{"id":475,"date":"2009-11-08T10:05:52","date_gmt":"2009-11-08T12:05:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?p=475"},"modified":"2009-11-08T10:05:52","modified_gmt":"2009-11-08T12:05:52","slug":"um-pedaco-de-ponte-parte-x","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/","title":{"rendered":"Um Peda\u00e7o de Ponte &#8211; Parte X"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><strong>Dando continuidade ao texto &#8220;Um Peda\u00e7o de Ponte&#8221; leia a seguir:<\/strong><\/p>\n<h2>Clara cor-de-rosa<\/h2>\n<p>Eu a via constantemente, ali, sentada naquele banco, sempre s\u00f3, sempre com o mesmo vestido cor-de-rosa, o olhar vago, distante, perdido, de quem tem algo a dizer, mas n\u00e3o sabe como.\u00a0 Todos os dias, ap\u00f3s minha jornada de trabalho, pegando e contando dinheiro dos outros, tinha que passar por aquele banco, situado a alguns passos da sorveteria do Hotel Central, onde entrava tamb\u00e9m diariamente para tomar o meu sorvete de ameixa.\u00a0 E l\u00e1 estava ela, com seus olhos tristes e seu vestido cor-de-rosa, todos os dias, semanas a fio.<\/p>\n<p>Depois voltava para casa, onde mergulhava de novo na minha vidinha de trabalho e televis\u00e3o, cujo motivo se interrompia nos fins de semana com um bate-bola na praia ou uma cervejinha com os amigos.<\/p>\n<p>De certo modo, por\u00e9m, a presen\u00e7a da menina vestida de rosa quebrava a mesmice do meu cotidiano. Ao sair do trabalho, j\u00e1 n\u00e3o era no sorvete de ameixa que eu pensava, era nela. Que iria v\u00ea-Ia outra vez, encolhida e s\u00f3, no seu banco de rua.\u00a0 Depois que passava, sem ao menos v\u00edrar-lhe o rosto, a const\u00e2ncia daquele apelo que sentia na nuca como se estivesse a chamar-me sem os <em>psius<\/em> e <em>eis<\/em> que me acostumara a ouvir das garotas sentadas na mureta da pra\u00e7a. No fundo, eu sabia que n\u00e3o era um chamado, era apelo. Mas eu continuava o caminho de casa, telefonando para L\u00edgia, apenas para dar sinal de vida e seguindo o meu roteiro de programa &#8211; &#8220;Chico An\u00edsio Show&#8221;, &#8220;Casa do Terror&#8221; &#8211; at\u00e9 dormir no sof\u00e1.<\/p>\n<p>Em um fim de tarde, o vento soprando forte do lado do mar, a mesma multid\u00e3o de caixeiros viajantes sentada \u00e0 fresca, em frente ao Hotel Central, falei afinal com ela.<\/p>\n<p>&#8211; Todo dia voc\u00ea est\u00e1 aqui, assim parada, sempre vestida de rosa.\u00a0 Ela apenas levantou a cabe\u00e7a como se fosse dizer-me algo, mas logo voltou a baix\u00e1-la acompanhando com os olhos os riscos imagin\u00e1rios que fazia na cal\u00e7ada com a ponta dos sapatinhos.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o reparei que eram sapatilhas de dan\u00e7a, que mal cobriam os p\u00e9s mi\u00fados e terminavam graciosamente num tran\u00e7ado de fitas um pouco acima dos tornozelos.\u00a0 As pernas eram firmes e bem feitas, marcadas at\u00e9 as coxas pela roupa leve que vestia, por aquela generosa aragem que corria do mar.<\/p>\n<p>&#8211; Como \u00e9 teu nome?<\/p>\n<p>&#8211; Clara.<\/p>\n<p>Mais duas semanas transcorreram assim, sem que nada mudasse, nem no meu, nem no comportamento dela.\u00a0 Apenas agora, ao passar, acenava-lhe com a cabe\u00e7a, e ela me respondia com um sorriso mais triste que sua solid\u00e3o e seu sil\u00eancio.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos tomar um sorvete, Clara?<\/p>\n<p>Ela se levantou t\u00e3o prontamente que me espantou, como se aquele convite fosse um bem longamente esperado, algo que houvesse perdido a esperan\u00e7a de receber.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos!<\/p>\n<p>Eu lhe notara as pernas, mas ainda n\u00e3o havia percebido como era bonita, um rosto de crian\u00e7a numa disposi\u00e7\u00e3o de mulher.