Orientação de Especialista – Dermatologia

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1) O que é peeling?
Os peelings podem ser químicos ou físicos. A finalidade e retirar as camadas superficiais da pele.
Os químicos consistem na aplicação de um ou mais agentes que determinam a esfoliação da pele (epiderme e/ou parte da derme). É uma técnica programada e controlada que resulta no desaparecimento de manchas, superfícies ásperas, rugas e cicatrizes superficiais.
Já nos peelings físicos se faz um atrito através de aparelhos como o dermoabrasor, ou o Cristal peeling ou até mesmo uma lixa, de acordo com a pressão imposta ou a potencia do aparelho sobre a área tratada o médico pode controlar o grau de profundidade a ser atingido.

2) O que é Cristal peeling?
É um peeling® mecânico que consiste em projetar sobre a pele uma quantidade de microcristais de hidróxido de alumínio, estes são jateados, com pressão assistida e simultaneamente aspirados. As vantagens são o menor risco de manchar a pele e esta se regenera mais rapidamente, entretanto é uma abrasão menos profunda.

3) O que é Quantum®, Star Lux® e Harmony®? E por que eles são superiores ao peeling?
O Quantum SR®, Star Lux® ou Harmony® são os nomes comerciais para aparelhos de luz intensa pulsada, que por não ter luz coerente não pode ser definido como laser. Eles emitem uma onda contínua entre 515 e 640nm o que possibilita a estimulação da derme superficial aumentando a produção de colágeno, o que nos peelings superficiais não ocorre. Além disso são superiores na retirada de manchas, e retiram também telangectasias (pequenos vasos sanguíneos).
O Quantum é um aparelho com tecnologia antiga que está sendo substituído por aparelhos mais modernos como o Star Lux® e o Harmony®.

4) Quais são as indicações do Quantum® , Star Lux ou Harmony (LIP)?
Peles fotoenvelhecidas, com manchas solares e vasculares, pequenos vasos sanguíneos.

5) Todas as manchas podem ser tratadas com o Quantum® , Star Lux ou Harmony (LIP)?
Algumas manchas brancas, chamadas leucodermia pontuada, não são tratadas pela luz intensa pulsada. O Quantum também não deve ser a primeira escolha para o tratamento do melasma, por causa do “efeito rebote” que seria o escurecimento das lesões pelo estimulo terapêutico.

6) O que é o Melasma?
É o nome dado para manchas castanho-claro ao escuro, envolvendo principalmente a face, mais freqüente em mulheres, entretanto os homens também são acometidos. A causa permanece desconhecida, sendo inúmeros fatores etiológicos implicados como predisposição genética, pílula anticoncepcional, gravidez, exposição crônica ao sol, cosméticos, e drogas como difenil-hidantoína e mesantoína.

7) O Melasma tem cura?
O Melasma é uma das alterações cutâneas, dentro da estética médica, mais difícil de ser tratada, os resultados terapêuticos dependem da localização dos depósitos de melanina, sendo estes mais superficiais (na epiderme) é mais fácil de ser tratado, quanto mais profundo (na derme) é mais difícil.
O importante é deixar clara a natureza persistente do problema, que traz grande impacto psicossocial para o paciente.

8) Quais os tratamentos mais indicados para o Melasma?
Algumas orientações quanto à exposição solar e ao uso de certos medicamentos devem ser dadas. O uso de formulas terapêuticas domiciliares e de fotoprotetores. Os peelings químicos, em alguns casos a crioterapia e o Quantum, são possibilidades terapêuticas.

9) O que é o Accent® e quais as suas indicações?
Aparelho de radiofreqüência, que produz um aquecimento na derme e hipoderme, melhorando a drenagem linfática retirando toxinas, reduzindo edemas e estimulando o colágeno. Utilizado para o tratamento de flacidez facial e corporal, pós lipoaspiração, gordura localizada e celulite, e atenua as estrias.
Resultados satisfatórios em seis sessões, estas são feitas semanais ou quinzenais.

10) O que é hidrolipoclasia?
É um método relativamente recente, indicado para pequenas áreas de gordura localizada, onde o médico infiltra a gordura com água destilada e soro fisiológico, deixando a região intumescida e logo após o paciente vai para o aparelho de ultra-som. A intenção do método é romper as células de gordura, que serão posteriormente absorvidas pelo organismo.
A hidrolipoclasia aspirativa é um método muito parecido só que seguido por aspiração da gordura, é na realidade uma mini-lipo.

11) A hidrolipoclasia aspirativa é segura?
Eu não indico. Acho melhor fazer uma lipoaspiração no centro cirúrgico, com o material e a sala bem esterilizados e equipamentos para eventuais complicações.

12) Celulite tem cura? Qual o melhor tratamento para celulite?
O nome correto é lipodistrofia ginóide.
Tem uma origem multifatorial, que resulta na degeneração do tecido adiposo, vários fatores interferem na sua progressão como: hormonais, sedentarismo, dieta, predisposição genética , obesidade, distúrbios circulatórios, tabagismo, temperatura, medicamentos,etc.
Ela é dividida em 4 graus, sendo as de primeiro grau mais fáceis de serem tratadas e as de quarto grau de muito difícil tratamento.
Por isso não se pode falar em cura e sim em controle…
O melhor tratamento é a associação de terapias e atividade física. Com bons resultados têm a intradermoterapia (pode deixar equimoses durante o tratamento), o Accent® com resultados muito promissores e sem efeitos adversos durante o tratamento, e os aparelhos Manthus® e de Endermologia, e a carboxiterapia.

13) Para flacidez não é melhor fazer ginástica?

É importante fazer a distinção entre flacidez da pele e a flacidez do músculo. Realmente a flacidez muscular melhora com a prática de exercícios.
A flacidez cutânea que ocorre associada à gordura localizada e a celulite, tem respostas inferiores ao tratamento, sendo importante tratar também estas outras alterações. Então áreas como a do pescoço, face e a face interna do braço e mediana da coxa mostram melhores resultados ao tratamento.

