{"id":658,"date":"2014-07-04T22:02:00","date_gmt":"2014-07-05T01:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/ruypalhano\/?p=658"},"modified":"2014-07-04T22:02:00","modified_gmt":"2014-07-05T01:02:00","slug":"a-marca-social-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/ruypalhano\/2014\/07\/04\/a-marca-social-da-violencia\/","title":{"rendered":"A marca social da viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 cada vez mais improv\u00e1vel que, nos pr\u00f3ximos anos, venhamos a viver a paz social. As guerras, os crimes, as injusti\u00e7as, as desigualdades e, sobretudo, a viol\u00eancia em suas diferentes formas de express\u00e3o, provocam em cada sujeito marcas indel\u00e9veis de indigna\u00e7\u00e3o, inseguran\u00e7a e medo. S\u00e3o pr\u00e1ticas t\u00e3o comuns que al\u00e9m de provocarem sensa\u00e7\u00f5es graves de inseguran\u00e7a, nos d\u00e3o a impress\u00e3o de que j\u00e1 est\u00e3o incorporadas em nossa cultura e em nosso modo de vida.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia social e pessoal \u00e9 um tema que abastece a grande m\u00eddia nacional. Vejam que boa parte do tempo dos noticiosos, dos telejornais e de outras m\u00eddias \u00e9 dedicado ao an\u00fancio de fatos violentos, sendo muitos com requinte de crueldade. Os anos passam, as queixas se avolumam e parece que estamos cada vez mais imobilizados diante do avan\u00e7o sistem\u00e1tico dessa viol\u00eancia entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia, do ponto de vista comportamental e fenomenol\u00f3gico, pode ser considerada sob dois aspectos: como um epifen\u00f4meno, em que suas as ra\u00edzes estariam ligadas a fatores pessoais e sociais de diferentes matizes, os quais colaborariam para sua express\u00e3o final. Seria, ent\u00e3o, a \u201cponta do iceberg\u201d, uma esp\u00e9cie de sintoma cujas causas verdadeiras estariam escondidas. Isto \u00e9, a viol\u00eancia como um sintoma que esconde a verdadeira doen\u00e7a e, esta, por sua vez, expressaria as profundas contradi\u00e7\u00f5es e desagrega\u00e7\u00f5es, tanto individuais quanto sociais, comuns na atualidade.<\/p>\n<p>Por outro lado, por se tratar de algo frequente, comum e, qui\u00e7\u00e1, j\u00e1 incorporado \u00e0 cultura, a viol\u00eancia seria fenomenologicamente \u201ca pr\u00f3pria doen\u00e7a\u201d e n\u00e3o sintoma, com identidade e autonomia no contexto psicossocial. Portanto, a viol\u00eancia se transformaria em um padr\u00e3o de comportamento psicossocial a inspirar outros comportamentos sociais.<\/p>\n<p>H\u00e1 verdades em ambas as afirma\u00e7\u00f5es. A presen\u00e7a da viol\u00eancia em grande escala e sem controle social, como a vemos na atualidade, provocaria tanto uma coisa quanto a outra, representaria duas faces distintas de uma mesma moeda.<\/p>\n<p>Comumente, as pessoas s\u00f3 se d\u00e3o conta de seus efeitos revelados por medos e inseguran\u00e7as e nada mais. A indiferen\u00e7a ao fato causador, entremeada \u00e0 banalidade de sua ocorr\u00eancia, passa a ser a regra. As manifesta\u00e7\u00f5es de indigna\u00e7\u00e3o d\u00e3o-se de forma localizada e isolada, dissonantes das medidas p\u00fablicas que s\u00e3o precariamente utilizadas para seu enfrentamento.<\/p>\n<p>Tais fatos colaboram para a constru\u00e7\u00e3o de um novo ser humano, autor e v\u00edtima do pr\u00f3prio comportamento. Um homem indiferente, frio e insens\u00edvel \u00e0s quest\u00f5es sociais. Um homem que s\u00f3 se preocupa consigo e com seus interesses e nada mais. \u00c9 um novo ser que est\u00e1 sendo constru\u00eddo pela sociedade moderna, indiferente \u00e0 dor e ao sofrimento do outro, um homem que a cada dia pratica a maldade com requintes de crueldade, um homem distante da \u00e9tica, da bondade da cren\u00e7a, da f\u00e9, um homem que cultiva o desamor, arrog\u00e2ncia, onipot\u00eancia, \u00e1vido pelo poder, pela posse, sem solidariedade e sem humanidade, entre outras coisas. Um homem que expressa a pr\u00f3pria viol\u00eancia em sua natureza.<\/p>\n<p>O legado dessas transforma\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas e sociais contempor\u00e2neas produz um homem sem autocr\u00edtica. Por isso mesmo, matam-se uns aos outros, como se n\u00e3o fiz\u00e9ssemos parte uns dos outros. Destru\u00edmos as plantas, os animais e o meio ambiente, como se f\u00f4ssemos alheios aos mesmos. Exortamos e praticamos o \u00f3dio como se fosse um instrumento de defesa, n\u00e3o de autodestrui\u00e7\u00e3o. Eis a matriz da viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 o tr\u00e2nsito que mata, as drogas que destroem a humanidade, muito menos a injusti\u00e7a que nos destr\u00f3i, muito embora se saiba que cada um desses fatos \u00e9 sumamente importante na defini\u00e7\u00e3o de nossa sociedade. O essencial \u00e9 que tudo isso n\u00f3s mesmos inventamos e seremos n\u00f3s que haveremos de mudar.<\/p>\n<p>Somos autores, atores e diretores de nossa hist\u00f3ria, de tal forma que para mudar nosso <em>script <\/em>atual, temos de rever o que est\u00e1 escrito dentro de cada um de n\u00f3s para podermos alterar nosso destino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 cada vez mais improv\u00e1vel que, nos pr\u00f3ximos anos, venhamos a viver a paz social. 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