{"id":2643,"date":"2021-03-13T08:58:56","date_gmt":"2021-03-13T11:58:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?p=2643"},"modified":"2021-03-13T08:58:56","modified_gmt":"2021-03-13T11:58:56","slug":"quando-se-perde-um-pedaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2021\/03\/13\/quando-se-perde-um-pedaco\/","title":{"rendered":"Quando se perde um peda\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/03\/d779f2a4-4db8-4307-ad87-0bccb22b687d-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"491\" src=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/03\/d779f2a4-4db8-4307-ad87-0bccb22b687d-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2644\" srcset=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/03\/d779f2a4-4db8-4307-ad87-0bccb22b687d-1.jpg 601w, https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/03\/d779f2a4-4db8-4307-ad87-0bccb22b687d-1-300x245.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fazia muito tempo que n\u00e3o me sentia como me senti na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira, dia 9. Senti-me desamparado. Como se me faltassem refer\u00eancias. O mais incr\u00edvel \u00e9 que a falta de refer\u00eancia n\u00e3o era em rela\u00e7\u00e3o a mim, homem feito e refeito, passado dos 60, mas para o menino brincalh\u00e3o e irrequieto que fui um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela noite senti, como se aquele Joaquim menino, tivesse perdido o rumo, o prumo, o leme, como se ele tivesse deixado de vivenciar todas aquelas maravilhosas coisas que acabariam por lhe fazer a pessoa que viria a ser com o passar do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Senti como se a fita VHS de minha vida estivesse sendo rebobinada em slow motion e tudo estivesse andando para tr\u00e1s e \u201cdesacontecendo\u201d. Era como se minha vida, assim como acontecera, estivesse sendo apagada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que voc\u00ea, que me d\u00e1 a honra de sua leitura, deve estar confuso. Confesso que eu tamb\u00e9m estou. Este j\u00e1 \u00e9 o quarto texto que inicio na tentativa de comentar sobre a dor lacerante que senti. Uma dor que s\u00f3 poderia ser curada atrav\u00e9s das palavras que eu conseguisse colocar em um texto como este, que me servisse de analg\u00e9sico, anest\u00e9sico, barbit\u00farico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando meu pai morreu, o ch\u00e3o cedeu. Eu precisei de muita for\u00e7a para me equilibrar, e s\u00f3 consegui porque muitas pessoas, na falta dele, passaram a depender de mim. A dificuldade que senti quando meu pai morreu, foi superada pela necessidade que tive de amparar as pessoas que continuavam vivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira o peso caiu nas costas daquele Joaquim, menino de 10 anos, que estava come\u00e7ando a entender o mundo, e n\u00e3o nas costas do homem de 60 que j\u00e1 o conhece o suficiente para saber que estar at\u00f4nito com a not\u00edcia da morte do \u201cprimo Stenio\u201d era s\u00f3 a metade do problema. A outra metade seria consolar m\u00e3e Tet\u00e9 pela perda de outro irm\u00e3o, num intervalo de apenas 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, m\u00e3e Tet\u00e9 perdeu Estelmo e sua esposa Maria das Gra\u00e7as, que nos deixaram, acometidos pela Covid-19. Em mar\u00e7o, Stenio se foi, atropelado na porta de sua casa, no Anil.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando \u00e9ramos crian\u00e7as, eu, Jorge, Nagib e Celso, t\u00ednhamos uma vida muito parecida com a da maioria dos meninos de S\u00e3o Lu\u00eds, mas havia uma diferen\u00e7a fundamental. N\u00f3s t\u00ednhamos um mentor, uma esp\u00e9cie de tutor, um sujeito que tendo 20 anos a mais, brincava conosco como se fosse um de n\u00f3s. N\u00e3o que ele fosse um \u201cretardado\u201d. Longe disso. Ele era \u201cmuito esperto\u201d, segundo m\u00e3e Tet\u00e9, nossa m\u00e3e de cria\u00e7\u00e3o e irm\u00e3 dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Stenio nos ensinou a jogar futebol de bot\u00e3o, dama, domin\u00f3, xadrez, buraco, pif-paf, p\u00f4quer. Faz\u00edamos expedi\u00e7\u00f5es explorat\u00f3rias por lugares interessantes, como o S\u00edtio do F\u00edsico, o Reservat\u00f3rio do Batat\u00e3, o Estreito dos Mosquitos. Acamp\u00e1vamos no Inga\u00fara, na Maioba, em Guarapiranga. Ele nos levava ao L\u00edtero e ao Jaguarema. O que mais gost\u00e1vamos, era de ir com ele ao circo e ao cinema. Era ele quem conseguia fazer com que Nagib entrasse nos cinemas para assistir filmes censurados para menores e foi com ele que assistimos alguns cl\u00e1ssicos como \u201cRastros de \u00f3dio\u201d, \u201cOs canh\u00f5es de Navarone\u201d, \u201cEl Cid\u201d, \u201cLawrence da Ar\u00e1bia\u201d, \u201cSpartacus\u201d e \u201cO homem que queria ser rei\u201d, entre tantos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Stenio esteve presente em quase todos os momentos importantes de nossas vidas, dos 6 aos 16 anos. Ele era \u00e1libi para coisas boas e para aquelas n\u00e3o t\u00e3o boas que