14) O que é o DMAE?
É uma abreviação de Dimetilaminoetanol, que é uma substância precursora da acetilcolina. As principais fontes de DMAE são os peixes. È um agente antienvelhecimento, age aumentando o tônus muscular, promovendo a firmeza da pele e o efeito lifting-like. Pó de ser utilizado em formulações ou injetado diretamente na derme.

15) Como é o tratamento de estrias? Pode tomar sol?
Existem atualmente vários tratamentos para estrias, com resultados que variam de 20 a 70% de melhora.
Atualmente com bons resultados tem sido feito peelings, striat, intradermoterapia, accent, pixel e subcisão. A escolha do tratamento depende do aspecto clínico das estrias.
A pele durante o tratamento fica mais sensível ao sol, ou até mesmo com pequenas equimoses, sendo ideal não se expor ao sol.

16) Quais os tipos de preenchedores? Para que eles servem?
O mercado oferece hoje uma quantidade muito grande de preenchedores que são temporários ou definitivos.
Os temporários mais conhecidos são o ácido hialurônico e o colágeno, o primeiro é mais utilizado pela biocompatibidade e preço, existe também várias marcas no mercado.
Os ditos definitivos também são variados os mais comuns são PMMA e poliacrilamida, com vários nomes comerciais às vezes são vendidos associados aos temporários. São utilizados na bioplastia.
Eles são indicados para preencher sulcos, cicatrizes, rugas mais profundas e para corrigir assimetrias faciais.

17) A Bioplastia é segura?
É o nome dado para a técnica de preenchimento que remodela o rosto,corrigindo assimetrias, dando volume nas bochechas, aumentando o queixo, remodelando o rosto dando o formato mais quadrado, os resultados estéticos são muito bons. Na
realidade o problema de segurança não está na técnica e sim no
material utilizado. O mais utilizado é o PMMA que é uma substância sintética que se apresenta em microesferas, são consideradas inertes e biocompatíveis, entretanto temos vários casos na literatura de complicações como necrose pelo o uso do produto, além disso é utilizado há apenas 10 anos como implante cutâneo, sem estudos prévios para a aplicação nesta localização.
Eu o indico para pacientes com grandes assimetrias faciais, pacientes acima de 50 anos, com sulcos muito proeminentes, isto é nos casos onde o risco-beneficio é muito bem avaliado. Não deve ser utilizado também em grandes volumes.

18) O que é Sculptra®?
É um remodelador facial, composto pelo ácido poli-L-láctico. Não é um preenchedor como o ácido hialurônico ou o PMMA, a sua função é estimular a formação de colágeno melhorando a flacidez e o contorno facial. São necessárias três sessões, as aplicações são mensais.
Como tenho a disposição a ponteira PIXEL do aparelho HARMONY, eu prefiro indicar para meus clientes 3 sessões de PIXEL para o estímulo de colágeno e tratamento de rugas. E no remodelamento facial, o preenchimento com ácido hialurônico.

19) Botox® é a mesma coisa que toxina botulínica? E qual a sua ação?
O Botox® é uma das apresentações da toxina botulínica, como é também o Dysport® e a Prosigne®. A toxina botulínica é uma neurotoxina produzida por uma bactéria, que quando aplicada na musculatura bloqueia as terminações nervosas ocasionando a paralisia temporária do músculo.

20) No “bigode chinês” pode ser colocada toxina botulínica (Botox®)?
O dito “bigode chinês” é o sulco no canto da boca, que dá um aspecto de boca triste. Na realidade tanto ele como os sulcos faciais que se estendem do canto do nariz até o canto da boca, são consideradas rugas profundas que necessitam ser preenchidas com algum material que dê volume naquela região. A toxina botulínica não tem esta indicação, ela é usada para rugas de expressão, seriam aquelas que se realçam ao contrair a musculatura facial.

21) Como colocar a toxina botulínica (Botox®) sem perder a mímica?
O grau de satisfação em relação à paralisação da musculatura pela toxina botulínica depende muito do que o paciente deseja e do que foi solicitado ao médico. Tem casos que não tem como retirar as rugas sem paralisar totalmente a musculatura. O que eu aconselho é que antes da aplicação seja vastamente discutido o que se deseja e o que é possível ser feito.

22) Pode usar ácido e se expor ao sol?
Não deve…mas moramos em um país onde há muita apelação para a pratica de esportes e lazer ao ar livre, existem alguns ácidos e concentrações com menos riscos a exposição solar, e outros tratamentos rejuvenescedores com menos riscos a exposição solar. O fundamental é não se esquecer do uso de protetores solares diariamente.

23) Por que o sol envelhece a pele?
A radiação solar tem os raios ultravioletas, infravermelhos e a luz visível. Aqui nos interessa os raios ultravioletas A e B (UVA e UVB). Os raios UVB atingem a camada mais superficial da pele, a epiderme, e por isso está associado ao câncer de pele. Já os raios UVA afetam mais profundamente a pele, na derme, ocasionando o envelhecimento cutâneo extrínseco (de fora para dentro) por provocar danos crônicos às fibras elásticas e colágenas dérmicas.

24) Qual a idade para se começar a fazer tratamentos faciais?
Os tratamentos de estética médica irão depender muito da cor e tipo de pele do cliente e do seu estilo de vida, a combinação destes dois fatores é que irá determinar com quantos anos deve se iniciar os tratamentos. Entretanto quanto mais cedo se iniciam as preocupações com o envelhecimento melhores serão os resultados. Um cliente de 50 anos que cuida da pele desde os 20 anos irá ter uma aparência muito melhor do que aquela que iniciou os cuidados há poucos meses.

25) Por que o colágeno é tão importante no rejuvenescimento?

A pele é dividida em 3 partes: epiderme, derme e hipoderme. A derme é formada por fibras colágenas, fibras elásticas e substância amorfa todas produzidas pelos fibroblastos. Tem como função dar sustentação à pele, aos anexos cutâneos e aos vasos.
No envelhecimento a derme se caracteriza por uma diminuição da sua espessura em torno de 20%, os fibroblastos diminuem.
Por isso que a maioria dos tratamentos de rejuvenescimento é direcionada para o estimulo de formação de novo colágeno.

