Prazo final

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roseanasarneyTermina hoje o prazo para que todos os auxiliares de primeiro escalão da governadora Roseana Sarney (PMDB) respondam ao ofício enviado pelo secretário-chefe da Casa Civil, João Abreu, que pede a manifestação sobre a possibilidade de entregar o cargo para entrar na disputa eleitoral deste ano. A maioria dos secretários preferiu aguardar o prazo final para responder.

O ofício foi enviado na segunda-feira (27). No dia seguinte, segundo João Abreu, começaram a chegar as respostas. Sem citar nomes ou mesmo o número de respostas, o secretário-chefe da Casa Civil disse que somente iria divulgar os pré-candidatos para o pleito de outubro hoje.

Entre os que já entregaram a resposta está o titular da pasta de Cidades, Hildo Rocha (PMDB). Segundo ele, a resposta ao ofício já foi dada com a informação de que pretende deixar o cargo para disputar sua indicação dentro do partido para ser candidato a deputado federal.

“Já respondi e disse que tenho a pretensão de me candidatar este ano. Informei que vou disputar internamente no meu partido para ser candidato à Câmara Federal. Algo que somente será decidido nas convenções de junho”, afirmou Hildo Rocha.

Outros secretários preferiram deixar para responder no último dia. Esse é o caso do titular da Saúde, Ricardo Murad (PMDB), que será candidato à reeleição a deputado estadual.

Impasse – Os petistas Antônio Heluy (Trabalho e Economia Solidária) e Rodrigo Comerciário (Articulação Institucional) também responderão ao ofício apenas hoje. Ao contrário de Ricardo Murad, os secretários do PT ainda estão dialogando para decidir os rumos políticos que seguirão este ano.

Antônio Heluy garante que, até o fim do prazo para a resposta, ainda vai dialogar com membros de seu partido e também de siglas aliadas. Somente após essas conversas pretende apontar sobre sua saída ou não do cargo até o período de desincompatibilização (que será no início de abril).

“Estamos discutindo e fechando os pontos políticos. Até amanhã [hoje], ainda temos muito o que dialogar”, disse Heluy.

Rodrigo Comerciário também está em processo de negociação com o PT e com aliados e por isso não respondeu antes o ofício.

Na verdade, o impasse dos petistas passa pela indefinição sobre o resultado do Processo de Eleição Direta (PED) no Maranhão. Algo que somente será definido pela direção nacional da sigla.

A cautela em anunciar uma possível saída para a disputa eleitoral passa pela manutenção da aliança PT/PMDB já que ambos pretendem entrar na disputa para ser o candidato a vice na chapa do pré-candidato peemedebista, Luis Fernando Silva (PMDB). No caso de Antônio Heluy, além de trabalhar para ser o vice na chapa majoritária, ele discute a possibilidade de ser candidato a deputado estadual.

O Estado

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De braços com o crime?

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A descoberta, pela polícia, de que detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas mantiveram inúmeros contatos telefônicos com integrantes da cúpula do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Sindspem) reforçou a suspeita – levantada há tempos – de que parte do poder de fogo demonstrado por bandidos nos motins e chacinas vem do apoio que recebem de agentes públicos supostamente idôneos que conseguem cooptar, seja pela coação, seja pelo suborno.

O suposto envolvimento de chefes do Sindspem – entidade corporativa que representa exatamente agentes público cuja tarefa é atuar para que as regras penitenciárias sejam cumpridas à risca pelos apenados – é um escândalo sem precedentes na nada edificante história do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Isso porque, se verdadeira a relação, se trata de um conluio inaceitável, por representar um caso de corrupção difícil de ser classificado. Afinal, é inimaginável por um cidadão comum, que respeita as regras da vida em sociedade e banca o serviço público, que agentes penitenciários se envolvam com presidiários.

No caso dos telefonemas captados pela Polícia, uma diretora do sindicado dos agentes troca informações com um interno da Casa de Detenção Provisória (CDP), numa relação de cumplicidade não admitida sequer com familiares. O caso reúne vários crimes, sendo o primeiro deles o fato de um detento dispor de celular. Outro: a agente penitenciária receber ligações e trocar informações com o tal detento. Uma análise fria e equilibrada do caso certamente identificará problemas graves, pelos quais responderão o detento e a diretora e terceiros envolvidos, se houver.