<\/p>\n<p>&#8211; Chocolate, ameixa, baunilha, maracuj\u00e1, abacaxi, lim\u00e3o, tamarindo, coco, cupua\u00e7\u00fa, bacuri, creme, nata!\u00a0 Que que voc\u00ea quer?<\/p>\n<p>Quando nos despedimos, sabia que faltava alguma coisa.\u00a0 Entre n\u00f3s, um ar pesado de desapontamento, de festa que termina antes de come\u00e7ar.\u00a0 Bem o sabia, mas era segunda-feira, e eu n\u00e3o queria perder &#8220;Tela Quente&#8221;.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a, amanheci com febre e fortes dores de cabe\u00e7a. S\u00f3 fui trabalhar na quinta.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Clara, como voc\u00ea est\u00e1 abatida!<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Estive doente.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Eu tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Eu sei, dores de cabe\u00e7a, febre alta, calafrios.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Como voc\u00ea sabe?<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0 Eu n\u00e3o sei, eu sinto.<\/p>\n<p>E outro adeus sem jeito, outro adeus desnecess\u00e1rio e do\u00eddo, que nenhum dos dois seria capaz de explicar o por qu\u00ea.<\/p>\n<p>Hoje ser\u00e1 diferente Clara.\u00a0 Vamos jantar fora.<\/p>\n<p>Amei Clara como jamais amei mulher alguma.\u00a0 Com fogo e todo o desejo do mundo.\u00a0 Como lembrar aquelas horas?\u00a0 Depois do amor, o nada.\u00a0 O que resta \u00e9 um emaranhado de imagens e lembran\u00e7as absurdas, aquela confus\u00e3o de olhos e de dedos, de cabelos e de seios, de coxas e de costas, de p\u00e9s e de bocas. Mas sinto, ainda agora, tanto tempo j\u00e1 passado, que explorei cada peda\u00e7o de seu corpo, cada momento vivido, cada instante exaltado e em seguida, a recomposi\u00e7\u00e3o do repouso, que se transfigura em enternecimento e entrega total. Conheci ent\u00e3o, Clara sem tristeza, uma Clara exultante de t\u00e3o mulher, uma Clara companheira, Clara eterna, na solidariedade do prazer.<\/p>\n<p>N\u00e3o lhe perguntei onde morava, nem fiquei sabendo seu nome completo.\u00a0 Deixei-a no mesmo lugar em que a encontrara.\u00a0 S\u00f3, no seu banco, vestida de rosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o tive sossego no fim de semana.\u00a0 Ela n\u00e3o apareceu na pra\u00e7a. Segunda-feira, mal pude esperar que o expediente terminasse para correr ao seu banco e v\u00ea-Ia de novo.\u00a0 No entanto, Clara n\u00e3o estava l\u00e1. Ter\u00e7a-feira, fui outra vez esper\u00e1-la.\u00a0 Sentei-me no banco. Eu estava s\u00f3, fazendo sem perceber, riscos imagin\u00e1rios no ch\u00e3o com a ponta do meu sapato. \u00c0s nove horas fui para casa.\u00a0 Deixei h\u00e1 muito tempo de ligar para L\u00edgia.\u00a0 N\u00e3o havia mais televis\u00e3o.\u00a0 Os meus fins de tarde se tornaram um tormento, sem que nada pudesse preencher o vazio que se cavara em meu peito.\u00a0 O banco de Clara era, agora, s\u00f3 meu, at\u00e9 que o desgosto e o cansa\u00e7o me levassem de volta para casa.<\/p>\n<p>Tr\u00eas semanas se escoaram na minha amargura.\u00a0 Clara havia desaparecido por completo.\u00a0 Aos poucos, eu me fui acostumando \u00e0quela solid\u00e3o cor-de-rosa, absorvido no meu trabalho, cada vez mais apegado \u00e0 televis\u00e3o.\u00a0 Uma tarde, passei distra\u00eddo pelo banco direto para a sorveteria.\u00a0 L\u00e1 encontrei o Ribamar que, excitado, me agitava um jornal nas m\u00e3os:<\/p>\n<p>&#8211; Olha aqui!\u00a0 Encontraram aquela menina que havia fugido da casa do pai, nosso colega da ag\u00eancia de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O que olhei ao tomar o jornal nas m\u00e3os me fez desabar na cadeira. O suor frio logo porejou na testa, um tremor de n\u00e3o ag\u00fcentar pelo corpo todo, enquanto bra\u00e7os e pernas me fugiam inteiramente ao controle.