26) Por que são necessárias em média 6 sessões para eliminar os pêlos definitivamente?

Estamos nos referindo a depilação definitiva com o uso do Laser Diodo, este mais conhecido como Lightsheer®.
Este laser elimina o pêlo através do aquecimento do bulge, onde nasce o pêlo, e vários fatores influenciam nos seus resultados como a cor do pêlo e da pele, se o paciente depila com cera ou pinça a região e se há exposição solar durante o tratamento, por isso em média são necessárias 6 sessões para a satisfação do cliente.
Ale, disso o ciclo de crescimento dos nossos pelos é irregular e temos muitos bulbos inativos. A atividade de crescimento dos pêlos está ligada a fatores como idade e distúrbios hormonais, desta forma não poderemos dizer que nunca mais aparecerão pelos naquela área. Recomendo a manutenção anual ou, em alguns casos, a cada dois anos.

27) A depilação a laser serve para todos os tipos de pele?
O Ligthsheer® é um equipamento que pode depilar qualquer tipo de pele ou cor de pelo. Entretanto quanto mais escuro for o pêlo e mais clara for a pele mais eficiente são as sessões, pois maior potência poderá ser usada.

28) O que é Crioterapia?
1) O que é crioterapia? E quais são suas indicações?
Crioterapia é uma técnica utilizada para destruição de lesões da pele através de congelamento. A destruição ocorre por formação de cristais de gelo intra e extracelular levando dano as membranas celulares e microcirculação da pele. Atualmente na criocirurgia se usa, com freqüência, como substância refrigerante o nitrogênio líquido o qual é aplicado por meio de uma pistola spray.

A destruição da pele é em função do tempo de aplicação do spray de nitrogênio. Para uma verruga se aplica o spray por 20 a 30 segundos, mas em caso de câncer de pele se aplica 1 minuto e deixa descongelar, então repete o ciclo novamente. Logo a destruição local é muito maior no caso de lesões de câncerosas .

As indicações são tanto para lesões benignas como malignas
-doenças benignas : verrugas, molusco, lentigo simples, hiperplasia, sebácea, mucocele, cisto mixoide, acrocordon, ceratose seborréia e alguns casos de leucodermia pontuada.
-doenças pré-malignas : ceratose solar, doença de bowen, queilite solar, leucoplasia e eritroplasia.
-doenças malignas : epitelioma basocelular e carcinoma epidermoide.

2) A crioterapia é dolorosa? E quais as suas vantagens?

A dor provocada pela aplicação quando não se usa anestesia é tolerável e depende do tempo de congelamento local da pele e do limiar de dor de cada pessoa.

Vantagens da técnica:
-uso em idosos que não toleram cirurgia
-simplicidade, rapidez e baixo custo
-uso sem anestesia ou com pouca quantidade de anestésico local
-não há hospitalização nem uso de centro cirúrgico
-procedimento é feito no consultório
-pode ser feito em pacientes em uso de anticoagulantes
-não ha necessidade de afastamento do trabalho ou do esporte
-indicado para pessoas que tem medo de cirurgia

29) O que é Laser?
É uma abreviação de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, que significa “amplificação de luz por emissão estimulada de radiação”. Trata-se de uma emissão de luz monocromática, ou seja, apresenta um único comprimento de onda; coerente, isto é, comprimento de onda uniforme; e colimada que significa ondas de luz paralelas com isso conservando a energia da luz.
Existem vários tipos de LASER e suas indicações terapêuticas podem variar. O que determina características especiais a cada LASER e o nome de cada equipamento é o “meio ativo”, que pode ser gasoso (CO2, argônio, excimer), líquida (colorantes) ou sólida (rubi, neodimídio, alexandrita).

30) O que é Pixel?
É o laser de érbio 2940mm fracionado ablativo.
Ver também com vídeo em Técnicas (clique aqui).

31) Siringoma?
1) O que é siringoma?
O siringoma é um tumor anexial benigno do ducto sudoríparo écrino, intra-epidérmico de um a 5mm, em geral múltiplos e, às vezes, isolados, assintomáticos e mais freqüentes em mulheres adultas. A área mais acometida é a face, em particular as pálpebras e as regiões periorbitárias. Na vulva, as lesões podem ser múltiplas ou solitárias e constituir causa de prurido vulvar.
2) Por que tratar o siringoma e quais as técnicas utilizadas?
O tratamento do siringoma é estético. Na literatura inclui técnicas variadas, tais como: eletrocauterização ou eletrodissecção, excisão cirúrgica, aplicação de alguns tipos de laser ou de técnicas que combinam o uso do ácido tricloroacético e laser de CO2.
3) Qual a técnica utilizada por mim?
Utilizo a retirada cirúrgica cuidadosa seguida de cicatrização por segunda intenção ou sutura simples. Com a tesoura oftalmológica de Castroviejo e treinamento, é possível remover as lesões de siringoma individualmente, respeitando seus limites. É um procedimento ambulatorial que pode requerer uma ou mais etapas, dependendo do número de lesões. Proporciona resultados satisfatórios que variam de bons a ótimos, sem recidivas, apesar da possibilidade de ocorrer hipocromia (manchas brancas) transitória.

