Joaquim Haickel por Joaquim Haickel

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Atendendo a sugestões e tendo notado que realmente muita gente não sabe quem sou eu, resolvi publicar em meu blog um rápido perfil e lincá-lo nessa poderosa rede de comunicação e relacionamento que é twiter, possibilitando assim a quem nada sabe sobre mim fique sabendo pelo menos um pouco.

Espero que esse texto sirva não apenas para aqueles que não me conhecem, que, sem dúvida alguma, é a maioria, mas também sirva para refrescar a memória de quem já me conhece e àqueles que às vezes se esquecem de quem sou. Neste grupo incluo amigos e correligionários que não aceitam meu jeito independente de pensar e agir e adversários desafetos que imaginam que eu seja um capacho, um bajulador.

Pois bem. Lá vai:

Sou Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel, maranhense de São Luís, filho de Nagib e Clarice; Sagitariano com sol em sagitário e lua em escorpião; Estudei no Pituchinha, no Batista e no Dom Bosco; Joguei basquete e tênis (dava pro gasto); Tenho 55 anos e sou casado com Jacira; Sou advogado pela UFMA, empresário de radiodifusão, escritor e cineasta.

Eleito o mais jovem deputado estadual brasileiro em 1982, com 22 anos. Participei de uma das melhores legislaturas da historia do Maranhão. (vide a bancada da ALM 1983/1987) Na escolha dos delegados ao colégio eleitoral em 1984, votei contra Tancredo/Sarney, ficando por lealdade e gratidão, mas contra minha vontade, ao lado de meu pai. (Queriam que eu traísse meu pai. Não o fiz. Um homem precisa ser forte para fazer o que não deseja, fazendo o que é preciso ser feito).

Minha relação com parte do grupo Sarney que já era complicada, daí por diante ficou pior. Até hoje o é, pois algumas pessoas não aceitam quem pensa, quem seja livre em seus ideais, quem tenha a alma livre. Não se engane, isso acontece em todos os grupos. Mas existem pessoas dentro do meu grupo que não só aceitam isso, como apoiam e incentivam minhas atitudes, entre elas Sarney e Lobão.

Eleito deputado federal em 1986, estava novamente entre os mais jovens. Na constituinte só Cassio Cunha Lima, Aécio Neves e Rita Camata eram mais novos que eu.

Na ANC e na CD fiz parte de importantes comissões como as de Fiscalização e Controle, de Direitos e Garantias Individuais, de Constituição e Justiça e de Educação. Sou um dos autores da frase de abertura dos trabalhos das nossas cassa legislativas. Relatei contra a emenda de Amaral Neto que pretendia implantar no Brasil a pena de morte. Meu parecer foi aprovado. Meu pai e muitos de meus correligionários quase romperam comigo, mas provei a eles que eu estava certo.

Defendi os direitos individuais do cidadão. A igualdade de direitos entre todos. O respeito a todas as religiões e ideologias políticas. A liberdade de imprensa, de manifestação e de opinião. Banimos no texto constitucional qualquer sombra de intolerância em nosso convívio.

Entre 1991 e 1994 fui secretário adjunto de assuntos políticos e de educação no governo Lobão/Fiquene.

Em 1993, morreu meu pai, então presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 1994 recusei a candidatura de deputado estadual. Queriam que eu aproveitasse a comoção da morte de meu pai como trampolim. Ele já havia sido decisivo em minhas duas primeiras eleições, não iria usar a sua morte como trunfo politico. Sabia que havia tempo de plantar e de colher e queria continuar plantando.

Com a ajuda de meu irmão Nagib, coloquei em ordem nossas empresas. Com um grupo de importantes empresários ajudei a fundar o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão, ICE-MA. Em 1996, com minha mãe e meu irmão, criamos a Fundação Nagib Haickel.

Voltei a Assembleia como deputado estadual em 1999. De lá só saí em 2011.

