{"id":3402,"date":"2022-02-17T13:14:30","date_gmt":"2022-02-17T16:14:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/?p=3402"},"modified":"2022-02-17T13:14:30","modified_gmt":"2022-02-17T16:14:30","slug":"a-pororoca-e-a-sarafina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/a-pororoca-e-a-sarafina\/","title":{"rendered":"A POROROCA E A SARAFINA"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2022\/02\/SARAFINA-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2022\/02\/SARAFINA-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3403\" srcset=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2022\/02\/SARAFINA-1.jpg 612w, https:\/\/www.blogsoestado.com\/flaviobraga\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2022\/02\/SARAFINA-1-300x147.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por&nbsp;<a href=\"https:\/\/fdbm.org.br\/expedito-moraes\/\">Expedito Moraes<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em sua origem tupi \u201cpororoca\u201d quer dizer algo como \u201ccausar um grande estrondo\u201d. E foi esse o nome escolhido para nomear um dos mais impressionantes fen\u00f4menos da natureza, que ocorre quando o mar invade um rio na forma de uma grande onda que se choca contra a corrente fluvial, podendo atingir at\u00e9 quatro metros de altura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nas luas cheias e novas, as mar\u00e9s crescem bastante no Golf\u00e3o Maranhense, chegando em alguns meses a alcan\u00e7ar mais de sete metros acima da l\u00e2mina de baixa-mar. De modo que invade o estu\u00e1rio do Mearim e avan\u00e7a furiosamente pelos rios Mearim e Pindar\u00e9, invertendo a corrente do rio. Nestas fases da lua, a velocidade da correnteza rio acima \u00e9 muito maior, e permanece durante quase tr\u00eas horas, elevando a l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua at\u00e9 o cimo das barreiras. Principalmente, entre os meses de mar\u00e7o e abril ou setembro a dezembro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nasci na margem direita do Rio Pindar\u00e9, no povoado Cachoeira, Munic\u00edpio de Cajari. Do lado esquerdo \u00e9 Viana.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nessa \u00e9poca n\u00e3o existia assoreamento. As matas ciliares estavam perfeitas, o rio era altamente naveg\u00e1vel, n\u00e3o havia estradas na regi\u00e3o, e as lanchas de grande porte faziam o transporte de cargas e passageiros da cidade de Pindar\u00e9 at\u00e9 S\u00e3o Lu\u00eds, passando pelas demais localidades ribeirinhas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Durante o inverno (per\u00edodo chuvoso), essas embarca\u00e7\u00f5es faziam tal percurso em 24 a 30 horas. No ver\u00e3o (per\u00edodo de estiagem), a viagem podia durar at\u00e9 72 horas. E quem determinava esse tempo eram as mar\u00e9s, pois com o leito mais seco, os navegantes obrigavam-se a fundear em v\u00e1rios trechos para esperar a mar\u00e9, at\u00e9 que esta elevasse a lamina d\u2019\u00e1gua e evitasse o encalhe nas croas.<br>Ocorre que, quanto mais as embarca\u00e7\u00f5es se aproximavam do estu\u00e1rio, maiores eram as pororocas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lembro de muitos naufr\u00e1gios e amea\u00e7as ocorridos quando eu ainda era crian\u00e7a. Havia um determinado lugar entre a Boca do Rio Mearim (local do encontro do Pindar\u00e9 com o Mearim) e o Porto da Gambarra, chamado Malhadinha, que era o terror dos embarcadi\u00e7os.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundear no Canto do Lago, local mais profundo com o canal passando junto \u00e0s altas barreiras e mangueiros, j\u00e1 se tornara obrigat\u00f3rio. As embarca\u00e7\u00f5es eram amarradas com grossos cabos de manilha, com o ferro (\u00e2ncora) arriado, para esperar a passagem da pororoca e poder atravessar a Malhadinha sem perigo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa parada for\u00e7ada durava de seis a oito horas. Rezava-se para que isto n\u00e3o acontecesse \u00e0 noite, e, se fosse o caso, que n\u00e3o chovesse, e chovendo, que n\u00e3o fosse com trovoadas. E caso tudo isso acontecesse, que n\u00e3o fizesse frio. Imagine um cen\u00e1rio desse com as terr\u00edveis muri\u00e7ocas, t\u00e3o comuns nesses locais. Nem se podia abrir a boca. Quando o timoneiro da embarca\u00e7\u00e3o por imper\u00edcia ou imprud\u00eancia n\u00e3o esperava a mar\u00e9 se encher nesse \u201cfundiador\u201d seguro e aventurava-se a atravessar a tenebrosa Malhadinha, corria grande risco de encalhar nas suas imensas croas ou bancos de areia, o que poderia redundar em naufr\u00e1gio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocorre que, esse peda\u00e7o do rio tinha o solo composto por um tipo de material que chamavam de \u201cesmeril\u201d, que transformava essas croas em areia movedi\u00e7a. Com o peso da embarca\u00e7\u00e3o, da carga (normalmente com 1.200 a 2.000 sacas de arroz e baba\u00e7u nos por\u00f5es e por cima do conv\u00e9s), dos passageiros, animais e bagagens, corria um risco enorme de encalhar e ser tragada pela croa. \u00c0 propor\u00e7\u00e3o que a mar\u00e9 baixava, a lancha ia sendo sugada e terminava ficando presa na croa.