32) “Queda de Cabelo” e Tingimento
1) Qual a causa mais freqüente da “queda de cabelo”?
Antes de determinar as causas devemos saber qual é o tipo ou padrão da “queda de cabelo”. A mais comum é o chamado Eflúvio Telógeno, que é uma queda aguda e intensa, chegando a cair mais de 600 fios por dia, e desenvolve-se entre 3-4 meses após um estresse físico ou emocional, um medicamento, febre, parto, infecção, irritação no couro cabeludo, exposição intensa ao sol, entre outros.
Outro tipo de queda muito comum é Alopecia Areata, quando aparecem áreas principalmente no couro cabeludo e barba totalmente sem cabelo, o couro cabeludo fica liso, sem pêlos, e a causa é auto-imune, a associação com alterações da glândula tireóide é comum.
Então antes de pensar em causas temos que fazer um diagnóstico clínico e laboratorial, sendo muitas vezes necessário a solicitação de exames de sangue entre outros.
2) Qual o componente das tintas de cabelo que causam irritação?
Existem pigmentos naturais (hena) e sintéticos (conferem resultados mais permanentes).
Os pigmentos naturais dificilmente causam irritações.
Já os sintéticos podem ser compostos por derivados do coaltar (diaminas, aminofenois, fenóis), ou corantes metálicos (chumbo, bismuto ou prata), e atenção também para henas sintéticas (com derivados do coaltar), todos podem causar irritação no couro cabeludo chamada Dermatite de Contato.
Devo chamar a atenção para a amônia, ela é um dos componentes das tinturas permanentes, ela atua aumentando o pH do fio, o que provoca intumescimento, com isso a tintura penetra melhor no fio. Ela na realidade não é “tóxica”, ela apenas aumenta a penetração de substancias como resorcina, resorcinol, paraminofenois e outras no fio de cabelo
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3) Alisamento e permanente quando fazer?
É recomendado que estes procedimentos sejam feitos pelo menos 2 semanas antes da coloração.

33) Acne
1) Todos os quadros clínicos de acne são iguais?
Não existem vários subtipos clínicos de lesões cutâneas acneiformes e formas diversas de se tratar.
2) Quais as causas da acne vulgar?
Vários são os fatores incluindo predisposição hereditária, hormônios androgênicos e outros. Na realidade é um distúrbio da glândula sebácea tanto na produção de sebo como na queratinizaçao (forma-se uma “rolha” córnea que impede a drenagem da secreção), como também temos a presença de uma bactéria chamada Proprionibacterium acnes que aumenta o processo inflamatório da pele.
3) O que é mito ou verdade relacionado à acne vulgar?
•Chocolate e alimentos gordurosos não necessariamente pioram a acne. Provavelmente fatores genéticos, isto é, uma predisposição pessoal, faça a pessoa piorar ao ingerir estes alimentos;
•Exposição ao sol na realidade disfarça a acne e causa uma melhora cosmética. Entretanto já existem tratamentos com uso de lâmpadas apropriadas;
•Uso de muito sabão e água, muita limpeza e fricção, podem agravar a acne;
•Masturbação não causa acne;
•Anticoncepcional (ACO) pode melhorar ou agravar a acne. No caso de ACO com predomínio de estrógeno tendem a melhorar a acne (indicado para casos de acne associada ao ovário policístico), e as ACO com predomínio de progestágeno (noretindrona, norgestrel e levonorgestrel) com atividade androgênica significante pode agravar a acne.
4) Quando pode iniciar-se o tratamento com isotretinoína (Roacutam)?
É indicado para casos de acne vulgar nódulo-cística grave e para casos resistentes ao tratamento convencional e que o paciente pode ficar com cicatrizes inestéticas significativas.

34)Os Fotoprotetores interferem na transformação de Vitamina D?
A radiaçao UVB é considerada o fator biologicamente ativo na Carcinogênese da pele e é também o responsável por tornar a vitamina D na sua forma ativa na pele, cuja deficiência poderia determinar deformidades e fraturas ósseas, e por isso há um questionamento se o uso freqüente de protetor solar poderia levar a uma deficiência de vitamina D.
Em estudo recente concluiu-se que a radiaçao UV solar do cotidiano foi suficiente para produzir a vitamina D ativa na pele, isto porque mesmo com o uso de Fotoprotetores parece que a proteção solar absoluta em um país tropical como este é impossível de ser praticada.
Essa produção ocorre também em função da cor da pele, ou seja, indivíduos de pele escura sintetizam menos quando expostos à mesma quantidade de radiação. Contudo a indicação de Fotoproteção para indivíduos com esse fototipo praticamente não existe.
Então em indivíduos saudáveis, pode-se dizer que se deve ter mais preocupação em proteger a pele do sol do que temer o prejuízo ósseo.
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35) O que causa as Unhas Frágeis?
As Unhas Fracas afetam 20% da população geral. As causas ainda não foram completamente esclarecidas, mas acredita-se que tenha uma origem tanto vascular quanto física ou traumática.
Os agentes químicos (solventes, ácidos, sais, etc.), alguns cosméticos (formaldeído), fungos e traumas repetidos (digitação) podem interferir na adesão entre as células e determinar as unhas frágeis, além disso, tais fatores parecem atuar de forma cumulativa, isto é, quanto maior o tempo de exposição maior é o dano ungueal.
A intoxicação por arsênico reduz o crescimento Ungueal. o Hipotiroidismo, Hipertiroidismo, Acromegalia, Diabetes, Gravidez, Anorexia, Bulimia, Anemia, Policitemia Vera, Infecções Crônicas, Deficiências Circulatórias e Fenômeno de Raynaud reduzem a oxigenação das unhas devendo, por isso, ser investigadas.
Uma causa comum é o uso abusivo de removedores de esmalte com acetona que promovem secagem excessiva das unhas.

Qual o aspecto das Unhas Frágeis?
Descamação Lamelar da borda livre ungueal (“parece que a unha está desfolhando” – comentam os pacientes) e fragmentação triangular da borda livre ungueal.

Qual o tratamento para Unhas Frágeis?
Deve ser prescrito biotina para uso oral durante 6 a 12 meses. Evitar a desidratação e a umidificação excessivas das unhas, bem como traumas e uso de substâncias irritativas e pesquisar doenças metabólicas e nutricionais.