Nesse tempo acredito ter realizado um bom trabalho. Solidifiquei importantes amizades com governistas e oposicionistas. Adquiri respeito e credibilidade, tanto no meio politico quanto nos meios social e empresarial. Demonstrei correção e coerência em meus posicionamentos quando estava no governo e quando fui para a oposição.

No governo de Dr. Jackson Lago, fui tratado com respeito, mesmo sendo adversário, Como tal me opus a ele e mantive nossas diferenças no âmbito político.

Juntamente com bravos e bons companheiros, posicionei-me contra as reeleições consecutivas para a mesa diretora da ALM. Derrubamos a reeleição.

Fui primeiro secretario da ALM entre 2002 e 2003. Período em que a casa foi saneada.

Aprovei importantes leis, onde se destacam as Leis de Incentivo, a Cultura e ao Esporte, hoje o principal motor desses setores em nosso Estado. Fiz parte da comissão que reformou e adaptou a constituição estadual e o regimento interno do legislativo.

Nesses anos desenvolvi em paralelo minhas atividades culturais, ligadas à literatura e ao cinema. Lancei livros e filmes. Alguns destes últimos alcançaram grande sucesso. “Pelo Ouvido” participou de mais de 130 festivais de cinema no Brasil e no exterior, tendo ganhado 19 prêmios, entre eles o de melhor filme em Cartagena e o de melhor diretor em Boston.

Também nessa época fui eleito para a Academia Imperatrizense de Letras, para a Academia Maranhense de Letras e para o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Quando Roseana assumiu o governo em 2009, fui convidado para ser secretario de esporte. Recusei e apoiei a indicação de Roberto Costa para o cargo. Já sabia que não iria ser candidato à reeleição e queria completar os trabalhos que havia começado, concluir as aprovações e tramitações de projetos importantes. (é raro um deputado recusar um cargo de secretário, poucas pessoas entenderam minha opção)

Resolvi não me candidatar à reeleição em 2010. Estava acertado que concorreria como segundo suplente na chapa do senador de João Alberto. Isso foi mudado e meu amigo Mauro Fecury foi para esse lugar, sendo eu colocado como segundo suplente na chapa de Lobão. De repente apareceu o Pastor Bel, como sendo uma “liderança imensa” junto à comunidade evangélica… Tiraram-me da chapa e colocaram Bel. Senti na prática e na pele que havia sido bom ter aprendido, há muito tempo, que bom cabrito não berra.

Resisti o quanto pude para assumir a SEDEL no novo governo de Roseana. Achei que poderia ser mais bem aproveitado em outro setor. Assuntos Políticos, Cultura, Ciência e Tecnologia… Mas também temia pelo fato de eu não ser próximo a ela e a seu subgrupo. Acabei aceitando e lá estou desde 2011.

A SINFRA reformou o Castelão e a governadora entregou o estádio aos maranhenses nas comemorações de 400 anos de São Luís. O funcionamento desse estádio é o maior responsável pelo ressurgimento do vitorioso futebol maranhense.

Tenho tentado fazer o melhor que posso pelo esporte do Maranhão. Está nessa luta comigo uma pequena e excelente equipe, que mais do que eu é a responsável por tudo de bom que acontece por lá.

Até o final de 2014 iremos reinaugurar o Ginásio Costa Rodrigues, segundo maior símbolo do esporte maranhense. Até lá deverá estar depositado na conta do fundo estadual do esporte, quantia superior a um milhão de reais, montante advindo da lei de incentivo ao esporte e outras receitas, recursos com os quais meu sucessor poderá melhor administrar esse importante, mas pouco prestigiado setor da administração de nosso Estado.

Acho que isso basta para saberem quem sou! (pelo menos de meu ponto de vista)

4 comentários para "Joaquim Haickel por Joaquim Haickel"


  1. Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel – ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

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  2. Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel – ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

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  3. Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel – ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

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  4. Joaquim Haickel | O Nordeste.com

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