faz\u00edamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ele quem nos ensinou a dirigir; era ele que nos deixava pegar o carro de papai \u201cemprestado\u201d, para levarmos as empregadas dos vizinhos \u201cpara dar uma voltinha\u201d; era ele quem arrumava as desculpas quando Jorge chegava tarde em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Stenio Magalhaes Barros acabara de completar 81 anos e at\u00e9 j\u00e1 havia sido vacinado contra Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele morreu. N\u00f3s n\u00e3o vamos mais v\u00ea-lo, mas ele continuar\u00e1 existindo enquanto n\u00f3s tivermos capacidade de lembrar das aventuras que vivemos juntos, enquanto Jorge for capaz de contar para seu netinho Davi, que m\u00e3e Tet\u00e9 mandava que n\u00f3s diss\u00e9ssemos a todos os nossos amigos que Stenio era nosso \u201cprimo\u201d, para justificar a presen\u00e7a daquele sujeito t\u00e3o mais velho que n\u00f3s, no meio de nossas brincadeiras, alegrando e engrandecendo a nossa adolesc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ave Stenio, os que ficam n\u00e3o se esquecer\u00e3o!&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando se perde um peda\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 fazia muito tempo que n\u00e3o me sentia como me senti na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira, dia 9. Senti-me desamparado. Como se me faltassem refer\u00eancias. O mais incr\u00edvel \u00e9 que a falta de refer\u00eancia n\u00e3o era em rela\u00e7\u00e3o a mim, homem feito e refeito, passado dos 60, mas para o menino brincalh\u00e3o e irrequieto que fui um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela noite senti, como se aquele Joaquim menino, tivesse perdido o rumo, o prumo, o leme, como se ele tivesse deixado de vivenciar todas aquelas maravilhosas coisas que acabariam por lhe fazer a pessoa que viria a ser com o passar do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Senti como se a fita VHS de minha vida estivesse sendo rebobinada em slow motion e tudo estivesse andando para tr\u00e1s e \u201cdesacontecendo\u201d. Era como se minha vida, assim como acontecera, estivesse sendo apagada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que voc\u00ea, que me d\u00e1 a honra de sua leitura, deve estar confuso. Confesso que eu tamb\u00e9m estou. Este j\u00e1 \u00e9 o quarto texto que inicio na tentativa de comentar sobre a dor lacerante que senti. Uma dor que s\u00f3 poderia ser curada atrav\u00e9s das palavras que eu conseguisse colocar em um texto como este, que me servisse de analg\u00e9sico, anest\u00e9sico, barbit\u00farico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando meu pai morreu, o ch\u00e3o cedeu. Eu precisei de muita for\u00e7a para me equilibrar, e s\u00f3 consegui porque muitas pessoas, na falta dele, passaram a depender de mim. A dificuldade que senti quando meu pai morreu, foi superada pela necessidade que tive de amparar as pessoas que continuavam vivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima ter\u00e7a-feira o peso caiu nas costas daquele Joaquim, menino de 10 anos, que estava come\u00e7ando a entender o mundo, e n\u00e3o nas costas do homem de 60 que j\u00e1 o conhece o suficiente para saber que estar at\u00f4nito com a not\u00edcia da morte do \u201cprimo Stenio\u201d era s\u00f3 a metade do problema. A outra metade seria consolar m\u00e3e Tet\u00e9 pela perda de outro irm\u00e3o, num intervalo de apenas 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, m\u00e3e Tet\u00e9 perdeu Estelmo e sua esposa Maria das Gra\u00e7as, que nos deixaram, acometidos pela Covid-19. Em mar\u00e7o, Stenio se foi, atropelado na porta de sua casa, no Anil.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando \u00e9ramos crian\u00e7as, eu, Jorge, Nagib e Celso, t\u00ednhamos uma vida muito parecida com a da maioria dos meninos de S\u00e3o Lu\u00eds, mas havia uma diferen\u00e7a fundamental. N\u00f3s t\u00ednhamos um mentor, uma esp\u00e9cie de tutor, um sujeito que tendo 20 anos a mais, brincava conosco como se fosse um de n\u00f3s. N\u00e3o que ele fosse um \u201cretardado\u201d. Longe disso. Ele era \u201cmuito esperto\u201d, segundo m\u00e3e Tet\u00e9, nossa m\u00e3e de cria\u00e7\u00e3o e irm\u00e3 dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Stenio nos ensinou a jogar futebol de bot\u00e3o, dama, domin\u00f3, xadrez, buraco, pif-paf, p\u00f4quer. 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Ele era \u00e1libi para coisas boas e para aquelas n\u00e3o t\u00e3o boas que faz\u00edamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ele quem nos ensinou a dirigir; era ele que nos deixava pegar o carro de papai \u201cemprestado\u201d, para levarmos as empregadas dos vizinhos \u201cpara dar uma voltinha\u201d; era ele quem arrumava as desculpas quando Jorge chegava tarde em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Stenio Magalhaes Barros acabara de completar 81 anos e at\u00e9 j\u00e1 havia sido vacinado contra Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele morreu. 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