Ficar em pé contribui para saúde do coração

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O simples fato de ficar em pé no lugar de sentar poderia contribuir para nos manter em boa saúde, segundo um estudo publicado na revista da Sociedade Europeia de Cardiologia, o European Heart Journal. A posição de pé permitiria assim melhorar os níveis sanguíneos de colesterol, gorduras e açúcares, marcadores biológicos de riscos cardiovasculares.

Passar mais tempo de pé e caminhar poderiam ter um efeito benéfico suplementar sobre a circunferência abdominal e o índice de massa corporal (IMC), que servem para medir o peso ideal.

“Inúmeros estudos mostraram que a atividade física reduz a mortalidade total, os acidentes e a mortalidade cardiovasculares, o diabetes tipo 2 (o mais frequente), a obesidade e diversos tipos de câncer” relembrou o professor Francisco Lopez-Jimenez da Mayo Clinic (Minnesota, Estados Unidos) em um comentário acompanhando o artigo. Mas “a luta contra o sedentarismo não pode se reduzir a aconselhar a fazer exercícios regularmente”, escreveu o médico, acrescentando que é igualmente importante promover comportamentos não sedentários na vida diária.

“Uma pessoa que caminha duas horas até o trabalho, que fica de pé durante quatro horas e que faz mais uma hora de tarefas cotidianas em casa queima mais calorias do que correndo durante uma hora”, explicou, evocando especialmente o interesse de colocar à disposição dos trabalhadores esteiras e adaptando os escritórios para permitir trabalhar de pé ou sentado.

Pesquisadores australianos equiparam com marcadores de atividade 782 homens e mulheres, com idades entre 36 e 80 anos, para determinar precisamente quanto tempo cada um passava dormindo, andando ou correndo e ficava sentado, deitado ou de pé.

Uma diminuição das gorduras sanguíneas (triglicerídeos) e um aumento do “bom” colesterol foram observados com uma redução do tempo sentado. A redução do tamanho da circunferência abdominal e do IMC só se mostrou significativa quando combinada à caminhada ou à corrida, ressaltaram os autores, que julgam necessários estudos complementares sobre o assunto.

Ao substituir todos os dias duas horas sentadas pela caminhada, o tamanho da cintura diminuiu em média cerca de 7,5 cm e o IMC de 11%.

Entretanto, ficar sentado não é ruim em si, na medida em que não passamos muito tempo na mesma posição.

— Nossa mensagem é: levantem, fiquem menos tempo sentados e se mexam mais — afirmou a médica Genevieve Healy da universidade de Queensland (Austrália), que dirigiu o estudo.

Na Europa, os adultos são hoje muito sedentários e declaram passar em média 3,2 a 6,8 horas sentados por dia, segundo o estudo.

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Depressão: 7 sinais importantes que você não deve ignorar

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Embora seja uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a depressão ainda é um tabu. Enquanto alguns banalizam a doença, outros têm dificuldade em identificar ou aceitar a depressão. Confira alguns sinais importantes sobre a depressão que você não deve ignorar:

1) Dormir pouco
“A falta do sono é um dos gatilhos para o aparecimento da depressão”, afirma o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, professor doutor do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo o especialista, o organismo é regido pelo claro e escuro, ou seja, dia e noite. Assim, do ponto de vista biológico, você está programado para a realização de atividades no período diurno e para o repouso no período noturno. “Inverter essa ordem ou reduzir o tempo que deveria ser destinado ao sono provoca desequilíbrios físicos e psicológicos”, diz.

Enquanto dorme, o seu corpo libera hormônios, a atividade cerebral sofre alterações e a temperatura varia para permitir um bom desempenho das tarefas ao acordar. Interromper esse ciclo, portanto, pode afetar o metabolismo como um todo e servir de gatilho à depressão. O cuidado especial deve ficar por conta dos mais jovens. “Com uma rotina tão agitada e diante de tantos estímulos, como celular, computador e televisão, o sono tem sido deixado em segundo plano”, diz o especialista.

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A insônia
Entre os sinais mais marcantes da depressão, estão os problemas para dormir.
2) Insônia
Além de favorecer a depressão por privar o corpo do tempo de descanso necessário para a realização de diversos processos fisiológicos, a insônia por si só está ligada a problemas orgânicos ou psíquicos. “As duas principais causas da dificuldade de pegar no sono são produção inadequada de serotonina, substância química que permite a transmissão de informações entre os neurônios, e estresse”, diz o psiquiatra Ricardo.

A psiquiatra Eutímia Brandão de Almeida Prado, do Hospital Universitário de Brasília, complementa dizendo ainda que a insônia também é um dos critérios para o diagnóstico da depressão. “As alterações neuroendócrinas que o paciente sofre geralmente afetam sua capacidade de dormir”, afirma. O resultado, segundo ela, é um agravamento das alterações de humor.

3) Sofrimento antecipado
“Sofrer por antecipação pode precipitar um quadro de depressão”, afirma a especialista Eutímia. Momentos de ansiedade e de estresse não são restritos a uma ou outra pessoa, mas passar por isso com frequência e cultivar pensamentos pessimistas sobre o futuro pode favorecer o desenvolvimento da doença. Pessoas com essa característica costumam ser insatisfeitas e nem sempre aproveitam plenamente ocasiões de prazer. Enquanto em alguns casos o sofrimento antecipado é decorrente da necessidade de controle sobre o que acontece, típico traço de uma personalidade insegura, em outros ele se torna paralisante, concretizando um problema.

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Perda de Apetite
A depressão afeta a forma como a pessoa se alimenta, retirando o prazer da refeição.
4) Perda de apetite
Comer não é apenas uma forma de repor as energias perdidas ao longo do dia. “O hábito também está associado à sensação de prazer proporcionada pelo sabor e pela temperatura dos alimentos”, afirma o psiquiatra Ricardo. Quem começa a entrar em um quadro depressivo, entretanto, deixa de sentir esse prazer, o que afeta diretamente seu apetite. De acordo com o especialista, são raros os casos em que o paciente passa a sentir mais fome já que a comida não ameniza sua insatisfação.

A psiquiatra Eutímia afirma que isso faz parte de um quatro de anedonia ou incapacidade de sentir prazer. “A perda de apetite é um traço característico, mas a pessoa em depressão não se sente motivada a fazer nada daquilo que fazia anteriormente”, explica.

