas de sangue e o punhal ainda sangrando\u201d.<br \/>\nConsumado o homic\u00eddio era hora de ocultar o cad\u00e1ver, o que foi feito pelo pr\u00f3prio Pontes Visgueiro, ap\u00f3s mutilar o corpo da infeliz Mariquinhas e coloc\u00e1-lo em um pequeno ba\u00fa de madeira. Em seguida, o introduz dentro de um caix\u00e3o de zinco, que fora previamente encomendado ao funileiro Antonio Jos\u00e9 Martins de Carvalho, tendo seu comparsa, compadre e amigo Am\u00e2ncio Jos\u00e9 da Paix\u00e3o Cearense (pai do poeta e compositor Catulo da Paix\u00e3o Cearense) ido \u00e0 casa do criminoso soldar as superf\u00edcies da referida urna funer\u00e1ria para eliminar a libera\u00e7\u00e3o de gases mef\u00edticos decorrentes da putrefa\u00e7\u00e3o cadav\u00e9rica. Ajudou tamb\u00e9m a enterrar o caix\u00e3o no quintal da casa (Ver p\u00e1gina 90).<\/p>\n<p>A partir desse cruento delito, ocorrido no dia 14 de agosto de 1873, a honra e a reputa\u00e7\u00e3o de Pontes Visgueiro passam a sofrer abalos. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais visto como um distinto magistrado que desperta a aten\u00e7\u00e3o e o respeito da sociedade, mas como um simples homem apontado como autor de um horripilante crime de homic\u00eddio; como um aliciador de menores que manchou de sangue juvenil a toga do judici\u00e1rio maranhense.<\/p>\n<p>Pontes Visgueiro ainda arrastaria com ele para o banco dos r\u00e9us, como copart\u00edcipes ou c\u00famplices, os escravos Guilhermino e Luiz, o tenente Antonio Feliciano Peralles Falc\u00e3o e Am\u00e2ncio Cearense , este, repita-se, pai do grande poeta e compositor Catulo da Paix\u00e3o Cearense. No entanto, apenas ele fora julgado e condenado pelo Supremo Tribunal de Justi\u00e7a em face do crime hediondo que vitimou sua amante Maria da Concei\u00e7\u00e3o. Peralles Falc\u00e3o foi exclu\u00eddo do processo. Os demais responderam perante o tribunal do j\u00fari na prov\u00edncia de S\u00e3o Lu\u00eds e foram condenados.<\/p>\n<p>No auto de qualifica\u00e7\u00e3o e interrogat\u00f3rio de Pontes Visgueiro, perante o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a , o mesmo confessou que matou Maria da Concei\u00e7\u00e3o \u201cporque a amava muito\u201d. Com essa afirma\u00e7\u00e3o fica claro que o velho desembargador, que possu\u00eda 62 anos de idade, cometeu o delito movido por ci\u00fames e irrefre\u00e1vel paix\u00e3o, fatores que vinculados \u00e0 sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida implicariam, em tese, na avalia\u00e7\u00e3o de sua conduta sob o ponto de vista da dem\u00eancia senil, coisa que os ju\u00edzes da suprema corte imperial n\u00e3o levaram em considera\u00e7\u00e3o, notadamente porque n\u00e3o dispunham de elementos t\u00e9cnicos e legislativos \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Os em\u00e9ritos conselheiros julgaram apenas o fato, e n\u00e3o o homem, apesar da brilhante tese de defesa e do eloquente discurso que o advogado de Pontes Visgueiro proferiu perante a corte suprema. Cremos que o C\u00f3digo Criminal do Imp\u00e9rio, desprovido do instituto da medida de seguran\u00e7a e de outras medidas protetivas ao infrator portador de suposta enfermidade mental, contribuiu para que outro desfecho n\u00e3o fosse dado pela suprema corte ao julgamento a que fora submetido o desembargador homicida. Al\u00e9m disso, n\u00e3o foi realizado qualquer exame de insanidade mental para aferir a exist\u00eancia de algum transtorno no carcomido desembargador.<\/p>\n<p>Conforme se ver\u00e1 em t\u00f3pico destacado deste livro, fosse a conduta de Pontes Visgueiro examinada sob o ponto de vista das in\u00fameras enfermidades que alegava possuir, no plano da psiquiatria ou da psicopatologia forense, o desfecho provavelmente seria outro que n\u00e3o a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua. Presumo que, em nossos dias, haveria uma probabilidade de Pontes Visgueiro (se considerado inimput\u00e1vel ou semi-imput\u00e1vel), medido o grau de periculosidade, receber como reprimenda o que conhecemos como medida de seguran\u00e7a, haja vista a aus\u00eancia, em tese, de percep\u00e7\u00e3o neurocognitiva que leva a dist\u00farbios de comportamento.<\/p>\n<p>Mas, como se sabe, a suprema corte condenou Pontes Visgueiro \u00e0 pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua, posto que a legisla\u00e7\u00e3o penal do pa\u00eds, naquela ocasi\u00e3o, n\u00e3o oferecia nenhuma garantia psiconormativa ao criminoso, muito menos alternativa legislativa ao \u00f3rg\u00e3o julgador para aplicar-lhe san\u00e7\u00e3o penal diversa da mencionada na decis\u00e3o proferida. Por essa raz\u00e3o, entendo que o mais alto tribunal do pa\u00eds agiu certo em conden\u00e1-lo, pois a viol\u00eancia e hediondez do delito moveu, sobretudo, a puni\u00e7\u00e3o aplicada na medida em que nenhuma prova, nenhum ind\u00edcio ou circunst\u00e2ncia favorecia ou justificava, sob o ponto de vista legal, a a\u00e7\u00e3o criminosa do velho desembargador. Ao contr\u00e1rio, sua pr\u00f3pria confiss\u00e3o espont\u00e2nea e a premedita\u00e7\u00e3o do delito serviram de base para a condena\u00e7\u00e3o imposta.