Dra Giseli Petrone-Dermatologia

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Programa do X Congresso Maranhense de Cardiologia

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X CONGRESSO MARANHENSE DE CARDIOLOGIA
CENTRO DE CONVENÇÕES GOV. PEDRO NEIVA DE SANTANA/SÃOLUÍS-MA
12 a 14 de maio de 2011

PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
12/MAIO/2011 (QUINTA-FEIRA)
MANHÃ
08:00 – 08:30 Credenciamento
08:30 – 08:40 Abertura
08:40 – 09:40
Mesa Redonda: Manejo clínico da fibrilação atrial
Coordenador: Dr. Aldryn Nunes Castro (MA)
Controle da freqüência cardíaca ou reversão: qual o melhor método?
Dr. Júlio Cezar Uchôa Serra (MA)
Prevenção do tromboembolismo em 2011
Dr. Leudo Campos Silva (MA)
Agentes anti-arritmicos ou ablação: escolhendo o melhor tratamento
Dr. Marcelo Rodrigues (MA)
09:40 – 10:00
Conferência: Alterações Cardiovasculares na Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono
Presidente: Dr. José Nicodemo Barbosa (MA)
Conferencista: Dr. Ibraim Almeida Filho (MA)
10:00 – 10:30 Visita aos expositores
10:30 – 11:00
Simpósio Satélite: Laboratório BIOLAB
Conferência: Atualização em Hipertensão
Presidente: Dr. Francisco de Assis de Aguiar Filho (MA)
Conferencista: Dr. Marco Antonio Alves (PE)
11:00 – 12:00
Sessão Especial: Dislipidemias
Coordenador: Dr. Marcone Barbosa Pacheco (MA)
1- Um paciente com 70 anos com precordialgia e síndrome coronariana crônica – Quando deve receber somente tratamento clínico e quando deve receber tratamento invasivo?
2- No tratamento de pacientes com síndrome metabólica – Você associa fibrato à estatina? Caso positivo, deve haver algum cuidado especial?
3- Qual a utilidade do uso de antioxidantes no tratamento de coronariopatias?
4- Freqüentemente pacientes HIV positivo em tratamento com inibidores de proteases apresentam dislipidemias do tipo misto. Qual deve ser abordagem terapêutica?
5- Quando, por que e que exame de imagem é mais sensível na avaliação de risco cardiovascular? Esses exames são mais sensíveis ou específicos que os laboratoriais?
6- Qual a sua conduta para um paciente dislipêmico em uso de estatina que apresenta dor muscular clinicamente importante e ao exame tem CPK dentro do limite de normalidade?
7- Justifica o uso de estatinas ou ezetimiba em pacientes de médio ou baixo risco cardiovascular?
8- A dosagem de HDLc é útil na avaliação do risco cardiovascular?
9- Você solicita dosagem de TGO, TGP e CPK a todo paciente que prescreve estatina? Se verdade, porque e com que freqüência?
10- Qual a sua conduta para um paciente com 78 anos, dislipêmico (colesterol total de 248 mg/dl, HDLc de 37 mg/d, trigliceridemia de 180 mg/dl) que vem a consulta sem sintomas e sem história familiar de coronariopatia?
11- Qual sua conduta para um paciente com 56 anos, IMC de 22 kg/m2, sem história familiar de coronariopatia HDLc de 29mg/dl e LDLc de 112 mg/dl?
12- Paciente em uso de estatina há 18 meses que será submetido a cirurgia para revascularização miocárdica deve deixar de receber o medicamento para hipercolesterolemia?
Participantes:
Dr. Denilson Menezes Almeida (MA)
Dr. José Xavier de Melo Filho (MA)
Dr. José Bonifácio Barbosa (MA)
Dr. Pedro Antonio Muniz Ferreira (MA)
TARDE
14:00 – 15:00
Mesa Redonda: ICC
Coordenadora: Dra. Magda Luciene Carvalho (MA)
IC com fração de ejeção preservada: O que todo clínico deve saber
Dr. Denilson Menezes Almeida (MA)
Ressicronização e cardiodesfilibrador: a indicação precoce melhora a evolução?
Dr. Denilson Albuquerque (RJ)
Peculiaridade da Insuficiência Cardíaca no Idoso
Dr. José Albuquerque de Figueiredo Neto (MA)
15:00 – 15:40
Sessão caso clínico
Coordenador: Dr. Paulo Toscano (PA)
Participantes:
Dr. Ludgar Cauby Mota Junior (MA)
Dr. Márcio Mendes Pereira (MA)
15:40 – 16:00 Visita aos expositores
16:00 – 16:30
Conferência: “Documentação médica e a defesa profissional”
Presidente: Dr. Denilson Menezes Almeida (MA)
Conferencista: Dr. Lymark Kamaroff (SP)
16:30 – 18:00
Mesa Redonda: Cardiologista agindo clínico geral
Coordenador: Dr. Pedro Antonio Muniz Ferreira (MA)
Quais as doenças endócrinas devem ser obrigatoriamente pesquisadas?
Dra. Maria Honorina Cordeiro Lopes (MA)
“Screening” para câncer: como se pode fazer diagnóstico precoce?
Dr. Antonio Freitas Borba Junior (MA)
Depressão e estresse: como o cardiologista pode ajudar?
Dr. Ruy Palhano (MA)
Doença gastroesofágica como causa de dor, palpitações e dispnéia
Dr. Elian Oliveira Barros (MA)