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Perfeccionismo
O perfeccionismo e a frustração por não conseguir cumprir metas podem estar relacionados ao quadro depressivo.
5) Perfeccionismo
Querer as coisas do seu jeito e se apegar aos detalhes mais singelos pode não ser problema, mas quando se torna uma compulsão ou obsessão, pode favorecer a depressão. “Uma pessoa escrava do perfeccionismo sofre quando seu planejamento não dá certo ou não fica, no mínimo, de acordo com o esperado”, afirma o psiquiatra Ricardo. Segundo ele, a constante frustração de quem estabelece metas mais altas do que pode alcançar não é saudável. “Seja criterioso com o que faz e veja o fracasso como um aprendizado, e não como um problema”.

6) Variação do humor
“Todos os transtornos depressivos são caracterizados por variações de humor”, diz a psiquiatra Eutímia. Na maior parte dos casos, o indivíduo permanece em um estado de tristeza constante, mas, no caso da depressão bipolar, há oscilações entre estados de tristeza e euforia. O diagnóstico de depressão ganha força quando as variações se tornam persistentes e duram mais de 15 dias.

Segundo ela, apenas em uma consulta com um profissional é possível definir se as alterações de humor são normais ou se tornaram uma patologia. “Todos sofremos mudanças de humor ao longo do dia, mas quando isso começa a se tornar um fator limitante, ou seja, começa a impedir a realização das tarefas rotineiras, então o quadro precisa de tratamento”, afirma.

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Solidão
Quando a solidão afeta a vida pessoal e profissional pode se tornar um problema.
7) Solidão
“A solidão se torna um problema quando repercute no desenvolvimento social ou profissional”, afirma a psiquiatra Eutímia. Segundo a especialista, algumas pessoas gostam de ficar sozinhas e conseguem tornar esse momento produtivo, o que não caracteriza problema algum. O quadro muda apenas quando você evita situações por precisar interagir ou achar que a segurança do isolamento é sempre melhor do que a insegurança que ele pode sentir no meio social.
Embora seja uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a depressão ainda é um tabu. Enquanto alguns banalizam a doença, outros têm dificuldade em identificar ou aceitar a depressão. Confira alguns sinais importantes sobre a depressão que você não deve ignorar:

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Sentir inveja pode ser tão doloroso quanto levar socos de verdade

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“ A nossa inveja dura sempre mais tempo que a felicidade daqueles que invejamos”

François de La Rochefoucauld (cronista francês do século XVII

O cientista brasileiro Carlos Chagas (1878-1934) foi indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia. Essa informação, com 85 anos de atraso, é peça de um enigma difícil de entender: por que, quando os contemporâneos europeus de Chagas com descobertas da mesma natureza eram laureados, o Nobel foi negado ao descobridor de uma das doenças parasitárias que mais afligem o continente americano?
A primeira indicação oficial, datada de 1º de janeiro de 1913, foi de Pirajá da Silva. A segunda, de 21 de dezembro de 1920, foi feita por H. de Gouvêa. Foram feitas duas outras indicações não-oficiais,.

A descoberta da doença

Há 90 anos, Chagas apresentou à comunidade científica e médica um pacote de novidades: um novo parasita (o protozoário Trypanosoma cruzi), transmitido por um inseto hematófago (que se alimenta de sangue) a diferentes vertebrados, e uma série de sintomas associados à infecção humana daquele protozoário.
Chagas acabava de “inventar” uma nova doença tropical, a tripanossomíase americana, batizada depois de doença de Chagas. Reconhecido imediatamente no Brasil e no mundo, Chagas recebeu prêmios e honrarias.
De 1912 até praticamente sua morte, Chagas recebeu convites e honrarias de muitas instituições estrangeiras. Mas, se no exterior a receptividade a Chagas foi grande, no Brasil a relação da comunidade médica e científica com a descoberta e seu descobridor foi sempre ambivalente: não há dúvidas de que houve muita euforia no momento em que a descoberta foi divulgada.
Em 1910, Chagas foi aclamado membro titular da Academia Nacional de Medicina e foi escolhido para ocupar um cargo de chefia no Instituto Soroterápico de Manguinhos. Depois que Oswaldo Cruz morreu, em fevereiro de 1917, Chagas herdou a diretoria do instituto. Em 1920, quando foi criado o Departamento de Saúde Pública, Chagas foi nomeado seu primeiro diretor, acumulando cargos.
O prestígio de Chagas tanto na medicina experimental como na saúde pública parecem evidentes. No entanto, existiu desde muito cedo um grupo de descontentes.

O “grupo anti-Chagas”

Cada novo cargo, honraria ou indicação no Brasil reforçava o “grupo anti-Chagas”. Não gostavam das idéias de Chagas, dos critérios de mérito que ele e Oswaldo Cruz instituíram, das relações de Chagas com instituições estrangeiras e nem da sua condução dos negócios da saúde pública.
Quando o Departamento de Saúde Pública foi criado, o poderoso Afrânio Peixoto tinha a pretensão de dirigi-lo. Com a nomeação de Chagas, Afrânio tornou-se o mais virulento inimigo do descobridor da tripanossomíase.
Foi Afrânio Peixoto quem, dois anos depois, abriu a chamada “disputa da Academia Nacional de Medicina”, em que acusações sérias foram feitas em reunião daquela casa em novembro de 1922.
Chagas solicitou que uma comissão julgasse as acusações que lhe faziam: a de que a doença não era consistente, de que ela não tinha relevância epidemiológica e de que ele próprio não seria nem mesmo o seu descobridor, cabendo o título a Oswaldo Cruz.
A comissão trabalhou de forma turbulenta, de 1922 a 1923. Finalmente, em 6 de dezembro de 1923, a comissão concluiu favoravelmente a Chagas. Nessa época uma carta assinada pelo presidente do Brasil Epitácio Pessoa lhe narrava que todo aquele ataque não era mais do que pura inveja indisfarçada: ”A mediocridade não perdoa o talento como a treva não perdoa a luz”

O desprestígio da descoberta

Depois da disputa da academia, a doença de Chagas caiu no esquecimento: não foi mais discutida e foi pouco pesquisada. Sumiu dos currículos médicos e não foi mais diagnosticada nos hospitais.
Só depois da morte de Chagas, em 1934, é que um vigoroso movimento de restauração do interesse na doença vingou. A partir daí, milhares de novos casos foram diagnosticados e o alcance epidemiológico da doença pôde ser compreendido.
A pesquisa cresceu e gerou claros casos de sucesso científico tanto no controle da doença, em clínica e, mais recentemente, em biologia molecular.
Talvez jamais saibamos exatamente o que impediu que Chagas viesse a ser o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Nobel. Só o que sabemos é que nenhum brasileiro esteve tão perto dele.
É o que chamamos de fogo amigo nos dias de hoje.

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo”

Oscar Wilde, escritor irlandês

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A degradação do poder

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O poder pode parecer abstrato, mas para aqueles que têm maior sintonia com ele – ou seja, os poderosos – seus altos e baixos são sentidos de modo muito concreto.

