{"id":313,"date":"2008-09-06T18:43:55","date_gmt":"2008-09-06T21:43:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2008\/09\/06\/quando-papai-morreu-herdamos-mamae\/"},"modified":"2008-09-06T18:43:55","modified_gmt":"2008-09-06T21:43:55","slug":"quando-papai-morreu-herdamos-mamae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2008\/09\/06\/quando-papai-morreu-herdamos-mamae\/","title":{"rendered":"Quando papai morreu herdamos mam\u00e3e."},"content":{"rendered":"<p>Gostaria de dizer a voc\u00ea que me l\u00ea agora, que escrever para mim sempre foi uma necessidade. No come\u00e7o n\u00e3o sabia o porqu\u00ea, mas desde muito cedo, assim que aprendi a faz\u00ea-lo, passei a colocar pensamentos e sentimentos no papel. Depois de anos de tentativas, nem sempre exitosas, e mesmo depois de alguma pratica, constato que \u00e9 muito dif\u00edcil colocar no papel certas coisas que est\u00e3o alojadas e escondidas na tr\u00edplice fronteira intang\u00edvel entre meu corpo, minha mente e minha alma.<\/p>\n<p>H\u00e1 quinze anos escrevi um texto para meu pai que havia acabado de falecer. Naquela \u00e9poca n\u00e3o foi t\u00e3o dif\u00edcil porque aquele texto saiu de mim como se fosse uma erup\u00e7\u00e3o. Na verdade escrevi o que ele teria escrito naquela circunstancia. Sabe!? \u00c0s vezes acho que psicografei aquilo! De meu mesmo ali tem muito pouco. S\u00f3 precisei esculpi-lo e lapid\u00e1-lo um pouquinho.<\/p>\n<p>Quinze anos depois, gostaria de escrever mais uma vez por meu pai, como se fosse ele, s\u00f3 que agora sem contar, em meu beneficio, com o calor daquela hora, da perda, do desespero e do desamparo. Sem o pavor que aquilo tudo me causou. Um pavor t\u00e3o grande que quando passou, levou consigo todos aqueles pequeninos medos que incutimos em nossa mente desde crian\u00e7a. Ficou comigo apenas o medo natural da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Foi-se o medo e ficou em seu lugar algo maior. Uma responsabilidade inimagin\u00e1vel e incomensur\u00e1vel. A responsabilidade de substitu\u00ed-lo em quase tudo, principalmente em algumas coisas para as quais ele era insubstitu\u00edvel e em outras para as quais eu era incompetente.<\/p>\n<p>Hoje tenho consci\u00eancia de que n\u00e3o fui o que se poderia chamar de um substituto a sua altura, mas tentei realmente s\u00ea-lo. Alguns de seus amigos, de certa forma me dizem isso sem palavras. Olham para mim e em seus olhares vejo a saudade verdadeira que sentem de meu pai, que se vivo fosse, faria em dezembro 75 anos.<\/p>\n<p>Nestes anos desenvolvi uma t\u00e9cnica para ter meu pai sempre que preciso ao meu lado. Saio de meu corpo e me coloco como se fosse ele e tento ver as coisas como se ele fosse. Ele nunca saiu de meu lado durante todos esses anos. Seu corpo morreu, mas sua energia n\u00e3o. Isso \u00e9 a verdadeira imortalidade.<\/p>\n<p>Me lembro que em uma de nossas viagens pelo interior, ele me disse que para levarmos o progresso para a nossa regi\u00e3o, para o nosso povo, precis\u00e1vamos levar algumas coisas de suma import\u00e2ncia: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, energia el\u00e9trica, estradas e telefonia. Fico imaginando se onde quer que ele esteja, tivesse um telefone e ele pudesse nos ligar! O que ser\u00e1 que ele diria!?<\/p>\n<p>Acredito que ele ligaria pra minha sobrinha Pillar e diria o quanto gostaria de ter feito com ela as mesmas brincadeiras que fez com Laila. Coloc\u00e1-la sobre a mesa do caf\u00e9 e faz\u00ea-la desfilar como se estivesse em uma passarela. Lev\u00e1-la para podar seu roseiral, enche-la de mimos e carinhos.<\/p>\n<p>Algo parecido ele diria pra Nagib Neto. Diria que gostaria que ele se sentasse entre suas pernas e ficasse enchendo sua paci\u00eancia e atrapalhando as conversas como eu fazia ou que fosse trabalhar com ele como meu irm\u00e3o Nagib fez muitas vezes. Diria isso a um garoto imenso que ainda vai completar 15 anos e que incrivelmente sem nunca ter visto meu pai, co\u00e7a as costas nos cantos das paredes da mesma forma como ele fazia.<\/p>\n<p>Ligaria pra Laila para dizer que se por um lado est\u00e1 muito orgulhoso dela, por outro est\u00e1 preocupado com o seu futuro e j\u00e1 que s\u00f3 agora ela est\u00e1 se propondo a aprender a dirigir, que dirija por si e pelos outros.<\/p>\n<p>Pra Nagib diria que os neg\u00f3cios est\u00e3o indo bem, dentro do que \u00e9 poss\u00edvel. Que ele est\u00e1 satisfeito. Diria para ele ter mais calma, mais paci\u00eancia, que no final tudo se resolve.<\/p>\n<p>Pra mim!&#8230; Caramba!&#8230; Iria brigar muito comigo!&#8230; Sobre pol\u00edtica, sobre os neg\u00f3cios, sobre minha vida!&#8230; Mas depois de tudo, diria: \u201c\u00c9 pai, Acho que n\u00e3o tinha outro jeito, talvez tu tenhas raz\u00e3o&#8230;\u201d E antes de desligar, deixaria transparecer em sua voz, que estava orgulhoso de mim, por pelo menos eu ter tentado acertar.<\/p>\n<p>\u00a0 Imagino que ele ent\u00e3o ligaria pra mam\u00e3e e diria: \u201cM\u00e3e! Muito obrigado por tudo. Por tua compreens\u00e3o, por tua dedica\u00e7\u00e3o, por teu carinho e por teu amor\u201d.<\/p>\n<p>Meu pai n\u00e3o era nenhum santo, n\u00e3o senhor, mas era reconhecidamente um sujeito obstinado, trabalhador, generoso, de muita sorte e dono de uma intelig\u00eancia singular. Essas qualidades lhe serviram muito na vida, principalmente na hora de escolher para si a melhor mulher que poderia.<\/p>\n<p>Desde que meu pai morreu, o maior pol\u00edtico de nossa fam\u00edlia \u00e9 minha m\u00e3e, n\u00e3o eu. O maior empres\u00e1rio \u00e9 ela, n\u00e3o meu irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, quinze anos depois da morte de meu pai, quero agradecer a minha m\u00e3e por ter nos guiado desde sempre e por ter nos ensinado uma maravilhosa forma de viver que se sintetiza em uma frase que ela colocou na porta de seu quarto, muitos anos atr\u00e1s. \u201cQue Deus me d\u00ea coragem para aceitar as coisas que n\u00e3o posso mudar, perseveran\u00e7a para mudar o que puder mudar e sabedoria para distinguir a diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Mam\u00e3e \u00e9 a maior e melhor heran\u00e7a que papai poderia nos ter legado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gostaria de dizer a voc\u00ea que me l\u00ea agora, que escrever para mim sempre foi uma necessidade. 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