Famílias enfrentam dificuldades para liberação de declaração de óbito em São Luís

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A burocracia não respeita nem a dor da perda de um ente querido. Mesmo sofrendo em função da morte de algum parente, a família precisa colocar a dor de lado para enfrentar todo o processo que permitirá um enterro digno ao morto. É assim, em grande parte das cidades brasileiras. A burocracia pode ser ainda maior se a pessoa morre no fim de semana ou feriado em São Luís.

Para começar, só há um local em toda São Luís que emite o atestado de óbito, o plantão no Fórum Desembargador Sarney Costa. O problema é que após às 18h, o plantonista vai para casa e se alguém precisar do documento precisar telefonar para ele e aguardar a boa vontade da pessoa para se deslocar até o que deveria ser o seu local de trabalho.

Situação complicada passaram as famílias que precisaram de atestado de óbito nesse final de semana, porque o plantão estava funcionando na portaria do Fórum e para piorar não havia tinta na impressora. Sem condições de trabalho, os plantonistas se deslocaram para um Cartório na Rua do Norte, no Centro de São Luís.

Sofrimento maior passou uma senhora que mora no Parque Timbira, foi em busca do documento de moto-taxi e teve que pagar mais uma corrida para conseguir o atestado de óbito do irmão para que pudesse enterrá-lo.

As autoridades responsáveis pela emissão do atestado de óbito precisam rever o funcionamento deste tipo de serviço, porque os hospitais e necrotério só liberam cadáveres mediante a apresentação do documento. Assim como os cemitérios só sepultam as pessoas após receber uma cópia do atestado.

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