Concretamente é fato de que o poder – a capacidade de conseguir que os outros façam ou deixem de fazer algo – está passando por uma transformação histórica e de extrema importância.

O poder está dispersando cada vez mais e os grandes atores tradicionais (governos, exércitos, empresas, sindicatos,etc) estão cada vez mais sendo confrontados com novos e surpreendentes rivais – alguns muito menores em tamanho e recursos. Além disso, aqueles que controlam o poder deparam-se cada vez com mais restrições ao que podem fazer com ele.

Costumamos interpretar mal ou até ignorar completamente a magnitude, a natureza e as consequências da profunda transformação que o poder está sofrendo nos tempos atuais. É tentador ficar focado apenas no impacto da internet e das novas tecnologias da comunicação em geral. O certo é que ocorre um movimento do poder em outra direção. O poder soft da cultura está tomando o lugar do poder hard dos exércitos.

Sabemos que o poder está passando daqueles que têm mais força bruta para os que têm mais conhecimentos, dos países do norte para os do sul e do Ocidente para o Oriente, dos velhos gigantes corporativos para as empresas mais jovens e ágeis, dos ditadores para o povo que protesta nas ruas e nas praças, e em alguns países começamos a ver até o como o poder passa dos homens para as mulheres e dos mais velhos para os mais jovens. Mas dizer que o poder está indo de um continente ou país para outro, ou que está se dispersando entre vários atores novos, não é suficiente. O poder está sofrendo uma mutação ainda não suficientemente reconhecida e compreendida. Enquanto Estados, empresas, partidos políticos, movimentos sociais e instituições ou líderes individuais rivais brigam pelo poder, como têm feito sempre, o poder em si – aquilo pelo qual lutam tão desesperadamente que tanto desejam alcançar e conservar – está perdendo eficácia.

O poder está em degradação.

O poder não é mais o que era. No século XXI, o poder é mais fácil de obter, mais difícil de utilizar e mais fácil de perder. Das salas de diretoria e zonas de combate ao ciberespaço, as lutas pelo poder são tão intensas quanto antes, mas estão produzindo cada vez menos resultados. A ferocidade dessas batalhas mascara o caráter cada vez mais evanescente do poder. Por isso, entender de que modo o poder está perdendo o seu valor – enfrentar os difíceis desafios que isso supõe – é a chave para assimilar uma das tendências mais importantes que vêm reformulando o mundo no século XXI.

Isso não quer dizer que o poder tenha desaparecido ou que não há mais quem possua, e em abundância. Os presidentes dos Estados Unidos e da China, os CEOs da J. P. Morgan ou da Shell ou Microsoft, a diretora do The New York Times, a diretora do FMI e o papa continuam detendo imenso poder. As pessoas que ocuparam tais cargos antes não só precisaram enfrentar menos rivais e adversários mas também sofriam menos restrições – quer na forma de ativismo social, de mercados financeiros mundiais, do exame minucioso por parte da mídia ou da proliferação de rivais – na hora de utilizar esse poder. Como resultado, os poderosos de hoje costumam pagar um preço mais alto e mais imediato por seus erros do que os seus antecessores. Por sua vez, sua reação diante dessa novidade está alterando o comportamento das pessoas sobre as quais exercem poder, pondo em movimento uma reação em cadeia que afeta todos os aspectos da interação humana.

A degradação do poder está mudando o mundo.

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As melhores atividades físicas para mulher de cada idade

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Atualmente muito se fala sobre a importância de praticar atividades físicas como uma maneira de prevenir uma série de doenças, manter o corpo em forma e ter uma melhor qualidade de vida. E, há um bom tempo, aquela desculpa de “eu não gosto de academia” já não é mais válida para ninguém, pois existem inúmeras possibilidades para quem deseja se exercitar: atividades ao ar livre, na água, aulas de dança, lutas e muito mais.

Por isso, a orientação para qualquer pessoa é encontrar a atividade que mais lhe agrada e fugir do sedentarismo! a melhor atividade física é aquela que a pessoa mais gosta, porque é a atividade que vai motivá-la a manter-se constante na prática.

Mas, se ainda assim, você está em dúvida sobre qual atividade física é mais adequada para você e para o momento em que está vivendo, algumas dicas podem ajudar! Abaixo, profissionais da área sugerem atividades indicadas para mulheres de diferentes faixas etárias. Confira!

De 12 a 19 anos

Assim como na infância, essa é uma faixa etária importante para a formação do hábito de praticar atividades físicas. A prática regular proporciona um maior autoconhecimento corporal, o que facilita a lidar com esta sensação diferenciada, causada pelas alterações hormonais nesta idade. Além disso, a prática de atividades físicas melhora a autoestima, sensação muito importante nesse período de fragilidade emocional da mulher.

Sempre que possível, na adolescência, deve-se realizar atividades físicas coletivas ou em ambientes que tenham mais pessoas – isso facilitará na socialização da adolescente.

Neste sentido, seguem algumas sugestões de atividades indicadas para esta faixa etária:

1. Jogos coletivos (basquetebol, handebol, voleibol)

Esses esportes trazem grandes benefícios, entre eles: melhora do condicionamento físico, capacidade cardiorrespiratória, fortalecimento, perda de sobrepeso, aumento da flexibilidade e da coordenação motora. “Isso sem falar de benefícios psicológicos e sociais também, como autoconhecimento, aprender a lidar com as diferenças e adversidades, tomada de decisão, pró-atividade, entre tantos outros benefícios importantes”, diz.

Porém, o mais importante é que as adolescentes gostem da atividade praticada. Tem que ser prazeroso, porque se a pessoa for obrigada a fazer algo, isso pode trazer outras consequências ruins.

2. Danças

De acordo com profissionais, aulas de dança também são ótimas opções para esta faixa etária.

Pode ser dança de salão, jazz, rumba, zumba, forró, zouk, axé, entre outras. Existem academias que fornecem este tipo de aulas de forma muito animada e casas noturnas especializadas para que os ritmos possam ser praticados.

3. Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)

Atividades aeróbicas em geral, como caminhada, corrida, ciclismo, natação, são indicadas. Elas produzem um controle sobre a gordura corporal, evitando seu acúmulo, produzem endorfinas que ajudam a amenizar as cólicas menstruais e também melhoram o estado de humor e a autoestima.

De 20 a 29 anos

Aao atingir a idade adulta, a preocupação com um corpo “em forma” muitas vezes torna-se maior. Além disso, a mulher moderna trabalha e precisa de disposição para as atividades do trabalho diário. Nesta fase (assim como na faixa etária dos 30 aos 39 anos), é comum a mulher procurar atividades físicas de maior intensidade e em locais onde ela se sinta bem, onde possam apreciar sua beleza e maturidade.