13/MAIO/2011 (SEXTA-FEIRA)
MANHÃ
SIMPÓSIO MARANHENSE DE HEMODINÂMICA
(08:00 – 09:30)
08:00 – 09:00
Discussão de Casos editados
Coordenador: Dr. Márcio Barbosa (MA)
Debatedores: Dr. Paulo Toscano (PA)
Dr. Leopoldo Piegas (SP)
Dr. José Ribamar C. Junior (SP)
Caso São Domingos: Lesão de bifurcação
Dr. Raimundo João Costa Furtado (MA)
Caso Procardio: Paciente multiarterial
Dr. Mauro José Mello Fonseca (MA)
Caso UFPI: Paciente com IAM
Dr. Paulo Márcio Nunes (PI)
09:00 – 09:30
Conferência: Intervenção coronária em casos complexos
Presidente: Dr. Gonçalo Gama Diniz (MA)
Conferencista: Dr. José Ribamar C. Junior (SP)
09:30 – 10:00
Conferência: Marcadores inflamatórios na Aterosclerose
Presidente: Dr. José Xavier de Melo Filho (MA)
Conferencista: Dr. José Antonio Franchini Ramires (SP)
10:00 – 10:20 Visita aos expositores
10:20 – 10:50
Conferência: Na síndrome coronariana aguda: trombólise ou transferir com vistas à angioplastia primária?
Presidente: Dr. José Benedito Buhatem (MA)
Conferencista: Dr. Leopoldo Piegas (SP)
10:50 – 12:00
Mesa Redonda: Hipertensão
Coordenador: Dr. Francival Leite de Souza (MA)
O diabético pré-hipertenso deve ser usar antihipertensivo. O que é mais importante de controlar no risco cardiovascular no diabético: dislipidemia, glicemia ou hipertensão?
Dr. Pedro Antonio Muniz Ferreira (MA)
Meta pressórica para todos? Qual a meta após AVC? DM2? IAM? Hipertenso de alto risco? Baixo risco? Presença de placa coronária muda a meta?
Dr. José Bonifácio Barbosa (MA)
Quais os tratamentos da Hipertensão para o futuro?
Dr. José Xavier de Melo Filho (MA)
TARDE
14:00 – 14:30
Conferência: Revascularização do Miocárdio 2011 – uso da Mamária Interna Direita foi esquecida? Uso da Radial é melhor que a safena? Revascularização híbrida. Qual o seu espaço?
Presidente: Dr. Eduardo Carvalho (MA)
Conferencista: Dr. Vinícius José da Silva Nina (MA)
14:30 – 15:00
Conferência: Aterotrombose – Doença sistêmica. Link com exames de imagem
Presidente: Dr. José Bonifácio Barbosa (MA)
Conferencista: Dr. José Antonio Franchini Ramires (SP)
15:00 – 15:30 Visita aos expositores
15:30 – 16:00
Conferência: Antitrombóticos – novos agentes para as SCAs
Presidente: Dr. Carlos Alberto Vieira Gama (MA)
Conferencista: Dr. Leopoldo Soares Piegas (SP)
16:00 – 17:30
Mesa Redonda: Doença cardiovascular e Oncologia
Coordenadora: Dra. Maria Jacqueline Silva Ribeiro (MA)
Mecanismo de Cardiotoxidade dos quimioterápicos
Dr. Félix Ramires (SP)
Profilaxia da toxicidade
Dr. Félix Ramires (SP)
Avaliação ecocardiográfica da toxicidade miocárdica
Dr. Francisco de Assis de Aguiar Filho (MA)
17:30 – 18:00
Conferência: Iatrogênia e medicação cardiovascular no idoso
Presidente: Dr. José Bonifácio Barbosa (MA)
Conferencista: Dr. Abrahão Afiune Neto (GO)

14/MAIO/2011 (SÁBADO)
08:00 – 09:00
Sessão Especial: Outras doenças com manifestações cardiovasculares
Coordenador: Dr. Francisco das Chagas Monteiro Junior (MA)
1- Quando indicar uso de fórmulas tipo “Cochkroft” para avaliação da função renal? É seguro? Solicitar exame do tipo “Clearance de Creatinina” é mais seguro?
2- Quando suspender inibidor da ECA ou BRA em indivíduo com, por exemplo, ICC e creatinina se elevando?
3- Na cardiopatia em falência renal, necessitando algum tipo de diálise, qual tipo será mais apropriado e por quê? E no indivíduo que é portador de stent?
4- Idosos cardiopatas podem fazer uso de vacinas regularmente?
5- Antibióticos mais usados em cardiopatas: cuidados a serem tomados.
6- Febre prolongada – suspeita de endocardite infecciosa com hemoculturas negativas. Como agir?
7- Que grau de anemia deve ser investigado e como? Se anemia é no idoso: terapia com ferro será a exceção?
8- Neoplasia e interações medicamentosas: o que deve saber o cardiologista?
9- Gripe, infecção de vias aéreas superiores, tosse recorrente em idosos: o que pesquisar, quando e como tratar? Dispnéia de DPOC e de ICC: como distinguir clinicamente?
10- Há diferenças nos diversos inibidores de bomba de prótons? Qual indicar e por quanto tempo?
11- Como suspeitar de refluxo em um paciente cardiopata? Tratamento de prova ou exame para comprovação?
12- Como distinguir lesão hepática primária daquela devida à insuficiência cardíaca?
Participantes:
Nefrologista: Dr. Marcelo Barbosa (MA)
Infectologista: Dra. Giselle Valois (MA)
Cardio Geriatra: Dr. Abrahão Afiune Neto (GO)
Gastroenterologista: Dr. Arnaldo Dominici (MA)
09:00 – 10:30
Mesa Redonda: Quando a decisão exige urgência
Coordenador: Dr. Marcelo Barbosa (MA)
Conduta inicial no acidente vascular encefálico: o que o cardiologista precisa saber?
Dr. Gelson Soeira (MA)
Dificuldades no manejo hídrico em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada: papel do cateter de Swan-Ganz e da diálise precoce
Dr. José Albuquerque de Figueiredo Neto (MA)
Disfunção miocárdica na sepse
Dr. Rodrigo Martins Mitsunaga (MA)
Hipotermia pós-parada cardiorrespiratória
Dr. Alexandre Guilherme Carvalho (MA)
10:30 – 11:00
Conferência: O valor do Teste Ergométrico na avaliação pré-operatória de cirurgia não cardíaca
Presidente: Dr. Luiz Gonzaga Martins (MA)
Conferencista: Dr. Romeu Meneghelo (SP)
11:00 – 12:00
Sessão Pinga Fogo
Colóquio: Ergometria
Coordenador: Dr. Romeu Meneghelo (SP)
1- Qual o significado e implicações dentro do processo de tomada de decisão médica das arritmias complexas induzidas pelo esforço?
2- O que fazer depois da estratificação de risco fornecida pelo TE?
3- O Protocolo de rampa deve substituir os demais?
4- A ergoespirometria é obrigatória na ICC? Existe protocolo ideal?
5- A utilização de escores prognósticos no teste ergométrico deverá ser obrigatória?
6- Ainda há lugar para o TE convencional na pesquisa de DAC em mulheres?
7- Qual a real importância do TE convencional na avaliação do hipertenso? Existe valor adicional para o auxilio à orientação terapêutica?
8- Há lugar para TE precoce pós-infarto agudo do miocárdio para a estratificação de risco? É obrigatória a manutenção da medicação vigente?
9- As alterações do segmento ST exclusivas da fase de recuperação do TE devem ser valorizadas no âmbito da DAC? Como proceder na elaboração do laudo?
10- Qual o significado e conduta frente a distúrbios de condução desencadeadas pelo esforço?
Participantes:
Dra. Cassandra Carolyn Fernandes de Carvalho (MA)
Dra. Maria Jacqueline Silva Ribeiro (MA)
Dra. Magda Luciene de Sousa Carvalho (MA)
Dra. Daniela Serra de Almeida (MA)