O caso torna mais grave ainda a situação em Pedrinhas, porque sugere a existência de outros conluios, o que fragiliza o controle e a gestão do Complexo Penitenciário. Põe sub suspeita toda uma categoria de servidores cuja obrigação funcional é fundamental para assegurar a normalidade nos presídios do estado. E atinge mortalmente a credibilidade do sindicato, que pode estar sendo usado para essa prática criminosa.

Causou perplexidade, por exemplo, o esforço que chefes daquele sindicato fizeram para forjar denúncias contra o Governo do Estado durante a inspeção feita por representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em dezembro passado. A forja mais escandalosa foi um vídeo mostrando pessoas com membros dilacerados, como sendo de fato violento ocorrido em Pedrinhas. Tais imagens foram incluídas no relatório, numa atitude de clara má-fé. A direção de Pedrinhas contestou a “prova” e mostrou tratar-se de imagens retiradas de um site pornográfico dos Estados Unidos.

Além do mais, informações divulgadas em blogs apontam a militância política dos lideres do Sindspem, com fortes indicativos de que parte dessas ações teria esse viés. E o fato é que, por mais difícil que seja admitir e já não é possível aceitar, que são muito fortes o indícios de que agentes penitenciários, sob influência de terceiros, podem ter operado como “agentes” do crime dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Trata-se de uma possibilidade reforçada por indícios insuspeitos, que não podem e não devem ser desprezados.

O cidadão, que paga impostos e vive a mercê do crime, quer essa situação inteiramente passada a limpo.

Editorial de O Estado

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Inauguração em Matões

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A governadora Roseana Sarney e o secretário de Estado de Saúde, Ricardo Murad, inauguram o Hospital de Matões do Norte, dentro do Programa Saúde é Vida, nesta sexta-feira (31). O espaço será a primeira unidade avançada do Hospital Geral de Alta Complexidade Tarquínio Lopes Filho a ser entregue e prestará atendimento de traumas e cirurgias ortopédicas de urgência.

“Esse hospital, que será mantido com recursos estaduais, vai ser muito importante para a população de toda a região, que terá muito mais saúde. A unidade vai funcionará 24 horas e terá equipes médicas qualificadas”, ressaltou a governadora.

Em reunião, nesta quarta-feira (29), o Ricardo Murad detalhou a operacionalização do hospital a prefeitos e secretários de saúde dos 14 municípios da região de Matões do Norte. O secretário informou que a unidade vai dispor de cirurgiões, ortopedistas, anestesistas, intensivistas, três salas cirúrgicas e salas vermelhas com leitos de UCI.

“Esta será uma extensão do Hospital Geral de São Luís, com a mesma qualidade e equipes qualificadas para que as intervenções sejam realizadas com sucesso e rapidez”, enfatizou.

Hospital Monção

Ricardo Murad destacou que a unidade será referência para os municípios de Matões do Norte, Anajatuba, Arari, Belágua, Cantanhede, Itapecuru-Mirim, Miranda do Norte, Nina Rodrigues, Pirapemas, Presidente Vargas, São Benedito do Rio Preto, Urbano Santos, Vargem Grande e Vitória do Mearim.

O secretário adiantou que, para dar suporte à unidade avançada de Matões do Norte, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) está redefinindo o perfil do Hospital Regional Adélia Matos Fonseca, em Itapecuru-Mirim, que deixará de realizar cirurgias de emergências e terá maior disponibilidade para assistência materno-infantil. “Dentro de 15 dias vamos reorganizar o atendimento no hospital de Itapecuru que, com novos obstetras, pediatras e anestesistas dará mais conforto às gestantes e aos bebês”, adiantou.

Com o mesmo perfil do Hospital de Matões do Norte, serão implantadas outras três unidades avançadas do Hospital Geral em São Luís. Serão nos bairros Vila Luizão, Vila Palmeira e Maiobão. As obras serão concluídas ainda neste semestre.

Dentro da primeira etapa do Programa Saúde é Vida, já foram entregues à população 40 hospitais, sendo 23 hospitais de 20 leitos; 07 unidades de 50 leitos e mais 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

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