Caiu o consumo de cigarros entre os jovens

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Estudo do Ministério da Saúde aponta São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte como as capitais onde há maior quantidade de fumantes. O consumo de cigarros entre os jovens brasileiros caiu mais de 50% nos últimos 20 anos. Em 2008, de acordo com o estudo de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos tinham o hábito de fumar. Em 1989, este percentual era de 29% (IBGE). A pesquisa revela ainda que 10,8% de jovens nessa faixa etária já são ex-fumantes. De acordo com Deborah Malta, coordenadora da área de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens. A adolescência é a época mais comum para a iniciação ao tabagismo, por isto é preciso estar atento e desenvolver políticas públicas para prevenir este hábito precoce. Como já existem inúmeras leis antitabagistas e ações educativas, os jovens hoje são menos expostos que no passado e por isto têm fumado menos

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, 35% da população adulta no Brasil era fumante. De acordo com o Vigitel, em 2008, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

O estudo mostra que as mulheres fumam menos que os homens, mas esta diferença já foi ainda maior. As mulheres foram estimuladas pela indústria do tabaco a fumar na década de 60, em um período em que o tabagismo era visto como um estilo de vida associado à independência feminina. Isso coincidiu com o movimento de afirmação dos direitos femininos e resultou em uma explosão do hábito de fumar em mulheres. Atualmente, as pesquisas mostram que as taxas de mortalidade por câncer de pulmão, traquéia e brônquio são ascendentes entre as mulheres. Os índices estão reduzindo entre os homens e aumentando no sexo feminino reflexo da iniciação tardia das mulheres ao hábito de fumar.

Pela primeira vez, o VIGITEL também traz a freqüência de indivíduos que declararam fumar 20 ou mais cigarros por dia. O percentual de adultos que declararam o consumo intenso de cigarros foi de 4,5%, sendo maior no sexo masculino (5,8%) do que no sexo feminino (3,4%). Entre os homens, a freqüência é maior nas faixas etárias entre 55 e 64 anos (9,8%).

Fonte: Min. da Saúde

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O que pode ser feito para combater o tabagismo?

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Como é um problema de saúde pública, as autoridades devem criar as legislações necessárias e a sociedade em geral deve entender as medidas e ajudar a implementá-las. Não se trata de perseguir os fumantes. Há três tipos de ações legais para se combater essa epidemia: leis de restrição à propaganda, leis que buscam aumentar o preço real do cigarro para o tabagista, leis de proteção ambiental totalmente livre do tabaco. 

O Brasil é dos países que já avançou com relação às restrições às propagandas, mas ainda praticamos um dos preços mais baratos do cigarro no mundo e ainda não foram implementadas as leis de proteção do ambiente totalmente livre do tabaco. Atualmente, as leis brasileiras apenas consideram a separação de àreas de fumantes e de não fumantes, mas isso não é suficiente. São Paulo recentemente aprovou uma lei proibindo o tabaco em todas as àreas fechadas.

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O tabagismo é uma epidemia?

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O Tabagismo é considerado pela OMS a principal causa evitável de morte em tododo mundo.

A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas(entre as quais 47% de toda população masculina e 12% da população feminina do mundo fumam)

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

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Fumante passivo

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Estar próximo de um fumante realmente afeta nossa saúde?

Sim, apesar das sólidas conclusões de diversos estudos científicos, a indústria do tabaco continua incentivando alguns “mitos” relacionados aos fumantes passivos, como o de que bastaria separar o ambiente de um restaurante entre fumantes e não-fumantes ou utilizar equipamentos para a circulação de ar para que se evitem os efeitos da fumaça do cigarro para as pessoas presentes no ambiente.

Vários estudos provaram que não existe um sistema de circulação que limpe a área e não tem como isolar, porque a fumaça não vai respeitar esses critérios.

Segundo a OMS, o fumo passivo é a terceira maior causa evitável de morte no mundo

A conceituada revista médica New England Journal of Medicine mostrou uma análise de dezoito estudos realizados com não-fumantes expostos a ambientes poluídos por fumaça de cigarro. Os fumantes passivos expostos à fumaça de mais de 20 cigarros por dia tiveram a maior incidência de doença coronariana do que os não-fumantes não expostos à fumaça de cigarro.

Um estudo brasileiro divulgado pelo INCA, mostrou que, todos dias, sete brasileiros morrem por doenças causadas pela exposição à fumaça do tabaco.