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Congresso Maranhense de Cardiologia

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Inicia-se amanhã no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, o X CONGRESSO MARANHENSE DE CARDIOLOGIA. Evento esse dirigido pelos cardiologistas José Bonifácio Barbosa, José Nicodemo Barbosa e José Xavier de Melo Filho.

Foram convidados 13 conferencistas nacionais que vieram repartir conhecimentos com a classe médica maranhense.

Serão abordados todos os novos conhecimentos das pesquisas desenvolvidas no diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares.

Conjuntamente será realizado um evento multidisciplinar nas áreas de fisioterapia, nutrição e enfermagem.

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Faça sua escolha

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O café expresso puro é a opção mais light. Crédito: Getty Images
É muito gostoso tomar bebidas quentes. Mas qual será a mais adequada para quem está de dieta?

A melhor opção é o café expresso puro (sem açúcar), que tem pouquíssimas calorias, apenas 3,3 em 50 mililitros. A cafeína traz alguns benefícios, como a melhora do ânimo e da concentração, além de espantar a fadiga. Também acelera o metabolismo, contribuindo para o emagrecimento. Mas não pode exagerar: apenas 4 xícaras por dia, no máximo.

E quantas calorias têm as outras bebidas? Uma xícara pequena de cappuccino contém 14,1; café com leite, 16,3, e o chocolate quente, 28.

Mas você não deve ficar de olho só nos valores calóricos. É importante também saber a quantidade de gordura dessas bebidas. Você sabia que elas existem até no café? Um expresso tem 0,09 gramas. A culpa é de duas substâncias, o cafestol e o kahweol, que, além de tudo, contribuem para o aumento do colesterol ruim, grande responsável por problemas cardíacos. As outras bebidas também têm gordura. O cappuccino tem 0,7 gramas, e o café com leite, 1,63. O grande campeão é o chocolate: 1,7 gramas!

Você adora chocolate quente? Não precisa cortar essa delícia da sua vida! Há vantagens também. Essa bebida é a que tem maior quantidade de carboidratos. Além de aumentar o pique, esse nutriente dispara sensações de prazer, já que se relaciona à serotonina, o hormônio do bem-estar. O último colocado é o café expresso.

Você conseguiu escolher a bebida que vai esquentá-la neste outono e inverno? Qual é a sua preferida? Conte aqui!

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Antioxidantes,vitaminas,vinhos… O que ajuda a prevenir doenças cardíacas?

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A lista de suplementos “milagrosos” é grande, mas a maioria não traz qualquer benefício à saúde. Alguns podem até prejudicá-la.

Milhões de pessoas em todo o mundo cumprem um rigoroso ritual todos os dias: ingerem suas doses de vitaminas E, A (betacaroteno) e D, entre outras substâncias antioxidantes que, supostamente, irão protegê-las de um infarto ou derrame (AVC – acidente vascular cerebral). Elas estão certas em se preocupar. As doenças cardiovasculares lideram as causas de morte – no Brasil, assim como na média dos países do mundo, elas respondem por cerca de um terço do total de óbitos. Por outro lado, essas pessoas estão erradas ao achar que os suplementos poderão protegê-las desses males. A grande maioria dessas vitaminas simplesmente não funciona na prevenção de doenças cardíacas.

É verdade que esses e muitos outros produtos são antioxidantes. Também é verdade que o processo de oxidação no organismo (provocado por excesso de consumo de alimentos calóricos, bebidas alcoólicas e cigarro, entre outros) modifica o LDL (lipoproteína de baixa densidade, conhecido como “mau colesterol”), agredindo os vasos sanguineos e desencadeando a aterosclerose, que é a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias. Com o passar dos anos, isso leva ao entupimento dessas artérias e, em conseqüência, aos infartos, derrames e outros problemas vasculares. Seria lógico imaginar esses problemas poderiam ser evitados com suplementos de substâncias antioxidantes. É essa crença que leva os indivíduos às prateleiras de vitaminas e suplementos e alguns médicos a recomendá-las.

O vinho e a suplementação de vitaminas e substâncias antioxidantes não fazem parte das recomendações das associações médicas para prevenção de doenças cardíacas.
Seria ótimo se a fórmula funcionasse. Mas o fato é que isso não acontece, como mostram inúmeros estudos em todo o mundo. Em um trabalho publicado na prestigiada revista inglesa The Lancet, um grupo de médicos do Departamento de Medicina Cardiovascular da Cleveland Clinic Foundation, nos Estados Unidos, analisou os resultados de mais de uma dezena de pesquisas de vários países relacionadas ao uso de suplementos de vitamina E (envolvendo um total de mais de 80 mil pacientes) e betacaroteno/vitamina A (envolvendo pouco menos de 140 mil). Em nenhum dos casos foi observado qualquer benefício. A mortalidade por doenças cardíacas foi muito similar entre os grupos de pacientes que tiveram a suplementação de vitamina A ou E e aqueles que não tiveram. E mais: embora o risco seja pequeno, a vitamina E pode reduzir o HDL, o “bom colesterol”; e o betacaroteno pode estar associado ao aparecimento de tumores, como o de pleura, especialmente em fumantes.