<br>O verdugo \u00e9 uma pe\u00e7a de madeira forte que vai de um extremo a outro das embarca\u00e7\u00f5es, e, al\u00e9m de proteg\u00ea-las de danos em choque com outros obst\u00e1culos, serve como limite entre o casco e conv\u00e9s. Quando a l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua ultrapassa essa pe\u00e7a \u00e9 sinal de que a embarca\u00e7\u00e3o est\u00e1 com excesso de carga e corre perigo de ter seus por\u00f5es invadidos pela \u00e1gua diante de banzeiros e pororocas. Da mesma forma, num encalhe desse tipo, \u00e9 certo ter seu casco enterrado at\u00e9 \u00e0 altura do verdugo. Isto \u00e9 como uma senten\u00e7a de morte \u2013 naufr\u00e1gio certo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Naquele trecho a Pororoca vinha com mais de cinco metros de altura e com uma for\u00e7a descomunal, de modo que alagava, e at\u00e9 emborcava, a embarca\u00e7\u00e3o, que, assim enterrada, pesada e im\u00f3vel, com a h\u00e9lice e o leme presos na areia, n\u00e3o obedecia a nenhum comando.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Numa situa\u00e7\u00e3o assim, restava esperar por um milagre. Wady Sau\u00e1ia em \u201cCenas que Ficam\u201d, propriet\u00e1rio da lancha Afife, assim descreve este fen\u00f4meno que ocorria no local: \u201cFalo, ent\u00e3o, para o Dizim que se encaminhe para o Corredor da Morte, pois queria ver se aquela onda se formaria da mesma forma que no dia anterior. N\u00e3o demorou e bem a nossa frente avistamos um verdadeiro \u201cMonstro\u201d de \u00e1gua e espuma marrom que avan\u00e7ava furiosamente destruindo a margem e levando tudo que encontrava pela frente.\u201d Esse era o cen\u00e1rio, e foi essa imagem que ficou tamb\u00e9m na minha mem\u00f3ria. N\u00e3o tinha como n\u00e3o sentir pavor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 preciso registrar que, tanto na cita\u00e7\u00e3o do autor como na minha, as lanchas estavam flutuando, e n\u00e3o encalhadas. Mas, mesmo assim era perigoso. Podia emborcar; no terr\u00edvel choque do casco com a pororoca e as seguidas ondas \u201ccavaleiros\u201d, poderia sacar uma das t\u00e1buas do casco, passar por cima do por\u00e3o, o que, caso n\u00e3o estivesse vedado por resistentes planchas e encerados, poderia enche-lo de \u00e1gua ou quebrar o leme, e a lancha ficaria \u00e0 deriva sobre as ondas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pois, em 1956, foi exatamente com um \u201cmonstro\u201d desse que, numa noite de lua nova, quando ela \u00e9 maior, por volta das 19 horas a SARAFINA (em hebraico significa \u201caquela que protege o trono de Deus\u201d) encontrou na Malhadinha, e \u201cse perdeu\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lancha estava enterrada at\u00e9 o verdugo, im\u00f3vel e pesada, e a Pororoca passou por cima levando tudo que podia. A mar\u00e9 subia velozmente, a escurid\u00e3o mais parecia um breu, e os passageiros subiram at\u00e9 o segundo toldo e come\u00e7aram a queimar roupas na esperan\u00e7a de serem vistos por alguma embarca\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocorre que, naquela \u00e9poca essa regi\u00e3o era totalmente in\u00f3spita, ningu\u00e9m habitava por ali. E, mesmo que tivesse algu\u00e9m por perto, teria que dispor de uma outra embarca\u00e7\u00e3o capaz de abrigar os muitos passageiros e tripulantes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, milagres acontecem. Eis, que surge ao longe as luzes de uma embarca\u00e7\u00e3o. A correnteza era imensa. Todos queimavam as roupas, desesperados, porque, se demorasse muito, a \u00e1gua poderia chegar ao \u00faltimo toldo, e a morte seria certa. Mesmo para quem soubesse nadar, na escurid\u00e3o, com a correnteza e \u00e1gua agitada, o nadador n\u00e3o saberia para que lado estaria a terra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por\u00e9m, finalmente a embarca\u00e7\u00e3o se aproximou e conseguiu resgatar todos que estavam ali.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>No dia seguinte, pela manh\u00e3, ficamos surpresos com o repentino desembarque no porto da nossa casa, dos muitos sobreviventes trazidos pela bendita lancha salvadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todos foram aconselhados a ficar em nossa casa para esperar a lancha, da qual meu pai era o comandante, para lev\u00e1-los aos seus Munic\u00edpios.<br>Era desesperador. Alguns choravam, ainda apavorados. Outros, lamentavam as perdas, pois n\u00e3o conseguiram salvar nada. Outros, ainda, agradeciam a Deus por estar vivos. Os sobreviventes estavam com fome, sujos e sem roupas para trocar. Minha fam\u00edlia fez r\u00e1pida campanha para adquirir vestimentas para essas pessoas que ficaram s\u00f3 com a roupa do corpo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>18\/03\/2020<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Expedito Moraes Em sua origem tupi \u201cpororoca\u201d quer dizer algo como \u201ccausar um grande estrondo\u201d. 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