\u00a0 Quis falar, mas n\u00e3o consegui, a cabe\u00e7a rodando, como se houvesse ca\u00eddo bem no meio de um terr\u00edvel redemoinho. L\u00e1 estava ela, talvez numa \u00faltima fotografia, os mesmos olhos tristes, possivelmente o mesmo vestido cor-de-rosa. N\u00e3o podia ler direito, por\u00e9m uma ou outra frase me chegavam \u00e0 alma.\u00a0 &#8220;Encontrado nas matas do Anjo da Guarda o corpo da menor C.M.L., que desaparecera da casa dos pais, h\u00e1 seis meses, em Bel\u00e9m. Os legistas acreditam que foi homic\u00eddio. Pelo adiantado estado de putrefa\u00e7\u00e3o, o crime deve ter ocorrido h\u00e1 dois meses&#8221;.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 dia de assistir &#8220;Louco Amor&#8221; e &#8220;Quarta Nobre&#8221;. Meu Deus, como era mesmo o telefone da L\u00edgia?\u00a0 N\u00e3o, amanh\u00e3 tenho que estar cedo no trabalho.\u00a0 Depois, tomar meu sorvetinho de ameixa e me recolher a esta vidinha besta.<\/p>\n<p>Clara?\u00a0 Perguntei \u00e0 mo\u00e7a de vestido cor-de-rosa, sentada na mureta da Pra\u00e7a Benedito Leite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando continuidade ao texto &#8220;Um Peda\u00e7o de Ponte&#8221; leia a seguir: Clara cor-de-rosa Eu a via constantemente, ali, sentada naquele [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-475","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-4"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dando continuidade ao texto &#8220;Um Peda\u00e7o de Ponte&#8221; leia a seguir: Clara cor-de-rosa Eu a via constantemente, ali, sentada naquele [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2009-11-08T12:05:52+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/\",\"url\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/\",\"name\":\"Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website\"},\"datePublished\":\"2009-11-08T12:05:52+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Um Peda\u00e7o de Ponte &#8211; Parte X\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/\",\"name\":\"Joaquim Haickel\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325\",\"name\":\"Joaquim Haickel\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Joaquim Haickel\"},\"url\":\"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/author\/joaquimhaickel\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel","og_description":"Dando continuidade ao texto &#8220;Um Peda\u00e7o de Ponte&#8221; leia a seguir: Clara cor-de-rosa Eu a via constantemente, ali, sentada naquele [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/","og_site_name":"Joaquim Haickel","article_published_time":"2009-11-08T12:05:52+00:00","author":"Joaquim Haickel","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Joaquim Haickel","Est. tempo de leitura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/","url":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/","name":"Um Peda\u00e7o de Ponte - Parte X - Joaquim Haickel","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website"},"datePublished":"2009-11-08T12:05:52+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/11\/08\/um-pedaco-de-ponte-parte-x\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Um Peda\u00e7o de Ponte &#8211; Parte X"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website","url":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/","name":"Joaquim Haickel","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325","name":"Joaquim Haickel","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Joaquim Haickel"},"url":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/author\/joaquimhaickel\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}