O fumante passivo tem o dobro de chance de sofrer doenças e eventos cardiovasculares do que o não fumante. Apenas 30 minutos de exposição ao fumo passivo são suficientes para alterar a função endotelial (endotélio=capa que reveste as artérias), o que demora até 24 horas para se regularizar. Com a função endotelial alterada, há um sério risco do fumante passivo sofrer um evento cardiovascular como um infarto.

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31 de maio-Dia Mundial sem Tabaco 2009

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Este ano a Organização Mundial da Saúde(OMS) escolheu o tema”Mostre a a verdade. ‘Advertências Sanitárias salvam vidas” para a celebração do Dia Mundial sem Tabaco.

A indústria do tabaco ultimamente vem utilizando embalagens atraentes e sofisticadas para captar novos consumidores e para estimular que os fumantes continuem adqurindo seus produtos. Dessa forma, as fabricantes de cigarros desviam a atenção dos consumidores dos efeitos mortais e das graves doenças que seus produtos causam a saúde.

Cada vez mais países estão exigindo que as embalagens dos produtos de tabaco tragam mensagens e imagens impactantes sobre os malefícios do tabagismo.

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As primeiras descrições de gripe

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Atribui-se a Hipócrates, em 412 a.C., os primeiros relatos sobre uma certa doença respiratória, de curta duração. Foi assim que o Pai da Medicina descreveu pela primeira vez um quadro de gripe. A partir daí, outras civilizações antigas, como os egípcios e os chineses, também demonstraram conhecimento sobre a gripe e aprenderam a desenvolver tratamentos principalmente à base de plantas e ervas. A partir do século XII, foram relatados centenas de casos de gripe na Europa, embora o registro oficial da primeira epidemia de gripe naquele continente viesse a acontecer apenas em 1580. Mesmo que a primeira epidemia mundial tenha ocorrido no final do século XIX (Gripe Asiática, de 1889 a 1892), foi apenas no século XX que três epidemias assumiram de fato grandes proporções e alcançaram a condição de pandemia. Por terem sido causadas por um novo tipo de vírus, ainda desconhecido da população, cujo sistema imunológico ainda não estava preparado para enfrentá-lo, essas epidemias foram muito graves. Juntas, as três fizeram mais vítimas que as duas Guerras Mundiais! Ao contrário das outras epidemias, as graves complicações das epidemias de gripe atingiram também jovens e adultos em bom estado de saúde – e não apenas as populações de risco.

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Residência médica

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A revista TIME na sua edição de hoje faz uma abordagem sobre a Residência Médica.

A residência médica é considerada a melhor maneira de formar especialistas no mundo inteiro. Mas atravessa uma crise. Uma conjunção de jornadas exaustivas, falta de financiamento, problemas de orientação e planejamento na abertura das vagas tem colocado em xeque a sustentabilidade desse sistema. E os residentes ameaçam parar a cada final de ano. A principal reivindicação são reajustes da bolsa. No Brasil os 17 mil residentes brasileiros recebem – no mesmo valor há cinco anos – para cumprir uma carga horária oficial de 60 horas semanais, mas que na prática chega a 120. Sem contar os plantões que muitos fazem para complementar a renda.
Além disso, entram na lista de problemas a falta, em muitos hospitais, de médicos responsáveis, que deixam os recém-formados trabalhando sozinhos, e a dificuldade das comissões responsáveis em fiscalizar essas ocorrências. Na prática, ninguém nega que aconteçam, mas só programas muito ruins acabam sendo fechados.
A conseqüência aparece na qualidade do sistema de saúde, já que os residentes fazem parte de uma elite – mais da metade dos formados em Medicina não consegue entrar em uma vaga de especialização – e serão os cardiologistas, ginecologistas, cirurgiões, oncologistas e pediatras que em poucos anos estarão conduzindo consultórios e hospitais públicos e privados.
O médico que se especializa vai atender nos hospitais e a acaba sendo usado como política assistencial e não de ensino. É mais barato pagar a bolsa do que contratar um médico já qualificado

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Estudo descobre genes associados à hipertensão

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Um estudo realizado por um consórcio internacional que analisou as características genéticas de 136 mil pessoas permitiu a identificação de oito variantes de genes associadas à pressão arterial e à hipertensão. As variantes descobertas refletem que um dos mecanismos mais importantes que influem na pressão arterial está relacionado com o controle dos níveis de sal e ao diâmetro das artérias.