A atividade mais indicada é aquela que a pessoa gosta. Toda atividade física traz beneficio, mas acima de tudo tem que ser prazerosa, caso contrário não gera assiduidade.

Nesta faixa etária, um ponto a ser levado em consideração é o objetivo de cada mulher. Nesse contexto, as profissionais dão algumas sugestões:

1. Musculação

A musculação é uma ótima opção especialmente para mulheres que estão buscando um “corpo malhado”.

Nesta fase, é importante aumentar a massa óssea pensando não só na gestação (se for o caso), mas, também, em evitar a osteoporose no futuro. Neste sentido, é mesmo muito interessante associar a musculação com atividades aeróbicas (como corrida, pedalada etc.)

2. Corrida

Se o objetivo da mulher é emagrecimento e condicionamento físico, uma ótima indicação é a corrida. Essa tem sido uma atividade praticada por muitas mulheres e oferece muitos benefícios à saúde. Isso sem falar que as corridas de rua possibilitam novas amizades, o que é interessante nessa e em qualquer fase da vida.

3. Pedalada

Para as mulheres que buscam emagrecimento e condicionamento físico, pedalar também é uma boa alternativa. É uma atividade gostosa, que oferece inúmeros benefícios à saúde, como, por exemplo, a sensação de bem-estar, além disso, possibilita conhecer novos lugares, ver lindas paisagens etc.

4. Natação

Esta também é uma boa pedida para quem busca emagrecimento e condicionamento físico. Se engana quem pensa que atividades na água são de baixa intensidade e, por isso, indicadas a pessoas mais velhas. “A atividade pode ser controlada pelo professor de acordo com o ritmo da turma, podendo ser uma atividade de altíssima intensidade ou de baixa intensidade.

5. Pilates

Para as mulheres que buscam mais relaxamento e bem-estar sugere atividades como, por exemplo, o Pilates.

Mas, muito mais do que promover relaxamento, esse tipo de atividade melhora a postura, ajuda a esculpir o corpo, ajuda a prevenir lesões etc.

6. Yoga

Outra atividade indicada para mulheres que buscam mais relaxamento e bem-estar.

Bons motivos para praticar Yoga, com certeza, não faltam: ele melhora a qualidade de vida (promovendo bem-estar, serenidade e paz interior); proporciona equilíbrio emocional; melhora problemas de insônia e até de depressão; estimula a circulação sanguínea; diminui dores nas costas; melhora a postura; energiza o corpo e a mente etc.

7. Ginástica

Aulas de ginástica, oferecidas em várias academias, fazem muito sucesso entre as mulheres. Alguns exemplos são: ginástica localizada, aulas para glúteos e pernas, aulas de abdominal etc.

8. Lutas

Aulas de Muay Thai, Boxe, Jiu Jitsu também têm feito sucesso entre muitas mulheres, são uma boa indicação.

9. Tênis

O tênis, por exemplo, também é indicada. Vale ressaltar, mais uma vez, que é muito importante a mulher se identificar com a atividade que escolher.

10. Circuito

No caso de pouco tempo, existem academias especializadas nos chamados circuitos – onde se alia uma atividade aeróbica com exercícios de resistência muscular condensados em 30 minutos por dia.

11. Ginástica para mamães com bebês

Ressalta que esta é ainda uma faixa etária em que muitas mulheres engravidam. A gestação é uma fase delicada, de mais sensibilidade e que exige cuidados específicos. A atividade física pode e deve ser realizada, também nesta fase, com a ajuda de um profissional de Educação Física. Neste período não é indicado que se realizem atividades físicas de alta intensidade ou que tenha impacto.

Já no período pós-parto, a ginástica para mamães com bebês é uma oportunidade muito bacana de auxiliar no relacionamento com os filhos, na autoestima (que às vezes é reduzida neste período) e na disposição para cuidar do bebê. Este tipo de atividade também pode ser uma ótima solução para as mamães que não têm com quem deixar a criança ou não tem muito tempo para ficar com o(a) filho(a). Esta relação pode ajudar a criança a ser mais ativa fisicamente e a confiar mais na mãe, além de proporcionar um momento de interação entre mãe e filho(a). Já existem algumas academias especializadas nesta área e o mercado tende a crescer.

De 30 a 39 anos

As indicações são basicamente as mesmas que as dadas para as mulheres de 20 a 29 anos, já que a mulher de hoje tem filhos mais velha e menopausa também mais tardia.

Neste sentido, as principais sugestões de atividades são:

1. Ginástica

As aulas de ginásticas hoje são oferecidas na maioria das academias e fazem muito sucesso entre as mulheres.

2. Lutas

Aulas de Muay Thai, Boxe, Jiu Jitsu também são oferecidas hoje em muitas academias e têm agradado cada vez mais as mulheres.

3. Tênis

O tênis é um esporte bastante indicado para as mulheres e oferece inúmeros benefícios à saúde, além de ser muito agradável e boa opção para quem prefere se exercitar ao ar livre.

4. Musculação

Nessa faixa etária (30 a 39 anos), o corpo não tem mais o mesmo vigor de antes. Na maioria das vezes, a flacidez começa a surgir e a flexibilidade começa a diminuir. Muitas mulheres estão, então, preocupadas com a estética e com a qualidade de vida. Começamos a ter as primeiras perdas do ponto de vista físico, hormonal e metabólico.

A musculação, de acordo com profissionais, é uma ótima pedida, pois melhora a parte estética, e também ajuda a retardar as perdas metabólicas, hormonais e físicas. Ajuda a prevenir a osteoporose, artrose, diabetes e hipertensão.

A musculação também ajuda a melhorar a postura, pois a maioria dos casos de dores nas costas é relacionada à fraqueza muscular e à falta de flexibilidade. Assim sendo, o trabalho com peso é indicado nestes casos, pois os músculos (que sustentam os ossos) se tornam mais resistentes.

5. Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)

Novamente as atividades aeróbicas têm papel fundamental. Agora mais ainda no controle dos excessos de gordura e na proteção da massa óssea.

6. Ginástica para mamães com bebês

No período pós-parto, se for o caso, a ginástica para mamães com bebês é uma ótima oportunidade. Auxilia no relacionamento com os filhos, na autoestima e na disposição para cuidar do bebê.

Conforme explica Roberta, este tipo de atividade também pode ser boa dica para as mamães que não têm com quem deixar a criança ou não tem muito tempo para ficar com o(a) filho(a).