<\/p>\n<p>Com efeito, em 1876, tr\u00eas anos ap\u00f3s a consuma\u00e7\u00e3o do homic\u00eddio de que fora v\u00edtima Maria da Concei\u00e7\u00e3o, o m\u00e9dico italiano Cesare Lombroso publicou um livro chamado \u201cO Homem Delinquente\u201d, que desencadeou uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o nos conceitos criminol\u00f3gicos da \u00e9poca, tanto na Europa, quanto em outros quadrantes do planeta. Se, ao tempo desse horrendo crime, j\u00e1 existisse essa obra lombrosiana e legisla\u00e7\u00e3o nacional espec\u00edfica, possivelmente o desfecho do julgamento do crime cometido por Pontes Visgueiro seria outro.<\/p>\n<p>O velho magistrado teria avaliada sua insanidade mental por expertos e, caso fosse apontado algum transtorno, provavelmente, seria absolvido sumariamente pelo tribunal supremo. Ainda que, considerado inimput\u00e1vel e, por essa raz\u00e3o, fosse absolvido, a excelsa corte poderia aplicar-lhe, como san\u00e7\u00e3o penal, apenas medida de seguran\u00e7a, haja vista sua periculosidade criminal, como medida de defesa social coletiva e presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia reabilitadora para sua cura.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante os esfor\u00e7os tribunicos do Dr. Franklin D\u00f3ria , advogado de defesa de Pontes Visgueiro, o velho desembargador foi condenado e apenado com pris\u00e3o perp\u00e9tua, havendo controv\u00e9rsia sobre se o mesmo morreu na pris\u00e3o ou conseguiu fugir. Quanto a isto existem duas vers\u00f5es e muitas especula\u00e7\u00f5es. Considero que o mesmo morreu na pris\u00e3o. Sabe-se, com certeza, apenas que perdeu o cargo, a aposentadoria e a dignidade de respeit\u00e1vel homem da lei e da sociedade, logo que foi preso e processado.<\/p>\n<p>O grande jurista maranhense Francisco Jos\u00e9 Viveiros de Castro criticou a decis\u00e3o da suprema corte e, como um simpatizante e divulgador das ideias de Lombroso aqui no Brasil, afirmou que houve um erro judici\u00e1rio. Julgaram o fato e esqueceram de julgar o homem; ou seja, de conhecer o criminoso. Pontes Visgueiro conheceu a justi\u00e7a; mas a justi\u00e7a n\u00e3o o conheceu.<\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria de vida, com as sucessivas tibiezas que experimentou, desde a inf\u00e2ncia, possivelmente lhe reservariam san\u00e7\u00e3o penal mais branda ou at\u00e9 mesmo a absolvi\u00e7\u00e3o, acaso fosse examinado por m\u00e9dico especializado nas doen\u00e7as do psiquismo humano, como se ver\u00e1 ao longo da an\u00e1lise e do estudo deste caso que manchou de opr\u00f3brio a condi\u00e7\u00e3o impoluta do judici\u00e1rio maranhense na segunda metade do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>O valetudin\u00e1rio Pontes Visgueiro, naqueles idos tempos imperiais, tinha contra si toda a imprensa e a opini\u00e3o p\u00fablica da prov\u00edncia do Maranh\u00e3o. O caso \u00e9 \u00fanico no Brasil, e repercutiu no pa\u00eds inteiro, havendo jornais de circula\u00e7\u00e3o nacional que trataram do assunto denegrindo a imagem do desembargador assassino que, de forma sat\u00e2nica, tirou a vida de uma jovem mulher, de menoridade e insonte. Por essa raz\u00e3o, suas chances de ser absolvido eram m\u00ednimas.<\/p>\n<p>Desse epis\u00f3dio funesto resta-nos pin\u00e7ar o que interessa para conhecimento das gera\u00e7\u00f5es passantes e futuras, pois certas condutas criminosas que envolvem \u00f3dio e amor, ci\u00fame e paix\u00e3o, fidelidade e trai\u00e7\u00e3o, sempre ser\u00e3o vistas como perturba\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito humano, que levar\u00e3o ao banco dos r\u00e9us n\u00e3o s\u00f3 o criminoso confesso, mas a pr\u00f3pria v\u00edtima, o julgador e qualquer outra pessoa que se propuser a analisar o caso sem o devido preparo, equil\u00edbrio e discernimento necess\u00e1rios para dirimir o grau de culpabilidade ou de isen\u00e7\u00e3o de culpa das personagens envolvidas na cena delituosa.<\/p>\n<p>Nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 julgar Pontes Visgueiro pelos desatinos cometidos, nem apontar em Maria da Concei\u00e7\u00e3o defeitos e culpas, mas contar aos leitores essa triste hist\u00f3ria com o olhar do pesquisador e do jurista isento, que se preocupa em descobrir novos conhecimentos e encontrar poss\u00edveis respostas para as situa\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias que moveram a hip\u00f3tese criminosa, a partir da perspectiva f\u00e1tica, hist\u00f3rica e jur\u00eddica.