{"id":677,"date":"2010-12-03T10:11:04","date_gmt":"2010-12-03T12:11:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?p=677"},"modified":"2010-12-03T10:11:04","modified_gmt":"2010-12-03T12:11:04","slug":"ate-os-chatos-podem-escrever-muito-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2010\/12\/03\/ate-os-chatos-podem-escrever-muito-bem\/","title":{"rendered":"At\u00e9 os chatos podem escrever muito bem!"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #333399\">Os dois textos abaixo comprovam que n\u00e3o temos que obrigatoriamente concordar com algu\u00e9m para admir\u00e1-lo em algum aspecto.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333399\">Acho Diogo Mainardi um babaca pern\u00f3stico e arrogante, mas n\u00e3o posso deixar de reconhecer que ele escreve muito bem. Seus textos quando n\u00e3o est\u00e3o sendo meramente politiquescos, facciosos e sect\u00e1rios, s\u00e3o belas obras liter\u00e1rias, mesmo quando ele nos esnoba. Logo a n\u00f3s pobres mortais que ao inv\u00e9s de vivermos \u00e0s margens do grande canal de Veneza, vivemos pr\u00f3ximo ao pequenino canal da Jansen.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333399\">Mesmo quando ele regurgita seu bolo cultural e nos desenha os fantasmas que bem que poderiam realmente lhe perseguir, ele o faz com compet\u00eancia liter\u00e1ria irrepreens\u00edvel. Mas que ele \u00e9 um chato, isso ele \u00e9.<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #333399\">Mesmo que n\u00e3o t\u00e3o chato, parecido com ele \u00e9 tamb\u00e9m Roberto Pompeu de Toledo que aqui aborda um tema aparentemente fugaz, mas de forma suave e envolvente, nos contando uma hist\u00f3ria submersa usando uma outra superficial.<\/span><\/strong><\/p>\n<h3>Meus Fantasmas (Diogo Mainardi)<\/h3>\n<p>\u201cEu vim morar em Veneza para melhorar a qualidade de meus fantasmas. No Rio de Janeiro, eu convivia com o fantasma de Ziraldo. Aqui convivo com o fantasma de Eleonora Duse e de Gabriele D\u2019Annunzio\u201d<\/p>\n<p>Lady Gaga \u00e9 assombrada por um fantasma. Ela \u00e9 igual a Scooby-Doo. Eu tamb\u00e9m sou assombrado por um fantasma. Eu sou igual a Lady Gaga e a Scooby-Doo.<\/p>\n<p>O nome do fantasma de Lady Gaga \u00e9 Ryan. Ryan persegue Lady Gaga em todos os lugares. Lady Gaga est\u00e1 em Istambul? Ryan a assombra em Istambul. Lady Gaga est\u00e1 em Estocolmo? Ryan a assombra em Estocolmo. Lady Gaga est\u00e1 em Belfast? Ryan a assombra em Belfast. Lady Gaga tem medo de Ryan. Em Belfast, algum tempo atr\u00e1s, ela chegou a contatar um m\u00e9dium para tentar despachar o fantasma. O resultado, pelo que eu entendi, foi ruim: Ryan continuou a atorment\u00e1-la.<\/p>\n<p>Se Lady Gaga \u00e9 assombrada pelo fantasma de Ryan e se Scooby-Doo \u00e9 assombrado pelo fantasma do Cavaleiro Negro, eu sou assombrado pelo fantasma de Eleonora Duse. Depois de passar uma temporada de oito anos no Rio de Janeiro, eu me mudei para Veneza. Vim morar no mesmo pr\u00e9dio em que morou Eleonora Duse. Lady Gaga tem muito mais p\u00e1ginas na internet do que ela. Scooby-Doo tem muito mais p\u00e1ginas na internet do que ela. At\u00e9 eu tenho muito mais p\u00e1ginas na internet do que ela. Mas Eleonora Duse foi uma das maiores estrelas de teatro de todos os tempos. No fim do s\u00e9culo XIX, ela era mais conhecida do que \u00e9, atualmente, Lady Gaga.