De 40 a 49 anos

Nesta idade, o organismo já começa a passar por uma desaceleração metabólica e a atividade física ajuda a manter a disposição do dia a dia, o bom funcionamento do organismo, a autoestima e a qualidade dos movimentos.

Algumas sugestões de atividades para esta fase são:

1. Caminhada

Na meia-idade, são indicados programas de natureza aeróbia e muscular de intensidade pelo menos moderada, 30 minutos por dia, 3 a 5 dias por semana. E um ótimo exemplo é a caminhada.

A atividade física mais comum nesta idade é a caminhada, por ser barata e dar a oportunidade da mulher mesma poder cuidar do seu tempo. Mas isso não quer dizer que esta atividade exija menos cuidado e dispense o acompanhamento de um profissional de Educação Física.

2. Musculação

Destaca-se que a musculação continua sendo uma boa pedida para mulheres desta faixa etária, pois ajuda a retardar as perdas metabólicas, hormonais e físicas. Ajuda a prevenir a osteoporose, artrose, diabetes e hipertensão e ela pode ser praticada em menor intensidade e com cargas moderadas, dependendo das particularidades de cada mulher.

Sugere-SE continuar as atividades aeróbicas e aumentar os exercícios de resistência muscular. Nesta fase muitas mulheres começam a fazer reposição hormonal e para evitar possíveis efeitos colaterais, como acúmulo de gordura corporal e alterações cardiovasculares, os exercícios físicos têm papel fundamental.

Acima de 50 anos

O organismo começa a tornar-se mais frágil, mas a atividade física regular ajuda principalmente a evitar a desaceleração metabólica, a perda de massa muscular, auxilia na qualidade dos movimentos e, com isso, ajuda a evitar lesões.

Em geral, os objetivos da realização de atividade física regular para a população a partir desta faixa etária são:

Manutenção da Saúde;
Manter e/ou restaurar a independência básica para as atividades de vida diárias;
Aliviar a dor;
Prevenir e corrigir deformidades;
Manter a mobilidade articular necessária para a realização de atividades básicas;
Recuperação ou manutenção do equilíbrio e coordenação motora;
Melhorar e manter e trofismo e tônus muscular;
Melhorar capacidade cardiorrespiratória;
Redução de triglicerídeos;
Redução da pressão arterial;
Redução da tendência à arritmia pela diminuição da sensibilidade à adrenalina;
Aumento da sensibilidade das células à insulina;
Estímulo ao aumento da velocidade das respostas hormonais e imunológicas;
Redução da gordura corporal devido ao maior gasto calórico;
Tendência à elevação da taxa metabólica pelo aumento da massa muscular;
Atua na profilaxia de doenças melhorando os fatores de risco para o desenvolvimento de diversas patologias.
Neste sentido, seguem algumas sugestões de atividades mais indicadas para esta faixa etária:

1. Atividades na água (como hidroginástica, natação)

Nesta idade, não é indicado que se realizem atividades de alto impacto, já que a densidade óssea torna-se menor e isso poderia causar lesões.Por isso, é muito comum encontrarmos mulheres realizando atividades na piscina, já que no ambiente aquático o impacto torna-se reduzido. Hidroginástica e natação são as atividades mais procuradas, mas hoje também são apresentadas atividades de corrida e de bicicleta na água.

Ressalta-se que a natação e a hidroginástica são agradáveis e seguras. E também são atividades aeróbias que ajudam no condicionamento físico, na parte respiratória e cardiovascular.

2. Musculação

Muitas mulheres nesta faixa etária têm aderido também à musculação que, é uma atividade que reforça toda a estrutura corporal.

É interessante manter os exercícios aeróbicos, inclusive os de impacto como a corrida, desde que não haja problemas nas articulações dos quadris e joelhos, e os de resistência muscular para reduzir o risco de fraturas por conta de uma provável osteopenia e possível osteoporose.

3. Treinamento Funcional

Outra atividade muito procurada, é o Treinamento Funcional. Existe, atualmente, vários profissionais de Educação Física trabalhando com essa área.Este tipo de treinamento é específico a esta faixa etária e auxilia as pessoas a manterem o tônus muscular e elasticidade muscular, além de uma boa flexibilidade das articulações e, com isso, os movimentos necessários para uma independência diária com qualidade de vida.

A população atual tornou-se mais velha e com boa qualidade de vida. A idosa de hoje se encontra com as amigas no clube, sai para jantar com a família, vai a shows, viaja e brinca com os netos. E, neste contexto, a atividade física regular ajuda a manter toda esta disposição.

4. Dança de salão

Que tal apostar ainda na dança de salão?! A dança oferece benefícios que podem ainda ser maiores nessa faixa etária, pois essa modalidade se encaixa perfeitamente às necessidades e condições dessa idade. É preciso melhorar a qualidade de vida, e nada melhor do que atividades físicas que trabalham o corpo e a alma.

A dança, como atividade física, ajuda no fortalecimento dos músculos, na respiração, no equilíbrio.Também trabalha a questão social (já que geralmente é praticada em grupo), sendo assim, mantém a mente ativa e ajuda a prevenir quadros de depressão, que são mais frequentes a partir dessa idade.

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S.O.S. Músculos: 6 aliados para ficar mais forte e saudável

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Sabia que músculos atingem a força máxima ao redor dos 30 anos? A partir daí, começa uma perda gradativa, que pode ser acelerada por hábitos errados. Antes de achar que esse assunto não é para você – interessa apenas a quem já chegou ou passou dessa idade –, um aviso: quanto antes começar a se cuidar, menores serão os prejuízos ao atravessar essa fase de pico. As mudanças também tendem a ser mais amenas aos 40, 50, 60 anos (ou mais), diminuindo o risco de você fazer parte do grupo de pessoas vulneráveis às doenças que inibem os movimentos. A mais conhecida delas é a osteoporose.

Ao provocar a perda de massa óssea e o enfraquecimento do esqueleto, ela aumenta o perigo de quedas. A cada ano, cerca de 1 milhão de brasileiros sofrem fraturas por osteoporose, de acordo com o Ministério da Saúde. A síndrome decorrente da perda exagerada da massa muscular (ou sarcopenia) também é limitante. Apesar de menos conhecida, dificulta a realização de atividades simples, como levantar de uma cadeira, subir escadas e andar em equilíbrio. A perda da massa magra pode ser tratada por uma equipe formada por médico (endocrinologista, geriatra ou médico do esporte), nutricionista e educador físico. Mas preveni-la é melhor e mais fácil.