O estudo, elaborado por uma equipe formada por 164 pesquisadores de 93 centros dos Estados Unidos e da Europa, entre eles o Instituto Municipal de Investigação Médica (Imim) de Barcelona, na Espanha, aponta que, embora cada uma dessas variantes tenha um efeito leve sobre a pressão arterial, a combinação de todas elas pode ser bastante prejudicial.

O coordenador do grupo de pesquisa em epidemiologia e genética cardiovascular do Imim, Roberto Elosua, explica que a descoberta ajudará a entender os mecanismos que provocam a hipertensão.

— Em um futuro, a médio prazo, isso abrirá a possibilidade de identificar enzimas terapêuticas para remédios que contribuirão para controlar a hipertensão, e já veremos se pode ajudar a criar tratamentos personalizados — assinala o pesquisador espanhol.

Embora se tenha detectado alguns elementos do estilo de vida que aumentam o risco de hipertensão — consumo de álcool, vida sedentária e sobrepeso —, em 95% dos casos se desconheciam as causas. No entanto, havia indícios de fatores genéticos na maior aparição dessa patologia em algumas famílias.

Estima-se que a hipertensão cause cerca de 7 milhões de mortes por ano no mundo.

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Grupo descobre motivo da resistência do câncer de pâncreas a remédios

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Pequena irrigação de sangue dificulta chegada de medicamento ao tumor.
Trabalho está na revista científica americana ‘Science’.

Os tumores do pâncreas possuem poucos vasos sanguíneos e, por isso, não têm muitas vias para a distribuição de remédios contra o câncer, segundo estudo publicado pela revista “Science”. 

Isso poderia explicar porque o câncer de pâncreas é um dos mais letais, segundo a equipe de cientistas liderada por Kenneth Olive, do Instituto do Câncer de Cambridge, no Reino Unido. O tratamento padrão da doença é feito através do remédio gemcitabine, que garante mais algumas semanas de vida ao paciente.

Mais sangue, menos tumor
Na pesquisa, um grupo de ratos geneticamente modificados desenvolveu tumores pancreáticos. A equipe de Olive observou que os tumores dos animais não contavam com muitos vasos sanguíneos, uma característica que também aparecia em amostras de tumor pancreático humano.

Os pesquisadores iniciaram um tratamento nos ratos com gemcitabine e outro composto, IPI-926. A combinação de remédios resultou no aumento da quantidade de vasos sanguíneos dentro do tumor, além de uma distribuição maior do gemcitabine, o que retardou o avanço do câncer, segundo o relatório.

O estudo pode gerar novas formas de tratamento do câncer de pâncreas, um mal que afeta 42.500 pessoas por ano e mata 35.000 anualmente nos Estados Unidos.

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Mulheres morrem mais de enfarte do que homens, diz estudo

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 Levantamento da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, com dados de 2008 dos hospitais públicos, divulgado no mês passado, mostra que as mulheres que sofrem enfarte morrem mais do que os homens em todas as faixas etárias. A cada 100 homens internados no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a enfarte, 12 morrem. Entre as mulheres, a cada 100 internadas, 19 morrem. Até pouco tempo, a incidência de enfarte abaixo dos 65 anos era considerada incomum entre as mulheres, segundo a literatura médica.

Como o público feminino ainda acredita que a incidência de enfarte é menor antes desta idade, vai pouco ao médico em busca de um diagnóstico preventivo. De cada dez pessoas que procuram os prontos-socorros reclamando de dores no peito ou outro sintoma de pane cardíaca, sete são homens. O enfarte começa com o acúmulo de gordura na parede de uma artéria coronária. Por causa de fatores como tabagismo, obesidade, colesterol e sedentarismo, a artéria se rompe.

Um coágulo acaba se formando, para que a artéria seja fechada. Esse “tampão” acaba permitindo a chegada do sangue ao coração, causando o enfarte. Os sintomas que devem ser observados são: cansaço, falta de ar, náuseas, suor intenso e dores no queixo, no maxilar, nos dentes, no pescoço e nas costas. As dores no peito são as mais frequentes. Segundo a pesquisa da secretaria, as mulheres ultrapassaram os homens em mortes por enfarte, por não observa e ignorar esses sintomas – acham que são de outra doença – e não vão ao pronto-socorro. 

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