Céu canta clássicos de Bob com vigor e sofisticação

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Às vésperas do povo ir às urnas decidir o futuro do país, nada melhor que fazer a cabeça no Circo ouvindo a mensagem do jamaicano Bob Marley, umas das mais lúcidas cabeças que já habitaram esse planeta de um jeito totalmente irresistível.  Enfim, poucas ideias foram mais felizes que juntar Céu e Bob Marley no mesmo projeto. Depois de rodar o Brasil, finalmente a cantora chegou ao palco do Circo Voador (RJ), nesse sábado (25). Céu tocou na integra o emblemático disco “Catch a Fire” de Bob Marley em única – e já histórica – apresentação com a casa, totalmente, ocupada por uma plateia jovem e animada, que fez a sua parte em um Coral afinado.

A ideia surgiu a partir do projeto 73 Rotações que trazia artistas recriando discos clássicos de 73. Talvez movidos pela já clássica reinterpretação de Céu para “Concrete Jungle” de Bob Marley, e os organizadores a convidaram para tocar o disco inteiro. E o que era pra ser um show esporádico, ganhou o mundo, em todos os sentidos.

“Catch a Fire” foi o disco que materializou Bob Marley – e pode se dizer o reggae – para o mundo. Diz a lenda que os Waillers estavam duros na Inglaterra e que o dono da gravadora Island, Chris Blackwell adiantou um dindin pra eles voltarem pra Jamaica em troca da gravação desse disco. “Catch a Fire” é recheado de clássicos como Kinky Reggae,  Stir It Up (não cantado no show), 400 Years, All Day All Night, Slave Driver,  e foi a porta de entrada de Céu para um dos gêneros que ela mais aprecia: o reggae.

Ao contrário daqueles oportunistas tributos a Bob Marley que pulam aos montes, esse show é único. As versões apresentadas aqui dosam aquela crueza típica de Bob com a sofisticação suingada da cantora. As versões soam tão pessoais e originais que muita gente não se liga que integram esse lendário álbum.

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