<\/p>\n<p>H\u00e1 um epis\u00f3dio de Scooby-Doo ambientado em Veneza. No desenho animado, ele \u00e9 perseguido pelo Gondoleiro Fantasma, que quer roubar um colar precioso. O fantasma de Eleonora Duse, que mora aqui comigo, \u00e9 bem menos molesto. Ela se limita a recitar A Dama das Cam\u00e9lias, aos gritos, em cima de minha mesa de jantar.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio em que o fantasma de Eleonora Duse e eu moramos est\u00e1 localizado \u00e0 beira do Canal Grande. Na margem oposta, ligeiramente \u00e0 esquerda, olhando pela janela, h\u00e1 uma casa vermelha em que morava o escritor Gabriele D\u2019Annunzio. Eleonora Duse e Gabriele D\u2019Annunzio eram amantes. Ele mergulhava no Canal Grande, cruzava-o a nado e vinha visitar Eleonora Duse em meu pr\u00e9dio. Um s\u00e9culo mais tarde, seu fantasma continua repetindo a mesma rotina. Eu sempre pego Gabriele D\u2019Annunzio em minha biblioteca, depois de sair do Canal Grande, inteiramente molhado, manchando o tapete e pingando em meu computador.<\/p>\n<p>J\u00e1 me perguntaram por que vim morar em Veneza. Eu vim morar em Veneza para melhorar a qualidade de meus fantasmas. No Rio de Janeiro, eu convivia com o fantasma de Ziraldo. Aqui convivo com o fantasma de Eleonora Duse e o de Gabriele D\u2019Annunzio. Eu nunca me interessei por estrelas de teatro ou pela obra de Gabriele D\u2019Annunzio. Mas num per\u00edodo como este, de assombroso embrutecimento intelectual, o m\u00e1ximo que posso fazer \u00e9 tentar preservar alguns fantasmas do passado. Scooby Dooby Doo!<\/p>\n<h3>O Morto que Respira (Roberto Pompeu)<\/h3>\n<p>No dia 4 de janeiro de 2006, o ent\u00e3o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, sofreu um derrame devastador. A hemorragia cerebral que o vitimou requereu duas opera\u00e7\u00f5es seguidas, uma de sete horas, outra de catorze, para ser estancada. Dois dias depois, ele foi declarado incapaz de exercer suas fun\u00e7\u00f5es, e assumiu o vice, Ehud Olmert. Sharon, ent\u00e3o \u00e0s v\u00e9speras de completar 78 anos, mergulhou num estado de coma do qual at\u00e9 hoje, quase cinco anos passados, n\u00e3o saiu. Excetuado os parentes e o pessoal medico, ningu\u00e9m mais o viu. Antes t\u00e3o presente na hist\u00f3ria do pa\u00eds, da qual participou, em lances capitais, desde o inicio, e t\u00e3o exuberante na avantajada complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica da pol\u00edtica israelense, sumiu de um sumi\u00e7o que nem a morte costuma decretar de modo t\u00e3o r\u00e1pido e completo.<\/p>\n<p>Para suprir essa aus\u00eancia, o artista pl\u00e1stico israelense Noam Braslavsky montou no m\u00eas passado, numa galeria de Tel-Aviv, com talento de virtuose do Museu de Madame Tussauds, a cena que o p\u00fablico esta impedido de ver. Ela reproduz um quarto de hospital. No centro, a cama. E na cama, o tamanho natural, um Sharon de resina, metido numa camisa azul, impressionante em seu realismo, os olhos semiabertos, o len\u00e7ol cobrindo-o at\u00e9 o peito. O falso Sharon, como o verdadeiro, conecta-se com os tubos que o mantem vivo. E respira. O peito vai e volta, enche e se esvazia. Ouve-se o som da respira\u00e7\u00e3o. \u201cO corpo de Sharon esta respirando \u00e9 uma alegoria do corpo pol\u00edtico israelense, cuja exist\u00eancia, dependente e sob assist\u00eancia, \u00e9 perpetuada artificialmente\u201d, escreveu o curador da exposi\u00e7\u00e3o, Joshua Simon. Curador \u00e9 curador. Tem sempre uma tirada com que humilhar o emba\u00e7ado olhar e a pedestre compreens\u00e3o dos reles espectadores.