O arsenal antioxidante em voga inclui vários outros itens, alguns menos estudados. Para o ômega 3, por exemplo, há fortes sugestões de que possa haver benefícios para os pacientes, mas ainda faltam pesquisas mais abrangentes. No caso da vitamina D, os estudos de Framingham, que vêm sendo realizados nessa cidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, desde 1948, constataram maior incidência de problemas cardiovasculares entre indivíduos com baixos níveis dessa vitamina. Mas ainda estão em andamento estudos sobre um eventual efeito positivo da suplementação.

E os famosos benefícios do vinho, especialmente o tinto? Aqui, além das evidências de que os polifenóis – substâncias presentes nas uvas – ajudam a aumentar o HDL, o que temos são estudos mostrando que a incidência de doenças cardíacas diminui nas populações de países onde o consumo da bebida é maior. São principalmente países do sul da Europa, onde, além do vinho, se consomem mais peixes, menos carnes vermelhas, mais azeite de oliva, verduras e legumes – a saudável dieta Mediterrânea. Portanto, há aí um conjunto de fatores favoráveis. Não dá para elevar o vinho à condição de agente solitário na prevenção dos males do coração. Sendo assim, não espere que seu médico vá prescrevê-lo. O máximo que ele fará será recomendar moderação (no máximo 2 taças/dia para os homens e 1 para mulheres) se o paciente tiver o costume de tomar vinho Com isso, a pessoa poderá colher os benefícios dessa bebida e ficar longe dos malefícios do excesso de álcool.

Contudo, nem vinho, nem suplementação de vitaminas e substâncias antioxidantes fazem parte das recomendações das associações médicas para a prevenção de doenças cardíacas. O que elas indicam é: ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos regulares (30 minutos de caminhada cinco vezes por semana já é suficiente) e visitar o médico periodicamente para controlar fatores de risco como pressão alta, colesterol, obesidade e diabetes, aderindo aos tratamentos indicados quando necessário. São recomendações bem mais prosaicas e menos glamourosas que as poções mágicas dos suplementos. Mas de efeito comprovado.

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40 ou 50 anos: quando iniciar a mamografia

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Acima das polêmicas no meio médico, há uma verdade que prevalece: a mamografia ainda é o melhor caminho para prevenir o câncer de mama. Portanto, quanto antes melhor.

O câncer de mama é o que mais afeta a população feminina e está entre as principais causas de morte em mulheres. Serão 49 mil novos casos em 2010 no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O dado positivo é que, se diagnosticado precocemente, esse tipo de câncer apresenta chances de cura superiores a 90%. E os exames preventivos, principalmente a mamografia, são a melhor forma de se detectar problemas logo no início.

No entanto, médicos de alguns países têm recomendado adiar a realização regular de mamografia para depois dos 50 anos, com base na análise dos resultados de programas de redução da mortalidade por câncer de mama. Em 2009, houve pelo menos três estudos publicados nesse sentido, sendo que o último foi realizado pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, grupo independente do governo norte-americano, e ganhou destaque nos meios de comunicação, alimentando polêmicas no meio médico e fora dele.

Em linhas gerais, o que esses estudos afirmam é que a realização periódica de mamografias nos programas de redução de mortalidade gerou um aumento de diagnósticos e tratamentos precoces, porém não diminuiu o número de diagnósticos de cânceres mais agressivos, como era de se esperar. Apesar de ter havido de fato uma redução na mortalidade, os médicos acreditam que esse fator pode estar mais relacionado com a biologia do tumor do que com o diagnóstico precoce. Ou seja, as mortes seriam por aqueles tipos de tumor que evoluiriam inevitavelmente para formas mais agressivas.

Sendo assim, a conclusão desses médicos é que as mamografias realizadas na população de 40 a 50 anos estariam gerando um excesso de diagnósticos precoces, desencadeando tratamentos de tumores que nunca trariam efeitos para a saúde da mulher, sendo, portanto, desnecessárias. A recomendação seria que o exame começasse a ser feito apenas a partir dos 50 anos, quando é mais expressiva a proporção de mortes evitadas.

Medicina é a ciência da vida. Em se tratando de câncer da mama, isso significa continuar aplicando o que temos de melhor: o diagnóstico mais precoce
É verdade que alguns casos não terão cura independentemente da precocidade do diagnóstico. Mas igualmente verdadeiro é o fato de que, hoje, não dispomos de uma boa tecnologia diagnóstica que permita identificar esses tumores. Ou seja, as recomendações desses grupos podem até fazer sentido na perspectiva meramente estatística, para justificar prioridades no orçamento de saúde dos governos. Contudo, não fazem sentido do ponto de vista individual.

A medicina é a ciência da vida. Em se tratando de câncer da mama, isso significa continuar aplicando o que temos de melhor: o diagnóstico mais precoce, que traz a possibilidade de cura. Quando um médico trata um paciente, não pode ter certeza de que, sem esse tratamento, haveria evolução para um câncer mais agressivo ou até para o óbito. O que se sabe é que medidas preventivas e diagnóstico precoce evitam muitos casos graves. É até possível que haja diagnósticos e tratamentos precoces em excesso. Mas isso não é condenável quando o objetivo é zelar pela saúde e pela vida. Condenável é ignorar os recursos de que a medicina dispõe para evitar a doença e a morte.

Assim, no combate ao câncer de mama, o melhor é manter a mamografia a partir dos 40 anos, uma vez por ano, e antes disso para as mulheres pertencentes ao grupo de alto risco, que inclui histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, exposição anterior a tratamento radioterápico no tórax e biópsias de lesões mamárias benignas precursoras (alterações pré-malignas prévias), entre outros fatores.

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