1. Faça atividade física com frequência

As chances de desenvolver a sarcopenia são menores entre as pessoas que fazem exercício três horas ou mais por semana, constataram os pesquisadores do Hospital Universitário Pitié-Salpêtrière. Recomenda-se de quatro a cinco horas semanais, que podem ser divididas ao longo de sete dias ou concentradas em apenas três. O treino deve ser organizado de modo a prever de 30 a 40 minutos de trabalho aeróbico (caminhada, corrida, natação) na frequência cardíaca própria para a idade, seguidos de 20 a 25 minutos de treino de força e resistência para os grandes grupos musculares (braços, pernas, peito, costas), em aparelhos ou com pesos livres, e encerrados com 15 a 20 minutos de alongamento. Em geral, os resultados são melhores quando a prática é regular e supervisionada. A modalidade da atividade física fica a critério de cada um – não tem que ser musculação em academia. Pode ser exercício na água, desde que todos os músculos sejam requisitados.

2. Aposte em uma dieta pró-músculos

Essenciais para a construção dos músculos, as proteínas não podem faltar no cardápio. Mas nada de exagerar na dose de whey protein como fazem os fisiculturistas. Para não errar, consuma em todas as refeições uma boa fonte de proteína. Nutricionistas destacam o ovo (clara e gema), um dos alimentos mais completos. O nutriente aliado dos músculos também é encontrado em carnes (magras, de preferência), peixe, frango e queijo branco, além de leguminosas e grãos (grão-de-bico e feijão) e gelatina. Carboidrato, fibras, vitaminas e minerais também são indispensáveis em uma dieta pró-músculos. Batata-doce, arroz integral, aveia e frutas (maçã, banana, açaí, uva e laranja) são alimentos que merecem lugar de destaque por causa do alto valor nutricional. Sem falar na água e na água de coco.

3. Largue o cigarro

É extensa e assustadora a lista de males causados pelo fumo. Maior risco de câncer, doenças pulmonares e infarto. O cigarro prejudica a microcirculação, o que impede a boa nutrição de ossos e músculos e eleva a degradação do estrogênio, nocauteando esse aliado dos músculos.

4. Cheque a vitamina D

A dosagem dos seus níveis no sangue aponta a necessidade ou não de suplementação. A Sociedade Americana de Endocrinologia sugere 30 nanogramas por mililitro (ng/ml) para a prevenção de fraturas. Abaixo de 10 ng/ml, sinaliza alto risco de fragilidade óssea e perda da força muscular. A dose prescrita para suplementação pode variar de 500 a 10.000 UI/dia.

5. Fique longe dos anabolizantes

Para ter efeito, a dose deve ser grande e crescente, o que traz efeitos colaterais perigosos. O colesterol ruim sobe e aumenta o risco de infarto e câncer de fígado, além de fazer o organismo parar de produzir testosterona, criando uma dependência dessa substância.

6. Evite a automedicação

Alguns remédios são nocivos à musculatura, por isso é melhor evitar a automedicação. Converse com seu médico sobre ações para proteger esse tecido. Quanto à pílula anticoncepcional, prefira as formulações não orais, como adesivos, anel vaginal e DIU, com ou sem hormônio.

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Evite exercícios durante gripe, infecções virais e problemas musculares

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Embora o período de inverno em algumas regiões tenha chegado ao fim, as grandes variações de temperatura e aquela chuva que nos pega desprevenidos no fim do dia podem deixá-lo gripado, resfriado, com faringite, sinusite, ou seja, infecção de vias aéreas superiores.

Você acorda disposto a manter seu ritmo ditado pela busca do verão “sarado” mas sente uma moleza, nariz entupido que dificulta a respiração, mãos e pés frios e testa quente. O dia nublado com alternância de garoa e chuva um pouco mais intensa. O que fazer? Voltar para a cama ou calçar o tênis?

Mas você é um cara de sorte. A primavera chegou sem aquela gripe anual de inverno. E você está pronto para a conquista da “barriguinha sarada” para o verão. Mas, a passagem pelo banheiro, com cólica, náuseas, com ou sem vômitos, sensação de febre e aquela diarreia, trazem a lembrança do bar na esquina do trabalho, uma água bebida naquele bebedouro duvidoso… E a mesma dúvida vem à mente: calçar o tênis ou voltar para a cama – perto do banheiro, naturalmente !

Ou ainda, você consome água de procedência conhecida, traz comida de casa, tomou vacina para gripe, mas, é sexta feira, tem aquela festa da empresa e, lembrando os bons tempos de “pé de valsa”, você dançou com um gingado daqueles bons tempos, mas com as articulações dos novos tempos. Resultado: os joelhos incharam, o tornozelo ficou quente e vermelho e o tendão de Aquiles doendo a ponto de não conseguir encostar o calcanhar no chão.

Você acaba levantando mais tarde, já que ninguém é de ferro, cambaleia até o banheiro com dificuldade imposta pelas dores do esforço hercúleo e não habitual e pensa que o projeto verão tem 3 meses para dar certo: o que fazer? Calçar o tênis ou voltar para a cama?

Em todas essas situações você deve optar por voltar para a cama e dar o tempo e tratamento necessários para seu corpo se recuperar. Poupe a energia que seria gasta nas atividades propostas pelo seu projeto verão, evitando agravar uma condição transitória e atrasar a sua recuperação.

As infecções virais, resfriados e gripes, tem um curso definido e duração prevista, dispensando tratamentos além da medicação sintomática, para alívio da febre, coriza, entre outros.

O comprometimento da defesa forçando um gasto energético na atividade física pode favorecer infecções por bactérias oportunistas. Você pode trocar a simples gripe por uma amigdalite, ou mesmo uma pneumonia. Estas infecções mais graves impõem uso de antibióticos e o tempo de repouso será mais prolongado, atrasando ainda mais seu projeto verão.

O melhor a fazer é curtir a gripe, o resfriado. E ao retomar o treino, faça-o com cautela, diminuindo o volume semanal, para gradativamente chegar ao ritmo habitual. Se você interromper por uma semana, programe o retorno para duas semanas, por exemplo.

A gastroenterocolite aguda, a diarreia,têm como grande complicação a desidratação. Não preciso comentar o quanto a água é importante na atividade física e a falta que ela faz. Sem contar que o exercício só agrava a sua condição pela perda adicional de água que ele traz. Mais uma vez, fique perto do banheiro e da água que o sofrimento não tomará mais do que dois dias e, seu treino, um pouco mais leve no recomeço, poderá ser retomado.

Talvez o mais difícil na recuperação da dança que provocou tantas dores seja a do orgulho. O movimento não habitual provoca processos inflamatórios que desaparecem em 2 a 3 dias, de maneira espontânea, dispensando tratamento, exceto por analgésicos ou anti-inflamatórios no combate à dor e desconforto.

