Embrapa Cocais oferece curso sobre Sisteminha integrado à olericultura

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A iniciativa faz parte do Projeto Hortamazon, da Embrapa

Nos próximos dias 1 e 2 de dezembro, das 8h às 12h, será realizado curso sobre o “Sisteminha Embrapa\UFU\Fapemig: integração com olericultura”. O Sistema Integrado Alternativo de Produção de Alimentos, mais conhecido por Sisteminha, é uma tecnologia desenvolvida para contribuir com a erradicação da fome e que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e no exterior  O evento, online e gratuito, é coordenado pela Embrapa Cocais e contará com a participação de pesquisadores de outras Unidades da Empresa envolvidas no projeto Tecnologias sustentáveis para o fortalecimento da olericultura na Amazônia – Hortamazon. Para participar, acesse o You tube da Embrapa no link youtube/embrapa. 

O projeto Hortamazon tem o objetivo de contribuir para a melhoria dos sistemas de produção de hortaliças nos diferentes biomas amazônicos por meio da transferência de tecnologias sustentáveis que promovam aumento de produção e produtividade com melhoria de renda e na vida de agricultores familiares. O projeto abrange os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Acre e Roraima. No Maranhão, o projeto possui quatro atividades: diagnóstico, monitoramento e avaliação; transferência de tecnologias, capacitação e intercâmbio de agentes multiplicadores em tecnologias e práticas sustentáveis; e avaliação dos impactos socioambientais das ações e tecnologias sustentáveis validadas e disseminação das informações. O Hortamazon está nos municípios Itapecuru Mirim, Arari, Governador Newton Belo, Cidelândia e Açailândia.

O Hortamazon faz parte do conjunto de 19 projetos da Embrapa que formam o  Projeto Integrado para a Produção e Manejo Sustentável do Bioma Amazônia, financiado com recursos do Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Palestras – No primeiro dia do curso, a abertura do curso será feita pela chefe-geral da Embrapa Cocais, Maria de Lourdes Mendonça. Em seguida, o pesquisador líder do projeto Hortamazon, Rodrigo Fascin Berni, da Embrapa Amazônia Ocidental, fala sobre o Projeto Hortamazon e sua importância para promover a adoção de inovações tecnológicas por agricultores de hortaliças na Amazônia para aumentar a produtividade dessas espécies e, com isso, proporcionar aumento da oferta de alimentos no mercado, da renda familiar, da segurança alimentar e da qualidade de vida dessas populações. O chefe-adjunto de transferência de tecnologia, Carlos Vitoriano, completa com as informações do projeto Hortamazon no Maranhão. Depois será a vez da palestra sobre o Sisteminha Embrapa\UFU\Fapemig, tecnologia desenvolvida pelo pesquisador da Embrapa Meio-Norte Luiz Carlos Guilherme. O Sisteminha auxilia famílias de baixa renda a atenderem suas necessidades nutricionais ao produzirem seus próprios alimentos com qualidade, com baixo nível de agrotóxico e com a utilização de todos os recursos disponíveis ao entorno de sua residência, fomentando ainda o empreendedorismo e a independência financeira em regiões de baixo IDH no Brasil e em diversos países da África. Segue palestra sobre “Transferência de tecnologia para implantação das Unidades de Referência Tecnológicas – URTs, a ser ministrada pelo técnico Jose Soares Beserra, da Embrapa Cocais, e também pelo chefe de transferência de tecnologia da mesma Unidade da Embrapa, Carlos Eugênio Vitoriano. Finalizando o dia, haverá fala do produtor Deuzimar Lima da Silva, do município Governador Newton Bello, que falará sobre sua experiência com o Sisteminha integrado à olericultura.

No dia 2 de dezembro, haverá duas palestras da pesquisadora Milza Moreira Lana, da Embrapa Hortaliças: uma sobre “Boas práticas na colheita e pós-colheita de hortaliças”, que também abordará a gestão da propriedade na pós-colheita. “O objetivo dessas práticas é a manutenção da qualidade das hortaliças por tempo suficiente para a comercialização e satisfação do cliente com lucro para todos os agentes da cadeia, adianta a pesquisadora. Entre os subtemas a serem tratados, estão a qualidade da hortaliça na colheita, manuseio mínimo e organização do fluxo de trabalho na colheita e pós-colheita, higiene na colheita e pós-colheita, embalagem, controle da temperatura e umidade relativa, infraestrutura mínima, transporte, organização e planejamento da colheita e beneficiamento, registro das operações e capacitação da mão-de-obra. O tema de segunda palestra da pesquisadora durante o evento é “Incentivo ao consumo de hortaliças para a segurança alimentar e nutricional” e vai destacar ações de incentivo ao consumo no contexto das políticas públicas de segurança alimentar do governo brasileiro. Entre os subtemas a serem abordados, estão a importância das hortaliças na alimentação, consumo de hortaliças no Brasil e ações de incentivo ao consumo. Também serão apresentados os conteúdos disponíveis no Hortaliça não é só Salada, programa de incentivo ao consumo e redução do desperdício de hortaliças, dirigido ao público geral. O programa disponibiliza informações, em meio eletrônico e impresso, sobre um conjunto de práticas sobre como comprar, conservar e consumir hortaliças. Nesse segundo e último dia do curso, também haverá palestra sobre “ATER em Sisteminha Embrapa\UFU\Fapemig”, a ser ministrada pela técnica da Secretaria Municipal de Urbano Santos Liliane Moreno e ainda a palestra “Programas Governamentais para aquisição de alimentos da agricultura familiar, que será realizada pelo secretário municipal de agricultura de São José de Ribamar, Alberto Marto da Silva Carneiro. 

Mais sobre o Sisteminha – O Sistema Integrado de Produção de Alimentos, o Sisteminha, foi criado entre 2002 e 2005. Em seguida, a Patente de número PI 0606211-3 A foi depositada no INPI pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU e Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais – FAPEMIG em 2006. Este sistema foi aperfeiçoado na Unidade de Execução de Pesquisas (UEP) da Embrapa em Parnaíba PI a partir de 2008. Na Embrapa, foi possível ampliar o Sisteminha da forma que ele é atualmente com15 módulos de produção que se integram de forma balanceada e escalonada, com uma produção diversificada de alimentos de origem animal e vegetal.

Segundo Luiz Carlos Guilherme, “pai” da tecnologia, o Sisteminha por ser de fácil construção, apresentar baixo custo para implantação e permitir o uso de fontes alternativas de energia, é considerado uma ferramenta eficaz para garantir, às famílias beneficiárias, alimentação equilibrada durante o ano todo. “O escalonamento da produção é feito com base nas possibilidades de se suprir as exigências nutricionais preconizadas pela Organização das Nações Unidas – ONU, Organização Mundial da Saúde – OMS e Organização das Nações Unidas para a Agricultura – FAO em relação às demandas nutricionais de carboidratos, proteína, vitaminas e minerais”. A produção vegetal é dividida em quatro núcleos, sendo o primeiro para plantas ricas em carboidratos como o milho, a abóbora, a macaxeira, o inhame, a abóbora e jerimum. No segundo grupo, destaca-se o plantio das diversas olerícolas regionais e frutos de ciclo curto. O terceiro pertence às plantas conhecidas como chás e temperos. O quarto e último grupo de vegetais tem ênfase nas frutíferas de ciclo médio e longo. 

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