<\/p>\n<p>O solene ambiente criado pelo artista leva a uma volta no tempo. Os eg\u00edpcios embalsamavam o corpo dos fara\u00f3s. Um fara\u00f3 ainda embalsamado de fresco, isto \u00e9, sem os milhares de anos de distancia com que os contemplamos, n\u00e3o devia apresentar aspecto muito diferente do de Sharon de Braslavsky. Os europeus de outrora faziam est\u00e1tuas dos reis e rainhas tais como se apresentavam no momento da morte, e as depositavam sobre suas tumbas. A igreja de St. Denis, nos arredores de Paris, onde eram enterrados os reis e rainhas, est\u00e1 atulhada delas. T\u00e3o antigo quanto a hist\u00f3ria do homem \u00e9 o ritual de, morto o grande l\u00edder, preparar-lhe uma embalagem para viagem \u2013 a grande viagem rumo \u00e0 eternidade, na qual ele ganhar\u00e1 a companhia dos deuses, se \u00e9 que n\u00e3o se tornar\u00e1 ele pr\u00f3prio, um deus. Mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s, h\u00e1 os casos dos corpos embalsamados de Lenin e Mao Ts\u00e9-tung, expostos ao p\u00fablico nas pra\u00e7as centrais de suas respectivas capitais. Representam a tentativa dos regimes materialistas e ateus da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da China de tamb\u00e9m tirar suas lasquinhas do sagrado.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio criado por Braslavsky, ao qual s\u00f3 podem ter ingresso tr\u00eas pessoas por vez, conduz \u00e0 mesma ancestral atmosfera de respeito e constri\u00e7\u00e3o, misturados a uma pitada de medo, que cerca a morte e seus mist\u00e9rios. Mas \u2013 alto l\u00e1! \u2013 Ariel Sharon est\u00e1 vivo. N\u00e3o \u00e9 o passado dos fara\u00f3s e dos reis franceses que, ao fim e ao cabo, ali se imp\u00f5e. \u00c9 o presente. S\u00e3o os modern\u00edssimos recursos da medicina. Se ele ainda respira, \u00e9 por causa dos tubos. E os mist\u00e9rios que a cena suscita s\u00e3o outros, inerentes \u00e0 proeza cient\u00edfica de manter longamente um paciente nesse estado. Os m\u00e9dicos dizem ser dif\u00edcil, praticamente imposs\u00edvel, que ele saia do coma. Mas&#8230; e se&#8230;? e se de repente ele se senta na cama e pergunta: \u201cQue estou fazendo aqui ?\u201d. Ou ent\u00e3o ordena: \u201cConvoquem os ministros!\u201d? Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m dizem que o n\u00edvel de consci\u00eancia de Sharon \u00e9 m\u00ednimo. Que \u00e9 um n\u00edvel m\u00ednimo de consci\u00eancia? Ouvir\u00e1 um ru\u00eddo? Sentir\u00e1 uma presen\u00e7a em seu redor?<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos est\u00e3o preparando a  transfer\u00eancia do ex-primeiro-ministro \u2013 o de verdade, que n\u00e3o reste d\u00favida, n\u00e3o o boneco de resina \u2013 para o s\u00edtio de propriedade da fam\u00edlia, no deserto do Negev. Afirmam que n\u00e3o h\u00e1 nada mais a fazer no hospital. Num lugar ou no outro, ele continuar\u00e1 longe dos olhos do p\u00fablico. A cria\u00e7\u00e3o de Braslavsky pode ser vista \u2013 e foi, por alguns de seus conterr\u00e2neos \u2013 como indecente invas\u00e3o de privacidade. Mas tem o m\u00e9rito de sugerir o am\u00e1lgama do passado com o presente \u2013 o passado em que reis e l\u00edderes eram sacralizados no momento da morte e o presente de pacientes que n\u00e3o conseguem nem voltar \u00e0 vida nem completar a morte. Misturam-se, nesse percurso, mist\u00e9rios antigos e novos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dois textos abaixo comprovam que n\u00e3o temos que obrigatoriamente concordar com algu\u00e9m para admir\u00e1-lo em algum aspecto. 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