Insistir com exercícios nessas situações é criar condições para que ocorram complicações que custarão muito mais do que dois ou três dias de treinamento. Insistir com exercícios mais intensos, que fazem parte do seu projeto verão, pode resultar em rupturas musculares, tendinites ou até rupturas tendíneas. Mais uma vez, espere as dores passarem e retome gradativamente suas atividades. Você não vai se arrepender.

Nunca desista de fazer exercícios regulares. Eles só têm a oferecer melhora para sua saúde. Mas, como tudo na vida, use com sabedoria e moderação.

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Você já fez atividade física hoje? ainda é tempo

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Fazer exercício físico é como tomar banho. É um hábito de higiene para o corpo que tem que ser praticado todos os dias por todas as pessoas, independentemente da idade e de acordo com suas condições de saúde.

O que você precisa saber sobre atividade física na terceira idade, mas não sabia onde perguntar.

O que um indivíduo, acima dos 50 ou 60 anos, que quer praticar atividade física, deve levar em consideração?
Pessoas que estão há muito tempo sem fazer exercício físico, precisam ter cuidado ao iniciar a atividade. É necessária uma progressão apropriada e um planejamento adequado. Aqueles que já fazem atividade física ou sempre fizeram precisam apenas dar continuidade ao programa que desenvolvem. A mensagem fundamental, no entanto, é que todo mundo deve fazer exercício físico regular. Isto é importante para a saúde.

Como podemos saber quais são os exercícios, a intensidade, as características e os cuidados que devemos tomar?
Com uma boa avaliação médica.

Como é feita esta avaliação?
A pessoa deve procurar um profissional médico que tenha vivência e experiência na área de atividade física, seja ele um especialista em medicina do exercício e do esporte, um clínico, um geriatra ou cardiologista. Se estamos falando de pessoas na terceira idade, são necessários exames complementares que auxiliem a identificar situações presentes, ainda que silenciosas, e que possam ser deflagradas por um exercício inapropriado ou mais intenso, sejam de natureza ortopédica ou cardiovascular.

Quem tem hipertensão ou diabetes pode fazer exercício físico?
Pode não, deve. Todos podem fazer exercícios físicos, não importa o problema de saúde que porventura apresentem. A grande questão é que esse exercício deve ser adequado às suas condições de saúde. Para isso, a pessoa tem que conhecer essas condições através da avaliação médica. É necessário que começe a atividade física com pressão normalizada mesmo que seja com medicamentos.

Mulheres que tenham osteoporose se incluem nestes casos?
Todos.temos que entender que, se por um lado, usando o exemplo da osteoporose, um exercício físico feito de forma inapropriada pode causar colisão ou queda e aumentar o risco de uma fratura, por outro lado, orientado de forma correta, pode ajudar a prevenir ou até a tratar esta osteoporose.

Quais são as modalidades esportivas mais adequadas às pessoas que estão na terceira idade?
Uma das grandes barreiras que nós enfrentamos hoje na saúde e na medicina é o sedentarismo. Existem algumas pesquisas no Brasil que mostram que a taxa de sedentarismo gira em torno de 50% e tende a aumentar à medida em que se avança na idade da população. Então, um dos grandes desafios é saber o que fazer para combater este sedentarismo. Orientar as pessoas a fazer atividades com as quais elas não têm afinidade e esperar que elas mantenham o programa de exercício é pedir para que nada mude. Então, o primeiro passo a considerar é que a atividade seja aquela que a pessoa goste, sinta prazer e que sua saúde permita. Assim, não existe um exercício que é melhor do que outro. Para uma pessoa, o que ela mais gosta é o melhor. É isso que a gente vai escolher. Não tente iniciar sua atividade física num dia de stress em sua vida.

O que você diz para o seu paciente para estimulá-lo a sair do sedentarismo e dar o primeiro passo?
A primeira coisa é fazer uma analogia do sedentarismo como um hábito de higiene. É uma necessidade que nosso organismo tem. Uma necessidade que a vida moderna tirou do nosso dia-a-dia e que a gente precisa resgatar. Quando deixamos de se dedicar a este hábito básico de saúde, isso impacta negativamente. Assim, procuramos mudar a percepção do paciente. Quando este conceito consegue ser absorvido, o exercício passa a ser encarado de maneira muito diferente. Ainda há quem veja o exercício como algo supérfluo, feito quando se tem tempo livre. Aí eu sempre digo: você nunca vai ter tempo para algo que não é prioridade.

Muitos médicos dizem que caminhar três vezes por semana durante meia hora é o suficiente. É recomendável que a pessoa faça esse tipo de exercício sem a orientação profissional?
Nessa grande questão que é combater o sedentarismo, temos que levar em consideração atividades corriqueiras e a caminhada é o melhor exemplo. Se a pessoa consegue caminhar em um ritmo confortável, mas tem dificuldade de acesso a uma avaliação médica, é claro que é melhor que se mantenha ativa ao invés de ficar totalmente parada usando o argumento de que não pode ir ao médico. Nós temos que entender que nosso organismo foi feito para se movimentar, então, atividades básicas e leves, desde que realizadas com bom senso, sem dor, falta de ar ou outras queixas, podem ser mantidas. Um profissional, no entanto, pode aprimorar os resultados de um programa de exercícios.

Como prevenir lesões?
Primeiro, sempre ouvir seu corpo. A dor é um mecanismo de alerta que a natureza nos deu para dizer que algo está errado. Por isso, ao sentir dor durante uma caminhada, investigue. Um dos grandes problemas das lesões causadas pela prática esportiva não é a prática em si, mas a falta de atenção ou a tendência de se ignorar sintomas e continuar o exercício a despeito dos alertas. Muitas vezes, a pessoa até usa medicamentos para bloquear a dor. Não ter a dor não significa não ter o problema. Assim, a primeira coisa é ouvir seu corpo. A segunda é usar calçado adequado, que não precisa ser ultra avançado, mas que seja confortável, roupa apropriada e equipamentos corretos. Procurar locais ou áreas, falando especialmente para as pessoas de mais idade, onde as superfícies sejam planas ajuda a minimizar o risco de perda de equilíbrio, de entorse, de quedas e até de fraturas. Isso também é uma forma de prevenir lesões. Esses dias, ouvi uma notícia de uma pessoa que caiu quando corria na esteira. É necessário estar atento à atividade física e não se distrair. A desatenção acaba colocando a pessoa em risco de sofrer um traumatismo.