<\/p>\n<p>O estudo da hist\u00f3ria nos proporciona conhecer como o fato ocorreu e, a partir das constata\u00e7\u00f5es, investigar os pormenores do epis\u00f3dio para confirmar sua vers\u00e3o, reconstru\u00ed-la, dar pap\u00e9is aos personagens e, mais que isso, apresent\u00e1-lo ao p\u00fablico leitor com os matizes em que foi consumado, por\u00e9m, atualizando-o para enquadr\u00e1-lo, como no caso presente, ao atual panorama sociocriminal, a fim de fixar como o Direito feito lei tratava a hip\u00f3tese na data da sua consuma\u00e7\u00e3o e como o sanciona em nossos dias.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, ser\u00e1 for\u00e7oso o exame dos elementos probat\u00f3rios e circunstanciais que levaram o Supremo Tribunal de Justi\u00e7a (hoje STF) a condenar Pontes Visgueiro, pois \u00e9 injusto afirmar que houve erro judici\u00e1rio se a legisla\u00e7\u00e3o reinante \u00e0 \u00e9poca n\u00e3o oferecia outra alternativa a esse egr\u00e9gio tribunal, sen\u00e3o aplicar ao assassino confesso a pena celular correspondente ao grau de sua culpabilidade e reprovabilidade.<\/p>\n<p>Finalmente, conv\u00e9m esclarecer que mantivemos fielmente, no que concerne aos textos transcritos, a ortografia utilizada \u00e0 \u00e9poca. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 possibilitar o enfoque do tema, sob o ponto de vista de sua atualidade, mas com os olhos voltados para o tempo e o ambiente em que os fatos se consumaram, pois sem essa compreens\u00e3o ser\u00e1 imposs\u00edvel entender porque o passado e o presente estar\u00e3o sempre ligados por elos indissoci\u00e1veis.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, o dia 14 de agosto de 1873, data da morte de Maria da Concei\u00e7\u00e3o, v\u00edtima desse brutal homic\u00eddio praticado por um homem perverso, o famigerado desembargador Pontes Visgueiro, simboliza o marco da viol\u00eancia de g\u00eanero em solo maranhense, vale dizer, o mart\u00edrio de tantas mulheres, conhecidas ou an\u00f4nimas, que perderam a vida em virtude de agress\u00f5es ou assass\u00ednios praticados por homens que associam a ideia de masculinidade ao sentimento de posse, dom\u00ednio e propriedade sobre elas ou invocam a condi\u00e7\u00e3o de macho ferido para lavar a honra pessoal com sangue feminino, submetendo, desse modo, a mulher, como v\u00edtima de sua f\u00faria incontrol\u00e1vel, ao seu julgamento irrecorr\u00edvel.<\/p>\n<p>Partindo desse pressuposto, entendo que a morte de Maria da Concei\u00e7\u00e3o representa o marco balizador e a bandeira de luta do combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o feminina em nosso Estado, a fim de que seja evitada a incid\u00eancia de conduta agressiva \u00e0 integridade f\u00edsica ou psicol\u00f3gica da mulher maranhense, bem como \u00e0 sua dignidade, qualquer que seja sua condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Por isso, sugiro que a data da morte de Maria da Concei\u00e7\u00e3o (14 de agosto) seja celebrada como o dia maranhense de combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero contra a mulher, com o objetivo de divulgar e intensificar as pol\u00edticas p\u00fablicas concernentes \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o desse grave problema que estimula a desigualdade de g\u00eanero e aflige a sociedade.<\/p>\n<p>Minha proposta n\u00e3o possui cunho pol\u00edtico algum, muito menos est\u00e1 ligada a qualquer grau de parentesco com alguma das partes envolvidas. Meu objetivo \u00e9 unicamente estabelecer uma forma de repara\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma a essa infeliz menina-mo\u00e7a, bem como chamar a aten\u00e7\u00e3o dos setores envolvidos com a implementa\u00e7\u00e3o e o estudo das pol\u00edticas p\u00fablicas de valoriza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da mulher maranhense a esse fato ocorrido na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds, a fim de que a data acima indicada seja institu\u00edda por lei como o dia de combate a viol\u00eancia de g\u00eanero contra a mulher no Estado do Maranh\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; \u00c9 na noite desta sexta-feira (23) o lan\u00e7amento do livro \u201cO crime do desembargador Pontes Visgueiro\u201d, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1430","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - 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