Idade, seja para homens ou para mulheres, não é desculpa para não fazer atividade física, certo?
Nenhuma desculpa. As pessoas que estão há muito tempo sem atividade física são aquelas que mais se beneficiam de um programa de exercícios. A mudança na sua condição física é alta. Então, se alguém totalmente sedentário começa um programa básico, em pouco tempo, melhora sua condição física, muitas vezes triplicando esta condição, o que causa um impacto muito positivo na sua qualidade de vida. Diferente de um atleta de alto rendimento que treina muito para melhorar pouco porque já está muito próximo do seu limite de performance. Existem estudos com pessoas com mais de 80 anos de idade que mostram o impacto do exercício físico. Notou-se que programas simples, como caminhar, conseguem melhorar o condicionamento. E, mais do que isso, mesmo aqueles que foram pouco ativos durante a vida e começaram a fazer exercícios tardiamente, tiveram uma sobrevida maior do que aqueles que foram ativos durante muito tempo, mas que pararam. Isso reforça o conceito de que o exercício é uma necessidade, um hábito de higiene. Eu sempre digo, em minhas palestras, que fazer exercício é como tomar banho. Você pode ter tomado banho a sua vida inteira, mas se parar por uma semana, vai ficar malcheiroso. Mas se você parou por um tempo e recomeçou, então você volta a ficar cheiroso. Isso significa que mesmo que você nunca tenha feito exercício, ainda assim pode se beneficiar dele.

Uma pessoa de 50 ou 60 anos pode manter uma atividade competitiva?
Pode. Desde que ela tenha bom senso e leve em conta os limites de seu corpo. Existem pessoas de 70 ou 80 anos que fazem maratonas. São poucas. Por quê? Porque elas são privilegiadas do ponto de vista físico. Elas nunca tiveram lesões. É bom lembrar que no caminho ficaram muitas pessoas que talvez quisessem ter mantido estas atividades, mas não conseguiram porque surgiram problemas. O esporte competitivo não é proibido. Mas devemos entender que quanto mais nos envolvemos com atividades mais intensas, maior é a chance de descobrir um probleminha ortopédico que pode comprometer a atividade. Para ter saúde através do exercício, você não precisa participar de competições. Você pode perfeitamente ter saúde em níveis mais baixos de intensidade. Então, o esporte competitivo é algo que, se a pessoa gosta de fazer, quer fazer e tem condições de fazer, ela pode, mas não é a meta, nem o exemplo que se dá para que a pessoa possa ter saúde através do exercício.

Contudo, existe uma grande quantidade de campeonatos e de clubes que oferecem atividades competitivas, mesmo amadoras, para diversas faixas etárias, incluindo a terceira idade, não é?
Isso é verdade. Mas, há uma mudança no objetivo primário. Neste caso, o que importa é a socialização e a confraternização entre as pessoas, mesmo que venham competir entre si. Elas valorizam muito mais estar juntas do que a performance. Outro fator interessante é que as pessoas começam a competir com elas mesmas. Isso vemos muito em corrida de rua. No atleta veterano, prevalece a necessidade de se manter ativo e de encontrar com seus rivais no esporte, mas amigos no dia-a-dia. É visto com bons olhos.

Você pode começar com qualquer idade?
Claro que pode. Não tem gente que aprende a nadar com 50, 60, 70 anos? É uma vitória.

Na internet, há vídeos com ginastas bem veteranas, às vezes com 70 anos, fazendo exercícios de solo e barras. Como chegar isso?
É a união de dois fatores: a prática ao longo da vida e o privilégio de ter nascido com uma condição física muscular e cardiovascular que permita a atividade em um nível um pouco acima dos outros. São pessoas afortunadas. Os que ganham as competições esportivas também são afortunados. Claro que treinaram, se esforçaram, mas aí também tem um componente genético que ajuda, sem menosprezar, claro, a dedicação. Mas a mensagem mais importante é essa: você pode fazer a sua atividade, se você se sentir bem e se sentir confortável, inclusive competitiva, desde que com bom senso. Não há contraindicação. Os esportes e os eventos esportivos suprem muitas necessidades. Muitas vezes, as pessoas, após perderem um cônjuge ou verem os filhos criados, tendem a se isolar. O esporte ajuda muito na socialização.

Eu costumo dizer “sempre”, a medicina é a ciência das verdades transitórias. Isso é o que temos para hoje, parafraseando o que está bem na moda entre os jovens.

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A importância do exame médico para treinar

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Antes de calçar seu par de tênis e sair correndo por aí, saiba que o primeiro passo a ser dado é agendar um exame médico. Por meio da consulta, são avaliados o seu condicionamento físico, o histórico de doenças na família e a possibilidade de você vir a ter algum problema de saúde. As consequências de pular esta etapa podem ser tanto nenhuma quanto até uma lesão ou agravamento de alguma condição clínica ainda não detectada.

Seja qual for o perfil do atleta iniciante, a avaliação clínica pré-participação (ACPP) é essencial antes de iniciar qualquer atividade física. Por meio do exame médico podem ser avaliados sintomas ou outras condições clínicas para as quais seja necessário fazer alguma recomendação especial para a prática de exercícios.

É uma excelente oportunidade que a pessoa tem de estar com um especialista no assunto, fazer uma checagem geral da sua saúde, tirar eventuais dúvidas e saber que estará praticando esporte aliando desempenho e segurança.

Durante a consulta, o médico faz um exame clínico e solicita um eletrocardiograma de repouso. Outros exames, como o Ecodopplercardiograma e o Teste de Exercício, podem ser solicitados se houver algum sintoma ou alteração no exame clínico que sejam sugestivos de doenças cardiovasculares.

Aqueles que tiverem interesse em aproveitar a situação para fazer uma checagem geral na saúde deve fazer também exames de rotina, como exames laboratoriais ou radiografia do tórax. Assim como o remédio, a atividade física também deve ser prescrita em uma determinada dose, de acordo com cadas limitações e objetivos de cada indivíduo. Desta forma, se otimizam os benefícios e se minimizam os riscos.

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Mulheres que assistem a programa de culinária têm IMC maior

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Se você é fã de programas de comida na televisão, não há problema em se divertir assistindo com as receitas. Mas um estudo publicado pela revista Appetite apontou que pode ser perigoso incluir as refeições da telinha na rotina. — Comida de TV deve ser apenas uma experiência de visualização, não uma experiência culinária.

Cálculo do IMC é diferente para quem já passou dos 60. O estudo investigou 501 mulheres, com idade entre 20 e 35 anos. Elas forneceram informações sobre peso, altura e alimentação e responderam com que freqüência preparavam refeições inspiradas em receitas de programas de TV.As mulheres que faziam comida de acordo com a televisão tiveram índice de massa corporal (IMC) maior e registraram, em média, 10 quilos a mais que as outras mulheres. A explicação está no baixo valor nutritivo que as receitas apresentadas em programas têm, dizem os pesquisadores.

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